So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

sábado, 18 de agosto de 2007

Rasto de Maddie em carro de ingleses


A Polícia Judiciária (PJ) encontrou, com a ajuda dos cães ingleses que estiveram em Portugal há cerca de uma semana, vestígios biológicos que poderão ser de Madeleine numa das viaturas usadas pelos amigos da família McCann.
As amostras encontram-se no mesmo laboratório em Birmingham, Inglaterra, onde estão a ser analisadas as amostras de sangue encontradas no apartamento da Praia da Luz, e as autoridades acreditam que se o ADN corresponder ao da criança a descoberta pode dar um novo fôlego à investigação.
Designadamente, admitem a possibilidade de serem constituídos novos arguidos ou mesmo de serem feitas detenções. Tudo depende dos resultados das análises que a PJ espera agora que cheguem a Portugal amanhã e que poderão ser decisivas na investigação ao desaparecimento da menina inglesa.
Quanto aos vestígios de sangue, a PJ desconhece os resultados. Depois da notícia avançada pelo diário inglês ‘The Times’, os polícias contactaram o oficial de ligação naquele país, que lhes garantiu que os resultados ainda não tinham sido obtidos.
Mesmo assim, uma fonte da investigação garantiu ao CM que as autoridades portuguesas aceitam como provável que uma das amostras biológicas obtidas corresponda ao perfil genético de um homem, embora assegurem tratar-se de um dos vestígios no qual depositaram “menos esperança”.
Todavia, mesmo essa informação ainda não tinha sido ontem confirmada aos elementos da PJ, que se mantinham em contacto directo com os ingleses e com os peritos forenses.
Ainda de acordo com o que o CM apurou, as novas provas, relacionadas entre si, dão mais força à tese de morte no apartamento e dirigem a investigação para as pessoas que eram próximas da criança. A solução do mistério parece estar na comunidade inglesa, razão por que a troca de informações com a polícia britânica nunca assumiu tanta relevância como agora.
Entretanto, Olegário Sousa, porta-voz da PJ, admitiu ontem ao diário espanhol ‘El País’ a recolha de um vestígio num dos carros analisados durante a passada semana. A informação foi imediatamente difundida e causou profundo mal-estar na equipa de investigação, que guardava este “segredo” como uma última arma.
O ‘El País’ adianta ainda que a PJ também já aponta para um suspeito concreto, que pertencerá à comunidade britânica e que poderá ser um dos amigos dos pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann. Afastada para já continua a hipótese de envolvimento dos familiares directos da criança, que não são considerados suspeitos pelos investigadores.
VIATURAS FORAM ALVO DE INTENSAS ANÁLISES
Na semana passada, a Polícia Judiciária realizou buscas intensivas às viaturas dos McCann, dos Murat e de alguns dos amigos que acompanharam os pais de Madeleine na viagem ao Algarve. Os carros foram mesmo levados para a garagem pública situada defronte das instalações da PJ de Portimão, cujo acesso foi vedado para permitir que as buscas decorressem com normalidade. Terá sido num desses carros que a PJ terá encontrado vestígios que poderão ser de Madeleine. A descoberta foi feita com recurso ao mesmo cão que também detectou a existência de sangue na parede do apartamento, admitindo a PJ que o cadáver da menina possa ter sido transportado naquela viatura.
Desconhece-se, no entanto, de que carro se trata, protegendo a investigação qualquer informação sobre o eventual suspeito. Refira-se ainda que nos mesmos dias, e além dos automóveis, os investigadores fizeram intensas buscas na casa de Robert Murat, onde também foram recolhidos vestígios. Se aqueles continuarem a não indiciar a presença da criança, as suspeitas sobre o inglês ficam cada vez mais distantes.
OS AMIGOS DOS MCCANN
A família McCann passou férias no Ocean Club com mais 12 pessoas (três famílias), entre as quais existe uma forte amizade. A Polícia cruzou os depoimentos e encontrou contradições, escreve o semanário ‘Sol’.
Dianne Webster (de 63 anos) é o elemento mais velho do grupo. Controladora de crédito, é a única testemunha a frisar que cada casal ficava responsável pelos próprios filhos, não entrando nos apartamentos dos amigos.
Fiona é filha de Dianne e casada com David há sete anos. Têm dois filhos. Foi ela quem organizou a viagem. O seu marido foi colega, na universidade, de um outro membro do grupo, Russell O’Brien. Ficaram amigos e Russell foi padrinho de casamento de Fiona e David.
Russell é casado com Jane Tanner, de quem tem dois filhos, sendo ela uma das testemunhas-chave do caso já que afirma ter visto, às 21h10 de 3 de Maio, um homem suspeito com uma criança ao colo. A essa hora, Gerry, pai de Maddie, estava na mesma rua a falar com um conhecido, Jeremy. Ambos negam ter visto Jane ou o homem com a criança
O grupo inclui ainda Rachel (advogada) e Matthew Oldfield (médico), que têm uma filha de 18 meses. Matthew foi colega de Gerry McCann num hospital de Leicester e tem pendente um caso de negligência médica.
CASA "MUITO MODESTA" E SEM "PISCINA"
No ‘blog’ onde escreve o diário, Gerry McCann garante que a casa que a família habita é “muito modesta”, “não tem piscina nem dois andares” e era “uma das mais baratas” disponíveis em Agosto. “Também quero realçarque o fundo de Madeleine não tem financiado a acomodação em Portugal”, esclarece Gerry.
O CASO VISTO EM INGLATERRA
'20 MINUTOS'
O jornal espanhol destaca a existência de cinco novas provas no caso encontradas nas viaturas inspeccionadas, que serão objectos e fibras têxteis.
'DAILY EXPRESS'
“Estamos a horas de encontrar a solução para o caso de Madeleine”, escreve o jornal inglês, citando Alípio Ribeiro, director nacional da Polícia Judiciária.
'DAILY MAIL'
O diário inglês realça que Kate e Gerry McCann disseram pela primeira vez aos gémeos, Sean e Amelie, que a irmã Madeleine está desaparecida.
'THE SUN'
O tablóide inglês sublinha as declarações de Alípio Ribeiro em que este afirma que os pais de Madeleine nunca foram suspeitos neste caso.
'THE TIMES'
Alípio Ribeiro é, mais uma vez, citado pela imprensa inglesa, desta feita dizendo que a Polícia não faz ideia do que terá acontecido à menina de quatro anos.
NOTAS
CHEIRO DE MORTE
Um dos cães utilizados pela polícia inglesa detectou um cheiro de cadáver no apartamento de onde Madeleine desapareceu, a 3 de Maio deste ano.
SANGUE NA PAREDE
Um vestígio de sangue, não visível a olho nu, foi encontrado por outro dos cães ingleses. A amostra foi recolhida e está a ser analisada em Inglaterra.
VESTÍGIO NO CARRO
O vestígio biológico encontrado no carro alvo de perícias poderá ser de Madeleine. A Polícia Judiciária acredita poder agora dar novo fôlego à investigação.

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Bares contra interdição da circulação automóvel

Os proprietários de bares e restaurantes com porta aberta no centro histórico de Viseu desconheciam, ao final da tarde de ontem, se a autarquia iria ou não levantar a interdição à circulação automóvel, entre as 21 e as duas da manhã das sextas e sábados, em vigor há oito dias naquela zona da cidade.

A expectativa radicava no abaixo-assinado a reclamar a suspensão da medida, subscrito por dezena e meia de empresários, entregue na autarquia no início da semana. "Até este momento [meio da tarde], ainda não fomos informados de nada", lamentou Adão Ramos, gerente do "Água Benta" e "Irish Bar".

A manter-se a posição tomada pela autarquia viseense, os proprietários de estabelecimentos de restauração e similares, com porta aberta durante a noite, ameaçam revelar, hoje, medidas de retaliação contra o que dizem ser uma "decisão unilateral" da autarquia. Quais? - "Logo se saberá", avança Adão Ramos.

O empresário explica que o movimento das sextas-feiras e sábados representa 50% da facturação da semana, e garante que as quebras no negócio são insuportáveis. "Não vale a pena continuarmos a apostar nesta zona da cidade, se nos dias mais fortes, em pleno Agosto - altura do ano que daria para salvar o movimento fraco dos restantes meses -, impedirem os carros de vir ao centro histórico", lamenta

Adão Ramos recorda que em 2003, quando foi lançada idêntica medida, a título experimental, a autarquia "compreendeu o nosso problema e suspendeu a deliberação com a promessa de estudar connosco as melhores soluções", recorda, sem poupar críticas à recente decisão tomada sem "auscultação prévia dos interessados". "Este ano, sem que algo tenha sido feito ou combinado connosco, fomos confrontados com a mesma decisão. Sentimo-nos traídos", critica.

"Ao contrário do que sucede em Espanha, onde uma cultura enraizada leva os cidadãos a percorrer a pé o centro urbano, em Viseu as pessoas, ao serem impedidas de vir com o carro ao centro histórico, quanto mais não seja para deixar os passageiros, vão-se embora. Quem sofre somos nós", diz o empresário, que considera que a interdição só será viável quando o funicular que ligará o campo de Viriato à Sé estiver a funcionar, houver estacionamentos próximos e o minibus funcionar à noite.

"A circulação automóvel não prejudica ninguém e traz gente ao centro histórico", diz Sérgio Trindade, do Áfrika Caffé.

Os responsáveis pelo restaurante Tia Iva - um ícone no centro histórico -, reconhece que a decisão da Câmara de Viseu está em fase de avaliação, mas teme resultados negativos. "Este ano ainda não deu para avaliar. Mas em 2003, quando a medida foi lançada a título experimental, houve quebras muito grandes no negócio", reconhece Afonso Luís.

A interdição é garantida pela Polícia Municipal que, pelas 21 horas das sextas-feiras e sábados, coloca grades nos três acessos principais ao centro histórico rua do Comércio, calçada Doutor Domingos e avenida Emídio Navarro.

Reacção da Câmara

Américo Nunes, vice-presidente da Câmara de Viseu, desconhecia, por estar em férias, se a interdição iria ou não ser levantada. Lembrou, contudo, que a medida foi tomada em consonância com a Associação dos Comerciantes e de muitos empresários ali instalados. "Ao cair da noite não há lugares de estacionamento naquela zona. Para quê chamar mais carros? É um falso problema", diz. não conseguiu falar com presidente Fernando Ruas.

Judiciária volta a inquirir testemunhas

Enquanto aguardam os resultados das análises aos vestígios de sangue encontrados no apartamento onde os McCann passaram férias, no aldeamento Ocean Club (Praia da Luz), e que segundo fonte da Polícia Judiciária (PJ) podem chegar a qualquer momento, no terreno continuam a ser feitas diligências.

Os vários inspectores da PJ que investigam o estranho desaparecimento de Madeleine, de quatro anos, na noite de 3 de Maio último, continuam a realizar inquirições a testemunhas. Objectivo "esclarecer algumas dúvidas" com pessoas que continuam a ajudar a Polícia a perceber o que se passou.

"À medida que a investigação vai avançando vão surgindo pequenas questões que têm de ser esclarecidas", sustentou fonte da PJ, explicando ser "normal" a inquirição, "várias vezes", das "muitas" testemunhas deste caso e que são já mais de cem. "A investigação não está parada, muito pelo contrário", afirmou a fonte, admitindo que novas inquirições, nomeadamente ao casal McCann e aos seus amigos, que passaram férias em Lagos, possam só ocorrer depois de conhecidos os resultados das análises.

Laboratório abre inquérito

Ao final da tarde de ontem, a PJ não tinha sido ainda contactada pelos técnicos do laboratório forense de Birmingham (Inglaterra), onde estão a ser analisados os vestígios de sangue. Um contacto informal é esperado a qualquer momento e poderá ser decisivo para a realização de outro tipo de diligências.

Esta semana, o jornal inglês "Times" anunciava que o sangue encontrado no apartamento não era de Madeleine. Afiançando ter na sua posse aquilo que chamou de "relatório preliminar" das análises, um documento de quatro páginas, o jornal britânico, explicava que o sangue encontrado era de um homem e pertence ao sub-grupo genético do "nordeste da Europa". A notícia foi rapidamente desmentida pelos responsáveis do laboratório, que garantiram não terem ainda concluído o trabalho de análises às amostras de sangue recolhidas, mas mesmo assim decidiram abrir um inquérito interno.

O desmentido chegou, também, à PJ pelos mesmo técnicos que terão invocado a grande "degradação das amostras recolhidas" para o atraso nas respostas que os investigadores esperam, ou seja, saber se o sangue recolhido pertence ou não a Madeleine McCann

Por sua vez, Kate e Gerry McCann dizem que também aguardam os resultados. Mantém acesa a esperança de que a filha de quatro anos possa estar viva, apesar da PJ estar a centrar a sua investigação na morte da criança, uma tese que tem vindo a ganhar "mais consistência".

Desemprego continua a crescer entre os trabalhadores do Norte

A praga tem um nome. Chama-se desemprego e atinge, neste momento, 440 500 portugueses, dos quais mais de 40 mil residem no Norte. Os dados, publicados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que em Abril, Maio e Junho deste ano, o desemprego em Portugal registava, face aos mesmos meses de 2006, um crescimento de 8,6%, o equivalente a mais 34 900 cidadãos sem trabalho. Feitas as contas, a taxa de desemprego no país situava-se, no último trimestre, em 7,9%, mais 0,6 pontos percentuais que no ano anterior.

Porém, se os números deste segundo trimestre forem comparados com os de Janeiro, Fevereiro e Março deste ano, então, indica o INE, assistiu-se a uma redução dos desempregados (6,3%), isto é, 29 400 pessoas conseguiram, nesse período, um posto de trabalho.

Declínio contínuo a Norte

As taxas de desemprego mais elevadas do país, observa o INE, foram registadas, no segundo trimestre deste ano, na região Norte (9,4% contra os 8,4% verificados em igual período de 2006), com mais de 41 mil indivíduos à procura de trabalho. Contudo, quando comparados os dados com os do primeiro trimestre deste ano (9,5%), verifica-se que houve, apenas, uma redução de 0,1 ponto percentual.

Depois do Norte, a região que mais desemprego registou foi a de Lisboa (9,0%) e a do Alentejo (8,8%). Em termos de comparações com o primeiro trimestre deste ano, as regiões onde a taxa de desemprego mais baixou foram as do Centro ( de 6,7% passou para 4,9%) e dos Açores (de 4,7% passou para 3,9%).

Drama com sexo e idade

O aumento homólogo da taxa de desempregados ficou a dever-se, mostram os dados do INE, ao aumento do número de mulheres desempregadas mais 32 700. O que significa que, neste segundo trimestre de 2007, a taxa de desemprego entre as mulheres se situava em 9,4%, contra a dos homens que era de 6,5%. Nos jovens com idades entre os 15 e os 24 anos a taxa de desemprego era de 15,3% no período em análise.

O INE indica que a situação de desemprego estabilizou entre os desocupados com o ensino secundário e pós-secundário, mas aumentou entre aqueles que possuem o ensino básico ou superior. De igual modo, aumentou o desemprego dos que procuram um novo trabalho (mais 31 100), situação justificada pelo desemprego no sector dos serviços.

Reacções críticas

Os números do INE não agradaram à CGTP, que lembrou que "a juntar à difícil situação em que vivem os mais de 440 mil desempregados, há agora quase 864 mil trabalhadores com trabalhos precários".

Também o PSD não deixou passar em branco os dados oficiais. Miguel Frasquilho, o porta-voz do partido, destacou que a subida homóloga (de 7,3% para 7,9%) representa "o aumento da deterioração das condições" da economia portuguesa.

"Isto está cada vez pior"

Marco Silva, desempregado

Marco Silva foi delegado sindical na fábrica da Cuca, em Moreira de Cónegos. Está sem trabalho há mais de um ano. "Bem procuro, mas isto está cada vez pior", diz o desempregado. "Acabamos sempre por bater às mesmas portas, sem resultado. No têxtil, já nem vale a pena. Além de estar mal, ninguém quer pessoas com a minha idade". Mudar de actividade também não está a resultar. "Já tentei ir para o ramo da pastelaria, mas as empresas não querem admitir alguém que, aos 37 anos, não sabe da arte e tem de aprender. Querem pessoas com 18, 20 anos, até porque há ajudas para contratação de jovens". Marco vive em Lordelo, zona fustigada por falências e desemprego. É casado e tem uma filha. A mulher trabalha na têxtil, mas "só uma pessoa a trabalhar não dá para sustentar a família". O subsídio de desemprego termina a 14 de Dezembro, pelo que, se até ao final de Setembro não conseguir nada, admite emigrar.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Mc Cann anuncia pela primeira vez intenção de regressar a casa

Pela primeira vez, Gerry McCann admite regressar a casa com a mulher e os filhos gémeos de dois anos, mesmo sem saber onde pára Madaleine, que desapareceu, no passado dia 3 de Maio, do quarto onde dormia com os irmãos no aldeamento Ocean Club (Praia da Luz).

A revelação foi feita durante uma pequena conversa com o JN, ontem, dia em que a Polícia Judiciária (PJ) negou conhecer ainda os resultados dos exames aos vestígios de sangue encontrados no apartamento onde os McCann passaram férias, que estão a ser analisados no laboratório forense de Birmingham, Inglaterra.

Foi com um ar aparentemente calmo e sorridente, que Gerry, em frente à vivenda que alugou, a poucos metros do Ocean Club, na Praia da Luz, admitiu que a família terá de regressar a casa, em Leicester. "Temos de voltar até por causa dos gémeos, mas ainda não decidimos a data. Tudo depende, também, da investigação", afirmou o pai de Madeleine, garantindo que mantém a ideia de que a filha está viva. Questionado sobre o que pensava do novo rumo da investigação, Gerry volta a frisar "o importante é a Madeleine, não eu ou a Kate".

Revelando que continua a acreditar na Polícia portuguesa, desvalorizou as notícias que ontem davam conta que o sangue encontrado no apartamento não era da filha.

"Perguntem à polícia", disse adiantando desconhecer qualquer resultado dos exames. "Se soubesse não poderia falar", acrescentou.

Gerry falou ainda das habituais reuniões que desde há três meses mantém, semanalmente , com os investigadores portugueses e ingleses. Garante que são "esporádicas" e que só acontecem "quando há novidades", pelo que não estranhou o facto de não ter havido qualquer encontro esta semana, justificando com "a falta de novidades".

Gerry e Kate, que receberam a visita do padre que os casou e que baptizou Madeleine, e ainda de outros familiares, mantêm a rotina habitual, marcada pela procura da privacidade.

Exames por concluir

Os responsáveis pela investigação do desaparecimento de Madeleine ainda não receberam os resultados das análises aos vestígios de sangue encontrados no apartamento do Ocean Clube, onde a família passou férias. Segundo apurou o JN, os técnicos do laboratório forense de Birmingham comunicaram, ontem, aos investigadores, não terem concluído o trabalho de análise, adiando, desta forma, por mais algum tempo, a confirmação se o sangue encontrado pertence ou não à menina de quatro anos.

Uma revelação feita após o jornal britânico "Times" ter garantido, ontem, que o sangue encontrado no quarto do casal não pertencia à criança, mas sim a um homem europeu. A notícia surgiu no dia em que os técnicos ingleses admitiam a hipótese da análise estar concluída.

Alípio Ribeiro diz que PJ não tem móbil do crime

O director Nacional da Polícia Judiciária (PJ) admitiu que os investigadores não têm ainda um móbil para o crime, mas mostra-se optimista quanto à possibilidade de encontrar Madeleine e em perceber o que realmente se passou. Na entrevista publicada ontem no "Diário Económico", Alípio Ribeiro diz que a polícia está a trabalhar para esclarecer uma situação difícil, "sobretudo relativamente à qual não há um móbil objectivo". "Pode haver um móbil por dinheiro, vingança, ciúme, por ódio, mas não o temos", esclareceu o responsável, admitindo não ter ideia onde possa estar a menina. Daí que admita ser "leviano" da sua parte admitir que a investigação esteja perto do fim. "Nestas situações devemos gerir baixas expectativas e não altas expectativas. Devemos ter em atenção que isto não é fácil, que ainda temos muito para andar, e seria leviano da minha parte dizer que estamos próximos do fim da investigação", disse o director da PJ.

Sete mil mensagens de solidariedade

Kate e Gerry McCann agradeceram, ontem, através do seu porta-voz, o apoio de milhares de pessoas que lhes enviaram mensagens de solidariedade; ultrapassaram as sete mil no último passado fim-de-semana.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

'Strong theory' Madeleine is dead

One of the most senior police officers in Portugal has said that it is a "strong theory" that Madeleine McCann is dead.

Alipio Ribeiro, national director of the Portuguese judicial police, said forensic test results on blood traces from the holiday flat are due "imminently". But he said the quality of the traces found was "not very good" and it was possible they would be inconclusive.

He told El Mundo: "Even though it's a strong theory and there is always a possibility, we cannot say that she has died. It is the theory that we have to work with. It is on the table and is precisely what we are analysing."

Asked if his force had any idea where Madeleine was, he said: "No. We have no idea where Madeleine could be."

Tiny spots of blood found smeared on the bedroom wall are being analysed by experts at the Forensic Science Service in Birmingham.

Mr Ribeiro refused to speculate on what would happen if it did turn out to be Madeleine's blood, but said the results would be significant. And he said he was "optimistic" about getting to the bottom of the "very complex" case.

Asked if her parents were suspects, he said: "No. The parents have never been suspects. Never."

Asked why they were not told about the strong suggestion that she was dead, he said: "They are being informed about what happens, but it is a very dynamic investigation, we are working on many theories, and more could arise. We can't explain to them everything that we investigate."

Mr Ribeiro said Robert Murat continued to be an "arguido", or suspect, in the case. He added: "We have to be clear that we are working to clear up a very difficult situation, above all in relation to the motive: it could have been for money, for vengeance, for crime, for hate. We do not know."

Elvis remembered

It's been thirty long years since Mr Presley stopped taking care of business and left the building.-


We celebrate Elvis' life with a special commemorative area dedicated to the King of Rock 'n' Roll.

PJ continua a adiar conversa com Mc Cann

Kate e Gerry McCann continuam sem ouvir da boca dos investigadores a verdade sobre o desaparecimento da filha Madeleine. A reunião informal, pedida com urgência na passada segunda-feira pelo casal - depois de saberem pelas televisões que a PJ investiga agora a tese de que a menina possa estar morta -, tem sido sucessivamente adiada, não se sabendo para quando a sua realização.

Hoje, a Polícia Judiciária (PJ) deverá saber se os vestígios encontrados no apartamento onde os McCann passaram férias correspondem ou não à criança de quatro anos, desaparecida na noite de 3 de Maio, do quarto onde dormia, no Ocean Clube (Praia da Luz).

O jornal inglês "Sunday Times" garantia ontem que parte dos resultados dos exames efectuados em Birminghan já estariam na posse da Judiciária, informação que não foi confirmada pela PJ. Fonte do laboratório forense garantiu, ao JN, que todos os resultados seriam apenas libertados hoje, e que só a Judiciária poderia falar sobre os mesmos.

Além dos vestígios de sangue recolhidos no quarto dos McCann, detectados por um cão pisteiro da polícia inglesa, a PJ teve ainda em conta a forte reacção de outro cão inglês, treinado para detectar odor de cadáveres. Os dois "springuer spaniel" registaram também a presença de sangue e odor de cadáver noutros locais com os quais a menina poderá ter contactado. Porém, nestes casos, já não terá sido possível recolher quaisquer vestígios biológicos.

A PJ já garantiu que "a investigação não está dependente" dos resultados dos vestígios analisados em Inglaterra, que foram comparados com a imensa base de dados existente naquele país.

"A possibilidade de Madeleine estar morta tem mais intensidade, apesar de todas as hipóteses estarem a ser investigadas", explicou, ao JN, o inspector-chefe Olegário Sousa, o porta-voz da PJ para este caso. Ontem, não foram feitas quaisquer diligências no terreno, mantendo-se assim a expectativa sobre o que poderá acontecer nos próximos dias.

Na Praia da Luz, o casal assistiu à missa, de manhã, e tomou o pequeno-almoço num restaurante nas imediações. A sua porta-voz, Justine McGuinesse, confirmou que esta semana "ainda não falaram com a Polícia".

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Psychological Fears For Madeleine

Madeleine McCann could be angry with her parents and may reject them if she is ever reunited with them, a child psychologist has warned.

Despite speculation that Madeleine may have been killed, Kate and Gerry McCann are determined to find their daughter.

They have pledged to continue the search for their eldest child but experts have given a warning.

They say that even if she is found alive, the four-year-old could be so psychologically damaged by her ordeal that she will have lost the natural bond with her parents.

Child psychologist Ruth Coppard said that as time goes by Madeleine will start to forget her parents and would probably turn away at first if she was found.

The Yorkshire-based practitioner said: "A child builds up a strong bond with its parents and if they are suddenly taken away from them, they feel betrayed.

"With Madeleine, there would definitely be a feeling of hurt and betrayal, and it is a possibility she could feel very angry towards her parents.

"If they are re-united, it won't be a case of falling right back into old routines.

"It will take a tremendous amount of effort from a lot of people to rebuild the bond.

"Once she has calmed down she would eventually accept them back as her parents, but it could take months, even years, for her to trust them enough to be her old self."
And Ms Coppard believes Madeleine could forget her parents altogether if she has been cared for well.

She added: "The longer Madeleine is missing, the more likely it is that she will forget her parents altogether.

"Children need to be loved and they are always looking for someone who they can have that loving attachment with.

"Maddie could maybe remember being happy in her first three-years of life, but she probably wouldn't be able to recall who she had those happy times with.

"If she is in the arms of another family, who care for her tremendously, she could eventually build up the kind of emotional bond with them she once had with her parents.

Madeleine vanished 104 days ago from a holiday chalet in the Algarve village of Praia da Luz as her parents dined at a local restaurant.


terça-feira, 14 de agosto de 2007

Mãe de Madeleine exige saber tudo sobre a investigação da PJ

Kate e Gerry McCann pediram, ontem, à Polícia Judiciária, uma reunião urgente, para saberem a verdade sobre a investigação ao desaparecimento da filha, Madeleine. Fonte da PJ confirmou, ao JN, o pedido, formulado dois dias depois de Olegário Sousa, porta-voz da Judiciária para este caso, ter admitido que as pistas apontam para a morte da menina de quatro anos.

"Este é o pior tipo de incertezas", afirmou Kate em entrevista dada à revista feminina Women's Owe, admitindo que prefere confirmar a morte da filha "a viver para sempre na incerteza". "Nunca gostei de incertezas e estas são do pior tipo. Gerry e eu falamos sobre isso e nos nossos corações preferiríamos saber, inclusive se isso significasse enfrentar a terrível realidade de que Madeleine possa estar morta. Precisamos de saber", disse Kate à revista britânica.

O casal deverá ser recebido hoje pelos investigadores portugueses e ingleses, antecipando assim, em 48 horas, as habituais reuniões "informais" que têm mantido ao longo destes três meses. Habitualmente, os encontros decorrem à quinta-feira, no Consulado britânico, em Portimão, apesar de, na última semana, ter ocorrido na quarta-feira e nas instalações da PJ em Portimão. Justine McGuinesse não confirma nem desmente o encontro, garantindo que Kate e Gerry continuam a acreditar na investigação feita pela Judiciária. A porta-voz do casal disse, ainda, que os McCann não vão dar mais entrevistas e que os próximos dias serão de recolhimento.

Kate e Gerry sempre disseram acreditar que Madeleine está viva. Durante a entrevista dada à revista britânica, Kate garantiu que a filha "é muito divertida e sociável".

Enquanto aguardam os resultados dos vestígios recolhidos dentro do apartamento onde a criança desapareceu no passado dia 3 de Maio, que estão a ser analisados num laboratório forense em Birmingham, e que devem chegar a Portugal esta semana, os investigadores mantêm algumas diligências em curso. Ontem foram "tiradas algumas dúvidas com algumas testemunhas", disse fonte da PJ admitindo que novas diligências no terreno estão dependentes dos resultados que estão para chegar.

Gémeos nada viram

A possibilidade de Sean e Amelie, os gémeos de dois anos, terem presenciado alguma coisa na noite em que a irmã, Madeleine, desapareceu, está definitivamente colocada de lado.

Segundo fonte da PJ, as duas crianças encontravam-se a dormir e foram retiradas do apartamento por dois inspectores.

"Nunca acordaram apesar do barulho e da confusão daquela noite", afiançou a fonte policial, garantindo que "uma abordagem às duas crianças não foi equacionada

Críticas aos Mc Cann

Mais de 70% dos britânicos condenam o casal McCann por ter deixado a sua filha Madeleine sozinha no quarto durante a noite (3 de Maio último) do seu desaparecimento, revela uma sondagem que foi publicada no passado fim-de-semana.

De acordo com aquela mostra do Instituto YouGov para o "Sunday Times", mais de 70% dos inquiridos acredita que "os McCann decidiram mal em deixar a sua filha desacompanhada» na noite em que desapareceu.

Apenas 23% das duas mil pessoas inquiridas disse que o casal inglês teve azar por a menina, então com três anos, "ter sido raptada". Aquele jornal utiliza a sondagem para ilustrar as críticas que os pais estão a sofrer no próprio país, dando ênfase a notícias publicadas em Portugal que levaram a Imprensa portuguesa a ser acusada de estar a lançar uma «campanha» para levantar suspeitas sobre Gerry e Kate McCann. Kate que ontem voltou a afirmar que quer saber se a PJ tem provas que filha está morta ou viva.

Etapa da Volta a Portugalpreocupa Plataforma ambiental

A caravana da Volta a Portugal sobe hoje à Torre, mas o impacto que a penúltima etapa pode ter na área protegida está a preocupar a Plataforma pelo Desenvolvimento Sustentável na Serra da Estrela. Formado por associações de cariz ambientalista dos distritos da Guarda e Castelo Branco, este organismo teme sobretudo o comportamento do público e da caravana, que podem causar "danos irreparáveis" no património ambiental do maciço central. Na véspera daquela que é considerada a etapa 'rainha', a Plataforma apelou aos "apaixonados" pela Volta para que não abandonem lixo, nem façam pinturas de apoio aos ciclistas nas rochas, além de não estacionarem os carros fora da estrada, pois "há locais específicos para o fazer". Em comunicado, é também recomendado que não se faça fogueiras, enquanto espectadores e agentes publicitários são aconselhados a recolher o lixo provocado pela passagem da caravana. "Deve evitar-se a distribuição de bandeirinhas e panfletos na área do Parque Natural, que são tradicionalmente abandonados no local depois da etapa", defende a Plataforma. A RTP também não escapa, já que lhe é pedido um "especial cuidado" com a instalação do estúdio móvel na Torre. Para José Maria Saraiva, da associação Amigos Serra da Estrela (ASE), que integra a Plataforma, todos estes cuidados são poucos para evitar os impactos negativos decorrentes dos resíduos deixados pela caravana, espectadores e o estacionamento desordenado em zonas de vegetação protegida. "A Volta é bem-vinda, o que nos preocupa é o comportamento de milhares de pessoas, e nomeadamente das acções publicitárias, numa zona sensível do parque", afirma. "A serra não se limpa a si própria", ironiza, defendendo que cada espectador e entidade participante na corrida "deve ser responsável por recolher o lixo que produz e levá-lo para as zonas urbanas, onde há recolha". Na sua opinião, com estes comportamentos estão em risco sobretudo os cervunais, os prados com vegetação que só se encontra na serra da Estrela e são responsáveis por fixar o solo, mas cuja destruição afecta a vida natural envolvente. "As pessoas podem pensar que não é grave passar por cima de alguma vegetação e, sem saberem, estão a destruir flora importante", alerta.

Feira de S. Mateus arranca hoje e promete 40 dias de festa rija

Uma salva de 21 tiros assinalará hoje, pelas 21.30 horas, o arranque da 615ª edição da Feira de S. Mateus. Caberá ao ministro da Administração Interna, Rui Carlos Pereira, ditar a abertura oficial de um certame que promete ficar até 21 de Setembro com centenas de propostas culturais, lúdicas e recreativas. Os números associados a um dos mais populares e emblemáticos certames realizados em território nacional - primeiro cartaz turístico de Viseu - não deixam dúvidas quanto à sua importância económica e social um milhão de euros de investimento (320 mil afectos à contratação de artistas e 97 mil à de pessoal, 67 mil à decoração e iluminação e 55 mil à segurança), 278 expositores seleccionados em 500 candidaturas, 40 dias de animação permanente e um milhão de visitantes esperado... A festa, com epicentro no Campo de Viriato, irá alargar-se a outros pontos estratégicos da cidade, numa distribuição generosa de animação popular. Correspondendo ao gosto da esmagadora maioria dos visitantes, confirmado por indicadores de bilheteira apurados em edições anteriores, a organização do evento, cometida à Expovis - Promoção e Eventos, Lda., incluiu no lote de artistas convidados, entre muitos outros, nomes como os de Roberto Leal, José Cid, The Gift, Quim Barreiros e André Sardet. "Vamos continuar a dar ao povo aquilo de que o povo gosta", avança, sem preconceito, Jorge Carvalho, director executivo da Expovis. Mas nem só de cantigas se faz a feira franca de Viseu. Quase três dezenas de eventos desportivos, cobrindo praticamente todas as modalidades, vão absorver 55 mil euros de investimento. No Campo de Viriato, um espaço adjacente ao rio Pavia, que ficará totalmente requalificado em 2008, os visitantes, entre os quais se contam milhares de emigrantes que por esta a altura regressam às suas origens, vão poder 'matar' saudades das tradicionais enguias com batata cozida, da sardinha assada, dos caldos verde e de cebola e, claro, das tradicionais farturas. Comprar, vender, andar de carrossel e visitar as múltiplas exposições presentes serão outros atractivos. Para dezenas de jovens, recrutados para trabalhar, a Feira de S. Mateus é 'mealheiro' para o regresso às aulas.

domingo, 12 de agosto de 2007

Feira de Sao Mateus 2007


Para mais informacoes www.expovis.pt

Feira de São Mateus Historial

A Feira de São Mateus realiza-se desde 1392. A Feira era encontro de gente que comprava e vendia. Era também o encontro das culturas que se trocavam quase num inconsciente processo, longo, mas eficaz. Hoje a Feira de São Mateus tem esse pano de fundo. Mas é uma Feira nova. Cheia de gente. Mas de povo. è também Feira de encontro das culturas. Há música, folclore, arte, diversão, gastronomia. A Feira é sempre antiga e sempre mais nova. A mais longa e cativante Feira do território português.Numa área de 18.000 m2 estarão presentes cerca de 400 expositores e feirantes, vindos de todo o país e alguns no estrangeiro representando todos os sectores de actividade com relevo para o artesanato, à espera de fazerem bons negócios com cerca de um milhão de visitantes. Esses negócios representam algumas centenas de milhares de contos ficando em Viseu e no seu Concelho uma parte significativa dessas transacções. De 14 de Agosto a 21 de Setembro a Feira de São Mateus é uma cidade gémea de Viseu, a cidade da Feira. Tem vida própria. Abrem-se ruas de efémeras arquitecturas onde se arruma e expõem mil mercadorias. Abrem-se pavilhões com as obras novas do engenho dos homens, tecnologias de ponta e oferecem-se instrumentos de uso vário para as grandes necessidades. A Feira é um mar de gente que compra, vende, olha e se distrai. Não há hotéis, pensões, restaurantes que consigam dar resposta a tanta e tão variada gente.

Em 10 de Janeiro de 1392, de acordo com um documento de El Rei D. João I, foi criada a Feira Franca de Viseu. Trata-se de uma data consensualmente aceite pelos responsáveis como o comprova a comemoração dos 600 anos (1392 - 1992). A Feira Franca, nascida na Viseu Medieval, foi crescendo com surpreendente adaptação à evolução processada nas várias épocas, sendo, nos nossos dias, um testemunho clarividente da Viseu do séc. XX. No entanto, a Feira Franca de Viseu não teve somente tempos áureos, mas também de declínio, tendo chegado mesmo à quase extinção. Os séculos XV, XVI e XVII, foram séculos de grande fama para a Feira Franca de Viseu. No século XIX, com o desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte, com a facilidade de envio de mostruários a toda a parte, bem como com a vulgarização do telégrafo, foi inevitável a decadência das feiras em geral, não tendo constituído excepção a Feira Franca de São Mateus, que viveu também algumas décadas de declínio. Posteriormente, a sua ascensão deveu-se principalmente à situação geográfica de Viseu, que impulsionava a vinda de muitos feirantes.

Da decadência ao reaparecimento No início do século XX a Feira Franca de S. Mateus, vai decrescendo de importância de ano para ano. A vinda da energia eléctrica para Viseu aconteceu somente em 28 de Junho de 1907, altura em que a Feira se resumia a uma simples rua de barracas, que não atingiam, talvez, duzentos metros. O declínio foi tão acentuado que por volta de 1916, a Feira Franca de Viseu praticamente se extinguiu. Em finais da década de vinte a Feira Franca de São Mateus volta a aparecer, agora, completamente rejuvenescida, passando a integrar nos seus programas festivos algumas das manifestações que enriqueceram as festas de Santo António, festas também denominadas "Festas da Cidade", foram bastante famosas trazendo a Viseu muitos milhares de forasteiros. A transferência de algumas das referidas manifestações para os programas da feira, conferiram-lhe um cunho próprio, inconfundível, dando-lhe fascínio e poder de atracção. Em 1936, dá-se o primeiro impulso rejuvenescedor, modificando-se a disposição dos abarracamentos e pavilhões e também a ornamentação e iluminação, que nunca mais deixaram de se valorizar. A par destas modificações introduziram-se no âmbito da feira de São Mateus outras manifestações que marcaram também a valorização desta Feira, são disto exemplo, as manifestações artístico - culturais, desportivas e recreativas, bem como as actividades dedicadas ás crianças. A feira de São Mateus é e continuará a ser a grande feira de Viseu e do País e é com este intuito que a Expovis se compromete a continuar