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Radio Viseu Cidade Viriato

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Partidos bastante críticos em relação ao documento apresentado na segunda-feira...


O líder da bancada social-democrata considerou que o programa do Governo «é um mau começo» e avisou que se o Orçamento do Estado for igual o executivo «não poderá contar» com o PSD.


Em declarações à Lusa, Aguiar Branco acusou o Governo de ter tido uma atitude «pouco responsável ao apresentar um programa que é a reposição em termos absolutos do seu programa eleitoral».


De acordo com Aguiar Branco, «ainda é um tique de uma maioria absoluta, que já não tem, querer impor de uma forma absoluta o seu programa, sem olhar aos resultados eleitorais» e a atitude do Governo mostra «que há uma distância entre o consenso que se diz querer praticar e aquilo que na prática acontece».


«Isto é um mau começo e se isto prosseguir nas propostas que tenham tradução orçamental, no Orçamento do Estado, o Governo também já sabe qual será a posição do PSD e não poderá contar com ele para tudo o que ponha em causa as convicções do partido, expressas no programa eleitoral do PSD», concluiu.


CDS «desiludido»


O líder parlamentar do CDS-PP expressou a «desilusão» do partido em relação ao programa do Governo, considerando que o PS não percebeu que as circunstâncias mudaram quando perdeu a maioria absoluta.


«O CDS expressa desilusão quanto a este programa do Governo, acima de tudo porque é um programa do Governo em que aparentemente o PS não percebeu que as circunstâncias mudaram, pediu uma maioria absoluta, não a teve, vai ter de mudar um conjunto de aspectos e comportamentos aqui no Parlamento», afirmou Pedro Mota Soares aos jornalistas, no Parlamento.


Para os democratas-cristãos, o PS e o Governo «não tiveram a humildade de reconhecer que as circunstâncias se alteraram e que não têm uma maioria absoluta neste mesmo Parlamento».


«Isso exigiria que o Governo tomasse opções diferentes, percebesse erros que se cometeram e tivesse nesse sentido uma capacidade de rectificar um conjunto de aspectos que não o fez», acrescentou.


BE vai pressionar no desemprego


O Bloco de Esquerda considerou que a semelhança entre o programa eleitoral socialista e o programa do Governo significa que o PS «não percebeu» os resultados eleitorais, prometendo questionar o executivo sobre o combate à crise ou desemprego.


A deputada Helena Pinto considerou que «se o PS opta por uma política de continuidade, nomeadamente para fazer face à grave crise económica que vivemos, é porque não percebeu o resultado das últimas eleições, e tem de perceber que já não é maioria absoluta nesta legislatura».


«É preciso saber o que é que o governo pretende fazer no concreto em relação ao alargamento do subsídio do desemprego, é preciso saber qual é a solução do governo para o caso BPN, que tem sido um sorvedouro de dinheiros públicos e também em relação a questões que foram prementes na última legislatura, como a avaliação e professores e o estatuto da carreira docente», sublinhou.


PCP frisa «brutais injustiças»


O PCP destacou o que considerou serem faltas do programa do Governo, como o valor do salário mínimo nacional ou propostas sobre a avaliação dos professores ou para atenuar o que classificou de «brutais injustiças» no plano fiscal.


O líder parlamentar do PCP considerou que a semelhança dos conteúdos entre o programa eleitoral do PS e o programa do Governo confirma que o executivo de Sócrates «continua a não entender o sinal que foi dado pelos eleitores ao retirarem-lhe a maioria absoluta» e recusa também «alterar o fundo das suas políticas».


Bernardino Soares criticou que o programa contenha pormenores «como os mega-watts a produzir em eficiência energética», mas seja omisso quanto ao «valor que se pretende para o salário mínimo nacional e para o aumento dos salários».

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