So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

sábado, 11 de abril de 2009

Pagar em 30 dias.


A Comissão Europeia (CE) propôs esta quarta-feira que as autoridades públicas tenham um prazo de 30 dias para pagar facturas às empresas, findo o qual devem pagar juros e uma indemnização de cinco por cento por montante da dívida.


Com esta medida, a CE quer combater os atrasos dos pagamentos nas transacções comerciais entre autoridades públicas e empresas. 'Esta situação impede o desenvolvimento dos negócios e é mesmo responsável por falências de empresas que de outro modo seriam mais viáveis, nomeadamente no caso das Pequenas e Médias Empresas (PME)', justifica o executivo comunitário.


Bruxelas entende que as autoridades públicas devem 'dar o exemplo' e, por isso, devem pagar as suas dívidas num prazo de 30 dias, 'caso contrário terão de pagar juros, uma indemnização por custos de cobrança e uma indemnização fixa de cinco por cento do montante da dívida, aplicável desde o primeiro dia de atraso'.


Contudo, a Comissão ressalva que 'em casos devidamente justificados, os períodos de pagamento podem ser mais longos'.


Numa altura de recessão económica, a CE sustenta que a medida pode vir a melhorar a liquidez das empresas europeias e facilitar o bom funcionamento do mercado interno, através da eliminação de obstáculos relacionados com as operações comerciais transfronteiriças.


Eu vi.


O pesadelo das duas meninas que foram violadas e transformadas em escravas sexuais pelo pai, ao longo de 12 anos, em Samora Correia, terminou com um telefonema de uma vizinha para a GNR. "A mãe nunca desconfiou de nada", garantiu ontem ao CM a autora da denúncia, A. S. recordando o que viu na tarde do dia 29 de Maio de 2008, pelas 14h00.

Tremeu-se mas foi fraco.

Um sismo de magnitude de 2,5 na escala de Richter, com epicentro no Montijo, foi sentido na Margem Sul e em Lisboa. O abalo teve origem na Falha do Vale Inferior do Tejo, zona classificada como o mais elevado nível de perigosidade sísmica do Ocidente da Península. O sismo, que não causou vítimas ou danos materiais, ocorreu sete horas após um tremor de terra de menor intensidade registado em Cascais.


"Estava a fazer a barba quando vi o candeeiro a dançar", disse ao CM Manuel dos Santos, morador na Moita, zona onde o sismo mais se fez sentir. "Eram quase 08h30 e até o espelho se mexeu", recorda aquele morador, de 75 anos.


António Pinho, de 53 anos e também da Moita, acordou na altura do sismo. "Moro numa casa antiga e levantei-me assustado por causa do barulho que o telhado estava a fazer, mas, na altura, não percebi o que se estava a passar", disse. Nem os bombeiros nem a GNR da Moita receberam qualquer chamada relacionada com o abalo.


Isabel Abreu, sismóloga no Instituto de Meteorologia, disse ao CM que "o tremor de terra do Montijo ocorreu na falha do Vale do Tejo com uma magnitude ligeiramente superior ao normal". A sismóloga explicou que "não é possível estabelecer uma ligação entre este tremor de terra no Montijo e o sismo de 6 de Abril em Itália".


Segundo o Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico da Área Metropolitana de Lisboa e concelhos limítrofes, um sismo de magnitude de 6,6 com epicentro no Vale Inferior do Tejo poderá matar dez mil pessoas.


MONTIJO EM ZONA DE RISCO


O Montijo localiza-se numa zona sísmica onde se registaram alguns dos mais destruidores tremores de terra do País. O maior sismo do século passado ocorreu nesta zona, em 1909, em Benavente. Os sismos de 1344 e de 1531 também tiveram como epicentro o Vale Inferior do Tejo que, para o investigador de engenharia sísmica João Fonseca, apresenta "o mais elevado nível de perigosidade da região ocidental da Península". Face ao risco existente, o Grupo Parlamentar do PCP entregou na Assembleia da República um projecto de resolução para a criação de um Plano Nacional de Redução de Vulnerabilidade Sísmica.

58 milhoes de euros

A próxima edição do Euromilhões contará com um Jackpot de 58 milhões de euros.


Nenhum apostador acertou na chave do sorteio de sexta-feira - 9 - 14 - 16 - 37 - 46 + Estrelas: 2 - 4 - anunciou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.


Um apostador português foi um dos três que conseguiram o segundo prémio, no valor de 1.077.922,89 euros, não havendo nenhuma aposta nacional entre os oito beneficiados com o terceiro prémio, de 114.711,38 euros.


O quarto prémio, de 6.426,40 euros, será distribuído por 102 apostadores, dos quais 29 portugueses, enquanto o quinto, de 308,39 euros, é dividido por 1.417 apostas, 289 das quais nacionais.


Houve 352 apostas portuguesas entre as 1.989 que beneficiam do sexto prémio, de 153,79 euros, tendo o sétimo prémio, de 87,32 euros, sido entregue a 5.004 apostadores, dos quais 1.211 nacionais.


Com o valor de 31,19 euros, o oitavo prémio é atribuído a 71.439 apostas, das quais 15.357 portuguesas, enquanto o nono, de 24,23 euros, coube a 79.351, dos quais 18.717 nacionais.


O décimo prémio, de 19,65 euros, será entregue a 21.246 apostas, das quais 21.246 nacionais, o décimo primeiro, de 10,10 euros, a 436.641, dos quais 101.263 nacionais, e o décimo segundo, de 9,62 euros, a 1.090.213, dos quais 235.059 portugueses.


Se andas a deriva.

Três dezenas de jovens marcados por violência doméstica, abusos sexuais,drogas, álcool e doenças refugiam-se na casa "Os Andorinhas", em Campo de Besteiros. À frente do porto de abrigo está um homem de 82 anos: João Almiro.


O dia 29 de Março foi vivido com particular emoção na associação "Os Andorinhas". Morreu a Bibi. Lina Maria Simões Gomes, com 38 anos de idade, que aos seis meses de vida foi entregue pelos pais, com problemas de alcoolismo, aos cuidados do farmacêutico João Almiro.


Portadora de Trissomia 21 e com o esófago queimado pela aguardente que lhe davam para se calar, a menina acabaria por ditar o rumo do seu protector. Um homem, nascido em berço de ouro, que aos 82 anos continua a trocar a comodidade que o dinheiro lhe proporcionaria, pela ajuda a marginalizados da sociedade.


Proporcional ao seu altruísmo, a fama de João Almiro atraiu para Campo de Besteiros jovens de todo o país. Muitos enviados por hospitais e cadeias. Em comum: famílias desestruturadas, pobreza, violência, abusos, violações, drogas, álcool e até doenças contagiosas.


"Este homem não existe". Quem assim fala é Fernando Abreu, 44 anos, antigo colaborador da Câmara de Tondela, que devido a complicações neurológicas, associadas a uma insuficiência renal, se afastou da família e dos amigos. Reencontrou-se junto de João Almiro. "É mais que um pai. A seu lado, recuperei de uma depressão e preparei-me psicologicamente para o transplante", testemunha.


Anteontem, à uma hora, o telemóvel de João Almiro tocou. Do outro lado, um SOS: Bruno, 24 anos, consumidor de drogas duras - chegou a ser expulso da Alemanha por isso -, pedia ajuda.


"Chegou de Lisboa a Tondela e não tinha para onde ir. Fui buscá-lo. Dei-lhe comprimidos para as dores e por aí fica enquanto quiser. Esta casa não tem grades. A ideia é a ajudar estes jovens a voarem sozinhos. Mas se tiverem recaídas, podem sempre voltar ao ninho", sintetiza João Almiro.


Sem um cêntimo do Estado, dinheiro que não reclama nem deseja, o farmacêutico assegura, na casa onde criou os filhos, a sobrevivência de quem lhe bate à porta. Agora são 30. Gasta entre seis a sete mil e quinhentos euros por mês. Vale-lhe a solidariedade de muitos amigos. E a quinta, trabalhada pelos jovens, de onde vêm os alimentos e onde cria vacas, porcos, ovelhas e galinhas para ajudar nas despesas.


"Além dos utentes, que fazem o que podem, somos duas funcionárias. Eu trato da cozinha. O doutor e os rapazes não se queixam da comida", brinca Maria Teresa Henriques.


João Almiro é o faz-tudo-da-casa: leva os rapazes e raparigas que precisam aos tratamentos de desintoxicação de álcool e drogas, às vacinas, ao ortopedista, a consultas de Planeamento Familiar. Consegue próteses. Chegou a salvar um doente, com cirrrose, que tinha os dias contados.


"É tudo do bolso dele. Aos 82 anos, carrega o carro e vai com a rapaziada para Coimbra, Viseu e por aí fora. Aqui no café, paga os consumos. Menos o álcool. Dorme sozinho com todos em casa. E se algum sai para a rua, é vê-lo de robe, na madrugada, à sua procura", testemunha Carla Teresa, do café Guiné, que fica defronte de "os Andorinhas". Ela e o marido, António Soares, temem pelo que possa acontecer aos jovens quando o benemérito faltar.


Agora ja se pode, mas antes era impossivel

O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência diz-se "muito satisfeito". Não só com o facto de haver um relatório a louvar a experiência portuguesa, como com a visibilidade que deu à realidade portuguesa.


"Já dei uma entrevista à "Time Magazine" e fui contactado pela BBC, que quer vir cá ver como funciona o sistema". João Goulão acredita no consenso político em torno da descriminalização, apesar da voz que "apela ao endurecimento que volta e meia aparece"...


Partindo da recensão de Glenn Greenwald, que conclusões tira da descriminalização do consumo de droga em Portugal?


O fundamental é que permitiu uma maior aproximação a franjas que anteriormente não pediam ajuda. E o dispositivo de dissuasão montado - importa insistir que o consumo continua a ser proibido - funciona cada vez mais com segunda linha de prevenção. O nosso desejo é que nem cheguem a contactar com a droga, mas, se acontece, a intervenção pode fazer arrepiar tendências.


Destacaria algum indicador?


A diminuição da prevalência de consumo nas camadas mais jovens. Todos os estudos demonstram que Portugal é dos países da Europa com menor prevalência nos consumo de droga, tabaco e álcool, apesar da tendência de subida no álcool. Nas outras, a tendência é de descida.


Mas os estudos e o próprio Greenwald apontam mais uso de droga além dos 19 anos...


Estamos a assistir a um efeito de corte. Isto é: estamos a acompanhar as mesmas pessoas. Houve pico de consumo entre adolescentes que agora estão nas faixas etárias seguintes. Os consumidores estão mais velhos, não estão a consumir mais. Isto apesar de alguns iniciarem de facto o consumo quando são mais velhos.


Nota-se claramente o aumento dos tratamentos por força do reencaminhamento pelas comissões de dissuasão (CDT)?


Depois de uns anos em que as várias CDT não tinham quórum - havia hesitações políticas quanto ao seu interesse -, todas as 20 estão agora a funcionar. Há mais tratamento. Mas é um esforço concertado das CDT e da actividade de proximidade, das equipas de rua que chegam às pessoas que não vinham espontaneamente.


Os consumidores estão mais velhos, não a consumir mais. Estivemos na berra aquando da descriminalização, fomos muito solicitados na Europa para explicar. Mas aí, apesar de se manter a criminalização, na prática deixa-se cair a repressão policial. Entretanto, já recebi representantes dos EUA, da Rússia, de vários países sul-americanos, da Argélia...

Vejam como nos lidamos

É um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo. A Time e a BBC já pediram para vir ver como era.


Glenn Greenwald poderá abusar da adjectivação no relatório "Descriminalização da droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga". Mas tem o mérito de ter chamado a atenção para o que por cá se faz em matéria de luta contra a toxicodependência. No documento apresentado na semana passada no Cato Institute de Washington, fala de "sucesso retumbante". E fá-lo comparando Portugal com a Europa e com os EUA.


Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso de droga em Portugal fixou-se "entre os mais baixos da Europa, sobretudo quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados". Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de 400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.


Proibido? Sim, mas sem prisão


Porquê? Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.


Com isto, mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais, diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60% deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre 1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de substituição.


Greenwald cita estudos de 2006, segundo os quais a prevalência do consumo desceu de 14,1% para 10,6% (face a 2001) nos 13-15 anos, e de 27,6 para 21,6% nos 16-18 anos. A subida nas faixas etárias seguintes, adianta, não se prende com mais consumo, mas porque os jovens consumidores pré-descriminalização estão hoje mais velhos. Ou seja, se os adolescentes consomem menos, a prazo, menos adultos consumirão.


A análise de Gleen Greenwald estende-se ainda sumariamente à atitude dos vários quadrantes políticos portugueses e ao ambiente político pré e pós-descriminalização. Dá conta de um quase consenso actual, à excepção da Direita conservadora. E regressa aos números para desmontar os cenários de pesadelo previstos antes da lei. O consumo de droga não se generalizou, nem Portugal se transformou num paraíso turístico oferecendo "sol, praias e droga": 95% dos cidadãos atendidos nas comissões de dissuasão de toxicodependência criadas com a lei (para onde os consumidores são encaminhados pela Polícia) são portugueses. Do resto da Europa, serão à volta de 1%.


Greenwald diz que este caso de sucesso deveria ser tema de debate em todo o Mundo e lamenta que, confrontadas com ele, as autoridades americanas se tenham remetido ao silêncio.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vejam la se me conseguem apanhar em 7 minutos

Uma mulher deu-se ao luxo de sair do carro para gesticular com os os agentes da autoridade que a perseguiam numa auto-estrada nos EUA. O vídeo mostra quase sete minutos da perseguição, quase sempre, a alta velocidade.




As imagens não mostram onde ou como começou a perseguição, apenas a obstinação da mulher em eludir a polícia. Nas auto-estradas dos arredores de Los Angeles, nos EUA, a senhora fez de tudo um pouco: andou em contra-mão na auto-estrada, levou o carro para fora da estrada e até se deu ao luxo de sair do carro para gesticular com os polícias, antes de voltar a entrar para arrancar a grande velocidade.

E por causa da guerra dos politicos que o pais nao vai para frente

O Ministério da Agricultura escolherá, nos próximos dias, uma das duas associações que disputam a gestão de milhões dos fundos comunitários em Lafões. Só uma ganhará. Para já, trocam-se acusações de partidarismo.


Em 2008, devido à sobreposição de territórios, a administração do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) chumbou os projectos apresentados pelas duas organizações: a Associação de Desenvolvimento Regional de Lafões (ADRL), que abrange S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades, e a Associação de Desenvolvimento de Dão Lafões e Alto Paiva (ADDLAP) que intervém, além daqueles mesmos concelhos, nos de Viseu e Vila Nova de Paiva.


Apesar dos esforços que alegam ter desenvolvido, de parte a parte, para chegarem a um entendimento, e dessa forma evitarem uma nova reprovação, as associações acabaram por recandidatar os respectivos projectos deixando ao gabinete de planeamento do Ministério da Agricultura a responsabilidade de decidir.


Em declarações recentes à Rádio Vouzela, a propósito do impasse que diz estar a retardar o acesso da região a fundos na ordem dos 13,5 milhões de euros, Guilherme Almeida, da ADDLAP (também vereador do PSD na Câmara de Viseu), afirmou que a outra candidatura, ao contrário da sua, está muito "alinhada" com o partido do Governo.


Guilherme Almeida deixou mesmo um aviso: "Estamos confiantes que vamos ganhar. Se isso não se verificar, iremos até ás últimas consequências".


Ganhar o melhor projecto


Maria do Carmo Bica, responsável pela ADRL, considera "inadmissível que alguém faça pressões e ameace ir até às últimas consequências, para conseguir a aprovação do seu projecto".


"É muito mau. A valia técnica dos projectos é feita a partir de critérios objectivos publicados em Diário da República. Tem de ganhar o melhor. Pela nossa parte, estamos confiantes".


A responsável, candidata pelo PS à Câmara de Vouzela, diz que o projecto da ADRL é abrangente e recusa conotações com o Governo. "Ao contrário de outros, não espero que a candidatura da ADRL seja aprovada para fazer campanha eleitoral. Toda a vida tive uma participação política activa, e nunca misturei essa actividade com o meu trabalho ou com o movimento associativo".


A ADDLAP afirma, em comunicado, esperar que o impasse de 9 meses seja ultrapassado por uma decisão "célere" da tutela.


Vamos la fazer contas.


As carteiras mais vazias obrigam os portugueses a uma maior selecção na altura de fazer compras. Vão mais vezes por semana ao supermercado e optam muito mais pelos produtos mais baratos e mesmo de marca branca.


A ida ao supermercado é cada vez mais um exercício de aritmética, com os consumidores a procurarem os produtos a preços mais baixos sem, no entanto, deixarem de levar os que consideram alimentos básicos, embora o façam cada vez mais de marcas brancas, ou marcas próprias de determinado grupo.


É o que se verifica, por exemplo, com o leite e seus derivados, que, como diz a Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL), os consumos, no global, não registaram grandes oscilações, mas as "quotas de mercado das marcas brancas aumentaram na ordem dos 6 a 7% em 2008", afirmou Pedro Pimentel.


O responsável acrescentou ainda que, nos últimos anos, "verificou-se um aumento massivo de consumo de leite e derivados e, nos dois últimos anos, por exemplo, no que diz respeito ao leite, o crescimento tem sido praticamente nulo". Já o queijo teve um decréscimo de 5% e o consumo de iogurtes na ordem dos 1%. No entanto, "são consumos globais, optando pelo produto mais básico sem valor acrescentado e, muita vezes, no caso das marcas brancas, desconhecendo a sua origem, que muitas vezes é estrangeira".


Se para os lacticínios a escolha recai nos produtos sem marca, no caso do peixe a opção é cada vez mais pelas espécies capturadas na costa portuguesa. "O carapau, a cavala, a sarda e a sardinha estão a recuperar os consumos tradicionais", referiu Miguel Cunha, da Associação de Armadores das Pescas Industriais, admitindo que "esta procura é também motivada pelos preços. Estas espécies são mais baratas, mas as espécies mais caras, como o pargo, o sável e o robalo, mantêm os mesmos níveis de procura".


Nas bancas ficam as carnes de bovino e suíno, que desde o ano passado têm registado uma descida na procura. José Oliveira, da Associação de Produtores de Leite e Carne, admite que os preços "da carne bovina não são convidativos, mas por puro contra-senso, porque os preços ao produtor desceram 35%, no entanto, para o consumidor mantiveram-se. Com os custos de produção a aumentar não só os consumidores deixam de procurar este produto, como muitos produtores desistem desta actividade".


A mesma queixa é apresentada pelo presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, Joaquim Dias, que aponta para uma verdadeira retracção no consumo de carne de porco. "Estatísticas só europeias, e em 2008, o decréscimo de consumo foi de 1% per capita".


A carne de aves é assim a mais procurada pelos consumidores portugueses, e "o preço é um dos motivos, porque foi sempre muito mais acessível", frisou Avelino Gaspar, da Federação Portuguesa das Associações Avícolas, acrescentando que o mercado de ovos também está estável.


Pão e fruta


O pão continua a ser um alimento muito procurado em tempo de crise, "até se verificou um aumento no consumo este ano, mas cerca de 30% dessas vendas são feitas nas grandes superfícies", salientou Carlos dos Santos, da Associação do Comércio e Indústria de Panificação.


A fruta continua a ser procurada, "existe algum decréscimo, especialmente, na fruta certificada, que é mais cara, mas não é muito grande", avançou Sónia Varanda, da Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Hortofrutículas, sublinhando que "se trata apenas de sensibilidade, dados só no final da campanha".


Eles fazem estradas, mas depois estao meses para as abrir

Uma estrada praticamente concluída há cinco meses, em Loures, continua por abrir devido à falta de um parecer da Estradas de Portugal. Os moradores não compreendem a demora e vão expressando a sua indignação.


"Estão à espera das eleições? Abram-me!!!". A frase escrita nas placas de betão que barram a entrada na via que vai ligar a Estrada Nacional 8, na zona do Barro, aos bairros da Vitória, Santa Maria e Casal da Mata tem intrigado os milhares de automobilistas que diariamente passam por ali, a caminho das cidades de Loures ou de Lisboa.


Os habitantes daqueles bairros garantem não ter ideia de quem terá sido o autor das palavras, mas partilham da sua revolta e também não compreendem por que permanece fechada uma via aparentemente concluída há tanto tempo.


"A estrada está pronta desde Novembro, pelo menos, mas não a abrem. Não percebo porquê, devem estar à espera das eleições para virem cá todos cortar a fita e bater palmas", diz um morador do Bairro de Santa Maria, que preferiu não se identificar.


Apesar de se tratar de um troço de estrada com apenas algumas centenas de metros, a nova via irá evitar que quem quer aceder àquele e a outros bairros, vindo da cidade de Loures, tenha de dar a volta por uma estrada estreita e em piores condições, que atravessa zonas residenciais.


"Escusávamos de ter aqui os carros a passar e ficávamos com estas ruas só para nós", diz Cristina Antunes, 73 anos, cansada de ver os automóveis passarem-lhe à porta. A septuagenária recorda a pacatez de outros tempos, em que praticamente não circulavam automóveis por ali. "Mas, agora, toda a gente tem carro, já se sabe", desabafa , com um encolher de ombros.


Os que moram naqueles bairros maioritariamente formados por vivendas sabem que não vai ser aquele pequeno troço de estrada a solucionar os problemas de trânsito, sobretudo nas horas de ponta da ida e vinda de Lisboa, mas admitem que "tudo o que seja para melhorar, já devia ter vindo".


É essa a opinião de Miguel Sousa, 45 anos, morador no Bairro da Vitória, que não vê a hora de a nova via abrir à circulação. "Não gosto nada de vir naquela estradinha apertada, às curvinhas, onde mal se podem cruzar dois carros. Se não tivessem feito uma nova, lá nos tínhamos de aguentar. Mas se fizeram, porque não a abrem?", interroga o professor.


Compram jogadores caros, depois acontece isto.

Metade dos clubes que disputam as ligas profissionais de futebol tem salários em atraso. O caso mais grave é o do Estrela da Amadora, com sete meses por pagar. Hermínio Loureiro, líder da Liga de Clubes, admite a mancha e aponta soluções.


O flagelo dos salários em atraso no futebol português abrange metade dos clubes, nas duas divisões profissionais. A maioria dos emblemas que não tem os pagamentos em dia regista um mês por pagar, mas há casos mais graves, como o que afecta o Estrela da Amadora, que, ainda por cima, é reincidente.


Ainda há quem pague a tempo e horas, com destaque para os três grandes, que têm todos os salários regularizados, mas o certo é que metade das 32 equipas que disputam a Liga e a Liga de Honra tem vencimentos em atraso. Bem conhecido é o drama do Estrela, com sete meses em falta, apesar de dois terem sido pagos através do fundo de garantia salarial do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF). O problema, além da dimensão social, tem provocado greve aos treinos, num clube já habituado a ser notícia por sucessivos incumprimentos, mas que consegue "fintar" os regulamentos e manter-se em competição, apesar de os jogadores puderem rescindir em bloco. "É uma situação que mancha a imagem do futebol português, mas a Liga tem em marcha soluções que vão apertar o cerco aos incumpridores", realça, Hermínio Loureiro, o presidente da Liga.


O organismo já anunciou a intenção de impedir o acesso às provas profissionais da época 2009/ /10 a quem tiver salários em atraso em Maio. A medida, confirmou Hermínio Loureiro, vai a votos em assembleia geral, até ao início de Maio.


"Importa fazer um apelo à moderação salarial e criar mecanismos que evitem estas situações. O licenciamento dos clubes tem de ser feito com maior rigor", defende o líder da Liga.


Além do Estrela da Amadora, igualmente complicada é a situação do Vitória de Setúbal, com quatro meses em atraso, há ainda os casos de Belenenses e Leixões, ambos com dois meses por pagar, enquanto o trio Nacional, Marítimo e Académica tem um mês em atraso, embora exista um acordo com os jogadores de receberem apenas, ao dia 20 de cada mês, o salário do período anterior. Numa nuance que virou moda em alguns clubes, a Naval já tem pago os salários a prestações. Nesta altura, o clube da Figueira da Foz tem parte do mês de Março por pagar, o que espera fazer na próxima semana. Já o Paços de Ferreira "saltou" da lista dos incumpridores, ao pagar, ontem, o mês de Março.


Na Liga de Honra, Boavista e Varzim, com quatro meses em atraso, protagonizam os casos mais graves, mas a lista dos incumpridores envolve ainda Estoril, Beira-Mar e Portimonense - todos com dois meses por pagar -, e Vizela e Gil Vicente, ambos com um mês em atraso.


Apesar de metade não pagar a tempo e horas, há jogadores nos plantéis dos clubes incumpridores que têm salários em dia, dado que estão em situação de empréstimo e os vencimentos são pagos, regra geral, pelas equipas de origem.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ideias para o sua Pascoa





Como e que um piolho pode viver 100 anos a transbordar de gente.


Foi a primeira vez de Joana. Nunca antes lhe tinham feito uma serenata. Quis o destino que a estreia fosse mesmo à porta do café conhecido por nome de parasita pertencente à família dos Pediculídeos.


O Piolho. Fica ali na Praça de Parada Leitão, no Porto. A meia dúzia de passos dos Leões. Qualquer dúvida é só perguntar a um estudante da Universidade do Porto. O Piolho, baptizado como Âncora d'Ouro há quase 100 anos, é o principal centro de reunião de doutores e caloiros da Academia portuense, a maior do país. São às centenas. "Há noites em que só se vê cabeças", sorri José Martins, um dos sócios-gerentes do estabelecimento. As comemorações do centenário, que se assinala a 26 de Junho, já começaram.


Mas voltemos a Joana. É Silva e estuda no Instituto Superior de Contabilidade e Administração Pública. Quem a faz corar com uma romântica balada é a tuna da Escola Superior de Educação, por onde passou. Pelo Piolho é que, agora, Joana Silva tem passado menos. "Estou a trabalhar em Tavira", explica, não deixando de elogiar "a envolvência, a tradição e a história" do café. "E os Leões aqui tão perto..."


"O Piolho é um marco na vida dos estudantes", sentencia Rita Gomes, de negro trajada. "É o sítio mais acolhedor. Só se vêem capas pretas", juntou Cátia Silva, vestes semelhantes às de Rita, mas frequentadora mais assídua: "Já vim aqui mil vezes".


Ricardo Rocha, da Faculdade de Medicina, não faz por menos: "Milhões de vezes!" Histórias do Piolho ouviu-as do pai, outrora estudante de Engenharia. Reclamação bem actual: após as obras - o Piolho esteve três meses encerrado em 2006 para renovação -, "subiram os preços".


"O café é acolhedor, os preços nem tanto. Mas às vezes é preferível pagar um bocado mais e estar num bom ambiente", considera André Pimenta. "O Piolho é nosso", atalha, de imediato, Ricardo Rocha.


André Pimenta, de Lamego, não fazia ideia do que era o Piolho quando chegou ao Porto. Hoje já sabe. E passou palavra aos amigos da terra. Poucos sabem, porém, por que carga de água o Âncora d'Ouro se transformou em Piolho. José Martins explica que há duas versões. Fia-se mais naquela que é contada por Reis Lima, neto de um dos fundadores: dado o aglomerado de pessoas que se juntava num espaço pequeno, os clientes começaram a dizer que mais pareciam piolhos. A segunda versão atribui a alcunha ao tratamento cerimonioso entre alunos e professores universitários que frequentavam o café em meados do século passado. Bem vistas as coisas, uma "piolhice".


Quem vê José Martins a tirar finos sem parar e Cláudio Alexandre a fintar a multidão com a bandeja cheia não imaginará que, quando a actual gerência tomou conta do café, corria o ano de 1979, a situação não estava famosa.


Foi há 30 anos que José Martins, o cunhado Edgar Gonçalves e o tio José Pires tomaram conta do café. "Vimos o Luso, o Piolho e D. Manuel II. A decisão acabou por ser responsabilidade minha. Como o Piolho estava sempre cheio, não hesitei", recorda José Martins. Não saberia, contudo, que a clientela que enchia a sala era tão problemática. O ambiente não era o melhor. Aos poucos, foi conseguindo afastar quem não interessava. E reactivar o Piolho como ponto de encontro académico, tradição espelhada nas inúmeras placas evocativas de grupos de estudantes que por ali passaram. As memórias, muitas em forma de verso, forram as paredes.


O renascimento definitivo deu-se a partir de 1997, acrescenta o sócio-gerente, que partilha a responsabilidade de tomar conta do estabelecimento com o cunhado. Um ano fica um, no seguinte fica o outro. Actualmente, com licença para estar aberto até às quatro da manhã, o café tem enchentes sucessivas. Aos fins-de-semana, a multidão enche a praça.


Idalina Gonçalves, mulher de José Martins, não tem mãos a medir na cozinha. As francesinhas são famosas. "É ela quem vem abrir o café, às seis da manhã", conta José Martins. A hora é madrugadora, mas Idalina não tempo para bocejar: "Quando chego, muitas vezes já há gente à espera para o pequeno-almoço". Torradinhas e meia de leite? José Martins e Idalina Gonçalves contam que muitos estudantes arrancam (ou acabam) o dia com uma francesinha especial regada a finos.


Ha ha, ja fostes apanhado.

Um antigo comandante da GNR de Canelas, em Gaia, está acusado de ter-se apropriado ilicitamente de mais de mil euros, em 2006. O próprio confessou a autoria do crime e aceitou repor o dinheiro. A hierarquia castigou-o.


Em Abril e Maio de 2006, pelo menos oito indivíduos fiscalizados pela GNR, em Gaia, resolveram pagar em dinheiro as respectivas multas. Chegados ao posto, os militares entregaram ao comandante, um sargento-chefe, os documentos de contra-ordenação e o dinheiro vivo que lhe correspondia.


As normas obrigavam o chefe dos guardas a depositar as notas numa conta da Caixa Geral de Depósitos e a dar conta nos arquivos internos da GNR que as multas estavam pagas. Era ele que controlava o todo o processo.


Só que, em Junho de 2006, um novo comandante do posto da GNR de Canelas detectou que algo não estava bem. Os autos de contra-ordenação estavam indevidamente arquivados porque não tinham anexada cópia de talão de depósito na Caixa. Estavam em causa 1040 euros. E, apesar disso, os autos de contra-ordenação tinham manuscrita a menção "pago". Pois estava "pago" mas não estava depositado.


De imediato, os demais militares do posto apontaram suspeitas ao anterior comandante, que fora entretanto transferido para o Regimento de Cavalaria, em Lisboa.


Confrontado com os desvios em processo disciplinar da GNR, o suspeito começou por negar. Mas, posteriormente, acabaria por confessar os factos, aceitando repor o dinheiro. Fê-lo em Novembro de 2006. A hierarquia castigou-o com 40 dias de suspensão.


Na altura dos factos, havia desaparecido, também, uma máquina de jogo apreendida numa operação da GNR. O comandante do posto foi também apontado como suspeito, mas o aparelho acabaria por ser detectado na cave do edifício da GNR de Canelas.


Foi entretanto instaurado processo-crime e a Polícia Judiciária do Porto passou a investigar o caso. O ex-chefe da GNR, agora com 55 anos, não quis prestar declarações, além do que disse no processo disciplinar.


Agora, o Ministério Público de Gaia acusa-o por crime de peculato. O ilícito é punível com pena entre um a oito anos de cadeia. Mas atendendo à reposição dos valores, por parte do suspeito, a acusação entende não dever ser de aplicar pena superior a cinco anos de prisão.

se fossem o Ze Povinho ja estavam na prisao.

O endividamento das autarquias subiu para 6 664 milhões de euros, em 2007. Lisboa representa um terço da dívida global, mas as câmaras de Aveiro, Maia, Figueira da Foz e Gaia também se destacam com liquidez negativa.


Ao todo, 195 municípios apresentaram, no final de 2007, uma liquidez negativa de 685 milhões de euros. Tal valor - em que as dívidas a pagar foram superiores ao dinheiro disponível - é demonstrativo que as autarquias não conseguiram pagar as dívidas a curto prazo, que subiram nesse período mais de 26 milhões de euros, face ao ano anterior. As dívidas de médio e longo prazo, por seu turno, apresentaram uma redução, caindo 49,5%.


Estes números foram apresentados ontem, em Lisboa, com a divulgação do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, que demonstra que 35 municípios são detentores de 53,5% do total das dívidas. Lisboa aparece como o município com o maior passivo, na ordem dos 965 milhões de euros, seguido de Vila Nova de Gaia (268 milhões) e do Porto (177 milhões).


No entanto, dos 308 municípios portugueses, há a destacar que 17 não registaram qualquer endividamento líquido. Neste item saliente-se que as autarquias de Penacova, Cascais, Cinfães, Mafra, Lagos, Almada, Câmara de Lobos, Castelo Branco, Belmonte e Loulé são aquelas que apresentaram a melhor situação financeira.


De acordo com o documento apresentado na Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, a dívida global das autarquias aumentou, sobretudo, devido ao endividamento junto de fornecedores e ao leasing, e não por via de empréstimos bancários. Segundo o Anuário, a dívida dos municípios à Banca diminuiu, inclusive, mais de 52 milhões de euros.


A desejar ficou ainda o nível de dependência financeira das autarquias. No ano do estudo, apenas 77 municípios apresentaram receitas próprias superiores a 50% das receitas totais, limite a partir do qual se considera que dispõem de autonomia financeira.


Os sinais mais positivos da situação em 2007 chegam do lado das receitas, que cresceram 12%, totalizando 547 milhões de euros de receitas cobradas nesse ano.


Ainda assim , para o coordenador do Anuário, João Carvalho, o cenário não se mostrou demasiado preocupante. Para o especialista, na globalidade as contas encontram-se equilibradas considerando que grande parte das funções dos municípios não têm finalidade lucrativa. "O que mais me surpreendeu pela negativa foi o aumento das dívidas a fornecedores que podem vir a acarretar dificuldades de tesouraria nos próximos tempos", afirmou.


E no que concerne ao ano de 2008 a tendência "consolidou-se". Pelo menos assim o garantiu Eduardo Cabrita, secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, referindo que, nas informações que Portugal transmitiu à Comissão Europeia sobre as contas públicas, os municípios mostraram uma estabilização no nível de endividamento. "Portugal teve dois anos em que as contas públicas apresentaram um défice de 2,6%. Foram os dois melhores anos no que concerne a contas públicas dos últimos 30 anos e as autarquias contribuíram, pela positiva, para esse bom resultado", salientou.

Desculpem aos Nortenhos mas a Pascoa vai ser molhada.


Seis distritos do Norte de Portugal continental estão hoje com aviso Amarelo devido à possibilidade de queda de neve acima dos 800 metros de altitude.

Com aviso Amarelo, o segundo nível menos grave de uma escala de quatro, estão os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda.

Para esta quinta-feira, o IM prevê para as regiões do Norte e Centro céu muito nublado, com abertas na região Centro até ao início da tarde e períodos de chuva no Minho e Douro Litoral, estendendo-se gradualmente às restantes regiões.

Para Sul, aguarda-se céu pouco nublado, tornando-se gradualmente muito nublado por nuvens altas.

De acordo com o IM, esta época de Páscoa será caracterizada em Portugal continental por céu predominantemente muito nublado com ocorrência de precipitação nas regiões do Norte e Centro e em geral pouco nublado no Sul.

Para o Continente, nas regiões do Norte e Centro irá predominar céu muito nublado com períodos de chuva a partir do final da manhã de hoje, que serão mais frequentes e mais intensos no final da tarde e noite, sobretudo no Minho e Douro Litoral e Beira Litoral, com passagem a regime de aguaceiros durante sexta-feira e sábado.


Prevê-se também queda de neve nos locais acima dos 800 a 1000 metros na noite e manhã de sexta-feira e noite de sábado e formação de gelo nos locais elevados.


Na região Sul, o céu apresentar-se-á pouco nublado, em especial no Sueste alentejano e no Sotavento algarvio. No entanto, na sexta-feira e até ao início da manhã de sábado haverá períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros fracos.


Para domingo de Páscoa prevê-se céu pouco nublado, apresentando-se muito nublado até ao meio da manhã nas regiões a Norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.


Deixem de tretas, apostem na medicina natural.

A ministra da Saúde admitiu rever a lei sobre prescrição de medicamentos por substância activa, em nome dos interesses do doente. Mas os médicos mantêm que há uma relação de confiança com os fármacos de que não abdicam.


A polémica poderia parecer acalmar com a decisão ontem tomada pela Associação Nacional de Farmácias (ANF): suspendeu a troca dos medicamentos de marca prescritos por genéricos mais baratos, mesmo que o médico não a autorizasse. E fê-lo porque a ministra insistiu que não pagaria o valor das comparticipações sempre que uma receita revele "irregularidades". Isto é, a dispensa de um medicamento diferente do receitado.


Mas a hipótese ontem admitida por Ana Jorge de rever a legislação que proíbe a troca sem ordem médica pode alimentar um conflito com os médicos. O argumento - já repetidamente aduzido pela Ordem dos Médicos - é o da relação de confiança com os medicamentos e os laboratórios.


"Os médicos prescrevem genéricos à medida que têm confiança neles" médicos de família Bernardo Vilas Boas, fundador da Associação de Unidades de Saúde Familiar e dirigente da Federação Nacional dos Médicos. E ter confiança significa verificar que o efeito é o desejado, que não há reacções secundárias, que o doente adere à terapêutica (existe o efeito placebo, em que um doente só sente efeitos quando toma um fármaco que conhece) e que há "informação acerca da credibilidade do fabrico e do controlo de qualidade".


Ora, garante Vilas Boas, a informação por parte da Autoridade do Medicamento (Infarmed, que aprova os medicamentos) "é quase nula". E se, com alguns fármacos, os médicos sabem onde e como são produzidos, com outros não é assim. "Quando há centenas de marcas de genéricos, surgem nomes de um dia para o outro e criam-se dúvidas e insegurança. Ainda hoje me apareceram nomes desconhecidos. O Infarmed não promove informação junto dos profissionais".


O médico admite a influência dos laboratórios que apoiam acções de formação - que deveria competir ao Estado, diz -, mas lembra que isso também acontece com a indústria de genéricos. A lei "não deve mudar". "O que é preciso é um trabalho das autoridades competentes que demonstre que há qualidade e controlo dessa qualidade".


Do seu lado, o director do IPO de Coimbra, Manuel António, admitiu que os médicos não tenham tanta confiança em certos genéricos como em medicamentos de marca ou outros genéricos em que reconhecem um historial de bons resultados. E, como Vilas Boas, assume haver melhor informação sobre os fármacos de marca. Mas acredita que a prescrição de genéricos vai aumentar: "A confiança vai-se estabilizando e o médico vai aderindo". Em "igualdade de confiança, o médico tem obrigação de receitar o que for mais barato", acrescentou, o bastonário da OM.


Médica, Ana Jorge admitiu, contudo, rever a lei. "Já tem algum tempo e muitas vezes a aplicabilidade da lei cria-nos algumas dificuldades", disse, adiantando que terá de discutir qualquer alteração com o Infarmed. Mas Ana Jorge insiste que "a decisão terapêutica é um acto médico" e que o clínico "é responsável por tudo aquilo que seja o tratamento do doente". Defende, por isso, a negociação entre médico e doente e diz (face à proposta de dar a decisão ao paciente, feita pelo fundador do Serviço Nacional de Saúde, o advogado António Arnaut) que está em causa "a segurança" do doente. Isto sem questionar a qualidade dos genéricos.


Associação de Farmácias recua


Depois de dias de braço-de-ferro com o Ministério da Saúde, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) suspendeu a campanha de substituição de medicamentos de marca por genéricos mais baratos sem autorização do médico. Diz João Cordeiro que a ANF "deixou de ter condições económicas para continuar a campanha", já que esta "deixou de ser apoiada pelo Ministério da Saúde". Isto quando se comprometera a apoiar financeira e juridicamente as farmácias na aplicação da medida e admitira pagar as comparticipações recusadas pelo facto de as facturas não corresponderem às receitas. Ora, essa é justamente a penalização que a ministra garantiu vir a acontecer em caso de receitas com irregularidades. "As farmácias estão empenhadas em dispensar os medicamentos genéricos mais baratos. Não o podem continuar a fazer porque o Ministério da Saúde prefere pagar mais pelos medicamentos de marca mais caros do que pagar menos pelo medicamentos genéricos mais baratos", lamentou o presidente da ANF. Que prometeu recorrer à Justiça se o ministério não pagar as comparticipações às farmácias. Diz que a medida defendida por Ana Jorge é "administrativa" e não política nem jurídica, porque "não existem fundamentos políticos, nem jurídicos" para rejeitar a medida. Que em seis dias, garante, permitiu aos doentes poupar 112 mil euros e ao SNS 93 mil euros. Num ano, a poupança seria de 120 milhões.


Aonde estavam os representantes da Embaixada Portuguesa.


Poucos dias depois do sismo registado na região de Abruzzo, em Itália, Marta Bento, estudante vouzelense que se encontrava na cidade de Aquila (uma das mais atingidas) no âmbito do Programa Erasmus, chora quando vê na televisão as imagens da destruição. Marta contou como sobreviveu à catástrofe e conseguiu chegar até à família do namorado na Holanda


Marta Bento, estudante do curso de Farmácia do Instituto Politécnico da Guarda e natural de Vouzela, chegou a Aquila, pequena cidade no centro de Itália, em finais de Fevereiro, no âmbito do programa Erasmus. Estudar e conhecer um país diferente eram os objectivos, mas apenas os primeiros quinze dias foram tranquilos.


"A partir do início da segunda quinzena de Março começámos a sentir pequenos abalos. Por vezes, estava na cama e sentia as coisas a tremer. Nós (várias estudantes da Turquia, Roménia e Portugal) ficámos com receio, mas a nossa senhoria explicou que aquilo era habitual e que não havia razão para sentir medo", contou a jovem, de 21 anos.
Na passada segunda-feira, Marta Bento estava a dormir quando às 3h30m todo o quarto começou a abanar. "Parecia que a casa estava a ser atingida por enormes trovões. Não saí da cama durante o sismo que durou vários segundos. Fiquei paralisada e só tinha um pensamento na mente: Vais morrer aqui debaixo dos escombros", recordou.


Pânico


"Demorei algum tempo a recompor-me. Levantei-me da cama, embrulhei-me no edredão e dirigi-me à porta, mas não a consegui abrir. Entrei em pânico e não percebi que a tinha trancado antes de me deitar. Depois do susto, abri a porta e deparei-me com três colegas minhas no corredor. A Liliana (do mesmo curso) ainda estava na cama. Não se mexia e dizia apenas que ia morrer. Consegui que ela saísse do quarto e todas descemos as escadas desde o segundo andar até ao rés-do-chão, saindo para a rua", explicou.


No exterior, Marta Bento apercebeu-se dos estragos provocados pelo sismo. "À nossa volta, os edifícios iam-se desmoronando. Na estrada havia enormes fendas e buracos. As pessoas choravam, mas quase que não se ouviam devido ao barulho das sirenes da protecção civil, da polícia e dos bombeiros, que estavam a tocar por todo o lado. Eu estava no meio daquilo tudo com as minhas colegas e parecia sufocar. Cheia de medo, não sabia para onde ir e juntei-me às outras pessoas que iam saindo das casas. Os nossos vizinhos tentavam salvar os carros que tinham nas garagens, retirando-os para a rua", referiu a estudante.
Foi dentro de uma dessas viaturas que Marta e a colega Liliana tentaram descansar algumas horas. "Durante grande parte do dia, não sabíamos o que fazer. Não nos deixavam entrar na casa, devido ao perigo de derrocada, mas a meio da manhã subi para ir buscar as minhas coisas. Estava na cozinha quando houve uma réplica forte. Os copos e pratos caíram dos armários e cheguei a ser atingida por alguns objectos", contou. A estudante conseguiu apenas recuperar o telemóvel, antes de voltar a fugir para o exterior.


"Aterrorizada, agarrei-me a eles e disse-lhes que
não queria morrer ali"


Por volta das 18 horas chegaram a Aquila vários representantes da Embaixada da Turquia que tomaram conta das estudantes daquele país. "A chorar, pedi-lhes para também me levarem a mim e à Liliana. Inicialmente não quiseram porque não éramos cidadãs turcas. Mas, aterrorizada, agarrei-
-me a eles e disse-lhes que não queria morrer ali e acabaram por ceder. Apesar do medo voltei à casa e fui buscar o computador portátil, a minha roupa e os documentos, antes de entrar para um autocarro que nos ia levar para Roma", recordou.


Namorado comprou bilhete


Sem dinheiro, Marta Bento aproveitou a chegada à capital italiana para telefonar e pedir ajuda ao namorado holandês, que, perante a impossibilidade de adquirir um bilhete de avião para a Holanda, comprou uma passagem para a Alemanha, onde a foi buscar de carro, tal como a mãe da estudante tinha explicado. "Tentei ligar para a Embaixada portuguesa, mas não consegui. Quando ligaram de volta, já tinha o bilhete. Se estou viva é graças à Embaixada turca. Estou muito desiludida com os responsáveis portugueses", sublinhou.


Quanto aos próximos dias, Marta Bento vai aproveitar para descansar, regressando apenas depois da Páscoa a Portugal. Sei que os meus pais têm muitas saudades minhas. A minha mãe liga-me todos os dias a chorar, mas ainda estou demasiado traumatizada. Quando fecho os olhos, ainda vejo o quarto escuro todo a abanar. Estava à espera que a morte me levasse", finalizou, ainda sobressaltada com toda a situação, mas feliz por estar viva e poder contar a história.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Chineses e Russos "Atacaram" os Estados Unidos

Piratas informáticos chineses e russos conseguiram entrar nos sistemas de redes eléctrica e de água dos EUA e instalaram vários programas com capacidade de destruir componentes estruturais.


Segundo o "The Wall Street Journal", os piratas virtuais lançaram o ataque para "navegar e controlar o sistema eléctrico americano", mas não quiseram "causar danos à rede de distribuição".


O objectivo foi provar que, durante uma crise ou uma guerra, o sistema eléctrico dos EUA é vulnerável.


Segundo uma fonte ouvida pelo jornal norte-americano, cada vez mais espiões tentam obter informações sobre as infraestruturas do país.


Os piratas foram descobertos pelos serviços secretos dos EUA.

Sismo de Áquila de 2009

O sismo de Áquila de 2009 foi um sismo 6,3 graus na escala sismologica de magnitude de momento segundo o United States Geological Survey (6.7 graus na escala de Richter) registado em 6 de Abril de 2009 na zona central da peninsula Italica. O epicentro foi sob a cidade de L'Aquila, região de Abruzos, e em Roma a sua magnitude foi de 4,6 graus Richter. O sismo deixou pelo menos 228 mortos, cerca de 1000 feridos, 15 desaparecidos e centenas de edificações total ou parcialmente destruídas, sobretudo no centro de L'Aquila mas também em outras localidades próximas.

Sismo de L'Aquila de 2009

Localização do epicentro do sismo

Mapa elaborado pelo United States geological Survey
Data 6 de Abril de 2009
Magnitude 6,3 Mw
Magnitude 6,7 Ml
Profundidade 10 Km
Coordenadas do epicentro 42° 42′ N 13° 39′ E
Zonas atingidas Zona central de Italia, regiões de Abruzos e Lazio
Vítimas 228+ mortos, 1000 feridos e 17 000 a 20 000 desalojados[

















































Referências

A vergonha da Policia Britanica

Isto numca deveria acontecer em qualquer parte do Mundo.
E uma vergonha.
Veja o video





Aconteceu no dia 1 de Abril um Policia empurrou um homem que tinha terminado o teu trabalho e ia para casa .

Como e que isto pode acontecer

A Segurança Social considerou apta para trabalhar uma mulher de 53 anos apesar do relatório médico do Hospital de S. João, no Porto, atestar que "a doente está dependente de terceiros nas actividades básicas da vida diária".


Maria Lurdes Silva não fala, usa fraldas, depende de familiares e vizinhos para comer, para lavar-se e para vestir-se , mas viu-lhe ser rejeitado, mais uma vez, o pedido de reconhecimento de invalidez permanente, de forma a poder ter direito à reforma.


O JN tinha noticiado o caso, em Janeiro passado, quando a família apresentou o recurso da decisão. Agora, Maria de Lurdes voltou a ser considerada apta para trabalhar.


"É totalmente incompreensível", desabafa, indignado, Paulo Silva. O irmão de Maria de Lurdes nem queria acreditar quando abriu a carta com as conclusões da Junta Médica de recurso: a doente foi considerada apta para trabalhar. O recurso apresentado pela família foi rejeitado, mantendo-se a decisão inicial da Comissão de Verificação de Incapacidade Permanente. A decisão é, no entanto, passível de recurso.


A antiga funcionária de uma fábrica de fiação continua, assim, sem qualquer rendimento. Uma situação que se arrasta desde 2005, quando expirou o prazo do subsídio de doença.


Desde 1999 que Maria de Lurdes foi apresentando sucessivas baixas, por causa de problemas neurológicos graves. Com o passar do tempo, a condição piorou.


Um relatório médico do Hospital de S. João, de Setembro do ano passado, já era claro: "Doente com história de depressão prévia (...) iniciou quadro demencial com cerca de um ano de evolução, com perda progressiva de autonomia, deixando de comunicar, embora reconhecendo os familiares. (...) Doente diz apenas 'sim' e 'não'".


O relatório mais recente, de Fevereiro passado (resultante de uma consulta realizada um dia antes da Junta Médica), confirma: "A doente está actualmente dependente de terceiros nas actividades básicas da vida diária". Mais: a evolução da doença neurológica tem sido "progressiva" e é "irreversível".


Paulo Silva, que acompanhou a irmã, acusa a Junta Médica de não ter levado em consideração aquele diagnóstico.

Ja ca canta

A Câmara Municipal de Resende adquiriu por três milhões de euros, "sem gastar" um cêntimo, termas e hotéis em Caldas de Aregos. O segredo do negócio implicou uma opção: trocar as eólicas pelo turismo.

Boa exibicao do Porto ou ma exibicao do Manchester

Se não houvesse segundo jogo, o F. C. Porto já estava nas meias-finais. Esta terça-feira, mostrou valia para o conseguir. No Dragão, é só acreditar e mostrar em campo que é possível eliminar o Manchester. As "meias" ficaram mais perto.


Quem disse que era impossível fazer a vida negra ao campeão europeu, na sua própria casa? Jesualdo Ferreira tinha-o prometido na véspera e o plano de jogo sortiu efeito. O F. C. Porto tem uma linha ofensiva muito forte, capaz de baralhar qualquer defesa, e essa foi uma das principais armas. Sempre que Hulk pegava na bola, o Teatro dos Sonhos tornava-se num pesadelo para a plateia inglesa. O brasileiro foi bem acompanhado por Rodríguez e Lisandro. Depois, para desespero dos diabos vermelhos, ainda viram sair do banco o suplente Mariano, para lhes estragar a vida.


A segurança defensiva de Fernando, ontem em grande, a travar Ronaldo ou Rooney, mostrou à Europa outro belo jogador, o mesmo se passando com Cissokho, também a rubricar uma excelente exibição, talvez a mais marcante desde que chegou ao Dragão. O golo conseguido cedo, logo aos quatro minutos, ajudou a descomprimir.


Ferguson, apanhado a perder, só empatou o jogo numa fífia portista. Não usou de início todos os trunfos, porque os tinha gasto, no domingo, no frenético desafio com o Aston Villa. Quando lançou Giggs e Tévez, a pressão aumentou e o argentino até marcou, porém o F. C. Porto ainda foi a tempo de igualar. Se fizer uma justa leitura, o técnico escocês não pode acusar a sorte de lhe ter virado as costas, porque o F. C. Porto bateu-se de igual para igual e até podia já ter decidido a eliminatória. Poderá, inclusive, dar os parabéns ao guarda-redes Van der Sar, que contribuiu, e muito, para segurar o potencial ofensivo azul e branco.


A primeira parte soberba do F. C. Porto só foi manchada pelo golo oferecido por Bruno Alves. Durante meia-hora, a equipa de Jesualdo fez o jogo. Helton foi um espectador, excepção feita a um cabeceamento de Ronaldo, bem parado pelo brasileiro. Nos 30 minutos iniciais, o campo parecia inclinado para a baliza inglesa, no bom sentido, claro está. Estamos a reportar-nos ao mérito dos dragões, sem favores do árbitro.


Outro dado elucidativo, respeitante às maiores estrelas, passou pelo desempenho do CR7. Andou escondido no primeiro tempo, perdeu no duelo com Fernando e quase só apareceu nos lances de bola parada. Os campeões nacionais tiveram uma magnífica entrada, manietaram o United, obrigando-o a errar muitos passes. O Manchester demorou tempo a assentar. E só respirou melhor quando a pressão portista baixou, pois o F. C. Porto não podia correr sempre a um ritmo tão intenso. Mas, para trás, ficaram várias oportunidades para marcar.


Na segunda parte, o Manchester subiu, fez recuar os dragões, que, ainda assim, foram gerindo o empate. O United adiantou-se, com mérito de Tevez, mas o dedo de Jesualdo também se fez sentir. Mariano fez jus à aposta e empatou no minuto 89. Os dragões carburaram a super, técnica e mentalmente.

O Governo quer "arrasar"com Viseu

Algumas centenas de pessoas subscreveram já o abaixo-assinado a contestar o eventual encerramento do serviço de Finanças 2, a funcionar, há vários anos, na rua de Alexandre Herculano, em Viseu.


"Sabemos que a adesão tem sido enorme. Há centenas de assinaturas. Contudo, só na terça -feira, quando recolhermos as folhas dispersas por vários estabelecimentos comerciais, teremos a noção exacta da sua dimensão", disse ao JN Paula Soares, da Papelaria Herculano, uma das promotoras.


O abaixo-assinado será remetido na próxima semana à Direcção-Geral de Impostos e entregue no Governo Civil e Câmara Municipal de Viseu, revela a mesma fonte.


Várias entidades têm contestado o encerramento do serviço de Finanças 2. A Câmara Municipal de Viseu, pela voz do seu presidente, Fernando Ruas, foi a primeira a anunciar que se oporia a tal decisão.


O Partido Socialista (PS), em comunicado, também já veio avisar que não estará de acordo com uma decisão "baseada em critérios economicistas". Anteontem, o chefe do serviço de Finanças 2, Alberto Saraiva, saiu satisfeito de uma reunião com José Pereira, responsável pela Direcção-Geral de Impostos. "Manifestou compreensão face às nossas preocupações", revelou.


"Sentimo-nos mais reconfortados para apoiar os funcionários desta casa. Trabalhadores exemplares que trabalham aqui há muitos anos, e que ficaram desmotivados depois de saberem da notícia da eventual fusão", acrescenta Alberto Saraiva.


Almeida Henriques, deputado do PSD, disse ontem que o Partido vai avaliar a proposta da Direcção Distrital de Finanças para a extinção de um dos dois serviços.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C2

Resultados

1 Jornada

Valecambrense 1 - 1 S. Joao de Ver
Avanca 2 - 2 U. Lamas

Proxima Jornada

S. Joao de Ver - Avanca
U. lamas - Valecambrense


Classificacao

1- U. Lamas 18
2 - Avanca 15
3 - Valecambrense 14
4 - S. Joao de Ver 12

Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C1

Resultados

1 Jornada

Satao 0 - 1 Fornos de Algodres
Milheiroense 4 - 0 Agueda


Proxima Jornada

Fornos de Algodres - Milheiroense
Agueda - Satao


Classificacao

1- Milheiroense 22
2 - Agueda 17
3 - Fornos de Algodres 16
4 - Satao 12

Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C Subida

Resultados

1 Jornada

Ac Viseu 2 - 1 Fiaes
Cinfaes 5 - 4 Tondela
Tocha 1 - 1 Anadia

Proxima Jornada

Fiaes - Tocha
Tondela - Ac Viseu
Anadia - Cinfaes


Classificacao

1 - Cinfaes 28
2 - Fiaes 26
3 - Ac. Viseu 25
4 - Anadia 22
5 - Tocha 22
6 - Tondela 22

Cinfaes 5 - Tondela 4

Um verdadeiro espectáculo de futebol foi o que Tondela e Cinfães proporcionaram a quem teve o privilégio de assistir a esta partida. Nove golos, muito público, relvado excelente e tempo a condizer, foi o que se viu no Cerveira Pinto. O Cinfães ganhou por 5-4, numa partida em que o rival Tondela esteve a ganhar por dois golos de diferença, em duas ocasiões distintas (2-0 e 4-2).

Entrou melhor o conjunto de António Jesus. Aos 2 minutos, a bola foi à mão de Luís e o árbitro Francisco Vicente entendeu que devia assinalar penálti. Beré converteu com êxito. Jogava-se muito rápido e dez minutos volvidos Beré bisou. O avançado tirou Sidon do caminho e bateu Miguel Matos.

O Cinfães reagiu bem aos dois golos sofridos (e entrada do guardião Padeiro para o lugar do lesionado Miguel Matos) e chegou à igualdade em apenas seis minutos. Primeiro, Rogério, de cabeça, deu a melhor sequência a um canto e depois, Sérgio Silva aproveitou uma atrapalhação na defesa visitante, para igualar.

Depois, mais espectáculo. O Tondela, em nove minutos, volta a construir vantagem de dois golos. Aos 29', Piojo pela esquerda ganhou a Nakata e marcou perante Padeiro. Depois, aos 38', Nuno Pedro conseguiu o 4-2, num lance com algumas culpas para o guardião cinfanense. Nos festejos, terá exagerado e insultado os elementos do banco do Cinfães e, por isso, viu o vermelho directo. Antes do intervalo, Filipe Carvalho aproveitou novo erro tondelense para reduzir a diferença.

Na segunda parte, os da casa entraram melhor e, aos 72', conseguiram nova igualdade. João Paulo terá tocado a bola com a mão e, na conversão do penálti, Rui Gonçalves não falhou.

Decorria já o minuto 95, quando Mauro conseguiu o golo da vitória, mesmo antes de Sidon ser expulso por protestos. O Tondela perdeu por culpa própria já que deixou o 'pássaro' fugir duas vezes.
Arbitragem irregular.l

Academico de Viseu 2 - Fiaes 1

O Académico iniciou da melhor forma a Fase de Subida com uma vitória frente ao Fiães, um dos candidatos à ascensão à 2ª Divisão Nacional. Num jogo bem disputado, a formação viseense iniciou bem o encontro, impondo um ritmo vivo que, de algum modo, surpreendeu a formação de Terras da Feira.

Com isso, os viseenses controlavam as operações a meio campo e dominavam o adversário, que se viu remetido para o seu meio campo. Logo aos cinco minutos, o perigo rondou a baliza de Rui Pedro, num lance que começou num cruzamento de Everson, com Luís Costa a tentar uma assistência que encontrou Zé Bastos um pouco atrasado.

Com os visitantes remetidos ao seu meio campo, a formação de Luís Almeida carregava sobre o meio campo contrário. Aos 12 minutos, de livre, Alex fez a bola passar rente à baliza adversária, numa fase em que o Fiães via jogar.

Sem surpresa, os academistas chegaram ao golo, aos 26 minutos, com Luís Costa a assistir Zé Bastos, que fuzilou a baliza contrária.

O Fiães reagiu e, nos últimos 15 minutos, esteve mais tempo no meio campo academista. Aos 30 minutos, Pedrinha cruzou, Guima antecipou-se a Sérgio, mas Augusto evitou o golo. O guarda-redes academista voltou a estar em evidência sete minutos depois, ao evitar que o remate de Ruben Gomes fosse para a sua baliza.

A etapa complementar não podia começar melhor para os donos da casa. Everson, aos 51 minutos, após boa jogada de Luís Costa, apontou o segundo golo para os viseenses, quatro minutos depois de Sérgio, por lesão, ter dado o seu lugar a Leandro.

O Fiães reagiu, mas raramente pôs em perigo a baliza de Augusto. Foi necessário o juiz escalabitano "arranjar" um penálti, por pretensa falta de Filipe sobre Guima, para Cardoso bater Augusto e relançar a partida que, até final, não conheceu alteração no marcador.

Em resumo, diríamos que, perante um adversário difícil, a turma de Luís Almeida justificou e mereceu o triunfo, numa tarde de algum desacerto do trio de arbitragem de Castelo Branco.
João Casal faz exames
no hospital

Preocupações para Luís Almeida, as lesões de Sérgio, com um problema lombar e João Casal, que sofreu uma comoção cerebral. À hora do fecho desta edição fazia exames médicos no Hospital de S. Teotónio, após ter recuperado a consciência.l

Incrivel mas aconteceu em uma hora

Uma mulher alemã, de 69 anos, envolveu-se em três acidentes de viação em menos de uma hora, deixando no total sete veículos danificados.

A senhora, apesar de todos os contratempos, teve apenas ferimentos ligeiros, informou a polícia esta terça-feira.

A alemã, natural de Berlim, colidiu, num primeiro acidente, contra três carros ao tentar sair do parque de estacionamento do supermercado Island Usedom Baltic.

Depois, acidentalmente, a condutora pisou o acelerador e, a alta velocidade, acabou por se despistar e entrar num relvado de uma habitação.

A senhora foi então transportada para o hospital numa ambulância, mas, antes mesmo de chegar, o veículo foi atingido por um camião.

“Teve realmente muita sorte, pois não se magoou gravemente em nenhum dos acidentes” disse o porta-voz da polícia Zinnowitz Axel Falkenberg." Os acidentes pareciam dominós, uns sobre os outros...", ironizou.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Os Portugueses e que lamentam

Os pais de Madeleine MacCann, a menina britânica desaparecida da Praia da Luz, Lagos, há quase dois anos, "lamenta profundamente o impacto negativo que o caso teve na economia" local, disse o porta-voz da família, Clarence Mitchel.


"Kate e Gerry e todas as pessoas envolvidas nisto ", declarou Clarence Mitchel, quando confrontado com o desagrado de alguns habitantes da localidade em relação ao regresso do pai de Madeleine a Portugal este fim-de-sema e com a notícia do despedimento colectivo no empreendimento de onde a menina desapareceu a 3 de Maio de 2007.


No mesmo dia em que Gerry MacCann chegou ao aeroporto de Lisboa, sexta-feira, o advogado da empresa proprietária do aldeamento, a Greentrust SA, comunicou a 21 dos 48 funcionários a intenção de avançar com um despedimento colectivo, por inviabilidade financeira da empresa.


Na carta então distribuída, a que a Lusa teve acesso, a administração da Greentrust diz que a medida "é o resultado esperado de uma sequência continuada nos últimos dois anos em que a empresa suportou os pesados custos de redução da sua actividade em resultado do infeliz acontecimento Maddie McCann".


Segundo os trabalhadores contactados pela Lusa, em 2007 trabalhavam 130 pessoas no empreendimento. "Até ao desaparecimento, o aldeamento estava com reservas completas e até tivemos de reencaminhar turistas para outros empreendimentos", disse um deles, pedindo anonimato.


Mas tudo mudou na sequência do caso e o pessoal da empresa começou a ser dispensado. "No Verão a seguir éramos já só 60 funcionários e neste ano estávamos reduzidos a 48", acrescentou o mesmo trabalhador.


"Na sequência dos gravosos resultados do exercício de 2007, cuja origem esteve no já referido caso McCann, a empresa preparou-se para um ano de 2008 que seria difícil, mas a quebra verificada e as perspectivas para 2009 tornam a empresa inviável", lê-se ainda na missiva enviada aos funcionários.


"A última coisa que Gerry queria era causar qualquer perturbação, desde o mais pequeno corte de estrada a questões tão dramáticas quanto haver pessoas a perder o seu emprego", reagiu Clarence Mitchell.


Os trabalhadores criticam ainda assim a postura do casal "ao lançarem contantemente campanhas que chamam a atenção para o caso e denigrem a imagem da Praia da Luz enquanto destino turístico".


O porta-voz do casal voltou a lamentar o impacto da visita de Gerry McCann, mas fez notar que os pais de Madeleine "não podem deixar de regressar à Praia da Luz, pois foi daqui que a menina desapareceu".


Durante o fim de semana, Gerry McCann acompanhou na Praia da Luz as filmagens de mais um documentário sobre o desaparecimento da filha, desta vez para a cadeia de televisão britânica Channel Four.


Além do documentário, está a decorrer uma campanha com "outdoors", folhetos e "posters", apelando à população da Praia da Luz para que sejam dadas novas informações que levem ao paradeiro da menina.


Os pais de Madeleine, Gerry e Kate McCann, foram constituídos arguidos em Setembro de 2007, antes de serem ilibados em Julho de 2008 por falta de provas para apoiar a hipótese, privilegiada pelo inquérito, de uma morte acidental da menina. A família sempre disse estar convencida de que ela tinha sido raptada.

"Lay Off"

A Peugeot-Citroën de Mangualde admitiu esta segunda-feira que as medidas tomadas não foram suficientes para enfrentar a crise e que por isso pretende entrar em "lay off", tendo já previstos cinco dias de paragem para o mês de Maio.


"Esgotados todos os instrumentos ao dispor para nos adaptarmos à procura, sem afectar o rendimento dos trabalhadores e sem recorrer a despedimentos, a contínua diminuição da procura dos modelos fabricados em Mangualde (Peugeot Partner e Berlingo Origin) obriga à adopção de outras medidas previstas no Código de Trabalho", justificou à Agência Lusa fonte oficial da empresa.


 Segundo a mesma fonte, a adopção de outras medidas mostra-se "indispensável para assegurar a viabilidade da empresa e a manutenção dos postos de trabalho" na empresa, que tem actualmente mais de 900 trabalhadores.


"Assim, e após prévia comunicação à Comissão de Trabalhadores (CT), implementar-se-á uma redução temporária da prestação de trabalho", acrescentou, lembrando que, com a "actual situação de crise financeira e económica mundial, o mercado automóvel é confrontado com uma redução drástica de volume de vendas".


A administração da empresa pretende fazer o pedido de adesão ao "lay off" à Direcção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho "nos prazos legais em vigor", que não especificou.

Foi mandado calar-se

Um cientista italiano previu um grande terramoto na zona de L'Aquila semanas antes do desastre que atingiu a cidade, esta segunda-feira.


O cientista foi denunciado às autoridades por espalhar o pânico entre a população, de acordo com a agência Reuters.


Os primeiros tremores na região foram sentidos a meio de Janeiro e continuaram a fazer-se notar em intervalos regulares, alarmando a cidade medieval a 100 km a Leste de Roma.


Carrinhas equipadas com colunas circularam pela cidade há um mês a pedir à população para que evacuasse a cidade, depois do sismologista Gioacchino Giuliani ter previsto que um grande sismo estaria a caminho. Este acto provocou a ira do presidente da Câmara da cidade.


Giuliani, que baseou a previsou na concentração de gás rádon nas zonas sísmicas activas, foi denunciado à polícia, que o obrigou a retirar as descobertas da Internet.


No dia 31 de Março, a Protecção Civil Italiana reuniu-se para avaliar os riscos de um sismo e sossegou a população, assegurando que não havia riscos de um grande tremor de terra.


“Os tremores que têm sido sentidos pela população são parte de uma sequência normal num zona sísmica”, foi dito no final da reunião.


Apesar de garantirem que não é possível prever um terramoto, a Protecção Civil assegurou que iria continuar a monitorizar a situação.


Em resposta às perguntas dos média sobre uma alegada falha na protecção da população antes do terramoto, o director do Instituto Nacional de Geofísica desvalorizou as previsões de Giulianani.


“Sempre que há um sismo há pessoas que dizem ter previsto o incidente”, disse. “Tanto quanto eu sei, ninguém previu o sismo com precisão. Não é possível prever terramotos.”


Enzo Boschi disse que o verdadeiro problema de Itália é a falta de precaução, apesar de um historial de sismos trágicos.


“Nós temos sismos mas esquecemo-nos e não fazemos nada. Não faz parte da nossa cultura tomar precauções de forma apropriada nas áreas em podem acontecer sismos fortes”, disse o director do Instituto Nacional de Geofísica.