So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

sábado, 29 de agosto de 2009

Há mais a separá-los do que aquilo que se pensa...

O PS e o PSD já apresentaram os respectivos programas eleitorais, dos quais se conclui que há muito mais a separar José Sócrates de Manuela Ferreira Leite do que aquilo que a maioria dos portugueses pensa.


Apesar da ideia comum de colocar no topo das prioridades os apoios às pequenas e médias empresas e o combate ao desemprego, o PS através de um pacto, o PSD através de incentivos fiscais à contratação, a marca da diferença está na resposta à questão sobre o caminho a seguir pelo estado.


O «rompimento» de Manuela Ferreira Leite com as políticas socialistas é prova de que afinal há então algumas diferenças a ter em conta.


A começar no modelo de avaliação de professores e a acabar na política de investimentos, a líder do PSD promete fazer a diferença.


Assaltaram viaturas durante casamento...

Um casamento foi a oportunidade para desconhecidos se apropriarem esta tarde, em Mangualde, de bens deixados no interior de viaturas de convidados, revelou fonte da GNR.


Os lesados eram convidados num casamento realizado na igreja de Nossa Senhora do Castelo, uma ermida situada num local um pouco afastado da vila.


Fonte da GNR revelou que foram apresentadas três queixas por furto de diversos bens, entre eles equipamentos de GPS.


Acrescentou que em outras ocasiões no local ocorreram assaltos a viaturas em situações similares, frequentemente associados ao descuido das pessoas em deixar bens à vista.


Uma das vítimas do assalto contou à agência Lusa que os autores recorreram ao arrombamento da fechadura das viaturas, de onde levaram os bens que lhe encontraram e que lhes interessavam, entre eles dinheiro, cartões e cheques bancários, pequenas jóias e documentos pessoais.


Morreu após 20 minutos a tentar ligar para o 112...

Mulher, que não conduzia há 30 anos, levou António Sousa ao hospital, onde faleceu.


Durante 20 minutos, Filomena Fernandes tentou, sem sucesso, ser atendida pelo 112. Não conduzia há 30 anos, mas meteu o marido doente no carro e levou-o ao hospital de Fafe. Minutos depois, foi dado como morto.


"Se o INEM tivesse vindo, talvez o meu marido ainda hoje estivesse vivo". Esta é a convicção de Filomena Fernandes, uma mulher de 60 anos que viveu, na madrugada de terça-feira, a maior aventura da sua vida, mas que terminou da pior forma. Durante a madrugada, o marido, António Sousa, 61 anos, começou a sentir falta de ar e, como tantas vezes, pediu a medicação e um chá. Como não sentia melhoras, e já em grande aflição, disse à mulher que tinha de ir ao hospital. Filomena ligou o 112 e aí começou a odisseia, que só terminaria com a notícia da morte do marido.


"Liguei para o 112 e tocava sem que ninguém atendesse. Desliguei e liguei para uma cunhada, que também não atendeu. Voltei a ligar o 112, chamou muito tempo, mas ninguém atendeu", relembrou. A última chamada para o 112 está registada às 4.30 horas. Em completo desespero e sem conseguir ajuda, Filomena decidiu transportar o marido de automóvel. "Já há 30 anos que não conduzia", contou.


António ainda tirou o carro da garagem, porque a mulher não conseguia fazer marcha-atrás, mas depois Filomena tomou o volante. De Vinhós, freguesia onde habita, até Fafe, Filomena foi com os vidros abertos a gritar por auxílio, mas ninguém a ouviu, durante o trajecto. Já às portas da cidade, na Rua do Retiro, Filomena sentiu que o marido desfalecia. "Aí, comecei a gritar ainda mais. Aumentei a velocidade do carro e não tive um acidente por sorte", recorda, banhada em lágrimas.


Já perto do hospital, parou o carro e foi a correr até às urgências. Seria, depois, um funcionário daquela unidade quem se deslocou à viatura e o conduziu à urgência. Minutos depois, foi declarado o óbito de António Sousa.


Filomena sente-se indignada pelo facto de o número de emergência nacional não ter funcionado e espera, agora, "que as entidades competentes possam colmatar as falhas para salvar vidas que, no futuro, precisem de auxílio".


No distrito de Braga, a central 112 está ligada ao comando distrital da PSP que, depois, encaminha as chamadas para os diversos serviços, dependendo se as chamadas são destinadas ao INEM ou às entidades policiais. Fonte da PSP admitiu que, muitas vezes, as chamadas estão em espera pelo facto de a linha estar ocupada, situação que poderá ter ocorrido na madrugada de terça-feira.


Tentam matar GNR e ficam em liberdade...

O Tribunal de Fafe decidiu, ontem, sexta-feira, mandar em liberdade os quatro homens e uma mulher que se envolveram, anteontem, na freguesia de Cepães, Fafe, com militares da GNR agredindo-os e ameaçando-os com armas de fogo.


Um dos indivíduos, tal como ontem o JN noticiou, chegou mesmo a carregar no gatilho da arma que havia retirado do coldre de um dos GNR. Disparou três vezes em seco e só a culatra impediu que a arma disparasse quando ele a tinha encostado ao corpo do guarda.


Os quatro homens - o pai, de 67 anos, e os três filhos, de 46, 40 e 26 anos- foram ouvidos durante todo o dia no Tribunal de Fafe, onde entraram poucos minutos antes das 10 horas e saíram ao fim de onze horas, cerca das 21.


O almoço foi-lhes foi servido nas instalações do destacamento da GNR de Guimarães.


Como medida de coacção, o juiz de turno da comarca de Fafe declarou a apresentação periódica no posto da GNR de Fafe.


Sendo assim, os quatro homens saíram em liberdade. Ao início da noite, no exterior do Palácio da Justiça de Fafe foram recebidos por familiares que os confortavam.


A mulher do homem que tirou a arma ao agente da autoridade, e que ficou detida, durante a noite, no posto da GNR, saiu também em liberdade e sem estar sujeita a qualquer medida de coacção.


Recorde-se que os três filhos do casal deram entrada, anteontem ao final da tarde, na unidade de Guimarães do Centro Hospitalar do Alto Ave, com várias escoriações no corpo mas com especial incidência na zona da cabeça e das pernas.


Ao final da noite de anteontem, receberam alta médica e foram reconduzidos aos calabouços da GNR, onde pernoitaram.


Ontem de manhã, à entrada para o Tribunal de Fafe, eram bem visíveis as mazelas físicas que ostentavam.


Ex-futebolista julgado por burlas...

Ourives de Leiria ficou sem mais de duas dezenas de relógios avaliados em 500 mil euros.


Apresenta-se como empresário de sucesso e ex-futebolista com contactos no mundo do futebol. Bem falante, conseguiu burlar várias pessoas em 800 mil euros. Só a um ourives de Leiria levou relógios avaliados em 500 mil euros.


António Lopes é natural de Castro Verde, fará 51 anos no final de Setembro e é conhecido por "Tó Lopes", "Pancho", "Pereira" e "Russo". As burlas que é acusado de ter efectuado, desde o ano 2000, terminariam em 2007 com a sua detenção pela Polícia Judiciária de Leiria. Está acusado de seis burlas qualificadas pelo Ministério Público de Leiria.


O processo, que conta seis volumes e que começará a ser julgado no próximo mês pelos juízes do Tribunal de Leiria, começou a ser investigado em 2005. Em finais de Abril, princípios de Maio desse ano, António Lopes realiza uma escritura no 2º Cartório Notarial de Leiria - de um milhão de euros - e começa por elogiar o relógio "Breitling" do funcionário.


Estava dado o pontapé de saída para uma conversa que envolveu o jogardor da selecção nacional, Deco. António Lopes diz que tem uma reunião com o futebolista por causa da compra e venda de terrenos e que pretende investir 80 mil euros em relógios. A conversa é tão convincente que o funcionário decide colocar o arguido em contacto com um ourives de Leiria.


No dia do encontro, António Lopes aparece na ourivesaria conduzindo um BMW X5 com outro homem. Começa por ver relógios classificados como sendo de "alta relojoaria" e pede para serem colocados de parte os que pretende levar. Durante a conversa com o ourives, conta que andou a estudar no Colégio D. Nuno Álvares, em Tomar, fez carreira como futebolista, foi guarda-redes do União de Tomar e afirmou conhecer diversos jogadores da União de Leiria, do Benfica entre outros clubes.


Acabou por fazer negócio e levar consigo seis relógios de 36700 euros, já com desconto. Deixou dois cheques pré-datados e 500 euros em numerário.


A 11 de Maio, António Lopes dirige-se novamente à ourivesaria e desta vez faz-se acompanhar de dois indivíduos. Um deles apresenta como ex-jogador do Farense e outro como afeiçoado da alta relojoaria e com bons conhecimentos ao nível dos quadros do banco BES. Levaram oito relógios, que custaram 143830 euros e deixou 12 cheques pré-datados.


A 23 de Maio nova compra, desta vez oito relógios de 114225 euros. Deixou mais cheques pré-datados.


Quando o ourives tentou descontar os cheques e verificou que não havia dinheiro, tentou falar com António Lopes mas ele foi-se desculpando sempre com atrasos em pagamentos ou incidentes bancários.


Em Junho do mesmo ano, António Lopes tenta convencer o proprietário de um stand de automóveis de Guimarães a ficar com quatro relógios em troca de um carro (MG) em segunda mão. O empresário acede em ficar com um relógio de 40 mil euros e promete tentar vender os outros. Em Dezembro, o empresário diz que ainda tem o relógio para venda e o arguido acaba por o comprar por 34 mil euros. Deixou três cheques pré-datados que foram devolvidos pelo banco, por falta de crédito.


No rol das burlas, de que está acusado pelo MP conta-se ainda a aquisição de 10 telemóveis a uma loja da Vodafone, em Lisboa., pelos quais passou cheques de 3400 euros.


Sírios chegaram a Portugal...

Os dois cidadãos sírios que estavam detidos em Guantánamo chegaram esta sexta-feira a Portugal.


De acordo com um comunicado do Ministério da Administração Interna, os dois "manifestaram interesse em ser acolhidos por Portugal, não são objecto de qualquer acusação, são pessoas livres e estão a viver em residências cedidas pelo Estado, que está a desenvolver as diligências tendentes à sua integração na sociedade portuguesa".


A decisão sobre o regime legal aplicável à entrada em Portugal destas duas pessoas obedeceu ao disposto no artigo 68.º, nºs 1 e 2, da Lei 23/2007, de 4 de Julho, explica o MAI.


Este regime apenas vincula o Estado português, assim os sírios necessitam de vistos adicionais para se deslocarem ao território de outro Estado-membro da União Europeia.


"A decisão de acolhimento teve por base informações colhidas junto das autoridades norte-americanas e foi precedida de reuniões entre um elemento do SEF e os representantes legais dos ex-detidos e da avaliação da sua capacidade de integração", acrescenta o comunicado.


Recorde-se que o Governo português manifestou, desde a primeira hora, disponibilidade para ajudar o presidente dos EUA, Barack Obama, a encontrar soluções de acolhimento para as pessoas que estiveram detidas em Guantánamo.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Foram fotografados em Lisboa e viram a sua imagem publicada na Internet. Vão apresentar queixa-crime e pedem 200 mil euros de indemnização ...

Um casal português foi fotografado pelo serviço «Street View» da Google Maps e não gostou. Agora prepara-se para apresentar uma queixa-crime contra a empresa e pede uma indemnização civil que deverá rondar os 200 mil euros. Esta é a primeira acção conhecida em Portugal contra a Google. A empresa, sublinha que qualquer imagem «inapropriada» pode ser retirada.


Google disponibiliza «fotos de rua» de Lisboa e Porto


«A queixa-crime por fotografia ilícita e devassa da vida privada deverá dar entrada no DIAP (Departamento de Acção e Investigação Penal) no início da próxima semana, juntamente com o pedido de indemnização civil que deverá rondar os 200 mil euros, 100 mil para cada um», adiantou ao tvi24.pt José Manuel Castro, advogado do casal.


As fotografias foram tiradas há cerca de um mês, mas o casal lesado só deu conta da sua publicação na Internet na passada semana. «Ficaram bastante incomodados, uma vez que estão agarrados e a imagem é bem visível», explicou o causídico.


As imagens foram recolhidas na rua António Lopes Ribeiro e é possível verificar que a mulher está precisamente a apontar para o carro que tira a imagem e que tem apenas um desfoque ligeiro. Já o homem que a acompanha tem o rosto totalmente desfocado. «O meu desagrado é total. Vai contra os meus princípios ser exposta desta maneira»,a ofendida que solicitou o anonimato, uma vez que não pretende aumentar a exposição pública a que já foi sujeita.


Questionada sobre o desfoque que existe na imagem, a lesada argumenta: «Com certeza que conseguimos ser identificados. Eu vi logo e os meus familiares identificaram-me logo. Sinto-me lesada em todos os campos», declarou.


A Google assegura que «cumpre inteiramente a legislação» e declara: «Em todos os novos produtos e serviços da Google passamos muito tempo a desenvolvê-los e a testá-los de forma a torná-los os mais úteis possíveis para os consumidores.


A Google lançou o Street View em diversos países e disponibiliza ferramentas de fácil utilização que permitem de uma forma rápida e eficaz remover qualquer imagem considerada inapropriada. Seria impraticável avisar individualmente as pessoas, uma vez que o dia, a hora e o local onde passa o carro da Google está dependente de inúmeros factores como o tempo, tráfego, entre outros».


O que diz a lei?


A legislação que poderá estar em causa, segundo o advogado do casal, estipula que «quem, sem consentimento e com intenção de devassar a vida privada das pessoas, designadamente a intimidade da vida familiar ou sexual: captar fotografar, filmar, registar ou divulgar imagem das pessoas ou de objectos ou de espaços íntimos é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 240 dias».


Segundo o advogado, em causa poderá estar também o crime de gravações e fotografias ilícitas, ou seja, «quem sem consentimento fotografar ou filmar outra pessoa, mesmo em eventos em que tenha legitimamente participado».


Suíços contra Street View


O Google Street View recebeu 300 reclamações numa só semana de funcionamento na Suíça. Os autores dessas queixas pediram que os seus rostos sejam desfigurados nas imagens em que aparecem ou que estas sejam eliminadas da rede.


As reclamações apresentadas unem-se às denúncias de invasão de privacidade já registadas em países como Reino Unido, Grécia e Japão, onde o Google Street View também causou polémica por exibir com nitidez fotos de pessoas, veículos e imóveis.


Corpo do senador norte-americano encontra-se em câmara ardente na biblioteca presidencial JFK até sábado...

Milhares de pessoas prestaram homenagem a Ted Kennedy. O corpo do senador norte-americano encontra-se em câmara ardente na biblioteca John F. Kennedy (JFK), em Boston, até sábado, altura em que se realizará o funeral na basílica de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na mesma cidade dos EUA.


Falecido na terça-feira, o corpo de Ted Kennedy saiu esta sexta-feira da histórica propriedade da família, na costa de Cape Cod, rumo à capital do estado de Massachusetts.


Após uma longa viagem, milhares de pessoas esperavam nas ruas de Boston a passagem do carro que transportava o corpo do senador, que esteve no senado dos EUA durante quase 50 anos.


Os restos mortais de Ted Kennedy foram levados para a biblioteca presidencial John F. Kennedy, o presidente e irmão do senador, assassinado em 1963.


No local, a receber as condolências, encontrava-se Vicki Kennedy, a viúva, e o segundo filho do primeiro casamento, Edward Kennedy Jr.


O senador Ted Kennedy, com 77 anos, não resistiu a um tumor no cérebro. Fica na memória a sua resistência à violência política, à qual que sobreviveu durante longos anos.


No funeral, a realizar-se sábado, espera-se o elogio fúnebre do presidenente dos EUA, Barack Obama, e a presença dos ex-presidentes Jimmy Carter, Bill Clinton e George W. Bush.


Segundo a Agência EFE, o Governo chinês também enviou as condolências aos EUA pela morte de Ted Kennedy, que em 1977 realizou uma visita à país asiático. «Ele preocupou-se e apoiou o desenvolvimento dos laços entre a China e os EUA», afirmou a porta-voz da Chancelaria chinesa Jiang Yu.


Após a cerimónia fúnebre, os restos mortais do senador serão transportados para o Cemitério Nacional de Arlington, às portas de Washington, onde será sepultado ao lado dos dois irmãos assassinados, John e Bobby Kennedy.


Já é o terceiro navio deste armador a ser travado pelo mesmo motivo...

As autoridades norueguesas apreenderam o arrastão português «Praia de Santa Cruz», por pesca ilegal de bacalhau e eglefim, avança a «TSF». Fonte da polícia norueguesa confirmou à rádio que o armador vai ser penalizado com uma multa avultada.



Segundo a «TSF», a marinha norueguesa abordou o arrastão português no sábado numa zona de pesca exclusiva ao largo do arquipélago de Svalbard, no mar da Noruega, tendo-o apreendido.


Em terra, os inspectores encontraram cerca de 450 toneladas de bacalhau e eglefim, quantidades significativamente maiores do que as declaradas às autoridades norueguesas.


O arrastão português, com uma tripulação de cerca de 40 homens, pertence ao armador Silva Vieira, que já viu outros dois navios serem apreendidos na Noruega, tendo sido multado por pesca ilegal, adianta a «TSF». A associação ambientalista Greenpeace pede ao Governo de Oslo que a frota de Silva Vieira seja incluída na lista de barcos impedidos de pescar em águas da Noruega.


Entretanto, uma fonte da polícia norueguesa garantiu à TSF que o armador Silva Vieira vai ser penalizado com uma multa bastante avultada, o que pode ir dos 100 aos 200 mil euros.


De acordo com a TSF, o Ministério do Negócios Estrangeiros português já iniciou contactos com as autoridades norueguesas para encontrar uma solução para o caso.


Incidente fez dois feridos. 15 pessoas foram identificadas pela PSP...

Duas pessoas foram esfaqueadas numa rixa que aconteceu num comboio da linha de Sintra esta quinta-feira à noite. Fonte policial explicou que os incidentes ocorreram às 21.39 horas no comboio proveniente do Rossio.


«Segundo uma testemunha no comboio seguiam cerca de 20 indivíduos. Quando a composição parou na estação Queluz-Belas, entraram outros cerca de 20 indivíduos na mesma carruagem. Os dois grupos começaram então a agredir-se com facas e paus», disse a mesma fonte.


A PSP foi de imediato para o local e os indivíduos «fugiram em pequenos grupos seguindo direcções diferentes».Os agentes conseguiram identificar cinco indivíduos, com idades entre os 16 e os 21 anos, inclusive os dois feridos. Outro grupo de 7 indivíduos foi interceptado por uma equipa de intervenção rápida de Sintra. E mais três indivíduos foram entretanto detectados pela polícia.


Os feridos foram assistidos pelos bombeiros e transportados para o hospital Amadora-Sintra, tendo recebido tratamento, mas não necessitaram de internamento.


Tudo indica que os incidentes se tenham tratado de uma ajuste de contas entre dois grupos rivais, mas as investigações vão continuar.


Os dois feridos faziam parte de um dos grupos. Segundo a PSP, mais nenhum passageiro do comboio foi agredido.


A composição ficou retida na estação de Queluz-Belas cerca de 20 minutos devido aos incidentes. A PSP apreendeu uma faca de cozinha deixada no comboio.


A jovem que, na altura do rapto tinha 11 anos, apareceu na Califórnia, onde se apresentou numa esquadra da polícia como Jaycee Lee Dugard ...

Jaycee Lee Dugard reaparece

A polícia de El Dorado, na Califórnia, acredita ter encontrado viva uma mulher que foi raptada em 1991, quando tinha apenas 11 anos, refere a Reuters.


De acordo com Les Lovell, detective do condado de El Dorado, a mulher apareceu quarta-feira em Riverdale, onde se apresentou numa esquadra da polícia. A jovem, agora com 29 anos, afirmou ser Jaycee Lee Dugard, a vítima do sequestro de 1991 perto da casa em que morava em South Lake Tahoe.


O detective afirmou que a polícia está 99% convencida de que a mulher que lhe apareceu é mesmo Jaycee Lee, mas requisitou testes de ADN para confirmar a identidade.


Ainda de acordo com o detective Les Lovell, o FBI já localizou os dois responsáveis pelo rapto, um homem e uma mulher, que se encontram detidos para interrogatório. Os dois detidos são casados e foram identificados como sendo Phillip Craig Garrido, de 58 anos, e Nancy Garrido, de 55.


O jornal «San Francisco Chronicle» refere que Phillip Craig Garrido é acusado de cinco crimes, incluindo rapto e violação, enquanto Nancy Garrido é acusada de dois crimes.


Phillip Craig Garrido está registado no Estado da Califórnia como agressor sexual, figurando no website «Megan's Law», onde são listados os agressores sexuais conhecidos. As autoridades já estão a investigar uma casa onde Jaycee poderá ter vivido.


É como «ganhar a lotaria»


Carl Probyn, padrasto de Jaycee Lee Dugard, contou à CNN e à ABC News que o FBI telefonou quarta-feira à tarde à mulher, Terry Probyn, para lhe dizer que a filha tinha sido encontrada.


Jaycee foi vista pela última vez perto de casa, numa paragem de autocarro em South Lake Tahoe, na Califórnia, a 10 de Junho de 1991. A polícia de El Dorado referiu que, na altura do desaparecimento, «foi relatado que um veículo onde seguiam dois indivíduos levou Jaycee e a raptou, enquanto o padrasto assistia».


Probyn seguiu o carro numa bicicleta, mas em vão. «Não havia nada que eu pudesse fazer», afirmou.


Para o detective Les Lovell, «ela não foi mantida presa, pelo menos não parece».


«A Jaycee lembra-se de tudo» e respondeu a todas as perguntas da mãe, contou o padrasto Carl Probyn. «Eu diria que há uma probabilidade de 99% de ser ela», acrescentou. «Estou muito feliz. É como ganhar a lotaria», rematou.

Computador apreendido em Zamora com mapas para assaltos no Porto...

Um grupo de espanhóis planeava assaltar, na próxima semana, um total de seis bancos na zona do Grande Porto. O facto foi detectado pela Guardia Civil, que os apanhou após tentativa de roubo a uma agência bancária em Zamora, Espanha.


A descoberta aconteceu no desenvolvimento das investigações aos três indivíduos, presos no passado dia 21, em Zamora, após uma fuga aos agentes da autoridade do país vizinho que durou um dia.


Após a detenção e aquando de uma busca, foi apreendido a um dos indivíduos um computador portátil contendo os esquemas todos delineados: mapas de localização de bancos, pormenores sobre ruas e proximidade de estradas para fuga; e até datas. Ao todo, estavam a ser planeados assaltos a seis agências bancárias, situadas no Porto e arredores. Após os crimes, fugiriam para Espanha.


Há indícios de que os suspeitos estiveram em Portugal em estudo dos alvos a atacar. Também por isso é que a Guardia Civil de Zamora fez chegar a informação às autoridades portuguesas, através dos normais mecanismos de colaboração policial.


Acontece, porém, que os indivíduos, de 53, 41 e 34 anos, foram detidos, levados a interrogatório judicial, mas acabaram em liberdade. Tal decisão do juiz de Zamora deve-se-á ao facto de as autoridades apenas terem detectado o trio em movimentos suspeitos e não terem chegado a entrar na dependência bancária, em Benegiles, Zamora, localidade que fica a 360 quilómetros da fronteira com Portugal (Bragança).


Em concreto, foram detectados no passado dia 20 pela polícia nas imediações do banco, à espera da hora de abertura. Ao sentirem-se descobertos, os presumíveis assaltantes colocaram-se em fuga, tendo atirado pela janela de um carro alugado (com matrícula falsa) uma caçadeira, uma peruca e dois gorros passa-montanhas.


As detenções só foram consumadas no dia seguinte. Os suspeitos fumavam cigarros, numa quinta dos arredores de Zamora. Interrogados, negaram a preparação do assalto, bem como a posse dos objectos atirados do carro. Depois, justificaram o ritmo acelerado da viatura alugada com o gosto pela alta velocidade. E justificaram a presença na quinta onde foram detidos com a intenção de arranjar empregos de carga e descarga de camiões de palha.


Guarda só não morreu porque agressor não puxou culatra.Quatro militares e três irmãos feridos em confronto em Fafe...

Dois militares da GNR de Fafe, chamados a uma desavença entre vizinhos, foram agredidos. A um, tirararam-lhe a arma, que lhe encostaram à barriga e dispararam três vezes, em seco; se tivessem puxado a culatra, matavam-no.


Cerca das 18.20 horas de ontem, uma patrulha da GNR de Fafe circulava na freguesia de Cepães (Fafe), quando foi abordada por uma senhora que se queixava de estar a ser apoquentada e injuriada por uma família vizinha.


Os dois elementos da patrulha - uma mulher e um homem -, abeiraram-se da família e, quando os abordaram para se inteirar da situação, foram agredidos.


Os militares foram recebidos por indivíduos com sacholas, cabos de vassoura e outros objectos de dimensão considerável. Na residência dos agressores estava um casal e os três filhos, de 42, 40 e 26 anos. No meio deste imbróglio, o pai, indivíduo com 67 anos conseguiu retirar a arma de serviço do coldre do militar e, segundo fonte policial, ter-lhe-á dado "três gatilhadas na zona do abdómen".


Tivesse o agressor puxado a culatra antes de disparar e o militar teria sido morto.


Em apuros, a patrulha mista solicitou reforço para o local e, volvidos cerca de 20 minutos,a força da GNR já estava composta por mais 10 guardas, que para ali se deslocaram de postos limítrofes sob a égide do Destacamento Territorial da GNR de Guimarães.


Os indivíduos foram finalmente controlados e transportados para o posto da GNR de Fafe. Ali, foram chamados ao local três ambulâncias dos Bombeiros Voluntários de Fafe e a ambulância de Suporte Básico de Vida do INEM.


O aparato de meios de socorro e de viaturas da GNR atraiu para junto do posto várias dezenas de populares que tentavam perceber as suas causas.


Depois de estabilizados pelas equipas de bombeiros e pelo INEM, os feridos foram transportados para as Unidades de Fafe e de Guimarães do Centro Hospitalar do Alto Ave. Deram entrada nos hospitais os três filhos do casal envolvidos na luta e quatro militares da GNR.


Junto de fonte hospitalar que dos três agressores, dois entraram em Guimarães com ferimentos considerados ligeiros e o outro com suspeita de fractura numa das pernas. Apresentavam várias escoriações na zona da cabeça e das pernas. Os ferimentos nos agentes da autoridade eram considerados ligeiros.


No posto de Fafe ficaram detidos os dois elementos do casal e, à hora do fecho desta edição, esperava-se ainda para saber se os três agressores que estavam no hospital iriam receber alta médica. Caso recebessem alta ainda durante a madrugada, seriam conduzidos para os calabouços da GNR para serem hoje hoje presentes ao Tribunal de Fafe, onde o casal também será ouvido.


Trata-se de uma família problemática. Ontem, junto do posto da GNR alguns moradores faziam menção a isso mesmo e ao mal-estar que provocam junto da vizinhança.


Recluso de Custóias condenado por tentar matar a mulher com paradeiro desconhecido...

Um indivíduo a cumprir pena por tentar matar a mulher fugiu da prisão de Custóias, Matosinhos, no carro de um guarda, aproveitando o facto de estar a lavá-lo. Abandonou a viatura na ponte do Freixo, no Porto. E desapareceu.


Admite-se até a hipótese de o homem ter-se atirado ao rio Douro, mas não há confirmação. Uma testemunha disse às autoridades que viu alguém lançar-se do tabuleiro. Os mergulhadores dos Sapadores do Porto foram mobilizados para o local, realizando buscas que resultaram infrutíferas.


À hora de fecho desta edição, as autoridades continuavam à procura do indivíduo, de 54 anos, desde 2006 a cumprir pena de cinco anos e nove meses por violência doméstica e tentativa de homicídio da mulher.


Fontes do meio prisional assumiram o receio de que o recluso - que possui registo de psiquiatria complicado, incluindo tentativa de suicídio - tenha ido à procura da mulher, que trabalha na zona do Bonfim, Porto. Apesar dos antecedentes de violência, o recluso era visitado pela vítima.


De acordo com informações recolhidas, o recluso, natural do Porto e residente em Rio Tinto, evadiu-se por volta do meio-dia de ontem, usando a carrinha Skoda de um guarda prisional. O guarda pediu ao preso para lhe lavar o carro, tarefa que este aproveitou para furtar a chave e fugir com a viatura.


Os contornos da evasão estão a ser averiguados pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, designadamente como foi possível um recluso passar a segurança dos portões da cadeia. O evadido gozava de confiança atribuída pela Direcção. Estava sujeito a regime aberto virado para o interior e trabalhava no refeitório.


Só que, apesar do quadro psiquiátrico complexo, não era alvo de especial vigilância e movimentava-se com à-vontade nas instalações da cadeia. A prova é que tinha acesso à cozinha, local sensível no que toca a objectos perigosos e à segurança alimentar.


Na queixa que apresentou na PSP do Porto relativamente ao furto, o guarda prisional alegou que o recluso foi buscar a chave da carrinha ao bolso de uma bata que estava num gabinete. Em seguida, dirigiu-se para a viatura, estacionada no parque da cadeia, e fugiu.


Após escapar-se de Custóias, o evadido terá feito o percurso Matosinhos-Porto com o objectivo de parar na zona de Campanhã/Bonfim, a fim de ir ter com a mulher com quem teve problemas. Mas ter-se-á enganado no caminho, pelo que saiu em Gaia e voltou a circular em direcção ao Porto.


Por motivos desconhecidos, acabaria por abandonar a carrinha do guarda a meio da ponte do Freixo, na faixa da direita. Cerca das 13 horas, a viatura parada acabou por dar origem a um acidente, envolvendo um agente da PSP. E o recluso já tinha desaparecido. Pouco antes do embate, alguém ligara à Polícia a dizer ter visto um vulto atirar-se da ponte


A colisão poderá ter resultado do facto de um veículo, que seguia à frente da moto policial, ter mudado de direcção à última hora, para desviar-se do carro abandonado. O agente não se apercebeu da carrinha e não evitou o embate.


O polícia acidentado, de 41 anos e afecto à Escola Segura, ficou com escoriações e foi transportado para o Hospital de S. João, Porto.


Governo aprova novas regras...

O Governo aprovou novas regras para os criadores e donos de cães, destinadas a reforçar a segurança pública, estando previstas sanções que vão da pena de prisão a multa para quem promover e participar em lutas de animais.


O decreto-lei ontem aprovado em Conselho de Ministros reforça as medidas de segurança ao nível do alojamento e circulação dos animais, na sequência de uma proposta do Ministério da Agricultura para um maior rigor na detenção de animais considerados perigosos.


"Este diploma vem ainda reforçar as medidas de detenção e comercialização, bem como o controlo da criação de cães das raças consideradas perigosas, determinando que esta última só pode ser levada a cabo por criadores expressamente autorizados para o efeito", refere o Ministério da Agricultura em comunicado.


O mesmo decreto-lei estabelece regras "muito específicas" para o treino de cães perigosos e potencialmente perigosos, prática que só pode ser efectuada por "treinadores aprovados para tal".


Ao abrigo da Lei de Autorização Legislativa de 21 de Agosto último, o novo regime prevê crimes específicos, sem prejuízo da aplicação do Código Penal em casos de morte ou outros tipos de crimes imputáveis ao detentor do animal.


Assim, a promoção ou a participação com animais em lutas entre eles ficam sujeitas a pena de prisão até um ano ou pena de multa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sensasional Danyl Johnson...


















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Detido por posse ilegal de armas...

De acordo com informações das autoridades, a detenção teve origem numa queixa apresentada no posto local daquela força de segurança que dava conta de uma alegada ameaça com arma feita pelo suspeito a um vizinho. As diligências levadas a cabo pelos agentes levaram a uma busca domiciliária que resultou na apreensão de diversas armas, das quais algumas se encontram em situação ilegal.


"O detido é caçador e tinha licença para uso e porte de duas espingardas de caça, no entanto, a GNR encontrou, além dessas caçadeiras, uma pistola de calibre 6.35 mm, uma pressão de ar e uma terceira caçadeira para as quais não há documentos", explicou fonte das autoridades.


Durante as buscas também foram apreendidas 124 munições de calibre 6.35 mm, 14 cartuchos de zagalote, 21 cartuchos de bala e 63 cartuchos de chumbo.


Quanto à queixa de ameaça com arma, a GNR explicou que o caso ainda está a ser investigado, mas na sua origem parece estar uma discussão à volta de terrenos de pastagens.


O detido foi presente a tribunal, tendo-lhe sido aplicado o termo de identidade e residência como medida de coacção, enquanto que o processo baixou a inquérito.


Esta é a segunda apreensão de armas ilegais feita em poucos dias pelo Destacamento Territorial de Moimenta da Beira. Tal como o nosso Jornal noticiou, a GNR já tinha encontrado numa habitação em Sernacelhe mais de uma dezena de armas que se encontravam em situação ilegal.



Um rapaz de 12 anos sobreviveu oito dias no Parque Nacional...

Um rapaz de 12 anos, oriundo de Moçambique, sobreviveu oito dias no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, rodeado de leões e elefantes. Criança perdeu-se da família enquanto tentava atravessar a fronteira ilegalmente.


Alex Mboweni perdeu-se da família quando esta foi surpreendida pela polícia fronteiriça ao abandonar Moçambique. Alex correu e nunca mais foi visto pela mãe, entretanto capturada pelas autoridades.


A criança surpreendeu tudo e todos ao ser encontrada viva oito dias depois. Segundo relatou ao jornal sul africano "Daily Sun", Alex nunca pensou que alguém o encontrasse com vida. "Pensei que fosse morrer", relatou.


A criança ficou desorientada, sem saber "onde estava, nem para onde ir" e apenas encontrou água três dias depois de ter chegado ao parque, bebendo de um rio também utilizado por elefantes e leões. À noite, Alex dizia sentir "muito medo", pois ouvia "os leões rugirem e outros animais a fazer barulhos".


Foi o pai da criança que deu o alarme. Samuel, único residente legal da família na África do Sul, reportou o desaparecimento do filho numa esquadra perto da fronteira. A mãe, detida na mesma esquadra, foi, então, utilizada para localizar o filho, subindo a um monte e berrando o seu nome. Ao sexto grito, Alex apareceu.


A criança nem queria acreditar na sua sorte quando ouviu a mãe chamar por ele. "Consegui aproximar-me do local de onde vinha a voz que me chamava e era mesmo verdade, era a minha mãe que chamava por mim", disse.


Alex foi, depois, levado para um hospital, mas não apresenta problemas físicos decorrentes dos oito dias que passou sozinho entre animais selvagens.


Casa na Quinta da Princesa tinha documentos roubados em assaltos...

A PSP já identificou os líderes do motim que assolou, esta semana, o Bairro da Quinta da Princesa, no Seixal. São quatro indivíduos que estarão relacionados com o tráfico de armas e associados a roubos à mão armada.


As primeiras conclusões começaram já a ser retiradas, numa altura em que o bairro parecia ontem ter regressado à normalidade, após duas madrugadas de confrontos com a PSP.


A polícia foi recebida a tiro e com cocktails molotov, numa cenário a fazer lembrar os recentes confrontos no Bairro da Bela Vista, em Setúbal.


Os incidentes começaram na noite de domingo, quando a PSP foi recebida com violência, na sequência de um furto de uma moto.


Mas os primeiros sinais de violência já se fizeram sentir há cerca de 20 dias, quando elementos da PSP do Seixal apreenderam, na imediações da Quinta da Princesa, uma carrinha que continha no seu interior cerca de 20 cocktail molotov, duas espingardas caçadeiras e um revólver.


Depois disso, sempre que a PSP entrava no bairro era recebida com violência, que se generalizou na madrugada de terça-feira, com o lançamento directo de cocktail molotov contra dois carros patrulha. À hora de fecho da nossa edição, o ambiente mantinha-se calmo, segundo fonte da Direcção Nacional da PSP adiantou, e havia possibilidade de ser reduzido o dispositivo de segurança.


Porém, o prosseguimento das investigações, a cargo da PSP, dava já conta de que os quatro líderes do motim estão identificados e estarão ligados ao tráfico e empréstimo de armas entre os meios criminosos, para a a efectivação de roubos à mão armada, uma realidade a que a Quinta da Princesa não é pela primeira vez associada.


Num apartamento devoluto, de que os líderes do motim fizeram o seu quartel-general, foram descobertos vários documentos, que já foram avaliados. Ao que tudo indica, fazem parte de lotes de documentos subtraídos em roubos à mão armada, em particular em razias efectuadas em restaurantes. As vítimas já tinham apresentado queixa na PSP.


As investigações dão ainda conta da utilização, pelos revoltosos, de uma mistura de óleo e gasolina, espalhada pelas escadas dos prédios para dificultar o acesso à PSP nas madrugadas dos confrontos, uma vez que os criminosos ocupavam os terraços dos edifícios para atacar a polícia. A mistura chegou a ser utilizada em revoltas nos bairros de França e é altamente escorregadia e inflamável.


Agentes dos serviços de informações franceses conseguiu fugir...

Um dos agentes dos serviços de informações franceses raptados a 14 de Julho, em Mogadíscio, Somália, conseguiu fugir enquanto os raptores dormiam.


Foi o próprio funcionário que relatou a sua versão à emissora francesa RF1 umas horas depois de as autoridades solmalis terem confirmado que estava em liberdade e refugiado no palácio presidencial de Mogadíscio.


O porta-voz de Imprensa da presidência afirmou que o homem "entrou na residência do presidente com uma pistola na mão", tendo explicado que tinha fugido, depois de matar três dos seus raptores, juntamente com um jornalista ocidental que supostamente "perdeu-se na capital".


Entretanto, um porta-voz do Ministério dos Assuntos Externos francês realçou que a fuga "ocorreu sem violência" e assegurou que o país não entregou qualquer resgate. Por sua vez, uma mulher, que trabalha no palácio presidencial, contradisse esta versão ao afirmar que os factos ocorreram "depois de negociações com os sequestradores e depois de alguns deles terem aceite dinheiro para libertá-los". "Os guardas do sequestrado eram oito e cinco aceitaram o acordo com representantes oficiais (somalis) e um alto cargo da segurança francesa que estava em Mogadíscio para facilitar a libertação dos dois agentes", explicou. Segundo a mulher, "depois de chegarem a acordo, os cinco mataram os seus três companheiros e libertaram o homem" de manhã.


Os dois cidadãos franceses foram raptados no hotel onde estavam alojados. Os insurgentes islamistas "shebab" anunciaram ter julgado os dois homens, que acusavam de espionagem, segundo as leis do Corão.


Prática balnear está proibida no Cabedelo, mas Câmara perdoa multas ...

Há dois anos que a prática balnear é proibida no Cabedelo, apesar de os banhistas continuarem a ocupar o areal no Douro. O Parque Biológico de Gaia volta a não aplicar multas, mas garante que em 2010 não haverá perdão.


A praia fluvial - hoje integrada na Reserva Natural Local do Estuário do Douro - é procurada por centenas de pessoas, geralmente famílias com crianças que preferem a acalmia aparente do rio (embora muito poluído) à rebeldia do mar na costa com bandeira azul. São hábitos de muitos anos difíceis de alterar. A maioria dos utentes conhece a interdição resultante da protecção do Cabedelo e da Baía de S. Paio, porém acaba por arriscar face à falta de avisos actuais e de quem vigie a área. "Ouvi falar que é proibido", atenta Patrícia Silva, rendida ao sol da manhã na companhia do marido e do filho.


"Esta praia faz falta às crianças, porque a água é mais calma. Devia ter vigilância, porque há muitas pessoas que vêm para o Cabedelo. Quando for vedada, vou deixar de vir", decide a banhista. Cassilda Barros garante que alguns rituais de Verão no Cabedelo já se perderam desde a proibição imposta no ano passado. "Já não fazem campismo selvagem, como acontecia antigamente. As barracas e os fogareiros acabaram, mas as pessoas continuam a vir. Está tudo a modificar", lamenta.


A vontade dos banhistas é que se reserve um pedaço do areal fluvial para a prática balnear, deixando o resto para os "animais". A Cassilda, sobra pouco tempo num Agosto passado a trabalhar. Como o emprego fica na Baía de S. Paio, estica as horas disponíveis no "sossego" do Cabedelo: "Este bocadinho faz-me falta. Vai custar-me muito deixá-lo. Se tiver de ir para mais longe, já não dá tempo".


Os dias vencidos naquele areal confundem-se com a própria história de vida de Paula Dias, nascida e criada na zona. A ligação afectiva é muito forte: "Sinto que estão a roubar-nos a nossa praia", confidencia. "Adoro-a. É mais sossegada e não tem rochas. Eu não suporto as outras praias", lamenta, ainda não resignada.


Nuno Oliveira, presidente da Empresa Municipal do Parque Biológico de Gaia que gere a reserva natural, reconhece esta afectividade. Como até ao momento não foi possível colocar os equipamentos projectados para aquele espaço protegido (ler caixa), o Conselho Consultivo da reserva reuniu-se e decidiu perdoar a aplicação de multas por mais uma época balnear. As coimas vão desde os 50 aos 1000 euros.


"Se não se estava a fazer nada de positivo, também não fazia sentido avançar com as proibições", entende, na certeza de que devem ser "pacientes com a população". Quando os equipamentos estiverem montados, "as pessoas vão perceber por que é que este local deve ser preservado", indica. Então, a vigilância das autoridades às actividades proibidas, que incluem também passear e treinar cães e usar o areal como pista de viaturas motorizadas, começará no próximo ano.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Urbanidades - crónica opinião...

Entrevista com julio pereira...

Morreu o Ultimo dos irmaos KENNEDY...

Morreu, esta terça-feira à noite, o senador Edward Kennedy. O senador norte-americano tinha 77 anos e não resistiu a um cancro no cérebro, morrendo na sua casa de Hyannis Port, Estado de Massachusetts. A informação já foi confirmada pela família.


«Perdemos irremediavelmente o centro da nossa família e a alegria das nossas vidas. Mas a inspiração da sua fé, do seu optimismo e perseverança vai permanecer nos nossos corações para sempre», disse a família, num comunicado citado pela CNN.


«Agradecemos a todos os que lhe deram carinho e apoio neste último ano e a todos os que ficaram a seu lado durante tantos anos da sua incansável luta pelo progresso e pela justiça», acrescentava o comunicado.


Edward Kennedy era irmão do antigo presidente dos Estados Unidos JF Kennedy, assassinado em 1963. «Ted» Kennedy, como era mais conhecido, foi eleito pela primeira vez senador em 1962. Há uns meses, tinha pedido para se retirar por causa dos problemas de saúde. Democrata, esteve no Senado durante mais de 50 anos e sempre lhe foi apontada grande tolerância: enquanto senador, sempre foi capaz de trabalhar harmoniosamente com republicanos e democratas.


Ficou conhecido como um dos mais eficientes legisladores norte-americanos, com grandes preocupações sociais, nomeadamente nas áreas da saúde e da educação.


Piso romano encontrado em casa da Prebenda...

Os vestígios arqueológicos encontrados durante a requalificação de uma casa em ruínas na Rua da Prebenda, em Viseu, vão ser musealizados. Trata-se, segundo o arqueólogo Pedro Sobral, de um achado que se supõe ser parte de um piso de uma sala de uma casa da época romana.


"Tudo leva a crer que seja o piso de uma sala que seria propriedade de um (senhor) abastado. O piso é composto por um ladrilho em cerâmica que é pouco comum encontrar-se", explicou o responsável pelas escavações que foram feitas na habitação.


Pedro Sobral anunciou ainda que o piso vai ser todo reconstruído. No local foram encontradas cerca de mil peças que compõem o ladrilho. "As que falharem para que o pavimento fique completo, vão ser feitas numa olaria típica", sustentou.


"Esta é mais uma peça do puzzle que nos permite conhecer a cidade de Viseu na época romana", frisou o arqueólogo.


O projecto de requalificação do imóvel teve que ser alterado e adaptado por forma a que o piso seja preservado e colocado à vista. O edifício - cuja requalificação está a cargo da SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu) - vai ter duas componentes, uma habitacional, com três apartamentos; e outra para serviços.


No futuro será ali instalada a sede da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.


"Com a descoberta dos achados houve necessidade de reformular todo o projecto", explicou Américo Nunes, presidente da SRU.


O também vice-presidente da autarquia viseense anunciou ainda que a alteração obrigou a um aumento no custo da obra de cerca de 89 mil euros, juntando-se aos 430 mil euros inicialmente previstos.


O imóvel deverá ficar pronto no início do próximo ano.


Outras medidas de combate à crise são pedidas por associações de PME...

Perto de 150 mil empresários e dirigentes de pequenas empresas desapareceram, em Portugal, nos últimos quatro anos, denuncia a PME Portugal. Outras medidas para evitar catadupa de encerramentos após o Verão são pedidas.


A PME Portugal socorre-se de dados do Instituto Nacional de Estatística para afirmar, agora, que estão registados apenas 250 mil empresários, contra 400 mil em 2005. "Cerca de 150 mil empresários foram dizimados em apenas quatro anos", denuncia Joaquim Cunha, presidente da associação, falando de um "genocídio empresarial".


Augusto Morais, da Associação Nacional das PME, reforça a ideia do perigo decorrente da crescente importância (e concorrência) que países como a China e a Índia fazem a Portugal, mesmo em áreas de maior valor acrescentado, e não apenas em indústrias como o têxtil e o calçado.


Para inverter a tendência de desaparecimento de empresas e empresários, a PME Portugal reclama do Governo "actos que realmente ajudem as empresas", em vez de "publicidade a medidas que não correspondam à realidade". Entre essas medidas está o "tão apregoado PME Investe", que não evitou que o crédito dado pela Banca ao mundo dos negócios tenha caído, "pelo menos, 10%". Para a PME Portugal, isso significa que "os bancos continuam a usar as garantias do Estado para recauchutar a dívida, diminuindo o crédito concedido e garantindo-o com aval do Estado".


Augusto Morais está a analisar o programa de Governo apresentado pelos dois maiores partidos e não fica tranquilo com nenhum. Sobre o Socialista, diz ser "inexequível", já que promete "aumentar a despesa sem subir os impostos". Quanto ao do PSD, não percebe de que forma se propõe a cortar a despesa, dando como aceite que "se comprometeu a não agravar a carga fiscal".


Os programas políticos não o tranquilizam, mas Augusto Morais entende que o enfoque deve ser dado a quem recebe os apoios existentes, já que "a manipulação dos incentivos por parte dos organismos gestores faz com que os subsídios europeus sejam desbaratados pelas grandes organizações", deixando as PME a pagar "a galopante carga fiscal".


Em concreto, Joaquim Cunha salienta a criação de uma moratória sobre os pagamentos à Segurança Social por parte das empresas, até à chegada da retoma económica e o já tantas vezes reclamado pagamento do IVA contra o recibo e não no momento da factura, que muitas vezes obriga as empresas a pagar o respectivo imposto e a arcar com o "calote" do cliente.


Fiscalização das condições de segurança de cerca de 40 areais do Algarve decorre até depois de amanhã...

No primeiro dia de fiscalização de cerca de 40 praias algarvias, foram detectadas três situações de perigo: a arriba poente da praia Maria Luísa (oposta à derrocada), a arriba de Olhos de Água e duas rochas na praia da Oura.


Ontem, terça-feira, à noite, os técnicos da Autoridade Regional Hidrográfica do Algarve (ARH) deixaram uma situação resolvida: as duas rochas instáveis detectadas na praia da Oura foram objecto de libertação controlada. As duas primeiras situações foram apenas sinalizadas, através da delimitação de um perímetro de segurança com fitas plásticas.


Estes foram os primeiros resultados das vistorias que arrancaram ontem de manhã e vão prolongar-se até sexta-feira em cerca de 40 praias ao longo de uma faixa de cerca de 45 quilómetros entre Olhos de Água (Albufeira) e Porto de Mós (Lagos). Paulo Cruz, vice-presidente da ARH Algarve, explicou que este troço "é onde existem arribas que, pela sua constituição, têm um grau de risco maior". Nalguns casos - como a praia de Dona Ana (Lagos), Castelo (Albufeira), Carianos e Três Castelos (Portimão) - até já estavam identificadas como zonas "em risco de ruína" no Plano de Acção do Litoral para 2009/2013.


Ontem, as três equipas que estão no terreno fiscalizaram todas as praias do concelho de Albufeira e Portimão, à excepção da praia da Rocha. Nos próximos dias seguem-se Lagos e Lagoa. Por decisão do ministro do Ambiente, as vistorias decorrem sem que os jornalistas tenham conhecimento dos locais a visitar.


A decisão de avançar com uma vistoria de emergência decorre na sequência da derrocada na praia Maria Luísa, que matou cinco pessoas e feriu outras três, e pretende "detectar eventuais situações de perigo". De acordo com Paulo Cruz, numa primeira fase trata-se de fazer uma "avaliação essencialmente visual". "Pela análise visual é possível detectar se há blocos instáveis, fendas recentes não conhecidas", disse, garantindo que após a avaliação das condições de risco "serão tomadas as medidas adequadas para salvaguardar a integridade dos banhistas". A solução pode passar pela colocação de barreiras físicas, pela remoção ou desmonte de rochas instáveis ou mesmo pela interdição parcial ou total de algumas praias, caso o risco seja elevado.


Esta acção vai também servir para detectar falhas de sinalização, tendo já sido feita uma encomenda de reforço de sinaléctica. Apesar de não estar definido qual o tipo de sinal a utilizar, a ARH vai passar a privilegiar as placas rectangulares com riscas amarelas e pretas e um triângulo ao centro a alertar para o perigo de derrocada e a palavra "perigo" em português e inglês. Está a ser também estudada a possibilidade de indicar aos banhistas as distâncias aconselhadas de segurança face à instabilidade das arribas.


Nesta acção participam os quatro técnicos da ARH que têm a seu cargo a tarefa da avaliação de risco (dois geólogos e dois engenheiros civis) e elementos de uma empresa externa contratada para o efeito. Questionado sobre se quatro técnicos são suficientes para fazer a fiscalização regular de toda a zona que lhe está atribuída - 150 quilómetros de falésias entre Albufeira e Odeceixe -, Paulo Cruz admitiu que "o ideal era ter muito mais".


Ontem, a Autoridade Marítima do Sul considerou que "há que tirar lições" da derrocada na praia Maria Luísa e defendeu uma "política mais activa" na sinalética junto das zonas perigosas. "O que correu menos bem na prevenção dos perigos foi o não surtir de efeito da sinalética", admitiu, à Lusa, o comandante Marques Ferreira.


Viatura fora "comprada" com cheque roubado há dois anos na empresa Fernantel, Amarante...

Um dos dois burlões detidos, anteontem, pela PJ, levou ontem, terça-feira, uma das suas vítimas a uma sucata onde tinha vendido uma viatura que comprara com um cheque roubado. Pedro Machado nem acreditou no que viu: a carrinha estava desfeita.


"Sabe o que isto é?", perguntou Manuel Barbosa ao repórter, mostrando claramente no rosto o cansaço de uma noite sem dormir. "Isto... olhe, era uma vez uma carrinha Mercedes!", responde de chofre, misturando raiva e desespero nas palavras. Clama por justiça e admite que o filho, horas antes, quando viu o que foi feito à sua carrinha, lhe telefonou a chorar: "Pai, a Mercedes está aqui toda desfeita, às peças".


O caso para a família Barbosa começou no passado dia 5 quando um dos dois burlões detidos pela PJ - e que o Tribunal de Marco de Canaveses obrigou a apresentações periódicas às autoridades - o contactou para adquirir a carrinha Mercedes 220 E, de 2002.


O burlão, diz Manuel Machado, apresentou-se como sendo gerente da Fernantel e passou um cheque daquela firma no valor de 15 mil euros. Só que quando foram para receber o dinheiro, perceberam que o cheque do burlão era um dos que tinham sido roubados daquela empresa de construção civil, de Amarante, em Novembro de 2007.


Sem carrinha e sem dinheiro, a vida de Pedro ficou tormentosa. Diz o pai que ele não descansou enquanto não identificou o burlão; o que veio a acontecer no final da semana passada quando souberam que a Polícia Judiciária deteve dois indivíduos, de 60 e de 42 anos,- um deles com cadastro por burlas - que queriam comprar um Smart com mais um cheque dos que tinham sido roubados a Fernando Carvalho, proprietário da Fernantel.


Manuel Carvalho admite que, desde a detenção dos burlões, jamais lhes perderam o rasto. Porém, diz não perceber como eles foram mandados em liberdade pelo tribunal "depois de terem feito mal a tanta gente". E explica que ontem de madrugada, o filho conseguiu convencer um deles a dizer-lhe onde estava a sua carrinha. O burlão, de 42 anos, levou-o, então, a uma sucata, entre Felgueiras e Fafe, onde o jovem que a dirigia disse ter comprado a viatura. Mas quando lá chegou, não conseguiu suster as lágrimas: a sua Mercedes estava transformada em peças, para ser vendida a retalho.


Pedro alertou a GNR de Felgueiras e foi contactada a PJ. Perante as autoridades e o dono da sucata, o filho de Manuel Machado deu provas de que as peças - já numeradas e colocadas em prateleiras - eram do seu Mercedes. E foi compondo o puzzle em que transformaram a viatura.


"O meu filho começou por identificar as jantes, depois os tapetes e até o conta-quilómetros viu que era o da sua Mercedes", diz Manuel Barbosa, explicando que só não encontraram a parte da frente da viatura, o chassis e três portas.


"Esta carrinha tinha cinco portas mas só apareceram duas", explica, salientando que numa das peças foram encontrados documentos relacionados com a compra de objectos feita por um amigo do filho, que vive na Madeira, e esteve recentemente em Portugal a passar férias.


Tal como Manuel Machado, outras vítimas dos burlões queixam-se que as autoridades deveriam ter sido mais céleres a apanhá-los. "Foram os queixosos que identificaram os burlões, que a Polícia Judiciária deteve e depois o tribunal libertou. E foram os queixosos a levar um deles a dizer onde tinha vendido a carrinha Mercedes", dizem, preocupados com a situação.


Radar da GNR foi destruído...

Os responsáveis do comando territorial da GNR, em Bragança, estão a averiguar as circunstâncias em que um radar fotográfico, utilizado no controlo de tráfego, foi danificado com um ácido, dentro das próprias instalações da guarda.


O comandante do destacamento, tenente-coronel Fernandes, confirmou que o radar foi dado anteontem como inoperacional. Porém, não quis fazer mais comentários sobre o assunto além de que não confirmava nem desmentia que aquele aparelho fora danificado por alguém que lhe atirou ácido. "O caso está a ser apurado, pelo que é cedo para fazer qualquer comentário", referiu o tenente-coronel Fernandes.


O instrumento de controlo de tráfego foi encontrado molhado dentro da própria mala, onde é habitualmente guardado, pelos militares da equipa responsável pela fiscalização de contra-ordenações que se haviam deslocado para uma estrada para começar a trabalhar.


Foram recolhidas amostras do líquido e entregues à Polícia Judiciária Militar, que está a investigar o caso. O radar foi dado como inoperacional nessa altura, mas ontem o comandante do destacamento admitiu que continuava sem estar próprio para trabalhar. Segundo uma fonte do quartel de Bragança, o episódio poderá estar relacionado com o mau ambiente que se vive actualmente no seio da GNR, por causa da extinção da Brigada de Trânsito.


O responsável pela Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda, José Alho, preferiu não emitir opiniões sobre este caso concreto, mas disse que "é revelador do mal estar que se vive. São atitudes de desespero motivadas pela extinção da Brigada de Trânsito - que considero um erro político". E salientou: "Os militares da BT não têm formação desde Janeiro, não se sabe até onde isto irá parar".


Ontem, apesar de várias tentativas, não foi possível contactar os responsáveis da Unidade Nacional de Trânsito de Bragança.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quatro empregados da Martifer morreram na Irlanda do Norte...

As quatro vítimas mortais do acidente de viação ocorrido ao final da tarde de anteontem, na Irlanda do Norte, assim como o ferido grave que resultou da colisão entre o veículo ligeiro e um camião, eram colaboradores da Martifer.


A confirmação foi feita pela própria empresa com sede em Oliveira de Frades, distrito de Viseu, que através de um comunicado “lamenta profundamente este acidente e já apresentou as suas condolências e solidariedade junto das famílias dos envolvidos”.


De acordo com a empresa, os cinco colaboradores sofreram o acidente “durante o gozo do fim-de-semana, fora do horário e local de trabalho”. Ao que parece, preparavam-se para uma visita turística a Belfast, no Norte da Irlanda.


As quatro vítimas mortais eram naturais dos distritos de Aveiro (duas deles), Viseu e Coimbra.
A freguesia de Silva Escura, concelho de Sever do Vouga, de onde era natural Pedro Miguel Gradim, uma das vítimas mortais do acidente de Tandragee Road, ainda não acreditava na morte de um filho da terra que foi para a Irlanda “ganhar a vida”.


No café “O Nicho”, o ambiente era de consternação. Muitos conheciam Pedro Miguel Gradim, de 35 anos e solteiro. A última vez que veio a Portugal foi na Páscoa. Umas férias de um mês, para visitar a família e os amigos. Trabalhava na empresa Martifer há 20 anos. No entanto, só no ano passado é que foi trabalhar para a Irlanda, numa obra no aeroporto de Dublin.


De lágrimas nos olhos, Rita Costa, amiga da família, recorda com pesar o velho amigo: “Era uma família muito única, porque o pai deles morreu quando eram novos”. Pedro Gradim era o mais novo de quatro irmãos, sendo, ao todo, duas raparigas e dois rapazes. “Um dos irmãos viajou, ontem, para Angola, sem saber de nada. Só quando chegasse lá é que a empresa o iria informar, e ele iria regressar imediatamente”.


Rita Costa salienta o espírito empreendedor do amigo, esclarecendo que “tinha comprado uma casa há pouco tempo, que estava agora a restaurar aos poucos. Ia inaugurá-la no dia 4, quando regressasse da Irlanda, para mais um curto período de férias”. Deveria regressar de vez no final do ano.


António Paulo, irmão de Pedro Gradim, relembra a personalidade extrovertida do irmão. “Toda a gente gostava dele; toda a gente se dava bem com ele”. Em relação à sua vida na Irlanda, António Paulo conta que Pedro partilhava casa com três dos quatro companheiros que seguiam com ele no carro.


As autoridades irlandesas não têm feito qualquer contacto com os familiares. Têm sido os responsáveis da Martifer, que voaram ontem para a Irlanda, que têm contactado com as famílias.
Uma vizinha, que conhecia a família há muitos anos, recorda Pedro Gradim como “um rapaz muito querido”, que falava sempre com toda a gente quando ia ao café. “Era muito bem-disposto e trabalhador”, salienta.


Outra das vítimas mortais era natural de Alvôco das Várzeas, concelho de Oliveira do Hospital. Luís Miguel Figueiredo Lopes, de 33 anos, morava na freguesia, mas encontrava-se, nesta altura, na Irlanda. Tinha ido em Janeiro, em trabalho por conta da Martifer.


Ao que o nosso jornal apurou, Luís Miguel estava a trabalhar no aeroporto de Dublin, na área da caixilharia de alumínio. “Vinha no próximo mês de férias”, refere a esposa de um colega de Luís Miguel, também ele de Alvôco das Várzeas.


Luís Miguel era solteiro e morava com os pais. “Era uma óptima pessoa”, diz Paula Marques, adiantando que ele foi para a Irlanda “tentar endireitar a vida”, já que em Oliveira do Hospital e na região não se encontra emprego.


Em relação às duas outras vítimas mortais, cuja identidade não foi possível apurar até ao fecho desta edição, uma era do distrito de Aveiro e a outro do concelho de Castro Daire, distrito de Viseu.


Tradição de S. Bartolomeu é cada vez maior chamariz de máquinas fotográficas...

Doze euros e meio, é quanto custa, em Esposende, pelo S. Bartolomeu, salvar o corpo de males maiores. Aluga-se uma galinha preta por 7,5 euros, para dar voltas à igreja, e um banho santo custa cinco euros.


É assim todos os anos. Os banheiros pegam nas crianças e mergulham-nas nas ondas frias do mar de S. Bartolomeu, em Esposende, protegendo-as, assim, dos males que a vida lhes podia trazer. Cada criança mergulhada é acompanhada pelos disparos das máquinas dos fotógrafos, profissionais e amadores, que cada vez mais surgem em maior número na festividade. Só há uma hipótese para os homens que empunham as máquinas fotográficas registarem de forma perfeita o momento de devoção: Entrar no mar. Alguns, que por ali andam há vários anos, sabem-no bem e estavam preparados, com sandálias e calções. Outros percebem que assim deveriam ter ido. De sapatilhas e calças, apesar de tudo, não hesitam e entram, deixando que a água salgada tome conta da roupa. Acima de tudo, é necessário registar em retrato a fé das pessoas.


Indiferente às movimentações, Carlos Carvalho deixou que o filho fosse mergulhado, apesar dos seus tenros 11 meses: "Assim já fica protegido", diz, enquanto envolve o bebé numa toalha, tentando pôr fim à tremura do corpo que lhe sobrou depois das lágrimas. A busca de protecção divina faz com que os banheiros, vestidos de oleado amarelo, não tenham descanso entre o mar e a terra. Com 56 anos, José Ramiro, está mais que habituado à missão que lhe é incumbida, em troca de cinco euros: "É o costume, algumas são fáceis, outras são mais difíceis de levar. Tive uma que me obrigou, há pouco, a mergulhar com ela, pois de outra forma não ia", disse sorrindo. O homem percebe a angústia dos mais pequenos e vai falando com eles, enquanto os leva ao colo, mar adentro. "Mas nem sempre resulta", assegurou.


Quanto ao movimento, este ano, estava igual ao do ano passado, mesmo com um dia pouco propício a banhos. "Se abrisse o sol seria melhor, mas a água está boa. Ao início da manhã, estava fraco, mas agora, já estão a vir muitos", garantiu, enquanto pegava em mais uma criança deixada ao seu cuidado pela mãe.


Mas manda a tradição que se leve os filhos a dar voltas, em número impar, com uma galinha preta ao colo. Disso mesmo sabia Salete, que veio de Ponte de Lima, com o seu filho, Jorge, de sete anos. Apesar de nem todos os galináceos disponíveis na capoeira - situada ao lado da igreja - serem negros, lá conseguiu que o seu tivesse a cor recomendada. Pagou sete euros e meio pelo aluguer. Mas nada que a incomode, pois foi ali por "fé e tradição" para proteger o filho.


Os rituais começaram cedo, mas a maioria por ali se deixou ficar, pois, à tarde, realizou-se a procissão, culminando assim um dia em que se espera que S. Bartolomeu conceda as suas graças.


Passeios de barco pela costa de Lagos, que incluem a entrada em rochedos, continuam a atrair turistas. Pescadores admitem que há risco ...

A íngreme escadaria que leva ao mar na Ponta da Piedade, uma das zonas de falésia e rochedos mais conhecida de Lagos, tem um vai e vem de gente mais ou menos constante.


Há quem só queira descer para fotografar a paisagem, mas há também quem não resista ao apelo dos pequenos barcos de pescadores que, por 10 euros, levam os turistas num passeio de meia hora pela costa, com direito a entrar em grutas escavadas na rocha pelo mar.


"O mar é que consegue fazer estas coisas todas", diz Manuel Alegre, 77 anos, que compõe a "miséria" da reforma de pescador com o que ganha ao leme do barco. A natureza cria recortes nas rochas e a imaginação fértil dos pescadores trata de os baptizar: há um "elefante", uma "balança", um "ferro de engomar" e várias grutas - como a do "museu" e a dos "amores" - onde só é possível entrar quando a maré está baixa. Se é provável que haja ali uma derrocada como a que matou cinco pessoas na praia Maria Luísa? Manuel Alegre encolhe os ombros e esboça um sorriso: "Isso também eu gostava de saber. Ninguém sabe o dia de amanhã".


O pescador, um dos 40 que se dedica a esta actividade em Lagos, admite que "às vezes acontece cair uma ou outra pedra" e conta que já houve derrocadas maiores, sempre sem causar vítimas. Mas desvaloriza o perigo: "A gente também cai. Se formos a olhar a isso não vamos a lado nenhum".


Foi por mero acaso que António Martinez e Lurdes del Olmo, um casal espanhol de 51 e 49 anos, descobriram os passeios da Ponta da Piedade. E não hesitaram em entrar no barco. Ainda em Madrid, antes de rumarem ao Algarve, souberam da derrocada em Albufeira, mas ontem nem pensaram no assunto. "Isso acontece uma vez ou outra. É como os aviões", diziam, garantindo que fazem a viagem sem medo.


Também Luís Oviedo, turista espanhol de 50 anos, leu a notícia nos jornais espanhóis antes de ir de férias para o Algarve. E nem pensou duas vezes quando pôs a cadeira à sombra de um peneco na praia de Dona Ana. "Confesso que nem olhei mas, à primeira vista, não me parece que tenha perigo. Isto vai cair dentro de um ano? Talvez. A mim parece-me que não vai cair nunca". A pouca distância, Charlotte, sete anos, está praticamente metida no sopé de uma rocha, apesar dos muitos avisos de perigo de derrocada. A mãe, Joanne Jordan, 32 anos, inglesa, viu na televisão a notícia do acidente, mas não se apercebeu bem das circunstâncias nem do perigo da filha ter escolhido aquele local. "Não vejo o que podem fazer. São muitas rochas ao longo da costa. Só podem alertar as pessoas", dizia.


Instrumento de planeamento abrange distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal...

Até ao dia 2 de Setembro está em consulta pública o Plano Especial de Emergência para o Risco Sísmico na Área Metropolitana de Lisboa e Conselhos Limítrofes, cujos primeiros estudos arrancaram em 1997.


Trata-se de um importante instrumento de planeamento e de agilização da resposta das entidades envolvidas nas operações de protecção civil e socorro em caso de ocorrência de um evento sísmico na área dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém.


O PEERS-AML-CL será accionado automaticamente quando se verificar um sismo de magnitude igual ou superior a 6,1 na escala de Ritcher ou de intensidade igual ou superior a VIII na Escala de Mercalli modificada. Não existindo qualquer destes pressupostos, poderá ser accionado pela Comissão Nacional de Protecção Civil ou pelo Governo, através de declaração de situação de calamidade.


Independentemente destes critérios, os procedimentos previstos no plano são accionados "ao fim de 120 minutos se não houver informação em contrário". "Nesta situação, e em caso de o nível de decisão nacional não se encontrar operacional, os distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal e o município de Lisboa ficarão autónomos em termos de qualquer intervenção".


Como o próprio documento sublinha, é importante que as populações estejam conscientes de que "é vulgar assistir-se a atrasos e interrupções da resposta institucional", como se verificou, por exemplo, no sismo ocorrido em Abril na região italiana de Áquila. As próprias infra-estruturas onde as forças de socorro estão instaladas podem sofrer danos ou mesmo colapsar, atrasando, assim, a ida para o terreno.


Por isso, é importante que "grupos, comunidades e indivíduos" estejam "preparados para prestar as primeiras medidas de socorro e garantirem as suas necessidades básicas por um período que se pode prolongar por tempo superior a 24 horas".


O Plano define ainda as estruturas de direcção e coordenação política, institucional e as estruturas de comando operacional e as fases em que se organiza a resposta operacional: a de emergência e a de reabilitação. A primeira poderá prolongar-se por sete dias, ou pelo tempo que a Comissão Nacional de Protecção Civil determinar, privilegiando-se, nesta fase, as operações de busca, resgate e salvamento. Na segunda, que se inicia uma vez ultrapassado o período crítico da emergência, "as acções de resposta devem ser estruturadas para resolver os problemas existentes e, em simultâneo, iniciar as medidas de reabilitação do funcionamento normal das instituições".