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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Hominídeos enfrentaram tigres-dentes-de-sabre

Hominídeos enfrentaram tigres-dentes-de-sabre
Paleontólogos descobriram duas novas espécies destes felinos no mesmo local onde, em 2001, encontraram um crânio fóssil de hominídeo com sete milhões de anos 


Teriam o tamanho dos leões de hoje, mas não eram leões. Eram grandes felinos selvagens com dentes de sabre, e os seu fósseis mostram que pertenciam a duas espécies novas, que até hoje nunca tinham sido identificadas. Mas a sua descoberta, feita numa região do Chade, em África, chamada Toros Menalla, mostra acima de tudo que esses grandes felinos terão coexistido com os primeiros hominídeos, há cerca de sete milhões de anos.

A descoberta - e a sua interpretação - é de um grupo de paleontólogos franceses e do Chade que tem realizado escavações no local, no deserto do Djurab, naquele país africano.

Na revista Comptes Rendues Palevol, da Academia de Ciências francesa, a equipa coordenada por Louis de Bonis, da Universidade de Poitiers (França), relata a descoberta das duas novas espécies de felinos com dentes-de-sabre.

Aí relaciona também o seu achado com as características que existiam naquela região, há sete milhões de anos, e com as espécies que ali existiam, incluindo o hominídeo mais antigo que se conhece, e cujos restos fossilizados foram ali descobertos também no início desta década.
Um dos investigadores do grupo que agora relata o achado das duas novas espécies de felinos é Michel Brunet, também da universidade de Poitiers, que era o principal autor do artigo que em Julho de 2002 revelou ao mundo, na revista Nature, a descoberta do hominídeo mais antigo de sempre, encontrado em Toros Menalla.

Nesse artigo, os paleontólogos relatavam a descoberta e o estudo do crânio desse antepassado humano, que designaram Sahelanthropus tchadensis, mas que na gíria acabou por ser baptizado de Toumai. Na língua dos locais daquela região centro-africana, toumai significa "esperança de vida".

Com a descoberta de Toumai, afirmavam na altura os paleontólogos, a divergência entre os hominídeos e os outro primatas teria de ter acontecido mais cedo do que até então se pensava.

No entanto, a postura corporal característica deste hominídeo, e a questão de ele ser bípede ou não, acabaram por nunca ter uma resposta cabal, já que até hoje não se encontraram outros fósseis desse hominídeo.

Os investigadores continuaram mesmo assim a fazer escavações no local para tentar caracterizar as condições daquele habitat nessa época recuada e foi assim que acabaram por descobrir naquele mesmo local restos fossilizados de vários carnívoros, entre os quais as duas novas espécies de grandes felinos com dentes-de-sabre.

"Com os dados que temos não sabemos exactamente que interacções existiam entre um primata e um grande carnívoro, mas provavelmente não eram muito amigáveis", adiantou à BBC News um dos autores do artigo publicado na Comptes Rendues Palevol, Patrick Vignaud.

O mais certo é que por parte dos primatas da época, isto é, por parte de Toumai, a relação com os dentes-de-sabre fosse, muito simplesmente, de medo respeitoso, tal como em relação a outros carnívoros. Mas também é possível que dependessem dos seus restos de caça para se alimentar.

DN

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