Páginas

So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

Banner1
Click here to download your poster of support

Radio Viseu Cidade Viriato

terça-feira, 14 de abril de 2009

so 34% dos eleitores

As eleições europeias de Junho poderão registar uma elevada abstenção dado que apenas 34 por cento dos cidadãos se dizem dispostos a votar, de acordo com uma sondagem divulgada esta terça-feira.


Segundo a sondagem Eurobarómetro, realizada para o Parlamento Europeu entre meados de Janeiro e meados de Fevereiro junto de 27.218 cidadãos dos 27 países membros da União Europeia, 53 por cento dos inquiridos referiram não ter interesse pelas eleições europeias.


Cerca de 62 por cento referiram que o seu voto não vai mudar nada e 55 por cento dizem que o Parlamento Europeu não trata muitos assuntos que lhes digam respeito.


A indiferença dos eleitores aumentou desde um outro estudo realizado no final de 2008 no qual 37 por cento se diziam prontos a votar.


Apesar de ter sido realizada a cinco meses das eleições e de não permitir fazer deduções sobre taxas de participação, estes dados são preocupantes para a Comissão e para o Parlamento Europeu pois traduzem "uma baixa significativa de confiança nas instituições", dizem os responsáveis pelo estudo nas conclusões.


A confiança no Parlamento Europeu caiu seis pontos, na Comissão cinco pontos e no Banco Central Europeu nove pontos, segundo a sondagem.


Cinquenta e sete por cento das pessoas questionadas colocaram o desemprego no topo da lista das suas preocupações, seguindo-se a inflação e o poder de compra


Recuar 3.5%

A produção de riqueza em Portugal desceu para níveis só superados durante o PREC.

O Banco de Portugal reviu em baixa a estimativa de crescimento económico. A instituição presidida por Vítor Constâncio espera uma contracção do PIB em 3,5%, o pior desempenho desde os 4,3% de contracção registados em 1975.


As projecções mais recentes do Banco de Portugal (BdP), com base em informação disponível até ao fim de Março, apontam para "uma queda do PIB de 3,5% em 2009", muito além dos 0,8% anteriormente previstos pelo BdP.


Trata-se do pior registo da economia portuguesa nos últimos 34 anos. "No quadro da maior crise económica mundial desde a recessão de 1929/30, Portugal entrou também, no segundo semestre de 2008, num período recessivo, que se concluiu como o mais profundo e duradoiro da última década", disse Vítor Constâncio.


O Boletim de Primavera do BdP prevê, também, uma quebra nos preços de 0,2%, contrariando a previsão anterior de uma inflação de 1%.


Em vigor a partir do dia 1 de Maio

Entram em vigor, no dia 1 do próximo mês de Maio as novas regras à protecção social na parentalidade, que prevêem, entre outras coisas o alargamento da licença parental para seis meses, subsidiando em 83 por cento o salário bruto.
Isto quer dizer que qualquer pai pode repartir com o outro progenitor o tempo de apoio à criança, substituindo-o por um período de três meses.
De acordo com os diplomas publicados em Diário da República, as novas normas entram em vigor tanto para o regime geral da Segurança Social, como para os funcionários que entraram para a Administração Pública até ao final de 2005 e que não estão integrados no regime geral para efeitos de prestações sociais.


Por se tratar de uma matéria de grande alcance, falámos sobre ela como alguns viseenses e com um psicólogo, para sabermos até que ponto é importante para os casais.
Até agora, o subsídio por maternidade, paternidade e adopção apenas previa o pagamento de 120 dias a 100 por cento ou 150 dias a 80 por cento.
A medida abrange crianças nascidas em 2008, se o pai ou a mãe estiverem a gozar em Janeiro de 2009 a licença de maternidade, de paternidade ou de adopção.


Se estiver a gozar a licença de maternidade em Janeiro de 2009, quando entrar em vigor o novo Código do Trabalho, essa licença poderá ser prolongada até aos 12 meses do bebé, desde que o tempo de licença seja partilhado com o pai.

Menos acidentes e menos vitimas.


O balanço da “Operação Páscoa”, da GNR, que terminou à meia-noite de anteontem, é muito positivo no que diz respeito aos números registados na região.
De acordo com os dados disponibilizados pelo Comando Territorial de Viseu, daquela força de segurança, o número de acidentes, feridos graves e ligeiros, diminuiu significativamente, quando comparado com os dados de 2008.
Segundo a GNR, os sinistros diminuíram de 41 para 34, os feridos graves desceram de quatro para apenas um e os feridos ligeiros ficaram-se pelos dez, quando, no ano passado, ainda tinham sido 24, isto apesar das condições meteorológicas adversas registadas, especialmente, na quinta e na sexta--feira passadas.
A mesma fonte adiantou que as diversas patrulhas, distribuídas pelas principais vias de comunicação (A24, A25, IC12 e IP3) e também pelas estradas secundárias, fiscalizaram mais de 2.600 automobilistas, tendo sido dada especial atenção a manobras perigosas, uso de telemóvel durante a condução, não utilização do cinto de segurança e consumo de álcool e substâncias ilícitas.
Os militares levantaram quase três centenas de autos de contra-ordenação por infracções ao Código da Estrada e procederam à detenção de doze indivíduos por conduzirem com excesso de álcool e de outros dois, por condução ilegal.


Números nacionais


A nível nacional, o Comando Geral da GNR considera "muito positivos" os resultados da “Operação Páscoa”, com menos mortos e feridos graves do que no ano passado, porque ilustram uma "redução da tragédia na estrada".
A GNR registou nos quatro dias da operação, três mortos em acidentes de trânsito em Portugal continental, menos quatro do que em igual período do ano passado, mas mais 117 acidentes do que em 2008.
"Considero estes resultados muito positivos. Ilustram a tendência dos últimos anos e meses de redução da tragédia na estrada", disse, ontem, o tenente-coronel Duarte, do Comando Geral da GNR, realçando a "substancial redução do número de mortos e feridos graves".
Quanto ao aumento do número de acidentes, mais 117 do que em 2008, o tenente-coronel Duarte disse não dar "grande relevo", justificando que toda a “Operação Páscoa” decorreu "debaixo de tempo chuvoso", propício a mais desastres.


Irregularidades


Sobre as irregularidades cometidas pelos condutores, a mesma fonte sublinhou o desrespeito pelos limites de velocidade, a velocidade excessiva em condições adversas e a condução sob efeito de álcool.
De acordo com os dados da GNR, ocorreram no país, este ano, 999 acidentes, dos quais resultaram três mortos, 19 feridos graves (menos 10 do que em 2008) e 283 feridos ligeiros (mais 43).
Para esta operação, a GNR mobilizou 2.062 militares, 936 patrulhas e 871 viaturas.

Acidente na A25 provoca 5 feridos

Cinco feridos é o resultado de um choque em cadeia que ocorreu esta segunda-feira na A25, a cerca de 2 km do nó de Mangualde, informou fonte dos bombeiros.


Segundo fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu, o choque em cadeia ocorreu ao quilómetro 109, no sentido Viseu -- Guarda, por volta das 18:40.


"Do acidente resultaram cinco feridos, três ligeiros e dois em estado grave", acrescentou.


O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Mangualde, José Correia, explicou que "os feridos seguiam todos nos veículos ligeiros", tendo sido transportados para o Hospital de S. Teotónio, em Viseu.


"O trânsito está a circular apenas pela faixa da esquerda, já que a da direita permanece obstruída, devido ao derrame de gasóleo", referiu.


Ao local do acidente deslocaram-se seis viaturas e 13 homens dos Bombeiros Voluntários de Mangualde.


Fazer sexo e conduzir ao mesmo tempo.

Um norueguês corre o risco de ser condenado a pagar uma avultada multa e de ficar com a carta de condução suspensa, por ter sido apanhado pela Polícia a conduzir a alta velocidade enquanto mantinha relações sexuais com a namorada.


O casal - um homem de 28 anos e uma mulher de 22 - foi detido ontem pela polícia rodoviária norueguesa numa estrada a oeste da capital do país, Oslo.


Tor Stein Hagen, do departamento da polícia de Soendre Buskerund, explicou que os oficiais prenderam os dois quando o casal circulava num Mazda a 133 km/hora, numa área com velocidade máxima limitada a 100 km/hora. Para a Polícia, o mais surpreendente foi verificar que o excesso de velocidade não foi o único problema. "O carro seguia de um lado para o outro porque a mulher estava sentada no colo do homem. Ele conduzia enquanto mantinha relações sexuais com a mulher", contou Hagen.


"Não podia ver quase nada porque as costas da mulher tapavam-lhe a visão", acrescentou.


A polícia apreendeu-lhe a carta de condução pelo perigo que representa para os demais condutores e abriu um processo.


Ainda nao se nota nada

A frieza dos números mostra que os preços estão a descer e que a crise convenceu muitos comerciantes que esse pode ser um dos caminhos para resistir à crise.


Comprovou -se que muitos adoptaram já essa solução, mas, também, que a maioria dos consumidores não se apercebe de qualquer quebra.


Cristina Roma, assistente social, disse-nos que nem sequer tem por hábito comparar preços, mas admite que é fácil notar que as pessoas recorrem "mais a marcas brancas, procuram sempre promoções e coisas mais baratas". Mas, garante: "nas lojas de fast food, não vejo descida dos preços."


Maria Fernandes, 48 anos, trabalha numa fábrica têxtil, e também não nota decréscimo dos preços na alimentação e afirma que nem mesmo no vestuário verifica qualquer diferença.


A maior parte dos comerciantes reconhece que o baixar dos preços é a solução para a sobrevivência das lojas. Helena Almeida, 24 anos, vendedora de carteiras e calçado, admite que "todos os bens considerados de luxo, como alguma roupa, sapatos e acessórios vão ter que descer, porque as pessoas não têm necessidade de comprar esse tipo de coisas".


"Uma loja cara hoje, não tem oportunidades de subsistir. As pessoas perguntam os preços e saem. Hoje, por exemplo, vendemos um par de sapatos", revela Helena e acrescenta: "Se continuarmos a vender assim, vamos ter que fechar as portas".


A dificuldade de vender é também realçada por Ana Rita Morais, 35 anos.


"Mesmo com promoções de 50%, e alguns artigos com 70%, não se vende aquilo que seria de esperar", revela.


Cláudia Machado, 20 anos, diz que os preços têm diminuído em certas áreas de vendas. "Cosmética e higiene pessoal, por exemplo, têm um decréscimo bastante acentuado", refere.


Já Natacha Couto, 31 anos, empregada de balcão, tem opinião diferente e diz que "continuamos com uma boa aceitação por parte das pessoas." No entanto, admite que isso se deve a "promoções na compra de quantidade."


A crise esta em toda a parte

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade advertiu esta segunda-feira que a organização e o Governo estão a negociar soluções para evitar o encerramento de quatro instituições devido a dificuldades.


Segundo uma notícia veiculada pela Rádio Renascença e pela agência noticiosa católica Ecclesia, a crise financeira "está a apertar os orçamentos" das instituições particulares de solidariedade social (IPSS), que enfrentam "graves problemas financeiros".


O presidente da CNIS, padre Lino Maia, revelou haver quatro IPSS "à beira do encerramento, isto depois de o Governo ter garantido apoios", acrescentando que o Executivo respondeu negativamente ao pedido da confederação de criação de um fundo de emergência mas assumiu o compromisso de atender às situações mais graves.


"Há garantias da parte do Governo que, caso a caso, haverá uma forma de resolver a situação", disse o sacerdote, citado por aqueles meios, sem identificar as instituições em risco.


"Já é uma situação antiga", esclareceu o dirigente ao observando que a CNIS "está neste momento a tentar resolver a situação", procurando "mediar o dialogo com o Governo", com "recato para não a pôr em perigo".


Questionado sobre as causas da situação que atinge as quatro instituições, duas das quais dedicadas a cidadãos com deficiências, disse que, além da "conjuntura, pode haver algumas dificuldades de gestão", que não especificou.


O dirigente esclareceu, contudo, que duas das instituições situam-se na região de Lisboa/Sul, uma no Centro e outra no Norte, indicando que esta última foi "um caso público no Verão em Viana do Castelo".


A instituição objecto de notícia no final do Verão foi a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM). Mas várias fontes asseguraram o risco de encerramento não existe.


Segundo Lino Maia, prosseguem as negociações com o Governo e "há boas perspectivas de resolver a situação". O gabinete do ministro do Trabalho e Segurança Social garantiu o governante "acompanha todas as situações e o Padre Lino Maia tem a porta aberta para as resolver".

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"Pare em dois"

Naturalista britânico juntou-se a grupo que lançou uma campanha online chamada "Pare em Dois", para encorajar os casais a limitarem o número de filhos.


O naturalista britânico Sir David Attenborough defende uma diminuição do crescimento da população do planeta para proteger a vida selvagem e considera "assustador" o aumento demográfico.


Criador de numerosos documentários da BBC sobre a natureza, Attenborough deu a conhecer a sua posição ao aderir e tornar-se patrocinador da organização Optimum Population Trust, que preconiza a redução da população do planeta.


"Nunca vi um problema que não fosse mais fácil de resolver com menos gente, ou mais difícil com mais", afirma o naturalista num comunicado daquela organização hoje divulgado pela BBC.


O grupo, que acusa os governos e as organizações ecologistas de não quererem falar do tema, congratulou-se por poder contar com o patrocínio de Attenborouh.


A Optimum Population Trust, fundada em 1991, propõe uma redução voluntária da população britânica - estimada em 61 milhões de pessoas - em pelo menos 0,25 por cento por ano.


Nesse sentido, o grupo lançou uma campanha online chamada "Pare em Dois", para encorajar os casais a limitarem o número de filhos.


Em Janeiro passado, Attenborough admitiu ter recebido mensagens por correio electrónico em que era criticado por não falar de Deus nos seus programas sobre a natureza.


O seu mais recente documentário, emitido em Fevereiro, centra-se em Charles Darwin (1809-1882) e na contínua importância sua teoria da evolução.


http://www.optimumpopulation.org/stopattwo.html

gastaram tanto dinheiro e depois nao e usada.

A barragem do Lapão, em Mortágua, um investimento de quatro milhões de euros que nunca funcionou devido a um quase colapso em 2003, pode receber obras ao abrigo da Lei da Protecção Civil. Autarquia exige rapidez.

E melhor irem para a reforma

A criminalidade está a aumentar em organização e violência, mas os elementos da PSP estão, em contrapartida, a envelhecer.


Para a ASPP, pode estar em causa e eficácia policial e a imagem transmitida ao cidadão.


A idade média dos elementos da PSP está a envelhecer rapidamente, com tendência para agravar se o Governo não tomar entretanto medidas para rejuvenescer o efectivo policial, segundo adiantou o responsável pela Associacção Socioprofissional da PSP (ASPP), Paulo Rodrigues.


As declarações do dirigente sindical surgiram na sequência da reunião que hoje vai ter lugar no Ministério da Administração Interna entre uma delegação da ASPP e o Gabinete do secretário de Estado da Administração Interna, a propósito dos novos estatutos para a PSP.


Para Paulo Rodrigues, "esta vai ser uma reunião decisiva", porque a ASPP vai apresentar um conjunto de quatro questões relativamente às quais garante não poder haver cedências.


Uma delas é precisamente a questão da idade para a pré-aposentação, que a anteproposta governamental aponta ser de 55 anos de idade e 36 anos de serviço. "Queremos substituir o 'e' pelo 'ou'", salienta Paulo Rodrigues, ou seja, a ASPP quer que sejam dadas garantias de que o o elemento policial possa requerer a pré-aposentação quando atingir os 55 anos de idade ou os 36 anos de serviço.


Em causa, segundo o dirigente do maior sindicato da PSP, está em particular a eficácia do combate ao crime, que pode vir a decrescer consoante se vai acentuando o envelhecimento. Em 1998, a idade média na PSP era de 36 anos, "mas este ano já estamos nos 40 e a tendência é para agravar", salienta. E explica que entre 1998 e 2005 houve mais escolas de formação de novos agentes, uma situação que foi alterada a partir desse ano, enquanto começou a ser dificultada a aposentação.


Os estudos da ASPP prevêem que rapidamente a idade média comece a atingir os 45 e os 50 anos. "Será que com 50 anos e mais, porque é esse o cenário, um agente tem capacidade para andar na rua a correr atrás de um assaltante?", questiona, e lembra que o Relatório de Segurança Interna dá conta de um aumento da criminalidade, em organização e violência.


Nas negociações, a ASPP vai também defender que os cônjuges dos polícias possam voltar a ter acesso ao subsistema de saúde, que as recolocações nos novos escalões salariais tenham em conta o tempo de serviço e que o novo sistema de avaliação não tenha apenas em conta em conta a quantidade de serviço.


"Eu prometo vinganca"

"Esses mentirosos americanos mataram os nossos amigos que tinham aceitado libertar o refém sem pagamento de resgate", disse Abdi Garad.


O chefe dos piratas somalis que sequestraram durante cinco dias o capitão norte-americano de um cargueiro no oceano Índico prometeu vingar a morte dos seus homens abatidos durante a operação militar de libertação do refém.


"Esses mentirosos americanos mataram os nossos amigos que tinham aceitado libertar o refém sem pagamento de resgate, mas este caso vai levar a medidas de retaliação e vamos perseguir em especial os cidadãos americanos que viajarem nas nossas águas", disse numa entrevista à agência AFP o chefe deste grupo de piratas, Abdi Garad.


"Não é o fim do mundo. Vamos intensificar os ataques, mesmo muito longe das águas somalis, e a próxima vez que apanharmos um americano, espero que não estejam à espera de alguma piedade da nossa parte", acrescentou Garad, que falava por telefone na aldeia costeira de Eyl, 800 quilómetros a norte de Mogadíscio.


O capitão norte-americano Richard Phillips foi libertado domingo das mãos dos piratas que o detinham num bote salva-vidas no oceano Índico, numa operação da Marinha dos Estados Unidos durante a qual foram mortos três piratas e um outro capturado.


Esta em perigo

Habitat está classificado como património natural da Humanidade.


A erupção do vulcão La Cumbre situado nas ilhas equatorianas dos Galápagos, que entrou domingo em actividade, pôs em perigo a fauna das ilhas classificadas como património natural da Humanidade, anunciaram as autoridades do parque natural das Galápagos.


"É provável que as iguanas tereestres e marinhas e outras espécies como o lobo do mar sejam afectados já que a lava chegou praticamente até ao mar", avançou o organismo em comunicado.


A erupção, que ocorreu sábado no lado sudoeste da ilha Fernandina, formou um manto de lava de 200 metros de largura e 10 de comprimento.


O vulcão La Cumbre, de 1.463 metros de altura, combre quase toda a ilha Fernandina, situada a cerca de 1.000 km das costas do Equados, no Pacífico.


A ilha constitui o habitat de iguanas terrestres e marinhas, pinguins, tentilhões e lobos do mar, entre outras espécies.


As vezes o aumento ta populacao desfavorece

Aumento do número de eleitores cria nas autárquicas cerca de 520 cargos e mais 3,4 milhões de despesa anual


As eleições autárquicas vão dar um pequeno contributo para o combate ao desemprego. Paradoxal? Nem por isso. A simples aplicação da lei cria cerca de 520 cargos políticos, sendo 44 de vereadores. A despesa dispara.


A presença de mais 738 mil eleitores nos cadernos eleitorais não implica aumento do número de eleitos para o Parlamento Europeu ou para a Assembleia da República - os dois próximos sufrágios - porque em ambos os casos estão fixados à partida. A nível autárquico, o cenário é diferente: por determinação legal, os mandatos variam em função dos eleitores recenseados.


O mapa, publicado em Diário da República, sobre a situação do recenseamento a 31 de Dezembro de 2008, revela que em 22 municípios as eleições deste ano vão introduzir mudanças. Todos passam a ter direito a mais dois vereadores, mas só em alguns nascem cargos de deputado municipal. Trata-se do efeito cruzado de dois requisitos legais: o número de eleitos para as assembleias municipais tem de ser superior ao de presidentes de junta, que nelas têm assento, e corresponder ao triplo do número de membros dos executivos.


Além dos 22 casos referidos, mais sete concelhos (Portimão, Guarda, Ponte de Lima, Ourém, Caldas da Rainha, Marco de Canaveses e Paços de Ferreira) ultrapassaram a fasquia dos 40 mil eleitores. A dimensão dos executivos não muda, mas os seus membros passam a auferir um salário superior.


Também a nível das freguesias são detectáveis efeitos, difíceis de determinar pelo facto de serem mais de quatro mil, com situações diversas. O acréscimo de 400 cargos de vogais de juntas é uma estimativa, embora provavelmente conservadora.


O impacto financeiro destas transformações é, assim, mais rigorosamente avaliável no que diz respeito aos municípios do que às freguesias. Admitindo que os novos vereadores assumirão funções a tempo inteiro, em regime de exclusividade - e tomando em consideração o aumento de verbas inerente a vencimentos mais elevados dos restantes membros -, atinge-se um valor anual próximo de 2,636 milhões de euros, em abonos, despesas de representação e subsídios de refeição .


Àquele valor devem somar-se 27741 euros em senhas de presença para os 76 novos membros municipais, nas cinco sessões ordinárias anuais cuja realização a lei determina. O montante a dispender por ano pelos cofres camarários (bruto no caso dos salários) atinge 2,663 milhões.


Nas juntas de freguesia, admitindo que 400 novos vogais receberão em média apenas 160 euros mensais, a título de despesas de representação, os custos anuais atingem 768 mil euros. Somada esta à municipal, a verba global ultrapassa 3,431 milhões de euros.


A estimativa não contempla o acréscimo no volume de subvenções estatais distribuídas pelos partidos concorrentes, que o politólogo Manuel Meirinho estima em três milhões de euros, nem os custos suplementares com a organização do processo eleitoral.


Qualquer projecção arrisca-se, aliás, nesta fase, a pecar por defeito, uma vez que outros municípios estão quase a mudar de "escalão". Com efeito, se a Câmara de Vila Real "ganha" dois vereadores apenas por ter mais 28 do que os 50 mil eleitores exigidos, à de Alcobaça faltam 165 e à de Braga 514, neste caso para superar os 150 mil. Como o recenseamento encerra dois meses antes das eleições, ainda podem ocorrer mudanças pelo menos naqueles dois casos. Tanto mais que Braga registou a terceira maior subida em termos de eleitores.


domingo, 12 de abril de 2009

Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C2

Classificacao

1 - Uniao de Lamas - 21
2 - Sao Joao de Ver - 15
3 - Avanca - 15
4 - Valecambrense - 14


Resultados
11 April 2009

Uniao de Lamas 2 - Valecambrense 0
Sao Joao de Ver 1 - Avanca 0


Proxima Jornada

Sao Joao de Ver - Uniao de Lamas
Valecambrense - Avanca

Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C1

Classificacao

1 - Milheiroense - 23
2 - Agueda - 20
3 - Fornos de Algodres - 17
4 - Satao - 12


Resultados
11 April 2009

Agueda 2 - Satao 1
Fornos de Algodres 0 - Milheiroense 0


Proxima Jornada

Satao - Milheiroense
Fornos de Algodres - Agueda

Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C Subida

Classificacao

1 - Cinfaes - 28
2 - Fiaes - 26
3 - Tondela - 25
4 - Anadia - 25
5 - Tocha - 25
6 - Academico de Viseu - 25


Resultados
11 Abril 2009

Fiaes 0 - Tocha 1
Anadia 2 - Cinfaes 0
tondela 3 - Academico de Viseu 0


Proxima Jornada

Cinfaes - Academico de Viseu
Tocha - Tondela
Anadia - Fiaes

Resultados e Classificações - 2008-09 > Série C Descida

Classificacao

1 - Oliveira do Bairro - 20
2 - Electrico - 19
3 - Praiense - 16
4 - Penalva do Castelo - 12
5 - Nelas - 8


Resulltados
11 abril 2009

Praiense 0 - Nelas 0
Electrico 1 - Penalva do Castelo 0

Foi a 48 Anos

Yuri Gagarin esteve em órbita só por 108 minutos , mas fez os russos ganharem a corrida aos EUA em plena Guerra Fria.


Por 23 dias, os americanos perderam a primazia histórica de colocarem um homem no espaço. O russo Yuri Gagarin fez o seu voo espacial de 108 minutos em 12 de Abril de 1961. Em cada ano, a data homenageia os cosmonautas.


Hoje é Dia do Cosmonauta, efeméride que corresponde mais à designação russa para os humanos que já viajaram pelo espaço, sejam eles designados noutros paísescomo astronautas ou taikonautas. Na verdade, a comemoração pertence mais à memória da antiga URSS, que instituiu a comemoração do Dia do Cosmonauta para lembrar o feito de Yuri Gagarin faz hoje 48 anos. Com a aventura extra-terreste deste major, o então líder Nikita Krushchev podia reivindicar a vitória sobre os norte-americanos na corrida ao espaço. O segundo lugar teve irremediavelmente de ficar para o astronauta Shepard, dos EUA, que só iriam recuperar o orgulho pleno quanto às viagens fora do planeta quando fizeram o seu passeio lunar em Julho de 1969. John Kennedy, assassinado em 1963, já não veria os resultados mais empolgantes do seu empenhamento na conquista espacial.


Comparada com as actuais viagens espaciais tripuladas, a aventura de Gagarin pode ser considerada um sobressalto, cheio de contingências difíceis e arriscadas, com precedentes em que figuraram apenas diversas espécies animais até à famosa cadela Laika. O cosmonauta, piloto com muitos anos de treino apesar dos seus 27 anos, orbitou a Terra durante menos de duas horas à velocidade alucinante de 27 mil quilómetros por hora e ejectou-se da cápsula em páraquedas para a descida.


Sobrevivente destes perigos, Gagarin não mais voltaria ao espaço. Estava destinado a cumprir o papel de herói nacional na propaganda interna e externa do regime soviético, que terá inviabilizado outras viagens com receio de perder nalguma delas este seu ícone também de dimensão internacional.


O cosmonauta ficaria por Terra, não deixando de manifestar o desagrado por isso. Morreria sete anos mais tarde num acidente aéreo, que algumas vozes do tempo interpretaram como destino irónico para o primeiro homem no espaço e outras vozes insinuaram como resultado de uma sabotagem, porque o seu perfil se terá desfocado da ortodoxa imagem de herói soviético, tornando-se incómodo.


Entretanto, Gagarine já tinha assistido à ida ao espaço da sua compatriota Valentina Tereshkova (1965), que orbitou a Terra 48 vezes em 71 horas. Ela era uma simples operária têxtil que fazia páraquedismo amador. O outro cosmonauta da URSS, Alexei Leonov, cumpriu a tarefa de sair da cápsula, num primeiro passeio espacial, em 1965.


Passadas duas gerações sobre o feito de Gagarin, o espaço tem estado bastante povoado. Ainda na quarta-feira passada, mais um turista espacial, norte-americano, regressou numa nave Soyuz ao cosmódromo do Cazaquistão, integrado na 19ª equipa de cientistas e astronautas (desta vez russos e americanos) que se deslocaram e fizeram estadas a bordo da Estação Espacial Internacional. Esta é só uma parte dos humanos que cumpriram missões "lá em cima", de nacionalidades cada vez mais diversas.


Grande mulher heim.

A mulher, de 32 anos, terá saltado para o fosso dos animis no momento em que estes eram alimentados. O vídeo mostra o difícil salvamento, em Berlim.



Uma mulher de 32 anos sobreviveu ao ataque de três ursos polares no zoológico de Berlim, de onde foi resgatada com ferimentos graves, noticiou sábado a imprensa alemã.


Segundo o jornal "Bild", a mulher terá saltado para o fosso dos três ursos no momento em que estes eram alimentados, perante os olhares de muitos visitantes, entre os quais várias crianças.


"A mulher abriu espaço entre a multidão, tirou os sapatos, passou por cima de uma cerca de segurança e saltou de uma altura de dois metros para cair no fosso, tapando o nariz como se desse um mergulho", diz o jornal.


O processo de resgate durou cerca de 10 minutos. A mulher foi hospitalizada e operada de urgência, estando ainda a ser apuradas as circunstâncias em que ocorreu o incidente.


Boa escolha Senhor Presidente

O animal chamar-se-á Bo, nome dado pelas duas filhas do casal Obama, Malia, de dez anos, e Sasha, de sete.


A família Obama escolheu definitivamente um cão de água português para habitar a Casa Branca como animal de estimação presidencial, anunciou a Associated Press.


"Está decidido: Os Obama escolheram um cão de água português de seis meses como seu primeiro animal de estimação", refere aquela agência norte-americana, citando o The Washington Post.


O animal chamar-se-á Bo, nome dado pelas duas filhas do casal Obama, Malia, de dez anos, e Sasha, de sete.


O cão, preto e branco, é uma prenda do senador Ted Kennedy, do Massachussetts, ele próprio dono de um cão de água português.


A primeira aparição pública de Bo está prevista para a tarde de terça-feira.


sábado, 11 de abril de 2009

Pagar em 30 dias.


A Comissão Europeia (CE) propôs esta quarta-feira que as autoridades públicas tenham um prazo de 30 dias para pagar facturas às empresas, findo o qual devem pagar juros e uma indemnização de cinco por cento por montante da dívida.


Com esta medida, a CE quer combater os atrasos dos pagamentos nas transacções comerciais entre autoridades públicas e empresas. 'Esta situação impede o desenvolvimento dos negócios e é mesmo responsável por falências de empresas que de outro modo seriam mais viáveis, nomeadamente no caso das Pequenas e Médias Empresas (PME)', justifica o executivo comunitário.


Bruxelas entende que as autoridades públicas devem 'dar o exemplo' e, por isso, devem pagar as suas dívidas num prazo de 30 dias, 'caso contrário terão de pagar juros, uma indemnização por custos de cobrança e uma indemnização fixa de cinco por cento do montante da dívida, aplicável desde o primeiro dia de atraso'.


Contudo, a Comissão ressalva que 'em casos devidamente justificados, os períodos de pagamento podem ser mais longos'.


Numa altura de recessão económica, a CE sustenta que a medida pode vir a melhorar a liquidez das empresas europeias e facilitar o bom funcionamento do mercado interno, através da eliminação de obstáculos relacionados com as operações comerciais transfronteiriças.


Eu vi.


O pesadelo das duas meninas que foram violadas e transformadas em escravas sexuais pelo pai, ao longo de 12 anos, em Samora Correia, terminou com um telefonema de uma vizinha para a GNR. "A mãe nunca desconfiou de nada", garantiu ontem ao CM a autora da denúncia, A. S. recordando o que viu na tarde do dia 29 de Maio de 2008, pelas 14h00.

Tremeu-se mas foi fraco.

Um sismo de magnitude de 2,5 na escala de Richter, com epicentro no Montijo, foi sentido na Margem Sul e em Lisboa. O abalo teve origem na Falha do Vale Inferior do Tejo, zona classificada como o mais elevado nível de perigosidade sísmica do Ocidente da Península. O sismo, que não causou vítimas ou danos materiais, ocorreu sete horas após um tremor de terra de menor intensidade registado em Cascais.


"Estava a fazer a barba quando vi o candeeiro a dançar", disse ao CM Manuel dos Santos, morador na Moita, zona onde o sismo mais se fez sentir. "Eram quase 08h30 e até o espelho se mexeu", recorda aquele morador, de 75 anos.


António Pinho, de 53 anos e também da Moita, acordou na altura do sismo. "Moro numa casa antiga e levantei-me assustado por causa do barulho que o telhado estava a fazer, mas, na altura, não percebi o que se estava a passar", disse. Nem os bombeiros nem a GNR da Moita receberam qualquer chamada relacionada com o abalo.


Isabel Abreu, sismóloga no Instituto de Meteorologia, disse ao CM que "o tremor de terra do Montijo ocorreu na falha do Vale do Tejo com uma magnitude ligeiramente superior ao normal". A sismóloga explicou que "não é possível estabelecer uma ligação entre este tremor de terra no Montijo e o sismo de 6 de Abril em Itália".


Segundo o Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico da Área Metropolitana de Lisboa e concelhos limítrofes, um sismo de magnitude de 6,6 com epicentro no Vale Inferior do Tejo poderá matar dez mil pessoas.


MONTIJO EM ZONA DE RISCO


O Montijo localiza-se numa zona sísmica onde se registaram alguns dos mais destruidores tremores de terra do País. O maior sismo do século passado ocorreu nesta zona, em 1909, em Benavente. Os sismos de 1344 e de 1531 também tiveram como epicentro o Vale Inferior do Tejo que, para o investigador de engenharia sísmica João Fonseca, apresenta "o mais elevado nível de perigosidade da região ocidental da Península". Face ao risco existente, o Grupo Parlamentar do PCP entregou na Assembleia da República um projecto de resolução para a criação de um Plano Nacional de Redução de Vulnerabilidade Sísmica.

58 milhoes de euros

A próxima edição do Euromilhões contará com um Jackpot de 58 milhões de euros.


Nenhum apostador acertou na chave do sorteio de sexta-feira - 9 - 14 - 16 - 37 - 46 + Estrelas: 2 - 4 - anunciou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.


Um apostador português foi um dos três que conseguiram o segundo prémio, no valor de 1.077.922,89 euros, não havendo nenhuma aposta nacional entre os oito beneficiados com o terceiro prémio, de 114.711,38 euros.


O quarto prémio, de 6.426,40 euros, será distribuído por 102 apostadores, dos quais 29 portugueses, enquanto o quinto, de 308,39 euros, é dividido por 1.417 apostas, 289 das quais nacionais.


Houve 352 apostas portuguesas entre as 1.989 que beneficiam do sexto prémio, de 153,79 euros, tendo o sétimo prémio, de 87,32 euros, sido entregue a 5.004 apostadores, dos quais 1.211 nacionais.


Com o valor de 31,19 euros, o oitavo prémio é atribuído a 71.439 apostas, das quais 15.357 portuguesas, enquanto o nono, de 24,23 euros, coube a 79.351, dos quais 18.717 nacionais.


O décimo prémio, de 19,65 euros, será entregue a 21.246 apostas, das quais 21.246 nacionais, o décimo primeiro, de 10,10 euros, a 436.641, dos quais 101.263 nacionais, e o décimo segundo, de 9,62 euros, a 1.090.213, dos quais 235.059 portugueses.


Se andas a deriva.

Três dezenas de jovens marcados por violência doméstica, abusos sexuais,drogas, álcool e doenças refugiam-se na casa "Os Andorinhas", em Campo de Besteiros. À frente do porto de abrigo está um homem de 82 anos: João Almiro.


O dia 29 de Março foi vivido com particular emoção na associação "Os Andorinhas". Morreu a Bibi. Lina Maria Simões Gomes, com 38 anos de idade, que aos seis meses de vida foi entregue pelos pais, com problemas de alcoolismo, aos cuidados do farmacêutico João Almiro.


Portadora de Trissomia 21 e com o esófago queimado pela aguardente que lhe davam para se calar, a menina acabaria por ditar o rumo do seu protector. Um homem, nascido em berço de ouro, que aos 82 anos continua a trocar a comodidade que o dinheiro lhe proporcionaria, pela ajuda a marginalizados da sociedade.


Proporcional ao seu altruísmo, a fama de João Almiro atraiu para Campo de Besteiros jovens de todo o país. Muitos enviados por hospitais e cadeias. Em comum: famílias desestruturadas, pobreza, violência, abusos, violações, drogas, álcool e até doenças contagiosas.


"Este homem não existe". Quem assim fala é Fernando Abreu, 44 anos, antigo colaborador da Câmara de Tondela, que devido a complicações neurológicas, associadas a uma insuficiência renal, se afastou da família e dos amigos. Reencontrou-se junto de João Almiro. "É mais que um pai. A seu lado, recuperei de uma depressão e preparei-me psicologicamente para o transplante", testemunha.


Anteontem, à uma hora, o telemóvel de João Almiro tocou. Do outro lado, um SOS: Bruno, 24 anos, consumidor de drogas duras - chegou a ser expulso da Alemanha por isso -, pedia ajuda.


"Chegou de Lisboa a Tondela e não tinha para onde ir. Fui buscá-lo. Dei-lhe comprimidos para as dores e por aí fica enquanto quiser. Esta casa não tem grades. A ideia é a ajudar estes jovens a voarem sozinhos. Mas se tiverem recaídas, podem sempre voltar ao ninho", sintetiza João Almiro.


Sem um cêntimo do Estado, dinheiro que não reclama nem deseja, o farmacêutico assegura, na casa onde criou os filhos, a sobrevivência de quem lhe bate à porta. Agora são 30. Gasta entre seis a sete mil e quinhentos euros por mês. Vale-lhe a solidariedade de muitos amigos. E a quinta, trabalhada pelos jovens, de onde vêm os alimentos e onde cria vacas, porcos, ovelhas e galinhas para ajudar nas despesas.


"Além dos utentes, que fazem o que podem, somos duas funcionárias. Eu trato da cozinha. O doutor e os rapazes não se queixam da comida", brinca Maria Teresa Henriques.


João Almiro é o faz-tudo-da-casa: leva os rapazes e raparigas que precisam aos tratamentos de desintoxicação de álcool e drogas, às vacinas, ao ortopedista, a consultas de Planeamento Familiar. Consegue próteses. Chegou a salvar um doente, com cirrrose, que tinha os dias contados.


"É tudo do bolso dele. Aos 82 anos, carrega o carro e vai com a rapaziada para Coimbra, Viseu e por aí fora. Aqui no café, paga os consumos. Menos o álcool. Dorme sozinho com todos em casa. E se algum sai para a rua, é vê-lo de robe, na madrugada, à sua procura", testemunha Carla Teresa, do café Guiné, que fica defronte de "os Andorinhas". Ela e o marido, António Soares, temem pelo que possa acontecer aos jovens quando o benemérito faltar.


Agora ja se pode, mas antes era impossivel

O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência diz-se "muito satisfeito". Não só com o facto de haver um relatório a louvar a experiência portuguesa, como com a visibilidade que deu à realidade portuguesa.


"Já dei uma entrevista à "Time Magazine" e fui contactado pela BBC, que quer vir cá ver como funciona o sistema". João Goulão acredita no consenso político em torno da descriminalização, apesar da voz que "apela ao endurecimento que volta e meia aparece"...


Partindo da recensão de Glenn Greenwald, que conclusões tira da descriminalização do consumo de droga em Portugal?


O fundamental é que permitiu uma maior aproximação a franjas que anteriormente não pediam ajuda. E o dispositivo de dissuasão montado - importa insistir que o consumo continua a ser proibido - funciona cada vez mais com segunda linha de prevenção. O nosso desejo é que nem cheguem a contactar com a droga, mas, se acontece, a intervenção pode fazer arrepiar tendências.


Destacaria algum indicador?


A diminuição da prevalência de consumo nas camadas mais jovens. Todos os estudos demonstram que Portugal é dos países da Europa com menor prevalência nos consumo de droga, tabaco e álcool, apesar da tendência de subida no álcool. Nas outras, a tendência é de descida.


Mas os estudos e o próprio Greenwald apontam mais uso de droga além dos 19 anos...


Estamos a assistir a um efeito de corte. Isto é: estamos a acompanhar as mesmas pessoas. Houve pico de consumo entre adolescentes que agora estão nas faixas etárias seguintes. Os consumidores estão mais velhos, não estão a consumir mais. Isto apesar de alguns iniciarem de facto o consumo quando são mais velhos.


Nota-se claramente o aumento dos tratamentos por força do reencaminhamento pelas comissões de dissuasão (CDT)?


Depois de uns anos em que as várias CDT não tinham quórum - havia hesitações políticas quanto ao seu interesse -, todas as 20 estão agora a funcionar. Há mais tratamento. Mas é um esforço concertado das CDT e da actividade de proximidade, das equipas de rua que chegam às pessoas que não vinham espontaneamente.


Os consumidores estão mais velhos, não a consumir mais. Estivemos na berra aquando da descriminalização, fomos muito solicitados na Europa para explicar. Mas aí, apesar de se manter a criminalização, na prática deixa-se cair a repressão policial. Entretanto, já recebi representantes dos EUA, da Rússia, de vários países sul-americanos, da Argélia...

Vejam como nos lidamos

É um dos mais conhecidos constitucionalistas dos EUA, país onde a política da droga é das mais severas. Analisou o que se passa em Portugal. E concluiu que deve servir de exemplo. A Time e a BBC já pediram para vir ver como era.


Glenn Greenwald poderá abusar da adjectivação no relatório "Descriminalização da droga em Portugal: lições para criar políticas justas e bem sucedidas sobre a droga". Mas tem o mérito de ter chamado a atenção para o que por cá se faz em matéria de luta contra a toxicodependência. No documento apresentado na semana passada no Cato Institute de Washington, fala de "sucesso retumbante". E fá-lo comparando Portugal com a Europa e com os EUA.


Desde 1 Julho de 2001 (Lei n.º 30/2000, de 29 de Novembro), a aquisição, posse e consumo de qualquer droga estão fora da moldura criminal e passaram a ser violações administrativas. Desde então, o uso de droga em Portugal fixou-se "entre os mais baixos da Europa, sobretudo quando comparado com estados com regimes de criminalização apertados". Baixou o consumo entre os mais jovens e reduziram-se a mortalidade (de 400 para 290, entre 1999 e 2006) e as doenças associadas à droga.


Proibido? Sim, mas sem prisão


Porquê? Porque, adianta Greenwald, Portugal ofereceu mais oportunidades de tratamento. E cita peritos que atribuem esta mudança de abordagem à descriminalização. Por partes: consumir continua a ser proibido. Mas já não dá prisão. Quando muito, dá uma multa. Na maioria dos casos, uma reprimenda. E o encaminhamento para o tratamento.


Com isto, mitigou-se aquele que era o principal desafio da luta contra a droga: o receio de procurar ajuda e de, por essa via, acabar na cadeia. O estigma do crime diluiu-se, ao contrário do que acontece em Espanha, por exemplo, onde as sanções são raras, mas passa-se por processos penais, diz o constitucionalista. Por outro lado, resgataram-se recursos que eram gastos na criminalização (em processos e detenções, já que 60% deles envolviam consumidores), canalizando-os para o tratamento. Entre 1999 e 2003, cresceu 147% o número de pessoas em programas de substituição.


Greenwald cita estudos de 2006, segundo os quais a prevalência do consumo desceu de 14,1% para 10,6% (face a 2001) nos 13-15 anos, e de 27,6 para 21,6% nos 16-18 anos. A subida nas faixas etárias seguintes, adianta, não se prende com mais consumo, mas porque os jovens consumidores pré-descriminalização estão hoje mais velhos. Ou seja, se os adolescentes consomem menos, a prazo, menos adultos consumirão.


A análise de Gleen Greenwald estende-se ainda sumariamente à atitude dos vários quadrantes políticos portugueses e ao ambiente político pré e pós-descriminalização. Dá conta de um quase consenso actual, à excepção da Direita conservadora. E regressa aos números para desmontar os cenários de pesadelo previstos antes da lei. O consumo de droga não se generalizou, nem Portugal se transformou num paraíso turístico oferecendo "sol, praias e droga": 95% dos cidadãos atendidos nas comissões de dissuasão de toxicodependência criadas com a lei (para onde os consumidores são encaminhados pela Polícia) são portugueses. Do resto da Europa, serão à volta de 1%.


Greenwald diz que este caso de sucesso deveria ser tema de debate em todo o Mundo e lamenta que, confrontadas com ele, as autoridades americanas se tenham remetido ao silêncio.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vejam la se me conseguem apanhar em 7 minutos

Uma mulher deu-se ao luxo de sair do carro para gesticular com os os agentes da autoridade que a perseguiam numa auto-estrada nos EUA. O vídeo mostra quase sete minutos da perseguição, quase sempre, a alta velocidade.




As imagens não mostram onde ou como começou a perseguição, apenas a obstinação da mulher em eludir a polícia. Nas auto-estradas dos arredores de Los Angeles, nos EUA, a senhora fez de tudo um pouco: andou em contra-mão na auto-estrada, levou o carro para fora da estrada e até se deu ao luxo de sair do carro para gesticular com os polícias, antes de voltar a entrar para arrancar a grande velocidade.

E por causa da guerra dos politicos que o pais nao vai para frente

O Ministério da Agricultura escolherá, nos próximos dias, uma das duas associações que disputam a gestão de milhões dos fundos comunitários em Lafões. Só uma ganhará. Para já, trocam-se acusações de partidarismo.


Em 2008, devido à sobreposição de territórios, a administração do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) chumbou os projectos apresentados pelas duas organizações: a Associação de Desenvolvimento Regional de Lafões (ADRL), que abrange S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades, e a Associação de Desenvolvimento de Dão Lafões e Alto Paiva (ADDLAP) que intervém, além daqueles mesmos concelhos, nos de Viseu e Vila Nova de Paiva.


Apesar dos esforços que alegam ter desenvolvido, de parte a parte, para chegarem a um entendimento, e dessa forma evitarem uma nova reprovação, as associações acabaram por recandidatar os respectivos projectos deixando ao gabinete de planeamento do Ministério da Agricultura a responsabilidade de decidir.


Em declarações recentes à Rádio Vouzela, a propósito do impasse que diz estar a retardar o acesso da região a fundos na ordem dos 13,5 milhões de euros, Guilherme Almeida, da ADDLAP (também vereador do PSD na Câmara de Viseu), afirmou que a outra candidatura, ao contrário da sua, está muito "alinhada" com o partido do Governo.


Guilherme Almeida deixou mesmo um aviso: "Estamos confiantes que vamos ganhar. Se isso não se verificar, iremos até ás últimas consequências".


Ganhar o melhor projecto


Maria do Carmo Bica, responsável pela ADRL, considera "inadmissível que alguém faça pressões e ameace ir até às últimas consequências, para conseguir a aprovação do seu projecto".


"É muito mau. A valia técnica dos projectos é feita a partir de critérios objectivos publicados em Diário da República. Tem de ganhar o melhor. Pela nossa parte, estamos confiantes".


A responsável, candidata pelo PS à Câmara de Vouzela, diz que o projecto da ADRL é abrangente e recusa conotações com o Governo. "Ao contrário de outros, não espero que a candidatura da ADRL seja aprovada para fazer campanha eleitoral. Toda a vida tive uma participação política activa, e nunca misturei essa actividade com o meu trabalho ou com o movimento associativo".


A ADDLAP afirma, em comunicado, esperar que o impasse de 9 meses seja ultrapassado por uma decisão "célere" da tutela.


Vamos la fazer contas.


As carteiras mais vazias obrigam os portugueses a uma maior selecção na altura de fazer compras. Vão mais vezes por semana ao supermercado e optam muito mais pelos produtos mais baratos e mesmo de marca branca.


A ida ao supermercado é cada vez mais um exercício de aritmética, com os consumidores a procurarem os produtos a preços mais baixos sem, no entanto, deixarem de levar os que consideram alimentos básicos, embora o façam cada vez mais de marcas brancas, ou marcas próprias de determinado grupo.


É o que se verifica, por exemplo, com o leite e seus derivados, que, como diz a Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios (ANIL), os consumos, no global, não registaram grandes oscilações, mas as "quotas de mercado das marcas brancas aumentaram na ordem dos 6 a 7% em 2008", afirmou Pedro Pimentel.


O responsável acrescentou ainda que, nos últimos anos, "verificou-se um aumento massivo de consumo de leite e derivados e, nos dois últimos anos, por exemplo, no que diz respeito ao leite, o crescimento tem sido praticamente nulo". Já o queijo teve um decréscimo de 5% e o consumo de iogurtes na ordem dos 1%. No entanto, "são consumos globais, optando pelo produto mais básico sem valor acrescentado e, muita vezes, no caso das marcas brancas, desconhecendo a sua origem, que muitas vezes é estrangeira".


Se para os lacticínios a escolha recai nos produtos sem marca, no caso do peixe a opção é cada vez mais pelas espécies capturadas na costa portuguesa. "O carapau, a cavala, a sarda e a sardinha estão a recuperar os consumos tradicionais", referiu Miguel Cunha, da Associação de Armadores das Pescas Industriais, admitindo que "esta procura é também motivada pelos preços. Estas espécies são mais baratas, mas as espécies mais caras, como o pargo, o sável e o robalo, mantêm os mesmos níveis de procura".


Nas bancas ficam as carnes de bovino e suíno, que desde o ano passado têm registado uma descida na procura. José Oliveira, da Associação de Produtores de Leite e Carne, admite que os preços "da carne bovina não são convidativos, mas por puro contra-senso, porque os preços ao produtor desceram 35%, no entanto, para o consumidor mantiveram-se. Com os custos de produção a aumentar não só os consumidores deixam de procurar este produto, como muitos produtores desistem desta actividade".


A mesma queixa é apresentada pelo presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, Joaquim Dias, que aponta para uma verdadeira retracção no consumo de carne de porco. "Estatísticas só europeias, e em 2008, o decréscimo de consumo foi de 1% per capita".


A carne de aves é assim a mais procurada pelos consumidores portugueses, e "o preço é um dos motivos, porque foi sempre muito mais acessível", frisou Avelino Gaspar, da Federação Portuguesa das Associações Avícolas, acrescentando que o mercado de ovos também está estável.


Pão e fruta


O pão continua a ser um alimento muito procurado em tempo de crise, "até se verificou um aumento no consumo este ano, mas cerca de 30% dessas vendas são feitas nas grandes superfícies", salientou Carlos dos Santos, da Associação do Comércio e Indústria de Panificação.


A fruta continua a ser procurada, "existe algum decréscimo, especialmente, na fruta certificada, que é mais cara, mas não é muito grande", avançou Sónia Varanda, da Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Hortofrutículas, sublinhando que "se trata apenas de sensibilidade, dados só no final da campanha".


Eles fazem estradas, mas depois estao meses para as abrir

Uma estrada praticamente concluída há cinco meses, em Loures, continua por abrir devido à falta de um parecer da Estradas de Portugal. Os moradores não compreendem a demora e vão expressando a sua indignação.


"Estão à espera das eleições? Abram-me!!!". A frase escrita nas placas de betão que barram a entrada na via que vai ligar a Estrada Nacional 8, na zona do Barro, aos bairros da Vitória, Santa Maria e Casal da Mata tem intrigado os milhares de automobilistas que diariamente passam por ali, a caminho das cidades de Loures ou de Lisboa.


Os habitantes daqueles bairros garantem não ter ideia de quem terá sido o autor das palavras, mas partilham da sua revolta e também não compreendem por que permanece fechada uma via aparentemente concluída há tanto tempo.


"A estrada está pronta desde Novembro, pelo menos, mas não a abrem. Não percebo porquê, devem estar à espera das eleições para virem cá todos cortar a fita e bater palmas", diz um morador do Bairro de Santa Maria, que preferiu não se identificar.


Apesar de se tratar de um troço de estrada com apenas algumas centenas de metros, a nova via irá evitar que quem quer aceder àquele e a outros bairros, vindo da cidade de Loures, tenha de dar a volta por uma estrada estreita e em piores condições, que atravessa zonas residenciais.


"Escusávamos de ter aqui os carros a passar e ficávamos com estas ruas só para nós", diz Cristina Antunes, 73 anos, cansada de ver os automóveis passarem-lhe à porta. A septuagenária recorda a pacatez de outros tempos, em que praticamente não circulavam automóveis por ali. "Mas, agora, toda a gente tem carro, já se sabe", desabafa , com um encolher de ombros.


Os que moram naqueles bairros maioritariamente formados por vivendas sabem que não vai ser aquele pequeno troço de estrada a solucionar os problemas de trânsito, sobretudo nas horas de ponta da ida e vinda de Lisboa, mas admitem que "tudo o que seja para melhorar, já devia ter vindo".


É essa a opinião de Miguel Sousa, 45 anos, morador no Bairro da Vitória, que não vê a hora de a nova via abrir à circulação. "Não gosto nada de vir naquela estradinha apertada, às curvinhas, onde mal se podem cruzar dois carros. Se não tivessem feito uma nova, lá nos tínhamos de aguentar. Mas se fizeram, porque não a abrem?", interroga o professor.


Compram jogadores caros, depois acontece isto.

Metade dos clubes que disputam as ligas profissionais de futebol tem salários em atraso. O caso mais grave é o do Estrela da Amadora, com sete meses por pagar. Hermínio Loureiro, líder da Liga de Clubes, admite a mancha e aponta soluções.


O flagelo dos salários em atraso no futebol português abrange metade dos clubes, nas duas divisões profissionais. A maioria dos emblemas que não tem os pagamentos em dia regista um mês por pagar, mas há casos mais graves, como o que afecta o Estrela da Amadora, que, ainda por cima, é reincidente.


Ainda há quem pague a tempo e horas, com destaque para os três grandes, que têm todos os salários regularizados, mas o certo é que metade das 32 equipas que disputam a Liga e a Liga de Honra tem vencimentos em atraso. Bem conhecido é o drama do Estrela, com sete meses em falta, apesar de dois terem sido pagos através do fundo de garantia salarial do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF). O problema, além da dimensão social, tem provocado greve aos treinos, num clube já habituado a ser notícia por sucessivos incumprimentos, mas que consegue "fintar" os regulamentos e manter-se em competição, apesar de os jogadores puderem rescindir em bloco. "É uma situação que mancha a imagem do futebol português, mas a Liga tem em marcha soluções que vão apertar o cerco aos incumpridores", realça, Hermínio Loureiro, o presidente da Liga.


O organismo já anunciou a intenção de impedir o acesso às provas profissionais da época 2009/ /10 a quem tiver salários em atraso em Maio. A medida, confirmou Hermínio Loureiro, vai a votos em assembleia geral, até ao início de Maio.


"Importa fazer um apelo à moderação salarial e criar mecanismos que evitem estas situações. O licenciamento dos clubes tem de ser feito com maior rigor", defende o líder da Liga.


Além do Estrela da Amadora, igualmente complicada é a situação do Vitória de Setúbal, com quatro meses em atraso, há ainda os casos de Belenenses e Leixões, ambos com dois meses por pagar, enquanto o trio Nacional, Marítimo e Académica tem um mês em atraso, embora exista um acordo com os jogadores de receberem apenas, ao dia 20 de cada mês, o salário do período anterior. Numa nuance que virou moda em alguns clubes, a Naval já tem pago os salários a prestações. Nesta altura, o clube da Figueira da Foz tem parte do mês de Março por pagar, o que espera fazer na próxima semana. Já o Paços de Ferreira "saltou" da lista dos incumpridores, ao pagar, ontem, o mês de Março.


Na Liga de Honra, Boavista e Varzim, com quatro meses em atraso, protagonizam os casos mais graves, mas a lista dos incumpridores envolve ainda Estoril, Beira-Mar e Portimonense - todos com dois meses por pagar -, e Vizela e Gil Vicente, ambos com um mês em atraso.


Apesar de metade não pagar a tempo e horas, há jogadores nos plantéis dos clubes incumpridores que têm salários em dia, dado que estão em situação de empréstimo e os vencimentos são pagos, regra geral, pelas equipas de origem.


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ideias para o sua Pascoa





Como e que um piolho pode viver 100 anos a transbordar de gente.


Foi a primeira vez de Joana. Nunca antes lhe tinham feito uma serenata. Quis o destino que a estreia fosse mesmo à porta do café conhecido por nome de parasita pertencente à família dos Pediculídeos.


O Piolho. Fica ali na Praça de Parada Leitão, no Porto. A meia dúzia de passos dos Leões. Qualquer dúvida é só perguntar a um estudante da Universidade do Porto. O Piolho, baptizado como Âncora d'Ouro há quase 100 anos, é o principal centro de reunião de doutores e caloiros da Academia portuense, a maior do país. São às centenas. "Há noites em que só se vê cabeças", sorri José Martins, um dos sócios-gerentes do estabelecimento. As comemorações do centenário, que se assinala a 26 de Junho, já começaram.


Mas voltemos a Joana. É Silva e estuda no Instituto Superior de Contabilidade e Administração Pública. Quem a faz corar com uma romântica balada é a tuna da Escola Superior de Educação, por onde passou. Pelo Piolho é que, agora, Joana Silva tem passado menos. "Estou a trabalhar em Tavira", explica, não deixando de elogiar "a envolvência, a tradição e a história" do café. "E os Leões aqui tão perto..."


"O Piolho é um marco na vida dos estudantes", sentencia Rita Gomes, de negro trajada. "É o sítio mais acolhedor. Só se vêem capas pretas", juntou Cátia Silva, vestes semelhantes às de Rita, mas frequentadora mais assídua: "Já vim aqui mil vezes".


Ricardo Rocha, da Faculdade de Medicina, não faz por menos: "Milhões de vezes!" Histórias do Piolho ouviu-as do pai, outrora estudante de Engenharia. Reclamação bem actual: após as obras - o Piolho esteve três meses encerrado em 2006 para renovação -, "subiram os preços".


"O café é acolhedor, os preços nem tanto. Mas às vezes é preferível pagar um bocado mais e estar num bom ambiente", considera André Pimenta. "O Piolho é nosso", atalha, de imediato, Ricardo Rocha.


André Pimenta, de Lamego, não fazia ideia do que era o Piolho quando chegou ao Porto. Hoje já sabe. E passou palavra aos amigos da terra. Poucos sabem, porém, por que carga de água o Âncora d'Ouro se transformou em Piolho. José Martins explica que há duas versões. Fia-se mais naquela que é contada por Reis Lima, neto de um dos fundadores: dado o aglomerado de pessoas que se juntava num espaço pequeno, os clientes começaram a dizer que mais pareciam piolhos. A segunda versão atribui a alcunha ao tratamento cerimonioso entre alunos e professores universitários que frequentavam o café em meados do século passado. Bem vistas as coisas, uma "piolhice".


Quem vê José Martins a tirar finos sem parar e Cláudio Alexandre a fintar a multidão com a bandeja cheia não imaginará que, quando a actual gerência tomou conta do café, corria o ano de 1979, a situação não estava famosa.


Foi há 30 anos que José Martins, o cunhado Edgar Gonçalves e o tio José Pires tomaram conta do café. "Vimos o Luso, o Piolho e D. Manuel II. A decisão acabou por ser responsabilidade minha. Como o Piolho estava sempre cheio, não hesitei", recorda José Martins. Não saberia, contudo, que a clientela que enchia a sala era tão problemática. O ambiente não era o melhor. Aos poucos, foi conseguindo afastar quem não interessava. E reactivar o Piolho como ponto de encontro académico, tradição espelhada nas inúmeras placas evocativas de grupos de estudantes que por ali passaram. As memórias, muitas em forma de verso, forram as paredes.


O renascimento definitivo deu-se a partir de 1997, acrescenta o sócio-gerente, que partilha a responsabilidade de tomar conta do estabelecimento com o cunhado. Um ano fica um, no seguinte fica o outro. Actualmente, com licença para estar aberto até às quatro da manhã, o café tem enchentes sucessivas. Aos fins-de-semana, a multidão enche a praça.


Idalina Gonçalves, mulher de José Martins, não tem mãos a medir na cozinha. As francesinhas são famosas. "É ela quem vem abrir o café, às seis da manhã", conta José Martins. A hora é madrugadora, mas Idalina não tempo para bocejar: "Quando chego, muitas vezes já há gente à espera para o pequeno-almoço". Torradinhas e meia de leite? José Martins e Idalina Gonçalves contam que muitos estudantes arrancam (ou acabam) o dia com uma francesinha especial regada a finos.