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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

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Radio Viseu Cidade Viriato

segunda-feira, 20 de julho de 2009

H1N1 - actualizacao - 20 de Julho 2009

Paises contaminados


Paises contaminados com H1N1 - AFRICA

1

Egipto

120

2

Africa do Sul

103

3

Marrocos

26

4

Quenia

22

5

Argelia

8

6

Zambia

6

Libia

6

Uganda

6

7

Tunisia

5

8

Cabo Verde

3

Etiopia

3

9

Sudao

2

Botswana

2

Costa do Marfim

2

10

Tanzania

1

Ilhas Mauricias

1

Seycheles

1


TOTAL

317


Paises contaminados com H1N1 - AMERICA

1

Estados Unidos

40617

2

Mexico

13646

3

Chile

10926

4

Canada

10156

5

Argentina

3056

6

Peru

2503

7

Brasil

1175

8

Bolivia

585

9

Uruguai

550

10

Panama

524

11

Costa Rica

428

12

El Salvador

404

13

Nicaragua

387

14

Guatemala

374

Equador

374

15

Venezuela

281

16

Colombia

202

17

Paraguai

164

18

Cuba

144

19

Honduras

123

20

Republica Dominicana

108

21

Trinidad e Tobago

65

22

Jamaica

44

23

Barbados

23

Bahamas

23

24

Ilhas do Caimao

22

25

Belize

15

26

Suriname

11

27

Curacao

8

28

Sant Maarten

7

29

Aruba

5

30

Bermuda

4

31

Haiti

3

Martinica

3

Antiqua e Barbuda

3

32

Guadalupe

2

Ilhas Virgens Britanicas

2

Guiana

2

33

Sao Vicente e Granadinas

1

San Martin

1

San Kitts e Nevis

1

Santa Lucia

1

Dominica

1


TOTAL

86974


Paises contaminados com H1N1 - ASIA

1

Tailandia

4057

2

Japao

3663

3

China

3392

4

Filipinas

2668

5

Singapura

1217

6

Israel

1004

7

Malasia

835

8

Coreia do Sul

448

9

Vietname

345

10

Brunei

334

11

Arabia Saudita

285

12

India

229

13

Indonesia

157

14

West Bank e Gaza

104

15

Taiwan

93

16

Libano

72

17

Kuwait

44

18

Sri Lanka

37

19

Jordania

36

20

Baren

35

21

Iraque

26

22

Qatar

23

23

Bangladesh

22

24

Afeganistao

15

25

Nepal

14

26

Oman

13

27

Camboja

9

28

Emiato Arabes Unidos

8

Yemen

8

29

Laos

7

30

Siria

5

31

Irao

3

32

Burma

2


TOTAL

19210


Paises contaminados com H1N1 - EUROPA

1

Reino Unido

10649

2

Espanha

1309

3

Alemanha

834

4

Franca

475

5

Grecia

323

6

Chipre

297

7

Suecia

274

8

Italia

258

9

Suica

220

10

Holanda

179

11

Portugal

160

12

Irlanda

153

13

Finlandia

133

14

Belgica

126

15

Noruega

120

16

Dinamarca

98

17

Malta

92

18

Servia

81

19

Eslovenia

63

20

Romenia

60

21

Austria

55

22

Polonia

37

23

Eslovaquia

31

24

Hungria

27

25

Croacia

26

26

Republica Checa

24

27

Estonia

22

28

Bulgaria

19

Luxemburgo

19

29

Ilhas do Canal da Mancha

16

30

Macedonia

13

31

Montenegro

10

32

Islandia

9

Letonia

9

33

Lituania

7

Ilha do Man

7

34

Bosnia Herzegovuna

2

35

Georgia

1

Monaco

1

Ucrania

1


TOTAL

16240


Paises contaminados com H1N1 - EURASIA

1

Turquia

116

2

Russia

9


TOTAL

125


Paises contaminados com H1N1 - OCEANIA

1

Australia

12048

2

Nova Zelandia

2255

3

Fiji

73

4

Nova Caledonia

34

5

Polinesia Francesa

5

6

Vanuatu

3

7

Tonga

2

8

Ilha do Cook

1

Samoa

1

Papua Nova Guine

1

Palau

1


TOTAL

14424



Mortos confirmados




Mortos confirmados - AMERICA

1

Estados Unidos

263

2

Argentina

137

3

Mexico

125

4

Canada

45

5

Chile

40

6

Peru

11

7

Uruguai

9

8

Colombia

8

Paraguai

8

9

Costa Rica

7

10

Equador

5

11

Brasil

4

12

El Salvador

3

13

Jamaica

2

Republica Dominicana

2

Bolivia

2

Guatemala

2

14

Venezuela

1

Honduras

1


TOTAL

675


Mortos confirmados - ASIA

1

Tailandia

24

2

Filipinas

3

3

Brunei

1

Singapura

1

China

1


TOTAL

30


Mortos confirmados - EUROPA

1

Reino Unido

29

2

Espanha

4


TOTAL

33


Mortos confirmados - OCEANIA

1

Australia

31

2

Nova Zelandia

10


TOTAL

41



Marcas do "grande salto"...

Marcas do "grande salto" conservam-se no Mar daTranquilidade. Satélite será entreposto para Marte. Países correm para o espaço, entre a cooperação e o despique.


Há 40 anos certos, o ser humano pôs os pés na Lua. Quase 500 milhões viram da Terra o saltitar leve de Armstrong e as marcas das suas botas de astronauta. O sonho de lá voltar e ir mais além está a ficar cada vez mais nítido.


Mesmo numa época em que ter aparelho de televisão era ainda privilégio no país, cerca de dois milhões de portugueses terão assistido à emissão feita pela RTP. José Mensurado, figura habitual nos telejornais da estação, assegurou 18 horas ininterruptas de comentários e descrições a partir do estúdio B, no Lumiar. "O Eagle alunou", disse, a dado momento, improvisando um verbo que lhe pareceu fazer sentido.


Quando Neil Armstrong anunciou "Eagle has landed", José Mensurado achou a tradução literal desadequada, pois o módulo não podia "aterrar" fora do nosso planeta. "Alunar", isso sim. E o termo ficou.


Protagonista da primeira transmissão televisiva intercontinental para o país, José Mensurado constatou, nos tempos seguintes, pelas abordagens que lhe faziam na rua, que "por cá, metade das pessoas não acreditava na ida do Homem à Lua".


A "ultima fronteira" para a exploração do Espaço situa-se hoje cada vez mais longe da Terra, com as ambições científicas, políticas e económicas a expandirem-se também. Mas o dia 20 de Julho de 1969 continua a ser o marco referencial para a aventura fora do nosso planeta. O protagonista de maior visibilidade foi Neil Armstrong, visto em directo por centenas de milhões de pessoas, ao longo de horas especadas frente aos televisores, que debitavam uma emissão com interferências, esperas e vozes ecoadas a partir do centro de controlo da NASA. "Lá em cima" estava uma equipa de três astronautas. Um deles desceu por uma escada do pequeno módulo Eagle e atreveu-se aos primeiros passos nessa zona baptizada como Mar da Tranquilidade: do gesto resultaram saltos facílimos, por ausência de gravidade.


Para a História ficaram as palavras de Neil Armstrong: "Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a Humanidade" . Os companheiros desta missão Apollo 11, propulsionada pelo foguetão Saturno V, eram Edwin "Buzz" Aldrin e Michael Collins. A este coube a tarefa de entretanto orbitar a Lua, não tendo descido da nave. Os outros dois recolheram material para análise posterior e implantaram a bandeira dos EUA (que terá sido feita por uma emigrante portuguesa e lá continuará sem brisas que a perturbem, pois não há uma atmosfera). A sua permanência em solo lunar foi de duas horas e meia. Neil Armstrong diria depois que "não havia muito tempo para disfrutar do momento, já que havia tanta coisa para fazer".


Até hoje, foram 12 os homens, todos norte-americanos e ao serviço da NASA, que desceram até à superfície do nosso satélite natural. O último foi Eugene Cernan, em 1972. Pelo meio, figuram nomes como Alan Bean, Edgar Mitchell, Charlie Duke, John Young ou Alan Shepard. Alguns outros astronautas, como Frank Borman e Donald Evans, participaram em missões Apollo, mas apenas orbitaram a Lua.


O programa incentivado por John Kennedy como um desígnio dos EUA iria definhar em verbas e acumular, em consequência, algumas falhas técnicas. A necessidade de competição com a URSS fora em parte ultrapassada com a ida à Lua concretizada pelo programa norte-americano. Em 1972, com a Apollo 17, terminava este ciclo de conquista do Espaço.


O conhecimento do que se passa além do planeta Terra encontrou outros alvos e instrumentos. Vénus e Marte, bem como alguns cometas e asteróides, têm sido alvos de pesquisas. Marte tornou-se chave para muitas respostas sobre a possibilidade de vida em ambientes extremos. E já revelou indícios de ter água. Além disso, as suas formações podem guardar reservas de metais; alguns, eventualmente, seriam alternativas às actuais fontes de produção energética. Na Lua há a presença de hélio 3 em reservas capazes de também garantir alternativas energéticas.


O sinal de retoma de exploração da Lua pela NASA foi dado por George W. Bush, que fixou em 2020 a meta para o regresso à Lua. A ambição do novo programa espacial não ficou por aí. Bush falou na Lua e "para além dela". O programa Constellation está em marcha, com desenho de naves (Orion) e foguetões (Ares). Em paralelo, houve concurso para novos fatos espaciais para os astronautas, segundo modelos que satisfaçam mais a segurança, autonomia da nave-mãe e mobilidade. De momento, os EUA têm em curso duas missões não tripuladas dirigidas à Lua. Os países europeus, através da ESA, também fitam este alvo, o mesmo acontecendo com a China, a Índia e o Japão. Mais ainda do que os contributos científicos, o custo das missões exigirá maior cooperação internacional.


Ex-companheiro tinha antecedentes de maus-tratos e veio do Brasil para assassinar Liliana...

Um homem, de 36 anos matou a companheira, de 26, a tiro de caçadeira, anteontem à noite, em Donelo, Sabrosa. A mulher estava em casa dos pais fugida ao agressor. Uma filha, de oito meses, ficou ferida e assistiu a tudo.


O crime ocorreu cerca das 22.20 horas de sábado. A vítima, Liliana Santos, regressava de carro a casa dos pais vinda de uma excursão ao Minho. No automóvel, seguiam, para além de Liliana, duas filhas, de oito meses e oito anos, o padrasto, a mãe e o irmão.


"O gajo já estava cá, escondido atrás do portão. Assim que saí do carro disse-me logo: 'ninguém se mexe, tudo para fora do carro!'", começou por contar,o padrasto, Valentim Graça, 55 anos. Só que Liliana não saiu logo da viatura, o que fez com que José M., disparasse um tiro que atingiu a mulher ao de leve. Esta arranjou forma de sair do carro e fugir, mas foi novamente alvejada pouco abaixo, vindo a cair mais à frente. "Depois ainda foi lá desfazer-lhe a cabeça com a coronha da arma!", prosseguiu Valentim.


Consumado o crime, o agressor fugiu "pelo monte abaixo" e despareceu, segundo o padrasto da vítima. Ao final da manhã de ontem, entregou-se no posto da GNR de Sabrosa. Durante esta segunda-feira, deverá ser ouvido em primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. Entretanto a Polícia Judiciária prossegue a investigação dos contornos em que o crime ocorreu.


Liliana deixou órfãs quatro crianças - três do agressor (duas meninas, de oito meses e cinco anos, e um rapaz de dois)e uma filha de oito anos, de um casamento anterior. Os de dois e de seis anos estão em casa dos pais de José M., em Provesende, também no concelho de Sabrosa. Os restantes estão em casa de Valentim.


José M. vivia com outra mulher, em Provesende, quando, há cerca de sete anos, decidiu também fazer vida com Liliana, que morava com os pais, depois de um casamento anterior que durara pouco. "As duas mulheres viviam num clima de medo, até de terror", atesta fonte conhecedora da situação que pediu anonimato.


A dado momento, o homem emigrou para o Brasil. Liliana foi ter com ele, há cerca de oito meses, levando a menina mais nova. Segundo a fonte, também lá a mulher "era vítima de violência continuada". As autoridades brasileiras receberam uma denúncia, prenderam-no e, há três semanas, repatriaram Lilianaque quis ir para casa dos pais. Estava tranquila. Até anteontem à noite.


"Ela tinha muito medo, mas mesmo assim recusou ser escondida noutro sítio, não queria fugir mais", explica o padrasto. Enquanto LIliana viveu em Portugal, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima chegou até a conseguir-lhe uma residência que deveria ter perman ecido secreta."Ele teve algum informador que lhe disse onde ela estava e foi buscá-la", diz Valentim.


Em Donelo há revolta. "Estou completamente chocado. Algo nunca visto aqui na aldeia, um horror. Só um monstro comete um acto daqueles!", confessa Mário R. "Estamos muito tristes, foi uma tragédia muito grande", acrescentou Arlindo Dinis, 70 anos.


Batem às portas...

Batem às portas, mas quem está do outro lado até tem vergonha de as abrir. Este é o cenário com que se deparam as equipas que andam a distribuir alimentação ao domicílio. Da Santa Casa da Misericórdia, da Câmara Municipal ou da Cáritas, os voluntários vivem momentos difíceis para tentar ajudar aqueles que precisam


Cristina (nome fictício) leva a comida a um senhor que vive numa rua do centro histórico de Viseu. Um dia, bateu à porta e do lado de dentro uma mão estendeu-se para segurar o tabuleiro. Antes de a fechar, o proprietário deixou um pedido: "para a próxima não se importa de deixar ali um bocadinho mais ao lado?".


"As pessoas precisam de ajuda, mas têm vergonha de a pedir ou de a admitir. São pessoas que receiam serem apontadas no meio onde vivem", explicou a voluntária.


As situações mais dramáticas estão a ser vividas nas freguesias do centro urbano de Viseu. "A maioria dos beneficiários são pessoas idosas. Mas também já começamos a ver casais de meia idade a passarem por dificuldade e a quererem saber mais sobre os apoios", contou. E são cada vez mais os pedidos que chegam às instituições. "Há famílias desesperadas que dizem que têm o frigorífico vazio", relata, por exemplo, António Borges, presidente da Cáritas de Viseu.


Gabinete de crise


Face ao aumento do número de pedidos de ajuda que tem chegado, a Cáritas avançou no início deste ano com um gabinete de crise, por forma a dar uma resposta mais eficaz.
Desde o início do ano já chegaram mais de 430 pedidos.


A cantina social da Santa Casa da Misericórdia de Viseu (SCMV), por exemplo, ainda não abriu portas, mas a instituição já serve, porta a porta, mais de 100 refeições diárias a pessoas carenciadas da cidade, numa parceria com a autarquia local.


Esta parceria entre a Santa Casa e a Câmara prevê a instalação do restaurante social na antiga maternidade, propriedade da Misericórdia. Mas até a requalificação do edifício estar concluída, o que deverá acontecer em breve,"a população carenciada pode levantar senhas e almoçar na cantina da autarquia"


Classe média atingida


Se a pobreza sempre existiu, actualmente, os casos são mais complicados, atingindo pessoas da classe média. São hoje designados de "novos pobres".
"Temos casais em que ficaram os dois no desemprego e desprotegidos de apoios sociais. Vivem situações aflitivas. O que temos para oferecer são roupas e géneros alimentares", frisam os responsáveis pelas várias instituições sociais da cidade.
Face a este cenário, também a Diocese de Viseu lançou um fundo de apoio para pessoas desempregadas e que está a ser divulgado pelas diversas paróquias.



Portugal em posição "muito desfavorável"
Portugal ocupa ainda uma "posição muito desfavorável" na Europa no que respeita a casos de pobreza, havendo pessoas a passar fome.


De acordo com o vice-presidente da REAPN, Avides Moreira, a pobreza é mais sentida nas regiões do interior do país, nomeadamente no Norte Transmontano e Centro, onde se verificam "situações de pobreza extrema ou muito próxima", onde as pessoas têm carências na alimentação e ao nível das habitações.


Já para Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas, a situação em Portugal será ainda mais grave pelo facto de ter havido uma má negociação para a agricultura e pescas aquando da integração europeia, ao contrário do que aconteceu com Espanha.


“Vou levar todos os vereadores comigo, mas cumprindo a lei das quotas”...

“Vou levar todos os vereadores comigo, mas cumprindo a lei das quotas”, garantiu ontem Fernando Ruas na apresentação da quinta e última candidatura à Câmara Municipal de Viseu, onde produziu um discurso virado para o futuro, prometendo “o melhor mandato de todos”


Fernando Ruas, o actual presidente da autarquia viseense, garantiu que vai “continuar a reivindicar junto da Administração Central” um conjunto de obras, nomeadamente a Extensão de Saúde de Lordosa e o comboio, seja qual for o Governo.


“Não vamos deixar cair a bandeira do comboio, nem o acordo relativo à Escola de Ranhados, que o actual Executivo não cumpre”, salientou, acrescentando, a propósito: “Se nos levarem a isso, enveredaremos pela via judicial!”


O edil frisou que “o Arquivo Distrital de Viseu continuará a ser dirigido pela autarquia”, pois embora seja um organismo do Poder Central, encontra-se instalado num edifício da Câmara, sem pagar nada. “O que mais me choca é o silêncio de pessoas de Viseu com responsabilidades no partido do Governo”, salientou Fernando Ruas.


“Manteremos a bandeira da Universidade Pública de Viseu, com este ou com outro Executivo”, garantiu, anunciando que “o Centro de Artes vai arrancar, pese embora as críticas dos mesmos de sempre”, tal como “a construção de novas infra-estruturas no Complexo do Fontelo”.


Sobre o que pretende fazer, o autarca falou da ecopista entre Viseu e Santa Comba Dão. Sobre o assunto, atirou com ironia: “O futuro não tem idade, pois temos ideias muito fortes para Viseu. Assim, para que não haja dúvidas sobre a minha vitalidade, irei a pé de Viseu a Santa Comba Dão a pé!”


Fernando Ruas sublinhou que “o próximo mandato será o melhor de todos”, pois será “promovida uma maior coesão territorial e social”, que fez questão de salientar “ser muito diferente da implementada pelo Governo, que agravou as assimetrias entre o Interior e o Litoral”.
Nesse projecto apontou “o melhoramento das acessibilidades, a requalificação das habitações sociais e a distribuição das refeições sociais”. E acentuou: “A coesão territorial e social vai passar muito por aí!”.


Por último, falou no “diálogo franco que vai manter com os presidentes das Juntas de Freguesia” e “complementar e requalificar o saneamento básico, nomeadamente com a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Viseu (ETAR)”, que afirmou “ir possibilitar o encerramento das ETAR’s de Teivas e de S. Salvador.


domingo, 19 de julho de 2009

Portugal é o segundo país do mundo...

Portugal é o segundo país do mundo com mais doações de órgãos por milhão de habitantes (26,7), apesar das dificuldades que ainda se registam.


O cirurgião Linhares Furtado, que fez o primeiro transplante de órgãos em Portugal, um transplante renal com dador vivo, a 20 de Julho de 1969 nos Hospitais da Universidade de Coimbra, considera o número de dadores nacionais "muitíssimo bom".


"Os números subiram muito há uns anos no sul do país e em Coimbra, no ano passado, a taxa ultrapassou a de Espanha, o campeão mundial de dadores", sublinhou.


"É uma questão de organização. Há uma maior sensibilização de médicos e enfermeiros, em particular nos hospitais distritais que possuem unidades de cuidados intensivos", disse à Lusa.


Também o nefrologista Morais Sarmento, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), afirma que, nos últimos dois anos, o panorama ao nível dos transplantes de órgãos melhorou substancialmente em Portugal.


"Tínhamos Unidades de Cuidados Intensivos que antes não referenciavam os cadáveres de eventuais dadores e passaram a fazê-lo", explicou.


Acrescentou, por outro lado, que em Portugal existem mais de 10 por cento de dadores vivos "que a Espanha não tem".


No entanto, disse, subsistem "algumas dificuldades" ao nível dos recursos humanos e físicos das unidades de saúde em suportar o aumento do número de transplantes.


Portugal é líder na Europa continental nos transplantes de fígado. Quanto aos transplantes de rim foram feitos 524 no ano passado - uma taxa diária de mais de 1,4 - e pela primeira vez nos últimos dez anos o número de doentes em lista de espera decresceu em 60 (de 2320 para 2260).


A "lacuna", frisou Morais Sarmento, existe ao nível do transplante do pulmão, por ausência de uma unidade que centralize aquele procedimento clínico e faça o acompanhamento dos doentes antes e depois da intervenção.


A taxa de transplantes pulmonares realizados em Portugal cifra-se nos 0,37 por milhão de habitantes, bastante abaixo da média europeia, que é de 2,28.


Já para fazer transplantes duplos - "imensos, de que não se fala" - e, concretamente, no caso do pâncreas/rim, o especialista alerta que existe um único hospital, o de Santo António, no Porto, que é "curto para as necessidades do país".


"Já se fizeram 95 transplantes de pâncreas e rim em doentes diabéticos. A colheita e preparação do pâncreas não é fácil, fazem-se 15 a 20 por ano e há 40 doentes em lista de espera", observou Morais Sarmento.


No que concerne à legislação portuguesa sobre transplante de órgãos, o presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação sublinhou que nos dadores mortos vigora o "consentimento presumido", que prevalece "na generalidade" dos países europeus.


No entanto, qualquer pessoa pode dirigir-se a um centro de saúde e inscrever-se no Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA).


"O nosso país tem leis muito boas, muito avançadas", disse, por seu turno, Linhares Furtado, classificando de "extraordinária" a aceitação da sociedade face aos méritos da transplantação de órgãos em situação de urgência clínica. Por outro lado, apontou a existência de cerca de 30 mil objectores, "pouquíssimos", referiu.


A ilha perdida do golfo do México...

A ilha perdida do golfo do México

Bermeja é nome de mistério. Durante séculos, a palavra apareceu escrita nos mapas e cartas de navegação do golfo do México junto a uma ilha pequena, estreita e comprida, ao largo de Yucatán. Mas desde há 12 anos ninguém a consegue encontrar.


Uma expedição científica da Universidade Nacional Autónoma do México passou semanas a vasculhar o mar onde, no início do século XVI, foi avistado um rochedo cor de fogo, ao qual puseram o nome de Vermeja (Vermelha).


Os técnicos mexicanos usaram aviões e navios com sondas para fotografar o fundo do mar a uma profundidade de mais de 1500 metros, mas o seu veredicto foi inquietante: não há nenhuma ilha ou vestígios dela nos 223 quilómetros quadrados da área analisada. E não parece ter existido alguma nos últimos de cinco mil e trezentos anos.


O mistério, por si, bastaria para fazer crescer a curiosidade. Mas, para o Governo mexicano, aquela ilha desaparecida tem um valor mais palpável. Bermeja permitiria ao México reclamar a soberania sobre mais 30 milhas (55 quilómetros) de mar e ficar, quase em exclusivo, com os direitos de exploração dos Hoyos de Dona, uma das reservas de petróleo mais importantes do mundo.


Em Junho de 2000, México e EUA assinaram um tratado em que se comprometiam a manter fechada a torneira do ouro negro naquela zona que é alvo de diferendo entre os dois países. Mas essa moratória termina em 2010. Sem a ilha Bermeja, o último posto de fronteira do México são as ilhas de Alacranes, e os Hoyos de Dona, onde estarão 22,5 mil milhões de barris de crude por retirar, ficam sob a bandeira americana.


As teorias da conspiração sobre o desaparecimento da ilha não tardaram a surgir. Há quem diga que os EUA fizeram Bermeja desaparecer da Terra para depois a apagarem do mapa. A seu favor usam o argumento de que a ilha aparece em relatórios da poderosa agência secreta americana (CIA), em pleno século XX.


A expedição científica à ilha desaparecida foi ordenada em Março - 12 anos depois de uma primeira tentativa - pela própria Câmara dos Deputados do México depois de ouvir uma comissão de especialistas dizer que há muitos documentos históricos a provar a sua existência.


Recuando no tempo, Bermeja foi pela primeira vez referida na carta "El Yucatán e islas adyacentes, Islario general de todas las islas del mundo", de Alonso de Santa Cruz, impressa em Madrid, no ano de 1539, quase meio século depois de Cristóvão Colombo ter descoberto a América.


No ano seguinte, Alonso Chaves fez a primeira referência explícita à ilha em Espejo de Navegantes: "Bermeja, ilha ao largo de Yucatán está a 23 graus (de latitute norte). Dista 14 léguas a noroeste do cabo de San Antón e 55 léguas das Alacranes. Dista 118 léguas a nordeste de Villa Rica. É uma ilha pequena que de longe parece vermelha."


Nos séculos seguintes, Bermeja continuou a ser desenhada em mapas franceses, holandeses e ingleses elaborados pelos melhores cartógrafos da época. Mas, a partir de metade de oitocentos, deixam de ser feitas referências directas à sua existência. Curiosamente, foi também nessa altura que se começou a falar na exploração de hidrocarbonetos.


De acordo com o historiador Michel Antochiw Kolpa, em 1844, cartas inglesas falam no afundamento de uma ilha naquela zona. Bermeja teria sido engolida durante um processo geológico que alterou o fundo do mar.


Antes da expedição havia no México quem argumentasse que a ilha foi coberta pelo mar. Não como na célebre história ou mito da Atlântida, arrasada por uma onda gigante, mas pela subida do nível das águas causada pelo aquecimento do planeta.


No entanto, a explicação mais verosímil, segundo os técnicos da Universidade Nacional Autónoma do México, é que a ilha exista realmente, mas as coordenadas 22º 33' de latitude norte e 91º 22' de longitude oeste estejam erradas.


Enquanto dura o mistério, o popular Google Earth mantém sobre o lugar onde deveria estar a ilha um ponto de interrogação e a dúvida: "Ilha perdida?"


Mais nove casos em 24 horas...

Portugal registou, nas últimas 24 horas, nove casos confirmados de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1) e, desde o início de Maio, atingiu-se um total cumulativo de 130 casos confirmados, divulgou este sábado o Ministério da Saúde (MS).


Ministra da Saude: «Não tenho máscaras nem vou comprar Tamiflu»


Entre os casos confirmados nas últimas 24 horas, está uma criança de oito anos, do sexo feminino, vinda do Reino Unido, um adolescente de 14 anos, regressado de Londres, e uma jovem de 16 anos, proveniente de Espanha, todos referenciados para o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa.



60 milhões de europeus vacinados


No Hospital Curry Cabral, em Lisboa, estão internados quatro doentes: um jovem de 17 anos, chegado de Londres, um homem de 26 anos, proveniente de São Paulo, uma mulher de 25 anos, que veio de Ibiza, e um homem de 24 anos, em resultado de uma transmissão secundária, adianta o MS.


Um homem de 20 anos, proveniente de Espanha, está referenciado para o Hospital de São João, no Porto. No Hospital de Faro, está internado um homem de 27 anos, que corresponde a uma transmissão secundária.


«Desde o início de Maio, verificou-se, em Portugal, um total cumulativo de 130 casos confirmados de Gripe A (H1N1). Estas pessoas retomaram a sua vida diária, com normalidade», salienta o MS.


Este sábado o Diário de Notícias divulgou um relatório onde vários especialistas admitem que a gripe A pode matar até 8700 portugueses. O cálculo é feito pelos especialistas, no pior cenário possível: o vírus H1N1 pode afectar até 25 por cento da população, sendo que a taxa de mortalidade pode ir até 0,35 por cento. Leia aqui


Militares acusados de livrar mancebos da tropa podem beneficiar de alterações à legislação...

Um processo envolvendo uma rede suspeita de livrar, de forma fraudulenta, centenas de mancebos da tropa, no Porto, pode estar em risco, por força de uma alteração legislativa que terá acabado com os crimes de corrupção no âmbito militar.


O caso está relacionado com um esquema que funcionou entre 2001 e 2003 no Hospital Militar e no Centro de Recrutamento e Selecção do Porto. Um total de 65 arguidos - entre os quais 12 militares e médicos - estão acusados pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Ministério Público (MP) do Porto por dezenas de crimes de corrupção e falsificação de documentos.


Desta forma, segundo o MP, os líderes da rede chegaram a amealhar, cada um, cerca de 500 euros por semana. As autoridades arrestaram as contas bancárias de todos os envolvidos que, no momento da apreensão, totalizavam cerca de 220 mil euros.


O estratagema foi detectado numa investigação da PJ do Porto, através de escutas telefónicas e buscas domiciliárias e nos locais de trabalho dos suspeitos. Tudo começava com a angariação de interessados - havia inclusive um padre que representava o grupo em Ponte de Lima -, continuava com o pagamento de subornos entre 1250 e 4500 euros e terminava com um "teatro" nos exames médicos ou uma falsificação de análises clínicas.


A acusação do MP já foi proferida há mais de três anos, mas só a 11 de Setembro se saberá se haverá julgamento, uma vez que o processo esteve parado no Tribunal de Instrução Criminal do Porto e só na passada sexta-feira foi realizado o debate instrutório.


Uma das questões a decidir pelo juiz de instrução criminal, Paulo Nunes, é a dúvida, levantada pelos defensores dos arguidos, sobre aquilo que parece ser um "buraco" na lei.


É que os militares podem não estar abrangidos pela incriminação de corrupção do Código Penal, aplicável apenas ao "funcionário civil".


Por outro lado, o Código de Justiça Militar, de 2003, estabelece o "perigo para a segurança do Estado" como pressuposto para a incriminação por crime de corrupção, por militares, argumenta Artur Marques, advogado de um sargento tido como um dos principais mentores do esquema.


Neste contexto, o Ministério Público acusa os militares por corrupção, insistindo que devem ser equiparados a funcionários públicos, para efeitos penais.


Os arguidos alegam, ainda, que as escutas telefónicas são nulas, por terem sido iniciadas mediante informações constantes de uma denúncia anónima.


As estatísticas revelam que...

As estatísticas revelam que a faixa etária entre os 15 e os 19 anos é responsável por 11,7% dos abortos feitos no Sistema Nacional de Saúde, em 2008.


Ou seja, duas mil jovens passaram pela experiência do aborto. A isto acresce o facto de mais de cinco mil meninas terem sido mães. Estará a escapar-nos alguma coisa?


Portugal contabilizou no ano passado dois mil abortos em adolescentes, no Sistema Nacional de Saúde (SNS). A estatística revela que a faixa etária entre os 15 e os 19 anos foi responsável por 11,7% do total das interrupções voluntárias da gravidez efectuadas pelo SNS, no primeiro ano da despenalização desta prática. No mesmo ano, cerca de 5800 bebés nasceram de mães adolescentes. Falhará alguma coisa na nossa tão falada Educação Sexual?


"A consistência. É importante trabalhar a consistência. Se os temas são abordados regularmente, as pessoas aprendem. Caso contrário, tendem a esquecer. É preciso investir nisso", defende Duarte Vilar, da Associação Portuguesa do Planeamento da Família.


A pertinência de abordar este aspecto assenta no facto de haver territórios vagos no que à Educação Sexual concerne. Até ao projecto-Lei 660, não existia definição do contexto disciplinar ou de quem daria esta matéria. A ideia era que fosse algo abordado de forma transversal. Qualquer professor poderia contribuir, quando quisesse. Ficava assim arrumado o assunto. Com o projecto-Lei 660, as escolas estão obrigadas a dar 12 horas anuais de Educação Sexual ao 3.º Ciclo e Secundário e seis horas aos 1.º e 2.º ciclos. Ainda assim, "há aspectos vagos, como, por exemplo, não estar definido como serão leccionadas as 12 horas ao Secundário", alerta Duarte Vilar.


A Educação Sexual - que é uma das quatro valências da Educação para a Saúde - pode acontecer na área de Projecto ou em Formação Cívica (áreas curriculares não disciplinares, mas com carga horária fixa), se estivermos a falar do Ensino Básico. Sucede que no Secundário não existe Formação Cívica e só existe Área de Projecto no 12.º ano, ou seja, "será o Conselho Executivo de cada escola a definir como e em que aulas será leccionada esta matéria. Vai, obviamente, roubar-se tempo a outras disciplinas", informa.


E haverá tempo para dar o conteúdo da disciplina, mais a Educação Sexual? E o professor, além de ter formação da disciplina que sempre deu, tem formação para dar Educação Sexual? Está preparado? "A ideia que eu tenho é que a formação de professores nesta área não é prioritária para o Governo, tal como não são prioritários os estudos sistemáticos e anuais sobre os conhecimentos dos nossos jovens nesta matéria", argumenta aquele responsável.


Números ainda muito preocupantes


Não haverá estudos anuais sobre o conhecimento dos mais jovens nesta matéria, mas todos os anos há resultados bem visíveis do seu desconhecimento. Falamos de sete mil grávidas adolescentes, em 2008. Cinco mil meninas que foram mães, mais duas mil que passaram pela experiência de um aborto (só no Sistema Nacional de Saúde).


E, apesar de este número ter vindo a decrescer, Portugal continua a ser um dos países da Europa com maior percentagem de grávidas adolescentes. Segundo a Organização das Nações Unidas, seremos o segundo país da UE com mais mães adolescentes. Mas, então, o que se passa quando, aparentemente, não falta informação? Afinal, o que é que se passa quando, aparentemente, os mais novos até estão informados?


"Em termos gerais, os mais jovens respondem satisfatoriamente a temas ligados com a sexualidade. O problema é que, depois, em questões mais particulares, as suas respostas são manifestamente insatisfatórias", informa Vilar Duarte.


Um conhecimento superficial patente num estudo levado a cabo pela Associação Portuguesa para o Planeamento da Família, no ano passado, em 63 escolas de todo o país, como milhares de alunos. Numa escala de 27 itens, a maior parte dos discentes respondeu bem. O problema foi quando se aprofundaram as coisas. Fatalmente, no que dizia respeito a métodos contraceptivos e às infecções sexualmente transmissíveis, a percentagem de respostas correctas caiu imenso. Basicamente, pouco sabem em profundidade sobre como evitar uma gravidez ou uma infecção sexualmente transmissível.


A par deste desconhecimento estão as condições de vida. Dizem as estatísticas que é nos grupos socialmente desfavorecidos que a gravidez na adolescência é mais frequente. O que é preciso, então? "É preciso reforçar programas nos territórios educativos de intervenção prioritária", sugere, acrescentando que "territórios prioritários são aqueles onde a pobreza é mais evidente". É preciso, ainda, compreender a importância da Educação Sexual. "A Educação Sexual é precisa". Ponto.


Mas, em que condições?


Tecnicamente, será preciso definirem-se balizas. Por exemplo, nos alunos do Secundário, como vai ser leccionada esta matéria? Como ficarão asseguradas essas 12 horas obrigatórias? Episódios recentes de professores que, alegadamente, tiveram conversas menos próprias como os seus alunos colocam os pais de sobreaviso. Não precisarão os docentes de formação específica para dar esta matéria?


A questão vai, no entanto, muito além dos pormenores técnicos. Os pais preocupam- -se com o conteúdo divulgado. Muitos pensarão, até, que abordar esta matéria exaltará a vida sexual dos jovens e, por isso, têm medo. E recorde-se que a orientação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem sobre o assunto é de que aos pais - não devendo estes opor-se à Educação Sexual - será assegurado o direito de guiarem os filhos segundo as suas convicções.


Estes medos são potenciados quando são ventiladas informações erradas como, por exemplo, a que dava conta da distribuição pura e simples de preservativos nas escolas. Isso não acontece. O que se propõe é um gabinete de apoio ao aluno, com ligação ao Centro de Saúde, onde está um técnico que o acompanhará e aconselhará.


Daniel Sampaio, psiquiatra e coordenador do ex-Grupo de Trabalho para a Educação Sexual/Saúde garante, contudo, que "a maioria dos pais é a favor da Educação Sexual" e esclarece que "a Educação Sexual não ensina a ter relações sexuais. Ensina a ter decisões responsáveis, o que significa muitas vezes adiar a sexualidade". O psiquiatra avança que "a escola pode fornecer informação científica e credível, tendo em conta a idade dos interlocutores, mas em colaboração com as famílias".


Dito isto, Daniel Sampaio lamenta os mal-entendidos. "É muito triste para os jovens que se esteja sempre a tentar matar as boas iniciativas". A mais recente polémica dentro desta temática da Educação Sexual prendeu-se com o Projecto Cuida-te, projecto com várias valências sendo uma delas as unidades móveis que se deslocam até aos jovens para os encaminhar através de um médico ou de um enfermeiro. No quadro da prevenção da sida, pensou-se na possibilidade de se fazerem testes. Sem o consentimento dos pais?, perguntaram as vozes mais conservadoras. A ideia, esclarece Daniel Sampaio, nunca foi fazê-los sem a autorização parental, embora isso possa ter acontecido.


A ideia é de que a família seja, de facto, o primeiro garante de educação, permitindo depois à escola instruir. Instruir por forma a que se evitem flagelos como gravidezes precoces (que, na maior parte das vezes, vai perpetuar uma situação de pobreza), ou como a sida. A ideia é esclarecer, responsabilizar. Falta saber é como é que a escola fará isso de forma eficaz, garantindo as 12 horas anuais obrigatórias aos mais velhinhos e garantindo a consistência que permita a mensagem passar, que permita aprofundar temas como a contracepção e as infecções sexualmente transmissíveis.


A noite de sexta-feira acabou mal...

A noite de sexta-feira acabou mal para três jovens de Gonçalbocas, Guarda, quando o carro em que seguiam se despistou e foi embater numa árvore.


O acidente, ocorrido a poucos quilómetros de casa, provocou a morte do condutor, de 21 anos, e ferimentos graves nos dois amigos, de 22 e 23 anos, que continuam internados no Hospital Sousa Martins, na Guarda, com politraumatismos.


"O despiste deu-se numa curva apertada da EN16, no Alto de Valdeiras, que o condutor não terá conseguido fazer, tendo o carro chocado lateralmente numa árvore após sair da estrada", disse o segundo comandante dos voluntários da Guarda, que foram accionados cerca das sete horas. António Morais acrescentou que, dada a violência do embate, foi "muito difícil" desencarcerar os ocupantes do automóvel, e que a vítima mortal pereceu no local.


"Segundo alguns populares, os três jovens teriam saído nessa noite para colar cartazes da festa anual de Gonçalbocas", adiantou. No local do acidente, "muito próximo da aldeia", viveram-se também momentos dramáticos com a chegada dos pais do condutor, que "se sentiram mal e tiveram de receber tratamento antes de serem encaminhados para o hospital distrital", referiu o oficial.


Os bombeiros da Guarda enviaram para a zona do acidente cinco ambulâncias, uma viatura de desencarceramento e 20 elementos, tendo também sido accionada a equipa da viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Hospital Sousa Martins.