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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Vivem há anos rodeados de lixo à porta de Centro Comercial...


Vivem há anos  rodeados de lixo à porta de Centro Comercial
Retrato de miséria de dois irmãos em pleno centro da cidade indigna a população

Dois irmãos sem-abrigo, que combateram em África, dormem todos os dias, há anos, numa das ruas mais movimentadas de Odivelas. Recusam-se a sair dali e sobrevivem da caridade de populares, que criticam a inoperância das entidades competentes.

De roupas velhas e sujas, cabelos e barbas longas e grisalhas, António, 61 anos, e José Aldeia Soares, 64, são um mistério para quem todos os dias os vê junto ao Centro Comercial Oceano, no centro de Odivelas. É ali que os dois irmãos dormem e passam os dias, rodeados de caixotes e outra "tralha" que vão recolhendo nos depósitos de lixo.

Com evidentes problemas psicológicos, quase não falam com ninguém mas, das poucas vezes que o fazem, a ideia que mais vezes expressam é de que "as pessoas são más, ralham e batem-nos".

Só o comerciante António Agostinho, que, há dois anos, lhes leva diariamente comida quente, roupa e cobertores, conseguiu furar a barreira que os dois homens ergueram e ganhar-lhes confiança.

"Humilhação enorme"

"Venho ajudar e dar-lhes uma palavra amiga porque acho que viver assim é uma humilhação enorme", explica António Agostinho, "Aos poucos, eles foram ganhando confiança comigo e agora pedem-me tudo o que precisam. Não aceitam comida de mais ninguém", acrescenta. Depois de receber vários alertas da população, a Câmara de Odivelas passou a acompanhar o caso, assumindo como mediador António Agostinho, dada a sua proximidade aos dois sem-abrigo. A autarquia garante ter encetado já diversas diligências para ajudar a recuperar os dois homens, que terão passado pela busca, sem sucesso, de familiares em condições de ajudá-los e até pela disponibilização de uma casa pré-fabricada onde pudessem viver.

No entanto, garante a Câmara, os irmãos nunca se mostraram interessados.

António Agostinho, que até já visitou o pré-fabricado, acabou por renunciar ao papel de mediador, por considerar que a Câmara de Odivelas não tem feito tudo o que está ao seu alcance. "O contentor está num parque da Câmara. Nunca arranjaram terreno para ele", alega o comerciante, com os olhos marejados de lágrimas, "Se estivesse aqui perto, eles não dormiam na rua".

Também a Comunidade Vida e Paz já tentou intervir no caso. Um responsável da instituição e António Agostinho levaram os dois homens à Quinta do Espírito Santo, um centro de recuperação e reintegração em Sobral de Monte Agraço, onde vivem 65 antigos sem-abrigo, 20 dos quais ex-combatentes. Mas António e José Aldeia recusaram ficar lá e quiseram regressar às ruas de Odivelas.

O cenário de miséria choca os transeuntes e incomoda a população, obrigada a suportar um mau-cheiro intenso. Além de culparem as autoridades por nada fazerem, há quem acuse as pessoas que lhes dão comida de serem responsáveis pela continuidade dos irmãos naquele local.

JN

Senador americano pede aos jovens que «levantem» as calças...

Eric Adams colocou um anúncio no coração de Nova Iorque para incentivar os mais novos a mudar de estilo.

Cansado da moda dos jovens norte-americanos de usarem as calças abaixo da cintura, o senador Eric Adams colocou um anúncio curioso na Avenida Franklin, no coração de Nova Iorque para incentivar os mais novos a mudarem de estilo, avança o «New York Daily News».

Adams pede que homens e mulheres deixem de usar as calças abaixo da cintura, exibindo a roupa íntima.

«Somos melhores do que isto» e «Levantem as vossas calças, levantem a vossa imagem» são alguns dos slogans da campanha que pretende fazer os americanos mudarem de roupa.

TVi24

Selecção vai ter segurança reforçada durante o Mundial...

Selecção vai ter segurança reforçada durante o Mundial

PSP divulga plano na próxima semana. FIFA já se reuniu com Interpol. Alemanha admite que jogadores usem coletes antibala.

A ameaça de atentados terroristas durante o Mundial que se inicia a 11 de Junho tornou-se uma preocupação mais forte para as selecções participantes após o assassínio do líder da extrema-direita sul--africana, Eugene Terre'Blanche. Apesar do sentimento de apreensão e receio, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) não comenta publicamente o tema. Mas o DN sabe que haverá segurança policial reforçada para a selecção, que durante o Mundial ficará alojada em Valley Lodge, a cerca de 100 km de Ventersdorp, localidade que serve de base ao Movimento de Resistência Afrikaner (AWB).

O esquema de segurança, quer para a selecção quer para os adeptos, estará totalmente pronto na próxima semana, conforme assegurou ao DN o comissário Paulo Flores, da direcção nacional da PSP. Neste momento, segundo este responsável, estão a ser pensados todos os pormenores, desde o número de elementos do corpo de segurança pessoal da PSP que viajarão com a equipa, e que a acompanharão 24 horas por dia, até ao número de elementos que trabalharão directamente com as autoridades locais e com Interpol.

Segundo o DN apurou, têm existido reuniões entre as autoridades portuguesas e sul-africanas para definir o campo de actuação dos polícias portugueses, grupo onde, além da PSP, deverão estar incluídos inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Os elementos do corpo de segurança pessoal da PSP, à semelhança do que aconteceu em anteriores provas internacionais, vão passar a pente fino todas as instala- ções usadas pelo jogadores, hotéis e campos de treino, para prevenir eventuais atentados.

Os restantes elementos policiais, em ligação directa com as autoridades locais e com a Interpol, vão ter como missão o acompanhamento e vigilância dos adeptos portugueses que viajarem até África do Sul.

Para tentar acalmar os receios das várias selecções - a Alemanha já admitiu que os seus jogadores possam usar coletes à prova de bala -, a polícia sul-africana colocou em marcha um grande plano de protecção, que custou 110 milhões de euros. Dos 200 mil polícias existentes no país perto de 44 mil estarão destacados para o Mundial.

A própria FIFA tem acompanhado as operações e no mês passado reuniu-se com a Interpol para conhecer os planos de segurança previstos pela organização. No final, o presidente do organismo, Joseph Blatter, revelou a sua confiança no sucesso da competição.

Um sentimento partilhado ao DN pelo capitão Diniz Adrião, porta-voz do comissariado da South Africa Police Service. "É preciso lembrar que este não é o primeiro grande evento na África do Sul. Eu próprio estive em Portugal, na Alemanha, na Suíça, na Áustria, para ver o que foi feito lá."

O lusodescendente Diniz Adrião, faz a ligação entre as autoridades sul-africanas e o grupo de trabalho português para o Mundial, que envolve ainda a embaixada portuguesa, a FPF e a Secretaria de Estado das Comunidades.

1. O estádio de Mbombela em Nelspruit, é um dos 10 que acolhe o Mundial.

2. Carlos Queiroz e Cristiano Ronaldo, à semelhança de toda a selecção nacional, vão ter segurança apertada.

3. Jornal noticia que Julius Malema, líder do movimento juvenil do ANC, foi visto a pôr flores na fazenda de Eugene Terre'Blanche.

4. Um dos muitos apoiantes do AWB que ontem se deslocou à fazenda onde o líder do movimento foi morto sábado depois de uma desavença com empregados.

DN

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Primeira pagina - 07 - 04 - 2010

206 jogadores estrangeiros...


Estudo: Portugal é a terceira liga europeia que mais atletas importa.

Hulk, um dos 110 brasileiros da Liga

Hulk, um dos 110 brasileiros da Liga

Com 52,8 por cento, a Liga portuguesa é a terceira da Europa com mais estrangeiros, sendo apenas superada pelos campeonatos cipriota (70,5) e inglês (58,5).

Segundo o ‘Estudo demográfico dos futebolistas na Europa’, do Observatório dos Jogadores Profissionais de Futebol, dos 390 jogadores da Liga lusa, 206 são estrangeiros, um número idêntico ao da competição do Chipre, que integra só 14 clubes.

Apesar da redução em 27 relativamente à época passada, a ‘importação’ de atletas para a Liga portuguesa continua a ter como mercado preferencial o Brasil (110), que em nenhum outro campeonato concretiza uma ‘invasão’ semelhante. O campeonato turco é o segundo maior importador, mas conta apenas com 30 brasileiros.

Apenas a Argentina, com 18 futebolistas, e a França, com 16, colocaram mais de 10 jogadores em clubes portugueses, que integram ainda jogadores de outras 39 nacionalidades.

Nos 36 campeonatos analisados, Portugal é o principal exportador para Chipre (47) e Roménia (19) e o quarto preferido dos clubes espanhóis (13), o sexto na Escócia (6) e na Sérvia (2), o oitavo na Grécia (8) e Islândia (1) e nono na Suíça (4). A segunda edição do estudo reúne informações sobre a estatura, posições, nacionalidade, emigração e internacionalizações de 12 524 jogadores de 36 ligas europeias.

QUARTA LIGA MAIS BAIXA DA EUROPA

Um crescimento de três milímetros na altura média dos jogadores, até 1,805 metros, tirou esta época a Liga portuguesa do último lugar do ranking europeu. Está em 27º no item da estatura média e apenas supera Espanha (1,804), Escócia (1,802) e Chipre (1,801). Em 2008/2009, o campeonato luso era o lanterna vermelha, quando a média de alturas estava situada em 1,802 metros.

A Liga mais alta é a da Sérvia (1,834), seguida por Dinamarca ( 1, 831) e Alemanha (1,83). A Liga inglesa (1,825) detém o sexto lugar, a italiana o 17º (1,818) e a francesa está em 24º (1,81).

APONTAMENTOS

SPORTING E RIO AVE

O Sporting tem o plantel mais baixo da Liga (1,786 m) e o Rio Ave o mais alto (1,828). Na Europa lideram os sérvios do Javor (1,865). Em último estão os israelitas do B.Sakhnin (1,769).

GUARDA-REDES ALTOS

Em Portugal, os guarda-redes estão acima de todas as outras posições (1,881 m), seguidos pelos defesas (1,829), avançados (1,813) e médios (1,79).

25,77 ANOS

Os jogadores da Liga portuguesa têm em média 25,77 anos e estão no 18.º lugar dos campeonatos mais envelhecidos. A liga mais nova é a da Letónia (23,09). Em último está o Chipre (29,7). Os cipriotas do APOEL são os mais velhos da Europa (29,7). O Tranzits, da Letónia, apresenta o plantel mais jovem (20,1).

CM

"O sucesso do comandante é também o êxito dos seus militares...


Diário de Viseu (DV): Quando começou o seu serviço na Guarda Nacional Republicana?
Amaral Dias (AD): Tenho cerca de 26 anos de serviço no activo, na Guarda Nacional Republicana sendo que, desde 21 de Dezembro de 1998, com curtos interregnos para formação e promoção, passei estes já longos anos essencialmente a comandar a GNR no distrito de Viseu, com passagens pelos Destacamentos de Santa Comba Dão e Viseu. Fui 2.º comandante do Grupo e comandante do Grupo de Janeiro de 2002 a Janeiro de 2009, altura em que assumi o Comando da Unidade - Comando Territorial de Viseu. Dedico a minha carreira às populações que tive a honra e o privilégio de servir.

DV: Qual é o balanço que faz dos anos em que esteve à frente da GNR de Viseu?
AD: Todos estes anos foram de grande realização pessoal e profissional. Também tentei desenvolver uma acção de comando atenta, diligente e eficaz, que tivesse em consideração o primado do serviço e conciliando, dentro do possível, os interesses dos militares. Sei que tomei decisões que por vezes, afectaram as intenções e expectativas dos militares, mas foram tomadas após análise e ponderação de diversos factores mas sempre em consideração do melhor para a instituição e para as populações.
Sei que não fiz tudo por constrangimentos de ordem pessoal, institucional e exógena. Valeu a pena doar-me em benefício da segurança e tranquilidade das populações. Travei combates, termino a carreira, prossigo com confiança no futuro de uma Guarda com créditos bem firmados, humana, solidária e de confiança.

DV: Quais são os momentos que mais destaca pela positiva e a negativa? Como recorda as manifestações em Canas de Senhorim e em Bigorne?
AD: Os momentos de alteração da ordem pública em Bigorne e Canas de Senhorim foram situações de grande pressão e esforço policial intenso, onde tiveram que imperar grande capacidade de comando, coragem, disciplina e obediência na acção, rigor do dispositivo com emprego gradual de meios, muita sensatez, sangue frio e proporcionalidade. Apesar das dificuldades, ultrapassaram-se estas situações com o mínimo de dados colaterais e sempre com respeito pela dignidade humana e pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

DV: Como conseguiu gerir a tão falada falta de efectivos em Viseu?
AD: A questão de recursos humanos é uma questão que tem que ser encarada de forma racional e equilibrada, face à sua escassez. Deste modo, houve que direccionar este esforço para as áreas com maior conflitualidade social e maior incidência do crime, definindo prioridades e reforçando alguns Postos ocasional ou sazonalmente, e até, recorrendo ao patrulhamento por agrupamento de Postos.

DV: Como lidou com as diversas reestruturações que foram feitas na GNR ao longo dos últimos anos?
AD: A reorganização da Guarda resultou dum imperativo legal e, portanto, os militares da Guarda, enquanto "Soldados da lei", obedientemente, tiveram que abraçar com firmeza e determinação esta complexa tarefa. Estas reestruturações institucionais, sendo uma ruptura ou cisão com o passado mais ou menos longo, no caso da Guarda já centenário, causaram grande impacto interno e externamente pelas expectativas criadas. No caso especifico de Viseu, houve que colocar a "locomotiva" em marcha, de forma paulatina, conjugando e articulando esforços, constituindo uma equipa de comando concertada e responsável que acautelasse a orgânica estrutural, a afectação dos recursos disponíveis, minimizando os reflexos/danos internos e continuando a proporcionar uma resposta policial de segurança e resposta atempada, adequada e eficaz aos cidadãos. A obra está incompleta mas caminhamos no rumo certo, prosseguindo a optimização, rentabilização e, dentro do possível, a excelência.

DV: Em que condições deixa a GNR de Viseu para o seu sucessor?
AD: O Comando Territorial de Viseu, através dos briosos militares que o constituem, vem cumprindo com competência, abnegação, responsabilidade, profissionalismo, espírito de sacrifício e profundo sentido de missão ao serviço da causa pública. Parto com a consciência do dever cumprido e confio na capacidade, coesão, forte motivação, afinco, determinação e qualidade dos homens que com denodo servem e servirão, doando-se aos outros com proximidade, humanidade, fraternidade, solidariedade, e dentro da legalidade. Algo de útil se fez, muito há ainda a fazer. As tarefas nesta profissão nunca estão acabadas. Assim, há trabalho árduo para o novo Comandante e para os seus subordinados. Estou confiante no êxito colectivo em prol dos nossos concidadãos. O sucesso do Comandante é também o êxito dos seus militares pois a eles também se deverá. Serei substituído por um Oficial bom camarada, amigo e competente.

DV: O que vai fazer agora?
AD: Agora, vou dedicar-me mais à minha família e à minha vida privada, continuando a conviver com a legalidade, dada a minha carreira e formação na área do Direito, e mantendo uma conduta activa e útil, agradecendo aos meus militares e civis, às instituições e à população em geral toda a colaboração, considerações, estima e amizade que me dispensaram. Espero ter tempo para lhes retribuir na medida do vosso merecimento.

DV

Indianos têm maior sucesso escolar...

Indianos têm maior sucesso escolar

Socióloga conclui que adaptação às regras e apoio dos pais e professores são essenciais para passar de ano.

Os indianos têm mais sucesso escolar que os cabo-verdianos e os portugueses. E moram nos mesmos bairros sociais e têm pais igualmente com poucas habilitações escolares e que mal falam português. Mas adaptam-se melhor às regras e são mais apoiados pelos adultos, sejam os pais ou os professores. Em suma, "sabem jogar nos dois tabuleiros".

"Saber jogar nos dois tabuleiros" é uma expressão usada por um indiano e que, na opinião da socióloga Teresa Seabra, faz toda a diferença quando se trata de comparar os resultados escolares das comunidades imigrantes.

"Os indianos treinam-se desde pequenos para conviver com as regras da sociedade portuguesa e à moda indiana. Há uma dupla pertença que eles cultivam e que favorece a relação com a sociedade de acolhimento e a escola", diz Teresa Seabra. É a autora da tese de doutoramento Desempenho Escolar, Desigualdades Sociais e Etnicidade, estudo desenvolvido em oito escolas públicas do 2.º ciclo da Grande Lisboa no âmbito do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, e que será publicada este ano em livro.

Já as famílias cabo-verdianas parecem viver pior com essa dupla realidade. "Mesmo transmitindo a cultura do país de origem, os pais querem que os filhos aprendam a cultura portuguesa. Mas, depois, estes alunos revelam uma maior incorformidade com as normas escolares, sentem-se mais discriminados", sublinha. Dizem ser pouco apoiados e reconhecidos na escola. E o facto é que são colocados mais frequentemente em turmas de repetentes.

A socióloga analisou o nível de reprovações dos descendentes de imigrantes indianos e cabo-verdianos, comparando-os com os autóctones, e concluiu que "ter uma cultura familiar [habilitações] próxima da escola favorece o sucesso, mas não é uma condição necessária". Os alunos estudados, dos 5.º e 6.º anos, incluindo os portugueses, têm a mesma origem social, o que demonstra que são mais preponderantes o apoio e controlo, a adaptabilidade do aluno, as expectativas do professor e a relação positiva com os colegas.

As crianças indianas são apoiados pelos adultos, o que não significa que os ajudem nos trabalhos. Mas há a presença de um adulto. E, curiosamente, os pais cabo-verdianos têm expectativas mais elevadas em relação ao sucesso escolar dos filhos do que os indianos. Mas os descendentes da comunidade indiana têm mais expectativas que os da cabo-verdiana.

DN

Maré negra ameaça grande barreira de coral...

Maré negra ameaça  grande barreira de coral

Petroleiro chinês encalhou num banco de areia junto à ilha de Kepel, Austrália. Está a derramar crude e ameaça um dos mais frágeis ecossistemas do mundo.

A fuga do petróleo de um navio chinês encalhado na costa australiana está a ameaçar a maior barreira de corais do mundo. A grande preocupação é que o petroleiro se parta em dois e a maré negra fique fora de controlo.

O alerta foi dado ontem ao início da manhã - hora portuguesa - pelas autoridades australianas . O Governo e o Estado de Queensland indicaram que o petroleiro Shen Neg 1 encalhou durante a madrugada de sábado num banco de areia a 70 quilómetros da costa, junto à turística ilha australiana de Kepel.
As autoridades alertaram para o perigo de fuga do petroleiro, que transporta 950 toneladas de crude. O navio está já a derramar pequenas quantidades de petróleo.

"A situação é séria e existe um risco muito real de que o barco se parta em dois, fazemos todos os esforços para limitar os danos na grande barreira", sublinhou a governadora de Queensland, Anna Bligh, às diversas agências internacionais.
Anna Bligh afirmou ainda que o navio, de 230 metros de comprimento e que transportava também 65 mil toneladas de carvão, chocou contra a barreira quando navegava à velocidade máxima.

À hora de fecho desta edição, um barco da polícia permanecia junto ao navio para proceder à sua eventual evacuação. E o mar tinha sido pulverizado com um componente químico para estancar o derrame.

A Grande Barreira de Coral é o maior recife de coral do mundo, com uma extensão de cerca de 2.300 quilómetros, situada junto à costa nordeste do estado australiano de Queensland, sendo composta por cerca de 2.900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral.

A primeira maré negra de grandes dimensões foi provocada pelo naufrágio do petroleiro Torrey Canyon, no Canal da Mancha, em 1967. Na altura foram derramadas mais de 100 mil toneladas de crude que afectaram cerca de 180 km de praia.

Outra maré negra histórica foi provocada pelo naufrágio do petroleiro Almoco Cadiz, em Março de 1978, que libertou mais de 230 mil toneladas de petróleo, contaminando 320 km de praias.

O maior desastre com petroleiros na história dos EUA foi o derrame de 40 mil toneladas de crude pelo petroleiro Exxon Valdez que encalhou num recife em Prince William Sound, Alasca, na noite de 24 de Março de 1989. Mais recentemente, Portugal e a Galiza, Golfo do México e ainda o Alasca foram afectados.

O impacto destas marés negras nos ecossistemas é enorme. A película formada na superfície da água impede a entrada da luz, que reduz a taxa de fotossíntese das plantas o que diminui a quantidade de oxigénio dissolvido na água provocando asfixia dos peixes e a proliferação de bactérias.

DN

Sismo provoca um morto e vários feridos na Baixa Califórnia...

Um morto, um número ainda não determinado de feridos e uma estrada destruída é o resultado ainda provisório do sismo de magnitude 7,2 que atingiu no domingo o estado mexicano da Baixa Califórnia.

O director da Protecção Civil da Baixa Califórnia, Alfredo Escobedo, disse à agência de notícias Efe que uma pessoa morreu quando ruiu a casa em que se encontrava na Colonia Nueva no Valle de Mexicali, a 18 quilómetros do epicentro do sismo.


Sismo provoca um  morto e vários feridos na Baixa Califórnia

Escobedo referiu que a vítima ainda não foi identificada. Problemas com as linhas telefónicas e o corte no abastecimento eléctrico dificultaram a informação relativa a estragos em Mexicali, cidade com 1,2 milhões de habitantes.

A mesma fonte tinha afirmado anteriormente que havia um número ainda não determinado de feridos, sem esclarecer a gravidade dos feridos.

A secretaria do governo federal confirmou em comunicado a morte de uma pessoa, devido ao ruir da casa, e adiantou que apenas três pessoas foram atendidas devido a crises nervosas.

A mesma fonte disse que depois do sismo de magnitude 7,2 - registado às 17:40 locais (23:40 em Lisboa) foram registadas 20 réplicas na zona que inclui toda a região do sul da Califórnia (Estados Unidos) até ao estado vizinho de Sonora (México).

No comunicado também se refere a suspensão dos serviços de energia eléctrica, água, telefones e telemóveis, além de estragos no interior de casas.

Por outro lado, informa que foram registados danos na estrada Mexicali-Tecate, sem referir a sua localização exacta ou extensão.

O Serviço Sismológico Nacional e o Serviço Geológico dos Estados Unidos informaram inicialmente que a magnitude do sismo tinha sido de 6,9, mas posteriormente corrigiram o valor, dizendo que foi de 7,2 na escala aberta de Richter.

Na cidade de Tijuana (Baixa Califórnia), o responsável local da Protecção Civil informou que não há notícia de perdas materiais nem humanas nesta localidade fronteiriça com os Estados Unidos.

JN

Blair deixa queimar as torradas e provoca alerta de incêndio...

Quatro carros de bombeiros seguiram para a casa de campo do antigo primeiro-ministro britânico. Afinal, era só fumo sem fogo.


Tony Blair (foto Lusa)

O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair provocou um alerta de incêndio, no sábado, ao deixar queimar as torradas do pequeno-almoço, na casa de campo. Quatro viaturas dos bombeiros acorreram de imediato ao alerta.

De acordo com o porta-voz de Blair, foi o fumo que saía da torradeira que fez accionar automaticamente o sistema de alarme da propriedade, que data do século XVII e está classificada como monumento histórico. Por causa disso, a casa, em Wotton Underwood, no sudeste de Inglaterra, tem uma ligação directa ao quartel dos bombeiros local.

Ainda de acordo com o porta-voz, citado pela BBC, os bombeiros chegaram ainda antes de o casal Blair poder avisar que se tinha tratado de falso alarme. Por causa da rapidez com que agiram e em jeito de pedido de desculpa, Blair já enviou uma nota de agradecimento ao corpo de bombeiros.

TVi24

Onda vermelha varre o país...

Águias são, de longe, a equipa que mais espectadores leva aos estádios da Liga portuguesa

Os números não mentem. O Benfica atraiu praticamente o dobro dos adeptos em jogos realizados esta época fora do seu estádio, em comparação com F. C. Porto e Sporting. Um sinal de que os adeptos estão encantados com a campanha dos encarnados.

Esta temporada, a presença do Benfica nos seus recintos foi sinónimo de dinheiro em caixa para os emblemas da Liga. A taxa de ocupação em que actuou a equipa de Jorge Jesus foi muito elevada e promete continuar a sê-lo nas três deslocações que ainda lhe faltam até ao final do campeonato: hoje, no recinto da Naval, dia 18 em Coimbra e a 2 de Maio no Dragão.

Não houve ainda nenhum encontro da competição, fora da Luz, do Porto ou de Alvalade, em que se registasse maior assistência num jogo dos tetracampeões ou dos leões do que num dos encarnados. Aliás, há quase tantos seguidores benfiquistas como na soma dos dois adversários juntos. Um exemplo: Guimarães. Enquanto o terceiro e o quarto classificados apenas conseguiram atrair pouco mais de 18 mil simpatizantes ao anfiteatro minhoto, a águia praticamente encheu-o pois esteve à vista a lotação esgotada.

Em Belém e em Braga, a diferença foi também considerável. Aliás, o Restelo há muito que não tinha quase 18 mil nas bancadas. Por seu lado, os rivais atraíram pouquíssimos milhares. E em Leiria houve casa cheia, mas ainda não é possível estabelecer uma comparação, pois as águias foram as únicas que já lá jogaram.

Um facto curioso: foi em Guimarães que os três clubes arrastaram mais pessoas esta temporada, muito, também, pelo considerável número de adeptos que a equipa vimaranense costuma atrair ao D. Afonso Henriques.

Fora da estatística do JN ficaram as partidas disputadas entre os três grandes por não ser possível uma medição entre os mesmos na mesma proporção. No entanto, há que lembrar que Alvalade ficou praticamente repleta com o Benfica (45.880) e a meio gás com o F. C. Porto (28.220)...

Entre águias e dragões, a diferença apenas esbateu no Estádio dos Barreiros, em Olhão e em Paços de Ferreira, em que a desigualdade foi de escassas centenas.

Mas nem tudo são lamúrias para o clube dirigido por Pinto da Costa. Relativamente ao Sporting, tem melhor média de assistências, apenas batida em Coimbra, Belém e Choupana. No entanto, apresenta diferença de apenas mil adeptos para os lisboetas.

Média superior a 08/09

Um fenómeno que, por agora, dá uma média de 12.502 pessoas por recinto, quase o dobro de F. C. Porto (7501) e Sporting (6452) - neste valor, nunca entram os números da visita aos campos dos outros grandes. O registo benfiquista, registe-se, está também bem acima da média das águias na temporada passada: 9684.

Apesar da boa campanha da equipa de Jorge Jesus, houve três locais em que os encarnados tiveram melhor assistência na época transacta: em Matosinhos (8884, em 08/09, contra 6474), em Vila do Conde (10428, contra 7060) e nos Barreiros (8127 e 5000), mas, neste caso, provavelmente devido às obras actualmente em curso. Hoje, na Figueira da Foz, e apesar de ser segunda-feira e de o jogo ser transmitido em canal aberto, a onda vermelha fazer-se-á igualmente sentir.

JN

terça-feira, 6 de abril de 2010

Primeira pagina - 06 - 04 - 2010...

Tondela: incêndio em habitação fere gravemente um septuagenário ...

Um incêndio numa habitação do concelho de Tondela provocou um ferido grave, que foi transportado para os Hospitais da Universidade de Coimbra, disse à Agência Lusa fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro.

A mesma fonte adiantou que o incêndio destruiu por completo o quarto de uma habitação em Póvoa de Arcediago, freguesia de Canas de Santa Maria, provocando ferimentos graves num homem de cerca de 70 anos.

O alerta para os bombeiros foi dado às 13h10.

Nas operações de socorro participaram 20 elementos dos Bombeiros de Tondela, apoiados por cinco viaturas.

O Publico

África do Sul: Líder da extrema-direita morto...

Eugène Terreblanche tinha 69 anosE
ugène Terreblanche tinha 69 anos

Espancado por dois empregados.

O líder da extrema-direita sul-africana e um dos maiores defensores do regime do Apartheid foi no sábado espancado até à morte na sua exploração agrícola, em Ventersdorp, no noroeste do país.

Eugène Terreblanche foi atacado e morto depois de uma briga com dois empregados, um deles menor de idade, devido a salários não pagos. Os dois suspeitos já foram detidos e acusados do crime de homicídio.

"O corpo de Terreblanche foi encontrado na cama com ferimentos na face e na cabeça", informou o porta-voz da polícia, Adele Myburgh.

Nascido a 31 de Janeiro de 1941, Terreblanche fundou o Afrikaner Resistance Movement (AWB) em 1970 com seis amigos. Posteriormente, o partido cresceu para mais de 70 mil militantes, de entre uma população branca de 3,5 milhões.

O líder sempre defendeu um Estado secessionista dentro da África do Sul e chegou mesmo a ameaçar despoletar uma guerra civil caso o poder fosse para Nelson Mandela, conhecido activista contra o Apartheid. O partido teve um período mais discreto, tendo sido reactivado em 2008 por razões populares, segundo Terreblanche.

CM

Plano de saúde americano aproxima-se do europeu...

Plano de saúde americano aproxima-se do europeu

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende estender os seguros de saúde a todos os americanos e impedir que as seguradoras recusem cobertura em caso de doença. O modelo aproxima-se do português e de outros países da Europa, que é universal e público.

Grace Johnson é americana e vive entre Portugal e os Estados Unidos. A empresária gosta desta vida agitada, mas admite que não é muito saudável. Quando precisa de cuidados médicos urgentes, como uma vez que caiu de cama com uma amigdalite, não se inibe de procurar um médico em Portugal, mas, se puder, prefere esperar pelo regresso a casa para fazer os tratamentos.

"Mas só porque tenho um bom seguro de saúde", garante Grace. Paga 90 dólares por mês (66,5 euros), que lhe cobrem todas as especialidades médicas, à excepção de oftalmologia e odontologia. No entanto, os primeiros 300 dólares (221 euros) de despesas clínicas anuais são da sua responsabilidade e a partir desse valor ainda paga mais 10% por cada consulta ou tratamento. "É caro, mas compensa. Tenho à disposição os melhores médicos e tecnologias de ponta em quase todas as especialidades."

Grace faz parte de uma pequena elite americana que tem acesso aos melhores cuidados de saúde. Nos Estados Unidos, o sistema de saúde, ao contrário do que sucede em Portugal, é liberal e privado: está nas mãos das seguradoras.

Há 158 milhões de americanos que têm seguro através da entidade empregadora, que lhe desconta, mensalmente, um valor fixo do ordenado. Outros 15 milhões têm contratos directos com as seguradoras. Finalmente, 42 milhões de idosos beneficiam do Medicare e 35 milhões de pobres do Medicaid (dois subsistemas custeados pelo Estado). Ainda assim, sobram 32 milhões de americanos que não têm cobertura na assistência à doença. Ou porque são trabalhadores com salários demasiado baixos para conseguirem pagar um seguro ou porque a empresa não o consegue subsidiar.

É a pensar nestes doentes que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pretende pôr em prática a actual reforma de saúde, que está a dividir democratas e republicanos. Isto porque Obama pretende tornar os seguros obrigatórios para todos (suportando parte dos custos daqueles que não conseguirem pagar), aumentar os impostos aos mais ricos (transferindo as verbas para a saúde) e proibir certas práticas das seguradoras, como recusar-se a fornecer cobertura a pessoas com condicionamentos de saúde.
"Trata-se de um passo na democratização e universalidade no acesso à saúde", admite Manuel Delgado, director do Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

"Sem a reforma, a tendência seria para que o número de pessoas sem seguro começasse a subir", garante o médico de saúde pública Constantino Sakellarides.

Em Portugal e nalguns países da Europa, pelo contrário, o sistema de saúde é público e universal, pago com os impostos de todos. Só tem seguro de saúde quem quer. "Os europeus têm um plano baseado no financiamento das famílias, o americano no risco da pessoa, ou seja, quanto maior for o risco de saúde, mais paga", explica Delgado.

Na base desta disparidade de sistemas estão razões históricas, explica Sakellarides. "A evolução do sistema europeu esteve condicionada pela Revolução Industrial e pelas tensões sociais que ela gerou, que viriam a dar origem a princípios como solidariedade, em que cada um paga o que pode, e Estado-Providência, em que se paga quando se está bem para ter acesso a cuidados quando se está mal e não se pode pagar."

Já nos EUA, a cultura e filosofia estão viradas para a pessoa no princípio do self made man. "Cada pessoa deve ser conseguir ser próspero. A ideia é que os capazes merecem mais do que os não capazes", diz Sakellarides.

O problema, diz Delgado, é que este modelo origina um desequilíbrio na distribuição dos cuidados de saúde. "Uns têm acesso ao melhor e outros não têm acesso a nada." É neste contexto que se explica porque os índices de saúde norte-americanos são piores do que os portugueses: a mortalidade infantil, por exemplo, está nos 6,3 casos em mil, enquanto em Portugal se situa nos 3,4. Por outro lado, embora a esperança média de vida do homem norte-americano seja igual à do português, 75 anos, elas vivem menos cerca de dois anos (de 79 para 81).

No entanto, são os Estados Unidos que mais gastam com a saúde: 16% do PIB, ou seja, 7600 euros por pessoa, por ano, enquanto Portugal se fica pelos 10% (1200 euros). "As clínicas e hospitais bem equipados conseguem atrair mais doentes, mas também prescrevem, muitas vezes, tratamentos excessivos, apenas por razões económicas", denuncia Manuel Delgado.

"Estes gastos com a saúde nos EUA derivam desta capacidade que a oferta tem de se impor à procura, criando novas necessidades", conclui o responsável.

DN

Aprenda a plantar vegetais naturais em qualquer lado... incluindo na varanda...

Aprenda a plantar vegetais naturais em qualquer lado... incluindo  na varanda

Aquele vaso que tem à entrada da sua casa pode ser um excelente local para semear uns coentros ou umas alfaces. Se não sabe como, leia este texto e veja como a Fundação Biológic@ o pode ajudar a comer vegetais saborosos e sem uma pinga de pesticidas nem herbicidas.

Com um puxão despachado, Teresa Fiúza arranca uma tangerina da árvore. Sem demora, abocanha a casca para ver se está boa. Após um sinal de aprovação, vira-se e exclama enquanto sorri: "Agricultura biológica é isto: ir à árvore, pegar na fruta e comer logo, sem haver preocupação se ela tem pesticidas ou herbicidas." Se acha que esta é uma ideia que lhe interessa, a Fundação Biológic@ pode dar uma ajuda com os seus cursos para hortas ecológicas. Ao alcance de todos, quer tenha um terreno com alguns hectares ou só uns vasos na varanda.

Teresa Fiúza estava calmamente sentada na sala da sua Quinta do Paraíso, quando ouviu falar pela primeira vez, no programa de televisão Biosfera, numa fundação que ensinava a plantar e a tratar de hortas biológicas. "Enviei logo um e-mail a mostrar-me interessada. Avisei que não era agricultora e que tinha apenas um bocado de terreno onde queria plantar umas alfaces para o Banco Alimentar", conta.

Sofia Lobo, da Biológic@, ficou interessada nesse "bocado de terreno" que afinal, ficou a saber mais tarde, eram 30 hectares. Agora, Teresa Fiúza, que participou num dos cursos da fundação, já tem um vasto quintal biológico. Lá planta, além das alfaces, couves, brócolos, cebolas, nabos, ervilhas, alhos e nabiças. "Sete mil pés, tudo natural", não se cansa de repetir.

"Qualquer espaço dá para fazer uma horta ou uma mini-horta. Só tem de se adaptar o que se pretende cultivar ao espaço", explica Sofia Lobo. Um quintal pode ser um bom local para plantar, assim como uns vasos na sua varanda, caso more num apartamento. "É algo que os ingleses fazem desde há muito, os chamados kitchen gardens e que, felizmente, têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal", diz. As preferências dos "agricultores de varanda" passam pelas ervas aromáticas e condimentares. De entre os legumes, as alfaces são as preferidas, mas há muitos que cultive de tudo, até batatas em vasos.

Nos cursos da Fundação Biológic@ aprende-se como controlar e tratar pragas sem químicos, assim como fertilizar as plantas sem usar adubos artificiais. "Ponho urtigas e outras plantas num bidão com água e uso como fertilizante. Tenho cavalos, ovelhas e patos e do que eles deixam aproveito para fazer compostagem", diz Teresa Fiúza, que condena os preços a que são vendidos os produtos "bio".

"Compro sementes biológicas que vêm do estrangeiro. Uma embalagem dessas sementes de alho-francês custa menos do que chupa-chupa. Não percebo como é que nos supermercados vendem pacotes de alho-francês a oito euros." Por isso promete que, quando começar a vender os seus produtos na Quinta - por volta de Maio ou Junho -, vai ter preços mais baixos do que os outros, porque "vender alho-francês a seis euros o quilo é pura especulação".

Tão especulativo que Sofia Lobo considera que no futuro a agricultura biológica poderá alimentar o mundo inteiro: "Se virmos bem a quantidade de desperdício alimentar que existe, principalmente nas grandes superfícies, concluímos que precisamos de menos alimentos do que o que consumimos. Há também imensas terras por cultivar, sendo Portugal exemplo disso, assim como o continente africano", explica.

A agricultora da Quinta do Paraíso conta ainda que descobriu a parte humana da agricultura biológica. Toda a família intervém nas culturas, juntando-se para semear, colher, lavar e comer os seus produtos.

Os seus netos levaram algumas alfaces para a escola, para os colegas comerem. A satisfação foi geral e todos elogiaram o "sabor natural a antigamente".

DN

Ex-freira assassinada e atirada para poço por não vender a casa...

Ex-freira assassinada e atirada para poço por não vender a casa

Começa a ser julgado na 4.ª-feira o suspeito do crime, que roubou os cartões da vítima.

Maria da Conceição Lopes Pessoa, 66 anos, tinha o sonho de vender a casa para ir morar num lar religioso, em Fátima, mas acabou por ser morta por sufocação e atirada a um poço, a 6 de Novembro de 2008, em Sandim, Gaia. Na quarta--feira, começa a ser julgado o suspeito do homicídio e principal interessado na compra da habitação da ex-freira e professora - segundo o Ministério Público, o crime aconteceu porque a vítima recusou a venda nas condições propostas pelo agressor, que era seu vizinho. O processo ficou conhecido como "o crime do poço".

O Ministério Público acusa Afonso Paulo Ferreira Evaristo, ex--operário fabril de 43 anos, de homicídio qualificado, roubo qualificado na forma tentada, crime de dano qualificado e profanação de cadáver, que prevêem uma elevada moldura penal.

Inicialmente, o indivíduo foi posto em liberdade e ficou apenas sujeito a apresentações diárias às autoridades, mas após as diligências investigatórias acabou por ser--lhe ditada a prisão preventiva em Julho de 2009. A medida de coacção foi mantida desde então, devido ao "perigo efectivo de cometimento de novos crimes violentos".

O arguido terá sufocado a vítima, que se encontrava de costas, mas antes exigiu-lhe os códigos dos cartões códigos dos cartões e cadernetas bancárias. Depois retirou documentos da carteira de Maria da Conceição e usou uma mangueira para molhar o corpo e apagar eventuais vestígios, diz o despacho de acusação, acrescentando que Afonso meteu o corpo na mala do carro da vítima e dirigiu-se a um poço hertziano em Seixo Alvo, no Olival, em Gaia, a cerca de três quilómetros do local do crime. Aí chegado, atirou-o, embrulhado num cobertor, para dentro do poço, que "cobriu com bidões de água e canas, para ocultar o cadáver".

Segundo o Ministério Público, tentou depois esconder o carro nas instalações da fundição Sofume, em Crestuma, viatura essa que foi encontrada na manhã do dia seguinte, ainda a arder, mas completamente carbonizado.

Nos dias 16 e 26 de Novembro, o arguido terá tentado fazer levantamentos com dois cartões da vítima, mas sem sucesso, pois o código que aquela referiu, antes de morrer, não era o correcto. Maria da Conceição tinha mais de 130 mil euros numa conta e onze mil noutra.

A Polícia Judiciária acabou por deter o suspeito e fez a reconstituição dos factos que resultaram na acusação deduzida pelo Ministério Público de Gaia. Conduzida pelo próprio arguido, a Judiciária localizou e recuperou o corpo, já em avançado estado de putrefacção, a 18 de Dezembro de 2008.

O início do julgamento está marcado para quarta-feira, no Tribunal Judicial de Vila Nova de Gaia, e a segunda sessão está agendada para o próximo dia 14.

DN

Morador compra alcatrão e tapa os buracos da EN318...


Morador compra  alcatrão e tapa os buracos da EN318
Estrada em péssimas condições continua à espera de obra da Câmara

"Nunca ninguém" lhe "pediu para tapar buracos", é certo. Mas José Correia, morador e comerciante, tomou a "iniciativa" e fá-lo "a meio do Inverno" ou sempre que a EN 318, no Muro, concelho da Trofa, "começa a ficar intransitável".

E não será difícil aplicar o adjectivo sem exagero. Sobretudo, naquela estação, quando as águas da chuva, que correm soltas - porque não há drenagem -, levam pedaços de estrada que mais tarde acabam por revelar-se vitais no prolongamento das vidas de pneus, jantes e amortecedores.

Além de buracos, todo o troço da Rua Central da Carriça está ornamentado com fendas geradas por um piso rachado a toda a extensão - uma prova de nervos para condutores e um teste à resistência dos inúmeros veículos que diariamente cruzam a estrada que serve, ainda, Maia, Santo Tirso ou Vila do Conde.

"Agora, está muito boa", afirma Roberto Cassiano. Poderia soar a sarcasmo, mas a constatação explica-se: em Janeiro passado, "foi a quinta ou sexta vez" que José Correia, morador naquela artéria, onde também gere um café, tapou buracos que, antes, eram "grandes crateras". "Já cheguei a trazer 910 quilos de alcatrão", contabiliza. "Vou quase a Braga buscar. São 30 e tal quilómetros até lá. É dinheiro e tempo perdido", diz.

"Estivemos três meses à espera. Disseram que a empresa da Câmara vinha, mas que era preciso que parasse de chover. Entretanto, por duas vezes, o tempo melhorou. Não vieram e eu fui buscar [asfalto]", conta.

Carros danificados

Mas, enquanto tal não acontece, é na providencial oficina de automóveis de Nuno Xavier que se socorrem os condutores menos avisados. "Há dois anos, só num dia entraram aqui 14 ou 16 carros seguidos, com os pneus rebentados", recorda o proprietário. "Está uma lástima", lamenta. O vizinho José Correia lembra: "Piorou quando vieram pôr o saneamento, mas a estrada já estava mal". O calvário prolonga-se pela Rua do Horizonte, rumo a S. Romão.

"Estou aqui há nove anos e, na altura, já se falava em colocar um tapete novo", afirma Nuno Xavier. "Falta a rede de água. Abriram para pôr o saneamento e taparam. Agora, hão-de vir pôr a água. Não se sabe quando", resigna-se José.

Ao JN, a Câmara da Trofa assegurou que a intervenção na EN 318 (convertida em estrada municipal) foi incluída no Plano Investimentos para 2010 e que estão a ser feitos esforços para que a obra avance no próximo Verão.

JN

Lembra-se do Pacman? Agora anda pela lua de Saturno...

Imagem divulgada pela NASA está a fazer sucesso.


Pac-Man na lua de Saturno

Lembra-se do Pacman? Aquele boneco amarelo de um famoso jogo de computador que ia comendo uns pontinhos para passar de nível? Pois ele está de volta, agora no Espaço.

Pelo menos é o que parece nesta imagem divulgada pela NASA que está a fazer sucesso entre os fãs do jogo da década de 80.

A foto é de Mimas, lua de Saturno, e as cores dizem respeito às diferentes temperaturas. Mas isso é para os especialistas. Para nós, o Pacman está apenas prestes a comer mais um pontinho.

TVi24

Confrontos no Tivoli...

Trabalhadores não arredaram pé e até almoçaram em frente ao hotel
Trabalhadores não arredaram pé e até almoçaram em frente ao hotel
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Confrontos com a polícia marcaram ontem a concentração dos trabalhadores dos hotéis Tivoli Lisboa, Seteais e Sintra frente à unidade hoteleira da capital, revelou Rodolfo Caseiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, Turismo e Similares.

À porta do Tivoli de Lisboa estavam perto de uma centena de manifestantes em protesto contra aquilo que consideram ser a postura "intransigente" da administração em matéria de actualização salarial. Os trabalhadores exigem um aumento de 3% sobre os ordenados, cuja média ronda os 600 euros.

As primeiras horas da manhã foram marcadas por um episódio de confrontos entre um dirigente e um segurança do hotel. "Houve um segurança que agrediu um dirigente, o que é lamentável e iremos tomar medidas", disse Rodolfo Caseiro.

A greve prolonga-se pelo dia de hoje, quando será decidido manter o protesto até segunda-feira ou agendar novas formas de luta. O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, Turismo e Similares do Sul diz que a adesão à greve rondou os 90%, o que a administração dos Hotéis Tivoli refuta. "É preocupante a atitude do sindicato e a imagem deturpada que está a tentar passar e que não corresponde à realidade", diz o administrador Alexandre Solleiro, referindo que a adesão à greve rondou os 3% a 4%.

ADMINISTRAÇÃO SUBSTITUI

Os trabalhadores do Tivoli Hotel que se concentraram à entrada do hotel foram surpreendidos com a presença de contratados para os substituírem, o que consideram ser "ilegal".

"Neste fim-de-semana de Páscoa estamos com todos os hotéis cheios e, como é normal em períodos de intensa actividade, recorremos a serviços de reforço de pessoal", garantiu o administrador, lamentando que o protesto não tenha em conta uma das épocas mais fortes do turismo português.

O sindicato do sector tem criticado o facto de a administração não ter feito qualquer contraproposta, admitindo parar os protestos se os gestores quiserem dialogar.







CM


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Primeira pagina - 05 - 04 - 2010..

Jogo de computador permite violar mulheres...

RapeLay alcançou enorme popularidade na Internet e grupos feministas querem tirá-lo do mercado.


Jogo RapeLay

O jogo de computador japonês «RapeLay» está a causar polémica e indignação entre as mulheres de todo o mundo. Tudo porque o objectivo do jogo é nada mais, nada menos, que agressão e violação, avança a CNN.

O jogo começa com uma adolescente na estação de comboios e é aí que o jogador pode escolher os métodos de ataque, podendo também violar a mãe a irmã da rapariga. O jogo permite mesmo engravidar as personagens e forçá-las a fazer um aborto.

Não é de admirar que os grupos feministas queiram retirar o jogo do mercado. Taina Bien-Aime, de uma organização dos direitos e igualdade feminina, realizou uma campanha, no entanto, toda a controvérsia fez com que o jogo se tornasse viral, ou seja, tornou-se popular através da partilha na Internet.

Foi através da Internet que os jogadores britânicos Lucy Kibble e Jim Gardner ouviram falar do RapeLay. «A ideia de banir o jogo das lojas nunca vai resultar, pois existe acesso grátis na Internet», afirmou Gardner.

Estes jogos são conhecidos como «hentai», algo que não é novo no Japão e cujo objectivo está quase sempre relacionado com a violência. Um membro do Instituto de Conteúdos Culturais japonês avançou que a restrição dos temas nos jogos limita a liberdade de expressão.

«Na minha opinião, a história do RapeLay foi longe demais. Se o criador de um jogo quer expressar alguma coisa, o Governo não deve ter o poder para o restringir», concluiu.

TVi24

66 autarquias alvo de inspecção...

Várias empresas da Câmara de Lisboa deram grande polémica
Várias empresas da Câmara de Lisboa deram grande polémica

Poder local: Plano da IGAL de Combate à corrupção.

Lisboa, Vila Franca de Xira, Amadora, Oliveira do Hospital, Santa Maria da Feira e Torres Vedras são alguns dos municípios que vão receber visita da Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL). No total, serão fiscalizadas 66 autarquias e 12 freguesias até ao final deste ano.

O Plano de Inspecções para 2010 escolheu 66 autarquias para serem fiscalizadas, entre as quais a da capital, que já não recebe uma visita de inspectores desde 2002, apesar de ter estado nos últimos anos envolvida em processos polémicos, nomeadamente com empresas municipais como, por exemplo, a EPUL e a Gebalis.

Entretanto, já estão em curso inspecções em cerca de duas dezenas de municípios, entre os quais Torres Novas, Alter do Chão e Estarreja.

Além das autarquias, estão ainda previstas inspecções a 12 freguesias, onde se destacam Espinho, Rio de Mouro e Alcácer do Sal, entre outras.

Estas freguesias foram escolhidas tendo em conta "o risco objectivo de existência de ilegalidades, indiciado pela apresentação de queixas, denúncias e exposições", pode ler-se no Plano de Inspecções para 2010.

Segundo a Inspecção, as câmara municipais foram seleccionadas tendo em conta um critério cronológico, ou seja, são contempladas "as que há mais tempo não são inspeccionadas". Recorde-se que o inspector-geral garantiu, na sua carta de missão, "a realização de uma inspecção por mandato autárquico", ou seja, uma de quatro em quatro anos.

CRIATIVIDADE SEM PARALELO NO PRIVADO

A IGAL considera que as empresas municipais têm "uma criatividade que não tem paralelo no sector privado". Em Lisboa, por exemplo, diversas empresas municipais já se envolveram, nomeadamente na área urbanística. Apesar disso, a IGAL diz que não vai autonomizar as inspecções, antes as analisará no âmbito das fiscalizações nos municípios. O trabalho da IGAL passa por averiguar se as empresas municipais são ou não legais "ou se se destinam a fins ilícitos, a fazer passar bens públicos, imóveis ou capitais", para entidades privadas, se os seus dirigentes foram nomeados legalmente, se os seus salários (incluindo o uso de veículos, cartões de crédito, etc.) não excedem o permitido.

CM

Ganhar 'Big Brother' do Brasil com 154 milhões de votos....

Ganhar 'Big Brother' do Brasil com 154 milhões de votos

Num país de 190 milhões de habitantes, o vencedor teve 154,8 milhões de votos.

A TV Globo anunciou o que considera uma estrondosa vitória: obteve um recorde mundial, ao fim da 10.ª edição do seu Big Brother Brasil (BBB). Num país que tem cerca de 190 milhões de habitantes, houve nada menos do que 154,8 milhões de votos para Marcelo Pereira Dourado, um total inédito no mundo. O vencedor recebeu um prémio de 625 mil euros.

Tanto podia votar-se gratuitamente, pela Internet, como por telefone, com chamadas pagas de valor acrescentado. A Globo não informou quanto lucrou com os telefonemas, mas, como grande êxito de público, o programa teve uma taxa média de audiência enorme e gerou ganhos para a emissora, com os patrocinadores habituais e ainda com inserções de merchandising - com empresas que davam prémios extras aos participantes e que tinham as suas marcas mostradas a milhões de telespectadores.

O vencedor do BBB é um professor de artes marciais de 37 anos que obteve no final 60% dos votos, contra 29% do segundo classificado e 11% do terceiro. Em declarações aos jornalistas no final do programa, Dourado - que se tornou uma celebridade nacional - mostrou personalidade homofóbica, ou seja, sempre com alusões desfavoráveis a homossexuais. Durante o seu período dentro da "casa", o vencedor, Marcelo Dourado, fazia constantes críticas ao chamado "trio colorido", que eram dois homens e uma mulher assumidamente homossexuais.

Se é sucesso de público e rende muito dinheiro para a TV Globo, o programa também traz dores de cabeça. Muitas críticas são feitas ao programa, que estaria totalmente em desacordo com o tão proclamado "padrão Globo de qualidade".

O artigo 221 da Constituição brasileira declara que "a produção e a programação das emissoras de televisão atenderão aos seguintes princípios: preferência a finalidades educativas, promoção da cultura nacional e regional e respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família".

Durante os três meses em que foi exibido, o BBB levou para o ar - segundo uma grande legião de críticos -"baixarias" que nada têm a ver com " os valores éticos e sociais da pessoa e da família". Mas deu muito lucro à estação.

DN

Homem matou mulher e filho e suicidou-se...

Um homem de 41 anos terá morto na sexta-feira, a mulher, de 40, e o filho, de dois anos, suicidando-se em seguida. O duplo homicídio, seguido de suicídio, ocorreu em casa da família, situada no lugar do Espinheiro, Branca, Albergaria-a-Velha. O casal estava a separar-se.


Homem matou mulher e  filho e suicidou-se
Habitação onde ocorreu o crime

De acordo com Altino Ribeiro, chefe dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, os três corpos foram encontrados na cozinha da habitação.

A mulher, Elisabete Oliveira, terá sido morta à facada, e estava coberta de sangue, apresentando ferimentos nos pulsos. A criança, Rafael Oliveira Marques, não apresentava ferimentos, estando por determinar a causa da sua morte. Quanto ao alegado homicida, Daniel Oliveira, jazia igualmente no chão da cozinha, também ensanguentado, com ferimentos na cabeça. A criança estava junto ao pai.

Fonte do Comando-Geral da GNR disse ao JN que, para já, ainda se trata apenas de "cenários prováveis", estando os inspectores da Polícia Judiciária de Aveiro a avaliar a situação.

Duas horas para entrar na casa

Os corpos fora encontrados pela própria GNR, que foi alertada, ao que tudo indica, por um conhecido das vítimas que se terá apercebido de que algo de grave se passava. O alerta foi dado por volta das 20 horas, mas só mais de duas horas depois é que os militares se decidiram a entrar na casa, descobrindo a tragédia.

A GNR começou por bater à porta de casa de Maria da Conceição Soares, onde funciona o posto público telefónico da freguesia da Branca. Os guardas procuravam localizar o local onde residia o casal, ele natural do lugar de Espinheira e ela oriunda de Salreu, em Estarreja.

Familiares que se encontravam ontem à noite, sexta-feira, à porta da casa, de onde ainda não tinham sido retirados os corpos, apenas manifestavam a sua surpresa pelo sucedido e recusavam-se a falar mais.

Quer Maria da Conceição, quer o seu marido também não encontram explicação para o sucedido. "Parece que se estavam a separar. Ainda há dias estiveram aqui a tomar café e não notei nada de especial", referiu, acrescentando que a processo de separação já estaria em fase adiantada e a mulher preparava-se para se mudar para Salreu, para onde até já tinha levado alguns pertences.

O chefe Altino Ribeiro também conhecia a família e mostrava-se igualmente chocado com o sucedido. Segundo o seu testemunho ao JN, Daniel, que trabalhava como segurança na empresa Galbase, na zona industrial de Albergaria, era até "um homem calmo de mais". O homem era tido na freguesia como sendo uma pessoa pacata.

O casal nunca levantou qualquer suspeita de que algo estaria a correr mal. A mulher era empregada de escritório numa empresa do concelho. O casal vivia numa moradia contígua à residência da mãe do homicida, que só horas depois foi informada do sucedido.

JN

Presos estrangeiros duplicam numa década....

Desde 1999 número de nacionais desceu mas de estrangeiros aumentou. São, sobretudo, condenados por homicídios, violações e tráfico de droga.

Numa década apenas, os estrangeiros passaram de 10% a 20% da população prisional. Em contrapartida, os nacionais atrás das grades desceram a 'olhos vistos', principalmente as reclusas portuguesas, que são hoje três vezes menos do que eram.

Nos 49 estabelecimentos prisionais masculinos, femininos e instalações de apoio em Portugal, havia no ano passado muito menos reclusos nacionais e o dobro de cidadãos estrangeiros a cumprir pena ou em prisão preventiva, quando em comparação com 1999.

De acordo com dados disponibilizados pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), que não constam no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), em 2009, as cadeias nacionais albergavam 11099 reclusos, sendo que 8836 eram portugueses e 2263 estrangeiros. Cenário completamente díspar do existente há uma década, quando os condenados nacionais eram 11421 e os oriundos de outros países somente 1387.

Contas feitas: os cidadãos estrangeiros passaram de 10,8% da população prisional para 20,4%. Reclusos oriundos, maioritariamente, de Cabo Verde, seguidos por angolanos, brasileiros, guineenses [Guiné-Bissau], espanhóis e romenos (por esta mesma ordem). Saliente-se o facto de que, em 1999, os cidadãos da Roménia eram dos grupos menos representativos.

Estrangeiros com mais estudos

E o que os leva às prisões? Se a maioria dos nacionais está atrás das grades por crimes contra o património, como o furto simples e qualificado, os estrangeiros pulverizam-se por toda a tipologia criminal, encabeçada por tráfico de estupefacientes, roubo, homicídios e violação. Quanto a elas, as portuguesas lideram os crimes contra pessoas - ofensas à integridade física e homicídio -, as estrangeiras foram, quase todas, condenadas por tráfico de droga.

Nos relatórios da DGSP, respeitantes a 2009 e a 1999, fornecidos ao JN, note-se ainda outros factos: os portugueses presos são mais velhos, com um grande número acima dos 50 anos, cumprem penas ligeiramente mais baixas e a maioria tem muito poucos estudos, já para não referir os que não sabem ler nem escrever. Do outro lado, os reclusos doutra nacionalidade são mais jovens, têm variedade nas penas e uma elevada instrução. Aliás, apesar de serem quatro vezes menos, contam com mais detidos detentores de cursos de Ensino Superior.

Português mais favorecido

Saliente-se que para a marca distintiva de nacionais nas prisões contribui - e muito - o facto das reclusas portuguesas serem três vezes menos do que há dez anos. Se há uma década eram 1118, hoje não são mais de 400.

Ao JN, António Pedro Dores, o sociólogo rosto da 'SOS Prisões', salientou que é necessário ter em conta que os portugueses acabam por gozar de licenças precárias e regimes abertos, por terem retaguarda familiar e residência nacional.

"Há mais população estrangeira e não se pode esquecer que estes cidadãos não têm família no exterior. Os juízes optam por mantê-los na prisão", explicou Dores, frisando que uma análise do aumento de estrangeiros nas cadeias terá sempre de ter em conta factores como a juventude, a inexistência da ajuda de tradutores, desconhecimento do funcionamento da polícia e as mulheres usadas como correio de droga.

JN

"Crucificou-se" para recordar vítimas de abusos sexuais da Igreja....

Um artista austríaco crucificou-se na sexta-feira santa, de forma simbólica, na catedral de Santo Estêvão, na Áustria, para recordar as vítimas dos abusos sexuais e os maus-tratos perpetrados por religiosos católicos.


"Crucificou-se" para recordar vítimas de abusos sexuais  da Igreja
Artista austríaco crucificou-se de forma simbólica

Emmerich Weissenberger içou-se a 20 metros de altura na fachada em obras do templo gótico situado no centro da cidade de Viena, para expressar a sua repulsa perante a onda de abusos sexuais contra crianças recentemente conhecidos no país. Alguns transeuntes aplaudiram a acção do artista, que envergava apenas uma toalha em volta da cintura e uma coroa de espinhos. Weissenberger foi detido pela polícia depois de permanecer 15 minutos "crucificado".

"No dia da crucificação de Cristo, crucifico-me por todos os indefesos", explicou o artista sobre a sua "performance", num vídeo em que anunciava os seus propósitos. "Sacrifico-me para que as vítimas recuperem a dignidade que lhes roubaram".

O pároco da catedral, Toni Faber, declarou à imprensa que considera legítimo que os artistas protestem contra a Igreja, mas não "a partir de uma altura vertiginosa em Santo Estêvão, pondo em perigo a vida do próprio artista e a de outras pessoas".

A porta principal da catedral esteve fechada durante o tempo em que Weissenberger esteve "crucificado", devido ao receio de que pudesse cair em cima de quem aguardava a entrada no templo.

Na mesma catedral realizou-se, quarta-feira, uma cerimónia religiosa na qual algumas vítimas de abusos sexuais e maus tratos manifestaram a sua frustração em relação à Igreja pelo sucedido. O arcebispo de Viena e presidente da Conferência Episcopal, Christoph Schönborn, pediu então perdão às vítimas e expressou o arrependimento as Igreja pelo que aconteceu.

A Igreja Católica da Áustria recebeu até agora a comunicação de 566 presumíveis casos de abusos sexuais e maus tratos perpetrados pelos seus religiosos.

JN

Um pão com 189 anos como herança...

Inglesa conserva relíquia que passou de geração em geração.


Pão Rituais

A Páscoa é uma altura do ano marcada pelas tradições. Para os antepassados da inglesa Nancy Titman, de 91 anos, a tradição era fazer pão na Sexta-feira Santa, afirmando que, confeccionado nesse dia, não ganhava bolor. Por estranho que pareça, a inglesa conserva um pão que terá 189 anos.

Nancy recebeu o pão em herança quando a mãe morreu. Foi feito em 1821 e permaneceu na família ao longo das gerações, informa o jornal britânico «Telegraph».

«É uma relíquia que foi passando de mão em mão. A minha mãe dizia que os nossos antepassados acreditavam que pão feito numa sexta-feira Santa não ganha bolor», contou.

Conhecido em Inglaterra como «hot cross burn», é confeccionado com especiarias doces, passas e fermentado com levedura, apresentando uma cruz na parte superior feita com papel de arroz.

TVi24

Memórias da vida dos fuzileiros especiais na Guiné-Bissau...

Memórias da vida dos fuzileiros especiais na Guiné-Bissau

Partiram há 40 anos para uma das frentes da guerra em África, a Guiné. Estiveram em operações no Norte e Sul, no Leste e no Oeste. Hoje, idosos, não esquecem esses tempos de provação, combate e camaradagem.

Começávamos o dia às sete da manhã, a abrir fogo sobre as posições inimigas, todos os dias", recorda Sebastião Martins Colaço, fuzileiro especial, que cumpriu comissões de serviço na Guiné-Bissau entre 1964 e 1971. Viveu, por isso, a fase de transição do conflito entre a época de supremacia das forças portuguesas e o período em que o PAIGC se afirma no terreno.

Tropa de operações especiais, os fuzileiros percorreram todo o território guineense, em "golpes de mão e operações de contrapenetração", explica Serafim Lobato, segundo oficial do Destacamento de Fuzileiros Especiais 12 (DFE 12), que esteve no teatro de operações em 1970/1. Actuaram também no Senegal contra bases da guerrilha.

Numa dessas operações, o DFE 12 ocupa uma das principais bases da "Frente Norte" do PAIGC, a de Cumbamory, envolvendo-se numa longa troca de fogo, que se prolongou desde manhã ao meio da tarde, com pequenas interrupções. Durante esta operação, um dos efectivos do DFE 12, Manuel Galante Guerra detecta sob "um monte de pasto", capim e outra vegetação, aquilo que se vai revelar um importante depósito de armas e munições. Recorda o fuzileiro especial: "Esperámos pelo amanhecer para fazer o assalto, avançámos pela bolanha [curso de água], desdobrámos a fila indiana em linha quando o PAIGC nos começou a alvejar, mas estavam em inferioridade numérica e acabaram por bater em retirada ." É então que Galante Guerra, que fez duas comissões de serviço na Guiné entre 1967 e 1971, encontra "armas, granadas de mão e de armas sem recuo, uniformes, minas e metralhadoras", recorda.

A descoberta do fuzileiro revelou-se a mais importante captura de material de guerra ao inimigo no teatro guineense, mais de dez toneladas. Boa parte foi retirado debaixo de fogo da guerrilha que, entretanto, retomara o contacto, e o restante foi destruído no local.

Um sucesso operacional destes não era contudo suficiente para ofuscar a mudança qualitativa em curso no terreno. Longe vão os tempos em que bastava uma metralhadora pesada MG 42, "uma arma que nunca encravava", recorda Martins Colaço (conhecido entre os camaradas como Zé Grande), "varrer toda a zona" onde se emboscava o inimigo para assegurar a superioridade das forças portuguesas.

À época da "catana e do cahangulo", em que a guerrilha atacava e fugia, recorda José Raposo Martins, "passámos a ter um inimigo que nos fazia frente; só fugiam quando ouviam o barulho do helicanhão". À G3 do soldado português, a guerrilha responde com a AK 47; aos tiros de obuses, o PAIGC responde com os disparos dos Katiuskas, colocados do outro lado da fronteira. A única diferença é que o PAIGC lidava de "maneira diferente" com a situação, consoante tinha pela "tropa especial ou de quadrícula", conta Zé Grande.

Raposo Martins, que integrou em 1961 o Destacamento de Fuzileiros Especiais 1, passou pelos três teatros de operações - Angola, em 1961/3, várias comissões na Guiné, e Moçambique, em 1972/4.

Numa das comissões na Guiné, Raposo Martins esteve envolvido em múltiplas operações no Sul, zona de combates considerada "muito séria". "Estas eram áreas sob comando do Nino Vieira e de um nome mítico da guerrilha, o comandante Gazela, irmão de um dirigente do PAIGC, o Fidel Cabral de Almada."

Raposo Martins está no DFE 12 quando são atribuídas a esta unidade missões de tropa de quadrícula: patrulhas e vigilância das vias de comunicação. Está-se em 1971 e o fuzileiro especial constata que "há pessoal do PAIGC infiltrado nas milícias guineenses, na população de localidades como Teixeira Pinto", actual Canchungo.

É o momento de "crispação" entre o general Spínola e as forças especiais - Comandos e Fuzileiros - devido às missões de quadrícula que são forçadas a executar. No caso do DFE 12 este "fez operações de castigo em zona libertada", salienta Raposo Martins, por decisão do comando geral em Bissau.

Por esta época, a grande arma dos fuzileiros é a emboscada, "uma táctica que deu bons resultados, apanhámos muitos do PAIGC", sublinha Zé Grande. "Calculávamos os caminhos de penetração da guerrilha e um grupo ficava emboscado e outros dois em movimento; isto durante umas duas horas, depois mudávamos de posição." Uma operação podia durar até 36 horas.

"Tínhamos preparação para não ter medo do inimigo", nota Galante Guerra, "mas ficámos todos marcados. A guerra deixa sempre uma marca, invisível ou não".

DN

domingo, 4 de abril de 2010

Primeira pagina - 04 - 04 - 2010

EDP propõe autocarro e barco como alternativa ao comboio na Linha do Tua...


Projecto de mobilidade inviabiliza substituir a linha que vai ficar submersa pela barragem.

A EDP não apresentará qualquer proposta de alternativa ferroviária ao troço da linha do Tua que ficará inundado com a construção da barragem de Foz--Tua. As alternativas vão passar pelos transportes fluviais (para o turismo) e rodoviários (mobilidade quotidiana).

Em causa está o estudo de alternativas de transporte às populações servidas pela linha do Tua, imposto pela Declaração de Impacto Ambiental, emitida há quase um ano pelo Ministério do Ambiente que aprova a construção da barragem "fortemente condicionada" com a cota de nível de pleno armazenamento mais baixa (170 metros), das soluções alternativas em avaliação.

Com essa decisão, a linha do Tua será inundada em cerca de 16 quilómetros dos cerca de 54 da sua extensão, ficando submersos cinco apeadeiros e desactiva automaticamente os primeiros quatro quilómetros da ferrovia, entre o Tua e Tralhariz, para os trabalhos do projecto.

Uma das imposições é o estudo das alternativas de transporte, incluindo a alternativa ferroviária, que a EDP afastou de imediato pela relação custo/benefício. "No total, orçaria entre os 130 e os 140 milhões de euros, valor muito desproporcionado face aos benefícios expectáveis", lê-se no documento, em consulta até ao dia 19.

Para chegar a esses valores, o Gabinete de Estudos e Geotecnia teve em conta que "a extensão necessária da linha para vencer o desnível seria de cerca de oito quilómetros e que, mesmo essa solução, só seria possível à custa de um atravessamento para a margem direita do rio e um regresso à margem esquerda, por forma a findar o traçado na actual estação do Tua, o que teria impactos ao nível paisagístico e ambiental". Sendo assim, a EDP apresenta duas propostas paralelas, cada uma adaptada a cada segmento de procura, embora articuladas.

A solução turística combina a alternativa ferroviária entre Mirandela e Brunheda, com a alternativa fluvial entre Brunheda e a barragem e a alternativa rodoviária entre a barragem e o Tua.

Requalificação

O restabelecimento da ligação ferroviária entre Mirandela e Brunheda implica uma requalificação numa extensão de 33 quilómetros, que permitiria a extensão do serviço regular de passageiros e potencia a organização de serviços ocasionais turísticos, bem como recupera parte do património ferroviário da linha do Tua. No entanto, o investimento, estimado em cerca de 15 milhões de euros, não deve ser da responsabilidade nem encargo da EDP, mas da REFER. Ainda no segmento turístico, é proposta a alternativa rodoviária entre a barragem e o Tua, através de um minibus. Outra proposta passa pela transformação da linha entre a barragem e o Tua em via pedonal. Essa solução envolve um envelope financeiro, da responsabilidade da EDP, entre 3,5 e cinco milhões.

Na solução para a mobilidade quotidiana, a EDP propõe a combinação do serviço de transporte ferroviário entre Mirandela e Brunheda, com um serviço assente na rodovia e na utilização de autocarros entre Brunheda e o Tua. Esta hipótese teria um encargo para a EDP de 600 mil euros, mais os 15 milhões da requalificação da linha, da responsabilidade da REFER, da qual não foi possível obter qualquer reacção às propostas.

Uma das contrapartidas da EDP para os concelhos que vão ser abrangidos pela construção da barragem do Tua é a sua participação, através de um fundo financeiro, no nascimento de uma Agência Regional de Desenvolvimento.

JN

Gastou 225 mil euros em plásticas e não pagou a escola à filha...

Inglesa é obcecada pela beleza de Nefertiti e fez mais de meia centena de cirurgias para se tornar mais parecida com a rainha egípcia.

Uma adolescente que estudava numa das mais prestigiadas instituições para meninas no Reino Unido foi avisada pela direcção que ia ter de mudar de escola. O motivo? A mãe não tinha dinheiro para pagar as mensalidades do ano seguinte.

Chocada Rachel pediu explicações à mãe, mas a descoberta da verdade tornou toda a situação ainda mais dramática. Nileen Namita tinha gasto todas as economias da família em cirurgias plásticas, tudo para se tornar mais parecia com a rainha egípcia Nefertiti, um ícone de beleza para a inglesa.

Ao todo foram 53 intervenções cirúrgicas que a mulher de 53 anos realizou e pelas quais pagou cerca de 225 mil euros, avança o «Daily Mail».

Ao jornal britânico, Nileen, confessou que sempre foi vaidosa e que prefere pagar as plásticas às propinas da filha.«Para pagar a escola de Rachel, preciso de mil libras por mês, já para minhas cirurgias, gasto cinco mil num ano e, no seguinte, não gasto nada», disse orgulhosa da sua beleza.

TVi24

'Maddie' mexicana encontrada morta na cama...

'Maddie' mexicana encontrada morta na cama

Era na cama que estava Paulette, a menina de quatro anos com deficiência motora e problemas de fala cujo rosto estava espalhado, há uma semana, por cartazes na cidade do México.

Os pais comunicaram o desaparecimento a 22 de Março e pediram àqueles que a pudessem ter levado que a deixassem num sítio público. Mas Paulette nunca saíra de casa. Foi encontrada morta, asfixiada, num espaço entre o colchão e o estrado da cama. Os pais são suspeitos.

Nos últimos dias, o país tinha-se habituado a ver o rosto de Lisette Farah e Mauricio Gebara na televisão, preocupados com o desaparecimento da filha. O El País comparou esta história à da britânica Maddie, desaparecida no Algarve.

No México, as contradições entre os depoimentos dos pais e das amas chamou a atenção das autoridades. A mãe disse à polícia que tinha deitado a filha, como habitualmente, na noite de domingo. Na segunda-feira de manhã, quando uma das amas a foi acordar, a menina tinha desaparecido. Não havia vestígio de arrombamento e a polícia descartara a hipótese de se tratar de rapto, já que não havia sido pedido um resgate.

Os pais continuaram a viver na casa até 27 de Março, quando as autoridades fecharam a residência. Até então a investigação, que envolvia 150 pessoas, concentrava-se no exterior. A polícia estivera dentro da casa, num luxuoso bairro a oeste da capital, tendo tirado fotografias do quarto e usado até cães. As imagens mais antigas não revelam o alto no colchão, visível nas fotos de quarta-feira, quando o corpo foi encontrado. Na véspera, fora detectado o cheiro a putrefacção. Resta saber, por isso, em que local a menina foi morta e quem a colocou na cama.

Agora, a polícia vira a sua atenção para a mãe: "Uma advogada, inteligente, audaz, astuta, fria, que sempre se manteve muito distante na parte afectiva, sem apego familiar, que mentiu. São características que podem revelar um transtorno de personalidade", disse ao El Universal uma psicóloga.

DN

Grupo armado e com coletes à prova de bala ataca cafés. ..

Vizinho militar da GNR foi ameaçado com metralhadora durante roubo em Paredes.

Seis homens armados com caçadeiras e metralhadora e envergando coletes à prova de bala roubaram, ontem de madrugada, duas máquinas de tabaco em dois cafés de Paredes. Um militar da GNR, vizinho, tentou intervir, mas as armas apontadas, demoveram-no.

Uma testemunha ocular contou ao JN que, cerca da 1.45 horas, o grupo de assaltantes chegou ao café, snack bar e restaurante "Os Quatro", na Avenida José Ferreira da Cruz, no Lugar de Cavadas, Vilela, Paredes, em duas viaturas: um furgão e uma Renault Mégane. "Parecia um exército. Os homens estavam armados e três puseram-se a vigiar a rua, enquanto os outros rebentaram a porta do café e começaram a arrastar a máquina do tabaco. Tinham coletes à prova de bala e cada um trazia uma lanterna acesa na cabeça", relatou a testemunha, que só se apercebeu do que estava a acontecer quando os homens já arrastavam a máquina do tabaco para a rua.

O barulho que os assaltantes fizeram ao arrastar a máquina de tabaco chamou também, a atenção de um militar da GNR que mora nas imediações. O militar até chegou a ir à varanda de sua casa espreitar, mas foi visto por um dos assaltantes que lhe apontou uma metralhadora, obrigando-o a recolher ao interior da residência.

Carregada a máquina do tabaco numa das viaturas, o grupo dirigiu-se então a um outro café, a cerca de três quilómetros daquele local. Um morador que se apercebeu da chegada do grupo contou ao JN que o assalto ao café snack bar Mira Vilela, na Rua Mira-Vilela, ocorreu por volta das 2.05 horas.

"Vi chegar os indivíduos, mas fechei-me dentro de casa", contou o morador assustado. Neste assalto, os desconhecidos estroncaram a porta e à semelhança do que haviam feito antes também arrastaram a máquina de tabaco, carregando-a para a furgão.

As autoridades policiais já têm referenciado o grupo, considerado muito perigoso, desde logo pelo armamento que faz questão de exibir. Ainda há uma semana, o mesmo grupo terá assaltado um café, no Lugar do Carvalheiro, Galegos, Penafiel, de onde furtaram a máquina do tabaco.

A Polícia imputa a este grupo a autoria de vários assaltos na região do Vale do Sousa, em particular nos concelhos de Paredes e Penafiel. No caso dos dois cafés assaltados durante a madrugada de ontem as máquinas tinham sido carregadas dias antes, pelo que o prejuízo foi ainda maior.

JN

Mais praias a nu para defender "a liberdade" ...

Mais praias a nu para defender "a liberdade"

Naturistas aplaudem lei para mais praias de nudismo que vai a votação.

Mais liberdade para os naturistas e um grande passo para o investimento. É desta forma que a Associação Naturista de Portugal (ANP) e o Clube Naturista do Algarve (CNA) vê a lei que na próxima semana deverá ser viabilizada no Parlamento. O partido Os Verdes propôs o alargamento a mais praias para o nudismo (actualmente são seis - ver infografia) e a diminuição da distância em relação aos aglomerados urbanos. O Partido Comunista e o Bloco de Esquerda vão votar a favor e o Partido Socialista ou seguirá esta tendência de voto ou irá abster-se.

"Uma das vantagens que a lei poderá trazer é o melhoramento nas condições das praias para os naturistas. Não temos nadadores- -salvadores, nem casas de banho, por exemplo", explicou ao DN Emília Paiva do CNA, que lutou para formular a lei que na quarta- -feira será discutida no Parlamento, sendo votada no dia seguinte.

Na proposta de lei está presente a diminuição da distância de 1500 metros para 500 dos aglomerados urbanos. "Achámos que era o razoável dentro das possibilidades da costa portuguesa", justificou. O ideal para Emília Paiva seria Portugal ter uma lei aberta como acontece em Espanha e noutros países da Europa, mas "temos de seguir o ritmo da mentalidade do português."

A abertura da mentalidade é também um dos objectivos e esperança para os naturistas, mas Emília Paiva admite que "ainda há um longo caminho a percorrer". "As pessoas têm de entender que não é necessário andarem escondidos. Conheço famosos que são naturistas. Vão para o estrangeiro e mostram o que são, mas não o admitem em Portugal. Há que perder a vergonha", acrescentou.

Outros dos pontos que destacou foi a possibilidade de esta lei chamar mais investimentos. "É um nicho de mercado que está por explorar. Eu já contactei várias autarquias e ficaram pasmados. Tive de lhes explicar o que era o naturismo", recordou.

Paula Dias, da ANP, reforça esta ideia: "Recebi um e-mail de um possível investidor a tentar perceber as condições que havia para apostar na área dos naturistas. Esta lei pode ajudar a aumentar o interesse." Apesar de confirmar que o número de associados tem diminuído, justificou com a necessidade de cortar despesas dada a actual crise. "Mas há cada vez mais naturistas e nota-se muito a diferença entre os jovens", referiu.

E afinal quais são as vantagens de ser naturista? "Sentir-se mais livre. Não há julgamento do físico. Não há riquezas, somos todos iguais", respondeu.

DN

Pneu de avião explode na aterragem...

Segundo incidente registado esta semana em aviões da companhia australiana Qantas.



As autoridades australianas abriram um inquérito para apurar as causas da explosão do pneu de um avião A380, da companhia aérea Qantas, na quarta-feira.

O incidente ocorreu durante a aterragem no aeroporto Kingsford Smith, em Sydney, na Austrália, e foi captado por um passageiro, informa a BBC.

O voo tinha partido de Singapura com 244 passageiros a bordo. De acordo com a Qantas, ninguém esteve em perigo, apesar do fogo.

No desembarque, os passageiros elogiaram o piloto e afirmaram que, apesar do susto, a maioria conseguiu manter a calma.

A Qantas tem seis aviões A380 na sua frota e afirma nunca ter registado um caso como este.

Este foi o segundo incidente esta semana com aviões da Qantas. Os engenheiros da companhia exigem aumentos salariais e ameaçam entrar em greve.

TVi24

James Cameron defende tribos da Amazónia...

James Cameron defende tribos da Amazónia

Realizador vai escrever a Lula da Silva, para solicitar a suspensão do projecto de construção de uma central hidroeléctrica.

James Cameron vai enviar uma carta formal ao Presidente brasileiro, Lula da Silva, a solicitar a suspensão imediata do projecto de construção de uma central hidroeléctrica em Monte Belo.

O site da Globo diz que o realizador está preocupado com o impacto ambiental da construção da infra-estrutura na Amazónia.

Cameron deslocou-se ao Brasil para participar no Fórum Internacional de sustentabilidade, em Manaus, e aproveitou para reunir-se com representantes do povo de Xingu.

A luta dos habitantes da Amazónia contra a construção da central foi comparada à do povo Na`vi, retratado no filme Avatar. James Cameron considera que ambos sofrem "ameaças e injustiças" e considerou a hipótese de ainda vir a filmar Avatar 2 na Amazónia.

Presentes na conferência, Eduardo Braga, governador, e o Secretário de Estasdo da Cultura, Robério Braga, tentaram convencer o o realizar a rodar parte do filme naquela região. Para isso, uma Carta de Apoio à Produção Audiovisual na Amazónia foi entregue a James Cameron, além de uma lista com as zonas que poderiam servir de ao filme.

Foi ainda entregue um dossier documental com a história do Amazónia Film Festival, realizado há seis anos pelo Governo regional, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura.

Cameron tomou conhecimento da zona em produções audiovisuais e através do contacto com muitos dos realizadores internacionais que por ali passaram, como Sir Alan Parker, Claude Lelouch, Norman Jewison, Irvin Kershner, Paul Redman, John Boorman, John Mc Tiernan, Roman Polanski, Hugh Hudson e Matt Dillon.

A propósito desses testemunhos e da sua vivência, defendeu a necessidade de haver uma convivência mais harmoniosa entre a natureza e a indústria do cinema nos próximos anos. "Acho que os filmes podem ser feitos de maneira mais verde".

Avatar pode ser entendido como uma metáfora para chamar a atenção da sociedade para os problemas de equilíbrio ambiental no planeta. Tanto que Cameron fez questão de realçar que não é necessário "filmar em lugares onde possamos causar danos".

DN

Casal simula sexo só para chatear os vizinhos...

Suecos foram multados, mas só um bocadinho.


Hormona do amor

Eles tinham problemas com os vizinhos, que estavam sempre a queixar-se do barulho das suas festas. Eles queriam continuar a dar festas em casa e quiseram provocar os vizinhos. Como? Fingindo sexo.

Segundo a imprensa local, um casal sueco simulou um acto sexual em pleno quintal de casa só para chatear os vizinhos. Ninguém os conseguia ver, mas os pombinhos gritaram e gemeram muito alto, sempre a fingir.

Os vizinhos queixaram-se e o tribunal de Estocolmo lá teve de chamar o casal, que se defendeu, alegando que cada um faz o que quer em casa.

O juiz concordou e deixou-os ir embora apenas com uma multa simbólica.

TVi24

No coração do Dão...

O jardim labiríntico que conduz à adega é uma das jóias da Casa dos Condes de Santar. Pelo caminho, o visitante descobre outros tesouros seculares: o corredor das camélias que agora despontam, um lago de balaustradas do século XVIII ou a Fontes dos Cavalos, datada de 1790, onde outrora os animais iam matar a sede.

Hoje é o Mondego que guarda – e alegra – a casa. O cão Serra da Estrela, de dois anos, é o encanto de pequenos e graúdos e acompanha toda a visita. Primeiro, a cozinha velha, onde uma fonte abençoada por S. António, talhada em granito da época, deixa correr água natural. Diz-se que quem dela beber, terá bom casamento.

Consagrada a S. Francisco de Assis, a capela do século XVII é agora apenas utilizada para eventos restitos à família. Do lado direito do altar, vislumbra-se uma espécie de postigo. Era do lado de lá que os criados da casa assistiam às cerimónias religiosas.
Numa outra divisão, o visitante pode apreciar uma pequena colecção de quatro coches e uma liteira – relíquia do século XVII – que foram preservadas ao longo das gerações.

O “néctar dos deuses”
A produção vitivinícola sempre marcou o estilo de vida das populações da vila. É, aliás, na adega que termina a visita. Actualmente, a Casa de Santar tem 103 hectares de vinha plantada e mantém a preocupação de seleccionar as melhores castas e clones, sempre com o objectivo de produzir vinhos de qualidade excepcional. No horizonte que rodeia o solar do século XVII e XVIII, o visitante perde o olhar entre as afamadas vinhas da propriedade. Antes de partir, é tempo de provar o vinho que nasce do labor das gentes da terra e de visitar a loja gourmet, com produtos oriundos da região. É quanto basta para sentir o orgulho de pertencer a uma das belas vilas de Portugal.

As Beiras