So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

sábado, 15 de agosto de 2009

Compravam casas de luxo, mudavam-se com a família, causavam pandemónio e exigiam muito dinheiro para sair...

Mãe e filho, de 60 e 30 anos, foram detidos pela PJ, num bairro social, em Almada, suspeitos de liderarem um grupo que extorquia dinheiro a construtores civis. Só em 2005 conseguiram obrigar as vítimas a entregar 500 mil euros.


Bem vestidos e com bons modos visitavam apartamentos de luxo para venda na região de Lisboa. Escolhiam os locais a preceito e o valor pedido pelos empresários não era entrave, diziam. Tanto que, dias depois, davam um sinal, sempre elevado. Mas colocavam a condição de se mudarem imediatamente.


Os construtores acediam ao pedido e à entrega das chaves, mas quando firmavam o contrato de promessa de compra e venda eram surpreendidos: ao instalarem-se na habitação, os novos moradores levavam com eles um elevado número de familiares, todos de etnia cigana. A partir desse dia, comportavam-se, segundo a Polícia Judiciária (PJ), que liderou as investigações, com modos pouco adequados.


"Provocavam distúrbios e barulho constantes e desrespeitavam deliberadamente as regras de bom convívio social. Não tinham qualquer cuidado com a higiene, nem faziam os respectivos contratos de luz e de água, vivendo de forma precária", salientou Alves da Cunha, responsável pela investigação. Depois disso, e perante o desespero de empreiteiros e empresários, que se viam impossibilitados de vender as restantes fracções naquelas circunstâncias, os novos moradores exigiam altas quantias de dinheiro - o dobro do sinal ou mais -, para abandonarem o apartamento e desistirem da compra. Muitos empresários acabavam por ceder.


Pelo menos num caso, a situação tornou-se mais complicada quando o construtor civil recusou pagar e foi ameaçado pelo grupo, com recurso a armas de fogo.


A PJ, que vinha a receber várias queixas desde 2005, com mais incidência na Grande Lisboa, chegou na última quarta-feira aos suspeitos. Aliás, segundo o que foi possível apurar, só nesse ano este grupo conseguiu extorquir a vários empresários mais de 500 mil euros e, nos últimos meses, a PJ recebeu mais de 30 queixas .


"A partir dessa altura, o grupo refreou um pouco a sua actuação. No entanto, continuaram a utilizar o mesmo 'modus operandi', mas utilizavam outros familiares para continuar a perpetrar o mesmo tipo de crime", realçou a fonte da PJ, destacando que mãe e filho foram detidos à noite, num bairro social de Almada, local onde habitavam com restantes familiares. Das buscas resultou ainda a apreensão de diversas armas de fogo ilegais e armas brancas.


As investigações prosseguem e o responsável não descarta a possibilidade de virem a ser constituídos mais arguidos. Os dois suspeitos foram acusados de crimes de burla, extorsão e arma proibida. Esta foi a primeira vez que a PJ conseguiu obter meios de prova suficientes para efectuar detenções por este género de crime.


Por isso mesmo, Alves da Cunha considerou que este poderá ser o primeiro passo para dar início a outras investigações que levem à detenção de outros suspeitos a actuar no país. "Temos a indicação que há outros grupos a actuar da mesma forma em todo o país. Pode ser que esta investigação abra uma porta para pôr cobro a este tipo de burla".


Taxa de 9,1% no 2.º trimestre é a mais alta em 23 anos...

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 9,1%, no segundo trimestre, o que representa uma subida de 1,8 pontos percentuais face a igual período do ano passado. 71% dos novos desempregados são homens.


Um dia depois de a economia nacional ter mostrado sinais de recuperação, surgem notícias pouco animadoras para o desemprego - um facto normal, uma vez que o crescimento da economia demora a ter impacto no emprego.


Segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a barreira psicológica de meio milhão de desempregados foi ultrapassada no segundo trimestre deste ano. A taxa de desemprego atingiu os 9,1% de Abril a Junho, o que representa um agravamento de 1,8 pontos percentuais, face aos 7,3% registados no mesmo período do ano passado. Esta taxa é ainda superior em 0,2 pontos percentuais face à verificada entre Janeiro e Abril (8,9%).


Perante este cenário, o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, está confiante de que, "a confirmarem-se os sinais positivos da economia mundial e o facto de a economia portuguesa estar a acompanhar este movimento, que não vamos atingir os valores de dois dígitos no desemprego que alguns estimavam".


Também o primeiro-ministro reagiu aos números, dizendo que estes são "típicos da crise", ressalvando que "o desemprego cresceu em Portugal, mas ainda assim foi menor do que se verificou na Europa e outros países desenvolvidos".


O aumento da taxa de desemprego para 9,1% está em linha com a previsão da Comissão Europeia para o conjunto do ano, e acima das previsões do Governo que aponta para uma taxa de 8,5%.


O desemprego atingiu assim o valor mais elevado desde 1986, altura em que a taxa se situou nos 9,2%. Um aumento que está a afectar sobretudo os homens, invertendo assim a tendência verificada nos últimos anos, pois o número de mulheres desempregadas tem sido superior.


No segundo trimestre, existiam 257,2 mil pessoas do sexo masculino sem emprego, um valor acima das 250,5 mil mulheres. Em causa está o facto de as profissões onde existem mais homens estarem a ser mais afectadas pela actual crise. Construção e indústria estão entre os sectores mais penalizados, embora a agricultura tenha tido a maior perda.


O número de desempregados aumentou em 97,8 mil, sendo que os homens representam 71% dos novos desempregados. Face ao trimestre anterior, a taxa de desemprego dos homens aumentou 0,6 pontos percentuais e a das mulheres diminuiu 0,2 pontos percentuais.


O aumento da população desempregada verificou-se essencialmente entre indivíduos com idades entre os 25 e os 34 anos e naqueles com 45 e mais anos. Pessoas com nível de escolaridade correspondente ao 3.º ciclo do ensino básico também sofrem com o desemprego, assim como indivíduos à procura de novo emprego. O aumento no número de desempregados à procura de emprego há menos de um ano explicou 72,1% do aumento global.


Por regiões, as taxas de desemprego mais elevadas foram registadas no Alentejo, no Norte e em Lisboa. Os valores mais baixos encontram-se no Centro, Açores e Madeira.


Processo será semelhante ao do cidadão palestiniano acolhido em 2002 ...

Os dois sírios - ex-reclusos da prisão de Guantánamo - que chegam este mês a Portugal serão alojados na área de Lisboa e posteriormente transferidos. Um processo similar ao do palestiniano que foi acolhido há sete anos por razões humanitárias.


Os dois cidadãos sírios que estiveram detidos durante sete anos na prisão norte-americana de Guantánamo chegam antes do final do mês a Portugal e vão ficar, separadamente, em casas de municípios da Área Metropolitana de Lisboa.


Por razões de segurança, os dois ex-reclusos serão alojados em habitações distintas durante um período, até serem transferidos para outro local, admite como muito provável fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).


Ontem, o ministro da tutela, Luís Amado, afirmou presumir que já se saiba onde os oriundos de Damasco vão morar em território nacional, mas remeteu o assunto para a esfera do Ministério da Administração Interna (MAI).


Ao abrigo da lei da imigração e como portadores de um visto especial, os dois homens chegarão a Lisboa "quando houver todas as condições", acrescentou Amado.


Há sete anos, em Abril de 2002, um dos 13 palestinianos que se refugiaram na Igreja da Natividade, na cidade de Belém, em Israel, depois do cerco da polícia israelita, foi acolhido por Portugal. Ficou a viver cerca de um ano numa casa alugada na margem sul do Tejo, onde chegou a ser visitado pelo pai, um comerciante que vivia nos EUA e tinha nacionalidade norte-americana.


O MAI de então, Figueiredo Lopes, disse que o palestiniano não teria "protecção de segurança ou vigilância maior do que qualquer outro cidadão português", mas, sete anos depois, Martins da Cruz, que era MNE , garante ao que o jovem "de 20 e tal anos tinha permanentemente dois agentes a assegurar a protecção dele".


As despesas do Estado com o acolhimento deste palestiniano foram, sobretudo, com o aluguer do alojamento e a alimentação, embora a Cruz Vermelha Portuguesa, presidida então por Maria Barroso, tivesse atribuído uma mesada ao acolhido.


Em 2002, foi Javier Solana quem pediu aos estados-membros que recebessem os palestinianos capturados em Belém; em Dezembro de 2008, coube a Amado oferecer Portugal para acolher suspeitos de terrorismo.


"Não é inédito, mas ainda bem que estamos a fazer o mesmo, porque é preciso para aliviar as tensões internacionais e é das poucas coisas que Portugal pode fazer", diz o ex-MNE de Durão Barroso.


Oficialmente, as informações são inexistentes e a secção portuguesa da Amnistia Internacional (AI) queixa-se de não ter qualquer informação sobre a identidade dos sírios, onde vão ficar e com que estatuto. Por isso, na sede da AI, em Londres, estão a preparar duas cartas com pedidos de esclarecimento ao MNE e ao MAI, que deverão ser enviadas na próxima semana, disse Irene Rodrigues, da AI-Portugal.


Junto do Conselho Português para os Refugiados (CPR), se for atribuído o estatuto de refugiado, ambos "serão dispensados de apresentar prova de meios de subsistência para se manterem devido à sua especial vulnerabilidade", explicou João Vasconcelos, colaborador do departamento jurídico do CPR.


"A partir do momento em que tenham o estatuto, não existe um prazo mínimo de permanência no país para pedir o direito ao reagrupamento familiar", concluiu.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Cavaco e Silva no Cavaquistao...

Em Viseu

Ora suspensa e restaurada, ora com nomes, locais e dias diferentes, a Feira que agora é conhecida como de São Mateus foi inconstante ao longo os anos.


Só em 1511, 119 anos após se ter iniciado, ganhou esta designação, por ter sido determinado pelo Senado Municipal que passaria a acontecer no dia da festa de São Mateus, a 21 de Setembro. Apesar de tantas variações, o evento é o ex-libris de Viseu há 617 anos e é uma das feiras mais antigas de Portugal.


O dia 14 marca a abertura oficial da festa que, este ano, contará com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado.
Não obstante de ser a festa da cidade, é essencialmente um local de trocas comerciais e, por isso, é um dia que muitos comerciantes e empresários anseiam. Ali, têm a oportunidade de dar a conhecer os seus produtos e serviços aos milhares de pessoas que todos os dias frequentam a feira.


Durante 40 dias e 40 noites são esperados mais de um milhão de visitantes , onde estarão 300 expositores distribuídos por 14 mil metros quadrados. Os participantes estarão organizados em três espaços centrais, consoante a actividade comercial.


Assim, na Praça de Diversão vão estar diversos equipamentos de entretenimento para crianças e adultos, na Praça de Alimentação pode usufruir-se da gastronomia regional e do vinho do Dão e a Praça Comercial irá acolher artesanato, utensílios para o lar e bijuterias.


Tal como acontece todos os anos, o Pavilhão Multiusos recebe empresas de diversas áreas, que fazem uma mostra do tecido empresarial da região. A arte também marca presença nesta edição da feira, através do projecto Artexpovis, que continua a atrair novos artistas do Centro, desde 2005.


Para este ano, estão reservadas algumas novidades, como é o caso do funicular que, quando for inaugurado, fará o percurso entre o recinto da feira e o centro histórico .


A Câmara Municipal também deu uma ajuda à Expovis, empresa que organiza o certame, instalando mais bancos de jardim para maior conforto dos visitantes.


A Expovis dedicou alguns dias ao desporto, à promoção da dança e música regionais e à solidariedade social. A receita do dia 18 e Agosto reverte a favor da Paróquia de São José e o dia 25 está reservado à Associação Viseense de Bombeiros Voluntários.


A Sociedade de São Vicente Paulo recebe a receita do dia 28 de Agosto e o dia 19 de Setembro é exclusivo à solidariedade social. As crianças também têm um dia dedicado a elas e comemora-se a 13 de Setembro com a realização de diversas actividades.


Os espectáculos de música e dança prometem agradar a todas as idades, e vão desde o folclore, passando pelas filarmónicas, pela música popular portuguesa e estrangeira, pelo fado e pelo Ballet Internacional de La Costa de Buenos Aires (Argentina).


Os concertos de Paulo Gonzo, Ana Moura, Santamaria, Tony Carreira, Quim Barreiros, Mafalda Veiga, Buraka Som Sistema e Grupo Sete Saias são os pontos altos da festa.

Em Satao

S. Miguel de Vila Boa (Sátão) não esconde orgulho por saber que o restauro da capela da Senhora da Esperança é hoje inaugurado pelo presidente da República

Habitantes de Abrunhosa arregaçaram ontem, quinta-feira, as mangas para se entregarem, com entusiasmo, à limpeza geral da capela de Nossa Senhora da Esperança.


Um ícone da freguesia de S. Miguel de Vila Boa, no concelho de Sátão - e do património religioso nacional - que o presidente da República, Cavaco Silva, visita hoje ao final da tarde. Uma presença que assinala o fim das obras de restauro a que o templo foi sujeito nos últimos anos.


Teresa Figueiredo Coelho, de 75 anos, não esconde a alegria que lhe invade "o coração e a alma". Agarrada à esfregona com que lava o chão em pedra de granito, a mulher, que nos últimos 42 anos assegura, com o marido, a guarda da capela, rende-se ao "milagre" de a ver novamente visitável.


"Custou a acreditar que alguma vez isto fosse acontecer. Mas aconteceu. Tudo por obra e graça de Nossa Senhora da Esperança", garante Teresa, sem nunca parar de limpar o chão.


"Queremos que a capela esteja um brinquinho quando o senhor presidente aqui chegar", justifica, confessando o "prazer" que sentirá quando Cavaco Silva entrar no templo.


Para a guardiã do santuário mariano da Senhora da Esperança - um ex-libris do barroco português construído em meados do século XVIII -, as obras de restauro, iniciadas a 8 de Outubro de 2007, travaram um ciclo de degradação que fazia temer o pior.


"Um dia a sanefa talhada em madeira caiu em cima de um dos púlpitos. Pensámos que era o fim", recorda Teresa. As preocupações não se cingiam à ruína. "O meu homem levantava-se de noite, a chover que Deus a dava, a pensar que andavam ladrões a roubar imagens na capela. Era um pesadelo".


Perto de Teresa, com um pulverizador às costas, cheio de água, Miguel Ferreira concentra-se no trabalho que tem em mãos. "Este chão não pode ser varrido. Se o fosse, levantava-se uma nuvem de poeira que dava cabo da talha dourada que acabou de ser restaurada", explicou. A técnica posta em prática implicou o recurso a uma máquina utilizada pelos agricultores para sulfatar as árvores. "Eu vou à frente a molhar o chão e outros vêm atrás a limpar", pormenorizou.


Miguel Ferreira não esconde o "orgulho" de estar a preparar tudo para receber Cavaco Silva. "Pertenço à Irmandade desta terra e estou muito feliz por o nosso Presidente vir à Senhora da Esperança. Um monumento religioso como não se encontra outro igual no país", afirma.


Sem tarefa atribuída na operação de limpeza, Fernando Martins, outro morador, neste caso vizinho do templo, entretém-se a ver como os trabalhos correm. E lá vai dizendo de sua justiça.


"O Cavaco nunca cá veio. É a primeira vez. Estou ansioso para o ver de perto. Só o conheço pela TV", confessa. Tudo porque, alega, "o património em causa merece bem uma visita do chefe de Estado. Tem mais de 300 anos e nunca tinha sido restaurada", testemunha Fernando Martins.


Enquanto o homem fala, desdobrando-se em agradecimentos a quem o deixa andar de um lado para o outro, a ver a labuta dentro do templo - "conhecem-me bem, moro aqui ao lado" -, Carla Pereira, técnica de restauro de um ateliê de Viana do Castelo, tem a atenção completamente centrada na pintura de uma espécie de gradeamento em talha. "Estou a reintegrar marmorizados", revela, sem mais pormenores.


As obras de conservação e restauro da capela de Nossa Senhora da Esperança e do seu órgão de tubos, em Abrunhosa, S. Miguel de Vila Boa, lançadas pelo Ministério da Cultura, custaram mais de 750 mil euros e foram co-financiadas pela União Europeia.


Os trabalhos, a cargo de várias empresas de restauro do património integrado e móvel desenvolveram-se no interior da capela, ao nível de tectos, talha dourada e policromada, azulejos, pintura mural e pintura sobre tela em madeira.


O santuário que há muito evidenciava problemas de infiltrações que faziam perigar a sua estrutura e riqueza interior, conheceu uma nova dinâmica depois de Fátima Eusébio, investigadora em História da Arte (especialista de talha e escultura portuguesa dos séculos XVII/XVIII), ter dado à estampa, em 2006, o livro "A capela de Nossa Senhora da Esperança - A obra de arte total num depoimento de fé". Uma edição patrocinada pela Fundação Mariana Seixas (Viseu).


É este imóvel religioso, classificado de interesse público desde 2002 (o órgão de tubos ganhou idêntica distinção em 1978), que Cavaco Silva visita hoje pelas 18 horas.


"Antes, pelas 16.30 horas, o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, celebra missa no templo restaurado", anuncia Alexandre Vaz, presidente da Câmara de Sátão.


Crescimento foi de 0,3%, mas em termos anuais o PIB continua negativo...

A economia nacional recuperou 0,3% no segundo trimestre do ano, em relação aos três meses anteriores, registando assim o maior crescimento desde o último trimestre de 2007. França e Alemanha também cresceram.


A recuperação trimestral da economia portuguesa é um sinal positivo, mas ainda é cedo para cantar vitória, pois, em termos homólogos, o produto interno bruto (PIB) continua em queda.


Segundo a estimativa rápida divulgada ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB recuperou 0,3% no segundo trimestre do ano em relação aos três meses anteriores, interrompendo um ciclo de três trimestres consecutivos de queda. Portugal regista assim o maior crescimento desde o último trimestre de 2007, altura em que o PIB cresceu 0,5%.


Já em termos homólogos, o PIB caiu 3,7%, o que compara com a variação negativa de 3,9% registada no trimestre anterior. Ainda de Janeiro a Março, o PIB recuou 1,8% em cadeia. Em termos homólogos, a contracção da economia esteve associada à redução das exportações de bens e serviços, do investimento e, em menor escala, das despesas de consumo das famílias.


A contracção de 3,7% do PIB está em linha com as previsões da Comissão Europeia para o ano inteiro, e acima da previsão do Governo, que aponta para que a contracção económica seja de 3,4%.


Perante os números, o Ministério das Finanças afirmou, em comunicado, que estes são sinais positivos, e que "o crescimento em cadeia do primeiro para o segundo trimestre termina a recessão técnica iniciada em meados de 2008, o que não significa se seja o fim da crise". Segundo Teixeira dos Santos, para que esta acabe, o crescimento deve manter-se de forma sustentada e reflectir-se na criação de emprego.


Uma opinião partilhada pelo primeiro-ministro, José Sócrates: "Isto não é o fim da crise, mas sim o princípio do fim da crise. Há ainda desafios a enfrentar, mas os dados evidenciam o sinal de inflexão, uma viragem na economia".


Menos optimista está o economista Diogo Leite Campos que, em declarações ao JN, explicou que a retoma da economia é um sinal positivo, "mas é preciso esperar para ver se este número cresce, caso contrário, ficamos ainda pior do que estávamos antes da crise". Segundo o professor, a contribuir para a evolução esteve a retoma da confiança, tanto de pessoas singulares como de investidores, o que se traduz num aumento do consumo e do investimento. Leite Campos alerta, no entanto, para o facto de "não podermos falar ainda de recuperação, mas sim, de um abrandamento da crise, pois apenas quando chegarmos aos 3% ao ano é que podemos falar em recuperação". "Na melhor das hipóteses, chegaremos a este valor dentro de três ou quatro anos", afirmou.


A acompanhar a recuperação de Portugal estiveram as duas maiores economias europeias. Após quatro trimestres consecutivos de retracção, Alemanha e França voltaram a terreno positivo entre Abril e Junho. Segundo as estimativas do Eurostat, além de Portugal, Alemanha, França e Grécia tiveram variações trimestrais do PIB de 0,3%. Ainda a Eslováquia, depois de ter derrapado 11% no início do ano, voltou a crescer 2,2% no segundo trimestre. Metade dos países da Zona Euro está a crescer, e quem ainda não está, está a cair menos.


Cérebro do esquema cumpria trabalho comunitário a guardar esculturas no centro do Porto...

Em época "quente" de festivais de Verão, a PSP do Porto desmantelou uma rede de tráfico de droga que operava nesses eventos. O alegado cabecilha prestava trabalho comunitário: era vigilante numa exposição de esculturas.


Festivais de música, sobretudo nas regiões Norte e Centro, "rave parties" e discotecas eram os cenários mais procurados pelo grupo - quatro homens e uma mulher - detido, anteontem à noite, pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) da PSP. A operação foi mais um golpe nos circuitos de venda de drogas, em muitos casos sintéticas, que ganham força nesta altura do ano, dentro e fora dos recintos onde se realizam os concertos que atraem milhares de pessoas, um pouco por todo o país.


Desta vez, a PSP não cortou os acessos aos locais de diversão, como é prática comum em zonas como a Zambujeira do Mar ou Parades de Coura. Foi à fonte. Ou seja: aos abastecedores. E, após cinco meses de investigação, desenvolveu duas buscas a residências usadas pelo indivíduo apontado como líder do esquema; uma no Bairro Fonte da Moura, a outra na residência da companheira, ambas no Porto.


Foram apreendidos haxixe suficiente para 10563 doses; cocaína para 74 doses; algumas pastilhas de ecstasy e 19 gramas de MDMA (substância psicotrópica associada ao ecstasy, que provoca euforia). Os elementos policiais encontraram, também, a quantia de 9500 euros, que poderá ter sido resultante do tráfico, vários utensílios para doseamento de estupefaciente e quatro munições.


A DIC reuniu informações de que o grupo em causa - com idades entre 17 e 33 anos e moradores no Porto e em Águeda - se dedicava preferencialmente ao comércio de haxixe e ecstasy. Era liderado por um homem, de 33 anos, que tinha uma "vida dupla". Condenado a 60 horas de trabalho comunitário, por ter sido apanhado a conduzir sem carta, prestava serviço como vigilante da exposição de esculturas "Homem T", a decorrer na Avenida dos Aliados, no centro do Porto. Cumprido o horário, desenvolvia a actividade ilícita. Tanto marcava presença nos festivais ou nas "raves", para realizar as transacções, como delegava essas funções em alguns colaboradores, que também foram detidos.


Desempregado e beneficiário do Rendimento Social de Inserção, não reagiu bem quando a Polícia lhe entrou em casa. Mas foi logo manietado. Presente, ontem, a tribunal, foi-lhe aplicada a prisão preventiva. A mesma medida de coacção foi determinada a outro dos detidos e os restantes ficaram obrigados a apresentações às autoridades.


De acordo com a PSP, a investigação teve carácter urgente, uma vez que os suspeitos apresentavam grande dinâmica e tinham, entre a clientela, jovens com idades a partir dos 15 anos. "Temos a convicção de que tinham muito relevo em termos de tráfico naquele tipo de eventos", sublinhou o comissário Marco Teixeira.


Visibilidade é maior nos festivais
Maria do Carmo Carvalho, professora da Universidade Católica do Porto


Está a realizar uma investigação para caracterizar os diferentes contextos recreativos e o consumo de substâncias. Que dados pode avançar?


Os dados preliminares da observação directa, realizada em cerca de 140 eventos festivos (discotecas urbanas, festivais de Verão, festas de trance music e after hours), revelam que é muito arriscado dizer que se consume mais num determinado contexto, como festivais, do que outros. A grande diferença é ao nível da visibilidade do fenómeno. Há cenários que pelas suas características - espaços abertos, menos informais e com menor controlo social, onde há uma grande concentração de pessoas ao longo de vários dias - favorecem a visibilidade. Na discoteca urbana, há consumos ocultados (quartos-de-banho, áreas de circulação restrita, por exemplo), onde os participantes não se sentem à vontade para usar os produtos de forma descontraída.


Essas características não aumentam a disposição para o consumo?


Sem dúvida que os contextos desencadeiam os comportamentos, como ilustrado pelo conceito de "território psicotrópico" de Luís Fernandes. Mas, não há qualquer vantagem em criar novas estereotipias que conduzam à estigmatização. Consome-se em todos os contextos, a visibilidade é que varia.


Como supervisora da equipa de rua "Tudo sobre rodas", detecta novas tendências de consumo?


As informações colhidas no terreno dão conta de variações em função da oferta disponível. Embora muito longe da prevalência da cannabis e das anfetaminas, nota-se o aparecimento de quetamina, GHB e 2CB, drogas sintéticas de efeitos muito graves.


Operação da GNR envolveu 70militares em Famalicão e Santo Tirso...

Três indivíduos, com idades entre os 20 e os 30 anos, sobre os quais recaem fortes indícios de serem responsáveis por uma parte considerável do tráfico de droga no Vale do Ave, foram detidos ontem, quinta-feira, numa operação da GNR no Vale do Ave.


No cumprimento dos mandados de busca emitidos pelo Tribunal de Famalicão, sete residências foram revistadas pelos militares do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Barcelos, tendo sido apreendido diverso material, do qual sobressai uma caçadeira de canos serrados (12 milímetros), cartuchos, três armas brancas, 800 doses de haxixe, 207 doses de cocaína, cinco doses de heroína e sementes de canábis. Em notas, foram apreendidos 2715 euros, três notas falsas, de 50 euros, dólares e kwanza. Também foi recuperado um plasma (avaliado em 1500 euros), um computador portátil (1800 euros), duas bicicletas (quatro mil euros) e uma Playstation.


A operação decorreu de investigação, no âmbito de um processo do Tribunal de Famalicão, onde hoje serão presentes os detidos.


Foi um despertar atribulado, entre Famalicão, Santo Tirso e Riba d'Ave. Os detidos foram surpreendidos ainda no leito, acompanhando as buscas nos apartamentos onde residiam, e noutros que tinham como ponto para guardar droga e material proveniente de receptação. De resto, os indivíduos já por diversas vezes foram referenciados pelas autoridades, tendo um deles sido interceptado no recente festival de Zambujeira do Mar, quando se preparava para entrar no recinto na posse de droga.


Depois de ter conseguido infligir duro golpe na organização, o NIC de Barcelos prossegue investigações que liguem a outros envolvidos no tráfico na zona do Ave e do Cávado.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Auto-estrada de Viseu para Coimbra é para ser feita agora...

"As auto-estradas do Centro, entre Viseu e Coimbra e entre Mangualde e Canas de Senhorim (IC12) vão ser construídas agora, pois é um processo que já se encontra em curso", garantiu ontem José unqueiro, presidente da Federação Distrital de Viseu do PS .


O presidente da Federação Distrital de Viseu e líder do PS esclareceu ontem que "quem decide no interesse da região e do país é o Governo e não a comissão de avaliação do concurso das auto-estradas do Centro". Nesse sentido, salienta que "não deixa de reprovar aquilo que é a especulação de um artigo de jornal".


Recorde-se que a comissão de avaliação do concurso considerou "ilegal" a adjudicação da concessão ao consórcio liderado pela Mota-Engil, por haver uma diferença de 120 por cento entre a proposta apresentada na primeira fase do concurso e a fase de negociações. O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, insurgiu-se, então, contra a anulação da ligação a Coimbra.


José Junqueiro não quer deixar dúvidas: "Porque existe um Governo do PS e porque este decidiu construir a ligação, em auto-estrada, entre Viseu e Coimbra, e entre Mangualde e Canas de Senhorim (IC12), as obras vão fazer-se".


O dirigente socialista revelou que "o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, garantiu que as obras eram para ser realizadas". Acentuou que "não pode ser de outra forma", já que "se exige que o governante interprete a concessão com os mesmos critérios que foram aplicados na construção de outras obras similares, onde houve derrapagem nos valores".


Aquilo que o deputado PS quer ver esclarecido é "a razão que levou o presidente da Câmara de Viseu a denunciar a 'anulação' da auto-estrada", mantendo-se "calado quando a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, e o ex-líder da bancada parlamentar do partido, Paulo Rangel, defenderam (e defendem) que a estrada não é para ser feita".


No entender de Junqueiro "trata-se de uma enorme hipocriisia política", e frisa: "Sentimo-nos ofendidos pelo facto de Fernando Ruas ter um discurso na região e outro junto dos órgãos nacionais do PSD".


Pergunta, por outro lado: "Qual é a opinião de Luís Arnaut, primeiro nome da lista de Viseu do PSD nas eleições de 11 de Setembro? O que vai dizer às populações?".


Sal a mais no pão dá multa ...

A partir de Agosto de 2010 as padarias que produzam pão com mais de 14 gramas de sal por quilo podem ser multadas até 5000 euros. A lei foi publicada ontem, quarta-feira, em Diário da República, e a Associação de Panificação considera-a desnecessária.


Aprovada a 13 de Março, a lei que define a quantidade de sal presente no pão foi ontem publicada em Diário da República e entra em vigor a 12 de Agosto do próximo ano. A lei estabelece os limites máximos de quantidade de sal no pão, definições de rotulagem, bem como as coimas a aplicar em caso de infracção.


Assim, a partir do próximo ano, o pão, depois de confeccionado, só pode ter como teor máximo de sal 1,4 gramas por 100 gramas, ou seja, 14 gramas de sal por quilograma de pão. Estão excluídos destas regras "os tipos de pão reconhecidos como produtos tradicionais com nomes protegidos".


Para a Associação do Comércio e Indústria da Panificação, pastelaria e Similares (ACIP), é uma lei desnecessária, "que não terá qualquer implicação na realidade, uma vez que, em Portugal, o sal no pão não ultrapassa as 12 gramas por quilo", disse o presidente, Carlos dos Santos.


Quando confrontado com o estudo que serviu de base à proposta de lei, realizado pela universidade Fernando Pessoa, que dava conta que em Portugal o pão tinha cerca de 19 a 21 gramas por quilo, Carlos Santos frisou que esteve presente na apresentação da investigação, tendo na altura dito que "estava mal feito", e lamenta que "nada [tenha sido] corrigido".


Para os infractores estão igualmente previstas na lei coimas a aplicar entre 500 e 3500 euros para pessoas singulares, e entre 750 e 5000 euros para pessoas colectivas. A fiscalização compete especialmente à Autoridades de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).


O presidente da ACIP fala em "excesso de legislação para maior cobrança. Antes, se o padeiro se enganava, o consumidor reclamava e era ressarcido. Agora, podemos ter o azar de nesse dia a ASAE visitar a padaria, ou a pessoa fazer uma reclamação e teremos que pagar até 5000 euros".


A fiscalização passa igualmente pela rotulagem, uma vez que o diploma obriga a que os rótulos das embalagens dos alimentos devem "proporcionar uma informação objectiva, simples, que inclua dados sobre a quantidade relativa e absoluta de sal na embalagem, por percentagem do produto e por porção/dose".


Sobre esta questão, Carlos Santos faz ironia: "Agora, em vez de nos preocuparmos em ter bons produtos devemos é ter quem bem nos organize os papéis".


Detido em Espanha tinha seleccionado bibliotecas no Porto, em Lisboa e em Coimbra...

Um cidadão húngaro preparava-se para furtar mapas e outros documentos valiosos de bibliotecas portuguesas. Os planos estavam numa agenda apreendida aquando da sua detenção, anteontem, terça-feira, pela Polícia espanhola.


A Guardia Civil não revelou quais as instituições que o ladrão, de 47 anos e identificado com as iniciais Z.V., planeava atacar no nosso país, referindo apenas, em comunicado, que a sua detenção "frustrou os planos de futuros furtos que pretendia executar em 28 províncias espanholas e em Lisboa, Coimbra e Porto, assim como outras bibliotecas de França e Itália". Antes disso, tinha intenção de furtar outros documentos em mais de 30 cidades espanholas.


Nas buscas que se seguiram à detenção do suspeito, a Guardia Civil conseguiu recuperar "67 mapas e tratados de geografia dos séculos XVI e XVIII" de grande valor histórico, furtados de seis bibliotecas espanholas.


As investigações tiveram início em Março de 2008, depois de ter sido furtado da "Real Biblioteca del Monasterio de San Lorenzo de El Escorial", em Madrid, um mapa que fazia parte de um tratado de cosmografia e expedições geográficas do século XVI.


Actualmente a residir na República Dominicana, o suspeito escolhia os documentos de maior valor através de consultas na Internet. Quando chegava às bibliotecas, intitulava-se investigador, apresentando documentação falsa. Z.V. usava pequenos objectos cortantes que ele próprio confeccionava - em metal ou em plástico, consoante o tipo de dispositivos de segurança da biblioteca - para cortar as folhas que lhe interessavam. Depois, escondia-as em fundos duplos de pastas e desaparecia.


José Cortês, subdirector da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, disse que, até ao momento, não existiu qualquer contacto de autoridades espanholas ou portuguesas sobre este assunto. "Nunca, até agora, ouvimos das bibliotecas qualquer queixa de furto", diz, ainda, explicando que a quase totalidade das bibliotecas públicas portuguesas "não são de livro antigo, mas do chamado 'livro novo'", menos valorizado.


Regada com álcool e queimada...

Uma mulher, de 46 anos, sofreu queimaduras em várias partes do corpo depois de ter sido regada com álcool e incendiada, presumivelmente pelo seu companheiro, durante uma discussão familiar, na zona do Estoril, em Cascais, avançou uma fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.


De acordo com a mesma fonte, tudo aconteceu, anteontem, pouco depois das 20.30 horas, no interior de uma habitação no Bairro de Santo António. Um telefonema para a PSP dava conta de uma desordem familiar e pedia auxílio às autoridades.


Quando os agentes chegaram ao local, ouviram pedidos de socorro por parte da vítima e, ao tocarem à campainha, a porta foi aberta, tendo os polícias visto a vítima já com várias queimaduras.


Enquanto a mulher recebia os primeiros-socorros, a PSP efectuava a detenção de um homem, de 47 anos, presumivelmente o companheiro e autor das agressões, que não ofereceu qualquer resistência.


Os bombeiros do Estoril foram alertados para a situação de emergência cerca das 20.45 horas. Depois de prestarem os cuidados mais imediados, transportaram a mulher para o Hospital de Cascais. A vítima apresentava queimaduras de segundo grau na zona do peito, na bacia e nas costas, mas "estava estável" quando deu entrada na unidade.


De acordo com a PSP, a mulher foi transferida depois para a Unidade de Queimados do Hospital S. José , em Lisboa. Contudo, contactado pelo JN, aquela unidade hospital garantiu, ontem à tarde, não ter recebido qualquer doente com as características da mulher em causa. O alegado autor da agressão terá sido presente a tribunal para primeiro interrogatório e aplicação da respectiva medida de coacção.


Detido após roubar 400 euros...

A Polícia Judiciária deteve um homem suspeito de assaltar dois taxistas, em Lisboa, nos últimos dias. Sem violência, mas com arma de fogo, roubou-lhes 400 euros. ANTRAL diz que tem havido mais assaltos.


O indivíduo, de 47 anos, entrava no táxi, fazia uma 'corrida' com preço pouco acima dos sete euros e, na altura de pagar, sacava de uma arma de fogo, em vez de dinheiro. Sem resistência, o taxista entregava todo o dinheiro da jornada de trabalho, já que ambos os assaltos decorreram durante a noite. O suspeito foi detido pela PJ, em Lisboa.


O "modus operandi" do assaltante era simples. A vítima ia ao seu encontro, convencida que iria fazer mais um serviço. O facto de os taxistas não escolherem a clientela é, segundo o presidente da Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida, um dos factores de perigo da sua profissão. Outro factor apontado é o de não poderem "dar-se ao luxo de recusar serviço", ironiza o presidente, já que o serviço é "pouco e mal pago", queixa-se.


Já foi mais comum ler notícias sobre assaltos a taxistas nas páginas dos jornais. A explicação varia conforme quem a dá: para o presidente da ANTRAL, os taxistas não fazem queixa porque "não confiam no sistema ou porque o valor roubado foi pouco". Porém, para fonte da PJ, "este tipo de crimes diminuíram nos últimos tempos".


De acordo, tanto a ANTRAL como a Polícia, estão nos perigos que a profissão envolve e no facto de as medidas de segurança serem "poucas e caras", queixa-se Florêncio Almeida. Pior, diz, é que quem paga o preço são os próprios táxis tas, já que apenas o "Táxi Seguro" é comparticipado pelo Governo. O presidente da ANTRAL diz que um taxista ganha, em média, 60 a 70 euros por dia, pelo que "não chega para fazer face às despesas", embora defenda que "a segurança não tem preço". Mas a conta é cara.


Descida desacelerou 0,1 pontos em Julho face a Junho, mas inflação continua negativa nos 1,5%...

Em Julho, registou-se uma taxa de inflação homóloga negativa em 1,5%, mais 0,1 pontos percentuais face a Junho.


De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), esta taxa é inferior em 0,1 pontos percentuais à taxa observada em Junho. A contribuir de forma negativa para a variação homóloga dos preços esteve a classe dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. Já os transportes continuam com um valor negativo, tendo, no entanto, diminuído de intensidade face ao mês anterior.


Após a divulgação dos dados da inflação feita ontem pelo INE. Entre os que mais aumentaram de preço em sete meses estão os transportes aéreos, as cantinas e a cerveja. Num contexto de inflação negativa, as explicações para as descidas são mais complexas...


Os preços de equipamentos informáticos apresentaram uma quebra de 14,7%. Esta situação não espanta Gabriel Coimbra, responsável da IDC Portugal, consultora que realiza estudos, planeamento estratégico e marketing em tecnologias de informação (TI). "A crise económica veio pressionar o sector. A concorrência é cada vez maior e isso teve impacto significativo na quebra de preços. A título de exemplo, no primeiro semestre de 2009, os preços de computadores portáteis caíram cerca de 40%", diz. Segundo Gabriel Coimbra, os programas "e-escola" e "e-escolinha", lançados pelo Governo, permitiram também "a compra de computadores (entre eles o Magalhães) e programas por valores muito mais baixos".


A classe do vestuário sofreu uma queda dos preços em 11,8% nos últimos sete meses do ano. Na origem dos preços baixos está o recurso a países onde os têxteis são mais baratos e a época de saldos que chega cada vez mais cedo e por mais tempo. Segundo Paulo Vaz, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, esta retracção é comum aos bens de consumo em geral e provocada pela actual crise económico-financeira. "Tem-se verificado um recurso intenso ao aprovisionamento em países onde os têxteis são mais baratos, como a China, a Índia e o Vietname". "Havendo uma maior procura de produtos de vestuário em países mais baratos, as vendas crescem e as margens melhoram, o que lhes permite baixar ainda mais o valor face ao habitualmente praticado".


Entre os produtos alimentares, o peixe é o que tem vindo a reduzir mais o preço. Desde Janeiro, já caiu 11,5%. A contribuir para os preços mais baixos está a falta de poder de compra dos portugueses. Miguel Cunha, presidente da Associação dos Armadores das Pescas Industriais explicou que "a falta de procura está a reduzir o preço médio do pescado". Esta queda é mais visível em espécies nobres, como o pargo ou o goraz. Já em espécies correntes, como o carapau, verifica-se uma estabilização do seu valor e o aumento da procura.


Desde o início do ano, a classe dos combustíveis sofreu uma queda dos preços em 11,4%, à custa das oscilações no preço do petróleo nos mercados internacionais - em Maio, o barril de Brent estava nos 50 dólares, hoje ronda os 70 dólares. Segundo José Horta, secretário-geral da APETRO, na origem da subida dos preços do crude esteve a crise económica. "Os preços estavam hiper-inflacionados porque havia muita procura, o mercado estava ansioso por consumir. Como em finais do ano passado a economia começou a cair, o consumo de petróleo veio atrás", explicou o responsável.


10,5% foi quanto baixou o preço dos produtos hortícolas desde Janeiro. Uma queda que a Confederação dos Agricultores de Portugal justifica com a sazonalidade do produto, ou seja, como há mais produção, baixa o preço. Também o leite e seus derivados estão mais baratos em 7,9%. Com países como a Polónia a praticarem preços muito baixos, as importações para Portugal têm vindo a aumentar significativamente.


Viajar já está ao alcance de todos. Para fazer face à actual situação económica, os operadores turísticos viram-se obrigados a reduzir o valor das viagens e a oferecer pacotes com preços atractivos. Também na hotelaria houve uma adaptação à redução do consumo, o que fez com que as férias organizadas tivessem diminuído o preço em 8,3% desde o início do ano. Quanto à influência da gripe A, a Associação de Agências de Viagem e Turismo garante que este é um factor que pode vir a agravar o cenário de queda de preços, mas não está na génese do problema.


Mãe afoga os dois filhos...

Uma mulher francesa, de 39 anos, telefonou ao marido e à Polícia e confessou ter afogado o filho de três anos e a filha de dois anos na banheira da casa para "os proteger das acções da Máfia", adiantou o procurador francês encarregado do caso.


A Polícia encontrou os corpos das duas crianças no apartamento da família em Nice, no Sul de França. A mulher foi sujeita a uma avaliação psiquiátrica, uma vez que disse ter tentando suicidar-se após ter perpetrado os afogamentos.


A família encontrava-se a viver no apartamento há três meses, segundo um matutino de Nice.


O procurador Olivier Caracotch afirmou que a mulher confessou ter assassinado os filhos para os manter a salvo da Máfia.


O marido, de 39 anos, foi detido e levado para a esquadra depois de uma discussão com os agentes policiais no apartamento, mas foi posteriormente libertado.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Foi ha 25 anos...

Carlos Lopes ganhou a maratona nos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles, estabelecendo um recorde que perdurou até aos Jogos de Pequim2008.



Há 25 anos, o dia 12 de Agosto (madrugada do dia 13, em Lisboa), entrava para a história do Desporto português como a data da primeira medalha de ouro em Jogos Olímpicos, um feito que só mais três igualaram: Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Nélson Évora.


Carlos Lopes saiu do Estádio Olímpico de Montreal, nos Jogos Olímpicos de 1976, com a medalha de prata na prova dos 10.000 metros, perdendo nos metros finais para o finlandês Lasse Viren. "Essa derrota ensinou-me imenso, deu-me outras garantias para o futuro, tirei proveito dela. Vencido mas não convencido, e ainda hoje não estou convencido", recorda o ex-atleta.


Prometeu voltar. Não o fez em Moscovo'80, por lesão, mas em 1984, em Los Angeles, ganhou a maratona de forma fantástica, com grande avanço.


"Oito anos depois consegui ser medalha de ouro olímpico, mas entretanto fiz uma 'travessia no deserto', por causa das lesões nos tendões de Aquiles, quando me deram quase como com a carreira terminada", relembra o primeiro campeão português, que entre 1978 e 1982 praticamente não correu a alto nível, por sucessivas lesões.


"Eu era uma pessoa de convicções e sabia que não era ali que acabava. Valeu a pena esperar três anos para retomar a minha actividade e aquilo que gostava de fazer", recorda.


Na tradicional despedida da missão olímpica em São Bento, dias antes de partir para Los Angeles, Carlos Lopes mantinha o bom humor e a descontracção proverbial, mesmo perante uma figura como Mário Soares.


Depois dos cumprimentos e já nas despedidas, perguntou ao líder do executivo de então: "Se eu ganhar uma medalha, não tenho direito a um churrascozinho de cabrito, aqui no vosso quintal?", apontando para o jardim de São Bento.


Carlos Lopes recorda a resposta de Mário Soares: "Você tem uma lata do caneco, mas olhe... traga lá a medalha que não é um cabrito, é um boi". Promessa feita e promessa cumprida, após o regresso triunfal de Los Angeles.


Presença de turistas espanhóis triplicou nos últimos dois anos...

Uma passagem por cinco hotéis de Viseu, entre as três e as cinco estrelas, mostrou que "a operação turística deste Verão está a correr bem", como nos disse ontem António Machado Matos, director do Montebelo, Príncipe Perfeito e do Palácio dos Melos.


"Os clientes estão a corresponder às expectativas, encontrando-se o Hotel Príncipe Perfeito com uma taxa de ocupação entre os 80 e os 85 por cento, enquanto o Hotel Montebelo está a 70 por cento", e "o Montebelo Aguieira Lake Resort e SPA se encontra a 100 por cento". Salienta que "a taxa de ocupação do Palácio dos Melos é que se encontra um pouco abaixo das percentagens anteriores".


O responsável adianta que para "o aumento da taxa de ocupação das unidades hoteleiras que dirige tem contribuído o incremento dos clientes espanhóis", que referiu "ter triplicado nos últimos dois anos". O mercado português continua, contudo, a ser o maior.


Oferta diversificada
Perante este quadro, António Machado Matos sublinha que "se está perante números confortáveis" para esta época de Verão", tendo em conta "as reservas já confirmadas", especifica. Quanto ao tempo de estadia das pessoas, "varia entre a três e as cinco noites", embora "os clientes habituais cheguem a ficar 10 noites", aponta.


O director do Hotel Montebelo falou-nos ainda de um conjunto de ofertas feitas aos clientes, de que destaca "um programa de visitas aos Museus Grão Vasco e Caramulo" e a entrada no 'Minus Five' (bar de gelo no Palácio de Gelo), isso fora das unidades hoteleiras do Grupo Visabeira.
Dentro dos hotéis enumerou diversas actividades, como a hidroginástica, sessões de cinema para crianças, churrascos e 'buffets' turísticos, "pois a componente gastronómica é sempre importante", refere António Machado Matos.


Viseu não segura...
Já o director do Hotel Onix, Nélson Campos, afirmou que "a taxa de ocupação da unidade hoteleira é de 51 por cento (média anual)", tendo havido "uma quebra de cinco a seis por cento relativamente ao ano anterior". Quanto aos meses de Julho, Agosto e Setembro, frisa que "a taxa de ocupação anda na ordem dos 68 por cento", sendo "a média de estadia de 1,5 noites". A grande maioria dos clientes são portugueses, enquanto se regista "uma quebra de 26 por cento na entrada de espanhóis", especifica, acrescentando: "Os grupos organizados ficam mais tempo!"


A terminar, Nélson Campos acentua que "Viseu não segura muito os hóspedes", pese embora "os programas de visitas à cidade e ao centro histórico", proporcionadas pela unidade hoteleira, entre outras actividades.


Tentámos falar com o director do Hotel Grão Vasco, mas tal não foi possível.


Inaugurada avenida que liga Viso Sul à Circular...

Mais de uma centena de pessoas reuniu-se anteontem junto à Rotunda João Paulo II, em Viseu, para assistir à inauguração da Avenida do Povo.


A estrada, que liga o bairro do Viso Sul à Circular Sul e, desse modo, à cidade, foi requalificada ao longo de vários meses.


Durante a cerimónia, assinalada ao início da noite com o descerrar de uma placa alusiva à obra, o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, admitiu que os trabalhos levaram mais tempo do que o esperado, mas sublinhou que o resultado final é muito agradável.


Não se tratou apenas do alargamento e da repavimentação da via existente. Foram criados passeios, construída uma rotunda e substituídas todas as infra-estruturas de abastecimento de água e os colectores de águas pluviais e de esgotos. Além disso, a estrada recebeu nova e mais iluminação pública.


O autarca lembrou que a requalificação custou mais de 350 mil euros, lembrando que à intervenção em si é preciso adicionar os mais de 177 mil euros necessários para pagar as indemnizações aos proprietários dos terrenos expropriados.


O presidente da Câmara finalizou o seu discuro, dizendo que a obra permitiu criar acessos condignos a um dos bairros mais bonitos da cidade.


"Se calhar não sabe o que anda a fazer!"...

A Comissão de Avaliação do concurso para a Auto-Estrada do Centro considerou "ilegal" a adjudicação dessa concessão ao consórcio liderado pela Mota- -Engil, com base numa diferença de 120 por cento entre a proposta apresentada na primeira fase do concurso e a fase de negociações.


Fernando Ruas salienta que "não entende como se pode anular uma auto-estrada que foi apresentada por José Sócrates em Viseu". E ironiza: "o secretário-geral do PS desmente o primeiro-ministro! Se calhar não sabe o que anda a fazer!"


O autarca de Viseu sublinha que "toda a gente sabe que o Itinerário Principal nº 3 (IP3) deve ser substituído por uma auto-estrada, por questões de segurança". Nesse sentido, avança "esperar que quem anula agora a construção da auto- -estrada entre Viseu e Coimbra não venha a ter uma derrapagem no IP3".


Em jeito de desabafo, Fernando Ruas aponta: "Cada vez mais contamos só connosco!
Já José Junqueiro, deputado e presidente da Federação Distrital de Viseu do PS, revelou "ter falado há 15 dias com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, sobre a Auto-Estrada do Centro", tendo o governante "mostrado preocupação com a possibilidade de ter de anular o concurso".


A informação que detém tem a ver com o facto de "as propostas apresentadas excederem significativamente a base do concurso". Adianta que não sabe o que se passa realmente, pelo que "espera por mais explicações".


Projecto é financiado pela Petrobrás e Partex. Galp será o próximo parceiro...

O Centro de Modelização de Reservatórios Petrolíferos é o único no país a criar modelos para avaliar reservas petrolíferas mundiais. O objectivo é minimizar os riscos das empresas que investem nos campos.


Chamam-se modelos matemáticos e geoestatísticos e têm como principal finalidade caracterizar reservatórios petrolíferos a nível mundial. Ou seja, através de imagens computorizadas das jazidas, é possível ter uma imagem precisa da permeabilidade do campo, da porosidade e da quantidade de óleo existente.


Este método evita que sejam feitos furos - que requerem um investimento superior a 250 mil euros - para perfurar as jazidas sem garantias de sucesso. Através das imagens de caracterização dos poços, as empresas investidoras têm uma noção mais correcta da realidade, o que lhes permite quantificar o risco e o grau de incerteza, aumentando, assim, o conhecimento do reservatório. As zonas mais ou menos viáveis são identificadas e a gestão do campo é mais eficaz.


"Não são modelos deterministas, são modelos probabilistas, e a vantagem é darem a probabilidade de falhar" Amílcar Soares, presidente do Centro de Modelização de Reservatórios Petrolíferos, situado no Instituto Superior Técnico de Lisboa. No entanto, segundo o professor, estes modelos "honram a informação que se tem dos poços, e quando se extrai algum risco, é um risco viável".


O CMRP é o único no país a criar modelos para avaliar reservas petrolíferas mundiais. O pontapé de saída foi dado em 1986, em conjunto com a Partex, para a caracterização de um reservatório no Médio Oriente - o campo de Asab de Abu-Dhabi. Com provas dadas na área da investigação em campos petrolíferos, o Centro conta ainda com projectos em África, Médio-Oriente e Europa do Leste. Em cima da mesa, está ainda Angola e Brasil.


Desenvolvidos por alunos e docentes do Técnico, o projecto é financiado pela brasileira Petrobrás e pela Partex (petrolífera da Fundação Gulbenkian), sendo que em breve terão um novo parceiro: a Galp. "As jazidas da Galp são muito profundas e há uma grande necessidade de tecnologia não só para a exploração, mas também para a caracterização", avançou Amílcar Soares, acrescentando que a exploração dos reservatórios do pré-sal são, actualmente, o ponto quente a nível de investigação. "Já cooperamos com a empresa na formação, e tudo indica que vamos começar a colaborar também ao nível da investigação", concluiu.


Jovem gravemente ferida num acidente em moto quatro teve de ir de ambulância para o Porto....

Um estranho acidente entre duas moto quatro, ontem, terça-feira, na Serra da Freita, provocou quatro feridos. O mais grave não foi transportada no helicóptero do INEM porque este avariou quando estava para descolar da Serra da Freita.


Quatro mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, ficaram feridas, ontem, na sequência de uma colisão e posterior despiste de duas moto quatro em Albergaria, uma freguesia de fronteira entre Vale de Cambra e Arouca, na Serra da Freita. Três feridos foram levados para o Hospital de Santa Maria da Feira. A jovem de 18 anos, que se encontrava em pior situação, estava para ser transportada no helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para o Hospital de Santo António, no Porto, mas o aparelho de aviação, que saiu do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, "avariou na Serra da Freita, acabando o ferido mais grave por ser transportado numa ambulância dos Bombeiros de Vale de Cambra, acompanhado pelos médicos do INEM que chegaram ao local de helicóptero"o comandante dos Bombeiros de Vale de Cambra, Vítor Machado.


Fonte do Gabinete de Comunicação do INEM confirmou a avaria.


"O piloto ao descolar da Serra da Freita apercebeu-se que um dos dois motores de arranque do helicóptero não estava a funcionar, optando, por razões de segurança, por não efectuar o transporte visto que correria o risco de o helicóptero cair se o segundo motor avariasse durante a viagem para o Porto".


Ainda segundo a mesma fonte, um mecânico da Helisul, a empresa proprietária do helicóptero, já estava ontem à noite a caminho da Serra da Freita. "Se não colocarem o aparelho operacional em seis horas terão de disponibilizar outro para o INEM", acrescentou.


O Instituto Nacional de Emergência Médica frisa, no entanto, que a doente "esteve sempre acompanhada pelos médicos do INEM, que com ela viajaram para o Hospital de Santo António". A jovem sofreu "traumatismo craniamo e seguiu para o Porto em coma induzido", adiantou a mesma fonte.


O acidente tem contornos pouco frequentes. Segundo o comandante dos bombeiros de Vale de Cambra, que esteve no local, "as duas moto quatro seguiam na mesma direcção numa recta alcatroada de uma estrada municipal quando se despistaram depois de terem embatido uma na outra". "As quatro ocupantes acabaram por chocar contra um muro natural de granito", explica Vítor Machado.


Os bombeiros, revela o comandante, não encontraram no local qualquer capacete de protecção.


Das três mulheres que foram para o Hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, uma sofreu vários traumatismos. As quadro vítimas são emigrantes em França e têm casa na zona onde ocorreu o acidente.


Condenado por tráfico de droga e por ter simulado crime após alvejar um amigo por acidente ...

O jovem considerado o braço-direito de Bruno "Pidá" no gangue da Ribeira, acusado de crimes violentos na noite do Porto, foi ontem, terça-feira, condenado a cinco anos e três meses de prisão, num processo de tráfico de droga.


Mauro Santos, de 20 anos, um dos principais arguidos do processo "Noite Branca" - que terá mais dois julgamentos em Setembro, um deles do homicídio de um segurança - viu ser dados como provados, pelo colectivo de juízes da 3ª Vara do Tribunal de S. João Novo, no Porto, os crimes de tráfico de droga, detenção ilegal de arma e simulação de crime.


Mas a pena mais pesada acabou por ser aplicada a outro dos arguidos, Emanuel Silva: seis anos e três meses de prisão, por tráfico e detenção de arma proibida. Já Dário Abrunhosa e Adriano Ribeiro ficaram sujeitos a penas suspensas de cinco anos de prisão (o primeiro, que deixou de estar em prisão preventiva) e quatro anos e meio (o segundo).


Para sustentar a acusação do tráfico, o colectivo, presidido por Moreira Ramos, salientou a apreensão, em buscas feitas a residências usadas pelos arguidos, de algumas quantidades de cocaína, haxixe e MDMA, além de artefactos para tráfico, como balanças e material de corte, e dinheiro resultante da actividade. O tribunal não teve dúvidas de que o destino do produto era a venda e desvalorizou as declarações de Emanuel que, no julgamento, tentou ilibar o amigo Mauro, assumindo a posse de algum do produto e desmentindo envolvimento do colega em tráfico."Ele nem sequer consumia", alegara. Por outro lado, os juízes lembraram uma mensagem enviada por Mauro a Emanuel, pedindo-lhe que "assumisse as culpas".


Mauro foi, também, condenado por ter simulado um crime. Em causa estava um incidente ocorrido, em Abril de 2007, num apartamento, no Porto. Ao brincar com um revólver, o jovem alvejou acidentalmente Emanuel na cara. Quando a PSP chegou ao local, Mauro alegou que o disparo tinha surgido de uma viatura em andamento que passou na rua. No entanto, as autoridades desconfiaram logo daquela versão, uma vez que o rasto de sangue levava até ao prédio.


Como agravante, o jovem teve o facto de já ter sido anteriormente condenado por tráfico de droga a uma pena suspensa de três anos de prisão.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ajuste de contas estará na origem do crime em Mem Martins, Sintra. Cinco suspeitos fogem e abandonam carro...

Um homem, de 32 anos, foi morto a tiro na sua residência, ontem, segunda-feira de manhã, em Mem Martins, Sintra. Um ajuste de contas deverá estar na origem do crime perpretado por um grupo de indivíduos, que ainda se encontra a monte.


Mussa Hojan, natural da Guiné-Bissau, foi acordado, pelas oito horas, com um bater violento à sua porta. Alguém insistia em falar com ele, até que a abriu. "Por que é que quer entrar na minha casa?", perguntou. À tentativa do estranho irromper pela residência, Mussa Hojan empurrou-o e, de seguida, ouviram-se quatro tiros.


Quem descreveu o sucedido foi Amadu Tidjane Baldé, cunhado da vítima e companheiro de casa. Diz que viu tudo por uma brecha da porta e que não saiu do seu quarto por sentir medo. "Acordei com o barulho na porta. Depois ele foi ver quem era e aconteceu aquilo. Quando fui à janela já só vi cinco pessoas a correr. Fui para a rua, mas já não vi ninguém", contou ainda emocionado, relatando que foi ele que chamou a Polícia, mas que quando tentou acudir a vítima foi tarde de mais: "Quando cheguei ao pé dele, já não falava".


Amadu vive há cerca de dois meses no rés-do chão do número quatro, da Rua Gil Eanes, em Mem Martins, e dividia a casa com o cunhado e mais um amigo, que ontem não estava em casa. Rrealçou desconhecer a identidade dos suspeitos e não sabe também o que poderá ter motivado o crime.


"Ele é uma pessoa calma e trabalhadora. Não arranjava problemas com ninguém", garantiu, para, no entanto, avançar que esta não era a primeira vez que o cunhado tinha sido alvo de ameaças à porta de casa. "Há cerca de dois meses, durante a noite, um homem também apareceu aqui e quando o meu cunhado foi à porta ele apontou-lhe uma arma à cabeça. Mas nesse dia ele conseguiu fechar a porta e o homem acabou por ir embora", contou, realçando que na altura a vítima apresentou queixa na PSP.


Segundo testemunhas no local, o grupo de indivíduos deslocou-se numa viatura que acabou por abandonar numa rua próxima. Iriam todos vestidos como se fossem funcionários da EDP.


A Polícia Judiciária (PJ) esteve no local, onde se juntaram durante o dia alguns familiares e amigos da vítima, consternados, e encetou diligências no sentido de apurar a identificação dos suspeitos que, até ao fecho desta edição, ainda não tinham sido interceptados.


Um ajuste de contas, ao que tudo indica motivado por questões financeiras, poderá estar na origem do crime.


Primeiros investimentos na nova solução energética arrancam no Algarve e em Aveiro...

Condutas de água potável vão ser usadas para produzir energia. A primeira mini-hídrica arrancou no Algarve, a segunda será inaugurada no primeiro trimestre de 2010, em Aveiro. O que as distingue é a tecnologia utilizada.


Aveiro vai receber a primeira central de produção de energia a partir de uma rede de abastecimento de água potável. O projecto, ontem anunciado, tem uma capacidade de 0,085 Mw, o que equivale à potência instalada de 20 casas de habitação. Num ano, a empresa responsável estima que a instalação produza aproximadamente 550 Mw/hora.


O projecto está a ser desenvolvido e financiado pelo consórcio Spheraa/Luságua num investimento inicial de 200 mil euros, avançou João Pereira, sócio gerente da Spheraa. A dona da estrutura é a Associação dos Municípios do Carvoeiro-Vouga, estando a gestão a cargo da Águas do Vouga.


A mini-hídrica vai ser instalada na central de abastecimento de água de Aveiro, mas o objectivo é avançar com o projecto para a generalidade da rede.


"Este é o pontapé de saída", disse o mesmo responsável, acrescentando que este é "um projecto com potências reduzidas, mas economicamente viável, em que o intuito é perceber se pode tornar-se num modelo de negócio". Trata-se então de uma mini-turbina instalada numa conduta de água. Ou seja, o consórcio detém uma conduta de entrada num dos reservatórios que abastecem a cidade e onde é instalado um "bypass". A energia é produzida através do movimento da água que faz girar as turbinas, sem comprometer a qualidade da água. Este sistema permite, em simultâneo, fazer o abastecimento da população e produzir electricidade.


As centrais de produção de energia a partir de uma rede de abastecimento de água potável não são novidade. Já em Março, a Águas de Portugal instalou uma central micro-hídrica na Estação de Tratamento de Águas (ETA) do Beliche, onde é aproveitada a energia cinética e potencial do caudal de água bruta para a produção eléctrica a utilizar naquela instalação. A diferença entre esta e a de Aveiro está na tecnologia utilizada. Em Beliche, o processo é feito através de uma bomba ao contrário que impulsiona água como uma turbina. A potência instalada é de 0,02Mw, sendo que anualmente a instalação produz 120Mw/hora. A Águas de Portugal prevê instalar a tecnologia em mais 70 locais, até 2014.


Um milhão em assaltos a tabaco...

Os roubos e furtos de carrinhas e máquinas de tabaco já provocaram, este ano, só no Norte, um "rombo" de um milhão de euros. Ontem, segunda-feira, um funcionário ficou sem 52 mil euros que ia depositar num banco, na Póvoa de Varzim.


A estimativa dos prejuízos no sector foi adiantada pela presidente da Associação Portuguesa de Armazenistas de Tabaco (APAT), Helena Baptista. Ela própria tem sentido na pele a vaga de assaltos, a exemplo do que aconteceu, ontem à tarde, na Póvoa de Varzim - um seu funcionário, da firma "Sete Vias", foi atacado por um homem armado quando se preparava para fazer um depósito numa agência do Finibanco, na Avenida Repatriamento dos Poveiros.


"Estacionei a carrinha em frente ao banco. Retirei os sacos (três com moedas, outro com notas e cheques) e pousei-os no chão enquanto fechava a porta. Andei uns três metros e vi um indivíduo a correr em minha direcção. Usava capacete e ameaçou-me com um revólver. Disse-me: 'Pára, senão estouro-te! Levanta os braços e não olhes para trás!'", contou Fernando Silva, a vítima.


O assaltante apoderou-se dos sacos e entrou numa carrinha, de marca Renault Kangoo, onde estava pelo menos um cúmplice. "Foram dois minutos, nem isso", contabiliza o lesado. Segundo Helena Baptista, o roubo rendeu "52 mil euros" e não 400 mil, valor inicialmente indicado à Polícia. "Com o susto, o funcionário ficou tão baralhado que pensou que havia mais depósitos em cheques nos sacos. Nunca andamos com tanto dinheiro", assegurou.


A dirigente da APAT sublinha que os assaltos a carrinhas e a máquinas de tabaco, estas em cafés, estão a atingir níveis nunca vistos. "Desde Janeiro, há houve cerca de 40 casos no Norte", revelou, lembrando que, em média, só a máquina de tabaco custa 2000 euros. "Há uma rede organizada de contrabando", reiterou Helena Baptista, lamentando a falta de resposta das polícias.


"Empresas em risco de falência"


Os depositários de tabaco estão a atravessar uma "grande crise", realça Helena Baptista. "Além dos assaltos, temos os cortes nas margens de lucro impostos pela Tabaqueira", afirmou a dirigente, alertando que, com aquela conjuntura, "há empresas em risco de falência e postos de trabalho em risco". Já tem havido, inclusive, casos de comerciantes que deixaram a actividade. A questão dos seguros é mais uma acha para a fogueira: "Já me mandaram uma carta para a rescisão do contrato", revelou.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Duas entidades preocupadas com a poluição do Rio Paiva....

Duas entidades preocupadas com a poluição do Rio Paiva anunciaram que vão denunciar os responsáveis pelas descargas poluentes nesse curso de água


O movimento “SOS Rio Paiva” e a Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico e Cultural de Castelo de Paiva vêm recolhendo provas de descargas ilegais em vários pontos do rio e querem acabar com a “impassividade institucional” quanto ao estado em que se encontra aquele que já foi considerado o rio mais limpo da Europa.


Sérgio Caetano, que integra o movimento “SOS Rio Paiva”, afirma: “A própria Câmara Municipal de Castelo de Paiva efectua descargas poluentes para o rio e já assumiu isso, mas comprometeu-se esta semana a resolver a situação em 90 dias. O problema é que não é só a Câmara a fazê-las e as entidades responsáveis têm ignorado os nossos ofícios a alertá-las para a situação”.


Por parte da autarquia, as duas entidades de defesa do Rio Paiva vão esperar que a intervenção anunciada de concretize: “A ETAR [Estação de Tratamento de Águas Residuais] de Vila Nova de Paiva está a fazer descargas no rio, mas a Câmara diz que a culpa é de ligações ilegais ao saneamento e o presidente comprometeu-se a fiscalizar casa a casa para eliminá-las”.


Castro D’Aire e Arouca são outras duas autarquias a que Sérgio Caetano atribui
responsabilidades pela poluição do Paiva, através de descargas que as duas entidades de defesa desse rio se propõem “comprovar em vídeo”, à semelhança do que já fizeram com a ETAR de Vila Nova de Paiva.


“Vamos exigir que os responsáveis autárquicos se mobilizem na defesa e conservação do Rio Paiva como património natural que é”, garante Sérgio Caetano, “e pressionar também o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, e o Ministério do Ambiente, que têm ignorado os ofícios que lhes andamos a enviar há mais de um ano”.


“Em Vila Nova de Paiva, aquilo não era um rio”, recorda o mesmo responsável. “Era um esgoto. Foi do pior que vi até hoje e vamos acusar estas entidades todas de serem cúmplices disso”.
O Rio Paiva nasce na Serra da Nave, no concelho de Moimenta da Beira, e desagua no Rio Douro, em Castelo de Paiva. Na zona da Ponte da Bateira, as suas águas são captadas para abastecimento público pela empresa Águas do Douro e Paiva, da qual dependem municípios como os de Castelo de Paiva e Cinfães.


Classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000, é local de desova de trutas e dele depende a sobrevivência de espécies como a Salamandra Lusitânica, o Lagarto-de-água, a Lontra, o Mexilhão-de-rio e a Odonata, entre outras espécies animais e vegetais raras no mundo.


Ja vai arrancar...

A Feira de S. Mateus é inaugurada na próxima sexta-feira. Para além do Presidente da República, Cavaco Silva, também também estará presente
o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado


Uma arruada pelo grupo de Zés Pereiras de Quintela de Orgens, pelas 18h00, dá inicio ao maior certame de Viseu e a uma das mais antigas~feiras de Portugal. Todavia, a abertura oficial está marcada para as 21h30, com uma visita ao recinto por parte do Presidente da República e do ministro dos Negócios Estrangeiros.


Durante 40 dias e 40 noites é esperada muita animação neste espaço, que atrai milhares de pessoas. A organização, a cargo da Expovis, espera que este ano seja ultrapassada a fasquia dos 1,2 milhões de visitantes. Jorge Carvalho, gerente da Expovis, fez questão de salientar que a crise não teve reflexo no número de expositores que se inscreveram.


Anunciou que houve 443 pedidos, dos quais apenas puderam ser aceites 274, por limitação de espaço. "Quase que poderíamos fazer outra feira", salientou.


Com um orçamento de 1,5 milhões de euros, além de várias iniciativas culturais e gastronómicas, o programa da Feira aposta no desporto, em parceria com a autarquia, uma área onde serão gastos 63 mil euros.


Agressor fugiu depois de disparar de automóvel junto a um café de Alquerubim, Albergaria...

Três tiros de pistola na cabeça, à queima-roupa, acabaram com a vida de Carlos Melo, 50 anos, pouco antes da meia-noite de anteontem, em Alquerubim, Albergaria-aVelha. O agressor está em fuga e nenhuma das testemunhas o identifica.


Estava bastante gente no "Correio's bar", situado na zona central de Alquerubim. A noite estava a quente e era dia do arraial das festas de Santa Marinha. Por isso, também a pequena esplanada estaria concorrida, embora ninguém admita que lá esteve. Tudo aconteceu a poucos metros do café. "Toda a gente viu, mas ninguém viu. É muito complicado".


Carlos chegou no seu BMW de modelo antigo e matrícula belga, que trouxera depois de deixar aquele país, onde trabalhou. Vinha com a namorada. Um outro carro - um Peugeot 206 - cruzou-se com o dele. De dentro foram disparados três tiros que o atingiram na cabeça. Tombou para o volante, já morto. O sangue não chegou a manchar o lenço da caveira com tíbias cruzadas que enfeitava o volante.


Dulce Alves, 35 anos, é dona do "Correio's bar", juntamente com o marido. Estava ao balcão e ouviu os tiros. Quando percorreu a meia dúzia de metros até à rua, Carlos Melo já tinha sido retirado do carro. "Os tiros foram no cruzamento e o carro deve ter vindo sozinho até aqui em frente e bateu na parede. A única coisa que eu fiz foi cobri-lo com um cobertor, por causa da hipotermia", recorda.


Rosângela Larraze, 50 anos, mora mesmo ao lado e recorda-se apenas de ter ouvido os tiros, "espaçados". Não esperava que o caso fosse tão dramático, mas o facto de Carlos Melo estar envolvido no incidente não a surpreendeu. "Lembrei-me logo de que pudesse ser o nosso 'cowboy'", realça com um forte sotaque brasileiro.


Também não era a primeira vez que Carlos aparecia ligado a tiros junto ao bar. "Uma vez disparou contra as portas", recorda Dulce Alves. O facto de Carlos Melo ter sido morto jun to ao café também pode não ter sido um acaso. Cerca de uma hora antes de ter sido morto, Carlos Melo tinha estado envolvido numa discussão junto ao estabelecimento. Quer Dulce Alves quer Rosângela se recordam do facto, embora não se alonguem em pormenores.


É que no bar trabalha a mulher com quem Carlos viveu e com quem teve dois filhos, uma rapariga e um rapaz, hoje com 12 e sete anos, respectivamente. Separaram-se vai já para dois anos, mas ele nunca terá aceite o facto de ela, entretanto, ter iniciado outra relação, apesar de ele próprio ter feito o mesmo, com outra mulher. "Era frequente ele ameaçá-la de morte e e às crianças", diz Dulce Alves.


Também é neste contexto que a família e os vizinhos de Carlos, que mora a cerca de 500 metros do bar, encontra a explicação para o assassínio, embora não arrisquem pormenores ou nomear um suspeito. O seu irmão, José, 47 anos, parece encarar com naturalidade o sucedido. "Só sei que ele saiu bem daqui de casa e depois aconteceu aquilo. Se havia problemas, não era assim que se resolviam", afirma.


Ao princípio da noite de ontem, vizinhos e familiares juntavam-se à porta da vítima e não podia estar mais de acordo com o que dizia José Carlos. Mesmo Dulce e Rosângela partilham desta opinião. Alguns dos vizinhos mais próximos até dão Carlos como "um homem trabalhador" de quem não têm "razão de queixa". A Polícia Judiciária está a investigar o caso, mas não foi possível confirmar se o agressor já está identificado.


Leo Fender colocou no mercado as famosas guitarras eléctricas com o seu nome, que mudariam o rumo da música popular do século XX...

Há 100 anos nascia um homem que viria a ser decisivo para a sonoridade da música popular. Chamava- se Leo Fender e as guitarras a que emprestou o nome estiveram na base da criação de alguns dos artistas mais talentosos do século XX.



Criador das Fender nasceu há cem anos
Leo Fender criou a mítica guitarra

Leo Fender nasceu em Anaheim, na Califórnia, a 10 de Agosto de 1909 e viria a falecer a 21 de Março de 1991. Quando era jovem adorava manipular rádios e aos poucos foi também ganhando interesse por amplificadores.


A primeira guitarra eléctrica, uma evolução da guitarra acústica, surgiu em 1930, mas apresentava problemas de diversa ordem. Nomeadamente, os captadores electrónicos faziam vibrar o seu bojo de uma tal forma que provocavam feedback. Tornava-se completamente impossível controlar o som da guitarra em palco.



Criador das Fender nasceu há cem anos
Fender Telecaster



A solução, encontrada por Les Paul (cujo nome aparece associado a modelos da Gibson), foi passar a construir guitarras com o corpo maciço, o que seria materializado pela empresa Rickenbaker, outro fabricante de renome, apenas dois anos mais tarde.


É na década de 40 que Leo Fender resolve fabricar guitarras eléctricas e amplificadores com a companhia K&F para depois, em 1946, fundar a sua FenderElectric Instrument Company.


Com George Fullerton, em 1948, desenhou a Fender Broadcaster, que pouco depois viria a chamar-se Telecaster.


Seis anos mais tarde lançou aquela que viria a ser uma das guitarras mais importantes da História, a Stratocaster, que foi utilizada por algumas lendas do pop/rock, desde os Beatles a Jimi Hendrix. Este modelo surgiu para bater a concorrência da Gibson e da Gretsch.


Fender criou também o Precision Bass, outro instrumento notável. Tratava-se de um baixo eléctrico que podia ser manipulado como uma guitarra, tornando agora os baixistas mais audíveis, podendo deixar o plano secundário em que ficavam atrás dos respectivos contrabaixos.


O talento do construtor lançou-o ainda no desenho de violinos eléctricos, steels, bandolins e amplificadores.


Os modelos foram surgindo e marcando de imediato a sua presença: a Jazzmaster, a Jaguar, a Mustang, a Electric -XII (12 cordas), a Bass VI, entre outras, bem como instrumentos acústicos.


A meio da década de 60, Leo Fender sentiu-se acometido por problemas de saúde e resolveu vender a sua empresa à CBS por 13 milhões de dólares.


Pouco tempo depois esteve na CBS/Fender, mas por um período curto. Abandonou-a em 1970 para não mais lá voltar.


Mas não se pense que a história das famosas guitarras ficou por aqui. Longe disso. Até 1979, a Fender chegou a vender 40 mil instrumentos por ano, ainda que tivesse que lutar contra cópias e importações japonesas. Entretanto, os Estados Unidos entraram em recessão e os adolescentes começaram a despertar para os jogos de vídeo: as guitarras deixaram de ser objectos prioritários para os seus tempos de lazer.


Três anos mais tarde, a empresa começou a fazer edições vintage baseadas nas guitarras originais. Mas os lucros caíam a pique e a fábrica passou de 1.100 empregados para apenas 90.


A fábrica foi vendida pela CBS a um grupo de investidores a meio da década de 80 e , depois de ter aberto uma oficina em Corona, na Califórnia, passou a apostar sobretudo na qualidade dos instrumentos em detrimento da quantidade. Mais tarde , a Fender abriu uma outra fábrica, agora no México.


Na década de 90 surgiram novos modelos, a Custom Shop e a Custom Amp Shop. O nome Fender continua ( e continuará) a ser sinónimo de guitarras eléctricas de qualidade.


Senhorio é suspeito do crime e foi identificado, em Ílhavo. Mãe e feto estão livres de perigo,,,

Jovem assassinado a tiro e mulher grávida baleada
Corpo do jovem Paulo foi transportado pelos bombeiros de Ílhavo

Um jovem, de 22 anos, foi morto a tiro, ontem, domingo, em Ílhavo, e a sua companheira, de 20 anos, grávida de três meses, gravemen te ferida. O principal suspeito é o senhorio do casal, que já foi identificado pela PJ e está em liberdade.


Problemas de relacionamento com o senhorio - um ex-emigrante no Canadá - do anexo onde o casal de jovens morava, na Rua dos Nautas, em Ílhavo, muito perto das instalações do Forpescas, estarão na origem do crime que aconteceu a meio da manhã de ontem.


Paulo Ricardo Pinto Sá, foi encontrado morto, com um tiro no peito. A seu lado, gravemente ferida, estava a companheira, Ana Claudia Jesus Ferreira, de 20 anos, atingida por um tiro, que lhe apanhou o peito e um ombro, e por uma facada no tórax.


Ana Paula está grávida há três meses e meio "de uma menina", segundo disse ao JN, um familiar. "Ela soube que era uma menina há 15 dias", frisou. A sua situação clínica é estável, estando livre de perigo, depois de duas intervenções cirúrgicas no hospital de Aveiro onde se encontra internada. O feto está vivo.


A GNR de Ílhavo foi alertada por um telefonema anónimo, por volta das 10.20 horas, para o alegado suicídio de um casal na rua dos Nautas, em Ílhavo. As duas mortes foram dadas como certas por quem telefonou


Quando os militares da GNR lá chegaram, encontraram o casal tombado no pequeno quarto. Paulo já estava morto, tal como a denúncia indicara, mas Ana tinha sobrevivido ao ataque a tiro e à facada e até estava consciente. Ao ponto de ter conseguido contar aos guardas quem tinha sido o autor das agressões. Nem mais nem menos do que o próprio senhorio.


O pequeno anexo fora arrendado há cerca de um ano por Ana Claudia, e pouco tempo depois Paulo mudou-se para lá. A vítima mortal trabalhava na construção civil e era o único sustento do casal.


Natural do Porto, Paulo vivia na zona de Custóias, Matosinhos, antes de conhecer Paula. "Há 15 dias houve uma discussão entre eles o e o senhorio, que chegou mesmo a cortar-lhes a água e a luz", disse Luís Ferreira, irmão da Ana Claudia. Luís Ferreira só foi confrontado com a a tragédia quando chegou à Rua dos Nautas. "Nós tínhamos combinado ontem que hoje vínhamos buscá-los para almoçar e como eles nunca mais apareciam vim ver se se tinha passado alguma coisa".


O casal vivia com dificuldades económicas e era ajudado muitas vez por Luís. "Quando foi essa coisa da água e da luz fui eu que emprestei o dinheiro e o assunto ficou resolvido. Eles não puderam pagar a horas e eu dei-lhes o dinheiro, mas o senhorio estava sempre a implicar", contou. "Numa das zangas, o Paulo parece que disse que ia fazer queixa à ASAE do anexo e da renda que pagava, por nisso isto deve ter sido vingança", desabafou.


O senhorio foi identificado pela Polícia Judiciária (PJ), mas foi libertado. A PJ pretende ouvir Ana e consolidar as provas antes de avançar para uma eventual detenção.


Crianças não se percepcionam como vítimas e os pais não se consideram agressores, revela estudo...

As crianças que sofrem de negligência parental não se percepcionam como vítimas e defendem quem as maltrata. Um estudo realizado no Norte de Portugal conclui que a negligência é a forma mais frequente de vitimação.


A investigação conduzida por Patrícia Rodrigues, no âmbito do mestrado em Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina do Porto, incidiu numa amostra de 60 crianças, sinalizadas por comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco do Interior norte do país.


O objectivo era perceber o funcionamento da criança negligenciada em contexto escolar e familiar e aceder à percepção que tem sobre a sua própria situação. Para isso, foram realizadas entrevistas aos menores, aos progenitores e aos professores.


As crianças tendem a desculpabilizar os pais, procurando até protegê-los da crítica social, omitindo as agressões mais graves. "Não se percepcionam como vítimas nem consideram as famílias disfuncionais, porque essa é a única realidade que conhecem. Sentem culpa e gostariam de ser perfeitos para serem mais merecedores de afecto", descreve Patrícia Rodrigues. Mas, por vezes, há gestos, olhares e outros sinais não verbais que desmentem a fantasia do "pai herói" que as crianças querem manter e torna-se evidente a dor.


Por seu lado, os pais não se consideram agressores, justificando-se com o argumento de que as crianças são "difíceis, nervosas ou impulsivas" e que é preciso uma mão firme para que cresçam e se preparem para vida, apurou a psicóloga da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Ribeira da Pena.


São evidentes os padrões trangeracionais de maus-tratos. Pais que reproduzem as agressões, as humilhações, a negligência e o abandono que sofreram na infância. Segundo a investigadora, "não sentem ter a responsabilidade de cuidar e proteger os filhos" e muitos não possuem sequer a maturidade necessária ao cumprimento das responsabilidades parentais.


Os professores descrevem estas crianças como tendo dificuldades de aprendizagem e comportamentos agressivos. São frequentemente hostilizadas pelos colegas porque chegam à escola sujas, sem material e portadoras do estigma de crianças problemáticas. Das entrevistas que realizou às crianças, Patrícia Rodrigues detectou, ainda, presença de sintomatologia depressiva e ansiosa.


As idades de maior fragilidade são os 6/7 anos, quando as crianças entram na escola, e pelos 11/12 anos, no início da pré-adolescência. São fases críticas de transição para as quais os pais não parecem estar preparados para lidar.


Os dados revelam que a maioria das situações de vitimação refere-se a negligência, isto é, maus-tratos passivos expressos na falta de cuidados básicos, seja alimentação insuficiente ou incorrecta, vestuário inadequado ao clima ou não fornecimento de material e condições para estudar, exemplifica a técnica.


A grande maioria (78%) das famílias vive em zonas rurais - "o que não significa que a vitimação também não ocorra em meios urbanos", ressalva Patrícia Rodrigues - e aufere rendimentos muito baixos (menos de 300 euros/mês).


Verifica-se também a preponderância de agregados familiares pequenos (dois a quatro elementos), contrariando as conclusões de outros estudos que apontam as famílias numerosas como o contexto privilegiado de maus-tratos infantis.


Estudo no Interior Norte


A amostra era composta por 60 menores, com idades entre os seis e os 16 anos, sinalizados pelas comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Chaves, Montalegre, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena.


Meninas mais protegidas


Os rapazes tendem a ser maltratados por ambos os progenitores, enquanto as meninas geralmente são vitimadas apenas por uma das figuras parentais.


38%


dos pais apresentam consumos problemáticos de álcool ou outras drogas.


36%


das agressões são perpetradas pelos pais em conjunto, o que revela um elevado nível de conivência.


domingo, 9 de agosto de 2009

Recuperação de casas duplica este ano...

As candidaturas apresentadas em Viseu ao Programa Municipal de Apoio Financeiro para a Recuperação de Habitações (Prohabita) duplicaram de 2008 para 2009. Até meados de Agosto, foram deferidas 123 comparticipações.


O montante global envolvido é de 630 150 euros. "Para além destas, temos mais 18 candidaturas em fase de aprovação condicionada, indeferimos 15 e houve duas desistências", explicou Fernando Ruas, presidente da autarquia.


O Prohabita foi lançado em 2003 no município viseense. Desde essa altura, já foram aprovados projectos de recuperação de casas, sobretudo no centro histórico e aldeias rurais, no valor de 1,6 milhões de euros. "Podemos chegar aos dois milhões de comparticipações no final de 2009", acrescenta Ruas.


As regras do Prohabita impõem que o valor máximo a atribuir a cada uma das candidaturas não exceda os 4.300 euros por habitação. Montante a que terá de juntar-se o esforço financeiro do proprietário ou inquilino.


A Câmara de Viseu, pela voz do seu presidente, tem enfatizado o facto de o dinheiro concedido às candidaturas, a fundo perdido, ter origem exclusiva no orçamento municipal.


O Prohabita tem por missão, segundo os seus gestores, promover a renovação do parque habitacional urbano e rural, sobretudo nas zonas mais deprimidas. "Uma forma de manter os cidadãos ligados ás suas raízes", diz o autarca. O programa apresenta duas formas de intervenção, ambas a fundo perdido. Uma preconiza o financiamento da construção de infra-estruturas essenciais nos edifícios construídos até 1951; e outra na recuperação exterior das casas edificadas a partir de 1970.


Atiradores seguiam de carro e atingiram a vítima próximo do trabalho, em Oliveira de Azeméis...

Um homem, de 43 anos, foi morto, na noite de anteontem, sexta-feira, com três tiros disparados à queima-roupa quando se deslocava para o local de trabalho, em Oliveira de Azeméis. A PJ investiga o homicídio. Anda não há suspeitos.


António Afonso, 43 anos, natural da freguesia de Loureiro, Oliveira de Azeméis, dirigia-se num ciclomotor para a empresa "Simoldes", para entrar ao trabalho no turno da meia-noite. Pelas 23.30 horas, a cerca de um quilómetro da empresa, foi atingido por um primeiro tiro, supõe-se que de caçadeira, disparado a curta distância de dentro de um Renault Clio de cor branca. Foi atingido nas costas.


"Estava em casa, no quarto, quando ouvi um estrondo muito grande e pensei que se tratava de um acidente", conta Manuel Ferreira, residente nao Lugar da Carvalheira, a uma centena de metros do local onde ocorreu o homicídio. Veio de imediato para a rua "para ver se alguém precisava de ajuda". "Quando cheguei ao fundo da rua ouvi dois tiros e um carro a arrancar a grande velocidade", recorda.


"O homem vinha em cima da moto a pedir socorro e deve ter batido contra o muro, na zona da curva, mas os tipos foram ter com ele e dispararam mais dois tiros", imagina Manuel Ferreira, que encontrou o homem praticamente inanimado. "Peguei-lhe pela cabeça e ainda deu uns suspiros, mas acabou por morrer naquele momento". Os dois disparos, que se pensa pertencerem a uma arma de calibre .22, atingiram a vítima no peito.


Fernando Beco, tio da vítima, não encontra explicação para o sucedido. "Era um rapaz trabalhador que não tinha vícios e levava uma vida simples". "Tinha acabado de construir uma casa e ia agora mobilá-la". Contudo, acrescenta, "já andava alguém a querer fazer-lhe mal há algum tempo". A corroborar essa hipótese, o sogro da vítima, António Figueiredo, recorda dois episódios que poderão estar ligados ao homicídio. Há cerca de dois anos, um casal estaria a ter relações sexuais dentro de um carro, em frente à habitação da vítima, quando este veio à rua munido de uma barra de ferro insurgir-se contra o que ali se estava a passar. "Ele disse-lhes que não queria coisas daquelas em frente à casa e o tipo saiu do carro com uma faca e avisou-o de que o ia fazer pagar por estar a incomodá-los", recorda. Mais recentemente, há cerca de três meses, quando António Afonso regressava do trabalho no motociclo, foi surpreendido na estrada por um ferro que alguém levantou repentinamente até à altura do pescoço e que lhe provocou ferimentos na zona da garganta. Acabaria por ser um familiar a apresentar, mais tarde, uma queixa na GNR.


"Ele era um excelente trabalhador, mas muito exigente com os colegas, não tendo problemas em dizer coisas que eles não gostavam de ouvir", adiantou António Figueiredo. Todos estes antecedentes são já do conhecimento das autoridades. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária .


Raul Solnado morreu ontem, em Lisboa, devido a doença cardiovascular...

A morte chegou a dois meses de completar 80 anos. Raul Solnado, um dos actores mais versáteis e mais queridos de Portugal, faleceu ontem, em Lisboa, devido a complicações cardiovasculares surgidas após uma operação.



Parou a fábrica de rir

Raul Solnado estava internado no Hospital de Santa Maria, onde morreu pouco antes das 11 da manhã, devido a doença cardiovascular grave. O corpo encontra-se em câmara-ardente no Palácio Galveias, ao Campo Pequeno, e o funeral realiza-se hoje, às 18 horas, para o Cemitério dos Olivais. Por vontade expressa do actor, o seu corpo será cremado.


Solnado tinha sido operado às artérias carótidas recentemente e, apesar das complicações que entretanto obrigaram a novo internamento, tudo apontava para a recuperação. Pelo menos, era a convicção da sua companheira.


Ainda anteontem, Leonor Xavier explicava à "VIP" que , apesar de a operação ter corrido "muito bem", o estado de saúde do actor agravou-se três dias depois da intervenção, o que levou ao internamento nos cuidados intensivos, devido a problemas no coração. "Isso reflectiu-se no rim e noutras coisas. Ele é doente do coração, isto foi mais um episódio", dizia, para logo acrescentar: "Agora, o coração está bem, o rim também, e está a recuperar".


Nessa entrevista, Leonor Xavier referia que Raul Solnado estava "muito animado" com os projectos que tinha pela frente, entre os quais o programa "As Divinas Comédias", com Bruno Nogueira, que ontem estreou na RTP. Ainda em relação à sua saúde, afirmava que o actor era "ultra-disciplinado" e fazia exames regularmente.


Raul Solnado faria 80 anos no dia 19 de Outubro. Entre as últimas aparições públicas que fez, já bastante debilitado, destaca-se a participação num jantar que decorreu na estação de S. Bento, no Porto, em finais de Maio, numa iniciativa que visou angariar fundos para a associação de apoio à integração social Espaço T. Na ocasião, entregou ao também actor Diogo Infante o "Troféu Homem T".


Nasceu num bairro de Lisboa, onde passou uma infância modesta, mas feliz. "Empurrado" para o teatro pela mão de José Viana (falecido em 2003), Solnado estreou-se nos palcos em 1952. E, apesar de ser essa a área de eleição, o actor foi também uma figura incontornável da televisão. Quem não se lembra de programas como o "Zip Zip", assinado em parceria com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, também já desaparecido?


Solnado auto-intitulava-se "uma fábrica de rir". E foi-o durante décadas.


Valorização dos mercados permite recuperar as perdas registadas no ano passado...

A Segurança Social tem um fundo específico para pagar pensões caso o sistema vá à falência. No ano passado, teve prejuízo, mas este ano recuperou as perdas. Hoje, tem dinheiro suficiente para pagar 11 meses de reformas.


A valorização global dos mercados onde o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social investe permitiu-lhe recuperar as perdas registadas no ano passado. Em Janeiro, os responsáveis pelo fundo anunciaram que 2008 terminou com menos 313 milhões de euros do que tinha no início do ano. Ontem, tinha recuperado essa perda e acrescentado 79 milhões de euros, resultante apenas da valorização dos títulos onde investe, o que resulta numa taxa de rendibilidade de 4%, o mesmo valor que Manuel Baganha, presidente do conselho directivo do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, espera conseguir quando chegar a Dezembro.


Neste momento, o fundo acumula 9170 milhões de euros. Sabendo que as pensões do regime contributivo - as que resultam dos descontos feitos pelos trabalhadores - custam perto de 9500 milhões de euros, então o fundo tem dinheiro suficiente para pagar perto de onze meses de pensões de reforma. Ficam de fora as pensões sociais, pagas a pessoas que nunca fizeram descontos ou não fizeram o suficiente para ter direito a uma pensão maior.


O fundo da Segurança Social só investe em títulos ou entidades que tenham uma boa avaliação (rating), para minimizar a possibilidade de aplicar dinheiro em locais demasiado arriscado. Mas desde o ano passado, apertou ainda mais os critérios de investimento.


Manuel Baganha explicou que foi definido um limite de investimento por fundo ou entidade investida, para evitar uma exposição demasiado alta a uma só contra-parte. Esse mínimo varia consoante a dimensão da entidade em causa, mas obedece a critérios, garantiu.


O fundo é obrigado por lei a aplicar metade do capital em dívida do Estado português. A outra metade é aplicada sobretudo em obrigações. A percentagem de dinheiro investido em activos de maior risco, como acções ou fundos de investimento em acções, é a menor parte do bolo total.