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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Justiça investiga briga de médicos que terminou em morte de bebé no parto...

Justiça investiga briga de médicos que terminou em morte de bebé no parto

Gislaine esperara 12 anos para ter a segunda filha. Agora diz não pensar em voltar a engravidar. Menina devia chamar-se Mibsan

Gislaine de Matos Rodrigues não tinha dúvidas de que o parto da segunda filha devia ser feito por Orozimbo Oliveira Neto, médico que a acompanhara na gravidez. Mas, quando este se preparava para o nascimento no hospital de Ivinhema, Sinomar Ricardo, de 68 anos, o médico de serviço, invadiu a sala, reivindicando o direito de fazer o parto. Daí até os dois médicos se envolverem numa briga que os levou a rebolar pelo chão foi um passo. Tudo sob o olhar da paciente. Assistida por um terceiro médico, que praticou uma cesariana, Gislaine acabou por dar à luz uma bebé morta.

"Uma briga nessas circunstâncias é algo surreal e inimaginável", afirmou à Folha de São Paulo o delegado Lupersio Luco. A polícia do Mato Grosso do Sul abriu um inquérito para apurar se a luta entre os médicos teve influência na morte da criança. Até à data, todos os exames pré-natais de Gislaine, de 32 anos, não indicavam qualquer problema com a gravidez.

Ouvida ontem pelo delegado, a costureira explicou ao site de O Globo: "É muito doloroso, estou sentindo um vazio enorme no peito. Esperei 12 anos para engravidar de novo e acabei perdendo a minha filha na mesa de cirurgia."

Gislaine já havia comunicado ao seu médico que pretendia ter um parto normal. E, pouco antes da briga, já havia recebido a medicação para induzir as contracções e a dilatação. O marido da costureira, Gilberto Cabreira, que assistia ao parto, explicou à Folha de São Paulo ter encontrado a mulher "em estado de choque". "Ela estava chorando e repetia que já não queria o parto normal." O bombeiro explicou ainda que, enquanto os médicos trocavam murros, a porta da sala ficou aberta e a mulher "ficou exposta, nua, para todo o hospital". A cesariana acabou por ser praticada por um terceiro médico, uma hora e meia depois de a briga terminar.

Enquanto a investigação da polícia prossegue, os dois médicos foram já suspensos de funções. Sinomar Ricardo foi o primeiro a reagir. O veterano médico garantiu aos media ter sido ele a vítima da agressão. "Ele já chegou chutando a porta, tentei pegar umas coisas que estavam no chão e ele continuou me agredindo", explicou o médico ao site de O Globo. Este garantiu ainda que Orozimbo Oliveira Neto é médico de clínica geral e não obstetra, pelo que não poderia fazer o parto.

Gilberto Cabreira, por seu lado, afirma que a mulher não tem dúvidas sobre quem invadiu a sala: "Ela tem a certeza de que quem fazia o parto era o doutor Orozimbo." Gislaine, que recebeu alta ontem de manhã, disse não pensar voltar a engravidar. E até já terá começado a doar o enxoval da filha. "Não quero guardar nada. A lembrança ainda é muito dolorosa", disse. Casados há três anos, Gislaine e Gilberto já tinham nome para a filha: Mibsan Rodrigues Cabreira.

Diário de Noticias

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