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domingo, 1 de agosto de 2010

Pegadas de répteis com 318 milhões de anos

Pegadas de répteis  com 318 milhões de anos

Marcas são as mais antigas de répteis e foram feitas quando havia a Pangeia.

As marcas estão em rochas junto à baía de Fundy, em New Brunswick, no Canadá. Datam de há 318 milhões de anos, do chamado período Carbonífero, de quando a Terra ainda tinha apenas um continente, a Pangeia. Foi nessa época que os répteis começaram a caminhar pela Terra. É isso que as marcas mostram.

As pegadas, que estão consideradas como as mais antigas que se conhecem de répteis, foram descobertas pelo paleontólogo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Londres. Mas o seu estudo, que é hoje publicado na revista Paleogeography, Paleoclimatologty, Paleoecology, foi realizado em colaboração com Mike Benton, da Universidade de Bristol, e com outros investigadores canadianos.

As conclusões da equipa acabam por confirmar uma suspeita de longa data da comunidade científica: a de que os répteis foram os primeiros seres vivos a penetrar no interior dos continentes, por terra.

A antiguidade das pegadas foi importante para esta demonstração porque colocou no seu contexto temporal esta caminhada para o interior. Mas foi a localização das pegadas que se tornou decisiva. As rochas onde elas estão impressas mostram que aqueles répteis viviam em planícies secas junto de um rio, a centenas de quilómetros da região costeira.

"As pegadas são do período Carbonífero, quando um único supercontinente, a Pangeia, existia no mundo", explicou Howard Falcon-Lang, ao serviço de notícias de ciência Eurekalert.

"A princípio, a vida estava restrita aos pântanos costeiros, onde existiam florestas luxuriantes, que estavam cheias de fetos gigantes e de libélulas. No entanto, quando os répteis entraram em cena, levaram as fronteiras mais para diante, conquistando o interior seco dos continentes", adiantou o mesmo investigador.

Ao contrário dos seus primos anfíbios, os répteis não necessitam de estar sempre a regressar à água para respirar e essa vantagem deu-lhes autonomia para se embrenharem pelo interior, afastando-se cada vez mais da costa.

Esta mesma equipa já havia descoberto em 2007 pegadas de répteis semelhantes a estas na mesma região e sensivelmente da mesma altura. Mas as que agora são anunciadas poderão ser mais antigas ainda, segundo os próprios investigadores.

DN

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