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domingo, 11 de abril de 2010

Descoberto novo hominídeo...

Descoberto novo hominídeo

O 'Australopithecus sediba' é uma das peças que faltavam para compreender a origem do género 'Homo'

Tinha os braços longos, à maneira dos chimpanzés, e um cérebro com um volume de apenas 420 centímetros cúbicos (o do homem moderno anda entre os 1200 e os 1600 centímetros cúbicos). Mas o Australopithecus sediba, como foi baptizado pelos seus descobridores, também exibia características estranhamente modernas: tinha as mãos curtas e robustas, os dentes mais pequenos do que seria de esperar, as maçãs do rosto menos pronunciadas, o nariz proeminente. É esta contradição entre as suas particularidades primitivas e as outras mais modernas que torna tão fascinante este novo hominídeo, que foi descoberto numa caverna da África do Sul, e que é hoje descrito na revista Science.

O Australopithecus sediba (a última palavra significa fonte, ou nascente, em

sesotho, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul) parece ser uma das peças que faltavam para entender melhor a origem do género Homo, há cerca de dois milhões de anos. Daí o nome, como explica o paleoantropólogo Lee Berger, da universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e coordenador da equipa que fez o estudo. "Esta pode ser a espécie da qual emergiu o género Homo", explicou o investigador, sublinhando que "estes fósseis mostram uma imagem extraordinariamente detalhada de um novo capítulo da evolução do Homem e levanta o véu que cobria um período crucial, durante o qual os hominídeos já não dependiam da vida nas árvores e se estabeleceram no solo".

A descoberta dos fósseis deste novo hominídeo tem uma pequena história . A equipa de Lee Berger lançou em 2008 um ambicioso projecto de identificação e mapeamento de todas as cavernas na região de Joanesburgo conhecida por "Berço da Humanidade" - alguns dos fósseis dos hominídeos mais antigos que se conhecem e outros já do género Homo foram encontrados ali. Por isso, conhecer todas essas cavernas para as explorar sistematicamente era uma bela ideia. Mas foi quase por acaso que Lee Berger, ou melhor, o seu filho Mathew, de nove anos, tropeçou no achado. Quando, em 2008, passeavam junto da caverna de Malapa, uma das muitas da zona, Mathew encontrou um objecto e não teve dúvidas: "Encontrei um fóssil", gritou ele.

Berger pai aproximou-se e ficou vidrado: aquilo era um osso humano. Escavações posteriores puseram a descoberto dois esqueletos fossilizados muito bem preservados de uma mulher e de um menino com 10 a 12 anos, datados de há 1,9 a 2 milhões de anos que escrevem um novo capítulo da história da evolução humana.

DN

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