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Radio Viseu Cidade Viriato

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Familiares e amigos consternados com a morte de Carina Ferreira


Para Manuel Catarino Ferreira, a notícia da morte da sua "querida" neta, foi como "um murro no estômago".
Foi através dos noticiários que o familiar, que sempre defendeu a tese de que Carina Ferreira tinha sido sequestrada, soube o que lhe tinha acontecido e porque razão nunca chegou ao Clube de Caça e Pesca do Alto Douro, no Peso da Régua, no passado dia 1 de Maio.
"Sempre pensei que fosse encontrada com vida. Não assim", confessou aos jornalistas, mostrando-se profundamente chocado com o sucedido.
Durante o dia de ontem, os pais da jovem receberam a visita de muitos familiares e amigos no apartamento onde residem.
Contactada pelos jornalistas, a mãe - Isabel Ferreira - mostrou-se indisponível para falar pessoalmente com a comunicação social, mas, por telefone, sempre foi avançando que, aconselhada pela Polícia Judiciária, escolheu não ir ao local onde as autoridades tinham encontrado a sua filha, sem vida, ainda com o cinto de segurança colocado, no lugar do condutor do seu Peugeot 106 vermelho, no fundo de uma ravina com cerca de 30 metros, junto ao quilómetro 99 da A24.
Manuel Pereira, do Clube de Caça e Pesca do Alto Douro, admitiu que a possibilidade de Carina Ferreira se ter despistado com o seu carro, quando seguia pela A24 em direcção àquela instituição, onde iria participar numa festa, foi posta de parte pela família e os amigos poucos dias depois de ela ter desaparecido.
"Foram tantas as pessoas que fizeram o mesmo trajecto, na tentativa de encontrar sinais de um acidente, e que nada viram, que a partir de uma certa altura todos pensaram que a hipótese mais provável era o sequestro", revelou. Acrescentou ainda que, "apesar de tudo, é um grande alívio, porque finalmente se sabe o que aconteceu".

Carro sobrevoou
rede de protecção
Quanto ao acidente, Manuel Pereira mostrou-se incrédulo, como é que a jovem, que trabalhava no Clube - onde a bandeira foi colocada a meia haste - conseguiu despistar-se a uma velocidade tão elevada que lhe permitiu subir uma encosta com cerca de cinco metros de altura, sobrevoar a rede de protecção - deixando-a intacta - para depois cair numa ravina com 30 metros e cair numa zona de silvado denso que cobriu o carro ao ponto de a PJ ter necessitado de cinco semanas para encontrar a viatura e o corpo de Carina.
"Mas a verdade é que também é pouco provável que se esteja perante um crime", admitiu, criticando a demora das autoridades em pesquisar com mais pormenor a zona em causa.
O nosso Jornal apurou que a jovem tinha a carta de condução há poucos meses e que andava depressa quando era necessário. Na noite em que desapareceu, Carina estava atrasada. Tinha saído do Clube por volta das 20h00, depois de ajudar a arbitrar um jogo de voleibol e de dar uma mão à cozinheira do Clube nos preparativos na festa na qual queria participar mais tarde. "Ela saiu daqui e disse que ia a casa mudar de roupa, para depois regressar para a festa", confirmou Manuel Pereira.
Fonte da Operscut, empresa concessionária da A24, também teve dificuldades em explicar o despiste.
"Este é o segundo acidente do género a ocorrer neste local em seis anos de funcionamento.
O primeiro foi de um emigrante que perdeu o controlo do carro, subiu um pouco a encosta e voou alguns metros, mas que arrastou a rede toda e se imobilizou ao lado da auto-estrada. O segundo foi o da jovem que encontraram ontem", contou.
"Seria necessário circular a uma velocidade muito elevada para conseguir subir a encosta toda ao ponto de nem tocar na rede de protecção", acrescentou.
De acordo com a mesma fonte, um funcionário da Operscut terá reparado, no dia seguinte ao desaparecimento de Carina, em terra revolvida na encosta, mas como a rede estava intacta acreditou ter-se tratado de um dos muitos despistes que ocorrem naquele troço, bastante sinuoso e com alguma inclinação, em que o condutor conseguiu voltar à estrada e prosseguir a viagem.

Peritagens e exames
À hora de fecho da nossa edição ainda não eram conhecidos os resultados da autópsia realizada, durante o dia de ontem, ao corpo de Carina Ferreira no Gabinete Médico-Legal de Vila Real.
Apesar de anteontem a PJ ter avançado, em comunicado, que tudo aponta para que a jovem tenha morrido na sequência de um acidente de viação, a inspectora Helena Monteiro lembrou que as outras hipóteses, como por exemplo, a existência de um crime ainda não foram colocadas de parte, dependendo tudo não só do resultado da autópsia, mas também das peritagens feitas à viatura, que foi transportada para as instalações da Polícia Judiciária no Porto.

DV

O Viseu Cidade Viriato da as condolencias a familia de Carina Ferreira.

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