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Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

sábado, 14 de março de 2009


A Serra do Caramulo

A beleza das montanhas, dos vales e das aldeias antigas da Serra do Caramulo



A Serra do Caramulo

A Serra do Caramulo

A Serra do Caramulo

A Serra do Caramulo está situada no concelho de Tondela, distrito de Viseu. É uma zona de montanha de origem granitica e xistosa. As urses e a carqueja predominam a sua flora. A serra é povoada por aldeias com casas e espigueiros em granito típicos desta região. Tendo sido esta zona povoada por romanos, ainda se podem encontrar alguns vestígios dessa época, como os trilhos de pedra.

Pode apreciar os campos verdes e a beleza das árvores junto à água cristalina dos ribeiros que a atravessa por todos os lados e desfrutar da deslumbrante paisagem enquanto respira um ar realmente puro e saudável. Pode subir ao Caramulinho, o ponto mais alto da Serra com 1075 metros, onde se avista o mar em dias sem nebulosidade.


Cabeço de Neve, Serra do Caramulo
Um outro ponto de interesse é o Cabeço da Neve, daqui pode avistar em dias sem nebulosidade a Serra da Estrela.


aldeia antiga na Serra do Caramulo

O ar puro e a vila do Caramulo

A porta de entrada da Serra do Caramulo

a ar puro do caramulo
O ar puro da Serra do Caramulo

A vila do Caramulo e os antigos sanatórios

A vila do Caramulo é a porta de entrada da Serra do Caramulo. Esta vila teve durante muito tempo vários sanatórios para os doentes com tuberculose, que vinham de todo o país à procura do ar fresco e saudável proporcionado pela serra.
A Quinta de Bispos, agora um bonito Hotel Rural na encosta da Serra, era o principal fornecedor de fruta e legumes dos sanatórios.
Actualmente estes sanatórios caíram em decadência, muitos já não existem, alguns encontram-se mesmo em ruínas, enquanto outros vão sendo reconstruidos.

Uma das referências desta vila é o Museu do Carmulo, que é constítuido pelo Museu do Automóvel e o Museu de Arte.


Penedros da Serra do Caramulo
Mais penedros da Serra do Caramulo

O Museu do Caramulo

Colecções de automóveis, arte e brinquedos

O Museu do Caramulo
O Museu do Caramulo

O Museu do Caramulo

O Museu do Caramulo foi fundado nos anos cinquenta pelos irmãos Abel e João Lacerda, dispõe de uma vasta coleção de obras de arte e automóveis, desde então é um dos símbolos turisticos desta histórica vila Beirã


O Mercedes-Benz de Salazar A Colecção de Automóveis

A colecção de Automóveis, Motociclos e Velocípedes do Museu do Caramulo foi iniciada por João de Lacerda, em 1955, ao adquirir um Ford T de 1925. Desde então, a colecção foi aumentando, e é composta por automóveis antigos, únicos no mundo. Em destaque um Mercedes-Benz à prova de bala encomendado em 1938 pelo Dr. António de Oliveira Salazar, mas que nunca chegou a ser utilizado.



Picasso A Colecção de Arte

A colecção de Arte do Museu do Caramulo foi constituída por ofertas de coleccionadores e artistas contemporâneos de renome, como Vieira da Silva, Jean Lurçat, Salvador Dali e Pablo Picasso. As salas do museu enchem-se de peças de pintura, escultura, mobiliário, ourivesaria, marfim, vidros, esmaltes, têxteis e cerâmica.



brinquedos A Colecção de Brinquedos

Em Março de 2004, no Museu do Caramulo abriu ao público, uma exposição de brinquedos antigos e miniaturas de colecção.Esta nova exposição, com carácter permanente, conta com mais de 3000 peças e cobre quase um século da história do brinquedo e do coleccionismo, mostrando a evolução do brinquedo e das miniaturas através das suas várias fases e materiais.

Horário
O Museu do Caramulo está aberto todo o ano, excepto na véspera de Natal e dia de Natal de manhã, dia 1 de Janeiro de manhã, Domingo de Páscoa de manhã e Segunda-feira de Páscoa.
Horário de Verão: das 10.00 às 13.00 e das 14.00 às 18.00.
Horário de Inverno: das 10.00 às 13.00 e das 14.00 às 17.00.

Mais informação: www.museu-caramulo.net

O Barro Negro de Molelos

A famosa loiça preta das olarias de Molelos


barro negro de Molelos


A loiça preta de Molelos
A típica loiça preta de Molelos obtém-se através de um processo de cozedura redutora que permite obter loiça de barro de cor negra.
Tradicionalmente a loiça era cozida em "Soenga", processo de cozer cerâmica numa cova, pouco profunda, cavada no solo. A cozedura de tipo redutor, através da obstrução completa do “forno” em fim de cozedura, origina uma loiça completamente negra e parcialmente impermeabilizada.


Uso culinário e de decoração
Ao longo dos tempos a loiça preta foi usada exclusivamente para efeitos culinários, tendo praticamente desaparecido na década de 70, devido à concorrência das loiças em alumínio. No entanto a loiça preta renasceu pela mão de jovens oleiros, que trabalham com métodos mecânicos, para melhor rendimento e perfeição de acabamento.
Agora além das tradicionais peças de uso culinário, são criadas também belas peças de decoração.

Localização
Molelos é uma aldeia situada próximo do sopé da Serra do Caramulo. Passe-se esta aldeia logo quando sai do IP3 em direcção à Serra do Caramulo.

Mais informação no site: Bem-vindo a Molelos

A Reserva Botânica de Cambarinho

O florescimento dos Loendros, um exuberante espectáculo de cor

A Reserva Botânica de Cambarinho na Serra do Caramulo
O florescimento dos Loendros na
Reserva Botânica de Cambarinho, Serra do Caramulo

A Reserva Botânica de Cambarinho

Na Reserva Botânica de Cambarinho situa-se a maior concentração de loendros (Rhododendron Ponticum) de Europa, que cobre de roxo 24 hectares. Torna-se palco de um exuberante espectáculo de cor, com os loendros floridos, uma das raras espécies de crescimento espontâneo sobreviventes da flora do período geológico do Terciário.
Embora sejam arbustos venenosos, vale a pena visitar entre Maio e Junho, altura do seu florescimento. Predominam áreas de mato, permanecendo no entanto zonas de pinhal, manchas de carvalhal, áreas agrícolas e lameiros.

Rhododendron Ponticum
A Reserva Botânica de Cambarinho fica situada na povoação de Cambarinho, freguesia de Campia, concelho de Vouzela, distrito de Viseu na vertente norte da Serra do Caramulo.
Esta reserva foi criada em 1971 e está sob a tutela do Instituto da Conservação da Natureza.








Percursos Pedestres na Serra do Caramulo

A Rota dos Laranjais, o percurso do Caramulinho e outos passeios pedestres


Subir a Caramulinho


A paisagem da Serra do Caramulo é um monumento à natureza e o ar puro que ali se respira convida à exploração de todos os recantos, por mais escondidos que sejam. É um lugar cheio de surpresas, de vistas magníficas e de desafios estimulantes.

O Caramulo é quase um lugar secreto, mas encantador, de contrastes e mistura de imagens entre cumes e vales, onde o ar são combina com a paisagem deslumbrante.


Percurso pedestre na Serra do Caramlo
Para disfrutar de toda esta beleza natural pode realizar alguns percursos pedestres, dos quais: o percurso do Caramulinho com uma distância de 5,5 km e um tempo médio de 2,5 horas e a Rota dos Laranjais com uma distância a percorrer de 7,5 km e com uma duração de cerca de 4 horas.
A descrição destes passeios está ao dispor dos nossos clientes.

Na serra do Caramulo




Serra do Caramulo
Altitude 1.075 m
Localização Portugal

A Serra do Caramulo é uma elevação de Portugal Continental, com 1076.57 metros de altitude. Situa-se na região de transição da Beira Alta para a Beira Litoral, entre os concelhos de Vouzela, Tondela, Oliveira de Frades, Mortagua (no distrito de Viseu) e Anadia e Agueda (no distrito de Aveiro). É conhecida pela pureza das suas águas, que brotam de uma nascente na povoação do Guardao, redesignada de Caramulo quando foi elevada a vila em 1988.

A Serra do Caramulo é uma zona de montanha de origem granitica e xistosa. As urses e a carqueja predominam a sua flora. A serra é povoada por aldeias com casas e espigueiros em granito típicos desta região. Tendo sido esta zona povoada por romanos, ainda se podem encontrar alguns vestígios dessa época, como os trilhos de pedra.

Pode-se apreciar os campos verdes e a beleza das árvores junto à água cristalina dos ribeiros que a atravessa por todos os lados e desfrutar da deslumbrante paisagem enquanto respira um ar realmente puro e saudável. Pode-se subir ao Caramulinho, o ponto mais alto da Serra com 1076.57 metros, onde se avista o mar e a Serra da Estrela em dias sem nebulosidade.

Um outro ponto de interesse é o Cabeço da Neve, daqui pode avistar em dias sem nebulosidade a Serra da Estrela.

A paisagem da Serra do Caramulo é um monumento à natureza e o ar puro que ali se respira convida à exploração de todos os recantos, por mais escondidos que sejam. É um lugar cheio de surpresas, de vistas magníficas e de desafios estimulantes.

Para desfrutar de toda esta beleza natural pode realizar alguns percursos pedestres, dos quais: o percurso do Caramulinho ("Caleiros") com uma distância de 8,2 km e um tempo médio de 4 horas, no qual se pode desfrutar da bela paisagem, aldeias típicas e parque eólico.

O Caramulo é quase um lugar secreto, mas encantador, de contrastes e mistura de imagens entre cumes e vales, onde o ar são combina com a paisagem deslumbrante.

Turismo

O Caramulo, vila que recebeu o nome da serra, é um local aprazível e ponto de maior desenvolvimento turistico do Concelho de Tondela. O Hotel do Caramulo, empreendimento turístico de 4*, fica situado frente aos musueus do Caramulo (Arte e Automóvel) e proporciona uma vista deslumbrante sobre o Vale de Besteiros, até à Serra da Estrela.

Rios

Rios que nascem na Serra do Caramulo


Ligações externas



sexta-feira, 13 de março de 2009

Sera que somos nos ou ciclo climatico

A perda de gelo "milenário" nos pólos pode estar a atingir "um ponto sem retorno", criando um efeito dominó em que o gelo se derrete cada vez mais rapidamente, afectando outros componentes que regulam o ambiente, alerta um especialista.

A opinião é do biólogo português Carlos Duarte, do Conselho Superior de Investigações Superiores (CSIC) de Espanha e que está actualmente a bordo no navio oceanográfico espanhol "Hespérides", que se encontra na Corrente de Humboldt, ao largo da costa chilena.

Numa entrevista realizada pela Internet, o especialista do Instituto Mediterrâneo de Investigações Avançadas (IMEDEA) explicou alguns dos resultados da última campanha polar, cujas expedições científicas acabam de terminar.

O projecto em curso estuda o impacto de matéria orgânica e contaminantes no Árctico e Antárctico e os seus efeitos nas alterações climáticas.

Referindo-se às experiências que viveu na Antártida, Carlos Duarte declarou-se "surpreendido com a rapidez com que o gelo está a desaparecer no Mar de Bellinghausen e com o pouco gelo que está no Mar de Weddell".

Igualmente surpreendente, referiu, são as altas temperaturas do oceano na zona.

"O gelo que se está a fundir no Árctico e na Antártida é milenário e a formação de gelo, para que seja equivalente (em espessura ou volume) ao perdido, demorará milhares ou dezenas de milhares de anos", disse.

"Por isso, a perda de gelo que está a ocorrer faz parte de um processo irreversível que se encontra próximo de um ponto sem retorno", sublinhou.

Dados recolhidos pelos cientistas demonstram "cada vez mais" a hipótese de que a fusão do gelo polar se tenha acelerado "de forma clara".

Para Carlos Duarte, a actual crise económica "representa uma oportunidade que não se deve subaproveitar para mudar o modelo económico por outro, que também cause bem-estar, mas que cause menos danos ao equilíbrio do planeta".

"O planeta está à porta de entrar num processo de perda de gelo à escala global com consequências também globais", disse.

"Estou convencido de que a perda do gelo iniciada está a chegar a um ponto sem retorno, depois do qual actuará como uma força que não tem sido devidamente considerada na dinâmica global do clima", sublinhou.


Barragem de Fagilde

Barragem portuguesa, a Barragem de Fagilde resultou de um projecto de 1979, da responsabilidade da Empresa Hidroprojecto, e foi concluída, no ano de 1984, pela firma Zagope, S.A.R.L. Construida em pleno leito do rio Dao, esta barragem teve como objectivo o fornecimento, parcial, de água urbana aos concelhos vizinhos, tais como Viseu, Mangualde, Nelas e Penalva do Castelo. A parte construida do lado direito do Rio Dao localiza-se na freguesia de Povolide, concelho e Distrito de Viseu, enquanto o seu lado esquerdo se localiza na freguesia de Fornos de Maceira do Dao, concelho de Mangualde e, igualmente, Distrito de Viseu. O nome de Barragem de Fagilde deve-se à circunstância de se localizar muito perto da povoação de Fagilde. As suas coordenadas geográficas situam-se, em latitude, nos 40º 38´ 21´´ N e, em longitude, nos 07º 47´ 00´´ W. Barragem em betão e de estrutura tipo “Arco Abóboda” com três contra fortes, tem 27,0 metros de altura, acima da fundação (fundação em granito ) e 18,5 metros de altura acima do terreno natural. A cota de coroamento é de 312,5 metros e o comprimento de coroamento é de 63,3 metros. Contém um descarregador de cheias no corpo da barragem com duas comportas e uma capacidade máxima de descarga de 515 m³/s. A área da albufeira é de 7,5 hectares e a capacidade desta é de 2800×1000 m³

BARRAGEM DE FAGILDE












BARRAGEM DE FAGILDE



UTILIZAÇÕES - Abastecimento


LOCALIZAÇÃO DADOS GERAIS
Distrito - Viseu
Concelho - Viseu
Local - Fagilde
Bacia Hidrográfica - Mondego
Linha de Água - Rio Dão
Promotor - INAG
Dono de Obra (RSB) - Serviços Municipalizados de Viseu
Projectista - Hidroprojecto
Construtor - Zagope, SARL
Ano de Projecto - 1979
Ano de Conclusão - 1984


CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA
Área da Bacia Hidrográfica - 428 km2
Precipitação média anual - 483 mm
Caudal de cheia - 547 m3/s
Período de retorno - 100 anos
Capacidade total - 2800 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 310 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 311,6 m
Nível mínimo de exploração (Nme) - 300 m


CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEM DESCARREGADOR DE CHEIAS
Betão - Contrafortes+Arco
Altura acima da fundação - 27 m
Altura acima do terreno natural - 18,5 m
Cota do coroamento - 312,5 m
Comprimento do coroamento - 63,3 m
Largura do coroamento - 2 m
Fundação - Granito
Volume de betão/Alvenaria - 8,94 x 1000 m3
Localização - No corpo da barragem
Tipo de controlo - Controlo misto
Tipo de descarregador - Sobre a barragem + orifícios
Cota da crista da soleira - 297 m
Desenvolvimento da soleira - 6 m
Comportas - 2 comportas segmento
Caudal máximo descarregado - 515 m3/s
Dissipação de energia - Conchas de rolo


DESCARGA DE FUNDO
Secção da conduta - 6.0*4.0
Caudal máximo - 515 m3/s


FAGILDE


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PLANTA
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VISTA DE JUSANTE

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PERFIL DA BARRAGEM





Rio Dao

Dão
Comprimento
92 km
Nascente Eirado, Aguiar da Beira
Altitude da nascente 750 m
Debito médio N/D m3/s
Foz Rio Mondego
(albufeira da barragem da Aguieira)
Altitude da foz 110 a 124,70 m
Area da bacia
1377 km2
País(es) Portugal Portugal

O rio Dão é um rio portugues que nasce na freguesia de Eirado, mais propriamente na Barranha, concelho de Aguiar da Beira, Distrito da Guarda, na região dos planaltos de Trancoso-Aguiar da Beira, numa zona em que a altitude oscila entre os 714 metros e os 757 metros e que faz parte da Região do Planalto Beirão.

O seu percurso é feito no sentido Nordeste-Sudoeste e, ao longo dele, para além de ter a Barragem de Fagilde no seu fio de água, atravessa ou demarca os limites dos concelhos de Aguiar da Beira, Penalva do Castelo, Mangualde, Nelas, Viseu, Carregal do Sal, Tondela e Santa Comba Dao. Desagua no Rio Mondego, em plena albufeira da Barragem da Aguieira, nos limites dos concelhos de Santa Comba Dao, Mortagua e Penacova, depois de percorrer cerca de 92 quilometros. Os seus principais afluentes são o Rio Carapito, Ribeira de Coja, o Rio Satao, o Rio Pavia e o Rio Criz. No seu vale, zona de altitude com solo granito, situa-se a Regiao Demarcada do Dao, da qual se destaca a produção de excelentes vinhos de mesa.

Afluentes

Barragens no rio Dão

quinta-feira, 12 de março de 2009

Rio Pavia

Pavia
Comprimento 39 km
Nascente Mundão, Viseu
Altitude da nascente 480 m
Débito médio N/D m3/s
Foz Rio Dão, Ferreirós do Dão (Tondela)
Área da bacia 219 km2
Delta N/D
País(es) Portugal Portugal


O Rio Pavia é um rio de Portugal. É um dos principais afluentes do Rio Dao. Nasce na área da freguesia de Mundao, concelho de Viseu, cidade que é atravessada por este rio. Desagua no Rio Dão na área da freguesia de Ferreiro do Dao, concelho de Tondela. O seu principal afluente é a Ribeira de Asnes. Algo poluído, o processo da sua despoluição tem sido assunto de grande polémica no concelho de Viseu. Os moinhos existentes nas suas margens estão fortemente ligados à tradição padeira da povoação de Vildemoinhos, nomeadamente ao fabrico da Broa Trambela e à tradição das Cavalhadas de Vildemoinhos.

Afluentes

Rio Pavia: as margens de um problema

Toda a cidade que se preze tem o seu rio e gosta de mirar-se nas suas águas, usufruir as suas margens. Ora, a relação de Viseu com o Pavia não tem sido edificante. São desencontros antigos, ciclicamente iludidos com promessas de amor.

Entretanto, com autárquicas no horizonte, os políticos voltam ao Pavia, mas este está desconfiado e seco. É que os rios também envelhecem... e só o amor e carinho os podem regenerar.

O rio Pavia atravessa a cidade de Viseu e apresenta, no trecho urbano, um índice de poluição que não tem a montante nem a jusante. A pressão urbana, a falta de cuidado e de manutenção, as irregularidades pluviais... muito têm contribuído para um agravamento da situação. Será uma situação irreversível? O rio pode ainda voltar à sua juventude e ser reconquistado como pólo atractivo da cidade de Viseu? É o que vamos tentar perceber.

I - Uma bacia hidrográfica envelhecida

O rio Pavia é uma bacia hidrográfica com várias nascentes e cursos de água. O seu curso principal situa-se na zona do Mundão, mas a sua bacia tem uma ampla distribuição geográfica e uma ramificação grande. A sua bacia sofreu um processo evolutivo que atinge todos os cursos de água e, neste momento, estará numa fase de velhice. Isto acontece porque houve um aplanamento do seu perfil longitudinal, isto é, verificou-se um trabalho de erosão que foi transportando sedimentos das cabeceiras (zona das nascentes) para os acumular ao longo dos cursos médio e inferior. Assim, apesar da inclinação geográfica bastante grande entre a nascente e a foz, o trabalho de erosão tornou esta representação gráfica quase plana e, quando isto sucede, a corrente do rio perde potência. Em teoria só pode haver rejuvenescimento natural se a nascente subir (o que não é natural), se a foz descer, ou se houver uma alteração climática brusca de forma a fazer uma abrupta recarga do caudal. Nenhuma destas situações é equacionável, pois era preciso um verdadeiro cataclismo. Deste modo, só uma empenhada acção do homem, através do esforço conjugado de instituições, poderá alterar a situação.

II - Ser ou não ser um esgoto a céu aberto: eis a questão

Segundo Américo Nunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Viseu e biólogo, "há treze ou catorze anos o rio era um esgoto a céu aberto. Ainda hoje há lançamentos selvagens, em algumas zonas, em situações pontuais. O Matadouro, por exemplo, sito nas margens do rio, não tinha sistema de tratamento dos efluentes. Também o Parque Industrial de Mundão, na altura zona industrial de Mundão, não tratava os efluentes.

Isto para não falar dos particulares que tinham os seus esgotos directa ou indirectamente ligados ao rio. Ora, a primeira coisa que a Câmara procurou foi erradicar essas descargas nocivas e, para isso, implantou colectores de esgoto desde o Parque Industrial do Mundão até à ETAR de S. Salvador. Para tal, deu-se a possibilidade de particulares e industriais se ligarem ao colector gratuitamente, sem encargos nem taxas."

Já na óptica de Miguel Ginestal, candidato à presidência da autarquia pelo PS, " o rio Pavia está morto, a jusante da ETAR de S. Salvador. É visível aquele efeito sinónimo de que existe metano nas águas." O deputado e candidato socialista, numa sessão do Fórum Novas Fronteiras (06.06.05), mostrou-se indignado com o estado "lamentável" do rio Pavia. "É mais um esgoto a céu aberto" - denunciou.

III - Por este rio acima

Polémicas à parte, fomos nós percorrer o rio, sobretudo no trecho citadino, para fazermos uma apreciação do seu real estado de saúde. Ao mesmo tempo, aproveitámos para questionar moradores e comerciantes da ribeira e de outras zonas da cidade de Viseu quanto ao teor das ditas melhorias e projectos.

Colocámos três perguntas 1 - " Conhece o Projecto de Intervenção para o rio Pavia?"; 2-"Tem notado melhorias introduzidas no rio Pavia?"; 3-" Tem conhecimento da campanha anti-poluição do rio Pavia?"

As respostas à primeira questão, quanto ao projecto para o Pavia, o desconhecimento é total. Relativamente à segunda pergunta, as pessoas responderam que não tem havido alterações visíveis, reconhecendo, todavia, que há menos maus cheiros. Finalmente, quanto à terceira questão, as respostas foram invariavelmente negativas: ninguém afirmou ter conhecimento de alguma campanha de sensibilização para a não poluição do rio. No nosso percurso pedonal de reconhecimento conseguimos avistar uma placa velhinha e muito "demodé" apelando à salvaguarda do rio. (questões colocadas nos dias 8 e 9 de Junho)

Do reconhecimento que efectuámos, parece-nos que é muito preciso re-investir numa campanha de sensibilização e fiscalização de modo a que a população aprenda a respeitar e a gostar do rio e desista, de uma vez por todas, de o poluir. Constatámos também que subsistem focos de poluição: as margens não estão limpas e não salvaguardam uma zona de protecção e usufruto a quem queira caminhar à beira rio, o rio tal como se apresenta não atrai pessoas, não convida ao lazer ou a quaisquer actividades desportivas. Ou seja, a cidade e o rio ainda continuam de costas voltadas.

IV - Os já "eternos" projectos de intervenção

Se é certo que Roma e Pavia não se fizeram num dia, também não é menos verdade que já começa a cansar o cíclico anunciar de projectos de requalificação do nosso rio. "Depois da erradicação dos esgotos e das campanhas de sensibilização para que os cidadãos não poluam, enveredamos agora por ponderar o arranjo paisagístico das margens" - declarou-nos o vice-presidente da CMV.

"Estes foram os primeiros passos longos e difíceis para fazer renascer o rio. Estamos a desenvolver um projecto que prevê a construção de pelo menos duas albufeiras no curso superior do rio (algures ente Mundão e a cidade) para podermos controlar as cheias de Inverno e controlar a recarga para que possamos ter água no Verão".

"No troço citadino compreendido entre a radial de Santiago e a ponte medieval da Azenha, surgirá (através da Viseu Polis e da CM de Viseu) um corredor verde de um lado e do outro das margens. Há-de haver ali desde o parque da Feira, zonas de lazer, ciclovias, parques infantis, um parque radical... Tudo isto para as pessoas poderem fruir as margens devidamente arranjadas".

Sobre o andamento das obras, o mesmo autarca afirmou-nos "Nós estamos a lançar concurso sobre concurso, há coisas que vão sendo feitas ao longo do tempo, mas digamos que eu penso que durante mais um ano, um ano e meio, dois anos, o essencial estará feito".

V - Por ti, Pavia, nós vamos estar atentos!

Este foi o ponto de situação possível sobre um rio que apresenta uma grave crise de identidade. Muitos viseenses teimam em não lhe conceder o estatuto de rio e referem-se a ele como algo sujo e impraticável. Outros, tomados de nostalgia, ainda recordam os tempos em que o rio tinha pescarias e barcos de recreio no largo açude da Casa da Ribeira.

Não deixa de ser curioso que os promotores imobiliários da zona da Ponte da Azenha invoquem a aguardada mais valia de um Pavia recuperado para melhor venderem os apartamentos. Sem dúvida que um rio limpo e atractivo aumenta a qualidade de vida dos residentes na sua vizinhança. Contudo, ao mesmo tempo, causa-nos apreensão e surpresa que na zona do Fórum Viseu o betão quase avance até ao leito do rio. Tamanha pressão sobre as margens é um perigoso contributo para apoucar ainda mais o Pavia.

Entretanto, Pavia, sabemos continuas a tua luta de levar as águas ao mar. Estamos conscientes de que o serem turvas ou límpidas, isso é responsabilidade nossa. Gostávamos de te ver renascer e acreditamos, sinceramente, que um dia havemos de ouvir a tua saudável corrente e havemos de nos mirar nos teus espelhos de água.

Artigo elaborado por

Texto: Carina Santos e Luís Rodrigues

Fotografia: Fausto Timóteo

Esc. Prof. Mariana Seixas

quarta-feira, 11 de março de 2009

Linha da Beira Alta

[Esconder]Linha da Beira Alta
STRrg

Linha do Norte → Lisboa Santa Apolónia
BHF
0,0 Pampilhosa
HST
4,0 Vacariça
HST
6,3 Pego
BHF
9,2 Luso-Buçaco
HST
13,2 Trezoi
HST
17,4 Soito
HST
20,8 Monte de Lobos
BHF
23,5 Mortágua
BHF
35,4 Santa Comba Dão

Linha do Dão Viseu
HST
39,8 Castelejo
HST
43,6 Papízios
BHF
47,9 Carregal do Sal
BHF
52,3 Oliveirinha-Cabanas
eHST
53,9 Fiais da Telha
HST
56,7 Lapa do Lobo
BHF
58,7 Canas-Felgueira
eHST
61,1 Urgeiriça
HST
65,1 Folhadal
BHF
66,8 Nelas
HST
73,5 Moimenta-Alcafache
BHF
78,1 Mangualde
BHF
83,4 Contenças
HST
89,5 Abrunhosa
BHF
93,8 Gouveia
BHF
101,8 Fornos de Algodres
eHST
107,2 Muxagata
eHST
110,3 Vila Boa do Mondego
BHF
117,5 Celorico da Beira
HST
122,8 Baraçal
HST
125,6 Maçal do Chão
BHF
131,4 Vila Franca das Naves
eHST
134,3 Cerejo
eBHF
136,9 Pinhel
eHST
141,9 Trajadinha
HST
149,2 Sobral
BHF
155,9 Guarda
ABZrf

Linha da Beira Baixa Entroncamento
HST
160,0 Gata
HST
163,1 Vila Garcia
HST
166,5 Vila Fernando
HST
171,6 Rochoso
BHF
175,5 Cerdeira
HST
178,7 Miuzela
eBHF
182,3 Noémi
HST
186,9 Castelo Mendo
eHST
189,2 Malhada Sorda
HST
193,9 Freineda
HST
197,5 Aldeia
BHF
202,5 Vilar Formoso
GRENZE

fronteira Portugal-Espanha

A Linha da Beira Alta é uma linha ferrovia internacional que liga o porto da Figueira da Foz à fronteira com Espanha, em Vilar Formoso, com percurso paralelo ao eixo do rio Mondego. É a principal ligação ferroviária de Portugal com a Europa. Tem ligação na estação da Pampilhosa à Linha do Norte e consequentemente ao centro de Coimbra.

Com cerca de 250 quilómetros, esta linha é considerada uma das mais belas de Portugal, devido ao seu variado cenário, e à quantidade de túneis e pontes que atravessa (13 túneis, totalizando quase 4 quilómetros, e 14 pontes, com o comprimento total de mais de 1600 metros).

História

Devido a dificuldades geográficas (o traçado teria de atravessar a Serra do Bucaco, passando junto à cidade de Santa Comba Dao, que está à cota de 180,10 metros, a zona de Vila Franca das Naves (cota de 545,28 metros), passar na cidade da Guarda (cota de 814,53 metros) e acabar junto à fronteira com Espanha (cota de 752 metros), sem nunca ultrapassar a percentagem de 15 ‰ nos declives da via, e as curvas não poderiam ter menos de 300 metros de raio), 3 projectos foram apresentados, sendo designado o engenheiro Bento de Moura para estudar os projectos e escolher o melhor traçado.

A 1 de Fevereiro de 1876, o traçado foi enviado ao governo pelo engenheiro Bento de Moura. Este traçado era uma adaptação de um dos 3 projectos previamente apresentados, feito pelo engenheiro Sousa Brandao.

A 20 de Maio de 1876, o governo abriu um Concurso Publico com vista à construção da linha da Beira Alta. No entanto, não houve concorrentes, pelo que se iniciou novo concurso público em 11 de Setembro de 1876, também sem sucesso.

Bento de Moura modificou então o projecto, de modo a ser mais viável economicamente, partindo da vila de Pampilhosa, passando por Santa Comba Dao. Assim, abriu-se um terceiro concurso a 23 de Março de 1878, ao qual apenas respondeu a Societé Financière de Paris, tendo sido estabelecido um contracto com o governo para a construção e exploração. .

A construção da Linha da Beira Alta iniciou-se em Outubro de 1878 e concluiu-se em Junho de 1882, tendo a inauguração ocorrido em 3 de Agosto de 1882. A obra foi deixada ao cargo de uma companhia suportada pela Societé Financière de Paris.

Recentemente, esta linha sofreu modificações, como algumas rectificações de traçado, electrificação, reforço das pontes, nova sinalização e algumas recentes modificações em tráfego e/ou frequência.

Desastre ferroviário de Moimenta-Alcafache

O desastre ferroviário de Moimenta-Alcafache (o local do acidente localiza-se na freguesia de Moimenta da Maceira do Dao, concelho de Mangualde; a designação "Alcafache" no nome do apeadeiro deve-se ao facto de existirem as Termas de Alcafache que se situam a cerca de 8 quilómetros deste) ocorreu a 11 de Setembro de 1985, a cerca de 200 metros daquela estação, entre Mangualde e Nelas. Às 18h37min, um comboio internacional Sud-Express, que transportava 300 pessoas do Porto Franca(circulava com 18 minutos de atraso), chocou frontalmente com uma composição Regional que se dirigia para Coimbra 30 a 40 pessoas. Os dois comboios colidiram a uma velocidade de 100 quilómetros/hora, vindo a incendiar-se três carruagens do Sud-Express e duas do Regional. À cabeça do Sud-Express viajava a locomotiva nº1961, atrelando 10 a 12 carruagens; o Regional tinha à cabeça a locomotiva nº1439, atrelando 6 a 7 carruagens.

A brutalidade do acidente foi tal que foram apenas confirmados 49 mortos, embora tenha sido possível reconhecer unicamente 14 corpos; 64 passageiros continuam dados como desaparecidos. Dados mais recentes, apontam para uma estimativa entre as 120 e 150 vítimas mortais. A dificuldade em estabelecer um número exacto de vítimas provém de duas razões: não houve um controlo exacto do número de passageiros de ambas as marchas, e, mais uma vez, a brutalidade do embate aliada ao incêndio de algumas carruagens deixaram alguns corpos totalmente despedaçados e/ou carbonizados.

A tragédia foi atribuída a erro humano do maquinista do Regional, que aparentemente não terá respeitado uma ordem para esperar por um cruzamento com o Sud-Expresso.

A maior parte dos restos mortais irreconhecíveis foram sepultados numa vala comum junto ao local do acidente. Foram erguidos memoriais, que são amiúde profanados e vandalizados, não estando definida nenhuma entidade que faça a manutenção do local e da memória da maior tragédia ferroviária de sempre em Portugal.

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