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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Governo aprova novas regras...

O Governo aprovou novas regras para os criadores e donos de cães, destinadas a reforçar a segurança pública, estando previstas sanções que vão da pena de prisão a multa para quem promover e participar em lutas de animais.


O decreto-lei ontem aprovado em Conselho de Ministros reforça as medidas de segurança ao nível do alojamento e circulação dos animais, na sequência de uma proposta do Ministério da Agricultura para um maior rigor na detenção de animais considerados perigosos.


"Este diploma vem ainda reforçar as medidas de detenção e comercialização, bem como o controlo da criação de cães das raças consideradas perigosas, determinando que esta última só pode ser levada a cabo por criadores expressamente autorizados para o efeito", refere o Ministério da Agricultura em comunicado.


O mesmo decreto-lei estabelece regras "muito específicas" para o treino de cães perigosos e potencialmente perigosos, prática que só pode ser efectuada por "treinadores aprovados para tal".


Ao abrigo da Lei de Autorização Legislativa de 21 de Agosto último, o novo regime prevê crimes específicos, sem prejuízo da aplicação do Código Penal em casos de morte ou outros tipos de crimes imputáveis ao detentor do animal.


Assim, a promoção ou a participação com animais em lutas entre eles ficam sujeitas a pena de prisão até um ano ou pena de multa.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sensasional Danyl Johnson...


















XFACTOR_DANYL_JOHNSON

Detido por posse ilegal de armas...

De acordo com informações das autoridades, a detenção teve origem numa queixa apresentada no posto local daquela força de segurança que dava conta de uma alegada ameaça com arma feita pelo suspeito a um vizinho. As diligências levadas a cabo pelos agentes levaram a uma busca domiciliária que resultou na apreensão de diversas armas, das quais algumas se encontram em situação ilegal.


"O detido é caçador e tinha licença para uso e porte de duas espingardas de caça, no entanto, a GNR encontrou, além dessas caçadeiras, uma pistola de calibre 6.35 mm, uma pressão de ar e uma terceira caçadeira para as quais não há documentos", explicou fonte das autoridades.


Durante as buscas também foram apreendidas 124 munições de calibre 6.35 mm, 14 cartuchos de zagalote, 21 cartuchos de bala e 63 cartuchos de chumbo.


Quanto à queixa de ameaça com arma, a GNR explicou que o caso ainda está a ser investigado, mas na sua origem parece estar uma discussão à volta de terrenos de pastagens.


O detido foi presente a tribunal, tendo-lhe sido aplicado o termo de identidade e residência como medida de coacção, enquanto que o processo baixou a inquérito.


Esta é a segunda apreensão de armas ilegais feita em poucos dias pelo Destacamento Territorial de Moimenta da Beira. Tal como o nosso Jornal noticiou, a GNR já tinha encontrado numa habitação em Sernacelhe mais de uma dezena de armas que se encontravam em situação ilegal.



Um rapaz de 12 anos sobreviveu oito dias no Parque Nacional...

Um rapaz de 12 anos, oriundo de Moçambique, sobreviveu oito dias no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, rodeado de leões e elefantes. Criança perdeu-se da família enquanto tentava atravessar a fronteira ilegalmente.


Alex Mboweni perdeu-se da família quando esta foi surpreendida pela polícia fronteiriça ao abandonar Moçambique. Alex correu e nunca mais foi visto pela mãe, entretanto capturada pelas autoridades.


A criança surpreendeu tudo e todos ao ser encontrada viva oito dias depois. Segundo relatou ao jornal sul africano "Daily Sun", Alex nunca pensou que alguém o encontrasse com vida. "Pensei que fosse morrer", relatou.


A criança ficou desorientada, sem saber "onde estava, nem para onde ir" e apenas encontrou água três dias depois de ter chegado ao parque, bebendo de um rio também utilizado por elefantes e leões. À noite, Alex dizia sentir "muito medo", pois ouvia "os leões rugirem e outros animais a fazer barulhos".


Foi o pai da criança que deu o alarme. Samuel, único residente legal da família na África do Sul, reportou o desaparecimento do filho numa esquadra perto da fronteira. A mãe, detida na mesma esquadra, foi, então, utilizada para localizar o filho, subindo a um monte e berrando o seu nome. Ao sexto grito, Alex apareceu.


A criança nem queria acreditar na sua sorte quando ouviu a mãe chamar por ele. "Consegui aproximar-me do local de onde vinha a voz que me chamava e era mesmo verdade, era a minha mãe que chamava por mim", disse.


Alex foi, depois, levado para um hospital, mas não apresenta problemas físicos decorrentes dos oito dias que passou sozinho entre animais selvagens.


Casa na Quinta da Princesa tinha documentos roubados em assaltos...

A PSP já identificou os líderes do motim que assolou, esta semana, o Bairro da Quinta da Princesa, no Seixal. São quatro indivíduos que estarão relacionados com o tráfico de armas e associados a roubos à mão armada.


As primeiras conclusões começaram já a ser retiradas, numa altura em que o bairro parecia ontem ter regressado à normalidade, após duas madrugadas de confrontos com a PSP.


A polícia foi recebida a tiro e com cocktails molotov, numa cenário a fazer lembrar os recentes confrontos no Bairro da Bela Vista, em Setúbal.


Os incidentes começaram na noite de domingo, quando a PSP foi recebida com violência, na sequência de um furto de uma moto.


Mas os primeiros sinais de violência já se fizeram sentir há cerca de 20 dias, quando elementos da PSP do Seixal apreenderam, na imediações da Quinta da Princesa, uma carrinha que continha no seu interior cerca de 20 cocktail molotov, duas espingardas caçadeiras e um revólver.


Depois disso, sempre que a PSP entrava no bairro era recebida com violência, que se generalizou na madrugada de terça-feira, com o lançamento directo de cocktail molotov contra dois carros patrulha. À hora de fecho da nossa edição, o ambiente mantinha-se calmo, segundo fonte da Direcção Nacional da PSP adiantou, e havia possibilidade de ser reduzido o dispositivo de segurança.


Porém, o prosseguimento das investigações, a cargo da PSP, dava já conta de que os quatro líderes do motim estão identificados e estarão ligados ao tráfico e empréstimo de armas entre os meios criminosos, para a a efectivação de roubos à mão armada, uma realidade a que a Quinta da Princesa não é pela primeira vez associada.


Num apartamento devoluto, de que os líderes do motim fizeram o seu quartel-general, foram descobertos vários documentos, que já foram avaliados. Ao que tudo indica, fazem parte de lotes de documentos subtraídos em roubos à mão armada, em particular em razias efectuadas em restaurantes. As vítimas já tinham apresentado queixa na PSP.


As investigações dão ainda conta da utilização, pelos revoltosos, de uma mistura de óleo e gasolina, espalhada pelas escadas dos prédios para dificultar o acesso à PSP nas madrugadas dos confrontos, uma vez que os criminosos ocupavam os terraços dos edifícios para atacar a polícia. A mistura chegou a ser utilizada em revoltas nos bairros de França e é altamente escorregadia e inflamável.


Agentes dos serviços de informações franceses conseguiu fugir...

Um dos agentes dos serviços de informações franceses raptados a 14 de Julho, em Mogadíscio, Somália, conseguiu fugir enquanto os raptores dormiam.


Foi o próprio funcionário que relatou a sua versão à emissora francesa RF1 umas horas depois de as autoridades solmalis terem confirmado que estava em liberdade e refugiado no palácio presidencial de Mogadíscio.


O porta-voz de Imprensa da presidência afirmou que o homem "entrou na residência do presidente com uma pistola na mão", tendo explicado que tinha fugido, depois de matar três dos seus raptores, juntamente com um jornalista ocidental que supostamente "perdeu-se na capital".


Entretanto, um porta-voz do Ministério dos Assuntos Externos francês realçou que a fuga "ocorreu sem violência" e assegurou que o país não entregou qualquer resgate. Por sua vez, uma mulher, que trabalha no palácio presidencial, contradisse esta versão ao afirmar que os factos ocorreram "depois de negociações com os sequestradores e depois de alguns deles terem aceite dinheiro para libertá-los". "Os guardas do sequestrado eram oito e cinco aceitaram o acordo com representantes oficiais (somalis) e um alto cargo da segurança francesa que estava em Mogadíscio para facilitar a libertação dos dois agentes", explicou. Segundo a mulher, "depois de chegarem a acordo, os cinco mataram os seus três companheiros e libertaram o homem" de manhã.


Os dois cidadãos franceses foram raptados no hotel onde estavam alojados. Os insurgentes islamistas "shebab" anunciaram ter julgado os dois homens, que acusavam de espionagem, segundo as leis do Corão.


Prática balnear está proibida no Cabedelo, mas Câmara perdoa multas ...

Há dois anos que a prática balnear é proibida no Cabedelo, apesar de os banhistas continuarem a ocupar o areal no Douro. O Parque Biológico de Gaia volta a não aplicar multas, mas garante que em 2010 não haverá perdão.


A praia fluvial - hoje integrada na Reserva Natural Local do Estuário do Douro - é procurada por centenas de pessoas, geralmente famílias com crianças que preferem a acalmia aparente do rio (embora muito poluído) à rebeldia do mar na costa com bandeira azul. São hábitos de muitos anos difíceis de alterar. A maioria dos utentes conhece a interdição resultante da protecção do Cabedelo e da Baía de S. Paio, porém acaba por arriscar face à falta de avisos actuais e de quem vigie a área. "Ouvi falar que é proibido", atenta Patrícia Silva, rendida ao sol da manhã na companhia do marido e do filho.


"Esta praia faz falta às crianças, porque a água é mais calma. Devia ter vigilância, porque há muitas pessoas que vêm para o Cabedelo. Quando for vedada, vou deixar de vir", decide a banhista. Cassilda Barros garante que alguns rituais de Verão no Cabedelo já se perderam desde a proibição imposta no ano passado. "Já não fazem campismo selvagem, como acontecia antigamente. As barracas e os fogareiros acabaram, mas as pessoas continuam a vir. Está tudo a modificar", lamenta.


A vontade dos banhistas é que se reserve um pedaço do areal fluvial para a prática balnear, deixando o resto para os "animais". A Cassilda, sobra pouco tempo num Agosto passado a trabalhar. Como o emprego fica na Baía de S. Paio, estica as horas disponíveis no "sossego" do Cabedelo: "Este bocadinho faz-me falta. Vai custar-me muito deixá-lo. Se tiver de ir para mais longe, já não dá tempo".


Os dias vencidos naquele areal confundem-se com a própria história de vida de Paula Dias, nascida e criada na zona. A ligação afectiva é muito forte: "Sinto que estão a roubar-nos a nossa praia", confidencia. "Adoro-a. É mais sossegada e não tem rochas. Eu não suporto as outras praias", lamenta, ainda não resignada.


Nuno Oliveira, presidente da Empresa Municipal do Parque Biológico de Gaia que gere a reserva natural, reconhece esta afectividade. Como até ao momento não foi possível colocar os equipamentos projectados para aquele espaço protegido (ler caixa), o Conselho Consultivo da reserva reuniu-se e decidiu perdoar a aplicação de multas por mais uma época balnear. As coimas vão desde os 50 aos 1000 euros.


"Se não se estava a fazer nada de positivo, também não fazia sentido avançar com as proibições", entende, na certeza de que devem ser "pacientes com a população". Quando os equipamentos estiverem montados, "as pessoas vão perceber por que é que este local deve ser preservado", indica. Então, a vigilância das autoridades às actividades proibidas, que incluem também passear e treinar cães e usar o areal como pista de viaturas motorizadas, começará no próximo ano.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Urbanidades - crónica opinião...

Entrevista com julio pereira...

Morreu o Ultimo dos irmaos KENNEDY...

Morreu, esta terça-feira à noite, o senador Edward Kennedy. O senador norte-americano tinha 77 anos e não resistiu a um cancro no cérebro, morrendo na sua casa de Hyannis Port, Estado de Massachusetts. A informação já foi confirmada pela família.


«Perdemos irremediavelmente o centro da nossa família e a alegria das nossas vidas. Mas a inspiração da sua fé, do seu optimismo e perseverança vai permanecer nos nossos corações para sempre», disse a família, num comunicado citado pela CNN.


«Agradecemos a todos os que lhe deram carinho e apoio neste último ano e a todos os que ficaram a seu lado durante tantos anos da sua incansável luta pelo progresso e pela justiça», acrescentava o comunicado.


Edward Kennedy era irmão do antigo presidente dos Estados Unidos JF Kennedy, assassinado em 1963. «Ted» Kennedy, como era mais conhecido, foi eleito pela primeira vez senador em 1962. Há uns meses, tinha pedido para se retirar por causa dos problemas de saúde. Democrata, esteve no Senado durante mais de 50 anos e sempre lhe foi apontada grande tolerância: enquanto senador, sempre foi capaz de trabalhar harmoniosamente com republicanos e democratas.


Ficou conhecido como um dos mais eficientes legisladores norte-americanos, com grandes preocupações sociais, nomeadamente nas áreas da saúde e da educação.


Piso romano encontrado em casa da Prebenda...

Os vestígios arqueológicos encontrados durante a requalificação de uma casa em ruínas na Rua da Prebenda, em Viseu, vão ser musealizados. Trata-se, segundo o arqueólogo Pedro Sobral, de um achado que se supõe ser parte de um piso de uma sala de uma casa da época romana.


"Tudo leva a crer que seja o piso de uma sala que seria propriedade de um (senhor) abastado. O piso é composto por um ladrilho em cerâmica que é pouco comum encontrar-se", explicou o responsável pelas escavações que foram feitas na habitação.


Pedro Sobral anunciou ainda que o piso vai ser todo reconstruído. No local foram encontradas cerca de mil peças que compõem o ladrilho. "As que falharem para que o pavimento fique completo, vão ser feitas numa olaria típica", sustentou.


"Esta é mais uma peça do puzzle que nos permite conhecer a cidade de Viseu na época romana", frisou o arqueólogo.


O projecto de requalificação do imóvel teve que ser alterado e adaptado por forma a que o piso seja preservado e colocado à vista. O edifício - cuja requalificação está a cargo da SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana de Viseu) - vai ter duas componentes, uma habitacional, com três apartamentos; e outra para serviços.


No futuro será ali instalada a sede da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.


"Com a descoberta dos achados houve necessidade de reformular todo o projecto", explicou Américo Nunes, presidente da SRU.


O também vice-presidente da autarquia viseense anunciou ainda que a alteração obrigou a um aumento no custo da obra de cerca de 89 mil euros, juntando-se aos 430 mil euros inicialmente previstos.


O imóvel deverá ficar pronto no início do próximo ano.


Outras medidas de combate à crise são pedidas por associações de PME...

Perto de 150 mil empresários e dirigentes de pequenas empresas desapareceram, em Portugal, nos últimos quatro anos, denuncia a PME Portugal. Outras medidas para evitar catadupa de encerramentos após o Verão são pedidas.


A PME Portugal socorre-se de dados do Instituto Nacional de Estatística para afirmar, agora, que estão registados apenas 250 mil empresários, contra 400 mil em 2005. "Cerca de 150 mil empresários foram dizimados em apenas quatro anos", denuncia Joaquim Cunha, presidente da associação, falando de um "genocídio empresarial".


Augusto Morais, da Associação Nacional das PME, reforça a ideia do perigo decorrente da crescente importância (e concorrência) que países como a China e a Índia fazem a Portugal, mesmo em áreas de maior valor acrescentado, e não apenas em indústrias como o têxtil e o calçado.


Para inverter a tendência de desaparecimento de empresas e empresários, a PME Portugal reclama do Governo "actos que realmente ajudem as empresas", em vez de "publicidade a medidas que não correspondam à realidade". Entre essas medidas está o "tão apregoado PME Investe", que não evitou que o crédito dado pela Banca ao mundo dos negócios tenha caído, "pelo menos, 10%". Para a PME Portugal, isso significa que "os bancos continuam a usar as garantias do Estado para recauchutar a dívida, diminuindo o crédito concedido e garantindo-o com aval do Estado".


Augusto Morais está a analisar o programa de Governo apresentado pelos dois maiores partidos e não fica tranquilo com nenhum. Sobre o Socialista, diz ser "inexequível", já que promete "aumentar a despesa sem subir os impostos". Quanto ao do PSD, não percebe de que forma se propõe a cortar a despesa, dando como aceite que "se comprometeu a não agravar a carga fiscal".


Os programas políticos não o tranquilizam, mas Augusto Morais entende que o enfoque deve ser dado a quem recebe os apoios existentes, já que "a manipulação dos incentivos por parte dos organismos gestores faz com que os subsídios europeus sejam desbaratados pelas grandes organizações", deixando as PME a pagar "a galopante carga fiscal".


Em concreto, Joaquim Cunha salienta a criação de uma moratória sobre os pagamentos à Segurança Social por parte das empresas, até à chegada da retoma económica e o já tantas vezes reclamado pagamento do IVA contra o recibo e não no momento da factura, que muitas vezes obriga as empresas a pagar o respectivo imposto e a arcar com o "calote" do cliente.


Fiscalização das condições de segurança de cerca de 40 areais do Algarve decorre até depois de amanhã...

No primeiro dia de fiscalização de cerca de 40 praias algarvias, foram detectadas três situações de perigo: a arriba poente da praia Maria Luísa (oposta à derrocada), a arriba de Olhos de Água e duas rochas na praia da Oura.


Ontem, terça-feira, à noite, os técnicos da Autoridade Regional Hidrográfica do Algarve (ARH) deixaram uma situação resolvida: as duas rochas instáveis detectadas na praia da Oura foram objecto de libertação controlada. As duas primeiras situações foram apenas sinalizadas, através da delimitação de um perímetro de segurança com fitas plásticas.


Estes foram os primeiros resultados das vistorias que arrancaram ontem de manhã e vão prolongar-se até sexta-feira em cerca de 40 praias ao longo de uma faixa de cerca de 45 quilómetros entre Olhos de Água (Albufeira) e Porto de Mós (Lagos). Paulo Cruz, vice-presidente da ARH Algarve, explicou que este troço "é onde existem arribas que, pela sua constituição, têm um grau de risco maior". Nalguns casos - como a praia de Dona Ana (Lagos), Castelo (Albufeira), Carianos e Três Castelos (Portimão) - até já estavam identificadas como zonas "em risco de ruína" no Plano de Acção do Litoral para 2009/2013.


Ontem, as três equipas que estão no terreno fiscalizaram todas as praias do concelho de Albufeira e Portimão, à excepção da praia da Rocha. Nos próximos dias seguem-se Lagos e Lagoa. Por decisão do ministro do Ambiente, as vistorias decorrem sem que os jornalistas tenham conhecimento dos locais a visitar.


A decisão de avançar com uma vistoria de emergência decorre na sequência da derrocada na praia Maria Luísa, que matou cinco pessoas e feriu outras três, e pretende "detectar eventuais situações de perigo". De acordo com Paulo Cruz, numa primeira fase trata-se de fazer uma "avaliação essencialmente visual". "Pela análise visual é possível detectar se há blocos instáveis, fendas recentes não conhecidas", disse, garantindo que após a avaliação das condições de risco "serão tomadas as medidas adequadas para salvaguardar a integridade dos banhistas". A solução pode passar pela colocação de barreiras físicas, pela remoção ou desmonte de rochas instáveis ou mesmo pela interdição parcial ou total de algumas praias, caso o risco seja elevado.


Esta acção vai também servir para detectar falhas de sinalização, tendo já sido feita uma encomenda de reforço de sinaléctica. Apesar de não estar definido qual o tipo de sinal a utilizar, a ARH vai passar a privilegiar as placas rectangulares com riscas amarelas e pretas e um triângulo ao centro a alertar para o perigo de derrocada e a palavra "perigo" em português e inglês. Está a ser também estudada a possibilidade de indicar aos banhistas as distâncias aconselhadas de segurança face à instabilidade das arribas.


Nesta acção participam os quatro técnicos da ARH que têm a seu cargo a tarefa da avaliação de risco (dois geólogos e dois engenheiros civis) e elementos de uma empresa externa contratada para o efeito. Questionado sobre se quatro técnicos são suficientes para fazer a fiscalização regular de toda a zona que lhe está atribuída - 150 quilómetros de falésias entre Albufeira e Odeceixe -, Paulo Cruz admitiu que "o ideal era ter muito mais".


Ontem, a Autoridade Marítima do Sul considerou que "há que tirar lições" da derrocada na praia Maria Luísa e defendeu uma "política mais activa" na sinalética junto das zonas perigosas. "O que correu menos bem na prevenção dos perigos foi o não surtir de efeito da sinalética", admitiu, à Lusa, o comandante Marques Ferreira.


Viatura fora "comprada" com cheque roubado há dois anos na empresa Fernantel, Amarante...

Um dos dois burlões detidos, anteontem, pela PJ, levou ontem, terça-feira, uma das suas vítimas a uma sucata onde tinha vendido uma viatura que comprara com um cheque roubado. Pedro Machado nem acreditou no que viu: a carrinha estava desfeita.


"Sabe o que isto é?", perguntou Manuel Barbosa ao repórter, mostrando claramente no rosto o cansaço de uma noite sem dormir. "Isto... olhe, era uma vez uma carrinha Mercedes!", responde de chofre, misturando raiva e desespero nas palavras. Clama por justiça e admite que o filho, horas antes, quando viu o que foi feito à sua carrinha, lhe telefonou a chorar: "Pai, a Mercedes está aqui toda desfeita, às peças".


O caso para a família Barbosa começou no passado dia 5 quando um dos dois burlões detidos pela PJ - e que o Tribunal de Marco de Canaveses obrigou a apresentações periódicas às autoridades - o contactou para adquirir a carrinha Mercedes 220 E, de 2002.


O burlão, diz Manuel Machado, apresentou-se como sendo gerente da Fernantel e passou um cheque daquela firma no valor de 15 mil euros. Só que quando foram para receber o dinheiro, perceberam que o cheque do burlão era um dos que tinham sido roubados daquela empresa de construção civil, de Amarante, em Novembro de 2007.


Sem carrinha e sem dinheiro, a vida de Pedro ficou tormentosa. Diz o pai que ele não descansou enquanto não identificou o burlão; o que veio a acontecer no final da semana passada quando souberam que a Polícia Judiciária deteve dois indivíduos, de 60 e de 42 anos,- um deles com cadastro por burlas - que queriam comprar um Smart com mais um cheque dos que tinham sido roubados a Fernando Carvalho, proprietário da Fernantel.


Manuel Carvalho admite que, desde a detenção dos burlões, jamais lhes perderam o rasto. Porém, diz não perceber como eles foram mandados em liberdade pelo tribunal "depois de terem feito mal a tanta gente". E explica que ontem de madrugada, o filho conseguiu convencer um deles a dizer-lhe onde estava a sua carrinha. O burlão, de 42 anos, levou-o, então, a uma sucata, entre Felgueiras e Fafe, onde o jovem que a dirigia disse ter comprado a viatura. Mas quando lá chegou, não conseguiu suster as lágrimas: a sua Mercedes estava transformada em peças, para ser vendida a retalho.


Pedro alertou a GNR de Felgueiras e foi contactada a PJ. Perante as autoridades e o dono da sucata, o filho de Manuel Machado deu provas de que as peças - já numeradas e colocadas em prateleiras - eram do seu Mercedes. E foi compondo o puzzle em que transformaram a viatura.


"O meu filho começou por identificar as jantes, depois os tapetes e até o conta-quilómetros viu que era o da sua Mercedes", diz Manuel Barbosa, explicando que só não encontraram a parte da frente da viatura, o chassis e três portas.


"Esta carrinha tinha cinco portas mas só apareceram duas", explica, salientando que numa das peças foram encontrados documentos relacionados com a compra de objectos feita por um amigo do filho, que vive na Madeira, e esteve recentemente em Portugal a passar férias.


Tal como Manuel Machado, outras vítimas dos burlões queixam-se que as autoridades deveriam ter sido mais céleres a apanhá-los. "Foram os queixosos que identificaram os burlões, que a Polícia Judiciária deteve e depois o tribunal libertou. E foram os queixosos a levar um deles a dizer onde tinha vendido a carrinha Mercedes", dizem, preocupados com a situação.


Radar da GNR foi destruído...

Os responsáveis do comando territorial da GNR, em Bragança, estão a averiguar as circunstâncias em que um radar fotográfico, utilizado no controlo de tráfego, foi danificado com um ácido, dentro das próprias instalações da guarda.


O comandante do destacamento, tenente-coronel Fernandes, confirmou que o radar foi dado anteontem como inoperacional. Porém, não quis fazer mais comentários sobre o assunto além de que não confirmava nem desmentia que aquele aparelho fora danificado por alguém que lhe atirou ácido. "O caso está a ser apurado, pelo que é cedo para fazer qualquer comentário", referiu o tenente-coronel Fernandes.


O instrumento de controlo de tráfego foi encontrado molhado dentro da própria mala, onde é habitualmente guardado, pelos militares da equipa responsável pela fiscalização de contra-ordenações que se haviam deslocado para uma estrada para começar a trabalhar.


Foram recolhidas amostras do líquido e entregues à Polícia Judiciária Militar, que está a investigar o caso. O radar foi dado como inoperacional nessa altura, mas ontem o comandante do destacamento admitiu que continuava sem estar próprio para trabalhar. Segundo uma fonte do quartel de Bragança, o episódio poderá estar relacionado com o mau ambiente que se vive actualmente no seio da GNR, por causa da extinção da Brigada de Trânsito.


O responsável pela Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda, José Alho, preferiu não emitir opiniões sobre este caso concreto, mas disse que "é revelador do mal estar que se vive. São atitudes de desespero motivadas pela extinção da Brigada de Trânsito - que considero um erro político". E salientou: "Os militares da BT não têm formação desde Janeiro, não se sabe até onde isto irá parar".


Ontem, apesar de várias tentativas, não foi possível contactar os responsáveis da Unidade Nacional de Trânsito de Bragança.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quatro empregados da Martifer morreram na Irlanda do Norte...

As quatro vítimas mortais do acidente de viação ocorrido ao final da tarde de anteontem, na Irlanda do Norte, assim como o ferido grave que resultou da colisão entre o veículo ligeiro e um camião, eram colaboradores da Martifer.


A confirmação foi feita pela própria empresa com sede em Oliveira de Frades, distrito de Viseu, que através de um comunicado “lamenta profundamente este acidente e já apresentou as suas condolências e solidariedade junto das famílias dos envolvidos”.


De acordo com a empresa, os cinco colaboradores sofreram o acidente “durante o gozo do fim-de-semana, fora do horário e local de trabalho”. Ao que parece, preparavam-se para uma visita turística a Belfast, no Norte da Irlanda.


As quatro vítimas mortais eram naturais dos distritos de Aveiro (duas deles), Viseu e Coimbra.
A freguesia de Silva Escura, concelho de Sever do Vouga, de onde era natural Pedro Miguel Gradim, uma das vítimas mortais do acidente de Tandragee Road, ainda não acreditava na morte de um filho da terra que foi para a Irlanda “ganhar a vida”.


No café “O Nicho”, o ambiente era de consternação. Muitos conheciam Pedro Miguel Gradim, de 35 anos e solteiro. A última vez que veio a Portugal foi na Páscoa. Umas férias de um mês, para visitar a família e os amigos. Trabalhava na empresa Martifer há 20 anos. No entanto, só no ano passado é que foi trabalhar para a Irlanda, numa obra no aeroporto de Dublin.


De lágrimas nos olhos, Rita Costa, amiga da família, recorda com pesar o velho amigo: “Era uma família muito única, porque o pai deles morreu quando eram novos”. Pedro Gradim era o mais novo de quatro irmãos, sendo, ao todo, duas raparigas e dois rapazes. “Um dos irmãos viajou, ontem, para Angola, sem saber de nada. Só quando chegasse lá é que a empresa o iria informar, e ele iria regressar imediatamente”.


Rita Costa salienta o espírito empreendedor do amigo, esclarecendo que “tinha comprado uma casa há pouco tempo, que estava agora a restaurar aos poucos. Ia inaugurá-la no dia 4, quando regressasse da Irlanda, para mais um curto período de férias”. Deveria regressar de vez no final do ano.


António Paulo, irmão de Pedro Gradim, relembra a personalidade extrovertida do irmão. “Toda a gente gostava dele; toda a gente se dava bem com ele”. Em relação à sua vida na Irlanda, António Paulo conta que Pedro partilhava casa com três dos quatro companheiros que seguiam com ele no carro.


As autoridades irlandesas não têm feito qualquer contacto com os familiares. Têm sido os responsáveis da Martifer, que voaram ontem para a Irlanda, que têm contactado com as famílias.
Uma vizinha, que conhecia a família há muitos anos, recorda Pedro Gradim como “um rapaz muito querido”, que falava sempre com toda a gente quando ia ao café. “Era muito bem-disposto e trabalhador”, salienta.


Outra das vítimas mortais era natural de Alvôco das Várzeas, concelho de Oliveira do Hospital. Luís Miguel Figueiredo Lopes, de 33 anos, morava na freguesia, mas encontrava-se, nesta altura, na Irlanda. Tinha ido em Janeiro, em trabalho por conta da Martifer.


Ao que o nosso jornal apurou, Luís Miguel estava a trabalhar no aeroporto de Dublin, na área da caixilharia de alumínio. “Vinha no próximo mês de férias”, refere a esposa de um colega de Luís Miguel, também ele de Alvôco das Várzeas.


Luís Miguel era solteiro e morava com os pais. “Era uma óptima pessoa”, diz Paula Marques, adiantando que ele foi para a Irlanda “tentar endireitar a vida”, já que em Oliveira do Hospital e na região não se encontra emprego.


Em relação às duas outras vítimas mortais, cuja identidade não foi possível apurar até ao fecho desta edição, uma era do distrito de Aveiro e a outro do concelho de Castro Daire, distrito de Viseu.


Tradição de S. Bartolomeu é cada vez maior chamariz de máquinas fotográficas...

Doze euros e meio, é quanto custa, em Esposende, pelo S. Bartolomeu, salvar o corpo de males maiores. Aluga-se uma galinha preta por 7,5 euros, para dar voltas à igreja, e um banho santo custa cinco euros.


É assim todos os anos. Os banheiros pegam nas crianças e mergulham-nas nas ondas frias do mar de S. Bartolomeu, em Esposende, protegendo-as, assim, dos males que a vida lhes podia trazer. Cada criança mergulhada é acompanhada pelos disparos das máquinas dos fotógrafos, profissionais e amadores, que cada vez mais surgem em maior número na festividade. Só há uma hipótese para os homens que empunham as máquinas fotográficas registarem de forma perfeita o momento de devoção: Entrar no mar. Alguns, que por ali andam há vários anos, sabem-no bem e estavam preparados, com sandálias e calções. Outros percebem que assim deveriam ter ido. De sapatilhas e calças, apesar de tudo, não hesitam e entram, deixando que a água salgada tome conta da roupa. Acima de tudo, é necessário registar em retrato a fé das pessoas.


Indiferente às movimentações, Carlos Carvalho deixou que o filho fosse mergulhado, apesar dos seus tenros 11 meses: "Assim já fica protegido", diz, enquanto envolve o bebé numa toalha, tentando pôr fim à tremura do corpo que lhe sobrou depois das lágrimas. A busca de protecção divina faz com que os banheiros, vestidos de oleado amarelo, não tenham descanso entre o mar e a terra. Com 56 anos, José Ramiro, está mais que habituado à missão que lhe é incumbida, em troca de cinco euros: "É o costume, algumas são fáceis, outras são mais difíceis de levar. Tive uma que me obrigou, há pouco, a mergulhar com ela, pois de outra forma não ia", disse sorrindo. O homem percebe a angústia dos mais pequenos e vai falando com eles, enquanto os leva ao colo, mar adentro. "Mas nem sempre resulta", assegurou.


Quanto ao movimento, este ano, estava igual ao do ano passado, mesmo com um dia pouco propício a banhos. "Se abrisse o sol seria melhor, mas a água está boa. Ao início da manhã, estava fraco, mas agora, já estão a vir muitos", garantiu, enquanto pegava em mais uma criança deixada ao seu cuidado pela mãe.


Mas manda a tradição que se leve os filhos a dar voltas, em número impar, com uma galinha preta ao colo. Disso mesmo sabia Salete, que veio de Ponte de Lima, com o seu filho, Jorge, de sete anos. Apesar de nem todos os galináceos disponíveis na capoeira - situada ao lado da igreja - serem negros, lá conseguiu que o seu tivesse a cor recomendada. Pagou sete euros e meio pelo aluguer. Mas nada que a incomode, pois foi ali por "fé e tradição" para proteger o filho.


Os rituais começaram cedo, mas a maioria por ali se deixou ficar, pois, à tarde, realizou-se a procissão, culminando assim um dia em que se espera que S. Bartolomeu conceda as suas graças.


Passeios de barco pela costa de Lagos, que incluem a entrada em rochedos, continuam a atrair turistas. Pescadores admitem que há risco ...

A íngreme escadaria que leva ao mar na Ponta da Piedade, uma das zonas de falésia e rochedos mais conhecida de Lagos, tem um vai e vem de gente mais ou menos constante.


Há quem só queira descer para fotografar a paisagem, mas há também quem não resista ao apelo dos pequenos barcos de pescadores que, por 10 euros, levam os turistas num passeio de meia hora pela costa, com direito a entrar em grutas escavadas na rocha pelo mar.


"O mar é que consegue fazer estas coisas todas", diz Manuel Alegre, 77 anos, que compõe a "miséria" da reforma de pescador com o que ganha ao leme do barco. A natureza cria recortes nas rochas e a imaginação fértil dos pescadores trata de os baptizar: há um "elefante", uma "balança", um "ferro de engomar" e várias grutas - como a do "museu" e a dos "amores" - onde só é possível entrar quando a maré está baixa. Se é provável que haja ali uma derrocada como a que matou cinco pessoas na praia Maria Luísa? Manuel Alegre encolhe os ombros e esboça um sorriso: "Isso também eu gostava de saber. Ninguém sabe o dia de amanhã".


O pescador, um dos 40 que se dedica a esta actividade em Lagos, admite que "às vezes acontece cair uma ou outra pedra" e conta que já houve derrocadas maiores, sempre sem causar vítimas. Mas desvaloriza o perigo: "A gente também cai. Se formos a olhar a isso não vamos a lado nenhum".


Foi por mero acaso que António Martinez e Lurdes del Olmo, um casal espanhol de 51 e 49 anos, descobriram os passeios da Ponta da Piedade. E não hesitaram em entrar no barco. Ainda em Madrid, antes de rumarem ao Algarve, souberam da derrocada em Albufeira, mas ontem nem pensaram no assunto. "Isso acontece uma vez ou outra. É como os aviões", diziam, garantindo que fazem a viagem sem medo.


Também Luís Oviedo, turista espanhol de 50 anos, leu a notícia nos jornais espanhóis antes de ir de férias para o Algarve. E nem pensou duas vezes quando pôs a cadeira à sombra de um peneco na praia de Dona Ana. "Confesso que nem olhei mas, à primeira vista, não me parece que tenha perigo. Isto vai cair dentro de um ano? Talvez. A mim parece-me que não vai cair nunca". A pouca distância, Charlotte, sete anos, está praticamente metida no sopé de uma rocha, apesar dos muitos avisos de perigo de derrocada. A mãe, Joanne Jordan, 32 anos, inglesa, viu na televisão a notícia do acidente, mas não se apercebeu bem das circunstâncias nem do perigo da filha ter escolhido aquele local. "Não vejo o que podem fazer. São muitas rochas ao longo da costa. Só podem alertar as pessoas", dizia.


Instrumento de planeamento abrange distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal...

Até ao dia 2 de Setembro está em consulta pública o Plano Especial de Emergência para o Risco Sísmico na Área Metropolitana de Lisboa e Conselhos Limítrofes, cujos primeiros estudos arrancaram em 1997.


Trata-se de um importante instrumento de planeamento e de agilização da resposta das entidades envolvidas nas operações de protecção civil e socorro em caso de ocorrência de um evento sísmico na área dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém.


O PEERS-AML-CL será accionado automaticamente quando se verificar um sismo de magnitude igual ou superior a 6,1 na escala de Ritcher ou de intensidade igual ou superior a VIII na Escala de Mercalli modificada. Não existindo qualquer destes pressupostos, poderá ser accionado pela Comissão Nacional de Protecção Civil ou pelo Governo, através de declaração de situação de calamidade.


Independentemente destes critérios, os procedimentos previstos no plano são accionados "ao fim de 120 minutos se não houver informação em contrário". "Nesta situação, e em caso de o nível de decisão nacional não se encontrar operacional, os distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal e o município de Lisboa ficarão autónomos em termos de qualquer intervenção".


Como o próprio documento sublinha, é importante que as populações estejam conscientes de que "é vulgar assistir-se a atrasos e interrupções da resposta institucional", como se verificou, por exemplo, no sismo ocorrido em Abril na região italiana de Áquila. As próprias infra-estruturas onde as forças de socorro estão instaladas podem sofrer danos ou mesmo colapsar, atrasando, assim, a ida para o terreno.


Por isso, é importante que "grupos, comunidades e indivíduos" estejam "preparados para prestar as primeiras medidas de socorro e garantirem as suas necessidades básicas por um período que se pode prolongar por tempo superior a 24 horas".


O Plano define ainda as estruturas de direcção e coordenação política, institucional e as estruturas de comando operacional e as fases em que se organiza a resposta operacional: a de emergência e a de reabilitação. A primeira poderá prolongar-se por sete dias, ou pelo tempo que a Comissão Nacional de Protecção Civil determinar, privilegiando-se, nesta fase, as operações de busca, resgate e salvamento. Na segunda, que se inicia uma vez ultrapassado o período crítico da emergência, "as acções de resposta devem ser estruturadas para resolver os problemas existentes e, em simultâneo, iniciar as medidas de reabilitação do funcionamento normal das instituições".


Sera abertas propostas no dia 1...

Ocorrerá no próximo dia 1 de Setembro a abertura de propostas do concurso público internacional da segunda parceria público-privada relativa ao troço Lisboa/Poceirão da rede de Alta Velocidade, avançou ontem a secretária de Estado dos Transportes.


No discurso distribuído aos jornalistas durante a cerimónia de inauguração do Monumento Nacional ao Ferroviário, no Entroncamento, Ana Paula Vitorino, assegurou que o projecto de implementação da rede de Alta Velocidade em Portugal "é uma certeza, com calendários bem definidos e que se encontram a ser cumpridos".


Segundo disse aos jornalistas, no final da cerimónia, o processo relativo à alta velocidade ferroviária ficará preparado para que o próximo Governo "possa adjudicar o primeiro troço, Poceirão/Caia".


Depois de referir que o processo de concurso relativo ao troço Poceirão/Caia está "em conclusão", Ana Paula Vitorino afirma - no discurso que acabou por não ler, optando por falar de improviso - que a segunda PPP do projecto, a que inclui a Terceira Travessia do Tejo, tem marcado para o próximo dia 1 de Setembro o acto público de abertura das propostas do concurso público internacional lançado em Março. "A concretização destes dois troços permitirá que o eixo Lisboa/Madrid entre em funcionamento em 2013" e, "até ao final do ano serão ainda lançados os concursos para os restantes troços da rede, "permitindo que os eixos Porto/Vigo e Lisboa/Porto entrem em funcionamento em 2013 e 2015, respectivamente", lê-se ainda no discurso.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Milhares de pessoas visitaram a Feira Medieval...

Milhares de pessoas visitaram a Feira Medieval, realizada pela sétima vez consecutiva pela Câmara Municipal. O presidente Soares Marques realçou ontem ser um evento "rigoroso" do ponto de vista histórico


Saltimbancos, bobos, cavaleiros entre centenas de figurantes, deram cor e alma a mais uma Feira Medieval de Mangualde e fizeram com que os milhares de visitantes viajassem no tempo.
Realizada desde 2002, altura em que se comemoraram os 900 anos da entrega do foral às terras de Azurara, este evento tem vindo cada vez mais a afirmar-se no que às feiras medievais diz respeito.


Soares Marques, presidente da autarquia mangualdense, diz que é, sem dúvida, uma das mais rigorosas do ponto de vista histórico e prova disso é que, de ano para ano, tem cada vez mais visitantes, sublinhando que "a médio prazo, poderá rivalizar com a secular Feira dos Santos, realizada em Novembro".


O autarca aponta: "Prova do rigor é, por exemplo, o pedido de um realizador português que pediu autorização ao município para recolher imagens, a fim de produzir um documentário sobre a época medieval."


Soares Marques diz que este evento é cada vez mais um cartaz turístico, tendo em conta a altura do ano em que se realiza. "Os turistas estão mais disponíveis e os emigrantes ainda estão por Portugal", acentua.


Esta edição foi também ocasião para concretizar a geminação com a cidade francesa de Le Puy-en-Velay, que aproveitou a Feira Medieval para também mostrar o que de melhor se faz na região francesa.


A Feira teve 110, participantes uns repetentes outros pela primeira fez, os quais se mostraram satisfeitos com a iniciativa e prometeram voltar para o ano.

"Hoje é um dia grande na reorganização do nosso ensino"...

A afirmação é do presidente da Câmara Municipal de Viseu, Fernando Ruas, que presidiu à cerimónia de consignação da empreitada do Centro Escolar Viseu Norte


A obra será construída na Avenida da Europa, junto a Santo Estêvão, abrange uma área de 11 mil metros quadrados e o valor da adjudicação ultrapassa os dois milhões de euros.


"Santo Estêvão é uma zona em franca expansão e, dentro de pouco tempo, temos mais uma alavanca de desenvolvimento naquele local", sublinhou Fernando Ruas, referindo-se ao Centro Escolar Viseu Norte.


A estrutura vai ter capacidade para 300 alunos do 1.º ciclo e 75 do pré-escolar, que poderão usufruir, entre outras infra-estruturas, de várias salas de aula, de biblioteca, de um campo polidesportivo exterior, de uma horta pedagógica e pomar e de instalações sanitárias para crianças, adultos e pessoas com deficiência.


Os técnicos da autarquia vão acompanhar a obra, juntamente com o arquitecto que a projectou, José António Esteves, e, segundo o presidente da Câmara, "será uma escola dotada de todos os equipamentos das novas tecnologias". O prazo de execução é de 300 dias, mas a mudança dos alunos só será feita no início do próximo ano lectivo, ou seja em 2010/2011.


Há cerca de uma semana, foi também consignada a empreitada do Centro Escolar de Rio de Loba e, brevemente, será feita a adjudicação do Centro Escolar da Ribeira. Os alunos dos agrupamentos de escolas são, depois, transferidos para o Centro Escolar mais próximo.
Fernando Ruas disse não ter dúvidas de que "se Viseu mantiver esta capacidade de infra-
-estruturação, vai ficar uma das cidades mais bem estruturadas do país". E garantiu: "Vamos continuar com esta reorganização".


A PSP de Viseu está a investigar um assalto ocorrido sexta-feira numa óptica da Rua Alexandre Herculano...


Os ladrões partiram a montra do estabelecimento comercial por volta das 5h00, altura em que um morador alertou as autoridades para o que estava a acontecer. Quando a patrulha chegou ao local, os criminosos já se tinham posto em fuga, levando consigo cerca de duas centenas de pares de óculos e deixando para trás um prejuízo de cerca de 15 mil euros.


Trata-se do segundo assalto em menos de um ano realizado na loja e o terceiro a estabelecimentos do mesmo grupo. O método é quase sempre o mesmo: ou arrombam as portas ou as montras, entram, levam o que podem e fogem em menos de um minuto.


As diligências levadas a cabo através da Brigada de Prevenção Criminal da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Viseu permitiram identificar um grupo de indivíduos suspeitos, como explicou ao Diário de Viseu o comandante da Esquadra de Investigação Criminal, subcomissário Aníbal Marques. As autoridades estão a tentar localizar os alegados assaltantes.


Agência publicitária transforma a família amarela em típicos angolanos...

Simpsons com nova imagem em Angola

A agência publicitária encarregada de promover a chegada da série de animação "Os Simpsons" a Angola transformou a famosa família amarela num clã tipicamente angolano. A mudança limita-se à promoção do formato.


A imensa cabeleira azul de Marge é agora uma enorme 'afro'; Lisa e Maggie fizeram rastas; Bart tem uma carapinha bem alisada e Homer já não bebe uma cerveja Duff, antes uma Cuca angolana. Mas a diferença mais notória da família de Springfield à chegada a Luanda é mesmo a cor da pele - "Os Simpsons", bonecos famosos também por serem todos amarelos, surgem agora castanhos.


O director criativo da agência publicitária, António Páscoa, explica, à Reuters, que o objectivo era "adaptar a paródia satírica da típica família de classe média norte-americana para Angola". Sobre as críticas que entretanto se levantaram, o responsável pelo Luanda Executive Center responde de forma directa: "Se as pessoas não gostarem, então julgo que não têm um sentido de humor grande o suficiente para gostar de ver 'Os Simpsons'".


Note-se que esta imagem serve apenas a campanha publicitária da série. Uma vez no ar pela televisão por satélite DStv, mantém- -se o original de Matt Groening.


Sob o 'slogan' "Os Simpsons agora em Angola" há mais adaptações. Todos calçam chinelos típicos, vestem roupas com motivos africanos e usam adereços locais; o quadro com o veleiro na parede da sala deu lugar a uma pintura de uma paisagem africana.


"Os Simpsons" nasceram em 1989. Chegaram a cerca de 90 países. Foram dobrados em 20 idiomas, aproximadamente. Este ano, celebram 20 anos e reforçam o êxito daquela que é a série animada mais internacional de sempre.


Taxistas ajudam a deter assaltantes...

Três jovens assaltaram um taxista na madrugada passada, na zona da Pontinha, em Loures, mas dois deles acabaram por ser detidos pouco tempo depois com a ajuda de colegas de profissão, que "bateram a zona", auxiliando a acção da PSP. Apenas um dos jovens continuava ontem a monte.


Segundo fonte da PSP, tudo aconteceu pouco depois das duas horas da madrugada, na Damaia, Amadora, quando os três indivíduos entraram no táxi e pediram transporte até à Pontinha. No destino, um dos jovens que estavam sentados atrás do motorista, um homem de 53 anos, puxou de uma faca para ameaçar a vítima. Os assaltantes cortaram as comunicações do táxi e ainda tentaram levar a viatura, mas não conseguiram, acabando por roubar cerca de 90 euros em dinheiro.


O motorista alertou a PSP e os colegas, transmitindo os traços físicos dos assaltantes. Pouco tempo depois, um taxista conseguiu identificar um dos suspeitos na Amadora e entregou-o à PSP. Foi através da primeira detenção que a polícia chegou a outro assaltante, duas horas mais tarde.


Um dos detidos confessou às autoridades ter ameaçado o taxista com uma arma branca, mas a faca não foi descoberta, por este a ter deitado fora. O dinheiro também não foi ainda recuperado e estará na posse do assaltante, que está por localizar.


Os jovens detidos têm ambos 20 anos e serão hoje presentes a um juiz do Tribunal de Loures para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respectivas medidas de coacção.


Plano de contingência calcula que, após a primeira fase,a gripe A pode afectar dois a três milhões de pessoas...

A Organização Mundial da Saúde voltou a pedir ao Mundo para se preparar para uma segunda vaga de gripe A. Nada que não fosse previsível. O cenário dessa segunda onda, para Portugal, é a infecção de 20 a 30% da população.


"Não podemos dizer se o pior já passou ou está prestes a chegar", disse, ontem, a secretária-geral da OMS, num simpósio sobre o novo vírus de gripe de origem suína (A H1N1), em Pequim. E porque o vírus é "caprichoso", o Planeta deve estar "preparado para todas as surpresas" e para um segunda, ou mesmo uma terceira vaga da doença, à semelhança do que aconteceu com anteriores pandemias.


Os países do Hemisfério Norte passam a estar na linha da frente com a chegada do Outono e do frio, numa altura em que a epidemia começa a recuar no Hemisfério Sul, terminado o Inverno austral. E a OMS reconhece que a onda de choque do vírus foi muito virulenta nos países do Sul, propagando-se a uma velocidade fulgurante, ao ponto de suplantar a gripe sazonal.


Nada indica que não se passe o mesmo no Hemisfério Norte (onde vivem cinco sextos da população), com a aproximação do Inverno. A preocupação é tanto mais redobrada quanto hoje se sabe que, afinal, o H1N1 é "mais virulento" do que a gripe sazonal, apesar de a imensa maioria dos casos serem benignos. A pandemia foi declarada quando se verificou a velocidade de transmissão da gripe A, uma estirpe nova para a qual não há imunidade.


O maior problema do novo vírus, segundo um porta-voz da OMS, está no facto de afectar essencialmente pessoas jovens: os casos mais severos registam-se entre os 30 e os 50 anos, sobretudo entre grávidas, obesos e doentes crónicos, sendo preocupante que 40% dos doentes graves e dos mortos sejam pessoas sem doenças pré-existentes.


Os sucessivos alertas da OMS para a possibilidade de vinda de uma segunda vaga do vírus são justificados pelo desconhecimento em torno do seu comportamento. Certo é que, para já, o H1N1 ainda não sofreu mutações.


O plano de contingência português, elaborado aquando da ameaça de epidemia de gripe das aves e entretanto limado, já assentava em cenários envolvendo uma segunda vaga de gripe, muito maior do que a primeira. Cenários calculados partindo do princípio que não há prevenção do contágio (ao contrário do que Portugal fez até à última sexta-feira).


O primeiro cenário aponta para uma primeira onda de oito semanas (com mais de cinco mil casos semanais, situação a que, actualmente, Portugal ainda não chegou), uma taxa de ataque de 10%. Só nas duas semanas de pico, afectaria 620 mil pessoas, obrigando a mais de 1,1 milhões de consultas e de 15 mil internamentos e fazendo três mil mortos.


Para a segunda vaga, foram desenhados três cenários, com taxas de ataque de 20, 25 e 30%. No primeiro caso, em oito semanas de actividade gripal, aponta-se dois milhões de infectados, 57 mil hospitalizações e 16 mil óbitos. Para 25% de infectados - a taxa que é comummente apontada como previsão pelas autoridades sanitárias -, haveria, no total, 2,6 milhões de casos, 71 mil internamentos e 20 mil mortos. O terceiro cenário implica 3,1 milhões de casos, 85 mil internamentos e 24 mil óbitos. A taxa de mortalidade tida em conta é de 1,5%.


domingo, 23 de agosto de 2009

Morreu o actor Morais e Castro...


O actor Morais e Castro, de 69 anos, faleceu na tarde deste sábado, no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, onde se encontrava internado, disse à agência Lusa a actriz Manuela Maria, da Casa do Artista. Encontrava-se internado há um mês, devido a cancro.


O seu corpo estará a partir das 20:00 no Palácio Galveias, no Campo Pequeno, em Lisboa. O funeral sairá do Palácio Galveias às 15:30 de domingo para o cemitério do Alto de S. João.


Nascido em Lisboa a 30 de Setembro de 1939, José Armando Tavares de Morais e Castro destacou-se como actor e encenador. Estreou-se como actor no Teatro Gerifalto, contracenou com os melhores actores da sua geração, como Armando Cortez, Carmen Dolores ou Ruy de Carvalho. Foram mais de 50 anos de carreira.


O seu trabalho na televisão também ficou conhecido, tendo participado em várias novelas e séries. Mais recentemente popularizou-se como professor na série «As Lições do Tonecas».


Era licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, pelo que também exerceu advocacia. Era um activo militante e dirigente do Partido Comunista Português, chegando a receber Álvaro Cunhal em casa de seus pais quando o histórico comunista fugiu do Forte de Peniche.


«Aos 12 anos, em casa dos meus pais, o meu tio Norberto chamou-me à parte e disse-me que estava lá um senhor que lutava para mudar o País, que ia conhecê-lo, mas que não podia falar em nada. Era o Abel, pseudónimo claro! Depois conheci o Pires Jorge, o Octávio Pato, o Joaquim Gomes, o Dias Coelho, o Sérgio Vilarigues, o Álvaro Cunhal... Aprendi muito. O Vilarigues dava-me na cabeça, porque os meus pais tinham-lhe dito que eu só lia revistas humorísticas e quadradinhos. Emprestou-me Subterrâneos da Liberdade», afirmou numa entrevista recente ao jornal «Avante».


«O mês em que o Álvaro esteve em muita casa foi fantástico. Tive a honra de lhe pintar o cabelo de louro antes de ele sair do País. Eu estava justamente a fazer a cadeira de Direito Colonial e um dia comentei com ele que os portugueses não eram tão racistas como os ingleses, os franceses ou os holandeses. E ele respondeu-me que isso acontecia por razões sexuais, porque a primeira coisa que os portugueses faziam quando desembarcavam era procurar mulheres. Não tinham medo das doenças, como os povos do Norte da Europa», recordou na altura.


Mais tarde, quando Cunhal já estava muito debilitado, leu uma sua declaração no 16º Congresso do PCP, que se realizou no Pavilhão Atlântico: «Foi uma grande honra. Depois de ter lido, telefonei-lhe a perguntar o que ele tinha achado: "Andaste a puxar os aplausos." Eu expliquei que não, que as palmas eram para ele e eu afastava-me para o lado. Depois parou e disse-me: "Estão aqui pessoas que assistiram a dizer que não, que não puxaste. Peço desculpa." Só um homem como ele!»


O problema é que esse momento marcante custou-lhe dois anos sem convites para ir a programas de televisão. «Quando li a saudação, já estava à espera desta reacção. Actualmente não tenho esse problema. Tenho o respeito das pessoas», refere na tal entrevista.


Incidente no bairro da Mouteira (Porto) pode estar ligado a rixas no Aleixo...

Um carro foi alvejado com oito disparos, ontem de madrugada, no Bairro da Mouteira, no Porto. Polícia suspeita que foi mais um episódio de conflito antigo entre famílias rivais envolvidas em rixas no Bairro do Aleixo.


"Ninguém viu quem foi". A afirmação era unânime entre os moradores do Bairro da Mouteira, em Lordelo do Ouro, abordados, ontem, pelo JN. Alguns evidenciavam receio de falar sobre o assunto, num cenário que em nada contribuiu, também, para as investigações encetadas pela PSP.


O incidente ocorreu por volta das seis horas da manhã, junto ao bloco 10, e teve como alvo o Smart de um dos residentes, estacionado na Rua Pintor António Cruz e sem ninguém no interior. Os vestígios de bala recolhidos no local apontam para o recurso a duas pistolas de diferentes calibres. Presumivelmente, os atiradores tinham uma viatura de apoio, de onde efectuaram os disparos.


"Estávamos a dormir e acordámos com muitos tiros seguidos. Não sabemos mais nada", disse, apenas, uma vizinha, garantindo que o bairro - situado nas proximidades de zonas problemáticas da cidade como os bairros Pinheiro Torres, Pasteleira e Aleixo - até nem costuma ser palco de casos violentos.


Fonte policial confirmou que a falta de testemunhas não permitiu aos investigadores a recolha de dados consistentes quanto aos autores dos disparos.


Contudo, há fortes suspeitas de que se tenha tratado de um ajuste de contas, resultante de uma "guerra" que dura há vários meses entre duas famílias, oriundas do bairro do Aleixo e com ramificações a outras zonas, como a Mouteira. Desde pelo menos Setembro do ano passado - quando uma rixa no Aleixo causou cerca de uma dezena de feridos e motivou, semanas depois, uma operação da PSP com oito detenções - que a tensão entre os envolvidos, alguns referenciados por tráfico de droga, tem originado vários episódios de violência, com agressões e tiros à mistura.


Naquele mesmo bairro, em finais de Julho, um jovem de 23 anos foi baleado nas pernas, após uma desavença que atingiu proporções graves.


Nao se pode culpar a Natureza...

A erosão natural, a impermeabilização dos solos nas arribas, a subida do nível do mar devida às alterações climáticas, marés lunares muito fortes, uma agitação marítima mais pronunciada, o sismo de há dias e a falta de bom senso terão formado "o cocktail perfeito" para justificar acidentes como o que ensombrou o Algarve na sexta-feira.


foto Luís Forra/Lusa
Tragédia sem culpados

Os especialistas ouvidos são unânimes. São "tantos" os factores precipitadores da erosão que "é praticamente impossível determinar uma relação causa-efeito" para a derrocada na praia Maria Luísa, resume Alveirinho Dias, geólogo da Universidade do Algarve. Admite que, "se não fosse o sismo, a arriba provavelmente não teria cedido naquele momento, podia aguentar-se mais uns meses". Mas insiste, não tem "o mínimo de provas disso".


Já Carlos Reis, da Universidade de Lisboa e responsável pelo antigo programa Finisterra (de ordenamento e protecção do litoral), soma à ajuda que o sismo pode ter dado ao agitar as estruturas o facto de estes dias serem os das "grandes marés lunares do ano". A que se juntaram uma maior agitação marítima, com "vagas de Sudoeste que, durante a noite, terão dado ali umas pancadas". Mas, diz, atribuir culpas "é muito fácil". O problema é que "o litoral é um sistema dinâmico e não é tratado como tal, mas sim como uma coisa que o ser humano vai ter de utilizar a qualquer custo".


A erosão é natural, mas é "amplificada" pelo Homem, explica Alveirinho Dias. Além de impermeabilizar os solos, impedindo a drenagem natural das águas, as construções emitem vibrações que fragilizam as rochas. O próprio tráfego rodoviário também contribui para essa vibrações.


Conter a natureza, depois de a ter contrariado com actividade humana, torna-se tarefa difícil. Betonar as arribas, como se fez em Albufeira, seria caro, depauperaria o património natural e transformaria o Algarve num muro de betão, contesta Alveirinho Dias. E conter a queda de pedras com redes, como se vai fazendo, não impede que a arriba se fragmente. "O único processo que existe", diz Carlos Reis, "é a educação das pessoas" perante a natureza.


Alveirinho Dias lembra um estudo que concluiu que os povos latinos ignoram os avisos. E o comandante Marques Pereira, da Capitania de Portimão e Albufeira lembra a "medida técnica" da distância a manter de uma arriba: uma vez e meia a sua altura. Quanto à existência ou não de avisos suficientes, é peremptório: "Existe uma necessidade de as pessoas ter uma cultura de segurança" que não têm...


Grupo acabara de assaltar farmácia. Um agente e um assaltante feridos...

A PSP de Lisboa poderá ter posto fim à actividade de um gangue responsável por vários assaltos à mão armada, na sequência de um assalto a uma farmácia na zona de Loures, em que foram detidos cinco jovens e apreendidas duas armas.


Durante a fuga um dos detidos ainda apontou uma caçadeira aos agentes, mas a Polícia efectuou um disparo de uma arma de cartuchos de repetição ("shotgun"), efectuado para o ar, demoveu os fugitivos de uma reacção mais violenta. Mesmo assim, ainda houve confrontos durante as detenções. Um agente e um assaltante sofreram ferimentos ligeiros e tiveram que receber tratamento hospitalar.


As detenções verificaram-se depois de um assalto a uma farmácia, ocorrido cerca das 19.30 horas de anteontem, na Rua dos Besouros. "Eles entraram por aqui dentro e um deles apontou uma arma aos meus colegas", adiantou uma empregada do estabelecimento. Quatro dos jovens entraram no estabelecimento, enquanto um quinto ficou dentro da viatura, que fora furtada nessa tarde em Mem Martins, Sintra.


Os moradores da Rua dos Besouros mal se aperceberam do assalto, que foi extremamente rápido, mas os funcionários que estavam no estabelecimento telefonaram à PSP logo que os assaltantes se puseram em fuga com 85 euros roubados da caixa registadora. Os pormenores avançados às autoridades foram suficientes para traçar um perfil dos fugitivos e da viatura e lançar um alerta geral.


Cerca de 30 minutos depois, um carro-patrulha da PSP da Amadora detectava uma viatura que correspondia à descrição do carro fugitivo, assim como os seus ocupantes. No entanto, os indivíduos também se aperceberam da presença policial e puseram-se em fuga, dirigindo-se para uma rua de sentido proibido. Foi então que um dos assaltantes apontou a caçadeira ao carro policial, mas o disparo de "shotgun" demoveu-o de executar o tiro.


O carro fugitivo embateu num separador central e numa outra rua de sentido proibido, acabou por embater noutro carro-patrulha que lhe fechava a saída. Os fugitivos foram capturados e estavam ontem a ser ouvidos no Tribunal de Loures, não se conhecendo as medidas de coacção.


Mistérios do Arctico...

Como é possível que um cargueiro de 94 metros tenha andado no mar mais de três semanas sem que navios de guerra o conseguissem encontrar? E que poderá estar por trás do empenho da armada russa?


Parece ter chegado ao fim a saga do "Arctic Sea", o cargueiro que, pouco depois de deixar o porto finlandês de Pietarsaari (ou Jakobstad, em sueco), desapareceu dos sistemas de identificação do tráfico marítimo, com 15 tripulantes russos a bordo, depois de um misterioso assalto, para vir a ser descoberto, passadas mais de duas semanas, ao largo de Cabo Verde. A tripulação está a salvo, os supostos sequestradores detidos, e o navio segue para o porto russo de Novorossisk, no mar Negro.


A Rússia desenvolveu um enorme esforço, envolvendo a Marinha de guerra, a aviação e os serviços secretos, para capturar o Arctic Sea que, teoricamente, não lhe pertence. O navio é gerido por uma empresa finlandesa, a Solchart Management Ltd, propriedade de três russos baseados na Finlândia, está registado em Malta, e transportava um carregamento de madeira finlandesa, avaliado em 1,3 milhões de euros, destinado à Argélia. A operação de resgate foi apresentada ainda como um bom exemplo de colaboração entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atântico Norte (OTAN).


O que é que o navio poderia ter de tão importante e qual o objectivo dos assaltantes? Será que as investigações poderão dar uma resposta objectiva a estas perguntas, ou tentaram deixar que se desvaneçam com o tempo?


Toda esta epopeia poderia ter passado despercebida pelo público caso o redactor de um portal pouco conhecido da Internet, alertado pelos familiares dos marinheiros que constituíam a tripulação do cargueiro, não tivesse dado o alarme, passados mais de dez dias do estranho "desaparecimento" do Arctic Sea.


Epopeia de um navio fantasma


No dia 8 de Agosto, no portal Boletim Marítimo - Sovfracht, aparece um artigo do redactor chefe, Mikhail Voitenko, em que transparece um pedido de socorro por parte dos familiares dos marinheiros. "O cargueiro Arctic Sea, com tripulação russa, atacado no Báltico, desapareceu sem deixar pista no Atlântico... ao largo de Portugal". O barco, que tinha deixado Pietarsaari a 22 de Julho, deveria ter chegado ao seu destino, o porto de Bedjaia, na Argélia, a 4 de Agosto, e Voitenko dizia que desde o dia 28 de Julho, não havia comunicações com o navio, nem dados sobre a sua localização, nem os familiares nem o armador sabiam nada.


"Já procurámos em todos os AIS (Sistema automático de identificação de navios), e não há pistas", escrevia Voitenko. O Boletim Marítimo referia que o Arctic Sea tinha sido alvo de "um misterioso assalto no mar Báltico no dia 24 de Julho", perto da ilha de Gotland, possivelmente em águas territoriais suecas, do qual "só se soube uma semana depois", levado a cabo por "bandidos que, num fraco inglês, se apresentaram como polícias", e que procuraram alguma coisa durante 12 horas, tendo abandonado depois o navio.


Intrigado pelo estranho assalto, Voitenko adiantava que o Arctic Sea poderia transportar "contrabando ou até mesmo narcóticos". Voitenko levantava a hipótese de que o sistema AIS pudesse ter sido desligado ou desmontado e, eventualmente, montado noutra embarcação.


Perseguição do cargueiro


A partir do alarme lançado por Voitenko, na peugada do Arctic Sea levantaram-se autoridades marítimas e órgãos de comunicação. Começaram a aparecer informações contraditórias. O Arctic Sea teria contactado a guarda-costeira britânica em Dover no dia 28 de Julho e teria sido detectado pelas autoridades marítimas francesas, em Brest, no dia 30 desse mês. Depois, o navio foi visto em San Sebastian (desmentido) e teria sido perseguido no Mediterrâneo por um navio de guerra russo (também desmentido). A agência Itar-Tass cita fontes da guarda-costeira britânica, de acordo com as quais o Arctic Sea teria sido avistado pela última vez, no dia 2 de Agosto, pelo piloto de um avião português, "na latitude do Porto". Segundo outras fontes, o cargueiro teria sofrido um segundo assalto ao largo da costa portuguesa. No dia 14 de Agosto o Arctic Sea foi avistado próximo de Cabo Verde.


A notícia parecia ter origem na guarda-costeira cabo-verdiana, mas fonte do Ministério da Defesa referiu à agência Itar-Tass que "não confirmava nem desmentia a presença desse navio nas nossas costas". No dia seguinte, o Arctic Sea, oficialmente, já não estava naquelas paragens. "Encontrei-me com os governantes do país (Cabo Verde), em particular com o chefe do Estado Maior da Forças Armadas, Fernando Carvalho Ferreira, o qual não me confirmou a informação de que o navio tivesse sido descoberto", referiu o embaixador russo na Praia, Alexandre Karpuchin, contactado pelo canal de televisão noticioso Vesti.


Entretanto, Voitenko volta a fazer uma descoberta. O equipamento AIS do Arctic Sea voltou a emitir sinal e as coordenadas indicavam que estaria no Golfo da Biscaia, mas a emissão não chegou a durar uma hora. Mais tarde, Voitenko afirmou estar convencido de que se tratava de um falso sinal emitido pelo equipamento do Arctic Sea instalado sobre outra nave ou de outro equipamento em que haviam sido introduzidos todos os dados do navio desaparecido. As autoridades francesas negaram a presença do Arctic Sea e depois admitiram que, no local do sinal, estavam três navios de guerra russos.


Entretanto, a Polícia finlandesa confirma a existência de um pedido de resgate de 1,5 milhões de euros, para libertar o navio e a tripulação. Finalmente, no dia 17 de Agosto, o contratorpedeiro russo "Ladni" chega a Cabo Verde, encontra rapidamente o Arctic Sea e, como referiu o ministro da Defesa russo, Anatoli Serdiukov, liberta o navio "sem disparar um tiro".


Perder e encontrar um navio


Um dos enigmas que permanece é a ausência do alarme por altura do assalto. Um dos elementos da tripulação afirmou à televisão russa que houve uma tentativa de mandar um SMS, alertando que o navio estava a ser sequestrado e que a resposta foi um telefonema a perguntar se era verdade. No entanto, segundo alguns especialistas em transportes marítimos, um navio tem várias possibilidades de dar alarme em caso de sequestro.


"Há três botões de alarme (em sítios diferentes), que dão imediatamente o sinal através de satélite", explica Alexandre Krasnochtan, presidente do Sindicato dos Marinheiros do Norte da Rússia. O facto é que a notícia do assalto, confirmada pela Polícia sueca, foi sabida só no dia 31 de Julho, quando o navio, provavelmente, se encontrava já em pleno Oceano Atlântico.


Segundo Dmitri Rogozin, representante diplomático da Rússia junto da OTAN, as informação fornecida ao longo deste processo teve que ser controlada. Que a Aliança participou nas operações no âmbito da localização do navio, foi dado a conhecer também por Rogozin, que afirmou que o "sistema de monitorização marítima, que ajuda a OTAN a seguir os movimentos dos navios" tinha sido utilizado para "levar direitos ao alvo os nossos navios de guerra".


Também o centro de controle de navegação, baseado em Malta, quando estavam concluídas as operações fez saber que o Arctic Sea tinha sido sempre seguido, ao longo de toda a sua misteriosa viagem.


Navio barato e carga de pouco valor


Se alguém me dissesse que tinha uma equipa de "rambos" capaz de assaltar um navio e me pedisse conselho, certamente não lhes proporia um assalto a um cargueiro de madeira no Mar Báltico, o sítio mais difícil, depois do Canal da Mancha. Podia ser no Atlântico, um transportador de contentores, de automóveis... uma coisa que tivesse o valor de, pelo menos, algumas dezenas de milhões de dólares", comentou Mikhail Voitenko.


O carregamento do Arctic Sea estava avaliado em cerca de um milhão de euros. Entre as três versões que o especialista em transportes marítimos analisa, a hipótese do simples assalto parece-lhe absolutamente ilógica. "Para quê escolher um dos barcos mais baratos com um carregamento de pouco valor, num sítio onde até os telemóveis funcionam?" questiona Voitenko.


Outra possibilidade é que poderia haver questões envolvendo directamente a actividade da companhia "Solchart", como chantagem ou um ajuste de contas comercial; mas, na sua opinião, "o mais certo é que, em vez do dinheiro que me deviam, acabo por receber uma sentença pesada". Voitenko é do parecer que se tratou de uma "operação especial", que tinha por detrás os serviços secretos de algum país, mas mostra-se relutante em admitir que poderia ser da Rússia. Considera que o assalto foi muito bem pensado porque "havia um único sítio e um único momento, em que era possível levá-lo a cabo".


O que se poderia pretender com essa "operação especial", é mais difícil de especificar. Voitenko inclina-se para uma hipótese também levantada pela jornalista Iulia Latinina. Pode ser uma forma de dizer "alto" a um esquema que era executado regularmente. "Não se tratava de um transporte isolado... mas, provavelmente, de uma rota regularmente utilizada, percorrida há muito tempo e com confiança, e agora fecharam-na", afirma Latinina, segundo a qual é preciso não esquecer que o navio esteve em reparação, durante duas semanas, no enclave russo de Kaliningrado, antes de ir carregar à Finlândia.


Quanto ao que se poderia transportar nessa "rota regular", Iulia Latinina adianta "qualquer coisa de nuclear para potências pacíficas, como a Síria ou o Irão". Provas não há, por isso, a este ponto pode-se dar largas à imaginação ou, então, alimentar esperanças de que, no futuro, as autoridades russas possam tornar públicos os resultados autênticos das investigações que dizem estar em curso.