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domingo, 25 de abril de 2010

123 novas espécies descobertas em três anos no Bornéu...

123 novas espécies descobertas em três anos no Bornéu

WWF divulgou descobertas e apelou à sua protecção

Ao todo são 123 espécies novas descobertas em apenas três anos. Entre elas estão uma rã sem pulmões, que respira apenas através da pele, uma outra que se lança em altos voos no espaço, ou ainda uma lesma que atira setas de amor como Cupido, para injectar hormonas no parceiro a fim de aumentar as capacidades de reprodução. São apenas a ponta do icebergue de toda a riqueza e enorme diversidade biológica que caracterizam o Bornéu, a ilha tripartida entre a Indonésia, Malásia e o Brunei, no mar do Sul da China.

O anúncio das descobertas foi feito ontem pela organização ambientalista internacional WWF, que tem mantido nos últimos anos missões de investigação na ilha para ali estudar novas espécies e que aproveitou o Dia Mundial da Terra para apelar aos três países para agirem com determinação no sentido de garantirem a protecção da biodiversidade no Coração do Bornéu.

"Sabemos que é impossível para os três governos não desenvolverem na ilha actividades mineiras, florestais ou de plantação de palmeiras [para exploração do óleo de palma]" esclareceu Adam Tomasek, responsável pelo programa "Coração do Bornéu" na WWF . E sublinhou: "O que pedimos é que se estabeleça um equilíbrio entre a preservação e um desenvolvimento durável, para se proteger esta zona única para as gerações futuras."

Foi no Coração do Bornéu, uma vasta região de densas florestas com 220 mil quilómetros quadrados e que os três países acordaram em proteger em 2007, que os biólogos da WWF descobriram as novas espécies e onde continuam regularmente a fazer investigação. Ali se abrigam pelo menos 10 espécies de primatas, 350 de aves, 150 de répteis e anfíbios, além de 10 mil espécies distintas de plantas que são exclusivas daquele habitat e, portanto, únicas em todo o mundo.

"Descobrimos ali três novas espécies por mês, ao longo dos últimos três anos e pelo menos 600 desde há 15 anos", adiantou Adam Tomasek, notando que "as novas descobertas mostram a riqueza e a biodiversidade do Bornéu e permitem esperar mais novidades, algumas susceptíveis de contribuir para futuros tratamentos nas áreas do cancro ou da sida".

Uma das principais causas de desflorestação no Bornéu é a indústria do óleo de palma, e a Indonésia e a Malásia juntas são responsáveis por 85 por cento da produção mundial.

DN

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