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Radio Viseu Cidade Viriato

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Descobertas três novas espécies de anfíbios

Descobertas três novas espécies de anfíbios
Biólogos procuravam outro sapo e foram surpreendidos pela descoberta.


Uma equipa de biólogos que procurava na floresta tropical do Oeste da Colômbia sinais de algumas rãs que há muito não eram avistadas acabaram por encontrar três novas espécies até agora desconhecidas. "Uma inesperada recompensa, que demonstra uma vez mais a extraordinária biodiversidade que caracteriza as florestas tropicais" da América do Sul, comentou o líder da expedição, Robin Moore, especialista em anfíbios da organização Conservation International, que promoveu a missão.

A equipa, que incluía também cientistas colombianos da Fundacion ProAves, esteve em Setembro e Outubro nas regiões colombianas de Chocó e Antioquia, no âmbito do programa "À procura das rãs perdidas", lançado pela Conservation International, para tentar localizar cerca de uma centena de espécies de anfíbios que poderão estar à beira da extinção ou mesmo já extintas. As equipas distribuíram-se por 19 países e a Colômbia foi um deles.

Durante mais de uma semana, o grupo liderado por Robin Moore vasculhou as florestas do Oeste do país, mas não obteve qualquer resultado.

"Depois de vários dias à procura do sapo-de-bico Rhinella rostrata sem sucesso, o moral da equipa estava muito em baixo", contou Robin Moore. "No entanto", sublinhou, "encontrar estas três novas espécies foi como uma injecção de adrenalina".

Para o investigador, identificar três novas espécies em tão pouco tempo é sobretudo uma demonstração da "incrível biodiversidade destas florestas relativamente inexploradas e da sua importância para a conservação".
Dois sapos e uma rã constituem o tesouro que a equipa trouxe da Colômbia.

Os dois sapos são de bico, um deles do género Rhinella. O outro, que mede quatro centímetros e tem uns olhos raros, de um vermelho brilhante, não está ainda identificado.

A rã, do género Silverstoneia, pertence a um grupo de rãs que produzem toxinas (veneno) na pele e que já forneceram muitos químicos úteis para a farmacopeia humana. Esta espécie vive junto aos cursos de água e tem cores vivas, nomeadamente nas patas traseiras, que são de um vermelho intenso.

Antes desta tripla descoberta na Colômbia ontem anunciada pela equipa, o programa da Conservation International já tinha resultado, nos últimos dois meses, na detecção de três anfíbios que se julgavam extintos. São eles uma salamandra do México, que foi descoberta em 1941 e não era avistada desde então; uma rã da Costa do Marfim que não se via desde 1967, e uma outra do Congo, que se julgava desaparecida desde 1979.

DN

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