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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

sábado, 12 de maio de 2007

Madeleine Mc Cann aniversario


From Armindo tavares
West Hendon , London

Madeleine Mc Cann is 4 years old today and she will be without her family.
HAPPY BIRTHDAY MADELEINE, I hope they find you as soon as possible.
I beg to the ones who took you away, please tell us where Madeleine is.



From Isabel Primo
West Hendon , London

Happy birthday Madeleine! I am portuguese and i live in your country but my heart and soul are with you, your brother and sister and your parents.
I AM PRAYING FOR YOU SINCE THE DAY YOU DESAPEAR.
I know that my country is doing all they can to help to find you wherever you are.
Happy Birthday to you and hope your mum and dad will be strong till ther end.

See you



From AOL

Parents in Madeleine birthday plea
The parents of missing Madeleine McCann marked their daughter's fourth birthday on Saturday with a simple plea: "Please keep looking, please keep praying."
more
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Por favor deixe uma mensagem de apoio para a familia de Madeleine.
Leave a word of support to Madeleine parents

sexta-feira, 11 de maio de 2007

A Dinastia Filipina

Depois de Filipe II de Espanha ter ocupado Portugal em 1580, a ilha Terceira nos Açores estava controlada pelo António Prior do Crato, que pensava, só ele, em alianças com a Inglaterra e França. Em 1582 uma expedição francesa para o estabelecer nos Açores foi derrotada, e em 1589 falhou uma tentativa inglesa para tomar Lisboa, liderada por Drake e Jonh Norris.

Mas ainda que António morreu em Paris em 1595, o verdadeiro símbolo da independência Portuguesa não era o prior do Crato mas o próprio rei Sebastião I. O povo português recusava-se a acreditar na sua morte e nutria uma fé messiânica pelo seu regresso, afirmando alguns que o tinham visto em 1600 em Veneza.


3ª Dinastia - Casa de Áustria

Filipe I " O Prudente" ( Filipe II de Espanha)1580-1598

Filipe chegou a Lisboa e foi aceite como Rei Filipe I (1580-98) pelas cortes em Tomar (1581). Garantiu a autonomia Portuguesa, por considerar a união como uma
união pessoal, da mesma forma que tinham feito Isabel e Fernando com Castela e Aragão, indicar só Portugueses para a administração, convocar as cortes com frequência, e ser acompanhado por um conselho Português em Madrid.

Filipe I, nasceu em 1527 filho de Carlos V e de Isabel de Portugal. O seu primeiro casamento foi em em 13 de Novembro de 1593 com D. Maria Manuela de Portugal, filha de D. João III e de D. Catarina. Morreu em1598. Casou depois em 1554 com Maria Tudor, raínha de Inglaterra que faleceu em em 1558 . Casou depois com Isabel filha do rei de França e de Catarina de Médicis que morre em 1568. Volta a casar com Ana de Áustria ilha de Maximiliano II. Ana de Áustria morre em 1580.

Cortes de Tomar

Assembleia convocada por Filipe I em 1581 com vista a fazer-se jurar rei de Portugal pelos três estados do reino. Em troca, o monarca comprometia-se a manter e respeitar os foros, costumes e privilégios dos portugueses.

O mesmo aconteceria com os ocupantes de todos os cargos da administração central e local, assim como com os efectivos das guarnições e das frotas da Guiné e da Índia.

Era o princípio da monarquia dual, que vigoraria sem grandes alterações até cerca de 1620. Nas cortes, estiveram presentes todos os procuradores das vilas e cidades portuguesas, excepção feita às açorianas, fiéis ao rival derrotado de Filipe II, D. António, prior do Crato.


Calendário Gregoriano - Em 24 de Fevereiro de 1582,o Papa Gregório XIII, pela sua Bula Inter Gravissimas ordenava a reforma do Calendário, para um ano trópico de 365,2425 dias.

Filipe II " O Piedoso" (1598-1621)- Filipe III de Espanha

Esta garantias foram, no entanto, esquecidas por Filipe II ( III de Espanha 1598-1621) e completamente violadas por Filipe III (IV de Espanha, 1621-40).

Os ressentimentos dos Portugueses contra o governo Espanhol aumentaram pela falha desses reis em visitar Portugal, e indicarem Espanhóis para os assuntos Portugueses, e a diminuição do comércio consequente das guerras estrangeiras da Espanha, e no aumento dos impostos para pagar essas mesmas guerras.

Em 1624 os holandeses tomaram a Baía no Brasil, mas foram expulsos numa expedição Portuguesa e Espanhola (1625). Mas em 1630 ocuparam Pernambuco e as suas terras do açúcar, que mantiveram quase uma geração.


Visitou Portugal no final do seu reinado, em 1619, e quis assistir aqui a touradas e autos de fé. Casou com D. Margarida da Áustria, também conhecida por Margarida de Gratz ou Graetz, de quem nasceu o seu sucessor. Governou Portugal e a Espanha desde 1598 até 1621.
O Amazonas passa a domínio Português

Imensa zona florestal de cerca de 5 milhões de Km2. A maior parte da amazónia situa-se no Brasil mas também faz parte de outros países como a Venezuela, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia. Esta enorme mancha florestal é composta por zonas de floresta virgem, tornando-se numa importante reserva ecológica conhecida como o pulmão do mundo.Indissociável da história da amazónia está o seu rio, o Amazonas, que, desde cedo, despertou o interesse dos europeus, nomeadamente dos espanhóis e portugueses. Os primeiros europeus que o alcançaram foram provavelmente marinheiros espanhóis. Sabe-se que os portugueses chegaram ao estuário do amazonas por volta de 1503, uma vez que este foi assinalado nas cartas de J. Reinel e Lopo Homem.

Em 1616 foi construído pelos portugueses o Fortim do Presépio, tendo estes começado, a partir de então, a ocupar esta zona.

Filipe III " O Grande" (1621-1640) - Filipe IV de Espanha


O golpe final, foi o plano de Conde Duque de Olivares (1640), de usar tropas portuguesas contra os Catalães que estavam igualmente descontentes. Duas revoltas Portuguesas, em 1634 e 1637, não chegaram a ter proporções perigosas, mas em 1640 o poder militar Espanhol ficou reduzido pela guerra com a França e a revolta na Catalunha.

O ministro Francês, Cardeal de Richelieu, tinha agentes em Lisboa, e encontrou um líder em João II, duque de Bragança, neto da duquesa Catarina (sobrinha de João III), cujas reclamações ao trono tinham sido vencidas em 1580 por Filipe II de Espanha.


Aproveitando-se da vantagem da falta de popularidade do governador, Margarida de Sabóia, Duquesa de Mantua e do seu secretário de estado Miguel de Vasconcelos, os líderes do partido da independência conduziram uma revolução nacionalista em 1 de Dezembro de 1640. Vasconcelos foi praticamente a única vítima; as guarnições espanholas saíram para Espanha; e em 15 de Dezembro de 1640 o duque de Bragança foi coroado rei como D. João IV ( 1640-56).

D. Filipe III (IV da Espanha) casou com D. Isabel de Bourbon, filha do rei da França. Depois de viúvo, não sendo já rei de Portugal, casou em segundas núpcias com D. Maria Ana da Áustria.

Proxima semana Dinastia de Bragnca

Tabuaco em destaque






Tabuaço é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, Região Norte e subregião do Douro, com 1 780 habitantes(2001).
É sede de um município com 133.9 km² de área e 6 501 habitantes (2004), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Sabrosa, a leste por São João da Pesqueira, a sueste por Sernancelhe, a sudoeste por Moimenta da Beira e a oeste por Armamar.
Cerca de 25% da população trabalha no sector terciário, mas a agricultura continua a ser o sector com maior peso, cerca de 56% da população activa. Entre os produtos de maior importância económica, destaca-se o vinho e o artesanato.

Facto

Gentilico – Tabuacense
Area –133.9 km2
Populacao-6 501 hab (2004)
Densidade Populacoinal- 48.6 hab/km2
Numero de freguesias -17
Fundacao do municipio (ou foral)-
Regiao- Norte
Subregiao –Douro
Distrito- Viseu
Area Urbana – Comunidade Urbana do Douro
Antiga Provincia- Tras-os-Montes e Alto Douro
Feriado Municipal- 24 de Junho
Site oficial-
http://www.cm-tabuaco.pt/
Endereco de correio electronico-


As freguesias de Tabuaço são as seguintes:


Demografia Historica















Proxima semana Trancoso

sábado, 5 de maio de 2007

Madelleine Mc Cann




Madeleine Mc Cann


Madeleine Mc Cann



Madeleine Mc Cann

Madeleine Mc Cann e a Familia


Os Pais de Madeleine Mc Cann

Madeleine Mc Cann e os Irmaos

Lugar aonde Madeleine Mc Cann desapareceu

SE VIU Madeleine Mc Cann POR FAVOR NAO HESITE LIGUE PARA A POLICIA (00351) 218 641 000
PORQUE UMA PEQUENA PISTA PODE SER UM GRANDE DESCOBRIMENTO

Nome : MADELEINE MCCANN
Idade : 3 anos
Nacionalidade : Inglesa
Desaparecida no Algarve


Por favor, e uma crianca que precisa dos pais.

MUITO OBRIGADA

Deixe alguma mensagem de apoio ou se sabe alguma pista escreva

quinta-feira, 3 de maio de 2007

VISEU 27th INTERNATIONAL HALF MARATHON

Also with: Half Marathon & Walking 4km

Came join the biggest desportive event of the Region of Viseu

September 09 2007 at 10:00 am

Registration until September 5 2007 - 5 euros per registration

To: Grupo Desportivo "Os Ribeirinhos"
Bairro da Misericordia
Bloco B r/c D - Porta 1
3500 Viseu Portugal


Mobile: (00351) 968 073 333 (Olimpio Coelho)
Fax: (00351) 232 430 989



Certificates-T-shirts-Trophies-Medals-Various Prizes and Money

27a MEIA MARATONA INTERNACIONAL DE VISEU

Tambem com: Mini Maratona e Caminhada 4km

Venha participar no maior evento desportivo da regiao de Viseu

09 de Setembro 20067 - as 10:00 horas

Inscricoes ate 5 de Setembro 2007 - 5 euros por inscricao


Para: Grupo Desportivo "Os Ribeirinhos"
Bairro da Misericordia
Bloco B r/c D - Porta 1
3500 Viseu


Telemovel: (00351) 968 073 333
Fax: (00351) 232 430 989

Endereco Electronico: http://ribeirinhos.planetaclix.pt
Correio Eletronico: gdribeirinhos@clix.pt


Diplomas-Camisolas-Diversos Premios-Medalhas-Tacas-Trofeus e Dinheiro

A Dinastia de Avis

D.João I (1385-1433) - "O de Boa Memória"


A declaração de Coimbra, que declarava rei o Mestre de Avis, como João I e fundador de uma nova dinastia. tinha os seus fundamentos, porque a maioria da nobreza e clero ainda consideravam a rainha de Castela a sua herdeira de direito; mas o sentimento popular era mais forte, e João I tinha fortes e dedicados aliados em Nuno Álvares Pereira, " o Santo Condestável", o seu campeão militar, e em João das Regras, o seu chanceler e jurista.


Independência assegurada. Muitas cidades de cidades e castelos permaneceram fiéis a Castela, quando Juan I apareceu com um forte exército no centro de Portugal. Ainda que em muito menor número, os portugueses ganharam a grande batalha de Aljubarrota ( 14 de Agosto de 1385), na qual a cavalaria Castelhana foi totalmente destroçada e Juan de Castela escapou dificilmente.

A vitória seguida por êxitos posteriores de Nuno Álvares, asseguraram o reino a João I e fizeram dele um aliado desejável. Uma pequena força de arqueiros ingleses estiveram presentes em Aljubarrota. O tratado de Windsor (9 de Maio de 1386) estabeleceu a aliança Anglo-Portuguesa, aliança até hoje permanente entre os dois reinos


Jonh of Gaunt, Duque de Lencastre, veio à Península (Julho de 1386) e tentou uma invasão de Castela conjuntamente com João I. Não teve êxito, mas os portugueses casaram com o rei a filha de Jonh of Gaunt, Filipa de Lancaster (1387), que introduziu vários usos ingleses em Portugal .

A corte portuguesa falava em francês como na Inglaterra aristocrática e oficial, os príncipes tomam nomes ( Eduardo - Edward, Henrique-Henry) e títulos de duque, à inglesa, nascendo com notáveis dotes e sendo primorosamente educados no ambiente criado por D. Filipa, preceptora da corte, constituída por gente nova.


Arranjaram tréguas com Castela em 1387, mas a paz só foi finalmente concluída em 1411. A vitória de João de Avis pode ser vista como uma vitória do espírito nacional contra a ligação feudal da ordem estabelecida. Como muita da antiga nobreza tinha aderido a Castela, João I recompensou os seus seguidores à custa daquela e não da coroa.

Em 22 de Agosto do ano da Era Juliana de 1460, o Decreto Régio de D. João I, ordenou que daí em diante se passasse a usar o ano do nascimento de Cristo como ano do começo ou referência, substituindo assim a era de César. Assim, o dia a seguir ao decreto régio, deixaria de ser o: 16 de Agosto de 1460 da Era Juliana para ser o 16 de Agosto de 1422 Era de Cristo.

O comércio prosperou e o casamento de Isabel, filha de João I, com Filipe o Bom de Borgonha foi seguido pelo crescimento das estreitas relações comerciais com o seu condado da Flandres. Com a conclusão da paz com Castela, João I necessitou de uma saída para entreter os seus homens de armas e os seus próprios filhos e organiza a conquista de Ceuta (1415), a partir da qual começa a grande era das expansão dos Portugueses.


A Figura de D. João I - Filho bastardo de D. Pedro I e de uma dama galega de nome Teresa Lourenço, D. João I nasceu em Lisboa aos 11 de Abril de 1357. Casa-se em Fevereiro de 1387, na cidade do Porto, com D. Filipa de Lencastre filha de Jonh of Gaunt, Duque de Lencastre. D. João I foi de facto um Rei de Boa Memória. Foi pai, foi avô e deixou a filhos e filhas, assim como aos netos, casa opulenta. A mulher satisfê-lo ao ponto de não se lhe registarem aventuras galantes para lá do matrimónio.

Vivendo numa época europeia turbulenta e devassa, plena de mortandades políticas e questões sangrentas entre familiares, oscilando entre o misticismo mais exagerado e o prazer mais desregrado, coeva da Guerra dos Cem Anos e dos desmandos das Duas Rosas, este rei pôde deixar de si Boa Memória e, sendo um homem, conseguiu realizar a divisa " Por Bem".


D. Duarte I " O Eloquente"(1433- 1438)

Durante o curto reinado do seu filho mais velho Duarte I, este tentou sem sucesso a conquistar Tanger mandando aí o terceiro filho de João I, o príncipe Henrique o Navegador, e o seu irmão mais novo Fernando, mas a expedição falhou, e Fernando foi capturado pelos Mouros e aí morreu(1443).

Depois da morte de D. Duarte e até à maioridade de D. Afonso V, foram regentes D. Leonor de Aragão e Pedro, Duque de Coimbra de 1438-1439. D. Pedro foi regedor de 1438-1439. O príncipe D. João foi regente e efemeramente rei, de 1476-1477.



D. Afonso V ( 1438 -1481 ) - "O Africano"

Com a morte de Duarte I, o seu filho Afonso V ainda era uma criança, e o seu irmão Pedro, duque de Coimbra, tomou a regência (1440) em vez de o fazer a viúva, Leonor de Aragão. Mas a regência de D. Pedro foi mais tarde desafiada pela poderosa família de Bragança, descendente de Afonso, filho ilegítimo de João de Aviz, e Beatriz, filha de Nuno Álvares Pereira.

Esta família continuou a voltar o rei contra seu tio, que foi forçado a deixar a regência, e tomar as armas, morrendo em Alfarrobeira (Maio 1449). Afonso V (1438-81) provou não ser capaz de resistir aos Braganças, que se tornaram a família mais rica e poderosa de Portugal.



Conquistas de D. Afonso V em África

Após terem tomado Constantinopla, os Turcos cercam Belgrado em 1456. O papa manda pregar uma nova cruzada contra os infiéis. Quase todos os soberanos europeus fazem orelhas moucas. Só D. Afonso V corresponde ao apelo do papa e promete ir combater os Turcos com um exército de doze mil homens, iniciando logo os preparativos.

Mas, em 1458, o papa Calisto III morre, a ameaça turca perde força, e a cruzada cai no esquecimento. As tropas que o rei português prometera conduzir aos Balcãs estão prontas para defender a Cristandade. Tinham-se feito grandes despesas e para que todo esse esforço não aparecesse como inútil, o rei resolve utilizar esses meios numa expedição ao Norte de África.

E conquista a pequena praça de Alcácer-Ceguer, no estreito de Gibraltar, em 1458. Em 1463-1464 há nova expedição a Tânger, mas que não resulta. Em 1471, Arzila é conquistada e Tânger ocupada. Nesta última campanha participa o príncipe D. João que, com 16 anos, se bate corajosamente e é armado cavaleiro. São estas expedições a África que valem o cognome de o Africano a D. Afonso V e que lhe conferem prestígio entre a nobreza europeia.

Como tinha casado com Joana, filha de Henrique IV de Castela, Afonso V reclamou o trono Castelhano e envolveu-se numa larga disputa com Fernando e Isabel, e foi derrotado na região de Zamora e Toro em 1476. Embarcou para França para pedir ajuda a Luís XI, mas não o conseguiu.

No seu regresso assinou com Castela o tratado de Alcáçovas (1479), abandonando os direitos da sua esposa Joana. Afonso V nunca recuperou deste seu fracasso, e durante os seus últimos anos de vida, o seu filho João administrou o reino.


D. Afonso V nasceu em Sintra em 15 de Janeiro de 1432, filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão, e casou em 6 de Maio de 1447 com a sua prima D. Isabel, filha de D. Pedro, Duque de Coimbra. Em 1475, D, Afonso V casa com Joana de Castela ( Joana a Beltraneja), sua sobrinha. Este segundo casamento foi dissolvido pelo Papa Sisto IV, devido à sua consanguinidade. Faleceu em Sintra em 28 de Agosto de 1481.


Consolidação da monarquia.
D. João II (1481-1495)- "O Príncipe Perfeito"

João II era tão cauteloso, firme, e zeloso do poder real como o seu pai tinha sido um mãos largas e negligente. Nas primeiras Cortes do seu reinado, detalhou exactamente como os grandes vassalos lhe deviam prestar homenagem.

Uma suspeita de conspiração levou-o a prender Fernando II, duque de Bragança, e a maioria dos seus seguidores; o duque foi condenado à morte e executado (1484) em Évora, e o próprio João II apunhalou, Diogo duque de Viseu (1484).

Ao mesmo tempo que atacava o poder da nobreza, João II atenuava os efeitos do desfavorável tratado com Castela. Calculista e resoluto, recebeu mais tarde o cognome de "o Príncipe perfeito". João II morreu depois da morte do seu filho legítimo o infante D. Afonso, e assim foi sucedido por seu primo, o duque de Beja, como Manuel I (1495-1521), conhecido como "o Afortunado".

Consolidação do poder real

D. João II, consolidou o poder real. Constrói assim os alicerces de um estado moderno. E na ordem externa lança as bases de uma empresa colonial cujos frutos virão a ser colhidos nos reinados seguintes. Porém, o sonho da união dos reinos peninsulares sob uma mesma coroa, acalentado por seu pai, não o abandona completamente.
Sabe que, com propósitos semelhantes de hegemonia peninsular, aos reis de Castela e de Aragão agrada a ideia de casar a sua herdeira, a infanta Isabel, com o infante D. Afonso de Portugal. D. João II desenvolve uma estratégia conducente à realização desse casamento, que virá a verificar-se, por entre festejos de grande fausto, em Novembro de 1490.
Pouco tempo irá, no entanto, durar o sonho. Em Julho de 1491 o príncipe D. Afonso morre numa queda de cavalo, à beira-rio, perto do paço de Almeirim. Todo o projecto se desfaz. Dominado por uma profunda dor, D. João II ainda tenta legitimar em Roma D. Jorge, um filho bastardo.
Mas a oposição da rainha e as influências dos seus inimigos prevalecem. D. Manuel, duque de Beja, irmão do duque de Viseu que o rei assassinara por suas mãos, sobrinho-neto de D. Afonso V, está agora na primeira linha da sucessão.


A Figura de D. João II - Filho primogénito do rei D. Afonso V e de D. Isabel, D. João II nasceu em Lisboa a 5 de Maio de 1455. Casa em 16 de Setembro de 1473 com D. Leonor ( A Fundadora das Misericórdias ).

Morreu em Alvor em Outubro de 1495, no meio de pavorosa agonia, correndo vozes no tempo, do que fazem ecos os cronistas, de que a morte foi devida a peçonha misturada com a água.

D. João II foi uma das maiores figuras da nossa história, não tanto pelas qualidades pessoais, como pelos métodos de governo, sobretudo pela obra que realizou no fortalecimento do poder régio.

Ainda que a nobreza portuguesa chamava "Tirano" a D. João II, o melhor elogio da sua figura foi o de sua prima Isabel a Católica rainha de Espanha, que disse quando soube da sua morte : "- Murió el Hombre !"


D. Manuel I (1495-1521) "O Afortunado"

D. Manuel I, que assumiu o título de :

" Rei de Portugal e dos Algarves e senhor da conquista, navegação, e comércio da Índia, Etiópia, Arábia e Pérsia,"
Herdou uma monarquia autocrática firmemente estabelecida e uma rápida expansão do império do ultramar, graças ao trabalho de João II.

Pela necessidade de defender os interesses do ultramar, tratou com Espanha o Tratado de Tordesilhas (1494) ao qual juntou o desejo de juntar a península sob a Casa de Avis, casando com Isabel, filha mais velha de Fernando e Isabel a Católica, que no entanto, morreu (1498) ao dar à luz o seu filho Miguel da Paz.

Esta criança foi reconhecida como herdeira de Portugal, Castela e Aragão mas morreu na sua infância. Manuel I casou então com a irmã de Isabel, Maria (morta em 1517) e a terceira vez com Leonor, irmã do Imperador Carlos V.


Como condição do seu casamento com Isabel, foi-lhe pedido para "purificar" Portugal dos Judeus. João II tinha recebido muitos refugiados judeus expulsos da Espanha (1492) cobrou-lhes pesadas taxas, mas forneceu-lhes barcos para deixarem Portugal. Como isto não se fez, Manuel I, em Outubro de 1487, ordenou aos judeus que abandonassem Portugal, num prazo máximo de 10 meses.

Quando se juntaram em Lisboa, foram feitos grandes esforços para conseguir a sua conversão com promessas e pela força. Alguns resistiram à ideia dessa conversão e foram autorizados a sair, mas os restantes foram "convertidos" com a promessa de que nenhum inquérito seria feito às suas crenças, antes de passarem 20 anos.

Como "Cristãos", não podiam ser obrigados a emigrar, e foram até proibidos de deixar Portugal. Em Abril de 1506, um grande número desses "novos Cristãos, ou marranos," foi massacrado em Lisboa durante uma desordem, mas Manuel I protegeu-os, e permitiu que emigrassem para a Holanda, onde puseram a experiência adquirida do comércio dos Portugueses ao serviço dos Holandeses


D. Manuel I era o nono filho do infante D. Fernando ( filho de D. Duarte ) e de D. Brites, nasceu em Alcochete em 31 de Maio de 1469 e faleceu em Lisboa a 13 de Dezembro de 1521estando sepultado na capela-mor do Mosteiro dos Jerónimos em Belém. Casou a primeira vez em 1497 com a viúva do infante D. Afonso, D. Isabel filha dos Reis Católicos. Com a morte de D. Isabel em 1498, voltou a casar em 1500 com a infanta D. Maria, irmã da sua primeira mulher. Viuvo de novo em 1517, volta a casar com D. Leonor, irmã de Carlos V, e que fora primeiramente destinada ao seu filho.


Proxima semana A Dinastia Filipina

Tabua em destaque




Tábua é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Pinhal Interior Norte, com cerca de 3 035 habitantes(2001).
É sede de um município com 199,8 km² de área e 12 452 habitantes (2004), subdividido em 15 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Carregal do Sal, a leste por Oliveira do Hospital, a sul por Arganil, a oeste por Penacova e a noroeste por Santa Comba Dão.


Facto

Gentilico – Tabuense
Area – 199.8 km2
Populacao-12 452 hab (2004)
Densidade Populacoinal- 62.4 hab/km2
Numero de freguesias -15
Fundacao do municipio (ou foral)- 1514
Regiao- Centro
Subregiao –Pinhal Interior Norte
Distrito- Coimbra
Area Urbana – Grande Area Metropolitana de Coimbra
Antiga Provincia- Beira Alta
Feriado Municipal- 10 de Abril
Site oficial-
Endereco de correio electronico- geral@cm-tabua.pt

quarta-feira, 25 de abril de 2007

A Dinastia de Borgonha

D.Afonso I - (1139 - 1185 ) -" O Conquistador"

Ainda que no principio do seu reinado, D. Afonso Henriques fosse obrigado a submeter-se a seu primo Alfonso VII, começou a usar o título de rei, depois da sua vitória sobre os Muçulmanos em Ourique ( 25 de Julho de 1139 ).

Em 1143 o seu primo aceitou a sua autonomia, mas o título de rei só foi formalmente concedido em 1179, quando Afonso Henriques colocou Portugal sob a protecção directa da Santa Sé ( no pontificado de Alexandre III ), prometendo um tributo anual.


Tratado de Zamora - Acordo de paz celebrado, em 1143, entre D. Afonso Henriques e o seu primo, D. Afonso VII de Leão. Após cerca de três anos sem hostilidades entre os dois territórios vizinhos, o encontro de Zamora serviu para definir as cláusulas da paz e, possivelmente, os limites de cada Reino.

Ao mesmo tempo, foi reconhecido o título de rei a D. Afonso Henriques, reafirmando-se os seus laços de vassalagem em relação a Leão, porque Afonso VII considerava-se Imperador e portanto podia ter reis como vassalos.


Conquistou Santarém (Março de 1147) e Lisboa (Outubro de 1147), esta com a ajuda de cruzados Ingleses, Franceses, Alemães e Flamengos que iam para a Palestina. Um padre inglês, Gilbert of Hastings, tornou-se o primeiro bispo ( depois da reconquista ) da restaurada sé de Lisboa.

Fundou o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1131), propiciando assim a reunião das dioceses portuguesas à metrópole de Braga, e mandou erigir numerosos castelos fronteiriços, datando de 1135 a fundação do castelo de Leiria, um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento da Reconquista. Tomaria ainda Almada e Palmela, que se entregaram sem luta, conquistando posteriormente, em 1159, Évora e Beja, que perderia pouco depois a favor dos mouros. A reconquista de Beja foi de novo possível em 1162, reocupando-se também Évora, com a ajuda de Geraldo Sem-Pavor, em 1165.

D. Afonso Henriques convoca as primeiras cortes em Lamego em 1143 ( Lendárias)

Portugal Reino Independente ( 1179 ) - Ainda que realmente Afonso VII de Leão, primo de D. Afonso Henriques, aceitasse em 1143 pelo tratado de Zamora, que D. Afonso Henriques usasse o título de Rei de Portugal, só em 1179 a autonomia ou independência de Portugal foi reconhecida pela Santa Sé com a bula "Manifestis Probatus".

Ainda que a dinastia Marroquina dos Almohads voltaram a atacar ( 1179-84 ), quando Afonso I morreu, a fronteira Portuguesa estava firmemente estabelecida no Tejo.

As novas ordens militares, Templários , Calatrava (desde 1156), e Santiago ( desde 1170), etc., governaram castelos e territórios na fronteira, e os Cistercienses foram responsáveis pela introdução da agricultura e arquitectura no centro de Portugal (Alcobaça


D. Afonso Henriques , filho do conde D. Henrique e de D. Teresa, nasceu provavelmente na alcáçova de Coimbra nos fins de 1108 ou princípios de 1109. Casou em 1146 com Mafalda de Sabóia, filha de Amadeu III de Sabóia, e do matrimónio tiveram pelo menos sete filhos, um dos quais o futuro rei Sancho I. Morreu em 6 de Dezembro de 1185 e está sepultado na igreja de Santa Cruz em Coimbra. D. Afonso Henriques foi armado cavaleiro na antiga Igreja de São Salvador em Zamora.

A Figura de D. Afonso Henriques

D. Afonso Henriques foi pedra fundamental na fundação da nacionalidade portuguesa. Embora Oliveira Martins o tenha considerado "um Pelágio" lusitano, corajoso e valente, mas actuando mais como um guerrilheiro do que como general experimentado, é mais merecedor do elogio de Alexandre Herculano, que pede aos portugueses que quando passarem por Coimbra, visitem o seu túmulo na Igreja de Santa Cruz, e lhes prestem homenagem, porque se não fosse ele, não só não existiria a Nação com não existiria o próprio nome de Portugal.

Realmente D. Afonso Henriques foi um brilhante guerreiro e comandante militar e conquistou mais território aos muçulmanos que qualquer outro rei da Península

Camões diz de D. Afonso Henriques:

...Vede o primeiro Afonso, cuja lança Escura faz qualquer estranha glória;


O reino e a reconquista.

.D.Sancho I (1185-1211) - "O Povoador"

Nos últimos anos do seu reinado, Sancho envolveu-se numa disputa com o Papa Inocêncio III sobre o pagamento do tributo devido à Santa Sé e com o Bispo do Porto, que recebia apoio de Inocêncio III. Mas a paz foi feita depois da sua morte, e deixou ao seu filho Afonso II, o Gordo (1211-1223), o esforço de aumentar o poder do trono à custa da Igreja.

Sancho I casou em 1174 com Dulce de Aragão, irmã do seu soberano reinante Afonso II.


Conquista a importante cidade de Silves, a 3 de Setembro de 1189. No entanto a conquista dura pouco, e Silves que já tinha sido anteriormente conquistada por Fernando Magno de Leão em 1060 e depois perdida, volta a cair nas mãos dos árabes em Abril de 1191, conquistada por Ibne Juçufe.

Durou pouco o título que D. Sancho I tinha adoptado de :" Sancius, Dei Gratia, Portugallis Rex, Silvis et Algarbii Rex". Concedeu diversos forais, em especial a localidades da região da Beira e de Trás-os-Montes, entre as quais Gouveia, Covilhã, Viseu, Avô, Bragança, Pontével e a futura cidade da Guarda. Doou terras e castelos às ordens militares (Hospitalários, Templários, Calatrava, Santiago) reconhecendo e reforçando o papel militar e económico que estas últimas desempenharam.

O Foral da Guarda foi concedido em 27 de Novembro de 1199.


D. Sancho I nasceu a 11 de Novembro de 1154, em Coimbra, filho de D. Afonso Henriques e de D. Mafalda. Casou em 1174 com D. Dulce de Aragão e morreu também em Coimbra em 26 de Março de 1211.

D. Afonso II

D. Afonso II - "O Gordo" ou o "Gafo" (1211 - 1223)

Ainda que Afonso II não fosse um rei com ardor guerreiro, os seus homens de armas estiveram ao lado dos Castelhanos comandados por Afonso VIII de Castela, na grande victória Cristã de Navas de Tolosa em 1212, e novamente com a ajuda dos cruzados, reconquistou Alcácer do Sal em 1217.


Entretanto Afonso II não aceitou as doações de grandes terras e propriedades feitas pelo seu pai aos seus irmãos, aceitando só as dadas às suas irmãs, depois de uma guerra com Leão, e com a condição, garantida pelo papa, de que lhe reconheceriam a sua soberania.

No primeiro ano do seu reinado, Afonso II convocou as cortes em Coimbra, para as quais só foram citados a nobreza e o clero ( os representantes do povo não apareceram nas Cortes até 1254). Ambos os estados obtiveram grandes concessões; de facto, a posição da igreja e das ordens religiosas era agora tão forte que Afonso II e os seus sucessores viram-se envolvidos em constantes conflitos com Roma.

O próprio Afonso II instituiu ( desde 1220) AS INQUIRIÇÕES, ou comissões reais, para investigar a natureza das concessões e retomar tudo aquilo que tinha sido ilegalmente tomado à coroa. Nos seus últimos anos, Afonso II que sofria de lepra e obesidade, teve problemas com o arcebispo de Braga, que era apoiado pelo papa Honório III, desafiou o papado e foi excomungado.

D. Afonso II era filho de D. Sancho I e de D. Dulce, nasceu em Coimbra 1185 e morreu na mesma cidade ( provavelmente de lepra ) em 1223. Casou com D. Urraca filha de D. Afonso VIII de Castela.


D. Sancho II " O Capelo" (1223-1248)

Pouco se sabe do reinado de Sancho II (1223-talvez 1246), mas no seu reinado efectuou-se a reconquista total do Alentejo e de algumas partes do Algarve. Na sua subida ao trono, Sancho II encontrou a igreja em grande ascendência, devido às concessões feitas pelo seu pai antes de morrer


Existem alguns documentos do próprio governo de Sancho II relatando os conflitos, mas os últimos anos do seu reinado parecem ter deslizado em pura anarquia.
Bula "Carissimus in Christo" de Gregório IX

Durante estes acontecimentos, ao seu irmão mais novo Afonso, que se tornou conde de Bolonha por casamento (1238) com Matilde, filha do conde Conde Raynald I de Dammartin, foi apresentada uma comissão enviada pelo papa (1245) pedindo-lhe que tomasse o poder em Portugal, e depondo Sancho II por uma bula papal.

Quando Afonso chegou a Lisboa ( finais de 1245 ou princípio de 1246), recebeu o apoio da Igreja e dos habitantes de Lisboa e outras cidades. Depois de uma guerra civil que durou dois anos, Sancho II retirou-se para Toledo, morrendo ali em Janeiro de 1248.

D. Sancho II, quarto rei de Portugal, nasceu em Coimbra em 1209, e morreu em Toledo em 4 de Janeiro de 1248. Era filho de D. Afonso II e de Urraca, neto, pelo lado materno do rei de Castela, Afonso VIII, e de Leonor de Inglaterra. Subiu ao trono em Março de 1233.

Herdou o trono com 13 anos e embora sendo bom guerreiro, digno continuador de D. Afonso Henriques, foi fraco administrador e político, completamente incapaz de resolver os problemas do reino, deixados pelo seu pai e vítima da sua falta de habilidade política acabou por ser deposto pelo Papa, a favor de seu irmão D. Afonso III.

Casou em data incerta, mas não antes de 1240, com D. Mécia Lopes neta de Afonso IX de Leão. Não teve filhos.


D. Afonso III ( 1248- 1279 ) - O Bolonhês

Á sua chegada o conde de Bolonha ( por ser casado com D. Matilde condessa de Bolonha ) tinha-se auto-proclamado rei como Afonso III, mas a morte de Sancho II sem descendentes deu a esta usurpação um manto de legalidade.

D. Afonso foi regente ( visitador, procurador ou defensor do reino de 1245-1248)


Uniu o reino dividido, completou a reconquista do Algarve, transferiu a capital de Coimbra para Lisboa em 1256, e, fortificou-a com a edificação de torres, convocou as Cortes em Leiria nas quais foram convocados pela primeira vez em Portugal os representantes das municipalidades ( Representantes do Povo).

A sua conquista do Algarve provocou a inveja de Castela. Travaram-se duas campanhas, nas quais seguramente Afonso III foi perdedor, porque a paz foi feita através do seu pacto de casamento com a filha do rei de Castela.

Ainda que marido de Matilde de Bolonha, Afonso III casou com Beatriz, filha ilegítima de Afonso X de Castela, mantendo-se o território em disputa do Algarve como um feudo de Castela até ao momento em que o filho mais velho do matrimónio atingisse a idade de sete anos, altura em que o Algarve passaria para Portugal.

Este casamento levou-o a uma disputa com a Santa Sé, na qual Afonso III foi declarado interdito. Apesar da sua ligação inicial com Roma, recusou-se a obedecer ao Papa; e em 1263 o seu casamento bígamo foi legalizado, e o seu filho mais velho, Dinis, foi legitimado. Afonso III lançou INQUIRIÇÕES, que resultaram com que a igreja fosse privada de muitas propriedades.

Os prelados protestaram contra estas acções das comissões reais, e a maioria deles abandonou seguidamente o país. Ainda que Afonso III fosse excomungado e ameaçado com a deposição, continuou a desafiar a igreja até pouco antes da sua morte em 1279.

Os logros conseguidos no reinado de Afonso III foram principalmente

Completar a reconquista
Assegurar o poder real perante a igreja
Incorporar os representantes do povo nas Cortes
indicando para a época, importantes avanços institucionais.

Em 1254, D. Afonso III convocou representantes das três ordens estatais (clero, nobreza e povo) para a realização de um conselho magno, em Leiria. A partir dessa data, a velha cúria de nobres e clero deu origem a uma nova instituição, surgindo o conceito de “pacto político” entre o monarca e os seus súbditos.

Com o passar dos séculos, as Cortes que se realizaram na igreja de São Pedro, dentro da muralha do Castelo de Leiria, deram origem ao moderno Parlamento.
D. Afonso III era o segundo filho de D. Afonso II e de D. Urraca, e nasceu provavelmente em Coimbra em 5 de Maio de 1210. Casou inicialmente com D. Matilde, condessa de Bolonha em 1238, e o seu segundo casamento com D. Beatriz filha ilegítima de D. Afonso X - O Sábio, só foi legalizado em 1263. Morreu a 16 de Fevereiro de 1279 e está sepultado em Alcobaça. ,


D. Dinis I (1279 - 1325) - "O Lavrador"

O rei D. Dinis I , que foi mandado educar esmeradamente pelo seu pai, foi modelar como soberano, no domínio da politica. Fomentou a agricultura; incentivou a distribuição e circulação da propriedade, favorecendo o estabelecimento de pequenos proprietários. ; mandou enxugar pântanos para distribuir a terra a colonos; semeou pinhais (Leiria etc.); concedeu várias minas e mandou explorar algumas por sua conta; desenvolveu as feiras.

Reorganizou a marinha, contratando para isso o almirante genovês Emmanuele Pesagno (1317); resolveu habilmente o problema dos Templários ( perseguidos por Filipe o Belo rei de França, que conseguiu do Papa a sua extinção), criando para isso a Ordem de Cristo.


Finalmente fundou a Universidade de Coimbra em 1290 (primeiro em Lisboa) e foi ele próprio um protector da literatura. No entanto ficou famoso como "o rei lavrador" pelo seu interesse pela terra. O português torna-se a língua oficial do país. A corte régia era um centro de cultura, distinguindo-se o próprio monarca pelos seus dotes de poeta. D. Dinis preocupou-se também com a defesa do reino, promovendo a construção de castelos e novas muralhas em redor das cidades.

A Ordem de Cristo e os Templários

Apesar do seu apego às artes e à paz, Portugal esteve muitas vezes envolvido em lutas durante o seu reinado. Em 12 de Setembro de 1297 o Tratado de Alcañices com Castela confirmava-lhe a posse do Algarve e dava-lhe uma aliança entre Portugal e Castela.

O acordo fixava os limites fronteiriços de Portugal, e estabelecia que a Portugal pertenciam as povoações de Campo Maior, Olivença e territórios vizinhos, em troca de Aroche e Aracena.

O rei de Castela abandonou ainda todas as pretensões sobre o Sabugal, Castelo Rodrigo, Almeida, Castelo Melhor, Monforte, Valência, Ferreira e Esparregal. O tratado estabelecia ainda dois casamentos reais entre portugueses e castelhanos: D. Constança (filha de D. Dinis) com D. Fernando IV, e D. Beatriz (irmã do rei castelhano) com o herdeiro do trono português, o futuro D. Afonso IV.

D. Dinis convoca as suas primeiras cortes em Évora ( 1282).

Nos últimos anos do reinado de Dinis I, o seu filho, o futuro Afonso IV, rebelou-se contra o pai mais do que uma vez, sendo persuadido a submeter-se pela influência da sua mãe D. Isabel, filha de Pedro III de Aragão


Esta mulher extraordinária, depois canonizada como Santa Isabel de Portugal, e popularmente conhecida como a Rainha Santa, exerceu sucessivamente a sua influência a favor da paz.

Por ironia do destino, e talvez um pouco pela divulgação do Milagre das Rosas atribuído à Rainha Santa Isabel. sua mulher, onde o Rei foi retratado como avarento, tornou possível que um dos melhores soberanos portugueses, fosse retratado e imortalizado por Dante na sua Divina Comédia, enfileirando-o como um dos grandes avarentos daquele tempo.

( Dante, Divina Comédia, Paradiso, XIX, 139 )


D. Dinis era filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela nasceu a 9 de Outubro de 1261. Casou com D. Isabel de Aragão. Morreu a 7 de Janeiro de 1325. Está sepultado em Odivelas.

Disputas com Castela.

D.Afonso IV " O Bravo" ( 1325 - 1357 )

Afonso IV (125-57) esteve envolvido em várias disputas com Castela. D.Isabel, que se tinha retirado para o Convento de Santa Clara em Coimbra, continuou a intervir a favor da paz, mas com a sua morte em 1336 a guerra rebentou de novo, e o problema não foi resolvido até 1340, quando o próprio Afonso IV à frente dum exército Português se juntou a Alfonso XI de Castela na grande vitória sobre os muçulmanos no Salado na Andaluzia.


O filho de Afonso IV, Pedro, tinha-se casado (1336) com Constança (morreu em 1345), filha do infante castelhano Juan Manuel; mas logo a seguir ao seu casamento enamorou-se duma das suas damas de sua mulher, Inês de Castro, de quem teve vários filhos.

Filho de D. Dinis e de D. Isabel de Aragão, D. Afonso IV nasceu em Lisboa a 8 de Fevereiro de 1291. Casou em 1309 com D. Beatriz filha de Sancho IV de Castela. Faleceu em Lisboa a 28 de Maio de 1357 e está sepultado na capela-mor da Sé de Lisboa.

D. Afonso IV convoca as suas primeiras cortes em Évora (1325


D.Pedro I (1357-1367) - "O Cruel ou O Justiceiro"

Afonso IV foi convencido pelos seus conselheiros a autorizar o assassínio de Inês em 1355, e um dos primeiros actos de Pedro I quando subiu ao trono, foi vingar-se de forma selvagem dos seus assassinos.

Durante o seu curto reinado, (1357-1367), Pedro que é lembrado principalmente por esse amor trágico com Inês de Castro, teve alguns actos de grande importância, como o de reduzir os abusos de poderosos, e aumentar o poder real.


Reformou a administração da Justiça, (1361), e fez muito para tornar a igreja Portuguesa, numa igreja nacional, insistindo no beneplácito régio, que era a aprovação real prévia, das bulas papais e cartas antes que elas pudessem ser publicadas em Portugal.

É interessante salientar que esse beneplácito régio se manteve em vigor até ao advento da República, sendo abolido em 1918, tendo apenas um interregno entre 1487 e 1495 no reinado de D. João II. Em assuntos externos seguiu sempre uma politica neutral.

D. Pedro I convoca cortes em Elvas (1361).


Fernando I - (1367-1383) "O Formoso"

O filho de Pedro I e Constança, Fernando (1367-83), herdou um trono saudável, isento de problemas com vizinhos, mas a disputa entre Pedro o Cruel e Henrique de Transtamara (mais tarde Henrique II) para o trono de Castela trouxe-lhe problemas; com a morte (1369) do primeiro,. Muitas cidades castelhanas ofereceram a sua obediência a Fernando I, e este foi pouco avisado em aceitá-la.

Henrique II invadiu Portugal em 1369, e pela paz de Alcoutim (1371) Fernando foi obrigado a renunciar a esse pedido, e a casar-se com a filha de Henrique. Mas não cumprindo a palavra dada, Fernando I tomou uma portuguesa, ("louçã, aposta e de bom corpo") Leonor Teles, sendo ela ainda casada e apesar dos protestos do povo de Lisboa.

Fez também uma aliança com a Inglaterra na pessoa de Jonh of Gaunt, duque de Lancaster, que era casado com a filha mais velha de Pedro o Cruel, e reclamava o trono de Castela. Em 1372 Fernando I provocou Henrique II, que invadiu Portugal e cercou Lisboa. Incapaz de resistir, Fernando I foi obrigado a repudiar a sua aliança com Jonh of Gaunt e a actuar como um aliado de Castela, deixando vários castelos e pessoas como reféns.

Só com a morte de Henrique (1379) voltou Fernando I a desafiar abertamente Castela. Em 1380 voltou à ligação com Inglaterra, e no ano seguinte o irmão de Jonh of Gaunt, Edmund of Langley, depois duque de York, embarcou um exército para Portugal para a invasão de Castela e combinou o casamento do seu filho Eduardo com a única filha legítima de Fernando II, Beatriz.

No meio da campanha, Fernando I chegou a acordo com o inimigo ( Agosto de 1382), concordando em casar a filha com Juan I de Castela; e quando morreu prematuramente decrépito, Leonor Teles tornou-se regente e Castela reclamou o trono português.

Entre 1383 e 1385 D. Beatriz foi rainha tendo D. Leonor Teles como regente, seguida por D. João, Mestre de Avis, regedor e defensor do reino.


Leonor Teles era agora amante de João Fernandes Andeiro, conde de Ourém, que tinha intrigado com Inglaterra e Castela e cuja influência era odiada pelos patriotas portugueses que se reuniram em Coimbra ( Março - Abril de 1385) e declararam rei o Mestre de Aviz como João I e fundador de uma nova dinastia.

Proxima semana A Dinastia de Avis

Sernancelhe em destaque






Sernancelhe é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, Região Norte e subregião do Douro, com 1 194 habitantes(2001).
É sede de um município com 228.6 km² de área e 6 150 habitantes (2004), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Tabuaço e São João da Pesqueira, a leste por Penedono e Trancoso, a sul por Aguiar da Beira, a sudoeste por Sátão e a noroeste por Moimenta da Beira.
De entre os naturais deste concelho, avulta Aquilino Ribeiro, um dos maiores escritores portugueses do século XX, cujos romances retratam, muitas vezes, as idiossincrasias das "terras do demo", dando conta do peso que a geografia da região de que era natural tinha sobre as pessoas que aí viviam.


Facto

Gentilico – Sernancelhense
Area – 228.6 km2
Populacao-6 150 hab (2004)
Densidade Populacoinal- 27 hab/km2
Numero de freguesias -17
Fundacao do municipio (ou foral)- 1124
Regiao- Norte
Subregiao –Douro
Distrito- Viseu
Area Urbana – Grande Area Metropolitana de Viseu(GAMVIS)
Antiga Provincia- Beira Alta
Feriado Municipal- 3 de Maio
Site oficial-
http://www.cm-sernancelhe.pt/
Endereco de correio electronico-


As freguesias de Sernancelhe são as seguintes:


Ligações externas


Demografia Historica














Proxima semana Tabua

quinta-feira, 19 de abril de 2007

O Condado Portucalense

Pelo século X o condado de Portugal ( norte do Douro ) foi governado por Mumadona Dias seu marido Hermenegildo Gonçalves e os seus descendentes, um dos quais era tutor e sogro do rei Leonês Alfonso V. Mas quando a sua dinastia foi destronada pela casa Navarra - Castelhana de Sancho III o Grande, o condado ocidental perdeu a sua autonomia.

O filho de Sancho III, Fernando I de Castela, reconquistou Coimbra em 1064 mas entregou o seu governo a um moçarabe. Quando os Almorávidas Africanos anexaram a Espanha Muçulmana, Alfonso VI de Leão (1065-1109) e Castela (1072-1109) tomaram providências para a defesa do Oeste, solicitando a ajuda de Henrique, irmão do Duque de Eudes ( Odo ) de Borgonha, casando-o com a sua filha ilegítima Teresa, e fizeram-no conde de Portugal.


Teresa, Portucalensis Regina

Desde 1095, portanto, Henrique e Teresa ( que usava o título de rainha - " Portucalensis Regina" - , governaram Portugal e Coimbra. Com a morte de Alfonso VI as suas possessões passaram para a sua filha legítima Urraca e para o seu neto Alfonso VII. Henrique de Borgonha, o bom gaulês, sonhou com o poder, mas tinha muito pouco quando morreu em 1112, deixando Teresa com o seu filho ainda criança, Afonso Henriques.

As intrigas de Teresa com o seu favorito Galego, Fernando Peres de Trava, perderam o favor dos barões portugueses, que em 1128 a derrotaram na Batalha de S. Mamede, e a exilaram. Assim Afonso Henriques tornou-se conde de Portugal.


Batalha de S. Mamede

Combate travado a 24 de Junho de 1128 no lugar de São Mamede, nas vizinhanças de Guimarães. Assinala a afirmação da independência portuguesa face à Galiza, pela vitória do jovem D. Afonso Henriques contra as tropas de sua mãe, D. Teresa, e do conde Fernão Peres de Trava. Afonso Henriques comandava um exército de nobres do Condado Portucalense, descontentes com a hegemonia galega sobre os destinos do território de Entre-Douro-e-Minho, personificada na família dos Travas.

O Conde D. Henrique foi o quarto filho de Henrique de Borgonha, neto do Duque Roberto, bisneto de Roberto I de França, irmão dos Duques Hugo e Eudes de Borgonha, sobrinho-direito da rainha Constança de Leão, sobrinho-neto de S. Hugo, abade de Cluny, e primo co-irmão de Henrique IV de Alemanha. Parece ter casado en finais de 1095 com a jovem e formosa Teresa, filha de Afonso VI e de Ximena Moniz. Durante os primeiros anos de matrimónio viveram em Toledo. Morre em 30 de Abril de 1112 na cidade de Astorga e está sepultado em Braga.

Camões disse do Conde D. Henrique:
( Henrique de Borgonha )

"Destes Anrique, dizem que segundo
Filho de um Rei de Ungria exprimentado,
Portugal houve em sorte, que no mundo
Então não era ilustre nem prezado;
E, para mais sinal d'amor profundo,
Quis o Rei Castelhano, que casado
Com Teresa, sua filha, o Conde fosse;
E com ela das terras tornou posse.
Proxima semana A Dinastia de Borgonha

Satao em destaque






Sátão é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e subregião do Dão-Lafões, com 3 721 habitantes(2001).
É sede de um município com km² de 201.9 área e 13 419 habitantes (2004), subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Moimenta da Beira e Sernancelhe, a leste por Aguiar da Beira, a sul por Penalva do Castelo, a oeste por Viseu e a noroeste por Vila Nova de Paiva.
O concelho de Sátão recebeu foral em 1111.



Facto

Gentilico – Satense
Area – 201.9 km2
Populacao-13 419 hab (2004)
Densidade Populacoinal- 66.5 hab/km2
Numero de freguesias -12
Fundacao do municipio (ou foral)- 1111
Regiao- Centro
Subregiao –Dao - Lafoes
Distrito- Viseu
Area Urbana – Grande Area Metropolitana de Viseu(GAMVIS)
Antiga Provincia- Beira Alta
Feriado Municipal- 20 de Agosto
Endereco de correio electronico- cm.satao@mail.telepac.pt


As freguesias de Sátão são as seguintes:


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Proxima semana Sernancelhe

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Barbaros e Muculmanos

Primeiras invasões

Ano de 255 D.C., notícia da primeira invasão germânica .Atacam cidades do Norte de Hispânia, Tarragona, Clunia, e no Mediterrâneo em geral. As cidades reduzem-se e fortificam-se. Não se perde o tempo com monumentos. Pode considerar-se o fim da Hispania romana.
Anos 407-409 D.C. chegam em massa os invasores germânicos. Os vândalos vão para o Sul, os Suevos para Noroeste e os Alanos para nordeste. Os invasores germânicos são considerados às vezes como libertadores do jugo romano, outras vezes como invasores. Os efeitos imediatos das invasões são a insegurança e a anarquia. Sucedem-se os saques e as emigrações em massa . Perde-se a estabilidade imperial. Bandas incontroladas de gente que perdeu as suas terras dedicam-se ao roubo. Roma pactua com os visigodos para restabelecer a ordem na Hispania.



Vándalos

Eram um povo guerreiro de origem germânica, que mantiveram um reino no norte de África desde 429 até 534 DC., e que saquearam Roma em 455 DC. O seu nome (vandalismo), é sinónimo de maldade e destruição. Fugindo dos Hunos no começo do século V, invadiram e destruíram parte da Gália e estabeleceram-se na Hispania em 409. Fixaram-se a Este da Gallaecia e no ocidente da Bética. Em 429 D.C. passaram para África e chegaram a dominar todo o norte do continente. A sua religião era o Arianismo.
Compreendiam o ramo do Asdingos que foi para a Gallaecia, e o dos Silingos que se localizaram na Bética (Andaluzia), tendo sido destroçados em 418 D.C. pelo rei visigodo Valia e acolhendo-se os raros sobreviventes à protecção de Gunderico, rei vândalo da Gallaecia. Com o seu último rei, Gaiserico, passaram em 429 D.C. para a África.. Tornaram-se federados de Roma em 435, mas quatro anos mais tarde saíram da tutela romana, tomaram Cartago e formaram uma autocracia independente.
Chegaram a ter um grande poder naval. Estabeleceram-se firmemente no noroeste da Tunísia e nordeste da Algéria e evntualmente anexaram a Sardenha, Córsega e a Sícilia. As suas frotas piratas controlaram muito do Mediterrâneo ocidental. Sob o mando de Gaiserico, os Vândalos invadiram a Itália e capturaram Roma em Junho de 455 DC. Ocuparam a cidade durante 14 dias saqueando e pilhando todas as obras de arte valiosas.
Eram ardentes cristãos arianos, e as suas perseguições à igreja Católica Romana foram ferozes, particularmente durante os últimos anos do reinado de Huneric ( reinou de 477-484), que tinha sucedido a Gaiserico. Em 533 os Bizantinos debaixo do comando de Belisário invadiram o Norte de África derrotaram e destruíram o reino Vândalo para sempre, restaurando as igrejas da Igreja católica Romana.



Alanos

Povo de origem iraniana, guerreiro e nómada que chegaram do Irão à costa Este do Mar Negro. Os alanos apareceram mencionados na literatura romana no 1º século DC, e eram descritos como um povo guerreiro especializado na criação de cavalos.
Em 370 DC, empurrados pelos Hunos, tiveram que emigrar para Oeste, atravessando as Gálias com os Vândalos e os Suevos ( 406 DC) até chegar à Hispania e assentaram-se no centro da península. Misturaram-se com os Vândalos e passaram da península Ibérica para África. Os reis vândalos tinham o título oficial de "Reis dos Vândalos e ddos Alanos".



Suevos

Povo germânico, também chamado Suebi ou Suevi. No século I DC, a maioria dos Suevos viviam à volta do rio Elba. Desalojados pelos Hunos, alguns Suevos atravessaram o Reno e em 409 DC entraram na Hispania, assentando-se principalmente no noroeste ( Gallaecia). Em 447 DC, sob o mando do seu rei Rechila, os Suevos espalharam-se pelas províncias Romanas da Lusitania e Baetica.
Apesar dos Suevos terem entrado em Hispania como pagãos, o seu rei Rechiar subiu ao trono como cristão em 448. Foi mais tarde derrotado pelos visigodos comandados por Teodorico II em 456. Um pequeno número de Suevos sobreviveram debaixo do comando de Maldras ( reinou de 456-460) e alguns reis rivais até 585, quando o seu reino foi anexado pelo estado Visigodo.



Visigodos

Um dos dois grupos em que se dividiu o povo Godo, um dos mais importantes povos germânicos. Os Visigodos separam-se dos Ostrogodos no século IV DC, e invadiram os territórios Romanos, estabelecendo grandes reinos na Gália e na Hispania. Os Visigodos eram agricultores na Dácia ( actual Roménia ) quando foram atacados pelos Hunos em 376 e dirigiram-se através do rio Danúbio invadindo o Império Romano.O Império permitiu-lhes a sus entrada mas os exageros tributários das autoridades Romanas levou-os à revolta e ajudados pelos Ostrogodos derrotaram o exército Romano em 378 matando o próprio imperador Valente, em Andrinopla.
Andaram 4 anos procurando sítio para estabelecer-se, mas em 382 Teodósio I deixou-os instalar em Mesia ( nos Balcãs) dando-lhes terras, aceitando-os como federados de Roma, com a obrigação de defender as fronteiras. Foi nesse período que se converteram ao Cristianismo Ariano. O seu bispo Wulfila traduziu a Bíblia em gótico. Permaneceram em Mesia até 395, mas sob a liderança de Alarico, abandonaram essas terras e dirigiram-se para a Grécia, onde saquearam Atenas, Corinto e Esparta e seguiram para a Itália, onde saquearam Roma em 410. Morre Alarico, e o seu sucessor Ataulfo leva os visigodos para o sudeste da Gália, e invadem a Hispania em 415.
Desde 418 a 475, os Visigodos foram federados de Roma, chamados por Constantino II, que necessitou da sua ajuda militar. Estabeleceram-se na província da Aquitania. O rei visigodo Teodorico I morreu lutando contra Átila na batalha de Catalaunian, e pode considerar-se como o primeiro monarca Visigodo. O seu filho Eurico, declarou-se independente de Roma, e fundou o reino Gálico com capital em Toulouse, que se extendia de do Loire aos Pirinéus e incluia uma grande porção da Hispania.
Seu filho Alarico II, foi derrotado e morto por Clovis e os seus Francos na batalha de Vouillé perto de Poitiers ( 507). Como resultado desta derrota perderam todas as suas possessões na Gália, excepto a Septimania, tira de terra ao longo da costa dos Pirinéus, com Narbona por capital, que os francos nunca foram capazes de conquistar. Acabaram por ser derrotados e destruídos pelos Muçulmanos em 711. Os visigodos governaram Septimania e grande parte da Hispania, tendo Toledo como capital.,



Chegada do Cristianismo à Lusitânia

O Cristianismo chegou à Lusitânia no século III e à Galiza somente no século IV onde os ensinamentos heréticos e ascéticos de Gaul Priscillian, bispo de origem belga, foram mais influentes e retardaram a sua penetração.
Com o colapso da fronteira do Reno, ( 406 DC ), os povos bárbaros forçaram a sua entrada na Gália e atravessaram os Pirinéus. Uma tribo germânica, os Suevos, instalou-se na parte sul da Galiza ( 411 DC ) e os seus governantes residiram em, ou perto de, Bracara Augusta (Braga) e Portucale. Anexaram a Lusitânia, e por um tempo dominaram o resto da Península, mas os Visigodos dominaram e extinguiram a sua monarquia (469 DC)
Pouco se sabe até cerca do ano 550, quando a monarquia Sueva foi restaurada e convertida ao Cristianismo por São Martinho de Dume ( S. Martin, natural da Pannonia, actual Hungria ).

Braga é portanto famosa por ser o lugar onde os Visigodos renunciaram ao Arianismo e às heresias Pricilianistas contra a divindade de Cristo


O Visigodo Leovigildo derrotou outra vez a monarquia Sueva e anexou o território, mas permaneceu distinto da Espanha Gótica. A igreja de São Martinho agrupou à sua volta os bispos do território Suevo, até cerca do ano 660, a partir do qual, as divisões eclesiásticas foram ajustadas ao antigo sistema provincial romano e a região do sul do Douro foi restaurada como Lusitânia


Invasão Muçulmana

Com a invasão Muçulmana de 711, e a derrota de Roderico ( Rodrigo) em Guadalete, a única resistência gótica séria, foi feita em Mérida. Com a sua queda todo o noroeste foi submetido. Tropas Berberes ( povos oriundos do Norte de África) foram colocadas no centro de Portugal e Galiza., mas com a revolta dos Berberes e a grande fome na região (740 - 750), estas foram evacuadas.
Braga foi abandonada, mas a população rural aí permaneceu ou foi depois restaurada. Quando ‘Abd ´ar-Rahmän I criou a dinastia Umayyad em Córdova (756), houve alguma resistência no oeste, e talvez tenha colocado algumas tropas Berberes em Mérida e Coimbra. Lisboa foi independente por alguns anos ( cerca de 805).

Por essa época, a conquista do norte da África estava consolidada pelos Árabes e o governador de Ceuta, Juliano ( o conde Julião dos cronistas), que outrora fora fiel ao monarca Visigodo havia cedido seu apoio aos Árabes (apesar de ser Cristão). Mas por quê? O rei Witza, da Hispania, tinha morrido e não foi permitido ao seu filho, Áquila, assumir o trono; os nobres Visigóticos elegeram Rodrigo, para o trono. Segundo Juliano disse aos Árabes, ele odiava Rodrigo, pois este havia desonrado sua filha ( lenda não provada ) , por isso, queria vê-lo derrotado e humilhado.
Os Árabes, que já vinham atacando, por meio de navios, as costas da Espanha há muito tempo, viram nessa inimizade sua chance para invadir e anexar a região que eles conheciam como al-Andalus. Em Junho de 711, Musa ibn Nuçair, o governador do norte da África, enviou à Hispania um exército composto por cem cavaleiros, quatrocentos guerreiros e sete mil Berberes. Os navios para o ataque foram fornecidos por Juliano, governador Visigótico de Ceuta.
Rapidamente, os Muçulmanos tomaram a cidade de Algeciras e os rochedos da costa (hoje conhecidos como Rochedo de Gibraltar). Depois disso, marcharam para Córdoba. O rei da Espanha, Roderico, estava ocupado combatendo os Vascónios, no norte, e demorou certo tempo para conseguir mobilizar seus exércitos para combater os invasores. Enquanto as tropas reais não chegavam, Djabal al-Tariq assolava o sul da península.
Enfim, em 19 de Julho de 711, o Rei Roderico finalmente alcançou a região onde os Árabes estavam e a batalha iniciou-se. Esta iria durar sete dias, ou seja, até o dia 26 e ser decidida pela inteligência do general Árabe.
Numericamente superiores e providos da motivação de defenderem seus domínios, os Visigodos estavam a ponto de derrotar os Árabes. Foi quando Tariq convidou dois irmãos do Rei Witza (o Rei que havia morrido), e fez com eles um pacto: se estes desertassem com suas tropas, seriam poupados e recompensados.
Sendo assim, no dia 26, dia do combate derradeiro, as duas principais frentes da cavalaria Visigótica debandaram e os flancos do exército Hispanho ficaram desguarnecidos. Avisados de antemão que isso iria ocorrer, os Muçulmanos atacaram pelos flancos e trucidaram a infantaria Visigótica. Foi um massacre no qual tombou, inclusive, Roderico.
Ficando sem rei, a Hispania não conseguiu reagrupar-se para a defesa e, sendo assim, em dois meses, Tariq havia conquistado totalmente o sul da Hispania e preparava-se para marchar em direcção ao centro.
Musa, na África, ao saber dos sucessos de seu general, reuniu um exército e desembarcou na costa leste da Hispania, formando agora duas frentes de invasão Muçulmana que atacavam a península.
Os nobres Visigóticos que não tinham sido subornados pelos Mouros (nome pelo qual os Europeus, chamavam os Islâmicos), começaram a ser exterminados e, ao procurarem auxílio nas cidades, não eram bem recebidos, pois os Judeus (que dominavam o comércio e, sendo assim, a vida urbana) estavam cansados das perseguições Cristãs impostas a eles pelos Visigodos e preferiam a liberdade de culto (mediante o pagamento de impostos) oferecida pelos conquistadores.
Dessa forma, os partidários de Rodrigo, agora sob o comando de Pelágio, foram isolar-se nas montanhas do extremo norte da Hispania, onde, devido ao posicionamento estratégico, esperavam resistir ao extermínio da mesma maneira que os Bascos vinham fazendo contra eles. Formou-se assim, o primeiro dos Reinos Hispânicos pós-conquista Árabe: o Reino de Astúrias.
Entre 711 e 714, os dois generais Árabes conquistaram toda a Hispania, excepto o Reino das Astúrias, que devido à sua localização de difícil acesso, pode resistir e se tornar, mais tarde, no século IX, o berço da Reconquista da Hispania, reconquista esta que teve o apoio, militar e financeiro, de Carlos Magno (pelo menos em sua fase embrionária).
Quanto a Tariq, foi mais um dos conquistadores esquecidos de nossa História, só não foi totalmente esquecida porque, em homenagem a ele, foi erigida uma cidade (na parte Europeia do estreito), e esta cidade foi baptizada com seu nome, cujas corruptelas futuras tornaram Gibraltar, o mesmo nome com o qual foram rebaptizadas as Colunas de Hércules, pois, se no passado o Semi-Deus havia afastado os perigosos Berberes da Europa por meio da separação dos dois continentes, agora, um general (que nada tinha de Semi-Deus conseguia quebrar a vontade dele e impor a sua, em outras palavras, o Islão ganhava terreno dentro da Cristandade.


Comentário - Como poderemos observar, depois de lermos O Império Islâmico, e embora nos possa surpreender um pouco, durante a dinastia Abássida, o Califado de Bagdad estendia-se desde o Sul da França até às fronteiras da China !

O que em palavras simples, significa que o território onde hoje ficam Portugal e Espanha, já pertenceram durante séculos a esse Califado, e os nossos antepassados que viveram nesses tempos, já foram súbditos do Califa de Bagdad !


A restauração das Sés Cristãs da Galiza, a descoberta do suposto túmulo de São Tiago (talvez algumas relíquias do Apóstolo Tiago trazidas desde Mérida - Ver Enciclopédia de la Bíblia - e a construção da sua Basílica em Santiago de Compostela, foram seguidas pela organização da fronteira do território de Portucale (868) por Vimara Peres; Embora Coimbra tenha sido anexada pelos cristãos, voltou outra vez a ser perdida

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São Pedro do Sul é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e subregião do Dão-Lafões, com 5 510 habitantes(2001).
É sede de um município com 349 km² de área e 19 215 habitantes(2004), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Castro Daire, a sueste por Viseu, a sul por Vouzela, a sul e oeste por Oliveira de Frades (porção norte), a oeste por Vale de Cambra e a noroeste por Arouca. O concelho foi criado em 1836 pela divisão do antigo concelho de Lafões, do qual era uma das duas sedes, juntamente com Vouzela.



Facto

Gentilico –
Area – 349 km2
Populacao-19 215 hab (2004)
Densidade Populacoinal- 55.1 hab/km2
Numero de freguesias -19
Fundacao do municipio (ou foral)- 1836
Regiao- Centro
Subregiao –Dao - Lafoes
Distrito- Viseu
Area Urbana – Grande Area Metropolitana de Viseu(GAMVIS)
Antiga Provincia- Beira Alta
Feriado Municipal- 29 de Junho
Site oficial-
http://www.cm-spsul.pt/
Endereco de correio electronico- cms.p.sul@mail.telepac.pt


As freguesias de São Pedro do Sul são as seguintes:


Ligações externas



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