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terça-feira, 27 de julho de 2010

Descoberta vala comum com 38 corpos no México

Descoberta vala comum com 38 corpos no México

Polícia acredita que as vítimas eram levadas para o local, torturadas e depois executadas. Alguns cadáveres foram queimados.

Uma informação anónima levou as autoridades mexicanas até uma vala comum, perto de Monterey, no estado de Nuevo León, onde estarão os corpos de pelo menos 38 vítimas da guerra entre traficantes de droga. Entre os cadáveres, há alguns que parecem ter sido abandonados há cerca de 15 dias, e podem ainda ser identificados pelos familiares. Mas na maioria dos casos, a polícia terá de recorrer a exames de ADN para descobrir a sua identidade.

Segundo o procurador-geral, Alejandro Garza y Garza, a maioria das vítimas são homens com idades entre os 20 e os 50 anos, tendo sido possível também localizar os restos mortais de duas mulheres. Os indivíduos do sexo masculino apresentam o corpo tatuado e estão sepultados em nove valas comuns localizadas na mesma área, de acordo com as declarações que prestou ao jornal El Universal.

Os peritos estão a utilizar escavadoras para procurar mais cadáveres na zona, já que haverá pelo menos mais dois locais onde acreditam estarem sepultados restos humanos. A vala comum localiza-se dentro de uma espécie de poço, que funciona como aterro sanitário. Este mede 70 metros de comprimento, 40 de largura e 20 de profundidade, estando localizado ao fundo de um caminho rural.

O jornal El Nuevo Día citava fontes militares, segundo as quais as autoridades suspeitam que as vítimas eram levadas para o local, torturadas e depois executadas ao fundo de uma rampa, onde havia vestígios de sangue. Em pelo menos 12 locais, o terreno está queimado e há restos de cinzas, o que leva a acreditar que alguns cadáveres podem ter sido também queimados. Mais de 200 pessoas terão desaparecido no estado de Nuevo León nos últimos três anos, incluindo 38 trabalhadores da empresa estatal de petróleo Pemex.

Este estado fronteiriço tem sido palco de uma guerra pelo controlo das rotas do tráfico de droga entre o cartel do Golfo e os seus antigos aliados Los Zetas. Este grupo, composto maioritariamente por ex-militares, é um dos mais sangrentos do México. Em finais de Junho, as autoridades encontraram também nesta região uma quinta onde contabilizaram 12 cadáveres em valas comuns.

O Presidente Felipe Calderón declarou guerra ao narcotráfico desde que chegou ao poder, em Dezembro de 2006. Uma das suas principais medidas foi o envio de militares para as regiões mais problemáticas, mas ainda assim a violência não parou de aumentar.

Falando durante a cerimónia de graduação numa academia militar, o Presidente defendeu sexta-feira o papel do Exército na luta contra o tráfico de droga. E disse que os cartéis são "a maior ameaça ao bem estar e progresso das famílias mexicanas, e a maior ameaça às liberdades que os fundadores do país deram as suas vidas para conseguir". Calderón promete continuar a lutar: "A nossa determinação é não dar nenhum passo atrás e continuar de forma decisiva com esta luta, continuar o nosso esforço até conseguirmos a vitória que o México merece."

DN

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