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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O Andanças esta na cidade de Sao Pedro do Sul...

Em São Pedro do Sul arranca, hoje, com mais uma edição do Andanças, um Festival que reúne diferentes danças do mundo e onde miúdos e graúdos são convidados a aprender cada ritmo. Em entrevista ao D V, A A,
do Turismo Dão Lafões,
destacou a multiplicidade de actividades que o Festival tem para oferecer às mais de 40 mil pessoas que irão passar pela aldeia de Carvalhais, até dia 9 #


(DV) - Qual a importância do Andanças para São Pedro do Sul e para a re-
gião?


(AA) - É uma importância demasiadamente grande, porque o Festival é internacional, é conhecido por muitos milhares de pessoas e dá a São Pedro do Sul notoriedade nacional e também além-fronteiras. Os eventos são a grande mola de visibilidade que estas terras têm quando organizam bem determinados acontecimentos, como é o caso. O Festival Andanças já vai na 14.ª edição e tem tido um crescimento sustentável, quer a nível de público quer a nível de diversidade de propostas culturais, artísticas, musicais, quer também a nível do impacto económico na região. Este caminho tem sido feito sempre com muita determinação, muita vontade por parte das parcerias que são constituídas, mas com a convicção de que o Festival tem de ser auto-sustentável e tem de ter um crescimento muito gradual, sem grandes altos e baixos.


DV - Quais as novidades para este ano?


AA - Este ano instalámos mais um conjunto de novos equipamentos, dando melhores condições aos participantes, na área do campismo, nas propostas de actividades e num conjunto de outros espaços melhor ordenados do que em anos anteriores. Vamos fazer o aproveitamento dos recursos endógenos, ou seja, o reaproveitamento de águas, o aquecimento através da energia solar e os fornos solares. O recinto sofreu algumas alterações, para melhor. Introduzimos água quente em, praticamente, todos os 200 e tal chuveiros que estão permanentemente abertos. A água dos chuveiros é reaproveitada nos wc's e há uma diminuição substancial no consumo de água. Em relação aos wc's aumentámos também a capacidade, neste momento, estamos quase a atingir os 200. O parque de campismo foi vedado e ampliado, criando mais área e mais espaços para os participantes.


DV - Que actividades se vão desenvolver paralelamente ao Festival?


AA - Além de termos a creche permanentemente aberta para crianças até aos três anos com educadoras, temos também o espaço criança para jovens e para outro público, para que os pais possam usufruir das múltiplas actividades que decorrem, não só no espaço do Festival, como noutros locais do concelho. Os andamentos que decorrem na serra, este ano com o festival da vitela de lafões, nos dia 7,8 e 9. O Andanças é descentralizado por algumas aldeias do concelho, em que os grupos englobam a comunidade local dessas aldeias e, este ano, tem uma componente mais específica que é a promoção da vitela de Lafões. Existem ainda outras propostas: os concertos na igreja, alguns seminários sobre vários temas e visitas guiadas a vários pontos da serra. Vai ser inaugurada uma escultura homenageando Carvalhais como aldeia global, exactamente numa das rotundas do recinto do Festival Andanças. Essa escultura simboliza uma aldeia aberta ao mundo.


DV - Este ano, qual é o tema do Festival?


AA - Tem um tema bastante controverso: o silêncio, que é, à partida, uma contradição. O slogan vai ser: Escuta a voz do silêncio. Um festival que tem música, muitos workshops, muita intervenção, muita animação aposta neste tema, exactamente para as pessoas perceberem que, mesmo em espaços de ruído ou de música, pode-se escutar o silêncio. E, se calhar, escutando o silêncio estamos a escutar devidamente a música, estamos a ouvir o próximo. Este tema vai ser objecto de tratamento durante o Festival, com muitas imagens, poemas e citações alusivas à temática. É um tema que vai ter a sua plenitude no desfile do dia nove com um conjunto de carro alegóricos e algumas coreografias que também têm que ver com a temática em si.


DV - O que destaca do Festival Andanças?


AA - O Festival é diferente de todos os outros. É feito por voluntários, este ano há mil voluntários que estão a trabalhar, por turnos de quatro horas, e é um Festival em que as pessoas vão para participar e para aprender. Não é um Festival para espectadores. As propostas são múltiplas, as pessoas hão-de, muitas vezes, ter de optar por um concerto na igreja, ou um passeio à serra, uma palestra, um baile ou um workshop, que são muitos também. Temos actividades para crianças: ouvir histórias à fogueira com contadores que vêm da Argentina, do Chile, da França, actividades desportivas e radicais para os jovens, a biblioteca e as diversas oficinas.


DV - Para quem não conhece o Festival, como é que o apresenta?


AA - É um Festival que procura interagir com as pessoas, procura desinibi-las, porque são convidadas a quebrarem alguns preconceitos, seja no campo da dança, da música ou da participação. Não há comercialização em termos publicitários, nenhuma empresa apoia o Festival, é completamente auto-sustentável. Terá alguns apoios institucionais: da Câmara, da Junta de Freguesia, do Ministério da Cultura, da CCDRC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro], do turismo.
Não há ninguém que pense ganhar dinheiro com o Festival, se ele tiver que dar algum dinheiro é para melhorar alguma coisa no ano seguinte.


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