| Mais 792 casos e 5 mortos Paises contaminados com H1N1 | ||
| 1 | Estados Unidos | 5710 |
| 2 | Mexico | 3892 |
| 3 | Canada | 719 |
| 4 | Japao | 259 |
| 5 | Espanha | 111 |
| 6 | Reino Unido | 109 |
| 7 | Panama | 69 |
| 8 | Costa Rica | 20 |
| 9 | Franca | 16 |
| 10 | Alemanha | 14 |
| 11 | Colombia | 12 |
| 12 | Italia | 10 |
| 13 | Nova Zelandia | 9 |
| 14 | Brasil | 8 |
| 15 | Israel | 7 |
| China | 7 | |
| 16 | Sao Salvador | 6 |
| 17 | Belgica | 5 |
| Chile | 5 | |
| 18 | Cuba | 4 |
| Guatemala | 4 | |
| 19 | Coreia do Sul | 3 |
| Holanda | 3 | |
| Suecia | 3 | |
| Peru | 3 | |
| Noruega | 3 | |
| Australia | 3 | |
| 20 | Finlandia | 2 |
| Hong Kong | 2 | |
| Malasia | 2 | |
| Polonia | 2 | |
| Tailandia | 2 | |
| Turquia | 2 | |
| 21 | Argentina | 1 |
| Austria | 1 | |
| Dinamarca | 1 | |
| Equador | 1 | |
| India | 1 | |
| Irlanda | 1 | |
| Portugal | 1 | |
| Grecia | 1 | |
| Suica | 1 | |
| Mortos confirmados | ||
| 1 | Mexico | 75 |
| 2 | Estados Unidos | 8 |
| 3 | Canada | 1 |
| Costa Rica | 1 | |
VISEU CAPITAL DA BEIRA NO CORAÇÃO DE PORTUGAL CIDADE DE GRÃO VASCO COM A SUA CATEDRAL IMPONENTE NO ALTO DO MONTE
Radio Viseu Cidade Viriato
sexta-feira, 22 de maio de 2009
H1N1 - actualizacao entre 20 Maio 2009 ate 21 Maio 2009
Escravizado nos últimos 10 anos.

Um pastor, de 58 anos, passou os últimos dez sequestrado e escravizado numa exploração agrícola em Sernancelhe. Há dois meses fugiu para Fornos de Algodres. No último fim-de-semana, o patrão foi lá buscá-lo à força. A PJ resgatou-o.
No passado domingo, quando levava a cesta com o almoço ao pastor que, há cerca de dois meses, lhe guardava o gado, José Gomes, agricultor em Fuinhas, Fornos de Algodres, sobressaltou-se: o homem tinha desaparecido e as ovelhas andavam tresmalhadas.
A denúncia do caso às autoridades, por parte do empresário agrícola, levou a Polícia Judiciária (PJ) da Guarda a entrar imediatamente em acção. No mesmo dia, o pastor Luís Carlos Vaz Marques acabaria por ser resgatado em Sernancelhe, na quinta onde viveu alegadamente escravizado nos últimos 10 anos.
O proprietário foi detido sob suspeita da autoria de crimes de escravidão e sequestro. Sujeito a um primeiro interrogatório judicial, viu ser-lhe aplicada a medida de coacção mais leve: a obrigação de apresentações periódicas às autoridades até à data do julgamento.
A equipa de investigação refere, no mesmo comunicado, com base nos elementos de prova recolhidos, que o detido "explorou a força do trabalho da vítima durante vários anos, mantendo-a permanentemente sob ameaça e em condições humanamente degradantes, numa sua propriedade agrícola, sem lhe pagar qualquer salário ou recompensa".
Ontem, em declarações o pastor Luís Marques, que na última terça-feira regressou à quinta de Fuinhas, em Fornos de Algodres, lembrou o "inferno" que passou em Sernancelhe.
"Batiam-me com um pau nas costas. Chegaram a cortar-me um dedo com uma forquilha e partiram-me a cabeça três vezes. Era um boneco nas mãos daquela gente", revela o homem que não aprendeu a ler e a escrever. E que só agora soube, pelas autoridades, que tem 58 anos de idade.
"Ao fim de cada mês, quando chegava o vale da minha reforma, iam comigo levantar o dinheiro a Sernancelhe. Mas no regresso à quinta, mal entrava no carro, ficava logo sem ele. Nem sei quanto era. O patrão dizia que metia o dinheiro no banco e por conta dele dava-me um maço de cigarros de vez em quando", desabafa o pastor.
Há dois meses, após várias tentativas frustradas de fuga para a terra natal, em Cortiçô, Fornos de Algodres, onde o patrão de Sernancelhe o ia sempre buscar "à força", Luís Marques conseguiu finalmente escapar à vigilância.
"Fugi da quinta às três da madrugada e caminhei sem parar durante várias horas. Ao meio-dia, cheguei a Fuinhas", relata, eufórico.
A primeira coisa que fez foi bater à porta de um antigo patrão. "Ele gostava de ajudar-me, mas não tinha vaga para mim. Por outro lado, as pessoas também tinham receio de dar-me trabalho, porque o outro [o antigo patrão] vinha sempre buscar-me", lembra.
Apesar do medo dos agricultores, a vítima acabou por encontrar guarida na casa de José Gomes. "Pediu-me se podia ficar para guardar as ovelhas a troco de comida, cama e roupa lavada. Tem trabalhado bem, e sinto-me satisfeito por o ter comigo", confessou.
O que se passou no domingo é alvo de todas a críticas. "Soube que vieram aí dois homens, com uma carrinha, e levaram o pastor à força. Caçaram-no como se fosse um coelho. Fiquei indignado e comuniquei o caso às autoridades. Ninguém tem o direito de privar um homem da sua liberdade", conclui José Gomes.
287 pessoas por dia...
O número de desempregados inscristos nos centros de emprego, em Abril, aumentou 27,3%, para 491 635, a maior subida desde Julho de 2003. Face a Abril de 2008, há mais 105 294 desempregados, o que representa 287 pessoas por dia.
Os dados divulgados ontem pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram que, na comparação com o mês anterior, há mais 7 504 desempregados inscritos. Para o ministro do Trabalho, daqui para a frente os números do desemprego vão ser, " no mínimo, menos negativos". Vieira da Silva, explicou que há "alguns sinais de estabilização da situação económica" e que os próximos meses vão ser "de reanimação" da economia.
O total de inscritos no IEFP contrasta com o número de desempregados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados na semana passada, e que apontam para mais de 495 mil desempregados, entre Janeiro e Abril deste ano.
O Norte continua a liderar em número de inscritos nos centros de emprego, assinalando um aumento de 24,6%, face ao mês homólogo, e de 2,3%, em relação ao mês passado. Neste momento, esta região tem 212 767 pessoas à procura de emprego e representa 43,3% do total de inscritos em Portugal.
Vila Nova de Gaia manteve-se como o concelho com mais desempregados nos centros de emprego, com um total de 22 906 pessoas, mais 3919 do que há um ano e mais 507 face ao mês anterior. Em número de inscritos, o segundo concelho com mais desempregados é Lisboa - 20 771 -, seguindo-se Sintra (16 406), Porto (14 118) e Guimarães (12 099).
No mês de Abril, as regiões que assinalaram maiores subidas no desemprego, segundo o IEFP, foram Algarve, Madeira e Açores. No Algarve, o aumento foi de 66,7%, em relação a Abril de 2008. Nas regiões autónomas há 16 675 desempregados inscritos, mais 33,1% do que há um ano. A subida foi mais significativa na Madeira (mais 35%), do que nos Açores (28,7%). De salientar que no Centro e em Lisboa e Vale do Tejo, a subida do desemprego foi de 27,2%, em linha com o aumento registado a nível nacional.
Ao contrário de anos anteriores, a tendência é para o agravamento do desemprego entre trabalhadores com baixas qualificações. No mês passado, os inscritos com o 2.º ciclo de escolaridade subiram 36,6% e com o 3.º ciclo 34,5%. Entre os trabalhadores com o ensino superior, o aumento foi de 13,7%. O mesmo cenário é patente nas inscrições por profissões. Os quatro grupos de profissões com mais desempregados inscritos são os "trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio, pessoal dos serviços de protecção e segurança, empregados de escritório e trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras", com 44,6% do total.
O IEFP destaca que, em relação a 2008, há um agravamento mais acentuado do desemprego entre os "operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil", com uma subida das inscrições de 92,9%, "que quase duplicou o volume de inscrições".
O fim dos contratos a prazo continua a ser o "principal motivo de inscrição de desempregados", com uma percentagem de 37,9%, e o segundo é "despedido".
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Tuberculose em três alunos...
A Delegação de Saúde de Resende confirmou três casos de tuberculose entre alunos da escola secundária. Há mais duas situações que estão a ser "aprofundadas". Esta quinta-feira vão ser avaliados os resultados de um rastreio.
Os três casos confirmados da doença, de declaração obrigatória, foram comunicados em finais de Abril à autoridade sanitária de Resende. "A primeira medida que tomámos foi decretar a evicção (isolamento profilático de contactos) dos três estudantes. Dois continuam nessa situação. Um terceiro já regressou às aulas "por ter ultrapassado a fase de contágio", explicou o delegado Manuel Ruas.
O primeiro caso de tuberculose foi diagnosticado pelo médico de família, em finais de Abril, a um jovem de 19 anos, aluno do 9º ano do Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF) da Escola Secundária de Resende.
Um rastreio entretanto realizado ao agregado familiar do estudante, acabou por identificar um segundo caso da doença numa irmã de 14 anos, a frequentar o 8º ano no mesmo estabelecimento de ensino.
Os dois irmãos mantêm-se em quarentena, sem poder ir às aulas, até ao dia 8 de Junho.
Um terceiro caso foi diagnostica numa rapariga de 17 anos, também aluna do 9º ano do PIEF. "A jovem já ultrapassou o período de contágio e está a fazer a sua vida normal dentro da escola", relatou o delegado de saúde. Os alunos estão a ser acompanhados por um especialista.
O centro de saúde de Resende procedeu de imediato ao rastreio (prova de tuberculina, raio x e inquérito clínico) das duas turmas envolvidas, num total de meia centena de pessoas, entre alunos, professores e funcionários. Os resultados da operação vão ser esta tarde analisados em Lamego, com a presença de responsáveis pela Administração Regional de Saúde do Norte (Porto) e de técnicos de Saúde Pública e Pneumologia.
Embora a estirpe da tuberculose identificada nos jovens "seja comum e não multi-resistente", nos últimos dias gerou-se algum pânico e alarmismo na comunidade escolar.
"Os alunos começaram a enviar mensagens por telemóvel, uns aos outros, e a situação complicou-se", reconheceu Emília Fonseca, do conselho executivo da Secundária de Resende. A docente garante que a escola "fez tudo o que devia ser feito" e que "não há motivo para alarme ou receio".
H1N1 - Mais 414 casos e 1 morto em 1 dia...
| Paises contaminados com H1N1 | ||
| 1 | Estados Unidos | 5469 |
| 2 | Mexico | 3648 |
| 3 | Canada | 496 |
| 4 | Japao | 210 |
| 5 | Reino Unido | 109 |
| 6 | Espanha | 107 |
| 7 | Panama | 65 |
| 8 | Franca | 15 |
| 9 | Alemanha | 14 |
| 10 | Colombia | 12 |
| 11 | Costa Rica | 9 |
| Italia | 9 | |
| Nova Zelandia | 9 | |
| 12 | Brasil | 8 |
| 13 | Israel | 7 |
| China | 7 | |
| 14 | Sao Salvador | 6 |
| 15 | Belgica | 5 |
| Chile | 5 | |
| 16 | Coreia do Sul | 3 |
| Cuba | 3 | |
| Guatemala | 3 | |
| Holanda | 3 | |
| Suecia | 3 | |
| Peru | 3 | |
| 17 | Finlandia | 2 |
| Hong Kong | 2 | |
| Malasia | 2 | |
| Noruega | 2 | |
| Polonia | 2 | |
| Tailandia | 2 | |
| Turquia | 2 | |
| 18 | Argentina | 1 |
| Australia | 1 | |
| Austria | 1 | |
| Dinamarca | 1 | |
| Equador | 1 | |
| India | 1 | |
| Irlanda | 1 | |
| Portugal | 1 | |
| Grecia | 1 | |
| Suica | 1 | |
| Mortos confirmados | ||
| 1 | Mexico | 72 |
| 2 | Estados Unidos | 6 |
| 3 | Canada | 1 |
| Costa Rica | 1 | |
Aconteceu em Seia...
As brechas no plano de contingência português em caso de pandemia ficaram esta quarta-feira claras: sem internamento compulsivo, não há nada a fazer se um doente se recusar a seguir as recomendações. Aconteceu em Seia.
Uma mulher de 60 anos apresentou-se ontem no Hospital de Seia com dores de cabeça que já sentia desde o dia anterior. E trazia a informação que fez dela uma suspeita de ter contraído gripe A (H1N1): chegara anteontem dos Estados Unidos. O sistema funcionou como previsto, o hospital contactou a Direcção-Geral de Saúde, que validou os ingredientes da suspeita. Foi chamado o INEM, para transportar a doente para o hospital de referência mais próximo, em Coimbra. Tudo certo até que a mulher recusou e resolveu ir para casa.
Segundo relatos de um jornalista local ouvido pela Lusa, a mulher saiu do hospital e retirou a máscara que lhe tinha sido fornecida. E, à enfermeira que a avisava para não o fazer, respondeu que estava ali havia "três horas", estava "farta de esperar", "só" tinha "dores de cabeça" e preferia ir "à farmácia buscar um medicamento". Obrigou à intervenção da delegada de saúde, que só horas depois conseguiria convencer a imigrante a seguir para Coimbra.
Embora ainda nada confirme a infecção com o novo vírus de origem suína - e que tem nos EUA, de onde veio a mulher, o maior número de infectados (5710) -, o facto é que, a tratar-se de um caso de gripe A, a atitude da doente pode ter posto em causa as medidas para prevenir mais contágios. Além de atrasar uma eventual confirmação, uma vez que só em Coimbra será retirada amostra para análise no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.
A verdade é que nada na legislação portuguesa permite o isolamento obrigatório em caso de doença infecciosa. O plano de contingência apenas indica que "as medidas de distanciamento social devem ser voluntariamente executadas". "Medidas compulsivas", só em "situações extremas" e já em situação de pandemia, "para a contenção numa fase precoce". Ora, esta continua por declarar pela Organização Mundial da Saúde.
Ontem, no ponto de situação diário da evolução do H1N1, o Ministério da Saúde lembrou o artigo 27º da Constituição, segundo o qual "os cidadãos não podem ser compelidos a aceitar tratamentos e/ou internamentos compulsivos". Apelou, por isso, ao "civismo" da população e alertou para "uma situação susceptível de colocar em risco a saúde de terceiros". À falta de obrigação, resta o artigo 283º do Código Penal, que define o "crime de transmissão de doença contagiosa".
O caso da imigrante de Seia é um dos dois ontem à noite "em investigação" em Portugal. Somava-se a outro, de uma idosa também vinda dos EUA para passar férias nos Açores. Sentindo-se mal, foi ao Centro de Saúde da Ribeira Grande, que a remeteu para o Hospital de Ponta Delgada, onde foi isolada até se saber o resultado das análises, para evitar contágios. Isto apesar de a gripe ser geralmente "ligeira do ponto de vista clínico", como lembrou ontem a ministra da Saúde. O receio, aqui, prendeu-se com o facto de terem decorrido no fim-de-semana as festas do Santo Cristo, às quais vieram assistir cerca de um milhar de imigrantes nos EUA.
A Secretaria Regional da Saúde açoriana afastou, contudo, o risco de contágio em larga escala, dado que a doente chegou aos Açores depois das festas. Os passageiros com quem viajou já foram contactados, não havendo registo de sintomas gripais.
O grande campiao esteve em Viseu...
O atleta olímpico Carlos Lopes cortou, ontem, a meta contra a violência. O viseense respondeu "sim" ao desafio lançado pelos alunos da Escola Profissional de Torredeita que promoveram uma caminhada ao longo da Ecopista, entre Figueiró e Viseu.
A Marcha "Contra a Violência nos namoros", que percorreu cerca de oito quilómetros, contou com mais de 300 participantes e terminou junto à Rotunda Carlos Lopes, onde o próprio atleta cortou, simbolicamente, a meta.
"Estou satisfeito por participar nesta iniciativa e, assim, ajudar a sensibilizar esta juventude, para que a violência não é solução", comentou o atleta que deu início à caminhada e, depois, foi ao encontro dos participantes no final do percurso. Carlos Lopes confessou que, desde que deixou as pistas, as caminhadas têm-no ajudado a manter a forma e aconselhou os jovens a enveredarem, também, pelo desporto, promovendo, assim, estilos de vida saudáveis.
Cansados, mas satisfeitos por estarem a participar numa causa que lhes diz respeito, os alunos fizeram, animadamente, os cerca de sete quilómetros de pista. "Marcha lenta contra a violência" foi a palavra de ordem durante todo o percurso. "Por mais que não queiramos ver, a verdade é que a violência existe e nós, jovens, somos também culpados. Não devemos, por um lado, utilizá--la como recurso e, também, devemos estar atentos e denunciar situações que conhecemos entre as pessoas mais velhas", comentou uma das alunas presentes.
A iniciativa pretendeu deixar uma marca visível e isso foi conseguido com a chegada à Rotunda Carlos Lopes. Naquele local, foi colocada uma meta que o atleta olímpico, na companhia de Arcides Simões (presidente da Fundação Joaquim dos Santos) e Guilherme Almeida (vereador na autarquia viseense) cortou com uma tesoura.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Casos suspeitos em Seia e nos Açores ...

Uma mulher com suspeita de gripe A deu entrada de manhã no serviço de urgência do Hospital de Seia. A ministra da Saúde confirmou, entretanto, que há um caso suspeito no Hospital de Ponta Delgada, Açores.
A mulher que deu entrada no serviço de urgência do Hospital de Seia deverá ser transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
"Confirmamos um caso suspeito na urgência do Hospital de Seia. Foi activado o plano de contingência da gripe local e o processo está a seguir os trâmites definidos pela Direcção-Geral de Saúde, disse Luísa Lopes, directora da urgência da Unidade Local de Saúde da Guarda, que abrange aquele hospital.
Luísa Lopes, directora da urgência da Unidade Local de Saúde da Guarda, que abrange aquele hospital, disse à Agência Lusa tratar-se de uma mulher de 60 anos, residente em Seia.
"Regressou ontem dos Estados Unidos da América já com sintomatologia e hoje de manhã apresentou-se no Hospital [de Seia]" com sintomas associados à doença, referiu.
Adiantou que logo que o caso foi detectado "foi activado o plano de contingência da gripe local e o processo está a seguir os trâmites definidos pela Direcção-Geral de Saúde".
"A doente vai ser transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), que é o hospital de referência para os casos suspeitos", acrescentou Luísa Lopes.
"Está tudo a seguir os trâmites previstos pela Direcção-Geral de Saúde", assegurou a médica, explicando que a coordenação do transporte da doente para Coimbra "pertence ao INEM".
Ministra confirma suspeita nos Açores
A ministra da Saúde, Ana Jorge, confirmou hoje a existência de um caso suspeito de gripe A (H1N1) nos Açores, realçando a necessidade de, nestas situações, o doente ficar "isolado" até serem conhecidos os resultados das análises.
"A situação, habitualmente, é muito ligeira do ponto do vista clínico para a pessoa, no entanto, como sabemos que é um vírus de fácil transmissão, [o doente] fica isolado para que não possa transmitir a outras pessoas", disse.
Questionada pelos jornalistas, Ana Jorge confirmou que "há uma suspeita que foi validada como hipótese de se poder tratar de um caso de gripe A" nos Açores.
"Havia clínica compatível e havia epidemiologia, isto é, vinha de uma zona afectada e, portanto, vão ser feitas as análises", salientou, em declarações aos jornalistas, depois da inauguração de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados na povoação de Aguiar, concelho de Viana do Alentejo, em que também participou o primeiro-ministro.
De acordo com a ministra, "o produto para as análises" seguiu para o Instituto Ricardo Jorge, onde irá ou não ser confirmado o caso suspeito.
Segundo o Governo açoriano, uma mulher de 84 anos, que regressou há quatro dias dos Estados Unidos, encontra-se internada numa zona especial do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, por suspeita de gripe A (H1N1).
A mulher, cuja identidade não foi revelada, dirigiu-se terça-feira ao Centro de Saúde da Ribeira Grande, na costa norte da ilha de S. Miguel, onde, devido aos sintomas que apresentou, foi considerada um caso para análise.
Nesse sentido, segundo um comunicado do Governo Regional, foi activada a linha Saúde Açores, criada exclusivamente para atender a este tipo de situações, que activou um meio especializado de transporte.
A doente foi transportada para o Hospital de Ponta Delgada, onde se encontra internada numa zona especial, dedicada a este tipo de casos.
Terça-feira, o Ministério da Saúde disse que a mulher que estava internada desde segunda-feira no Hospital de S. João, no Porto, não estava infectada pelo vírus da gripe A (H1N1).
Portugal continua a registar apenas um caso confirmado de gripe A, desde o dia 24 de Abril.
Elo perdido entre Homens e primatas...
Cientistas acreditam ter descoberto o “missing link”, o elo perdido que explica a transição entre primatas e a primeira linhagem do Homem.
| foto AFP |
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| O fóssil tem o nome de Ida |
O fóssil de 47 mil anos, baptizado com o nome Ida, foi apresentado esta terça-feira, no Museu de História Natural de Iorque.
Os cientistas acreditam que Ida é a forma ancestral que está na transição entre os primatas superiores, onde se incluiu a espécie humana, e primatas inferiores, como são os lémures. A dúvida sobre quando e como surgiu o Homem pode ter encontrado a resposta em Ida.
Trata-se de um exemplar de cerca de um metro, do sexo feminino e, segundo o pesquisador Jenz Franzen, com características que o aproximam dos primeiros hominídeos. Ao contrário dos lémures, Ida tem unhas em vez de garras, o polegar opositor, o segundo dedo do pé não está em forma de garra e não tem dentes fundidos. Os olhos estão no mesmo plano, o que se traduz numa visão tridimensional, semelhante à nossa e mais afastada da visão dos lémures.
No fóssil, encontrado em excelente estado de conservação, é ainda possível distinguir contornos de pêlos e os restos da última refeição.
A descoberta de Ida remonta a 1983, quando um “caçador” de fósseis amador encontrou o fóssil em Messel Pit, na Alemanha. Depois de o guardar durante vários anos, decidiu vendê-lo. Nessa altura o esqueleto do fóssil foi separado em duas partes por coleccionadores, motivo suficiente para que a importância da descoberta não fosse imediatamente reconhecida.
Quando se apercebeu que estava perante um fóssil que poderia resolver uma das maiores incógnitas da humanidade, o paleontólogo Jorn Hurum, reuniu uma equipa de investigadores e, durante os últimos dois anos, realizou uma minuciosa e secreta análise forense ao fóssil.
O nome científico atribuído a Ida é Darwinius masillae, em honra ao 200º aniversário de Charles Darwin, que se comemorou a 12 de Fevereiro de 2009.
H1n1 continua a subir - actualizacao em 20-05-2009
| Paises contaminados com H1N1 | ||
| 1 | Estados Unidos | 5123 |
| 2 | Mexico | 3648 |
| 3 | Canada | 496 |
| 4 | Japao | 159 |
| 5 | Reino Unido | 107 |
| 6 | Espanha | 103 |
| 7 | Panama | 59 |
| 8 | Alemanha | 14 |
| Franca | 14 | |
| 9 | Colombia | 11 |
| 10 | Costa Rica | 9 |
| Italia | 9 | |
| Nova Zelandia | 9 | |
| 11 | Brasil | 8 |
| 12 | Israel | 7 |
| China | 7 | |
| 13 | Sao Salvador | 6 |
| 14 | Belgica | 5 |
| 15 | Chile | 4 |
| 16 | Coreia do Sul | 3 |
| Cuba | 3 | |
| Guatemala | 3 | |
| Holanda | 3 | |
| Suecia | 3 | |
| 17 | Finlandia | 2 |
| Hong Kong | 2 | |
| Malasia | 2 | |
| Noruega | 2 | |
| Polonia | 2 | |
| Tailandia | 2 | |
| Turquia | 2 | |
| Peru | 2 | |
| 18 | Argentina | 1 |
| Australia | 1 | |
| Austria | 1 | |
| Dinamarca | 1 | |
| Equador | 1 | |
| India | 1 | |
| Irlanda | 1 | |
| Portugal | 1 | |
| Suica | 1 | |
| Mortos confirmados | ||
| 1 | Mexico | 72 |
| 2 | Estados Unidos | 5 |
| 3 | Canada | 1 |
| Costa Rica | 1 | |
A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse ...

A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse esta terça-feira que a maior preocupação relacionada com a gripe A é a facilidade de transmissão do vírus e lembrou as consequências que a doença traz ao nível do absentismo nas empresas.
Depois de discursar ontem de manhã na Assembleia Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), que decorre em Genebra, Ana Jorge contou, à agência Lusa, que a comunidade médica está "preocupada" e desconhece a evolução da doença, para a qual ainda não há uma vacina.
"Aquilo que tem sido discutido sobre a gripe, que nos preocupa a todos, é que ainda não se consegue saber o que vai acontecer (...). Sabemos que o vírus, que está em todos os pontos onde existem casos, é sempre o mesmo, mas ninguém pode prever o que vai acontecer", afirmou Ana Jorge, contactada telefonicamente pela Lusa em Genebra.
Ana Jorge realçou que a "transmissão [do vírus] é muito fácil e que a gravidade clínica se mantém ainda como gravidade não muito alta".
"A preocupação maior é a facilidade com que se propaga e a consequência disso é o absentismo que provoca no trabalho, nas escolas" referiu.
Quanto a vacinas, a ministra disse que ainda não há nada de concreto, admitindo, contudo, a possibilidade de mais informações nas próximas horas ou dias.
"Sobre vacinas também nada há ainda de concreto, não está ainda identificada a possibilidade de fazer de imediato a vacina. Talvez hoje [ontem] ao fim do dia ou amanhã possa haver mais alguma informação sobre isso", referiu.
Entretanto, o grupo farmacêutico suíço Novartis anunciou que recebeu o novo vírus A (H1N1) e aguarda autorização da OMS para iniciar a produção de uma vacina.
Portugal reportou apenas um caso confirmado de infecção e ontem mesmo, o Ministério da Saúde anunciou que uma mulher que estava internada desde segunda-feira no Hospital de S. João, no Porto, não está infectada pelo vírus da gripe A (H1N1).
Os voos para o México deverão ser reactivados em Junho, disse hoje o vice-presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), acrescentando que os cancelamentos de viagens não geraram prejuízos.
Um milhar de casos suplementares de gripe A (H1N1) foram diagnosticados em 24 horas no mundo, indicou ontem a OMS, que contabiliza 9830 pessoas infectadas e 79 mortas em 40 países.
O México (mais 545) e os Estados Unidos (mais 409) são os países que mais contribuem para o aumento de casos registados pela OMS.
Em Tecnologia ja passamos a "perna" a Espanha...
Portugal subiu três lugares no ranking que mede a competitividade dos países a nível mundial.
O nosso país ocupa este ano o 34.º lugar numa lista de 57 países que fazem parte do World Competitiveness Yearbook, organizado pelo Institute for Mangement Development.
A subida de três posições, face a 2008, é vista pelo coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, como a prova de que as medidas que este Plano, em particular, tem posto em prática estão a ter resultados positivos.
"O que este ranking mostra é que Portugal, ao contrário da União Europeia, ganha competitividade neste contexto de crise. O que significa que as medidas estruturantes, como o Plano Tecnológico, estão a dar os seus frutos", frisou Carlos Zorrinho.
Neste ranking, que analisa factores como a performance económica, as infra-estruturas tecnológicas e básicas, o enquadramento institucional, educação, etc., Portugal está no grupo de cinco países da UE que mais melhoraram a sua posição. Atrás do nosso país ficaram Espanha, Itália e Grécia, permitindo a Portugal situar-se como o país mais competitivo do Sul da Europa. À semelhança do nosso país, Alemanha e Suécia também progrediram três posições. Entre os 24 países da UE do ranking, Portugal ocupa a 16.ª posição, dois lugares acima do que em 2008.
Salientando que o World Competitiveness Yearbook analisa "tudo o que é fundamental para a competitividade", Carlos Zorrinho, defende que este resultado mais do que ajudar o país no contexto internacional deve ser um estímulo para os portugueses.
"Não há razões para que os portugueses não tenham esperança no futuro", perante as melhorias que o país está a verificar a este nível, referiu o coordenador do Plano Tecnológico.
Quem quer ser Nadador-salvador...
Portugal não tem nadadores-salvadores suficientes para assegurar a assistência aos banhistas. Concessionários de todo o país estão com dificuldades em fazer contratações, o que pode pôr em causa o início da época balnear.
"Não há número suficiente de nadadores-salvadores. É um problema transversal que afecta todas as regiões do país", denuncia Luís Carvalho, presidente da Associação de Concessionários de Bares e Praias da Zona Norte e da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia, recentemente constituída.
"Não há dois nadadores-salvadores por concessão, o que é gravíssimo", realça também o vice-presidente da federação, João Carreira, recusando abrir a época balnear [1 de Junho] sem garantias de que não serão passadas multas.
"Não queremos ser autuados por uma situação que não pudemos controlar", avisa o também presidente da Associação de Concessionários da Costa de Caparica e da Fonte da Telha, acreditando, contudo, que a secretaria de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar aceite as propostas apresentadas a 12 de Maio. Os concessionários sugerem "que seja permitido abrir provisoriamente com um nadador-salvador por cada concessão", conta Luís Carvalho, de Espinho. "O que propusemos foi um sistema integrado de meios para salvamento, com menos nadadores-salvadores, mas mais rádios e motas de água", pormenoriza João Carreira, explicando que os nadadores-salvadores "podem deslocar-se rapidamente entre praias e ajudar-se uns aos outros". Esta proposta está aliás prevista na lei, como adiantou o porta-voz do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), Galhardo Leitão. "Se houver outro material de praia, naturalmente que todo o dispositivo pode ser alterado mediante o parecer do ISN", garante, negando que este ano haja menos profissionais habilitados para fazer salvamentos nas piscinas, praias fluviais e praias marítimas de todo o país.
"Temos cerca de 5940 nadadores-salvadores certificados que poderão ser contratados pelos concessionários, quando as necessidades são de 2000 a 2500", nota Galhardo Leitão, que atribui a falta de nadadores-salvadores disponíveis às leis da oferta e da procura. "O facto de se formarem pessoas não quer dizer que estejam disponíveis para trabalhar nas praias", refuta Luís Carvalho, aguardando indicações da secretaria de Estado, que não respondeu em tempo útil aos esclarecimentos.
terça-feira, 19 de maio de 2009
H1N1 - ate agora - Actualizado em 19/05/2009
| Paises contaminados com H1N1 | ||
| 1 | Estados Unidos | 4714 |
| 2 | Mexico | 3103 |
| 3 | Canada | 496 |
| 4 | Japao | 125 |
| 5 | Espanha | 103 |
| 6 | Reino Unido | 102 |
| 7 | Panama | 54 |
| 8 | Alemanha | 14 |
| Franca | 14 | |
| 9 | Colombia | 11 |
| 10 | Costa Rica | 9 |
| Italia | 9 | |
| Nova Zelandia | 9 | |
| 11 | Brasil | 8 |
| 12 | Israel | 7 |
| 13 | China | 6 |
| 14 | Belgica | 5 |
| 15 | Sao Salvador | 4 |
| 16 | Coreia do Sul | 3 |
| Cuba | 3 | |
| Guatemala | 3 | |
| Holanda | 3 | |
| Suecia | 3 | |
| 17 | Finlandia | 2 |
| Hong Kong | 2 | |
| Malasia | 2 | |
| Noruega | 2 | |
| Polonia | 2 | |
| Tailandia | 2 | |
| Turquia | 2 | |
| 18 | Argentina | 1 |
| Australia | 1 | |
| Austria | 1 | |
| Chile | 1 | |
| Dinamarca | 1 | |
| Equador | 1 | |
| India | 1 | |
| Irlanda | 1 | |
| Peru | 1 | |
| Portugal | 1 | |
| Suica | 1 | |
| Mortos confirmados | ||
| 1 | Mexico | 68 |
| 2 | Estados Unidos | 4 |
| 3 | Canada | 1 |
| Costa Rica | 1 | |
4 000 Escolas fechadas
Dez novos casos de gripe A H1N1 foram confirmados pelas autoridades japonesas em Kobe (oeste. 4.000 escolas foram encerradas para tentar travar a propagação do vírus.
Uma infecção local de gripe A H1N1 propagou-se rapidamente desde sábado nas prefeituras de Osaka e de Hyogo (oeste), onde se situa a cidade de Kobe.
Cerca de 4.043 escolas e infantários das metrópoles de Osaka e Kobe permanecem hoje encerrados, anunciou um responsável do ministério da Educação.
Mas, contrariamente às instruções que tinham os alunos do ensino secundário para permanecer em casa, vários jovens aproveitaram as férias imprevistas para se deslocarem a recintos de karaoke.
"Tivemos um aumento de alunos do ensino secundário (segunda-feira) a partir das 14:00, exactamente após o anúncio de que as escolas fechariam durante uma semana", contou um gerente de um clube, que pediu o anonimato.
"Todas as nossas salas de karaoke ficaram cheias e espero a mesma coisa hoje", acrescentou.
O vírus parece ter-se propagado na região após um torneio de voleibol que opôs dois liceus de Osaka e Kobe.
A maior parte dos doentes são alunos do ensino secundário, mas um bebé de um ano também faz parte dos últimos casos confirmados, segundo as autoridades.
A alegria de uma mae...
Um ambiente tenso, com muitas lágrimas de revolta e gritos, à porta da Segurança Social de Braga, rodeou, esta segunda-feira, a entrega de uma menina de seis anos, filha de uma imigrante russa, à mãe biológica.
Alexandra estava à guarda de uma família de acolhimento há cinco anos e foi entregue ontem à mãe biológica, dando sequência a uma decisão judicial de 2008. A criança foi levada, de manhã, para a porta da Segurança Social, onde era aguardada por membros da família de acolhimento e muitos populares. A partir daí, o ambiente intensificou-se, com a menina, de ascendência russa, mas nascida em Braga, a recusar sair do carro, chorando e dizendo que não queria ir com a mãe biológica.
Entre o choro da criança e os gritos da família e populares, foi necessária a intervenção de uma técnica da Segurança Social para tentar acalmar a menor. A isto, junte-se o facto de a família de acolhimento se ter recusado a entregar a menina, pedindo para que a mãe biológica a fosse buscar ao carro. Quando Alexandra foi retirada do veículo, dezenas de populares amontoaram-se e tentaram impedir que fosse entregue. A criança acabou por entrar acompanhada da família de acolhimento. As condições em que se deu a entrega da criança foram muito criticadas pelos advogados das duas partes. João Araújo, representante da família de acolhimento, lamenta que o processo não tenha sido mais salvaguardado, para proteger a criança, e adianta que pediu a presença da Polícia.
A criança e a mãe biológica viajaram para Lisboa, ontem, na companhia de um representante do Consulado russo. Amanhã, embarcam para o Rússia, onde vão viver com a avó da criança, a 300 quilómetros de Moscovo. A família de acolhimento exige que a Embaixada portuguesa continue a acompanhar a criança, que apenas fala Português. O Consulado russo garante que o processo continuará a ser acompanhado pelos serviços sociais daquele país. A criança tinha sido entregue a João Pinheiro e Florinda Vieira, de Barcelos, pela mãe biológica, há cinco anos. Os problemas de alcoolismo e prostituição que afectariam a cidadã russa levaram-na a alegar incapacidade para a criar . O pai de acolhimento não se conforma com a decisão: "Se um animal é abandonado, a pessoa vai presa; se uma criança é abandonada, não acontece nada e até é premiada?".

"Agora, pouco ou nada há a fazer"
Paulo Almeida, jurista especializado em Direito de Família e com experiência na área da adopção, não tem dúvidas: "O objectivo era não deixar a menina sair. Creio que o advogado tentou protelar essa decisão, mas não conseguiu. Agora, pouco ou nada há a fazer". O advogado tem uma visão particular sobre este caso: "Mesmo que haja uma decisão em contrário na Justiça portuguesa, nunca o Estado russo a irá cumprir. Por isso é que digo que o fundamental era não deixar sair a criança". Já Mário Albuquerque, professor na área da Psicologia, fica mais preocupado com o futuro da criança.
"A adaptação não será fácil. Um país novo, uma língua desconhecida e completamente desenraizada não são, propriamente, os melhores motivos de integração da menina". Mário Albuquerque não quer entrar em questões judiciais: "Em termos psicológicos, acho que vão ficar sequelas, se não existir acompanhamento". O especialista é da opinião de que, "em casos como este, deveria haver um período transitório, seja para melhor adaptação da família biológica seja para uma preparação da menor".
O advogado Paulo Almeida fala em decisões que "demonstram falta de bom senso", embora salvaguarde não saber se foi o caso. Até porque os juízes têm sempre "todos os dados na mesa e tentam tomar as melhores decisões que, nestes casos, podem não ser definitivas, até porque há variáveis que podem mudar com o tempo".
Sera que a eletricidade em po e mais barata?...
Os portugueses estão a pagar a electricidade mais cara em 23% do que os espanhóis, de acordo com um relatório da Autoridade da Concorrência, que analisou os primeiros seis meses do Mercado Ibérico da Electricidade (Mibel), ou seja, o segundo semestre de 2007.
O organismo tutelado por Manuel Sebastião atribui essa realidade a "desvios sistemáticos de previsão" no mercado grossista , em Portugal, a cargo da EDP Serviço Universal, que coloca no mercado as quantidades solicitadas pelos clientes. Segundo a AdC, "há desvios sistemáticos de previsão" entre a procura estimada de electricidade no mercado diário e a procura real por parte da EDP. Esses desvios nos custos de aquisição grossista são passados para tarifas de exercícios futuros, e são os consumidores a pagar esse "custo associado ao desvio de previsão", conclui o relatório.
Um especialista em processos regulatórios, citado pelo "Jornal de Negócios on-line", explica que estes desvios de previsão têm um impacto reduzido na formação de preços. O que mais influência os preços, segundo este especialista, são as condições hidrológicas e os custos de combustíveis do período em análise. Como Espanha produz energia de forma distinta de Portugal, os custos de produção variam de país para país.
A Concorrência, no relatório, aconselha a EDP a "realizar as compras de energia em mercado ao melhor preço, seja limitando os desvios de previsão seja cobrindo o risco preço através de uma participação mais activa no mercado a prazo".
Os assaltos continuam na Regiao de Viseu...
De acordo com o relato de uma moradora, os polícias cercaram os edifícios - ainda em esqueleto - onde os supostos ladrões tinham sido vistos e chegaram mesmo a andar nos telhados, mas não conseguiram encontrar os suspeitos, abandonando o local após as buscas.
Segundo a PSP, foram recebidas nos últimos dias três queixas por furto em residências. Em comum têm o facto de as habitações se situarem no Bairro de Marzovelos e de, em todos os casos, os ladrões não terem deixado marcas quando forçaram as fechaduras. Aparentemente, todas as vítimas fecharam as portas apenas com o trinco, o que facilitou a entrada dos criminosos nas casas. Por essa razão, as autoridades aconselham a trancarem as portas sempre com a chave, já que os ladrões desistem no caso de encontrarem "resistência".
Moradores preocupados
Os diversos casos ocorridos em Marzovelos têm deixado os moradores preocupados, devendo-se a isso também o facto de os habitantes estarem mais atentos a movimentações estranhas.
Há cerca de três semanas, o nosso Jornal deu conta de um furto no snack-bar Martelo. Na altura, os criminosos levaram um televisor LCD, o tabaco da máquina, chocolates e outros doces, entre outros artigos.
Sem contar com os danos materiais o prejuízo rondou os 2.500 euros.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
4 Meia Maratona Douro Vinhateiro.
Bem-vindos à mais bela região vinhateira do globo e ao maior acontecimento do Douro.
A 4ª Meia-Maratona do Douro Vinhateiro é um acontecimento mágico que terá lugar na Região Demarcada mais Antiga do Mundo, o Alto Douro Vinhateiro.
Com um percurso totalmente plano, acessível a todos, sempre junto ao rio, na época em que o verde domina as paisagens do Douro, será um acontecimento único a nível mundial, sendo muito mais que um sucesso desportivo.

A 4ª Meia-Maratona do Douro Vinhateiro é a união de toda uma região, com várias autarquias em simultaneidade, com o objectivo de presentear o mundo com tudo o que a região tem de melhor: história, cultura, monumentos, paisagens, gastronomia, vinhos Douro, vinhos do Porto, Espumantes, Quintas, Solares e, claro, as nossas gentes, que recebem como ninguém nesta terra que é o Douro.
Pela primeira vez uma região desenvolve um cartão, Cartão Douro, que oferece a todos os inscritos no evento, de Julho a Outubro, descontos e entradas gratuitas em comércio, museus, quintas, adegas, caves, hotéis, turismo rural e restaurantes. Inscreva-se e venha ao Douro, usufruindo destas fabulosas condições.
Com mais de 15.000 euros em prémios para a Meia-Maratona, com sorteio de viagens aos melhores destinos mundiais e muitos mais prémios para a Mini-Maratona, torna-se também um evento único quanto aos prémios e recompensas.
Assim, a Global Sport, em nome da Confraria dos Enófilos da Região Demarcada do Douro, em parceria com as Câmaras Municipais de Alijó, Armamar, Mesão Frio, Peso da Régua, São João da Pesqueira, Tabuaço e Vila Nova de Gaia, convida o mundo a participar neste acontecimento memorável e a conhecer esta região Património Mundial da Humanidade.
A Correr ou a Caminhar eu vou lá estar!!!
Estamos à sua espera….
Paulo Costa
Organização
Ter ou não ter ...
Ela sempre sonhou em ter "uma casa cheia de gente". Ele, com cinco irmãos, estava habituado "a casa cheia". Conheceram-se há 27 anos, numa festa de amigos que tinham em comum. Namoraram, casaram e, para além de serem felizes para sempre como num conto de fadas, decidiram prolongar a história. Acrescentaram à narrativa quatro filhos e são uma família numerosa.
Ela é Alexandra Dias e ele Henrique Dias. Os protagonistas de uma família numerosa que escolheu Viseu para viver, cidade onde são representantes da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN). "Inicialmente, pensámos em ter dois filhos, depois falamos e decidimos ter mais um filho. O quarto não estávamos a contar, mas impôs-se e veio. Muito bem.", afirma Alexandra.
A cumplicidade entre o casal flui, enquanto procuram os pormenores do enredo. "Enquanto namorávamos, falávamos em ter filhos, mas não no número", esclarece a progenitora.
O Bruno é o mais velho, com 21 anos, nasceu quando os pais ainda moravam em Lisboa e cedo começou a ajudar os pais a cuidar de André. O segundo filho nasceu no Canadá, tem menos três anos que Bruno. Já Raquel tem 13 anos. A caçula da família chama-se Sílvia e tem seis anos. Serpenteia entre os afazeres diários e o colo da mãe. "Lembro-me da reacção dos irmãos quando contei que estava grávida da Sílvia. A notícia foi dada num almoço de Ano Novo. O mais velho encarou com muita naturalidade. Ficou contente. O André disse ‘yes’. E a Raquel foi ‘ohh, não foi nada’", recorda alegremente Alexandra.
Há quem os ache um pouco "malucos", outros há que os chamam "corajosos" pelo facto de terem quatro filhos. "Alexandra e Henrique deixam bem claro que se trata de uma opção, de um projecto de vida. Foi devido a esse "projecto" que o casal abandonou a cidade de Sintra e se mudou há cerca de 13 anos para Viseu. "Na altura a Raquel tinha acabado de nascer. Ela ia para o Berçário, o André ia para o infantário e o Bruno ia para o ATL. Quando nos mudámos para Viseu passámos a pagar literalmente metade do que pagávamos em Lisboa", salienta Henrique Dias. A mulher é peremptória. "Aqui temos qualidade de vida, mais paciência, mais tempo para estar com as crianças".
A história da família Dias vive de aventuras, desenhadas a um ritmo alucinante onde cada tarefa diária é pensada ao pormenor. "Num projecto de famílias numerosas é fundamental contar com o cônjugue" explica Alexandra, "Estamos organizados entre os dois e distribuímos as tarefas". A título de exemplo, Alexandra salienta que as manhãs têm início com ela a "acordar os miúdos", enquanto Henrique "prepara os pequenos-almoços".
A divisão de tarefas assemelha-se ao trabalho de uma equipa, na qual todos os "jogadores" percebem que o papel que desempenham é um contributo valioso para que a história da família Dias tenha, em cada dia, um final feliz. E esse contributo passa por repensar nos gastos do dia a dia, no que se pode poupar nos gestos quotidianos e nos "luxos" que se podem evitar. "Vamos gerindo as coisas conforme as necessidades. Mas faz parte de uma família numerosa aprender que nem tudo o que se quer tem que se ter na altura", sublinha o casal.
Apesar das dificuldades com que se debatem as famílias numerosas (ver texto seguinte e página 8), Alexandra de 45 anos e Henrique de 48 anos não se arrependem do rumo que deram à sua história de vida. Para além dos filhos biológicos, o casal está a participar num projecto de adopção à distância, através do qual apoiam à distância o crescimento de uma jovem angolana e partilham muitos dos seus fins-de-semana e férias com uma menina que vive num numa instituição de solidariedade em Viseu. E Henrique deixa o futuro em aberto "Não vamos fazer de propósito para ter mais filhos, mas se vierem serão bem-vindos".
Região de Turismo Dão Lafões
No interior centro de Portugal, a Região de Turismo Dão Lafões, com uma área aproximada de 3 000 Km2 é formada pelos municípios de Viseu, Aguiar da Beira, Castro Daire, Mangualde, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Sátão, São Pedro do Sul, Tondela, Vila Nova de Paiva e Vouzela.
Chegamos à Beira, descansando o olhar entre o verde dos pinhais e dos campos, o cinzento do granito e do xisto, as cores vivas das giestas, da urze, da carqueja, dos loendros em flor. Aldeias antigas, vilas e cidades à medida das pessoas. O campo e a cidade, em tranquilidade. Região de recantos maravilhosos e diversos, de terras que o desenvolvimento não desvirtuou, na essência, pessoas que são melancolia e alegria de viver, distância e encontro...
Em plena bacia do Vouga, entre o Caramulo e o maciço da Gralheira, situa-se a zona de Lafões, composta por uma série de vales graníticos favoráveis à circulação de água, produzindo numerosas nascentes que tornam a paisagem verdejante.
Fazendo o seu caminho até ao Mondego através da Região, o rio Dão integra-se numa paisagem planáltica, em cujas terras férteis se destaca o cultivo da vinha, dando nome ao afamado Vinho do Dão (todavia, em termos vitivinícolas, a região demarcada do Dão prolonga-se por outras terras, que fazem parte das vizinhas Regiões de Turismo do Centro e da Serra da Estrela).
Na zona norte da Região marcam presença as águas cristalinas do Rio Paiva, um dos menos poluídos da Europa, enquadradas pelos campos de cultivo e pelas montanhas que contribuiram para o desenvolvimento de hábitos comunitários ancestrais.
Por toda a Região encontramos um valioso património, fruto de uma paixão milenar do Homem por estas terras... Marcas de outros tempos, desde a Pré História (numeroso vestígios do Megalitismo), à cultura castreja e domínio Romano, à época Medieval e à presença Judaica. São também construções religiosas de diversas épocas, casas solarengas e jardins, casas rústicas e aldeias escondidas...
Sejam todos bem vindos... voltem sempre.
Mais Informações: http://www.turismodaolafoes.com
Academico de Viseu relança a esperanca a subida...
O Académico de Viseu venceu o Tondela, com um golo em cada parte e relançou a sua candidatura à subida de Divisão. Num jogo interessante, a vitória da formação orientada por Luís Almeida é inteiramente justa, perante um adversário que nunca se entregou.
O jogo fica marcado por dois momentos. O primeiro, aos nove minutos, com o grande golo de Rui Santos e o segundo, aos 37 minutos, com a expulsão de Piojo, o que condicionou ainda mais a tarefa de António Jesus.
O jogo começou dividido, mas numa fase de algum equilíbrio e em que a formação tondelense se adaptava às surpresas de Luís Almeida. Rui Santos, a uns bons 30 metros da baliza, arrancou uma 'bomba' que só parou no fundo da baliza de Rui Vale. Um grande golo do número 10 academista deu a tranquilidade que a equipa necessitava, numa fase importante do jogo.
Enquanto os tondelenses se tentavam adaptar à nova realidade, os academistas quase aproveitavam, mas Lopes, na cara de Rui Vale, não conseguiu fazer o segundo golo, mais por mérito do guarda-redes tondelense, que saiu rápido a fechar o ângulo ao, ainda, médio ofensivo academista.
O momento do jogo chegou aos 37 minutos, com Piojo a envolver-se com Alexandre, com o defesa direito viseense a cair a queixar-se da cara. O juiz da partida mostrou o cartão amarelo ao jogador academista por falta cometida antes e o cartão vermelho ao jogador tondelense. Até ao intervalo, o jogo teve pouco interesse, com as duas equipas à espera do intervalo.
O segundo tempo foi menos interessante, em termos de jogo. Os viseenses mostraram-se mais "reservados", aguardando a iniciativa do adversário. Este não se fez rogado e, mesmo com menos uma unidade, procurou ir em busca do prejuízo. As iniciativas dos tondelenses esbarravam na bem organizada defensiva viseense. Aos 54 minutos, Gomes quase surpreendia Augusto, mas foram os viseenses que estiveram perto de ampliar a vantagem, aos 60 minutos, com Luís Costa a lançar Zé Bastos que tentou servir Rui Santos, mas Ricardo "estragou" a festa, antecipando-se ao número 10 academista.
O jogo entrou numa fase de parada e resposta, com jogadas repartidas pelos dois meios campos. António Jesus fez sair Tarzan e lançou João Peixe em jogo, uma substituição que não resultou como o técnico tondelense pretendia. A manta era curta e Sérgio não deu espaço ao antigo companheiro. O mesmo fazendo João Casal em relação a Beré, que lhe caiu nos terrenos.
Aos 20 minutos, num livre de Luís Costa, João Paulo quase traía o seu guarda-redes. Valeu o poste, com a bola a sair pela linha final. Logo a seguir Beré atirou de cabeça ao lado da baliza de Augusto.
Depois de Gomes ter tentado surpreender Augusto, Zé Bastos deu o xeque-mate na 'turma' de António Jesus, apontando o segundo golo, à entrada do último quarto de hora, sem que os tondelenses, até final, conseguissem virar o resultado. Aliás, foi Rui Vale que negou o terceiro aos viseenses, numa cabeçada de Zé Bastos a cruzamento de Milford.
Uma vitória justa do Académico de Viseu, perante uma equipa condicionada após a expulsão de Piojo, ainda no primeiro tempo. Numa partida difícil, o trio de Leiria fez uma excelente arbitragem.
1 - Anadia - 36
2 - Tondela - 35
3 - Academico de Viseu - 33
4 - Cinfaes - 31
5 - Tocha - 30
6 - Fiaes - 28
Resultados
17 Maio 2009
Cinfaes 1 - Anadia 1
Academico de Viseu 2 - Tondela 0
Tocha 3 - Fiaes 2
Proxima Jornada
Fiaes- Anadia
Academico de Viseu - Cinfaes
Tondela- Tocha
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