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Radio Viseu Cidade Viriato

sábado, 8 de maio de 2010

Primeira pagina - 08 - 05 - 2010

Povos pré-romanos em Portugal - Límicos

Os límicos (em latim limici) foram um povo galaico castejo que habitou a região pantanosa da nascente do rio Lima, na Galécia. O termo lim é de origem indo-europeia, e significa "terreno alagadiço" ou "lodo".

Os romanos chegaram às terras dos límicos no século I, e ergueram o Forum Limicorum, na actual vila de Ponte de Lima.


Fontes históricas

Os límicos foram citados por Plínio, o Velho, em sua História Natural, que os menciona entre os equésios e os quaquernos. Ptolemeu, em sua Geographia,, coloca-os entre os galaicos brácaros, citándoos entre os bibalos e os gróvios, e indica como sua capital o Forum Limicorum. Assim mesmo, os límicos estão entre os grupos dedicantes indicados no Padrão dos Povos.

São numerosas as epígrafes em que se citam indivíduos límicos. Em duas lápides honoríficas, conservadas no Museu Arqueológico de Ourense, datadas do início do século II d.C., cita-se a Civitas Limicorum. Esta mesma civitas vem sendo identificada con a Lemica Civitate do Cronicão de Idácio de Chaves.

Localização geográfica

Ainda que, pelo seu nome, os límicos tenham estado há tempos adscritos ao curso do rio Lima (em galego Limia), as duas lápides honoríficas citadas cima permitiram a identificação, no final do século XIX, da Civitas Limicorum, que iguala o Forum Limicorum com o castro da Cidá (ou Cibdá), situado no monte do Viso, próximo a Nocelo da Pena, no concelho de Sarreaus, Ourense. relação vem sendo questionada a partir dos achados de duas estátuas em Xinzo de Limia, documentadas por Ferro Couselo no ano de 1972.

Na atualidade a maioria dos estudiosos concordam que o Fóro dos Límicos estaria na zona que ocupa o Barrio de Abaixo do actual Xinzo de Limia, como ficou evidente no curso de extensão universitária de Xinzo de Limia, "A Limia na época galaico-romana", que deu o pontapé inicial ao projecto Arqueogenitio. Deve-se ressaltar que Xinzo de Limia ou Forum Limicorum se situa ao pé do rio Lima, num epicentro de estradas da época romana.

O castro romanizado de Nocelo da Pena, afastado das vias de comunicação romanas conhecidas no território límico, teve una existência simultânea às explorações mineiras do lugar. O castro ocupa uma superfície de 3 hectares; o lugar remontaria à Idade do Bronze, com contínua actividade mineira (exploração de estanho), até a época romana, segundo se deduz de achados da década de 1940.

Conforme assinalado, os límicos se situavam no curso superior do rio Lima e nos arredores da lagoa de Antela, já seca, numa ampla planície - na realidade uma depressão tectónica - conhecida popularmente como A Limia, e pelos nativos denominada simplesmente de a Veiga, embora alguns autores coloquem a Civitas Limicorum em Nocelo da Pena.

Seguindo o percurso do rio epónimo, na direcção sudoeste, encontrariam-se com os quaquernos; para o Leste os bibalos e os tamaganos.

Um aspecto diferente apresenta a mansão viária nomeada Limia. Com efeito, no Itinerário de Antonino se assinalam, em ordem e marcando as distâncias entre elas, as estações da Via XIX, dita também per loca marítima, isto é, "pelo litoral", entre Bracara Augusta (Braga) e Asturica Ausgusta (Astorga). As quatro primeiras são as seguintes:

  • Limia........milia passum XVIII
  • Tude.........milia passum XXIII
  • Burbida......milia passum XVI
  • Turoqua......milia passum XVI

Tanto Tude como Turoqua estão bem identificadas, correspondendo, respectivamente, hoje, às cidades de Tui e Pontevedra; Burbida corresponde, com certas dúvidas, a Borbén (estas três localidades na província de Pontevedra), e Limia costuma identificar-se com a actual Ponte de Lima, no Norte português - embora deva-se ressaltar que nada tem a ver com a Civitas Limicorum, como alguns autores aínda pretendem, sendo simplesmente o nome duma mansio situada num passo do rio Lima, identificando-a, e pertenceria possivelmente ao povo dos seurbos ou dos leunos, conforme a descrição da costa da Galécia feita por Plínio, o Velho, de Norte a Sul.

Subdivisões

Pelas fontes epigráficas se conhecem duas centúrias ou castella: Arcuce e Talabrica

Wikipedia

Merkel: «Europa está numa encruzilhada»

Angela Merkel, chanceler alemã, disse esta quarta-feira, na apresentação no Parlamento da lei sobre os créditos de emergência à Grécia, que a Europa «está numa encruzilhada e não deve ter ilusões sobre a gravidade da sua situação».

Na opinião da chefe do Governo alemão, «chegou o momento» de a União Europeia e a Zona Euro «decidirem se querem trilhar o rumo do passado», em que muitas vezes não enfrentaram os problemas e não os resolveram, ou fazer uma «análise implacável» da sua situação e tirar as devidas consequências.

«Só assim sairemos do círculo vicioso de problemas e serviremos o bem-estar da Europa e da Alemanha», advertiu.

TVi24

Deputado do PS filmado a furtar gravador a jornalistas

O deputado do PS Ricardo Rodrigues foi filmado a furtar um gravador dos jornalistas da Sábado que o entrevistavam, no Parlamento. O deputado açoriano não gostou das perguntas que lhe estavam a ser feitas e não hesitou em levantar-se da cadeira e abandonar a sala, não sem antes levar consigo no bolso das calças o gravador onde estava a ser registada a conversa. A revista Sábado já anunciou que apresentou queixa criminal contra Ricardo Rodrigues, no DIAP de Lisboa.

A entrevista estava a ser filmada, facto que Ricardo Rodrigues não terá tido em conta. Já fora do Parlamento, quando confrontado pelos jornalistas, o deputado recusou-se a devolver o gravador, segundo relata a revista.

No vídeo é possível ver o deputado incomodado com as perguntas sobre a sua ligação, como advogado, sócio e procurador, com Débora Raposo, condenada em 2008 por burla e falsificação de documentos, num caso que defraudou em vários milhões de euros a Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, nos Açores. E em que ele próprio chegou a ser arguido, mas não acusado.

Alguns momentos depois o deputado deu uma conferência de imprensa no Parlamento onde revelou que interpôs uma providência cautelar contra a revista e que o gravador está junto a esse processo. Em sua defesa, o deputado considerou que as perguntas a que foi sujeito foram proferidas no tom «inquisitório», sobre «falsas premissas».

Ricardo Rodrigues disse ainda que «irreflectidamente» tomou posse de dois gravadores de jornalistas da revista «Sábado» por ter sido sujeito por estes «a violência psicológica» durante uma entrevista.

«Porque a pressão exercida sobre mim constituiu uma violência psicológica insuportável, porque não vislumbrei outra alternativa para preservar o meu nome, exerci acção directa e, irreflectidamente, tomei posse de dois equipamentos de gravação digital, os quais hoje são documentos apensos à providência cautelar que corre termos no Tribunal Civil de Lisboa», afirmou Ricardo Rodrigues.

Ricardo Rodrigues fez esta declaração na Assembleia da República, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas e à qual assistiu o líder parlamentar do PS, Francisco Assis

TVi24



video

Holanda: brincadeira faz 64 feridos em cerimónias com Rainha (vídeo)

Na terça-feira, milhares de pessoas estavam concentradas numa importante praça de Amesterdão. A Rainha Beatriz liderava as cerimónias de homenagem aos soldados mortos na Segunda Grande Guerra.

Durante os dois minutos de silêncio em homenagem àqueles que perderam a vida, um homem começou a gritar. Daí a alguém gritar que havia uma bomba, foi um instante. Instalou-se o pânico.

Desnorteadas, assustadas, as pessoas começaram a dispersar desordenadamente, atropelando-se umas às outras. O balanço final revela 63 feridos.

Na memória, o veículo que, no ano anterior, avançou desgovernado pelo público que acompanhava a parada da rainha e família. Por isso, prontamente, as forças de segurança retiraram a família real da confusão.

Segundo a Rádio Internacional da Holanda, o homem que interrompeu os dois minutos de silêncio já tinha tido problemas com a polícia por roubo, violência e tráfico de droga.

Quem estava junto do homem relata que ele parecia vestido de judeu ortodoxo e que estava praguejando baixinho ao início. Depois, quando se fez silêncio na praça, começou a chorar alto.

Detido o homem, acalmaram-se os ânimos e as cerimónias prosseguiram com a presença da família real.

A rainha fez questão de visitar os feridos no hospital.

TVi24


video

Homem-aranha salva X-Men e evita assalto

O homem-aranha, com a ajuda de Flash e Jedis, impediu um assalto na Austrália. Pode parecer ficção, mas desta vez, os super-heróis são mesmo feitos de carne e osso.

O caso insólito aconteceu na cidade australiana de Adelaide, onde um grupo de jovens mascarados de super-heróis se reuniu numa loja para comemorar o dia Internacional da Banda Desenhada Gratuita.

Enquanto os heróis confraternizavam, um vilão entrou na loja e tentou roubar um livro do X-Men, mas os super-dotados impediram que a obra do herói fosse levada por mãos alheias, informa o jornal «Huffington Post».

O homem-aranha, Michael Baulderstone, ao aperceber-se da atitude estranha do intruso, exigiu-lhe que mostrasse a mochila, enquanto Flash o ajudava e Jedis bloqueava a saída, impedindo que o X-Men fosse roubado.

Apesar do acto heróico, na loja poucos foram os que acreditaram que a situação era real e só quando a polícia chegou é que os presentes se aperceberam da tentativa de roubo

Agradecidos, os habitantes da pequena cidade australiana podem agora estar mais descansados. Ao que parece os super-heróis estão a vigiar a cidade.

TVi24


video

Colisão entre duas aeronaves em Viseu

Colisão entre duas  aeronaves em Viseu
Uma das aeronaves envolvidas no acidente

Segundo disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro, o acidente deu-se pouco antes as 16:30, entre uma aeronave da escola de instrução de Leiria e outra da escola de instrução de Évora.

"Os dois feridos ligeiros são o piloto e um aluno da escola de instrução de Leiria, que ficaram ligeiramente feridos e foram transportados ao hospital de Viseu", explicou.

Os ferimentos "foram muito ligeiros", o do piloto no olho e o do aluno no lábio, acrescentou.

A mesma fonte explicou que, habitualmente, antes de aterrarem, as aeronaves têm de avisar a torre de controlo, informando sobre a pista em que o vão fazer.

O acidente vai agora ser investigado pelo Instituto Nacional de Aviação.

JN

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Primeira pagina - 07 - 05 - 2010

Povos pré-romanos em Portugal - Lusitanos

Os lusitanos constituíram um conjunto de povos ibéricos pré-romanos de origem indo-europeia que habitaram a porção oeste da Península Ibérica desde a idade do ferro. Em 29 a.C., na sequência da invasão romana a que resistiram longo tempo, foi criada a província romana da Lusitânia nos seus territórios, correspondentes a grande parte do actual Portugal.

A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes no combate aos romanos. Outros líderes conhecidos eram Punicus, Cæsarus, Caucenus, Curius, Apuleius, Connoba e Tantalus.

Os lusitanos são considerados, por antropólogos e historiadores, como um povo sem história por não terem deixado registos nativos antes da conquista romana.[1] As informações sobre os lusitanos são-nos transmitidas através dos relatos dos autores gregos e romanos da antiguidade o que por vezes causa diversos problemas ou conflitos na interpretação dos seus textos.


Origem

Os antepassados dos lusitanos compunham um mosaico de diferentes tribos que habitaram Portugal desde o Neolítico. Não se sabe ao certo a origem destas tribos celtas, mas é muito provável que fossem oriundas dos Alpes suíços e teriam migrado devido ao clima mais quente na península Ibérica. Miscigenaram-se parcialmente com os invasores celtas, dando origem aos lusitanos.

Entre as numerosas tribos que habitavam a península Ibérica quando chegaram os romanos, encontrava-se, na parte ocidental, a dos lusitani, considerada por alguns autores a maior das tribos ibéricas, com a qual durante muitos anos lutaram os romanos.

Supõe-se que a zona do centro de Portugal era habitada pelos Lusis ou Lysis que teriam dado origem aos Lusitanos. Os Lusis eram provavelmente povos do Bronze Final, linguistica e culturalmente de origem indo-europeia e pré-céltica que numa época posterior vieram a sofrer influências hallstáticas e mediterrânicas, isto ao longo dos séculos VIII e VII a.C..

Os Lusis foram referidos pela primeira vez no Ora Maritima de Avieno onde foram chamados de pernix, que significa ágil, rápido e é o adjectivo que se aplicava ao praticante de jogos de destreza física.

Etnia segundo os autores da antiguidade

Os escritores da antiguidade identificaram duas etnias na península Ibérica, a ibera e a celta, e qualificavam os seus habitantes como sendo iberos ou celtas ou uma mistura das duas etnias. No entanto o conceito de ibero podia ser usado num sentido geral, isto é, num sentido geográfico, referindo-se ao conjunto dos seus habitantes, num sentido restrito a um conjunto de tribos com a mesma etnia, ou mesmo podia variar consoante o conceito da época, e o mesmo se pode considerar relativamente ao conceito de celta da Ibéria ou celtibero.

Diodoro Sículo considerava os lusitanos um povo celta: "Os que são chamados de lusitanos são os mais valentes de todos os cimbros".[6] Estrabão diferenciava os lusitanos das tribos iberas.Viriato foi referido como líder dos celtiberos. Os Lusitanos também eram chamados de Belitanos, segundo Artemidoro.

Indícios arqueológicos e pesquisas etnográficas relativamente recentes sugerem que os lusitanos estejam ligados aos lígures, possivelmente através de uma origem comum. No entanto, a religião, a onomástica, nomes próprios e topónimos, e escavações nos castros lusitanos revelam tratar-se de um povo celta. Entre os autores modernos não existe consenso, são considerados iberos, lígures ou celtas.

Tribos

Povos (populi) que constituíam os Lusitanos (Lusitani), conforme descrito na Ponte de Alcântara (CIL II 760).

  • Igaeditani
  • Lancienses Oppidani
  • Tapori
  • Coilarni ou Colarni
  • Lancienses Transcudani
  • Aravi
  • Meidubrigenses
  • Arabrigenses
  • Paesures

Língua e escrita

Bronze de Alcântara, ou Tabula Alcantarensis, inscrição latina declarando a rendição incondicional ("deditio") ante os romanos do povo que habitava um castro entre o território dos Lusitanos e dos Vetões, 104 a.C., Cáceres.

As principais inscrições foram feitas em território português em Lomas de Moledo e Cabeço das Fráguas; a outra inscrição procede de Arroyo de la luz (Província de Cáceres, Espanha) no território dos vetões. Como exemplo segue-se a inscrição de Cabeço das Fráguas do século III d.C.:

OILAM TREBOPALA

INDI PORCOM LAEBO
COMMAIAM ICCONA LOIM
INNA OILAM VSSEAM
TREBARVNE INDI TAVROM IFADEM[…]

REVE TRE[…]
Esta inscrição traduz-se habitualmente como: "[é sacrificada] uma ovelha a Trebopala, e um porco a Laebo, oferenda a Iccona Luminosa, uma ovelha de um ano a Trebaruna e um touro semental a Reve Tre[baruna(?)]".
Mapa da Lusitânia romana e das suas principais cidades

As inscrições lusitanas (escritas em alfabeto latino) mostram uma língua celtóide facilmente traduzível e interpretável, já que conserva em maior grau a sua semelhança com o celta comum. A conservação do p- inicial em algumas inscrições lusitanas, faz com que muitos autores não considerem o lusitano como uma língua celta mas celtóide. O celta comum perde o p- indo-europeu inicial. Por exemplo: "porc/om" em lusitano seria dito "orc/os" em outras línguas celtas como o celtibero, goidélico ou gaulês.

Para estes autores, o lusitano mais do que uma língua descendente do celta comum, seria uma língua aparentada ao celta comum, ou seja, uma variante separada do celta mas com muita relação a ele. O alfabeto latino, o sistema de escrita utilizado nas inscrições já era usado na península Ibérica pelos povos que habitavam junto ao mar, segundo informação de Artemidoro, no princípio do século I a.C., época em que visitou a península Ibérica.

Os autores antigos diziam que as pessoas das diferentes tribos que habitavam a península Ibérica, a Ibéria, falavam línguas diferentes, mas não tinham dificuldade em entenderem-se umas às outras. O que poderia revelar uma situação de possível bilinguismo ou até poli-linguismo na península Ibérica.

Guerreiro lusitano

Dizem que os Lusitanos são hábeis em
armar emboscadas e descobrir pistas;
são ágeis, rápidos e de grande destreza.
Usam um pequeno escudo de dois pés de
diâmetro, côncavo para diante, que é
preso ao corpo por correias de couro,
porque não tem nem braçadeiras nem asa.
Usam também um punhal ou um gládio.
A maior parte dos guerreiros veste
couraças de linho, e apenas alguns
cotas de malha e capacete de tríplice
cimeira. Mas em geral usam elmos de
nervos. Os peões calçam polainas de
couro e estão armados com lanças
de ponta de bronze.
Estrabão: Geografia 3.3.6

Os guerreiros ibéricos são citados como tropas mercenárias na batalha de Hímera em 480 a.C.. Os mercenários ibéricos aparecem nos principais confrontos bélicos do Mediterrâneo, tornando-se num dos pilares dos exércitos do Mediterrâneo central. Estão presentes na batalha de Selinute, Agriento, Gela e Calamina. Surgem em outros conflitos na segunda guerra grego-púnica, na Sicília, em Siracusa, em Atenas e estão presentes na defesa de Esparta na batalha de Krimios, na Primeira Guerra Púnica, e com os púnicos no norte de África. Tito Lívio (218 a.C.) descreve os Lusitanos pela primeira vez como mercenários ao serviço dos cartagineses na guerra contra os romanos.

Os lusitanos foram considerados pelos historiadores como hábeis na luta de guerrilhas. Eram indivíduos jovens na plenitude da sua força e agilidade e seleccionados entre os mais fortes. Neles recai a defesa da comunidade quando está ameaçada. A preparação militar dos jovens guerreiros tinha lugar nas montanhas em lugares específicos.

"Em tempo de guerra eles marcham observando tempo e medida;e cantam hinos (paeans) quando estão prontos para investir sobre o inimigo" batendo nos escudos à maneira ibérica.

Mulheres guerreiras

Apiano relata que quando o pretor Brutus, ao perseguir Viriato, atacou as cidades da Lusitânia as mulheres lutavam e morriam valentemente lado a lado com os homens. Depreende-se que de alguma forma o treinamento militar também era dado às mulheres a quem recaia também a defesa dos castros.

Iuventus lusitana

A iuventus, uma organização paramilitar que preparava os jovens para a guerra, era uma adaptação urbana das fraternidades guerreiras da idade do bronze. A iuventus lusitana era formada por grupos de jovens, que recebiam treinamento militar e que provavelmente serviam como militares de reserva na defesa dos castros. Organizações similares encontravam-se entre os celtas, celtiberos e romanos. O massacre da "flos iuventutis" lusitana, por Galba, desencadeou um conflito que ficou conhecido como a guerra lusitana.

Armas utilizadas pelo exército lusitano

Segundo Tito Lívio, são as seguintes as armas utilizadas pelo exército lusitano:

Armamento ofensivo usado na luta corpo a corpo
  • punhal de fio recto e antenas atrofiadas ou afalcatado.
  • espadas[29] tinham um esmerado processo metalúrgico, com uma resistência e flexibilidade fora do comum para a época. Usavam a espada do tipo La Tène, a espada de antenas atrofiadas e a falcata.
  • lança de ponta de bronze - segundo Estrabão, estas lanças eram de uma época antiga e supõe-se que a sua presença se devia a ainda serem usadas em rituais que teriam origem nas tradições das fraternidades guerreiras da idade do bronze.
  • labrys, machado de dupla lâmina que aparece em moedas romanas da lusitânia não parece que era usado pelos lusitanos mas pelos cantabros.
Armamento ofensivo de arremesso
Armamento defensivo
Elmo do tipo Montefortino. Usado durante a II Idade do Ferro na Península Ibérica e resto da Europa
  • caetra, pequeno escudo de dois pés de diâmetro que se manejava com a mão esquerda, era feito de madeira, couro, nervos trançados, bronze ou ferro, ficava suspenso por correias que eram manejadas habilmente para se defenderem dos dardos. Era decorado com o desenho de um labirinto, que se supõe ter sido um símbolo ou emblema étnico de reconhecimento entre os lusitanos.
  • cota de malha era feita de pequenas argolas de ferro entrelaçadas, era pesada, e usada apenas por alguns guerreiros, provavelmente os líderes.
  • couraça de linho, o tipo de protecção mais usada, era mais leve e adaptada ao clima que as cotas de malha, e provavelmente mais barata.
  • elmos eram de couro, de nervos trançados ou de metal e parecidos com os dos celtiberos, do tipo montefortino, elmos de três cimeiras (penas) de cor purpura.
  • polainas eram feitas de couro para proteger as pernas.

Os guerreiros lusitanos realizavam competições entre si, em que tomava parte a cavalaria e a infantaria; competiam em boxe, corridas, faziam combates de grupo e combates entre esquadras.

Estrabão reconhecia que os lusitanos lutavam como peltastas, e eram organizados e eficientes a posicionarem-se na linha de batalha ou a movimentarem-se concertadamente para posições estratégicas.

As lutas dos lusitanos contra os romanos começaram como mercenários no exército púnico e depois reacenderam em 193 a.C.. Em 150 a.C. o pretor Sérvio Galba, após ter infligido grandes punições aos lusitanos, aceitou um acordo de paz com a condição de entregarem as armas, aproveitando depois para os chacinar. Isto fez lavrar ainda mais a revolta e, durante oito anos, os romanos sofreram pesadas baixas.

As guerras lusitanas acabaram com o assassínio traiçoeiro de Viriato por três aliados tentados pelo ouro romano. Mas a luta não parou e para tentar acabá-la Roma mandou à península o cônsul Décimo Júnio Bruto Galaico, que fortificou Olisipo, estabeleceu a base de operações em Méron próximo de Santarém, e marchou para o Norte, matando e destruindo tudo o que encontrou até à margem do Rio Lima. Mas nem assim Roma conseguiu a submissão total e o domínio da Lusitânia. A tomada de Numância, na Celtibéria, pelos romanos, foi vista como um símbolo da resistência dos aliados dos lusitanos.

Estratégias militares

Os lusitanos não lutavam uma guerra defensiva. Pelo contrário, planeavam uma guerra ofensiva. Faziam campanhas de longa distância em que deslocavam as operações militares para diversos locais na península Ibérica, chegando mesmo até África. A geografia destas operações militares mostra uma dupla intenção: assegurar o controle das regiões da Beturia e com isto ocupar posições chave que impedissem o avanço dos romanos, e punir as tribos aliadas dos romanos que eram consideradas traidoras, além de destruir as bases operacionais que eram instaladas nestas cidades.

A deslocação das operações militares para outra região implicava a divisão dos exércitos: havia exércitos que eram enviados para diversos locais na península, e exércitos que ficavam na Lusitânia a defender os castros. Compreende-se nesta divisão uma necessidade estratégica de defesa. Os romanos também dividiam os seus exércitos para cobrir uma região mais vasta, enviavam um contingente para a Hispânia Ulterior e outro para a Hispânia Citerior. Apiano relata um tipo de ataque concertado com duas frentes, em que dois exércitos consulares romanos, comandados por Luculus e Galba, invadiram de forma concertada duas regiões da Lusitânia. Estas acções concertadas frequentemente envolviam as tribos aliadas dos romanos.

Nos confrontos militares com os povos da Grécia ou Ásia, a vitória ou derrota de uma guerra era decidida numa batalha, raramente em duas; a batalha era decidida pelo resultado da primeira carga e pelo choque dos dois exércitos. Pelo contrário, na Lusitânia a guerra era uma sucessão de batalhas apenas interrompidas pelo inverno, embora nem sempre; as batalhas só cessavam com o cair da noite, para continuar com vigor renovado no dia seguinte.

O exército lusitano era formado por uma força combinada de cavalaria e infantaria, versado num tipo de combate híbrido: combatiam em campo aberto ou em terreno árduo e montanhoso.

Os romanos identificavam dois tipos de conflitos: latrocinium, quando eram utilizadas tácticas de guerrilha, quando as tribos aliadas aos romanos eram atacadas ou quando eram usados pequenos exércitos; e bellum, que implicava uma declaração de guerra conforme a tradição romana, o uso de um exército regular e combate em campo aberto.

O controle táctico das unidades de combate era possivelmente feito com o uso de estandartes. Pela indicação de Tito Lívio, (134 estandartes num exército de 12.540 guerreiros), cada estandarte deveria guiar unidades de cerca de noventa guerreiros lusitanos - unidades semelhante à centúria romana - ou apenas divisões por tribos, como faziam os Iberos. Os estandartes eram consagrados a uma divindade guerreira, Bandua.

Segundo Júlio César, por ser inesperada e desconhecida dos legionários, a sua maneira de combater desorganizava completamente as fileiras romanas.

Tácticas ofensivas
  • emboscadas.
  • ataques surpresa.
  • ataques nas horas mais quentes do dia ou durante a noite.
  • Concursare.
  • súbita dispersão das tropas e posterior reagrupamento em local combinado.
  • formação em cunha ou v invertido - táctica usada pela cavalaria ibera e celtibera.
  • desmoralização do inimigo - nos castros dispunham como troféus, diversas insígnias, fasces e as túnicas militares conquistadas aos romanos.
Tácticas defensivas
  • retiradas militares estratégicas.
  • translado de populações.
  • uso da cavalaria - formavam linhas à frente para retardar as tropas inimigas e proteger a retirada das suas próprias tropas.
  • terra queimada.

Estrutura dos povoados

As casas de pedra tinham forma redonda ou rectangular; eram cobertas de palha e ficavam situadas no alto de morros ou colinas, agrupando-se em aldeias - os castros citados pelos historiadores antigos.

As casas eram dispostas ordenadamente e formavam algo semelhante a bairros, organizados por famílias e subdivididos em diversos núcleos habitacionais que distribuíam-se em torno de um pátio, de acordo com a sua função. Incluíam cozinha com lareiras a forno, local de armazenagem de géneros, zonas de dormida, recinto para guarda de animais.

A decoração das casas, em relevo e gravura, era feita com motivos geométricos, em forma de corda, de espinha, com círculos encadeados ou sinais espiralados, tríscelos e tetrascelos, cruciformes e serpentiformes.

Nos castros destacava-se um grande edifício de planta circular, para reuniões do conselho comunitário, com bancos ao redor. Havia ainda os balneários públicos para banhos frios e de vapor. As ruas eram calcetadas com pedras regulares.

Encontram-se dois tipos de castros: fortificados, cercados com muralhas defensivas feitas de grandes pedras, chegando a alcançar um quilómetro de perímetro; e abertos, sem estruturas de defesa visiveis. Outros tipos de povoamentos eram os chamados de casais agrícolas. Verifica-se uma relação estreita entre a fortificação dos povoados e a exploração de metais, encontrando-se frequentemente conheiras e minas de filão perto de castros fortificados.

Os instrumentos musicais incluíam a flauta e a trombeta, com que acompanhavam seus coros e danças, de que os romanos deixaram algumas descrições. Homens e mulheres bailavam em danças de roda, de mãos dadas.

Sociedade

Monumento a Viriato em Viseu, Portugal

A sociedade lusitana essencialmente guerreira denotava a presença de uma hierarquia social em que o guerreiro ocupava uma importante posição. Era uma sociedade aristocrática, na qual a maior parte da riqueza estava nas mãos de um grupo reduzido de pessoas. A presença de jóias e de armas nos túmulos indica a presença de uma elite guerreira.

A organização da família lusitana revela uma estrutura gentílica da sua sociedade, era referida nas fontes epigráficas com a designação de gentes ou gentiliates. Os lusitanos encontravam-se unidos entre si por laços de sangue ou parentesco e não pelo território ocupado.

O tipo de governo era a chefia militar, na qual o líder era eleito em assembleia popular, escolhido entre aqueles que se distinguiam pela coragem, valor, capacidade de liderança e vitórias obtidas em tempo de guerra. Os autores gregos referiam-se a estes chefes militares como hegoumenos, isto é, líder, chefe, e os romanos dux. No entanto, o nome de regnator (rei), e principe, também foram referidos. O hospitium, em que adoptavam-se estranhos na comunidade, é também considerado um costume dos lusitanos.

Apiano revela a existência de uma propriedade comunitária, que para além de terras incluía cavalos, produtos agrícolas e diversos outros bens comunitários incluindo um tesouro público, do qual fala Diodoro. Esta propriedade comunitária deveria de coexistir a par da propriedade privada. Os lusitanos eram um povo autónomo (grego: αὐτονόμων), com leis próprias.

Os lusitanos tinham o hábito de frequentar salas onde iam untar o corpo duas vezes ao dia, tomavam banhos de vapor em balneários decorados com gravuras em baixo relevo, como indicam os monólitos Pedra Formosa encontrados em sítios arqueológicos castrejos. Lançavam água sobre pedras ao rubro e tomavam em seguida um banho frio.

As refeições em que os Lusitanos se juntavam, apenas uma vez por dia, tinham lugar numa sala onde sentavam-se em bancos móveis, encostados à volta das paredes da sala. A disposição dos bancos obedecia a uma hierarquia que colocava na frente os de mais idade e seguiam uma ordem consoante a posição social.

O alimento mais característico era o pão de bolota ou glande de carvalho; bebiam leite de cabra e cerveja de cevada, reservando o vinho para as festas, com uma produção desde a época pré-romana. Caça, pesca (usavam barcos feitos de couro, ou de um tronco de árvore), produção de gado bovino e equino, produção de mel e lã, assim como trigo, cevada, linho e mineração, eram actividades referenciadas. O custo de vida era muito barato, no século II a.C., os produtos de pesca, ovinos, caprinos e agrícolas abundantes e as peças de caça eram dadas de graça a quem comprava alguns destes produtos.

O escambo era usado nas regiões do interior, onde também usavam peças cortadas de prata batida como dinheiro. Os homens vestiam-se de preto e usavam capas simples, as mulheres capas compridas e vestidos de cores vivas. Os homens usavam os cabelos compridos, como as mulheres, mas que prendiam à volta da testa quando combatiam. Eram tipicamente monogâmicos.

Culto religioso

Os lusitanos praticavam sacrifícios humanos e, quando o sacerdote feria o prisioneiro no ventre, faziam-se vaticínios segundo a maneira como a vítima caía. Sacrificavam a Ares, deus da guerra, não só prisioneiros, como igualmente cavalos e bodes. Os sacerdotes, a quem Estrabão chama de hieroskópos, segundo a hipótese de alguns autores, fariam parte de um grupo de pessoas reconhecidas pelo seu prestígio, sabedoria e experiência.

Os locais de culto funerários, de grande interesse para os arqueólogos, encontram-se por todo o território da antiga Lusitânia. Do período paleolítico, conhecem-se cemitérios onde os corpos estavam dispostos com restos de alimentos, utensílios e armas; do megalítico abundam os dólmens, conhecidos em Portugal como antas ou mamoas - porque os montículos de terra que se acumularam sobre eles criaram essa forma arredondada.

Os santuários eram erigidos nas massas rochosas de locais com certo domínio da paisagem, à beira de cursos de água ou junto a montes. Nestes santuários encontram-se cadeirões de pedra, pias e altares, como no Castelo do Mau Vizinho, no Santuário da Rocha da Mina, no Cadeirão da Quinta do Pé do Coelho, ou no Penedo dos Mouros.

Também na área lusitana verifica-se a presença de estátuas chamadas berrões, que assume-se terem sido utilizadas para fins de carácter religioso. Supõe-se que seriam animais sagrados.

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Inauguradas obras em casa de férias para aposentados da Função Pública


O Centro de Convívio dos Serviços Sociais da Administração Pública, "Casa Alice Félix", em Santa Cruz da Trapa, no concelho de S. Pedro do Sul, abriu ontem as suas portas depois de nos últimos quatro anos ter sido alvo de obras de remodelação. O arranque do primeiro ano de funcionamento "em pleno" foi testemunhado pelo secretário de Estado da Administração Pública, Castilho dos Santos. À mesma hora em que o governante visitava as instalações (16 quartos duplos, com casa de banho, cozinha, sala de convívio e de jogos, além de piscina e espaço para acampar) chegava o autocarro com cerca de três dezenas de aposentados da Função Pública prontos para darem início a 15 dias de férias.


Perante os muitos antigos funcionários do Estado, o governante mostrou-se muito satisfeito com o resultado final da requalificação do edifício, localizado em frente ao Centro de Saúde de Santa Cruz da Trapa. Referiu ainda que a qualidade e excelência do projecto "honra o tempo que as pessoas deram ao Estado português, destacando que se trata de um equipamento de grande importância também para o concelho.


O presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, António Carlos Figueiredo, explicou que se trata de uma obra muito importante para a autarquia e que teve muito gosto de apoiar, destacando a forma "brilhante" com a qual o edifício foi recuperado.
O presidente dos Serviços Sociais da Administração Pública, Humberto Meirinhos, adiantou aos jornalistas que espera atingir ainda este ano um mínimo de três mil dormidas, revelando que o pública-alvo são os aposentado que vão a S. Pedro do Sul para fazerem tratamentos nas termas, mas também pais e filhos, especialmente durante as férias escolares, altura em que deverá ser usada a zona reservada a campismo.


Quanto aos custos da remodelação do edifício e da sua envolvente, o responsável preferiu não adiantar valores, adiantando apenas que os trabalhos foram feitos aos poucos, ao longo dos últimos quatro anos, dificultando a sua contabilização.

DV

"Este treinador enterrou o Académico"


Frontal e corrosivo, o presidente do Académico de Viseu Futebol Clube não poupa o treinador António Borges depois da descida à 3.ª Divisão Nacional, responsabilizando-o mesmo pelo sucedido ao clube, em todos os aspectos.
Em declarações ao Diário de Viseu, António Albino revela que tanto treinador como adjunto tinham contratualizado um prémio por conseguirem colocar a equipa no 1.º lugar e outro por conseguirem a subida.
"Quando contratei este treinador, contratei-o com o pensamento de que fosse, de facto, o ideal para que o clube conseguisse a manutenção. Na altura, falei-lhe nos primeiros lugares [4.º ou 5.º] e ele mostrou-se até ofendido dizendo que não lutava por esses lugares, que iria lutar pelo primeiro, juntando a exigência dos prémios".
Ultrapassado o período de encantamento da nova aquisição, mesmo junto dos jogadores, as dificuldades depressa regressaram e o presidente confirma que pensou dispensar o técnico.
"A determinada altura pensei em demiti-lo, é verdade. Não o fiz porque, primeiro, ele tem um contrato profissional e haveria lugar a uma indemnização se isso acontecesse e, depois, porque não sabia se desceria na mesma, não querendo ser por isso responsabilizado por criar instabilidade com a troca de treinadores. Hoje, perante os factos, arrependo-me de não o ter demitido".

Jogadores cantavam
o hino nos treinos
António Albino revelou ainda algumas situações que lhe causaram estranheza sob o ponto de vista da orientação dos treinos. O dirigente lamenta que o treino fosse quase sempre a 'meio-campo' e que o treinador tudo fizesse para que elementos da Direcção não assistissem ao mesmo.
"Ele [António Borges], sempre marcou os treinos com a preocupação de que eu ou qualquer elemento da Direcção não assistisse ao mesmo. Passou a ter dois treinos por dia, dispensou jogadores porque não podia treinar nesse sistema até que tive de intervir e passar os treinos para mais tarde [18h00] de modo a que também a Direcção acompanhasse a evolução da equipa. Depois, os treinos eram uma autêntica brincadeira. Para além da equipa só treinar, praticamente, a meio-campo, num treino o treinador chega ao desplante de obrigar três jogadores a cantarem o hino nacional para a equipa".
O presidente academista lamenta que tenha dado todas as condições ao técnico e que isso nunca tenha permitido um campeonato mais tranquilo ao clube.
"Tudo o que o treinador me pediu para salvar o Académico eu consegui dar-lhe, sempre com a ideia de ficar nos primeiros lugares. Não se fez um esforço maior no orçamento porque também não se podia, mas ele alterou a equipa conforme quis, alterou os treinos e a única coisa que conseguiu foi enterrar o Académico".

Demasiada confiança
Sobre a aplicação dos jogadores, António Albino não lhes aponta o dedo mas estranhou a prestação do último encontro.
"Senti que os jogadores deram quase sempre o máximo excepto no jogo com o Esmoriz em que, realmente, estranho a forma como jogaram. O que me parece, também, é que o treinador deu tanta confiança aos jogadores que quando quis controlá-los não conseguiu". Albino confirma que tem sido muito complicado digerir a ideia de voltar à 3.ª Divisão Nacional e sublinha não estar habituado a perder.
"Não estou vocacionado para perder. Não estou, nem quero estar, habituado a isso e quem me conhece sabe bem disso. Custou-me muito ver o que construímos cair assim porque tenho sofrido por dentro, silenciosamente, nos últimos tempos. Não estranho a 3.ª Nacional porque já lá estive dois anos e sei como preparar a equipa para isso. Agora, é ponto assente que o nosso objectivo é subir já no próximo ano. Viseu merece melhor e quero acreditar que mais vale dar um passo atrás para depois dar dois para a frente".
Quanto à continuidade dos jogadores para a próxima temporada, António Albino ignora uma eventual razia no grupo de trabalho, apelando, antes, ao coração dos atletas.
"Gostaria de ver todos estes jogadores no plantel da próxima época para provarem, a mim e aos sócios, que isto não passou de um acidente de percurso e que todos têm muito valor".
Ainda sobre o blackout, decretado algures a meio da temporada com objectivos obscuros, Albino garante que este partiu do treinador e que a Direcção não foi tida nem achada na decisão.
"O blackout partiu do treinador porque a mim ninguém me cala. A Direcção não teve qualquer intervenção no mesmo e tomámos conhecimento pela comunicação social. Não tenho dúvidas de que foi ele que obrigou os jogadores a estarem calados".
Sem avançar nomes, até porque garante ainda não os ter, o presidente do Académico lá adianta que o próximo técnico terá de ter "muita ambição".
"O próximo treinador tem de ter muita ambição para poder projectar este Académico à dignidade que merece, de forma a que os viseenses se orgulhem dele".
O dirigente garante que muito em breve será conhecido o sucessor de António Borges que, por enquanto, cumprirá o contrato até ao fim.

DV

E do velho se fez o novo centro escolar da cidade

As antigas e degradadas instalações sa Escola Básica 2,3 transformaram-se, em apenas sete meses, no moderno Centro Escolar de Tondela. A autarquia preferiu investir 1,2 milhões de euros na requalificação do património existente, a ter de construir de raiz.

Na inauguração do novo equipamento, no passado fim-de-semana, o presidente da autarquia, Carlos Marta, sustentou a opção pela requalificação com a necessidade de "optimizar os recursos" disponíveis.

"Fizemos neste centro educativo aquilo que deve ser feito na região e no país", sublinhou Carlos Marta, que não vê vantagens em gastar dinheiro em obras novas, quando há património para recuperar no concelho e os "recursos poupados podem ser aplicados noutras infra-estruturas".

A Câmara Municipal de Tondela (CMT) aproveitou as antigas instalações da Escola Básica (EB) 2,3, localizadas numa zona onde já existe um pólo composto por outros estabelecimentos de ensino, desporto e cultura, para a partir delas erguer o novo Centro Educativo.

Realizadas em sete meses, um período de tempo considerado "recorde", as obras implicaram a ampliação do edifício primitivo e a construção de um novo piso.

O Centro Educativo de Tondela está equipado com refeitório, biblioteca, sala polivalente, espaços para crianças com necessidades especiais e 11 salas com quadros interactivos. Tem capacidade para acolher 500 crianças ( 300 do 1º ciclo e as restantes do 2º ciclo). Entre os alunos, contam-se os que transitaram das escolas que fecharam na Feira, Carvalhal e Ermida.

O novo equipamento, integrado na Carta Educativa de Tondela, foi apontado pelo vereador da Educação, José António Jesus, como exemplo de uma estrutura "moderna e funcional" e, por isso, facilitadora do processo de ensino/aprendizagem.

"Ao concluirmos uma obra que consta da nossa Carta Educativa, cumprimos um compromisso importante", frisou Carlos Marta.

JN

Jim Carrey e Marretas vencem Óscares da Internet (vídeo)

O actor americano Jim Carrey, o crítico de cinema Roger Ebert, o cineasta David Lynch e até os marretas estão entre os vencedores do prémio Webby, considerado o Óscar da Internet, entregue esta terça-feira pela Academia Internacional de Ciências e Artes Digitais, informa a EFE.

Com o Webby, a Academia homenageia todos os anos pessoas que se destacaram em diversas actividades na Internet e que se baseiam na escolha de um júri, composto este ano por personalidades como Martha Stewart, David Bowie e Arianna Huffington.

O prémio de Pessoa do Ano na Internet foi para o reconhecido crítico de cinema e vencedor de um Pulitzer, Roger Ebert, pelo seu blog no «Chicago Sun-Times» e pelas publicações na versão digital de dezenas de jornais dos Estados Unidos.

A Melhor Actriz na Internet foi a humorista Amy Poehler, muito conhecida nos EUA pela participação no «Saturday Night Life», no entanto foi premiada pelo programa «Smart Girls in the Party», dedicado a entrevistas para valorizar jovens com grandes ambições.

Já o prémio de Artista de Filme e Vídeo do Ano foi para o clipe «Here it goes again», da banda de indie rock americana Ok Go. O vídeo já teve mais de 50 milhões de visitas.

O maior número de prémios foi para College Humor e o New York Times, ambos com cinco prémios, que, como todos os demais, serão entregues em 14 de Junho numa cerimónia em Nova Iorque, na qual existe a tradição de que os discursos de aceitação não podem ter mais de cinco palavras.

Os famosos personagens de televisão marretas obtiveram quatro prémios, entre eles o de Vídeo Mais «Contagioso» pela interpretação de «Bohemian Rapsody», música da banda britânica Queen.

Entre outros vencedores estão ainda os canais televisivos «National Geographic», «CBS», «Sundance» e «HBO» e a rede social Twitter.

TVi24


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Senador apanhado a ver imagens de mulheres nuas (vídeo)

As sessões parlamentares podem ser bastante aborrecidas. De acordo com o senador da Florida, Mike Bennett, nada melhor que uma boa sessão de pornografia para distrair o espírito.

Numa sessão, onde se debatia a questão do aborto, Mike Bennet foi apanhado a ver mulheres nuas no seu computador, avança o «Qué».

Ainda tentou desculpar-se, mas ninguém acreditou que «era apenas um link que um contacto tinha mandado». Foi um momento de diversão que lhe custou duras críticas e um vídeo no YouTube.

TVi24

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Vulcão voltou a parar voos

Vulcão voltou a parar voos

Nuvem de cinzas levada pelo vento interrompeu viagens por seis horas na Irlanda

Um soluço mais forte do vulcão islandês Eyjafjallajokull, no domingo, e um vento persistente nestes dias estiveram na origem de mais uma nuvem de cinzas vulcânicas que se aproximou da Irlanda e que durante a manhã de ontem levou a uma nova interrupção de voos, desta vez no espaço aéreo irlandês.

Interrompido às 07.00, o tráfego aéreo foi retomado às 13.00, depois de a nuvem de cinzas se ter afastado.

O vulcão Eyjafjallajokull continua em actividade, e com o vento a soprar de noroeste durante os próximos quatro ou cinco dias, é possível que a situação ocorrida ontem no espaço aéreo da Irlanda volte a verificar-se, segundo alertou a própria autoridade irlandesa da aviação civil.

"A nuvem de cinzas aumentou temporariamente um pouco mais no domingo, mas agora já decresceu", afirmou ontem à AFP o vulcanólogo islandês Bryndis Brandsdottir, sublinhando que apesar daquele ligeiro aumento, a nuvem de cinzas manteve-se "muito mais pequena do já foi", durante o pico da erupção.

Na segunda-feira, os meteorologistas islandeses registaram que a altitude máxima da nuvem de cinzas provocada pelo Eyjafjallajokull atingiu os 5200 metros. Na altura em que o fenómeno foi mais intenso, em meados de Abril, a nuvem de cinzas vulcânicas chegou a atingir os 9 mil metros de altitude.

A interrupção ontem, durante seis horas, do tráfego aéreo na Irlanda ocorreu no mesmo dia em que os ministros europeus do transportes se reuniram para discutir medidas que possam prevenir futuras rupturas nas viagens aéreas no espaço europeu, como a que ocorreu no mês passado, durante seis dias, devido justamente à nuvem de cinzas produzida pelo vulcão islandês.

"Vou apresentar hoje [ontem] aos meus homólogos propostas para melhor coordenar e reforçar a reacção da União Europeia face aos fenómenos deste tipo", anunciou o ministro dos Transportes espanhol, José Blanco, quando chegou a Bruxelas para a reunião com os seus homólogos europeus.

Os ministros foram convocados para estudar as possibilidades de reembolsar pelos danos as companhias aéreas afectadas desde 14 de Abril pela erupção vulcânica na Islândia e evitar um novo caos no futuro. A criação de um céu único europeu, com controlo coordenado, era uma das propostas, que é também do agrado da Comissão Europeia .

DN

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Primeira pagina - 06 - 05 - 2010

Povos pré-romanos em Portugal - Luancos

Os luancos chamados assim por Ptolomeu (também conhecidos como "longos") era um povo pré-romano que habitava entre o rio Tâmega e o rio Tua, a norte do rio Douro no actual território português e galego.

Um patriarca luanco ficou registado na mitologia grega como Lynko (Linceu). O nome "Luanco" foi-lhes atribuído, possivelmente, porque este povo se identificava com os linces. Era um povo caçador e preferia viver em planaltos altos, o que o norte de Portugal oferecia.

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Gosta de Lady Gaga? Então veja soldados a dançar «Telephone»

Um grupo de militares norte-americanos, na base de Farah, Afeganistão, quis imitar Lady Gaga e recriou o videoclip de uma música conhecida.

«Telephone: the afghanistan remake» é o nome desta nova criação artística dada a conhecer através do Facebook.

TVi24


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"I Gotta Feeling" é o tema mais vendido na Net

"I Gotta Feeling" é um dos maiores sucessos dos Black Eyed Peas e integra o álbum "The E.N.D." (2009), que a banda apresentou ao vivo em 2009 em Portugal, no festival Optimus Alive, em Algés.

A recente massificação do sucesso dos Black Eyed Peas, grupo de pop e hip hop de Los Angeles formado em meados dos anos 1995, deu-se precisamente com "I Gotta feeling", produzido por David Guetta.

O tema é o hino não oficial da selecção portuguesa de futebol no Mundial da África do Sul e os Black Eyed Peas vão actuar no próximo dia 30 no Estádio Nacional, no Jamor, em Oeiras, dias antes da equipa nacional partir para o campeonato.

Os Black Eyed Peas vão ainda actuar a 10 de Junho em Joanesburgo, num mega espectáculo com outros artistas, como Alicia Keys, Amadou & Mariam, Angelique Kidjo, John Legend, Shakira e Tinariwen, na véspera do arranque do Mundial.

JN


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Apreensão recorde de haxixe no Algarve

Quatro toneladas de haxixe, divididas por 25 fardos, foram apreendidas na madrugada de terça-feira, na praia da Figueira, Vila do Bispo, Algarve, e foram detidos sete homens de nacionalidade estrangeira.

A apreensão de haxixe no Algarve foi feita por 25 militares da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) durante uma operação de rotina de vigilância na costa e é considerada a maior apreensão este ano daquele tipo de droga em território nacional.

Até ao momento, e por via marítima, a UCC da GNR apreendeu sete toneladas de haxixe em Portugal, tendo quatro toneladas sido apreendidas hoje entre as 2 horas e as 4 horas da manhã.

Durante a operação de vigilância da costa foi detectada uma movimentação de uma embarcação de alta velocidade - tipo semirrígido - e de seguida a guarda conseguiu interceptar sete dos indivíduos em terra, embora tenha havido tentativa de fuga a pé de todos os envolvidos na operação de tráfico de droga, explicou a fonte policial.

O semirrígido ainda foi perseguido por uma embarcação da UCC do Porto de Portimão para ser interceptado, mas sem sucesso, acrescentou a GNR.

Os sete homens detidos em instalações da GNR são todos e de nacionalidade estrangeira e vão ser hoje ouvidos no Tribunal Judicial de Lagos para conhecerem as medidas de coacção aplicadas.

JN

Liberdade de Imprensa: Portugal desceu 14 posições no "ranking"

Portugal desceu do 16.º lugar, em 2008, para o 30.º, em 2009, no "ranking" sobre liberdade de imprensa elaborado pela organização Repórteres Sem Fronteiras

No relatório, que congrega 175 países e foi divulgado por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado a 03 de maio, não é feita qualquer referência à queda de 14 lugares registada por Portugal, que partilha agora o 30.º posto com a Costa Rica e o Mali.

A queda de Portugal não é a única entre os oito Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), pois Cabo Verde caiu, no mesmo período, de 36.º para 44.º lugar, Timor-Leste de 65.º para 72.º, Guiné-Bissau de 81.º para 92.º e Angola de 116.º para 119.º.

Subidas registaram o Brasil, que passou do 82.º lugar para o 71.º, e Moçambique, do 90.º para o 82.º, numa lista que é liderada por cinco países -- Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Noruega e Suécia, todos sem qualquer penalização (0,00 pontos).

Portugal foi o país da CPLP que menos penalizou, ao obter 8,00 pontos, seguido por Cabo Verde (11,00), o quinto dos 54 países africanos menos penalizados no ranking, atrás do Gana (27.º posto), Mali (30.º), África do Sul (33.º) e Namíbia (35.º).

No ranking, em que São Tomé e Príncipe não está contemplado, o Brasil teve 15,88 pontos de penalização, tendo atrás de si Timor-Leste (16,00), Moçambique (19,00), Guiné-Bissau (23,50) e Angola (36,50).

A Guiné Equatorial, país que pediu a adesão à CPLP, situa-se na 158.ª posição, com o relatório dos RSF a lembrar que o único correspondente estrangeiro em Malabo passou, em 2009, quatro meses na prisão como resultado de uma acção judicial por difamação.

Quanto aos restantes países com o estatuto de membros observadores da CPLP, as ilhas Maurício estão no 51.º posto (14,00 pontos e em igualdade com Maldivas e a parte norte de Chipre) e o Senegal no 89.º (22,00 pontos).

Os últimos cinco países do ranking sobre liberdade de imprensa no mundo, os únicos com mais de 100 pontos de penalização, são Birmânia, Irão, Turquemenistão, Coreia do Norte e Eritreia.

Os RFS são membros e fundadores da organização Intercâmbio Internacional pela Liberdade de Expressão (IFEX), uma rede mundial com mais de 70 organizações não governamentais de defesa da liberdade de expressão.

A IFEX monitora violações à liberdade de imprensa e de expressão, movendo campanhas de defesa de jornalistas, escritores, usuários de Internet e outros que possam ser vítimas de perseguição pelo exercício do direito à expressão.

Anualmente, publica um relatório sobre o estado da liberdade de imprensa no mundo, documento que se baseia em diversos critérios de avaliação, considerando desde ataques a jornalistas até à existência de leis que possam dificultar ou limitar essa liberdade.

JN