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Radio Viseu Cidade Viriato

terça-feira, 16 de março de 2010

Alonso estreia-se a vencer ...

Fernando Alonso venceu hoje, domingo, o GP do Bahrein, a primeira prova do Mundial de Fórmula1, no que foi a sua estreia enquanto piloto da Ferrari.

O espanhol deixou, assim, para trás Felipe Massa e Lewis Hamilton, que terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Alonso e Massa garantiram, assim, um início de temporada em grande para a Ferrari, que ocupou os dois primeiros lugares em Bahrein.

De regresso à Fórumla1, Michael Schumacher terminou em sexto e o actual campeão em título, Jenson Button, ficou-se pela sétima posição.

Jornal de Noticias

Goa - Factos...

Goa
India Goa locator map.svg
Localização do estado de Goa na Índia
Capital Pangim
15° 29′ 35″ N, 73° 49′ 05″ E
Cidade principal Vasco da Gama
Idioma oficial concani
português
Governador Shivinder Singh Sidhu
Ministro Chefe Digambar Kamat
Poder legislativo:
• Tipo
• Membros

Unicameral
40
Formado em 30 de maio de 1987
Área 3.702 km²
População (março/2001) 1.347.668
Densidade demográfica 364 hab./km²
Total de distritos 2
Fuso horário UTC +5:30
ISO 3166-2 IN-GA
Website goagovt.nic.in


















































Goa é um estado da Índia. Situa-se entre Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul, na costa do Mar da Arábia, a cerca de 400 km a sul de Bombaim. É o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, e o mais rico em PIB per capita da Índia.

A sua língua oficial é o concani, mas ainda existem pessoas neste estado que falam português, devido ao domínio de Portugal na região por mais de 400 anos. As suas principais cidades são Betul Beach, Cape Rama, Chauri (Canacona), Mapusa, Margão (Madgaon, pronúncia aproximada em concanim) e Panaji (ou Pangim, antigo nome português). Goa, a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido integrada pela força na União Indiana em 1961.

As suas igrejas e conventos encontram-se classificadas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

História

Antecedentes

A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria, onde é chamada Gubio. Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região.

Por volta de 1775 a.C. os fenícios estabeleceram-se em Goa.

No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". O Mahabharata conta que os primeiros arianos que chegaram a Goa eram fugitivos da extinção, pela seca, do rio Saraswati, noventa e seis famílias que chegaram por volta de 1000 a.C. A eles se uniram os Kundbis vindos do sul, para, durante 250 anos, resgatar solo do mar, aumentando o espaço fértil entre este e as montanhas.

Cerca de 200 a.C. Goa tornou-se a fronteira sul do império de Ashoka: os dravidianos tinham sido empurrados para o sul pelos arianos, como refere a Geografia de Estrabão. Por volta de 530-550, Goa é citada como um dos melhores portos do Industão, sendo chamada de Sindabur, Chandrapur ou Buvah-Sindabur pelos árabes e turcos.

Depois do império Maurya (321-185 a.C.) Goa foi disputada por vários impérios em batalhas sangrentas. Por volta do século X Goa, então concentrada em torno do rio Zuari, prosperou pelo comércio com os árabes. Em 1347 caiu sob domínio islâmico e muitos templos a deuses hindus foram destruídos.

Presença portuguesa

Capela de Santa Catarina, erguida durante a ocupação portuguesa. Não confundir com a Sé de Santa Catarina, de maiores dimensões, também na Velha Goa.

Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. A primeira investida portuguesa deu-se em 1510, de 4 de Março a 20 de Maio. Nesse mesmo ano, em uma segunda expedição, a 25 de Novembro, Afonso de Albuquerque, auxiliado pelo corsário hindu Timoja, tomou Goa aos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão. Nesse período, um cronista português descreve Goa, no período de 1512-1515:

Mapa de Goa, in Histoire générale des Voyages, de la Harpe, 1750
"Os gentios do reino de Goa são mais válidos que os do reino de Cambaia. Têm formosos templos seus neste reino, têm sacerdotes ou brâmanes de muitas maneiras. Há entre estes brâmanes gerações muito honradas deles, não comem coisa que tivesse sangue nem coisa feita por mão de outrem (…). As gentes do reino de Goa por nenhum tormento não confessarão coisa que façam. Sofrem grandemente e soem ser atormentados de diversos tormentos. Antes morrem que confessar o que determinaram calar. E as mulheres de Goa são jeitosas no vestir, as que dançam e volteiam o fazem com melhor maneira que todas as destas partes. (…) E costuma-se grandemente neste reino de Goa, toda mulher de gentio queimar-se por morte de seu marido. Entre si têm todos isto em apreço e os parentes dela ficam desonrados quando se não querem queimar e eles com admoestações as fazem queimar. As que de má mente recebem o sacrifício e as que de todo ponto não se queimam ficam públicas fornicárias e ganham para as despesas e fábricas dos templos donde são freguesas. Este gentios têm cada um uma mulher por ordenança, e muitos brâmanes prometem castidade e sustêm-na sempre. Nos outros portos de Goa se carrega muito arroz, sal, bétele, areca." (A 'Suma Oriental' de Tomé Pires. Ed. Armando Cortesão, 1978. p. 212-218.)

Uma outra descrição coeva fornece maiores detalhes:

"[Goa] é habitada de muitos mouros honrados, muitos deles estrangeiros de muitas partidas. Eram homens brancos, entre os quais, além de muito ricos mercadores que aí havia, eram outros lavradores. A terra por ser muito bom porto, era de grade trato, onde vinham muitas naus de Meca e da cidade de Adem, Ormuz, de Cambaia e do Malabar (…). É a cidade mui grande, de boas casas, bem cercada de fortes muros, torres e cubelos; ao redor dela muitas hortas e pomares, com muitas formosas árvores e tanques de boa água com mesquitas e casas de oração de gentios. A terra é toda arredor muito aproveitada (…). Neste porto de Goa há grande trato de muitas mercadorias de todo o Malabar, Chaul e Dabul, do grande reino de Cambaia, que se gastam para a terra firme. Do reino de Ormuz vem aqui cada ano muitas naus carregadas de cavalos, os quais vêm aqui comprar muitas mercadorias do grande reino de Narsinga e Daquem, e compram cada um a duzentos e trezentos cruzados e segundo é, e vão-nos a vender aos reis e senhores aqui das suas terras, e, todos, uns e outros, ganham nisso muito e assim el-rei nosso senhor, que de cada cavalo tem quarenta cruzados de direitos." (Livro que dá relação do que viu e ouviu no Oriente Duarte Barbosa. Lisboa: Ed. Augusto Reis Machado, 1946. p. 89-91.)

Com a derrota dos muçulmanos da região, em 1553 um quinto dela estava sob domínio português, recebendo o nome de «Velhas Conquistas». Os governadores portugueses da cidade pretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente e para tal criaram algumas instituições e construíram-se várias Igrejas para expandir o cristianismo e fortificações para a defender de ataques externos.

Armas de Goa (1675)

A partir de meados do século XVIII verifica-se um alargamento dos territórios de Goa, que passam a integrar as «Novas Conquistas».

Com a chegada da Inquisição (15601812), muitos dos residentes locais foram convertidos violentamente ao Cristianismo por missionários, ameaçados com castigos ou confisco de terra, títulos ou propriedades. Para escapar à Inquisição, milhares de goeses fugiram e estabeleceram-se nas cidades vizinhas de Mangalore e Karwar.

A decadência do porto no século XVII foi conseqüência das derrotas militares dos portugueses para a Companhia Neerlandesa das Índias Orientais dos Países Baixos no Oriente, tornando o Brasil e, mais tarde, no século XIX, as colónias africanas, o centro econômico de Portugal. Houve dois curtos períodos de dominação britânica (1797-1798 e 1802-1813) e poucas outras ameaças externas após este período.

Durante o domínio britânico na Índia, muitos habitantes de Goa emigraram para Mumbai, Calcutá, Puna, Karachi e outras cidades. O isolamento de Goa diminuiu com a construção das vias férreas a partir de 1881, mas a emigração em busca de melhores oportunidades econômicas aumentou.

Em 1900 Goa teve seu primeiro jornal bilíngüe gujarati-português.

A independência da Índia

Câmara Municipal de Margão, segunda maior cidade da região.
Arquitectura residencial tradicional de Goa visivelmente influenciada pela presença portuguesa.

No contexto da descolonização, após os Ingleses terem deixado a Índia (1947) e os Franceses Pondicherry (1954), o governo português, liderado por António de Oliveira Salazar, recusou-se a negociar com a Índia. Por essa razão, de 18 para 19 de Dezembro de 1961 uma força indiana de 40.000 soldados conquistou Goa, encontrando pouca resistência. À época, o Conselho de Segurança da ONU considerou uma resolução que condenava a invasão, o que foi vetado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A maioria das nações reconheceram a acção da Índia, mas Portugal apenas a reconheceu após a Revolução dos Cravos, em 1974.

A parte urbana de Goa denomina-se actualmente Pangim (também Panjim ou Panaji). Apenas a parte histórica da cidade, hoje pouco habitada, conserva o nome antigo.

Newsreel footage of Goa, 1955

[editar] A ação missionária em Goa

Goa destacou-se por ter sido sede de duas grandes ações civilizadoras portuguesas no Oriente: a religiosa e a educacional. Foi considerada a "Roma do Oriente", erigida em Sé Metropolitana das dioceses de Moçambique, Ormuz, Cochim, Meliapor, Malaca, Nanquim e Pequim na China, e Funay no Japão, a partir de 4 de Fevereiro de 1557. Dali partiram para o apostolado os grandes vultos do catolicismo português no Oriente, como São Francisco Xavier e São João de Brito.

No que tange à ação educacional, em Goa foram erguidas inúmeras escolas e liceus, uma escola médica e institutos profissionais e técnicos. Vultos das letras portuguesas como o poeta Luís Vaz de Camões ("Os Lusíadas"), Garcia de Orta ("Colóquio dos Simples") e Manuel Maria Barbosa du Bocage, ali redigiram parte das suas obras.

Cronologia

Damão e Diu desde o início, e muito mais tarde também Dadrá e Nagar-Aveli, ficaram ligados a Goa, sob o nome de Estado da Índia Portuguesa, ligados não só pela Administração, com centro em Goa, mas também por outros sentimentos, porém separados por cerca de 700 e 1500 km. Logo após a integração na Índia estiveram ainda ligados a Goa, porém, quando esta se tornou um Estado dentro da República da Índia, Damão e Diu passaram a ser administrados directamente pelo Governo Central da Índia, sob o nome de Território da União de Damão e Diu (Union Territory Of Daman & Diu). Dadrá e Nagar-Aveli, integrados alguns anos antes na Índia (1954), formam um território à parte.

Clima e geografia

Talukas de Goa. Talukas em roxo pertencem ao distrito do Norte de Goa, e os de laranja ao distrito do Sul de Goa.

Com uma área de 3702 quilômetros quadrados, seu território se estende pelo Concão (a costa oeste indiana) por 101 quilômetros de litoral, e, mais ao interior, encontram-se as montanhas chamadas Gates Ocidentais, cuja maior elevação é o monte Songosor, de 1167 metros. O Mandovi, o Zuari, o Terekhol, o Rio Chapora e o Rio Sal são os principais rios de Goa. Goa tem mais que quarenta ilhas estuarinas, oito ilhas marinhas e dezenove ilhas de rio.

Goa, estando na zona tropical e na costa do Mar Arábico, tem um clima quente e húmido em quase todo o ano. O mês de maio é o mais quente, com temperaturas de aproximadamente 35 °C, aliadas a altas humidades. As chuvas de monção chegam no começo de junho e representam um alívio no calor forte do período. Essas chuvas duram até setembro. Goa tem, ainda, uma pequena estação fresca entre o meio de dezembro e fevereiro. Estes meses têm noites com temperaturas de 20 °C e dias quentes com 29 °C aproximadamente, com moderadas rajadas de chuva.

Subdivisões de Goa

O estado é atualmente dividido em dois distritos:

Pangim (ou Panaji) é, simultaneamente, a capital do estado e do distrito de Goa Norte, enquanto que Margão é a capital do distrito de Goa Sul. Ambos os distritos são governados por um governador nomeado pelo governo indiano.

Os distritos ainda são divididos em concelhos ou talukas (ou tehsil).

Património edificado

Uma igreja na velha Goa, exemplo da arquitectura portuguesa.
Igreja da Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

Idiomas

O idioma oficial de Goa é a língua concani. Depois que Portugal deixou de comandar Goa, o concani e a língua marata são os idiomas mais falados no estado. O concani, no estado, é o idioma primordial; depois, vêm a língua inglesa e a língua marata que são usados para propósitos educacionais, oficiais e literários. Outras línguas incluem a língua hindi, a língua portuguesa e a língua canaresa.

Demografia

Um templo hindu em Goa.

O gentílico de Goa é o goês ou a goesa na língua portuguesa, Goenkar em concani e Govekar na língua marata. Goa tem uma população de 1,344 milhões de habitantes, o que o torna o quarto menor estado indiano em relação à habitação (depois somente dos estados de Siquim, Mizoram e Arunachal Pradesh). A população tem crescido 14,9% por década e há 363 pessoas para cada quilômetro quadrado de sua superfície total. 49,77% de sua população vive em áreas urbanas. O sex ratio do estado é de 960 mulheres para 1000 homens.

O hinduísmo (65,8%), o cristianismo (26,7%) e o Islã (6,8%) são as três maiores religiões goesas. O Catolicismo Romano atingiu Goa quando Portugal controlava o estado, sendo que a Inquisição fez com que muitos se tornassem católicos. Há ainda uma pequena comunidade judaica em Goa.

As maiores cidades do estado são Vasco da Gama (Goa), Margão, Pangim, Mormugão e Mapusa.

Personalidades nascidas em Goa

Cultura pop

Goa é considerada o berço do "psy trance" (abreviação de "psychedelic progressive trance"), em especial, a variedade "Goa trance"[carece de fontes?].

Wikipedia

segunda-feira, 15 de março de 2010

Primeira pagina...

Cavaco lidera isolado corrida às eleições presidenciais...

Sondagem indica reeleição logo à primeira volta. Alegre quase igual ao resultado de 2006

Cavaco Silva teria a reeleição praticamente garantida, e logo à primeira volta, se as Presidenciais ocorressem hoje. É, de longe, aquele que reúne mais opiniões positivas, de acordo com uma sondagem da Universidade Católica: consegue 57%, enquanto Manuel Alegre aparece em segundo lugar (19%) e Fernando Nobre em terceiro (8%).


Cavaco lidera isolado  corrida às eleições presidenciais
Cavaco Silva destaca-se dos outros candidatos à presidência da República

O Barómetro do Centro de Estudo e Sondagens de Opinião da Universidade Católica para o JN, DN, RTP e Antena 1 não faz uma pergunta directa sobre intenção de voto. Os portugueses foram questionados sobre qual dos três consideram poder ser o melhor presidente.

Para além da liderança incontestável de Cavaco (nas Presidenciais de 2006 conseguiu 50,5%), outro dado relevante é o baixo resultado de Manuel Alegre. Não consegue sequer atingir os 20,7% de há quatro anos, quando disputava o eleitorado de esquerda com outros quatro candidatos (Mário Soares, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã e Garcia Pereira).

Relevante é o resultado de Fernando Nobre, o fundador da Assistência Médica Internacional, a mais conhecida ONG portuguesa, que, apesar de ser o menos exposto aos palcos mediáticos, mostra ser uma personagem acarinhada por um número substancial de compatriotas.

Jornal de noticias

Matou vizinho por causa de mancha na camisola...

Vítima foi baleada com cinco tiros por se recusar a limpar a roupa

Um jovem em Porto Alegre, no Brasil, matou o vizinho de 16 anos. Uma mancha numa camisola está na origem do crime, noticia o portal de notícuias «R7».

Cristian Mota foi cumprimentar o amigo Paulo Andrews, sujando-lhe a roupa. O jovem reagiu mal ao incidente e exigiu ao outro que lhe pagasse a limpeza, mas Mota recusou.

A rejeição foi mal aceite por Andrews que matou o vizinho de 16 anos com cinco tiros.

De acordo com as fontes policiais, não se trata do primeiro crime praticado pelo autor dos disparos, que é suspeito de pertencer a um gang.

TVi 24

Manifestações contra a visita de Obama à Indonésia...

Milhares de muçulmanos indonésios radicais manifestaram-se hoje, domingo, em todo o país contra a visita do presidente norte-americano Barack Obama, prevista para o fim do mês.

Cerca de 2.000 manifestantes que pertencem ao grupo islamista Hizbut Tahrir, que exige a criação de um califado na região, manifestaram-se em Makassar, capital da ilha de Sulawesi.

Gritando "O Islão unido... não será derrotado. Rejeitamos Obama", os manifestantes rasgaram reproduções de bandeiras norte-americanas.

Na cidade de Solo, no centro de Java, cerca de 500 membros do mesmo grupo islamista agitaram cartazes onde estava escrito: "Expulsem Obama... chefe dos colonizadores" ou ainda "América... Os verdadeiros terroristas".

"Há dois tipos de visitantes, os bons e os maus. Obama classifica-se entre os maus. Tem uma cor de pele diferente da de George W. Bush, mas continua a oprimir os muçulmanos", declarou Nur Alam, porta-voz do grupo Hizbut Tahrir.

"Apesar de ter crescido na Indonésia, isso não é uma razão para não o rejeitar. É um personagem cruel, as suas mãos estão cobertas de sangue", acrescentou.

O Hizbut Tahrir, legal na Indonésia, é proibido em vários países do Médio Oriente, onde nasceu, e na Ásia central.

Barack Obama adiou para 21 de Março o início da sua visita à Indonésia, inicialmente previsto para 18 de Março.

Entre os seus seis e dez anos, Obama esteve no país com a sua mãe, que casou com um Indonésio.

Guardou as noções da língua, o que contribuiu para a sua grande popularidade no país muçulmano mais povoado do mundo.

Jornal de Noticias

Mais de cem mil ajudam a limpar florestas e matas...

Mais de cem mil ajudam a limpar florestas e matas

Grupo de amantes do todo-o-terreno lançou um desafio num fórum na Internet para limpar algumas matas do País. Acabaram por criar um movimento histórico que conta com o apoio e até a participação do Presidente da República e da ministra do Ambiente.

O que em Junho de 2009 começou por ser quase uma brincadeira de um grupo de amigos transformou-se numa das maiores operações de limpeza das matas e florestas portuguesas de que há memória. Num fórum na Internet dedicado ao todo-o-terreno automóvel, inspirados num projecto ocorrido em 2008 na Estónia, Nuno Mendes, Paulo Pimentel Torres e Rui Marinho desafiaram outros membros a limpar algumas matas que frequentam com os seus veículos. Quando deram conta tinham o apoio de mais de cem mil voluntários decididos a Limpar Portugal. E até têm a ajuda do Presidente da República e da ministra do Ambiente.

A iniciativa está marcada para o próximo sábado. "A adesão de alguma forma surpreendeu-nos", diz Rui Marinho, explicando que, inicialmente, o projecto era apenas algo para os amantes do todo--o-terreno. "Em pouco tempo vimos que as coisas iam ultrapassar as competências do clube", refere este fundador do movimento.

"O objectivo é limpar as matas", salienta. "Mas com este exemplo de cidadania também esperamos consciencializar as pessoas para a necessidade de as manter limpas", frisa. Rui Marinho admite que para lá da falta de civismo há "muita falta de informação". "As pessoas não sabem que muitas câmaras recolhem gratuitamente os colchões ou sofás velhos", diz. Ou que "podem depositar equipamentos eléctricos avariados nos ecocentros sem pagar nada por isso".

A uma semana da realização da iniciativa, o projecto Limpar Portugal conta com mais de 40 mil entidades inscritas, entre escolas, empresas, agrupamentos de escuteiros e até entidades ligadas ao Estado, como a Protecção Civil, o Exército, câmaras municipais e juntas de freguesia. "Devemos ter protocolos assinados com cerca de 60% das autarquias", salienta Rui Marinho, adiantando que para além dos acordos individuais com muitas juntas de freguesia, "houve também muitas autarquias que assinaram os protocolos em nome das juntas". No terreno, estimativas feitas e se o bom tempo ajudar, vão estar mais de cem mil pessoas.

Um dos importantes apoios que o projecto Limpar Portugal recebeu foi o do ministério do Ambiente. "O projecto Limpar Portugal é uma iniciativa louvável onde eu própria me envolverei juntamente com o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa", explica Dulce Pássaro, acrescentando que "serão convidados os vários organismos do ministério, mesmo os que não trabalham directamente na gestão de resíduos, para que participem nesta iniciativa".

Rui Marinho admite que os fundadores acreditavam que "isto iria ter alguma adesão. Mas nunca acreditámos, por exemplo, que o Exército e a Protecção Civil cedessem os equipamentos pesados necessários". Neste momento estão referenciados cerca de 10 500 locais de recolha de lixo (ver infografia) com necessidades desde a recolha de plásticos ou pneus de automóveis, até verdadeiras lixeiras a céu aberto, onde se acumulam frigoríficos, móveis, entulho de obras, colchões. "Ao todo estimamos recolher cerca de 70 mil toneladas de lixo", diz Rui Marinho.

Para o dia da acção estão registados 308 movimentos locais, independentes. "Cada concelho tem a sua coordenação local e no dia as pessoas juntam-se nos locais indicados pela organização para partir para a recolha", explica Rui Marinho. O lixo será depois depositado em locais próprios, indicados pela secretaria de Estado do Ambiente, para se proceder à sua selecção, reciclagem e tratamento.

A principal dificuldade, admite Rui Marinho, será a recolha dos resíduos de construção. "Pela sua dimensão, estes podem ser os únicos que podemos não conseguir recolher totalmente no próprio dia", admite Rui Marinho.

Quanto ao futuro... "Isto foi feito pela carolice, ainda não sabemos o que fazer a seguir", conta. Mesmo na coordenação nacional as opiniões dividem-se. "Há quem queira continuar já, outros preferem parar para descansar."

Diário de Noticias

600 professores pediram ajuda por violência em 3 anos...

600 professores pediram ajuda por violência em 3 anos

Agressões verbais e físicas reúnem o maior número de queixas, vindas na maioria de mulheres. Alunos do terceiro ciclo, como os da turma de Fitares, são os mais problemáticos.

Desde 2006, ano de abertura do SOS Professores, que cerca de 600 docentes se queixaram à linha por serem vítimas de actos de violência. Às agressões físicas e verbais, juntam-se situações de indisciplina como aquelas que terão estado na origem do suicídio de um professor de Música de uma escola de Fitares.

Os alunos são a principal razão de queixa (58,4%), mas também os encarregados de educação agridem os docentes (25,5%). Da análise aos dados da linha - uma iniciativa da Associação Nacional de Professores (ANP) -, constata-se ainda que são sobretudo as mulheres que procuraram apoio. As faixas etárias dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 59 representam quase metade das chamadas efectuadas.

Segundo Mário Nogueira, da Fenprof, "as mais novas acabam por ter algum receio de fazer queixa, até por estarem há menos tempo na profissão. Já nas professoras com 50 ou mais anos, verifica-se um desgaste físico e psicológico. Podem ter a experiência de como lidar com situações problemáticas, mas o desgaste faz com que recorram a linhas como esta para terem algum tipo de apoio".

Os dados da linha demonstram também que são os alunos do terceiro ciclo - precisamente o nível de escolaridade da turma que alegadamente agredia o professor de Fitares -, com 50 queixas, e do secundário (46) que motivam mais problemas. Desde 11 de Setembro de 2006 até 19 de Junho de 2009, a linha recebeu 353 contactos, dos quais 184 foram efectuados durante o ano lectivo de 2006/2007, 136 em 2007/2008 e 33 em 2008/ /2009. A estes 353 contactos juntam-se mais dez efectuados entre 10 de Setembro de 2009 e 10 de Janeiro de 2010. Houve ainda o acompanhamento de 228 situações, o que perfaz um total de 581 serviços prestados.

Mário Nogueira não se mostrou surpreendido com o elevado número de pedidos de ajuda e realça a necessidade de se "apostar na prevenção" de actos de violência ou de indisciplina. "Mas, quando a prevenção falha, os professores devem ter meios para que haja uma punição exemplar."

E é neste ponto que o psiquiatra Manuel Louzã Henriques também se concentra. "É essencial que os professores sejam respeitados, que tenham autoridade e que possam aplicar uma disciplina actuante." Para o clínico, actualmente os professores não são respeitados, considerando que os alunos vêem os docentes como alguém para "dar marradas", até porque os próprios encarregados de educação acham que podem "bater e exigir dos professores".

Louzã Henriques salienta ainda que "fala-se muito de bullying, mas o correcto é chamar-se má criação. A sociedade quer que cada um acorde o selvagem que tem em si. Pessoas vistas como tímidas ou que gostam de reflectir sobre os assuntos são muitas vezes vistas como frouxas". Firmeza, não enveredar pela hipertolerância, são soluções a adoptar.

Diário de Noticias

Ranking UEFA: afinal quem contribuiu mais nos últimos anos?...

UEFA

F.C. Porto e Benfica garantem quase 60 por cento dos pontos


A boa campanha das equipas portuguesas nas provas da UEFA em 2009/10, conseguindo a melhor performance colectiva dos últimos cinco anos link externo, relança a pergunta: afinal, qual é a equipa que mais tem contribuído para a tendência de recuperação?

A resposta é: ainda o F.C. Porto. Mas há uma aproximação clara do Benfica, que pode mesmo igualar a performance dos dragões, embora para isso tenha de passar a eliminatória com o Marselha. Nos últimos cinco anos, o F.C. Porto contribuiu com 10,786 para o total de 37,296 das equipas portuguesas. A parcela do Benfica é muito próxima (10,370) e poderá ser acrescentada por mais pontos na campanha em curso.

O mesmo acontece com o Sporting, que vem claramente atrás, embora com uns significativos 7,808 pontos, que também podem ser reforçados diante do At. Madrid. Em quarto lugar, consolidando o seu estatuto de «outsider» na hierarquia do futebol português, vem o Sp. Braga, com honrosos 5,000 pontos. Há mais cinco equipas com presenças nas provas europeias nas últimas cinco épocas, mas com desempenhos residuais, que pouco contribuem para o ranking: V. Guimarães, Nacional, V. Setúbal, P. Ferreira e U. Leiria. Marítimo e Belenenses também passaram pela Europa, mas sem conseguir qualquer ponto.

Veja o desenvolvimento da notícia no Mais Futebol link externo

TVi 24

Diu - Factos...

Cidade de Diu (gravura inglesa, 1729).
Igreja de São Paulo em Diu
Palácio do Governador - Diu - 1949.


Diu (antigamente grafada Dio) é uma cidade e sede de distrito que pertence ao território de Damão e Diu, da Índia. Fez parte do antigo Estado Português da Índia até que, em 1961, foi anexado pela Índia.

O território de Diu possui uma área de 40 km2 e situa-se na península indiana de Guzerate e é composto pela ilha de Diu (separada da península pelo estreito rio Chassis e que mais propriamente pode ser considerado um braço de mar) e pelos pequenos enclaves continentais de Gogolá e Simbor (Pani Kota)[1].

Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueses chegaram à Índia. Em 1513, tentaram os portugueses estabelecer ali uma feitoria, mas as negociações não tiveram êxito. Em 1531 a tentativa de conquista levada a efeito por D. Nuno da Cunha também não foi bem sucedida. No entanto, Diu veio a ser oferecida aos portugueses em 1535 como recompensa pela ajuda militar que estes deram ao sultão Bahadur Xá de Guzerate, contra o Grão-Mogol de Deli. Assim, cobiçada desde os tempos de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque, e depois das tentativas fracassadas de Diogo Lopes de Sequeira, em 1521, de Nuno da Cunha em 1523, Diu foi oferecida aos portugueses, que logo transformaram a velha fortaleza em castelo português.

Arrependido da sua generosidade, Bahadur Xá pretendeu reaver Diu, mas foi vencido e morto pelos portugueses, seguindo-se um período de guerra entre estes e a gente do Guzerate que, em 1538, veio pôr cerco a Diu. Coja Sofar, senhor da Cambaia, aliado aos turcos de Sulimão Paxá, tendo-se, então, deparado com a heróica resistência de António Silveira. Um segundo cerco será depois imposto a Diu, pelo mesmo Coja Sofar, em 1546, saindo vencedores os portugueses, comandados em terra por D. João da Silveira e, no mar, por D. João de Castro. Pereceram nesta luta o próprio Coja Sofar e D. Fernando de Castro (filho do vice-rei português).

Depois deste segundo cerco, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir, mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos holandeses (nos finais do século XVII). A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu, que veio a ficar reduzida a museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica de antigo baluarte nas lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.

Diu permaneceu na posse dos portugueses desde 1535 até 1961, vindo a cair na posse das tropas da União Indiana, que invadiram todo o antigo Estado Português da Índia, no tempo de Nehru.

Wikipedia




domingo, 14 de março de 2010

Primeira pagina...

Timor aprova lei que tira terras a estrangeiros e empresas...

Timor aprova lei que tira terras a estrangeiros e empresas

O Governo de Timor-Leste aprovou as propostas de Lei das Terras, reservando para os cidadãos nacionais a propriedade plena e excluindo os estrangeiros, anunciou fonte do Conselho de Ministros.

O texto do Regime Especial para a Definição da Titularidade de Bens Imóveis (Lei das Terras) aprovado em Conselho de Ministros, a que a Lusa teve acesso, veda a propriedade plena a cidadãos estrangeiros, em conformidade com a Constituição, mas também a sociedades.

No que respeita aos estrangeiros a título individual, a proposta de Lei determina que os bens imóveis de estrangeiros titulares de direito anterior revertam para o Estado, salvaguardando que podem continuar a utilizá-los por meio de contrato de arrendamento com o Estado timorense.

Diário de Noticias

Apoio de 50 milhões da UE para a Madeira só no Outono...

Apoio de 50 milhões da UE para a Madeira só no Outono

Numa visita de quatro horas, Durão Barroso ficou "impressionado" com a rápida recuperação em zonas muito afectadas.

A Madeira já tem as obras de reconstrução em andamento, sem esperar pelos apoios financeiros da União Europeia, que, sabe-se agora, não deverão ultrapassar os 50 milhões de euros. Que só deverão chegar no Outono.

Funchal, Tábua, Serra d'Água, estão transformados em autênticos estaleiros. Durão Barroso viu ontem esta realidade numa curta visita de quatro horas onde viu máquinas e operários de construção civil por todo o lado. Operações que avançaram antes da aprovação do Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), cujo imperativo de revisão tem sido reiterado pelo Parlamento Europeu, mas sem aceitação por parte dos Estados Membros.

É neste quadro que a Madeira se confronta, sabendo-se que o apoio financeiro da UE não deverá ultrapassar os 50 milhões de euros, segundo apurou o DN, e que o empréstimo ao BEI de 250 milhões, assumido pelo Estado, não chega para metade da despesa. Durão Barroso também sabe que o "contributo da UE não vai resolver tudo…que isto fique claro", sublinhou. Daí sublinhar a importância das ajudas do Estado Português sugerindo uma reprogramação dos fundos comunitários nacionais, de "forma inteligente" no sentido de "estimular a economia regional, a reconstrução de casas, estradas, pontes".

Se até Abril a Assembleia da República vai votar uma lei extraordinária que suspende, temporariamente, a lei de Finanças regionais, a Madeira vai ter de esperar pelo FSUE. Para quando? "Não posso comprometer-me com uma data precisa porque são (exigidos) procedimentos que não dependem só da Comissão. Se tudo correr bem prevê-se para o Outono", disse Durão Barroso.

Entretanto, prometeu acompanhar o processo e lembrou que os fundos normais atribuídos à região no actual quadro comunitário, num total de 545 milhões de euros, podem dar uma ajuda ao desenvolvimento do arquipélago.

Diário de Noticias

Mensagem em garrafa chega ao destino após 23 anos...

Uma mensagem numa garrafa lançada a um rio em 1987 por Marko - uma criança de 11 anos - na antiga Alemanha de leste chegou ao seu destino 23 anos depois.

Outra criança, Yuri, de nove anos, encontrou a carta fechada na garrafa a cerca de 30 quilómetros do local onde Marko a havia lançado à água com a intenção de encontrar um amigo do outro lado da fronteira, na então Alemanha ocidental.

A história foi publicada no jornal Göttinger Tageblatt e confirmada hoje pelo pai de Yuri, Herbert Maibohm, engenheiro de profissão.

Segundo o relato de Maibohm, o seu filho encontrou a garrafa com um papel dentro, que simplesmente indicava que procurava um amigo, nas margens do rio Leine, nas proximidades de Gotinga (oeste).

Supostamente, Marko, o autor da mensagem, teria lançado a garrafa no mesmo rio, mas em algum ponto da província da Turingia, que na altura pertencia ao território da República Democrática Alemã (RDA).

A garrafa terá ficado presa nas margens do rio durante anos e ter-se-á soltado com as cheias do último inverno, chegando ao local onde foi encontrada por Yuri.

Até agora, a família de Yuri não conseguiu ainda contactar o remetente, apesar dos anúncios publicados na imprensa local, ao qual responderam muitas pessoas, sem que até agora Marko tenha sido localizado.

Jornal de Noticias

Varias Camaras investigadas...

PJ fez buscas em Ourém, Setúbal e Carregal do Sal por causa do "Pingo Doce"

As câmaras de Vila Real, Carregal do Sal, Ourém e Setúbal são alvos da Polícia Judiciária num inquérito por suspeitas de corrupção em licenciamentos de superfícies comerciais. As autarquias foram alvo de busca, tal como o ex-autarca de Espinho, José Mota.

Os responsáveis políticos foram visitados por inspectores da PJ do Porto, tendo sido, alguns deles, acordados pelas 7,30 horas da manhã. Em comum, o facto de as edilidades a que estão ligados terem tratado processos de licenciamento relacionados com o grupo Jerónimo Martins, do qual faz parte a cadeia de supermercados "Pingo Doce", entre outras marcas, bem como outros estabelecimentos, como bombas de abastecimento de combustível.

Presidida por Manuel Martins, do PSD, a Câmara de Vila Real foi buscada pela PJ, que apreendeu processos de licenciamento de obras particulares. No caso de Carregal do Sal (distrito de Viseu), o seu presidente, Atílio dos Santos Nunes, revelou inclusivamente, ao JN, ter sido levantado da cama pelos inspectores.

"Viram toda a minha casa mas acabaram por nada levar. Depois, foram buscar processos às instalações da Câmara. Estou absolutamente tranquilo, não tenho preocupação alguma", disse o autarca, que também licenciou a estrutura local do "Pingo Doce".

As mesmas razões levaram a Polícia Judiciária também à Câmara de Setúbal, no mesmo dia (quarta-feira) em que foi efectuada uma busca à casa do ex-presidente da Câmara de Espinho, José Mota. Investigada está a ser, também, uma junta de freguesia do Concelho de Ourém, em Fátima, completando-se assim o leque de seis autarquias sob suspeita. Na Câmara de Ourém, o vice-presidente confirmou a diligência policial e a apreensão de dois processos de obras. Em concreto, o Pingo Doce de Fátima.

No inquérito são investigadas suspeitas de corrupção e participação económica em negócio, só que ainda não há quaisquer arguidos constituídos. No total, foram efectuadas cerca de 20 buscas, incluindo residências particulares, instalações públicas, bem como à empresa Jerónimo Martins.

Prospecção de terrenos

Em declarações ao JN desde o Brasil, o socialista agora governador civil de Aveiro disse nada temer quanto à investigação judicial e revelou terem-lhe sido apreendidos três cheques, que não tinham sido levantados nos bancos "por não terem cobertura".

Tal como noticiou ontem o JN, o elo comum entre os envolvidos neste caso é pelo menos um indivíduo, ligado a uma empresa, com contactos no mundo autárquico e se dedica à prospecção de terrenos para instalação de superfícies comerciais. O inquérito começou por Espinho, mas alargou-se a outras localidades, por força da ligação daquele elemento.

O JN sabe que os inspectores da PJ efectuaram também uma busca a José Aleixo, ex-assessor de José Mota, em Espinho, e presidente da Associação Comercial daquela cidade. As suspeitas sobre este elemento incidem em especial sobre a actividade que exerceu junto do agora governador civil de Aveiro.

A empresa "Jerónimo Martins" confirmou, à agência Lusa, que a sede foi alvo de buscas da PJ. "O grupo desconhece o âmbito preciso destas investigações, mas está a colaborar activamente com as autoridades oficiais, fornecendo todos os elementos necessários".

O JN tentou contactar responsáveis da Câmara de Vila Real, mas sem sucesso.

Jornal de Noticias

Saiu da Urgência para salvar o filho com ataque de asma...

Após sete horas de espera em vão, valeu-lhe ter recorrido ao Centro de Saúde de Amora

Desesperada pelas mais de sete horas que estava à espera para que o filho fosse atendido nas urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada, uma mãe do Seixal viu-se ontem "obrigada" a abandonar o serviço com o agravar da crise asmática do jovem.

"Saí do hospital sem o João ser atendido, sem ter alta, e fui para o Centro de Saúde da Amora. Chegámos ao hospital eram 00.50 horas e saímos de lá às 08.24 horas", conta Ângela Silva, de 40 anos, mostrando-se angustiada com o facto de o filho asmático ter passado a noite inteira numa espera em vão.

Foi por essa razão que a última coisa que fez antes de sair do Hospital Garcia de Orta (HGO) foi apresentar uma queixa no livro de reclamações. "Fiquei indignada, porque não viram um menino de 15 anos. E se foi de ambulância é porque a situação era grave. Ele já nasceu asmático e é seguido no Garcia de Orta. Daí a minha revolta ser maior", reforça, mencionando que anteviu o pior quando soube que à frente do filho, que não tinha uma crise de asma há dois anos, estavam entre 15 a 16 pessoas.

Ele tinha lá ficado...

"Se não tivesse abandonado a urgência ele tinha lá ficado. Provavelmente agora não terá problemas, porque foi bem atendido, mas poderia ter sido pior se eu tivesse lá continuado", afirma, dizendo que a situação foi-se agravando com o passar das horas.

Para Ângela Silva, o problema não é a má qualidade do serviço, mas sim a falta de atendimento. "Esta é uma chamada de atenção para que o se passou não volte a acontecer", nota.

Pouco depois das 9.00 horas, João deu entrada no serviço de atendimento permanente (SAP) de Amora, Seixal, onde foi tratado de imediato. Com uma crise asmática no contexto de uma infecção respiratória, o jovem fez compensação da crise com broncodilatores e foi-lhe receitado um antibiótico para tratar a infecção respiratória, tendo regressado a casa pelas 10 horas.

Sobre este caso, o HGO esclarece que a triagem atribuiu ao João a pulseira amarela, que significa uma situação urgente, o que nem sempre implica atendimento imediato. "A criança tem falta de ar, é-lhe atribuída uma prioridade, mas temos de ver que falta de ar tem", explicou ao JN fonte hospitalar, considerando difícil que tenha sido feito um diagnóstico incorrecto. "O sistema praticamente não tem falhas", assegura.

Admitindo que as longas horas de espera são habituais, a unidade estima que, se permanecesse no serviço, o jovem não teria esperado muito mais tempo, dado que pelas 11 horas foi passada alta por abandono. "Em situações de pulseira amarela a espera é neste momento de seis horas", frisa, garantindo que ontem "não houve uma sobrecarga".

Fonte do SAP da Amora confirmou ao JN já ter recebido outros doentes que se cansaram de esperar nas urgências do HGO, nomeadamente um idoso com falta de ar que chegou à unidade "aflito" após ter estado quatro horas a aguardar nas urgência hospitalar.

Jornal de Noticias

Cantor russo faz sucesso com canção censurada...

Eduard Khil, um dos mais famosos cantores russos e soviéticos de música ligeira dos anos 1960, está a tornar-se um verdadeiro caso de sucesso na Internet com uma canção que censura de então obrigou a ser editada sem letra. Ouça a música.



Em pouco tempo, a canção com mais de 40 anos ">
O curioso é que a canção tem um longo título, mas não tem letra, por imposição da censura soviética.
O cantor Eduard Khil, atualmente com 75 anos, revelou que o compositor soviético Arkadi Ostrovski escreveu a letra para a música, mas, como as personagens principais eram um cowboy americano e a sua amada, a censura soviética "chumbou-a", obrigando-o a cantar "ah-ah-ah...oh-oh-oh" durante dois minutos e 42 segundos".
"A letra da canção era mais ou menos esta: "Eu cavalgo pela pradaria no meu corcel, num mustang, e a minha querida Mery, a mil milhas daqui, faz umas meias para mim", recorda este veterano da canção russa e soviética que continua a subir aos palcos.
"Por isso, decidimos fazer uma vocalização", acrescentou.
Um dos canais da televisão sueca filmou Khil a cantar essa canção há 44 anos atrás e este clip faz furor na Internet, tendo os espectadores e ouvintes americanos batizado o cantor de "Mister Trololo".
O actor norte-americano Christoph Waltz, que recentemente recebeu um óscar pela participação no filme "Sacanas sem lei", contribuiu fortemente para popularizar Khil ao colocar no Youtube uma espécie de resposta à canção .
Khil, que vive em São Petersburgo, não exclui a possibilidade de fazer uma digressão mundial, sublinhando que ainda está em condições de dar a conhecer outras canções que o tornaram famoso na União Soviética.

Jornal de Noticias


Chefe das 'secretas' reconhece apoios à ETA em Portugal...

Chefe das 'secretas' reconhece apoios à ETA em Portugal

Os investigadores da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da PJ apresentaram no tribunal provas suficientemente fortes e graves para deixar em prisão preventiva o suspeito etarra

O secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) confirma que a organização terrorista basca ETA "tem necessariamente qualquer tipo de apoio em Portugal". Júlio Pereira coordena a actividade dos dois serviços "secretos" portugueses, o SIS (Serviço de Informações e Segurança) e o SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e admite que a descoberta do arsenal de explosivos em Óbidos e a detenção, no aeroporto, de um dos dois alegados etarras que tinham escapado às autoridades nessa altura, justificam uma mudança de actuação. "Marcam uma nova realidade no nosso país e temos de nos adaptar a ela", declarou a DN.

Júlio Pereira não avança sobre que tipo de apoios se trata, mas algumas fontes policiais adiantam que não se está à espera de encontrar grandes bases logísticas, mas simplesmente algum apartamento ou quarto que tenha servido de casa de recuo para os dois elementos da "célula de Óbidos", Andoni Zengotitabengoa Fernandez e Oier Gomez Mielgo.

As autoridades acreditam que os dois bascos têm estado sempre em território nacional e no mesmo sítio, pois a sua deslocação podia ser um risco. Todas as forças de segurança têm os seus operacionais no terreno devidamente alertados para os perfis dos suspeitos. Foi essa informação, aliás, que permitiu ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras detectar e travar Andoni no aeroporto da Portela (ver caixa em cima).

Nesta altura todas as forças policiais e de informações estão convictas que o segundo alegado etarra ainda possa estar em Portugal e a sua localização foi uma das informações que a PJ pediu a Andoni, o qual não terá estado disposto a colaborar.

No início do ano, dias depois da detenção em Torre de Moncorvo do casal de alegados etarras, actualmente em prisão preventiva, o dirigente do SIRP refutara, também num comentário para o DN, a possibilidade de existir qualquer tipo de base da organização separatista basca em solo português. "Não podemos ir além dos factos concretos e nessa altura não havia factos concretos como há agora" para fundamentar essa realidade, justificou.

Para a PJ também a detenção de Andoni Fernandez, que ontem ficou também em prisão preventiva depois de interrogado no Tribunal Central de Investigação Criminal, pode representar uma 'nova realidade'. Os investigadores da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo acreditam que Andoni pode ser julgado pelos tribunais portugueses porque, ao contrário do que aconteceu com os outros dois de Moncorvo, a investigação neste caso reuniu elementos de prova suficientemente graves para sustentar um processo de suspeita de terrorismo em território nacional.

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira também 'adaptou' o seu discurso aos novos factos e não exclui a hipótese de a ETA ter uma força em Portugal. "Na acção das polícias, em estreita articulação com as autoridades judiciárias competentes, nunca se descarta qualquer hipótese. Trabalhamos sempre com todos os cenários possíveis para continuarmos atentos aos sinais e a investigar actividades que se desenrolem em território português", disse.

Diário de Noticias

Damão - Factos...

Damão (Daman em hindi) é uma cidade da Índia, e foi sede de distrito do antigo Estado Português da Índia. Tem 72 km² e cerca de 114 mil habitantes.

Damão, vista sobre o mar.

Situada na costa do golfo de Cambaia, era um dos três concelhos que constituíam o distrito. Nagar-Aveli e Dadrá (enclaves no território indiano) eram os outros dois concelhos de Damão. O antigo concelho de Damão era constituído pelas freguesias de Damão Grande (Moti Daman), Damão Pequeno (Nani Daman) e .

O primeiro contacto dos Portugueses com Damão deu-se em 1523, quando chegaram ali os navios de Diogo de Melo. Em 1534, o vice-Rei D. Nuno da Cunha enviou António Silveira arrasar os baluartes mouriscos de Damão, por saber que se situavam ali os estaleiros e as demais instalações necessárias ao apetrechamento das frotas islâmicas que vinham dar combate às armadas portuguesas. Também seria enviado a Damão o capitão-mor Martim Afonso de Sousa, para bombardear e destruir as fortificações islâmicas. Mas só em 1559 viria a ser definitivamente tomada a cidade de Damão, pelo Vice-rei D. Constantino de Bragança.

A zona de Damão Pequeno, na margem direita do rio Damanganga, foi ocupada em 1614.

Sucessos e insucessos das guerras locais, em que se destacam as lutas contra os sidis (mercenários abissínios) e com os maratas, levaram à perda de territórios de Baçaim, no antigo reino de Cambaia. Nas mãos dos portugueses, desde as lutas do rei de Cambaia com os mogores, Baçaim passará para a posse dos maratas em 1739. E, no ano seguinte, será a vez de Chaúl cair em poder dos mesmos maratas. Entretanto, muitas vilas e aldeias serão perdidas pelos Portugueses, até que, pelo auxílio militar que estes deram a Madeva Pradan, detentor do trono, contra o príncipe Ragobá que, aliado aos ingleses, pretendia derrubar o peshwá e ocupar o seu lugar, Portugal receberia, pelo Tratado de 1780, como restituição, 72 aldeias correspondentes a territórios outrora perdidos. E com essas aldeias se formaram os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli.

Em 18 de Dezembro de 1961, o distrito português de Damão foi invadido e ocupado pelas tropas da União Indiana e incorporado no actual território de Damão e Diu.

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