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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

domingo, 13 de setembro de 2009

«Governo deu orientações» que a CGD votasse contra o negócio, garante Belmiro de Azevedo que considera que o primeiro-ministro «portou-se muito mal» .

Belmiro


Numa entrevista que pretendia assinalar os 50 anos da Sonae, Belmiro de Azevedo passou em revista os piores e os melhores momentos do maior grupo privado português, sem esquecer o falhanço da OPA sobre a Portugal Telecom.


O empresário nascido no Marco de Canavezes faz as contas às últimas décadas e considera que os governos do PSD tomaram mais decisões que prejudicaram a Sonae do que os executivos socialistas, mas foi o Governo de Sócrates o responsável pela decisão mais grave e inesperada.


Revelando que o «Governo deu instruções» para que a Caixa Geral de Depósitos votasse contra a OPA da Sonae sobre a PT, Belmiro de Azevedo considera que José Sócrates «portou-se mal», até porque o Estado, como detentor de uma golden share, nunca deu indicações de se opor ao negócio.


Desde aí, «nunca mais falou» com o primeiro-ministro: «Não tenho interesse e sou correspondido».


O empresário deixou o Governo com as orelhas a arder no programa «Diga Lá Excelência», em parceria com o «Público» e a «Rádio Renascença», sublinhando que este Executivo «não ouve ninguém. É o pensamento único».


Sobre a crise e as empresas em dificuldades, Belmiro espelha o pragmatismo que lhe é conhecido: «Uma empresa que não tem futuro deve fechar e não ser ajudada. Deve ser amputada».


Certo que os capitalistas «saem mais fortes das crises», Belmiro de Azevedo diz que o «Estado tem de sair da economia». «Este governo, assim como o anterior, não têm competências para fazer melhor do que a iniciativa privada.
O Estado, que é regulador e legislador, deve é ser expecional nessa função».

Manuela Ferreira Leite vs Jose Socrates...


Sócrates citou Abel Salazar, apresentou documentos e disse que «o novo Governo vai ter novos ministros». Ferreira Leite falou de credibilidade e deixou duas frases forte: «Não estou aqui para defender os interesses espanhóis, mas os interesses portugueses» e «parece aquele que mata o pai e a mãe para dizer que é órfão». O debate entre os dois principais candidatos às Legislativas foi vivo, esclarecedor e deixou um rastilho que tem de ser consumido nas próximas duas semanas até à votação de 27 de Setembro.


Ferreira Leite assegura: «Não quero privatizar saúde e educação»


«O que fala por um político é o trabalho feito e os últimos quatro anos falam por mim», começou por dizer o primeiro-ministro, lembrando que foi chamado a governar «numa altura difícil», tendo respondendo, em 2005 «a uma grave crise financeira», à qual respondeu colocando «as contas em ordem.»


TGV: PSD recusa-se a «defender interesses de Espanha»


Preparado para defender aquilo que fez e o seu programa, começou por marcar o debate, atalhando caminho para a questão da qualidade da democracia. Passou a enumerar medidas como «a limitação dos mandatos», «a lei da paridade», «a reforma do Parlamento, que deu mais poderes às oposições e obrigou o Governo a ir mais vezes ao Parlamento». «É por isso que acho despropositada a acusação de asfixia democrática», referiu, falando então nas críticas e depois no exemplo da Madeira.


Ferreira Leite respondeu, falando da sua imagem de credibilidade e lembrando o percurso de estudante, académica, professora, conferencista e política para justificar a inclusão de António Preto e Lopes da Costa nas listas do PSD a Lisboa. «Disse desde sempre que nunca traria para a política questões do âmbito da justiça», rematou.


A asfixia democrática estava em cima da mesa e a líder social-democrata disse olhos-nos-olhos que existe um «ambiente na sociedade portuguesa, em que a democracia e a liberdade em muitos casos têm sido afectados». Sócrates considera que este comportamento «não valoriza a democracia». No final do tema, disseram ambos que serão deputados se perderem.


TGV, Espanha e Scut


O candidato socialista recordou a social-democrata que «não é a dona da verdade» e citou Abel Salazar: «A virtude do sabedor é a um humildade e não a arrogância». Mas também «um grande general, que uma vez disse: Nunca vi um pessimista ganhar uma batalha.»


E, logo a seguir, entram os temas económicos, as políticas fiscais e o TGV. Ferreira Leite anuncia: «Garanto-lhe que vou suspender essa medida.» Sócrates lembra que em 2003, quanto estava no Governo, o PSD fez um acordo com Espanha para quatro linhas. Ferreira Leite responde: «A situação do país não era a de hoje.»


E surge uma reacção forte da líder social-democrata: «Hei-de conseguir resolver esse assunto com Espanha, sou uma pessoa responsável. O motivo de Espanha é que precisa que o comboio passe a fronteira para ter categoria transfronteiriça e ter mais apoios comunitários. Portugal não é uma província de Espanha. Não gosto dos espanhóis metidos na política portuguesa».


Sócrates discordou, pois considera que Portugal «vai ficar fora da rede de desenvolvimento». Aliás, ao nível das grandes obras, o primeiro-ministro confrontou a sua opositora com a questão das portagens nas Scut, frisando a ideia de que não constam no programa do PSD. Ferreira Leite explica que «os encargos que neste momento estão envolvidos nos pagamentos para além de 2030 tornam praticamente ridículos os pagamentos.» O primeiro-ministro aproveitava e lançava o ataque: «É medo de perder votos, porque durante quatro anos criticou e agora há um apagão. É oportunismo político».

sábado, 12 de setembro de 2009

Família e amigos acompanham cinzas do actor até à última morada...

Lágrimas e emoção é desta forma que fia marcada a inumação das cinzas de Raúl Solnado.


Familiares e amigos quiseram prestar homenagem a um actor que deixa um legado invejável.


O irmão de Raúl Solnado carregou as cinzas do actor. A cerimónia contou ainda com a presença de vários colegas que o acompanharam até à morada final.


A actriz Ângela Pinto lembra que «trabalhar com o actor não foi apenas um privilégio, foi sobretudo uma lição de vida».


De destacar que o Teatro Capitólio no Parque Mayer, vai possuir agora o nome do actor, prestando mais uma homenagem à sua dedicação à cultura portuguesa.

Assistência ao evento é a maior desta temporada...


A organização aponta que cerca de 200 mil espectadores tenham assistido à prova de qualificação da Red Bull Air Race, nas margens do Rio Douro, batendo o recorde de público desta temporada, num dia de qualificação.


«São números muito positivos e que nos deixam absolutamente satisfeitos, até porque bateram o recorde de toda a temporada de 2009 num dia de qualificação», explicou Gonçalo Bettencourt, responsável pelo gabinete de comunicação da prova.


Apesar das condições climatéricas não terem sido as mais favoráveis nos últimos dois dias, motivo pelo qual a organização teve de suspender a sessão dos treinos livres e ter mudado o «quartel general» do aeroporto instalado no parque da cidade do Porto para o aeródromo da Maia, o céu ficou hoje suficientemente limpo para os aviões realizaram os primeiros voos.


As previsões meteorológicas indicam que o tempo vai voltar a ajudar: «As previsões climatéricas são favoráveis, pelo que esperamos, tal como nos anos anteriores, uma enorme multidão a assistir à corrida¿, afirmou Gonçalo Bettencourt.


A zona do cais de Gaia foi a mais preenchida no dia de qualificações, mas por todo o lado havia pessoas à espera de ver os aviões passarem.


As estradas cortadas intensificaram o trânsito nas «baixas» do Porto e Gaia estando, para amanhã, prevista uma enchente que lotará estas artérias das duas cidades.

O incêndio deflagrou dentro da própria casa...


Na localidade de Armamar, um homem de vinte e seis anos morreu carbonizado num incêndio que deflagrou na sua própria casa.


A população está desolada com o acontecimento, até porque o jovem fazia parte da corporação dos bombeiros voluntários.


As causas do acidente ainda são desconhecidas, tendo o caso sido entregue à PJ.



Presidente venezuelano «não quer atacar ninguém» mas «defender-se»...


O presidente venezuelano anunciou esta sexta-feira a compra de mísseis à Rússia com alcance máximo de 300 quilómetros, de acordo com a «Europa Press».


Chávez anunciou a aquisição, logo após ter aterrado em Caracas, proveniente de Espanha, acrescentando que não se destina a «atacar ninguém», mas a defender o seu país da possíveis ameaças.


«Vamos defender o país de qualquer ameaça, venha de onde vier», declarou Chávez, num momento em que as relações com a vizinha Colômbia não são as melhores.


O presidente venezuelano critica Bogotá pelo aumento da presença militar norte-americana naquele país, com a cedência de sete novas bases militares, a pretexto da luta contra o terrorismo.


Chávez mostra-se muito satisfeito com o périplo internacional que o levou a países como Irão, Rússia e Espanha, tendo sido recebido com o rei Juan Carlos e com o primeiro-ministro, Rodríguez Zapatero.


«Tudo correu de forma excelente», referiu, classificando a viagem como «uma das melhores que fizemos pelo mundo, nestes dez anos».

Violava jovens e obrigava namorados a assistir...


Um homem, de 33 anos, foi detido, pela PJ de Setúbal, suspeito de ser o autor de duas violações e uma tentativa de violação, no Barreiro e na Baixa da Banheira.


O seu alvo eram adolescentes, entre os 15 e os 16 anos e a sua era marcada pelo sadismo, uma vez que obrigava os namorados das vítimas, também com as mesmas idades, a assistir à violação. As violações, segundo as queixosas, foram praticadas sem recurso a preservativo.


O primeiro caso ocorreu no passado dia 3, quinta-feira, e os restantes no domingo e na segunda-feira, dias 6 e 7. Porém, a PJ prossegue as suas investigações, uma vez que há suspeitas de que ele possa ter cometido mais crimes.


Os ataques ocorreram entre a meia-noite e as duas horas da madrugada, nas zonas ribeirinhas do Barreiro e da Baixa da banheira.


O indivíduo vigiava as vítimas e escolhia-as pela sua fragilidade. O facto de estarem acompanhadas pelos namorados não o inibia da prática do crime, uma vez que ambos eram também escolhidos tendo em conta o perfil da fragilidade.


Por outro lado, o suspeito andava armado com uma faca e as violações eram praticadas sob ameaça da arma, que se estendia também ao namorado da vítima, que era obrigado a permanecer até a violação ser consumada.


A Polícia Judiciária acredita que o suspeito era dominado por ideia sádica, condição que poderá vir a ser avaliada.


Uma das violações não foi concretizada porque, entretanto, surgiu na zona um grupo de homens que, perante os gritos da vítima, acabaram por intervir, o que o pôs em fuga.


O indivíduo já tem cadastro por furto, praticado no Barreiro, onde residia.


Veja a nota do último colocado em cada curso e confira se entrou na universidade...

Queima das Fitas


Veja aqui link externo os resultados da primeira fase de colocações no Ensino Superior. Recorde-se que a nota apresentada é a respeitante ao último aluno que foi colocado em cada par curso/estabelecimento de ensino. Ou seja, uma média superior à apresentada na tabela significa o acesso ao curso, a não ser, que tenha havido algum erro de preenchimento ou de colocação.


Para confirmar se entrou ou não no ensino superior e no estabelecimento e curso pretendidos pode clicar aqui link externo e introduzir os seu dados pessoais.


86 por cento dos candidatos foram colocados


2009 foi o ano em que houve mais candidatos colocadas na primeira fase, embora tenha havido menos candidaturas do que em 2008. Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, dos 52 539 estudantes candidatos, 45 277 alunos (86 por cento), já têm lugar garantido.


85 por cento (38 453 estudantes) foram colocados numa das suas três primeiras opções. 54 por cento na primeira opção, 19 por cento na segunda e 12 por cento na terceira.


Para a primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior foram abertas 51 352 vagas, tendo sido utilizadas 45 250 iniciais, mais 27 adicionais para resolver situações de empate.


Para os 7262 alunos que não conseguiram entrar, resta a possibilidade de concorrerem à segunda fase. Há ainda 6102 vagas.


Notas de entrada em Medicina baixaram


Veja os cursos com notas mais altas link externo e os que têm as médias mais baixas. Os cursos sem colocados e as vagas para a segunda fase.

Paulo Portas vs Francisco Louçã


Num encontro aceso e de divisões vincadas, Judite de Sousa teve de questionar Paulo Portas e Francisco Louçã se queriam que ela pagasse uma multa pela falta de cumprimento de regras para terminar o debate. Ao longo de 50 minutos, os líderes do CDS e do BE exibiram divisões sobre os problemas que consideram prioritários, desde a economia link externo, aos temas da imigração e da segurança.


Veja aqui o debate na íntegra link externo


Numa disputa de «sensibilidades» em relação aos problemas sociais, Louçã censurou o partido de Portas por propostas que considera lesivas dos mais pobres. «Olho para o site do seu partido e vejo lá um texto que me espanta, que é um texto a defender o fim do salário mínimo nacional», apontou.


O democrata-cristão amparou o golpe, dizendo que se trata de uma visão particular de um elemento da JP e que «não é a posição de nenhum dirigente nacional do CDS», argumentando que por haver elementos ligados ao BE associados à actos de vandalismo em plantações de transgénicos isso não significa que essa seja a política oficial do BE.


Citação de Salazar


O tema das nacionalizações defendidas por Louçã e do Rendimento Social de Inserção que Portas quer limitar serviu de mote para acentuar as diferenças. «Ouvi dirigentes do CDS, e agora não me dirão que é um mero dirigentes da JP que desapareceu em combate, a falar da ideia de que o Rendimento Social de Inserção (RSI) era um subsídio à preguiça. Fiquei muito chocado com isso», disse o bloquista, associando esta visão à de Salazar, que citou: «O subsídio de desemprego é um subsídio à pobreza».



Paulo Portas respondeu: «A minha aposta é em quem trabalha (...) e ao lado vê gente a mais que não quer trabalhar e quer viver à custa do contribuinte». O líder do CDS reivindicou uma série de decisões em matérias de apoio social que foram tomadas quando o CDS esteve no poder. «Uma coisa é falar outra coisa é fazer», largou, dizendo, em relação ao RSI, que o que não aceita é que se transforme «uma ajuda transitória num modo de vida».


A imigração voltou a acentuar antagonismos, entre um Louçã que realçou o «contributo extraordinário» dos imigrantes em Portugal e um Portas que alertou para a falta de condições de acolhimento. «Queremos que os que cá vêm sejam tratados como gostávamos que os portugueses tivessem sido tratados», anotou o líder do BE, recusando ter chamado xenófobo a Portas: «Acusei políticas concretas de xenofobia, não falei do CDS como xenófobo».


Mas Portas considerou que até estas críticas eram injustas: «A política de imigração do CDS não tem nada de xenófoba. É a política aprovada em Setembro de 2008 pelo Conselho Europeu. E o que diz o Conselho Europeu? Que a imigração deve ser regulada», sintetizou o centrista, argumentado que «uma sociedade deve acolher aqueles imigrantes que pode integrar».


Polícias bastam, polícias não chegam


A segurança encerrou o debate, mas não as diferenças. Aqui, Louçã defendeu que o problema não está na falta de agentes, mas no elevado número deles longe das ruas, entregues a trabalhos burocráticos. As prioridades para o BE, nesta matéria, passam pela especialização das polícias em tipos de criminalidade emergente, na política proximidade e na cultura de direitos e de deveres.


Pelo contrário, Portas disse que há um problema de efectivos. «Esse argumento que usou de que uns estão a fazer tarefas burocráticas e outros tarefas operacionais foi o argumento que José Sócrates usou para se enganar, prometendo que ia tirar os que estava a fazer tarefas burocráticas e pô-los em operacionais, esquecendo que muitos que estão a fazer tarefas burocráticas são já policias mais idosos», respondeu assim a Louçã. «Não é possível tratar criminalidade mais grave com leis brandas».

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ministro que faltam «algumas portarias» e tratar de «isenção de todas as situações em que não há alternativas»...


O ministro das Obras Públicas reafirmou esta sexta-feira a intenção do Governo de introduzir portagens em três das sete vias sem custo para o utilizador (A28, A29 e A17), adiantando que o processo só estará em condições de ficar fechado depois das eleições.


Porto e Lisboa ligados por duas auto-estradas


Durante uma visita ao último lanço da concessão rodoviária Costa de Prata, na A29, entre Estarreja e Angeja, que abriu ao tráfego à meia-noite, Mário Lino revelou que falta fazer «algumas portarias» e tratar de questões como «a isenção de todas as situações em que não há alternativas e aquilo que tem a ver com o transporte local».


«Penso que logo após a tomada de posse do novo Governo este processo [da introdução de portagens nestas três vias] está em condições de ser rapidamente fechado», adiantou o ministro, sem querer avançar com uma data precisa.


O presidente da Câmara de Estarreja, José Eduardo Matos, (PSD/CDS-PP) voltou a manifestar-se contra a cobrança de portagens na via que liga Estarreja a Angeja (A29), considerando tratar-se de uma questão de «bom senso e qualidade de vida».


«O pressuposto da criação da A29 foi ser uma alternativa à Estrada Nacional 109 e só há uma alternativa se não for portajada», defendeu o autarca.

Presidente da República visitou área devastada pelos incêndios...


Cavaco Silva decidiu fazer uma visita surpresa ao concelho do Sabugal, esta sexta-geira, para observar os cerca de 12 mil hectares de área ardida num incêndio que durou quatro dias.


O Presidente da República verificou a área ardida e as plantações perdidas, reunindo com associações de produtores locais e também com a autarquia. Mostrou-se solidário e manifestou apreço aos bombeiros, para além de deixar um apelo: «A resposta célere que foi dada pela Câmara Municipal, pelas autoridades regionais, na tentativa de apoiar as populações, permite manter o ânimo e levá-las a pensar no futuro para que não tenham a tentação de abandonar o Sabugal».


O momento foi aproveitado pelos jornalistas para solicitar ao chefe da Nação que perspectivasse as eleições Legislativas em jeito de mensagem aos partidos: «Que haja elevação nos debates, que haja serenidade, e que a campanha eleitoral corra bem até ao dia 27. Não posso dizer absolutamente mais nada», esclareceu.


Em relação à postura a assumir pelos partidos durante a campanha, o Chefe de Estado disse acreditar «que informem os cidadãos».


«Não gastem muito dinheiro, porque o tempo é difícil, nesta campanha», disse ainda Cavaco Silva.

Sílvio Berlusconi admite processar a prostituta que o envolveu num escândalo sexual...


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou esta quinta-feira, em resposta às críticas da oposição, que acredita ser o melhor líder da História de Itália, acrescentando que nunca pensou em renunciar ao cargo, apesar dos escândalos na sua vida pessoal, noticia a «Reuters».


«Sinceramente acredito que sou de longe o melhor primeiro-ministro que a Itália teve na sua história de 150 anos (desde a unificação em 1861)», afirmou Berlusconi na Sardenha, numa conferência de imprensa, ao lado do primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.


O magnate dos media, de 72 anos, também atacou o jornal espanhol «El País» pelas notícias sobre o escândalo sexual, negando que alguma vez tivesse pago para manter relações sexuais e admitindo que a prostituta que gravou um encontro íntimo com o PM poderia ser condenada numa pena até 18 anos de prisão.


Pela primeira vez, Berlusconi ameaçou processar a prostituta Patrizia DAddario que, segundo o governante, praticou quatro crimes, arriscando no total até 18 anos de prisão.


Em resposta a um jornalista do «El País», Berlusconi classificou como «caluniosas» as reportagens sobre os supostos benefícios concedidos a uma rede de prostituição e garantiu ser «vítima» de Patrizia.


Berlusconi, cuja mulher pediu o divórcio, admite ter dormido com DAddario, mas garante não lhe ter pago, nem sequer saber que aquela era prostituta.


«Nunca na minha vida, nem mesmo uma vez, eu tive de pagar por um encontro sexual», afirmou. «E digo-te porquê: para alguém que ama conquistar, a maior alegria é a conquista. Ora, eu pergunto, se eu pagar, que alegria pode haver?».

O actual presidente dos EUA ainda não conseguiu travar as guerras que se seguiram ao atentado...


Era um dia como outro qualquer e o senador do Estado de Illinois, Barack Obama, estava dentro do carro, a ouvir rádio, dirigindo-se para uma audiência legislativa em Chicago, recorda a AFP.


Até que, às 8h46, tudo mudou. Obama ouviu a notícia que um avião tinha embatido contra uma das torres do World Trade Center. O senador, então com 40 anos, foi então para o seu escritório de advogado e passou a tarde a olhar para a televisão.


Novo documentário com telefonemas das vítimas


Depois do voo 11 da American Airlines ter atingido a torre norte, foi a vez do voo 175 da United Airlines, às 9h03 locais, atingir a torre sul. Às 9h37, o voo 77 da American Airlines colidiu com o Pentágono e, às 10h29, o voo 93 da United Airlines despenhou-se na Pensilvânia. Acredita-se que estaria destinado ao Capitólio ou à Casa Branca, outros símbolos do poder norte-americano.


Seguiu-se o choque em Nova Iorque, nos EUA e no mundo, que mudou depois do dia 11 de Setembro de 2001. Uns dias depois, Barack Obama emitiu um comunicado com sugestões para o que a América devia fazer na sequência dos atentados.


Os vídeos dos ataques


O senador escreveu que era necessário melhorar a segurança, desmantelar as «organizações de destruição» e «compreender as fontes de tal maldade».


No entanto, as palavras de Obama nunca chegaram sequer às páginas dos jornais de Chicago. Em vez disso, os americanos estavam concentrados na determinação do presidente George W. Bush, que prometia guerra aberta aos terroristas.


«O dia que começou como qualquer outro e acabou como nunca»


Afeganistão e Iraque não foram suficientes para vingar as 3234 vítimas do 11 de Setembro e capturar Bin Laden, o responsável pelos ataques, mas para terminar com a vida de Saddam Hussein e também de milhares de soldados e civis.


Oito anos depois, os norte-americanos já não aplaudem os desígnios de Bush e idolatram Barack Obama, que, no entanto, não consegue esclarecer a sua posição em relação ao terrorismo.


O presidente tornou o 11 de Setembro no «Dia Naçional do Serviço e Memória», pelo que milhões de norte-americanos farão, esta sexta-feira, várias boas acções, incluindo dar comida e roupa aos pobres, ajudar crianças desfavorecidas e tratar de idodos. Mas os conflitos no Afeganistão e no Iraque ainda não estão resolvidos.

Gravações inéditas de telefonemas feitos por quem estava encurralado nas torres do World Trade Center...


Há oito anos aconteceu a tragédia. A 11 de Setembro de 2001 as Torres Gémeas de Nova Iorque foram atacadas. Hoje em dia, ninguém se esquece daqueles momentos e fica muito pouco por revelar.


Numa altura em que parece que já nada se pode mostrar ou dizer de novo sobre a tragédia, um documentário britânico apresenta gravações inéditas de telefonemas feitos por quem estava encurralado nas torres do World Trade Center. São «últimas palavras» para a posteridade que o tempo dificilmente apagará.


O documentário «Os telefonemas do horror» será exibido em exlusivo para Portugal no «Observatório do Mundo» em duas partes, na TVI24, nas noites desta quinta e sexta-feira, pelas 23h. Terá repetição no sábado, às 06:00 e domingo, às 09:00.


É um documento único realizado por James Kent, documentarista de reconhecido valor e vencedor de um BAFTA e de um EMMY.

Congregações religiosas compraram papel comercial da «SLN Valor»...


Várias instituições ligadas à Igreja correm o risco de perder milhões de euros. São congregações religiosas que compraram papel comercial da «SLN Valor» e agora estão com dificuldades em reaver o dinheiro emprestado, apurou a TVI.


Em causa, estão nove milhões de euros. O dinheiro foi movimentado aos balcões do BPN, antes do banco ter sido nacionalizado.


Veja aqui a reportagem link externo



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Telescópio Hubble mostra novas imagens com precisão fora do vulgar...


O telescópio Hubble tirou novas fotografias impressionantes do Espaço. As imagens, agora reveladas, são de uma precisão fora do vulgar.


São 10 fotos do Espaço dominadas pela luz e cor. Imagens com grande nitidez, galáxias longínquas a colidir e estrelas já mortas fazem parte do portfólio agora revelado pela NASA


No rol de fotos encontra-se a famosa borboleta celestial que resulta do cruzamento entre uma nuvem de poeira estrelar e gás.


O fornecedor destas imagens inéditas é o telescópio Hubble prestes a completar duas décadas de existência na órbita espacial. Depois de uma reparação de 700 mil euros, o Hubble permanecerá em funcionamento até 2014. O objectivo é revelar alguns dos mistérios insondáveis do universo.

Manuela Ferreira Leite vs Paulo Portas


As duas semanas das eleições, Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas, assumiram no debate desta quinta-feira uma postura comum. Os líderes do PSD e do CDS fizeram questão de frisar que não precisam um do outro.


Portas foi o primeiro a demarcar o distanciamento: O CDS é um partido autónomo, não é supletivo, nem uma filial de outro partido». «O meu adversário é Sócrates, os outros partidos são concorrentes», disse, ressalvando que tem «ideias próprias».


Veja o debate link externo


«O nosso objectivo é que o próximo primeiro-ministro não seja José Sócrates», disse, Ferreira Leite, frisando mesmo que «o PSD não precisa dos votos do PP para bater o PS». Mas não deixou de apelar ao voto útil, dizendo que «o próximo primeiro-ministro só não será Sócrates se o PSD tiver mais votos do que o PS».


Impostos e apoios sociais afastam CDS e PSD


Portas avisou Ferreira Leite que «não ganha sozinha», pedindo-lhe que não «asfixie» o eleitorado do CDS, ao apelar que vote no PSD para que Sócrates não ganhe.


«É evidente que entre PSD e CDS existem semelhanças importantes no que respeita aos valores e aos princípios, mas temos divergências na forma de encarar alguns aspectos», disse Ferreira Leite.


Mas sobre uma coligação com o PSD, Portas repete: «Prudência, cautela e caldos de galinha». Já Manuela Ferreira Leite diz apenas: «Não falo sobre cenários».


«Centrão» entra no debate


Portas diz que «o CDS é claro naquilo que o PSD é vago. É diferente naquilo que o PSD é parecido com o PS. Estão juntos na Galp, na Caixa Geral de Depósitos, nas empresas públicas», numa referência ao «centrão».


«Ao referir-se ao centrão como o faz, dá-me ideia que ao Dr. Paulo Portas é indiferente quer ganhe o PS ou PSD», respondeu Ferreira Leite.


Mas ambos os líderes rejeitam liminarmente a possibilidade de uma coligação com o PS.


«Sócrates tenta controlar a comunicação social»


Paulo Portas afirmou que «já disse muitas vezes que Sócrates tenta controlar a comunicação social, amedrontar, condicionar quem é discordante e tem uma obsessão pela maioria absoluta que torna num poder absoluto».


«Eu estou de acordo com Paulo Portas, excepto numa coisa. Tiraria a palavra tenta», disse Ferreira Leite.


Mas os candidatos já não estiveram de acordo quando a «asfixia democrática» se aplicava à Madeira. «O doutor Alberto João Jardim foi eleito anos seguidos pelo povo da Madeira, por voto secreto e com maiorias cada vez maiores», disse Ferreira Leite, afirmando que não acredita que pudesse acontecer o mesmo com José Sócrates no continente.


Para Paulo Portas, «o regime de Jardim é caciquista». «Se fosse na Madeira, não estaríamos a ter este debate», disse o líder do CDS, recordando que Jardim não vai ao Parlamento madeirense debater com os deputados.


Ferreira Leite recordou a Portas o impasse inicial e a reticência de Sócrates em concordar com debates abertos a todos os candidatos e afirmou: «Está aqui a debater comigo porque eu impus».


Quando questionada sobre se o caso do cancelamento do Jornal de Sexta da TVI não era semelhante ao afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa de comentador da TVI, quando o PSD e o CDS era Governo, Ferreira Leite lançou um repto a Judite de Sousa, «se acha que é igual, convide Manuela Moura Guedes para comentadora da RTP».


Críticas mútuas sobre Segurança


A líder do PSD critica o CDS por se ter abstido na votação do Código do Processo Penal «responsável pelo aumento da pequena e média criminalidade».


Portas desafia o PSD a dizer quantos polícias contratará «para compensar o erro do PS de cancelar admissões quando a criminalidade estava a crescer».

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Números revelados pela Polícia Judiciária. Vítimas denunciam mais casos...


Três crianças são violadas por dia em Portugal. Nos primeiros seis meses de 2009 as violações a menores cresceram 20%.


Segundo a Polícia Judiciária, só nos primeiros seis meses do ano foram investigadas quase mil crimes de natureza sexual e mais de metade dos casos estão relacionados com abusos a crianças (565 casos), o que significa três menores por dia e um aumento de 20 por cento em relação a 2008.


«Nós pensamos que o aumento tem a ver essencialmente com uma maior sensibilização por parte das vítimas. Há uma tendência para quebrarem o silêncio», comenta Helena Sampaio, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).


Também aumentaram os casos investigados em mulheres adultas e aqui assistiu-se a um crescimento de 40 por cento de 2008 para 2009. «Temos vindo a verificar que há um aumento de pedidos de apoio vítimas de crimes sexuais», frisou a responsável da APAV.


Esta subida do número de casos investigados é acompanhada pelo aumento também do número de detenções. Em seis meses, foram detidas 78 pessoas.


Nove mulheres foram usadas durante dois meses para vender imagens na Internet...


Nove mulheres estiveram dois meses sequestradas numa casa em Istambul, na Turquia, pensando que estavam a participar num «reality show» ao estilo Big Brother.


Segundo as agências internacionais, o grupo que organizou a farsa filmava as mulheres permanentemente, até quando estavam nuas no banho, e vendia as imagens na Internet.


O esquema estava tão bem montado que as raparigas, com idades entre os 16 e os 22 anos, tiveram mesmo de passar num casting anunciado na imprensa e de assinar um contrato em que se comprometiam a não abandonar a casa nem a telefonar para fora.


O resgate aconteceu depois de alguns familiares terem visto as imagens em alguns sites. Os agentes invadiram a casa e detiveram um homem.



As nove mulheres contaram que foram agredidas e impedidas de sair da casa.


Oposição fala em «clima de medo» e «pressões a jornalistas». PS diz que se passou «da asfixia democrática à excitação democrática»...


Os partidos com assento parlamentar pronunciaram-se esta quinta-feira na Assembleia da República sobre o caso «TVI», acusando o primeiro-ministro de ter instalado em Portugal um clima de medo.


Numa intervenção muito dura, Montalvão Machado, líder parlamentar do PSD afirmou que o caso TVI foi o «mais recente atentado às liberdades».


Recordando que o primeiro-ministro se «apressou» a negar ter feito qualquer telefonema para a administração da empresa, o deputado disse não ter razão para não acreditar em José Sócrates. Contudo, frisou, «não se podem atirar pedras e depois lamentar o vidro partido», pois os socialistas criaram «todas as condições para amordaçar o serviço noticioso» da TVI.


«A liberdade de informação é hoje um campo minado por pressões», afirmou, considerando que «Portugal vive hoje uma liberdade amputada».



Montalvão Machado recordou alguns «episódios» da legislatura onde considera que o PS «pôs em prática uma cultura de medo», como na «vil perseguição» ao professor Fernando Charrua ou na decisão de enviar a polícia a uma escola para tentar saber que docentes pretendiam comparecer a uma manifestação contra o executivo.



«PSD passou da asfixia democrática à excitação democrática»


«O PSD passou da asfixia democrática à excitação democrática», afirmou o líder da bancada socialista, Alberto Martins.


A propósito das acusações de «asfixia democrática», Alberto Martins frisou que se tal fosse verdade, estaria em causa o normal funcionamento das instituições democráticas o que obrigaria a uma intervenção do Presidente da República. Contudo, acrescentou, a verdade é que o chefe de Estado nada fez até agora.


O líder da bancada do PS falou ainda das acusações do PSD aos atentados à liberdade de informação, lembrando que «a única condenação» por parte da Entidade Reguladora da Comunicação Social a um Governo por «tentativas de pressão ilegítima na TVI» aconteceu na altura do executivo de coligação PSD/CDS.


«Santana Lopes e Paulo Portas foram responsáveis por uma tentativa de intromissão ilegítima», acusou, lembrando igualmente que o Jornal de Sexta também foi «condenado» várias vezes pela ERC.


Caso deve ser encarado com preocupação


«José Sócrates sabe bem do que fala quando se trata de matéria de condicionamento de jornalistas. O PSD sabe bem do que se fala quando se trata de matéria de condicionamento de órgãos de comunicação social», afirmou Bernardino Soares, líder da bancada parlamentar do PCP.


O deputado considerou que a decisão da Prisa de suspender o telejornal, que levou à demissão da direcção da informação, «deve ser encarada com preocupação».


Sócrates tem «exclusiva e indeclinável responsabilidade»


«José Sócrates queixa-se hoje que o céu lhe caiu em cima e que pode ser vitimizado (¿) mas a verdade é que a exclusiva e indeclinável responsabilidade política é de José Sócrates ele próprio», enfatizou o deputado bloquista Luís Fazenda, na última reunião permanente da Assembleia da República da actual legislatura.


O deputado do BE acusou o primeiro-ministro de ter revelado ao longo do seu mandato «uma atitude de forte pressão» sobre órgãos de comunicação social e jornalistas. «Todos conhecemos o passado de animal feroz [de José Sócrates] em relação a órgãos de comunicação social e jornalistas», comentou Luís Fazenda, desafiando o PS a fazer «mea culpa» por José Sócrates em relação a esse passado.


«Governo tem muito a explicar


«Ao aceitarmos que uma administração se possa intrometer nas decisões editoriais das redacções estamos a limitar a liberdade de informação», afirmou Pedro Mota Soares, líder parlamentar do CDS, lamentando a ausência do Governo neste debate.


Para Mota Soares, «o primeiro-ministro queixou-se, um director [José Eduardo Moniz] saiu, uma jornalista [Manuela Moura Guedes] foi afastada. Do ponto de vista das liberdades essenciais dos portugueses, o PS tem muito a explicar sobre esta matéria».