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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pupilas da Mona Lisa podem dizer quem ela era

Pupilas da Mona Lisa podem dizer quem ela era
Especialista italiano diz ter encontrado letras miniaturais inscritas nas pupilas,  que poderão conter a identidade da modelo. Outros especialistas contestam. Teorias há muitas.

Talvez nenhum quadro na história da pintura tenha suscitado tantas paixões, opiniões contraditórias e especulações. De auto-retrato do pintor a imagem da sua amante secreta, A Mona Lisa, ou A Gioconda, continua ainda hoje, meio milénio depois de ter sido pintada, a suscitar novas teses. A última é do presidente do comité nacional italiano do património cultural Silvano Vinceti que diz que nas pupilas da sorridente Mona Lisa existem letras miniaturais que poderão fazer novas revelações. Mas já há quem conteste a sua proposta.

Imagens de alta resolução da pintura mostram segundo Vinceti que há letras inscritas no interior das pupilas da Gioconda: LV na pupila direita e outras pouco claras na esquerda.

Segundo aquele especialista italiano, LV serão as iniciais do nome do próprio mestre: Leonardo da Vinci. Quanto às letras na pupila esquerda, Vinceti não adianta muito. Tanto poderá ser CE, como simplesmente um B, afirmou. E o seu significado não é claro. Se a ideia do grande pintor renascentista era esconder ali o nome da sua modelo, as letras não condizem com a identidade da senhora hoje tida por mais consensual entre os especialistas: Lisa Gherardini del Giocondo, a mulher do abastado comerciante de sedas de Florença, Francesco del Giocondo.

Vários especialistas na pintura de Leonardo já contestaram a tese de Vinceti. O argumento de especialistas como Alessandro Vezzosi, director do museu da cidade natal de Leonardo, ou de Carlo Pedretti, um dos peritos mais reputados na obra do mestre, é que a pintura não revelou nada disso sob as lentes do microscópio electrónico, como disseram à Discovery News.

A nova teoria acaba, pois, por ter o mesmo destino que todas as outras, juntando-se ao lote de muitas outras, mais ou menos especulativas, mas apaixonadamente debatidas ao longo dos anos sobre este quadro.

Vale a pena referir que o mesmo Vinceti já defendeu que a pessoa pintada no quadro era o próprio autor, vestido de mulher. A sua nova tese também revela um pouco sobre a validade da sua anterior opinião.
Mas não ficam por aqui as propostas que já existiram para dar nome à misteriosa mulher. Já se aventou que seria Caterina Sforza, a filha ilegítima do então duque de Milão, Isabella de Aragão, a mulher desse mesmo duque, ou Constanza d'Avalos, duquesa de Francavilla e a amante de Giuliano de Medici. Quanto ao sorriso, há teorias para todos os gostos: a senhora estava grávida, tinha asma, paralisia facial ou, simplesmente, os dentes estragados.

? Mistério Catarina Sforza, filha ilegítima do duque de Milão, Isabella de Aragão, mulher desse duque, ou Constanza d'Avalos, amante de Giuliano de Medici? São várias a propostas. A mais consensual: era Lisa Gherardini del Giocondo?

Enigma nenhum sorriso foi tão dissecado. Há quem garanta que a senhora não está a sorrir, mas o consenso é ao contrário. Para os especialistas em pintura, o efeito de sorriso deve--se à técnica do sfumato usada pelo mestre, que permitia tornar tudo vago, incluindo o sorriso. A neurologista Margaret Livingstone, de Harvard, diz que a visão humana central percebe o sorriso, mas a periférica não. E há quem diga que a senhora tinha paralisia facial.

DN

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