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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

quarta-feira, 6 de maio de 2009

"No voo, tudo calmo"


"No voo, tudo calmo. Havia pessoas com máscara, mas nós não. Não nos deram. Perguntámos se era necessário, disseram-nos que não havia problema".


Teresa Velada chegou ontem da Riviera Maia, México, onde passou os últimos oito dias com o marido. A despreocupação e a calma estampados nos rosto bronzeado.


Do vírus agressivo H1N1 - que alarmou as autoridades internacionais - pouco ouviu falar. Nem se tinha apercebido de que o destino turístico que escolhera é o foco infeccioso. "Lá na recepção do hotel disseram-nos que havia este problema, mas não fizeram grande alarido. No aeroporto, sim, fomos observados. Tiraram-nos a febre. Mas tudo normal".


A tranquilidade dos viajantes continua a contrastar com a prontidão das autoridades sanitárias. E não foi excepção ontem à chegada a Lisboa de mais dois voos procedentes do México.


No aeroporto da Portela, a meio da manhã, uma equipa de sanidade aguardava o primeiro desses voos para iniciar o processo de instrução. Três delegadas de saúde entraram na cabine antes do desembarque e fizeram recomendações. Entre as quais, ficar de quarentena durante pelo menos 10 dias. "Disseram-nos para não contactarmos com crianças nem idosos nos próximos dias e, se tivéssemos os sintomas - febre, dores musculares -, que ligássemos para a linha de Saúde 24" (808 24 24 24), contou Teresa Velada.


Opção que foi imediatamente acolhida pelos passageiros, como vários contaram . "Não tenho sintomas, mas vou ter precauções", declarou Teresa, acrescentando que irá gozar a próxima semana de férias no Algarve, "longe de familiares e amigos".


"Tenho uma empresa, mas não vou, durante os próximos dias, visita-la. Vou trabalhar por computador, porque também tenho que respeitar as pessoas que trabalham comigo", disse, por sua vez, Luís Pereira, também regressado da Riviera Maia. Mas não só vai ficar longe dos empregados. Luís vai ficar longe do filho de um ano. "Vou para um hotel para evitar o contágio com o meu filho. É uma questão de bom senso".


Em declarações aos jornalistas, a delegada de Saúde Maria João Martins destacou não haver na legislação nacional a figura da "quarentena involuntária", pelo que a decisão de ficar em casa só depende em última análise "do bom senso" das pessoas.


"É fundamental a identificação de casos e a contenção da doença", realçou. Uma folha de identificação dos passageiros foi distribuída a cada um para preenchimento voluntário, de modo a facilitar a sua identificação.


Mas, caso seja necessário, as autoridades poderão identificar todas as pessoas que estiveram em contacto com quem venha a ser diagnosticado com a doença, através das listas de passageiros das companhias aéreas.


Seja como for, está por enquanto afastada a quarentena compulsiva, segundo informou a DGS.


terça-feira, 5 de maio de 2009

"Não existem casos suspeitos ou confirmados"

As crianças internadas no Hospital D. Estefânia, em Lisboa, não estão infectadas com o vírus da Gripe A. Garantia da ministra da Saúde, Ana Jorge.


Ao contrário do que foi noticiado, foram duas as crianças internadas esta noite no Hospital Dona Estefânia. “Não se confirma” a infecção do vírus da Gripe A, disse Ana Jorge. “As duas crianças apresentavam uma situação de crise respiratória aguda e foram internadas mais por auxílio aos pais, que também se encontram doentes”, acrescentou a ministra da Saúde.


"Não existem casos suspeitos ou confirmados, neste momento, de Gripe A, em Portugal", asseverou a ministra da Saúde, na habitual conferência de Imprensa para fazer o ponto da situação sobre a doença em Portugal.


Ana Jorge assegurou que não se passou nada de especial no Hospital D. Estefânia, sustentando que “não foi accionado o plano de contingência”. Apenas “foram cumpridas as regras do plano já em vigor”, desde que a Gripe A começou a dar sinais de degenerar em epidemia, mais tarde pandemia. “O hospital agiu de acordo com o que está estabelecido para situações do género”, acrescentou.


A ministra da Saúde escusou-se a revelar o número de casos suspeitos e investigados. “Não são significativos”, disse Ana Jorge, na expectativa de ver o que vai acontecer com os cerca de 300 portugueses que chegaram do México esta quarta-feira. “O vírus da gripe têm um período de incubação que pode ir até aos cinco dias, por isso as pessoas têm estar atentas para ver se desenvolvem sintomas. Por isso fizemos controlo no aeroporto”, disse Ana Jorge.


Mais casos de gripe suina em Portugal.

Menina, de 11 anos, estará internada no Hospital D. Estefânia, em Lisboa. Ministério da Saúde remete esclarecimentos para uma conferência de Imprensa, às 14 horas.


Uma criança de 11 anos estará interna no hospital D. Estefânia, em Lisboa, com sintomas de Gripe A. A informação está a ser avançada por vários "média" nacionais, mas não tem confirmação quer da unidade hospital quer do Ministério da Saúde, que remete informação para a conferência de Imprensa habitual, aprazada para as 14 horas.


A menina, 11 anos, terá chegado ao hospital durante a madrugada, onde terá sido vista por um médico e isolada na zona de infecciologia. Segundo a TSF, estão, neste momento, a ser realizados testes para aferir se a criança está infectada com o vírus da Gripe A. A notícia está, também, a ser avançada pela rádio Antena 1 e pela SIC Notícias.


O Hospital D. Estefânia que remeteu qualquer informação para o Ministério da Saúde. A tutela, também contactada via telefone, escusou-se a fazer comentários, remetendo esclarecimentos para a conferência de Imprensa diária, esta terça-feira, marcada para as 14 horas.

Alerta....

As autoridades estão a alertar as populações para autocolantes com símbolos aparentemente sem significado que têm vindo a ser encontrados junto às entradas das habitações. Segundo a polícia, trata-se de um método já antigo usado pelos criminosos para indicar aos "colegas" qual é a melhor altura para assaltar a habitação e que agora está de volta, sendo utilizado preferencialmente pelos ladrões oriundos dos países do leste


Se encontrar um autocolante com uma seta, ondas ou números junto à campainha da porta ou portão da sua habitação retire-o rapidamente. O conselho é dado pelas autoridades que estão a alertar, através de comunicados espalhados pelas sedes das juntas de freguesia, para este método usado por grupos de criminosos com o intuito de comunicarem entre si.
O objectivo é dar a conhecer, por exemplo, a melhor altura do dia para assaltar a habitação, ou explicar quem vive na residência. Uma seta virada para cima indica que não há ninguém em casa de manhã, uma seta para a direita aponta a tarde como a melhor altura para o ladrão "atacar", enquanto que o período da noite é indicado através de uma seta para baixo.
Os símbolos são colocados depois de terem sido feitas observações em relação ao comportamento dos residentes da habitação, que também podem ser o resultado de perguntas feitas aos vizinhos. l

Mais "chão" ...

A investigação científica levou mais a fundo as pretensões portuguesas quanto à área sob sua soberania. A proposta chega às Nações Unidas na próxima semana. O nosso domínio territorial, em mar e solo, pode duplicar.


Contando com terra firme, Zona Económica Exclusiva (ZEE) e Plataforma Continental, Portugal pretende ver reconhecido o direito sobre cerca de três milhões de quilómetros quadrados. Os trabalhos de reconhecimento do fundo marinho começaram em 2005. Eles tinham de provar até onde chega a plataforma terrestre em que assentam a parte continental do país bem como da Madeira e dos Açores. A Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, que Portugal ratificou, admite que os países com mar reivindiquem a posse do fundo marinho e seus recursos, se eles forem a continuação morfológica da plataforma continental em que assentam na parte visível e sólida.


Coube à Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental colher provas. O seu chefe, Pinto de Abreu, coordenou como cientista outros pares de diversas formações (da Biologia à Física e à Quimica, entre outras). Em vésperas do encerramento desta fase do processo de candidatura (que admite algumas especificações posteriores), ele resume as aspirações nacionais confirmadas por dados.


Há uma continuidade entre Portugal continental, a Madeira e os Açores, como se de uma zona de passadiço entre marés se tratasse. Os mapas de levantamento do fundo marinho feito com recurso a processos sofisticados de batimetria e recorrendo muito a sonares mostram que essa plataforma, nos Açores, vai além dos 630 quilómetros a partir das ilhas (350 milhas). A forma do fundo submarino e, em algumas zonas, as suas características, por exemplo em relevos e geoquímica, foram "batidos" pelos equipamentos instalados em navios oceanográficos e pelos sentidos do Veículo de Operação Remota (ROV). Os resultados permitiram determinar, na maior parte dos limites e com grande aproximação, onde acaba a crusta continental e começa a crusta oceânica.


Os levantamentos feitos em pleno Oceano Atlântico abrangeram 1,8 milhões de quilómetros quadrados. As aspirações portuguesas sedimentaram-se em 1,370 milhões, área que não está longe da fasquia máxima calculada inicialmente (1,4 milhões). É isso que leva Pinto de Abreu a afirmar que "somos um país de pelo menos três milhões de quilómetros quadrados", contando com terra e ZEE.


Mas não é só isto que se acrescenta; "há muitos conhecimentos novos" surgidos desta aventura de exploração do relevo e constituição de quanto está submerso, em profundidades abissais que podem exceder os seis quilómetros atingíveis pelo ROV. "Há muitos casos em que encontrámos uma realidade nova", garante Pinto de Abreu.


Em 2013 deverá haver uma resposta das Nações Unidas (Comissão de Limites) mas, entretanto, há que afinar dados para a chamada final de avaliação do candidato, dentro de dois anos. Nesse meio tempo, algum do material genético recolhido na profundidade será analisado. "É preciso calma e visão do futuro", afiança Pinto de Abreu.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

O pai da Banda Desenhada em Portugal...


Vasco Granja, uma figura incontornável na divulgação de banda desenhada, morreu esta madrugada aos 83 anos.


O apresentador de televisão ficou na história da banda desenhada e do cinema, divulgando, durante 16 anos, obras fora do circuito comercial, nomeadamente dos países do Leste da Europa.


Vasco de Oliveira Granja, nasceu a 10 de Julho de 1925, no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa. Esteve ligado ao PCP, foi detido pela PIDE e esteve preso durante 16 meses.


Tornou-se conhecido do público com o seu programa de televisão "Cinema de Animação", na RTP, que esteve no ar 16 anos.


O corpo do divulgador de BD está em câmara ardente na capela da Damaia, na Amadora.


O funeral realiza-se terça-feira, a partir das 15:00 horas, para o Cemitério de Rio de Mouro, Sintra, onde o corpo será cremado.


Comfirmado.....

Os resultados das análises feitas a uma mulher portuguesa que esteve no México numa zona infectada com a gripe A confirmaram a contaminação com o vírus H1N1.


Em conferência de imprensa, a ministra da Saúde esclareceu que, apesar desta confirmação, o país não vai alterar a estratégia de combate à propagação do vírus H1N1.


A portuguesa encontra-se bem, segundo a ministra Ana Jorge, e todos os familiares foram acompanhados por uma equipa de vigilância e "nenhum deles apresenta qualquer sintatomatologia".


O teste realizado à paciente pelo Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, foi enviado para os laboratórios certificados da Organização Mundial de Saúde em Londres.


A mulher portuguesa teve já alta hospitalar e está em casa.


HOW SWINE FLU OUTBREAK EMERGED

Flu viruses in different species
Flu viruses mutate over time causing small changes to proteins on their surface called antigens. If the immune system has met a particular strain of the virus before, it is likely to have some immunity; but if the antigens are new to the immune system, it will be weakened.


Flu virus mutation
The influenza A virus can mutate in two different ways; antigenic drift, in which existing antigens are subtly altered, and antigenic shift, in which two or more strains combine. Antigenic drift causes slight flu mutations year on year, from which humans have partial, but not complete, immunity. By contrast, the new strain of H1N1 appears to have originated via antigenic shift in Mexican pigs


Antigenic shift in pigs
The name "swine flu" is a slight misnomer as it is believed pigs acted as a mixing pot for several flu strains, containing genetic material from pigs, birds and humans. Most humans have never been exposed to some of the antigens involved in the new strain of flu, giving it the potential to cause a pandemic.

Virus transmission to humans
The new virus has made the jump from pigs to humans and has demonstrated it can also pass from human to human. This is why it is demanding so much attention from health authorities. The virus passes from human to human like other types of flu, either through coughing, sneezing, or by touching infected surfaces, although little is known about how the virus acts on humans.

Retirado da BBC_NEWS

WHO PANDEMIC ALERT PHASES

Flu viruses in different species
Phase 1: No infections in humans are being caused by viruses circulating in animals.
Flu virus mutation
Phase 2: Animal flu virus causes infection in humans, and is a potential pandemic threat.
Antigenic shift in pigs
Phase 3: Flu causes sporadic cases in people, but no significant human-to-human transmission.
Virus transmission to humans
Phase 4: Human-to-human transmission and community-level outbreaks.
Virus transmission to humans
Phase 5: Human-to-human transmission in at least two countries. Strong signal pandemic imminent.
Virus transmission to humans
Phase 6: Virus spreads to another country in a different region. Global pandemic under way.
Virus transmission to humans
Post-peak: Pandemic activity appears to be decreasing though second wave possible.
Post-pandemic: activity returns to normal, seasonal flu levels.
Retirado da BBC_NEWS


Queimas das Fitas Viseu 2009




E a crise....


Milhares de jovens estão a aderir em força ao Exército, uma movimentação associada à crise económica. Só no primeiro trimestre, o número de candidatos foi quase metade do registado em todo o ano passado.


A informação quanto ao nível de crescimento e a tendência foi confirmada pelo Estado-Maior do Exército. "Sim, é verdade, estamos numa fase de franco crescimento a nível de candidatos para a classe de praças", apontou uma fonte oficial do ramo terrestre das Forças Armadas. Com efeito, se a nível de oficiais e sargentos nunca houve dificuldade em conseguir voluntários, já a nível de praças as dificuldades têm sido grandes, uma tendência que agora parece ter-se alterado.


Segundo os dados oficiais cedidos pelo Estado-Maior do Exército, no ano passado o número de candidatos foi de 6681 jovens, enquanto de Janeiro a Março deste ano, o número de candidatos já atingiu os 3037. Mas a diferença de crescimento não se limita às candidaturas, porque a nível de incorporados nas fileiras entraram, ao longo do último ano, 1461 jovens, enquanto nos primeiros três meses de 2009 esse número já vai nos 1017.


E o Estado-Maior do Exército salienta que nunca houve tantas candidaturas nem incorporações num espaço de tempo tão curto, desde que em 2000 terminou o serviço militar obrigatório, substituído pelos regimes de voluntariado e de contrato.


Fontes militares contactadas salientam que esta movimentação de jovens para as fileiras está directamente associada à crise económica e falta ou precariedade de emprego que atinge também os jovens. O Estado-Maior do Exército salienta que não há estudos disponíveis que expliquem esta vaga de adesões, mas admite que a crise "possa estar associada. É natural que os jovens vejam o Exército como factor de estabilidade a nível de salário, além das regalias e incentivos que actualmente são oferecidos, em particular na assistência de saúde, formação profissional e facilidade em estudar".


No entanto, a mesma fonte oficial salienta que a abordagem do Exército à questão do voluntariado foi muito alterada no ano passado e os reflexos poderão estar agora a ser sentidos. Por exemplo, nos anos anteriores havia apenas duas a três incorporações por ano, verificando-se "uma distância de tempo muito grande entre o processo de candidatura, em que o jovem manifestava a intenção de querer entrar no Exército, e a incorporação" - ou entrada no quartel de o vestir da farda. "Nesse intervalo de tempo havia muitas desistências, agora, pelo contrário, o candidato só tem que esperar entre um mês e mês e meio até ser incorporado", foi-nos adiantado.


Por outro lado, "tem sido feito um grande esforço junto dos centros de emprego e formação profissional, de divulgação junto dos jovens, para serem conhecidas as vantagens que podem ter ao ingressar no Exército", e embora os dados sejam "muito animadores" o esforço para chamar mais jovens às fileiras vai continuar. "Temos ainda 1800 vagas".


A massa de jovens candidatos a praças vem maioritariamente do Norte e Centro do país, mais de 70%, em particular das zonas de Braga, Vila Real, Chaves e Viseu e a prioridade de colocação é na componente operacional, ou seja nas unidades e quartéis que dão corpo à capacidade de intervenção no país e no estrangeiro.


Conhecidos esta segunda-feira....

O Ministério da Saúde deverá ter esta segunda-feira os resultados das análises feitas a uma mulher portuguesa que esteve no México e que foram enviadas para Londres.


Segundo declarações de Francisco George, director-geral da Saúde a portuguesa foi contagiada com "o vírus da Gripe A, H1N1". Sabe-se que a mulher está em casa e que conseguiu recuperar sem ncessidade de recorrer a medicamentos anti-virais.
De acordo com fonte do gabinete de imprensa do MS, "a expectativa" é que os resultados das análises sejam conhecidos na segunda-feira, dia em que foi agendada, para as 18:00, uma conferência de imprensa da tutela.


Na sexta-feira, a ministra da Saúde, Ana Jorge, explicou que foi diagnosticado a uma mulher de 30 anos, que esteve recentemente no México, o vírus da gripe tipo A, que não corresponde ao da gripe sazonal.


O teste realizado à paciente pelo Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, foi enviado para os laboratórios certificados da Organização Mundial de Saúde em Londres para determinar se é ou não o H1N1.


Contactada hoje pela Lusa, fonte do MS disse que "não há ainda resultados oficiais", mas está marcado um "briefing para segunda-feira às 18:00".


A mulher portuguesa, que esteve no México numa zona infectada com a gripe A (H1N1), está em casa, com indicação de cumprir regras para evitar o contágio - como o uso de uma máscara e a lavagem frequente das mãos - e todas as pessoas que com quem ela contactou depois de regressar estão sinalizadas, assegurou a ministra da Saúde.


O Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da União Europeia (ECDC) incluiu Portugal nas suas estatísticas de casos suspeitos de gripe A (H1N1), no total de 17 possíveis infectados na Europa.


De acordo com o ECDC, estão confirmados 79 casos de gripe A na Europa - dos quais 44 são em Espanha e 18 no Reino Unido -, 506 no México e 226 nos Estados Unidos.


Na segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde vai distribuir testes para detecção do vírus, para que cada país possa recorrer aos seus laboratórios habilitados.


Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C2

Classificacao

1 - Uniao de Lamas - 24
2 - Avanca - 22
3 - Sao Joao de Ver - 21
4 - Valecambrense - 15


Resultados
03 Maio 2009


Valecambrense 0 - Uniao de Lamas 3
Avanca 3 - Sao Joao de Ver 1


Proxima Jornada


Avanca - Valecambrense
Uniao de Lamas - Sao Joao de Ver

Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C1

Classificacao

1 - Milheiroense - 27
2 - Agueda- 26
3 - Fornos de Algodres- 23
4 - Satao - 13


Resultados
03 Maio 2009

Satao 0 - Agueda 3
Milheiroense 1 - Fornos de Algodres 0


Proxima Jornada

Fornos de Algodres- Agueda
Milheiroense - Satao


Resultados e Classificações - 2008-2009 > III Série C Subida

Classificacao

1 - Tondela - 32
2 - Anadia - 32
3 - Cinfaes - 30
4 - Academico de Viseu - 29
5 - Tocha - 27
6 - Fiaes - 27


Resultados
03 Maio 2009

Fiaes 2 - Tondela 3
Tocha 0 - Cinfaes 0
Anadia 1 - Academico de Viseu 0


Proxima Jornada

Fiaes- Academico de Viseu
Tondela - Cinfaes
Anadia- Tocha


Resultados e Classificações - 2008-09 >2 Divisao > Série C Descida

Classificacao

1 - Electrico - 23
2 - Oliveira do Bairro - 23
3 - Praiense - 19
4 - Penalva do Castelo - 16
5 - Nelas - 10


Resulltados
03 Maio 2009


Praiense 4 -Oliveira do Bairro 3
Nelas 0 - Penalva do Castelo 0


Proxima Jornada

Oliveira do Bairro - Electrico
Penalva do Castelo - Praiense

domingo, 3 de maio de 2009

"Costumo falar com Maddie"


Kate McCann disse à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, num programa que será exibido nos EUA amanhã, que vai ao quarto de Madeleine "duas vezes por dia" e "costuma falar" com a filha, desaparecida há dois anos num aldeamento da Praia da Luz. "Digo-lhe que estamos a fazer tudo para encontrá-la", referiu a britânica, que tinha o marido, Gerry McCann, ao seu lado.



Respondendo a uma pergunta de Oprah Winfrey quanto à possibilidade de a sua família ter sido vigiada pelos supostos raptores, Kate McCann disse que acredita nisso. 'É horrível. Fico enjoada ao pensar nisso', disse Kate McCann, admitindo que por vezes admite que a sua filha poderá não estar viva.


Sobre os efeitos do desaparecimento da filha no casamento, Gerry McCann tomou a palavra: 'O rapto de uma criança pode destruir qualquer família mas temos recebido imenso apoio e isso deu-nos força. Estamos unidos pelo nosso amor pela Madeleine.'





Portugal na lista de...

Portugal figura este domingo, pela primeira vez, na lista de países com "casos prováveis" de gripe A (H1N1) do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.


O caso da mulher portuguesa de 30 anos cujas análises poderão ser conhecidas ainda este domingo é referido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) como caso "provável de infecção". Esta lista contabiliza 49 casos confirmados e 14 prováveis a nível europeu.


Na sexta-feira, a ministra da Saúde, Ana Jorge, tinha dito que um teste realizado pelo Instituto Ricardo Jorge tinha dado positivo para o vírus da gripe tipo A não sazonal, aguardando-se a realização de mais testes nos laboratórios certificados da Organização Mundial de Saúde em Londres.


A lista do ECDC, divulgada esta manhã na página daquele organismo, refere 20 casos confirmados em Espanha, 15 no Reino Unido, seis na Alemanha, dois em França e um caso na Dinamarca, Áustria, Irlanda, Itália, Suíça e Holanda.


Aponta ainda nove casos prováveis em Espanha, três na França, um na Suécia e outro em Itália.


A nível mundial, a contabilidade de casos confirmados vai em 731: a maior parte dos casos (476) verifica-se no México, os Estados Unidos têm 160 pessoas doentes, há 85 casos no Canadá, quatro na Nova Zelândia, três em Israel, uma na Coreia do Sul, um em Hong Kong (China) e um na Costa Rica.


Estão ainda a ser acompanhados 12 casos prováveis na Nova Zelândia e dois em El Salvador.


Europa sob observação

Próximos dias serão decisivos para OMS avaliar o risco de propagação e agressividade do vírus.


A rapidez de propagação da nova gripe e o grau de gravidade dos casos registados na Europa serão o termómetro que a Organização Mundial de Saúde(OMS) vai usar nos próximos dias para aferir o eventual decreto de pandemia.


A instalação de mais casos no continente europeu nos próximos dias é elemento que a OMS tomará em conta como decisivo para, eventualmente, passar à fase seis do grau de alerta mundial perante uma doença transmissível. A afirmação foi ontem feita pelo director da rede mundial de alerta e acção face a epidemias. Michael Ryan, falava aos jornalistas na sede da OMS, em Genebra, e admitiu que "não se sabe ainda até que ponto a pandemia pode ser grave ou benigna". E, para essa avaliação, o que se passar na Europa será um indicador precioso. Até porque o número de casos fora da região da América do Norte ainda não é considerado expressivo. De qualquer modo, o mesmo especialista não retira a "iminência de uma pandemia", porque "a doença se está a espalhar".


O A(H1N1) vai, em cada 24 horas somando infectados ou, por enquanto, suspeitos de terem sofrido contágio. Isto, tanto em termos globais, como na Europa. Mesmo os números da OMS, só divulgados depois de muita aferição e sempre mais baixos que os citados pelas agências noticiosas internacionais a partir do terreno, saltaram quase para o dobro na noite de sexta-feira para sábado. A contagem de casos vai também aumentando por parte do Centro Europeu de Controlo de Doenças. Provisórios e cautelosos, os números da OMS indicavam ontem ao começo da noite 658 casos confirmados em 16 países. Mortes, as 16 desencadeadas pelo surto inicial no México e a de uma criança nos EUA, com dois anos.


A origem do vírus A(H1N1) poderá ter estado nos EUA, admitiu ontem um perito norte-americano, responsável pelo controlo de doenças. Scott Bryan não exclui que tenha havido contaminações anteriores aos casos mexicanos. Há registo de pelo menos um, numa outra criança, de dez anos, no Estado da Califórnia, ainda que junto à fronteira com o México, em finais de Março. Se assim ocorreu, muitos outros americanos tomaram contacto com o vírus e recuperaram, sem que soubessem estar com uma gripe não sazonal. Este seria um bom indicador da benignidade do vírus. Além disto, no México estabilizaram os casos de casos suspeitos e doentes confirmados, o que o Governo daquele país não se cansa de sublinhar ao mundo.


No Oriente, onde a Coreia do Sul já registou um doente,as autoridades sanitárias não querem dar espaço às expectativas mais optimistas e reagiram fortemente quando um primeiro caso, de um mexicano em viagem,surgiu em Hong Kong. Cerca de 200 relutantes turistas e cem trabalhadores do hotel em que o doente tinha estado ficaram sujeitos a quarentena, não podendo sair do hotel. Os mais recalcitrantes perante tais medidas tiveram a escolha de passar os próximos dias em instalações parecidas com uma estância balnear. Mas sem movimentação para o exterior. As autoridades chinesas puseram em acção todos os mecanismos que desenvolveram quando das ameaças de expansão da síndroma respiratória aguda, em 2003) e da gripe aviária (2005).


A quarentena tem sido praticada por doentes com pouca gravidade e em casos apenas suspeitos. Tal é a situação em Espanha e no Reino Unido, onde núcleos familiares são aconselhados a ficar em casa, aí recebendo assistência e a entrega de alimentos. Só as comunicações por internet ou telefone (ou à distância, através dos vidros) são tidas como seguras. Um paciente inglês ficou contagiado durante uma breve reunião com um colega de escritório. Este regressara do México e ainda não evidenciava sinais da doença.


Porquê?


Todas as semanas o processo do desaparecimento de Madeleine McCann ganha volume.


Desde que foi arquivado, a 21 de Julho do ano passado, já há mais 700 folhas com denúncias - identificadas e anónimas - novos pretensos avistamentos e até palpites de videntes. E todos os meses há mesmo um pedido de reabertura do inquérito apresentado por um advogado espanhol. Afinal, são bastantes aqueles que se questionam por que razões foi decidido arquivar o processo tão cedo, atendendo a outros casos, sem uma explicação para o estranho desaparecimento na Praia da Luz, Lagos, Algarve, completam-se hoje dois anos.


A persistência da necessidade de realizar diligências vem, ou não, dar razão a quem defende que o processo não deveria ter sido arquivado? Deveria, ou não, ter sido dada como concluída a investigação, como se nada mais houvesse para averiguar?


Fontes próximas do processo que a investigação, tutelada pelo procurador do Ministério Público de Portimão e por um procurador-geral adjunto colocado na Procuradoria Distrital de Évora, não teve outra alternativa se não optar pelo arquivamento a partir do momento em que Pinto Monteiro, procurador-geral da República, estipulou publicamente que, até determinado dia, o "caso Maddie" deveria ter "uma solução".


É que, perante os dados existentes no processo, a decisão, na data em que ocorreu, só poderia ser o arquivamento. Este desfecho, sugerem fontes próximas do caso - como o ex-coordenador da PJ, Gonçalo Amaral (ver páginas seguintes) -, pode ser entendido como uma forma de ilibar o casal Kate e Gerry McCann e ainda Robert Murat (primeiro arguido constituído pela Judiciária), num contexto de tensão nas relações diplomáticas entre Portugal e Inglaterra.


Para vários intervenientes, o fim do prazo máximo em que o processo poderia manter-se em segredo de Justiça não impediria, por si só, que a investigação, por sua iniciativa, continuasse a explorar novos caminhos e hipóteses de resolução do caso. Aliás, outros inquéritos de desaparecimentos de crianças mantêm-se em aberto durante anos e anos. Exemplo é o caso de Rui Pedro Teixeira Mendonça, de Paredes. Desencadeou-se há 11 anos (4 de Março de 1998) e só muito recentemente foi aventada a possibilidade de arquivamento, por parte do Ministério Público, após anos de diligências no estrangeiro. Ainda assim, não existe despacho final. "As investigações continuam em curso. O caso não está encerrado", confirma Ricardo Sá Fernandes, advogado da família de Rui, que hoje terá 22 anos.


Há, no entanto, quem considere totalmente irrelevante o arquivamento de inquérito-crime em casos de pessoas desaparecidas. Pois, sublinha um reputado especialista no fenómeno do desaparecimento de crianças, um arquivamento não tem, face ao actual quadro penal, o significado de "morte" do processo. Quer isto dizer que qualquer facto novo que invalide os argumentos do encerramento é suficiente para provocar uma reabertura do inquérito.


Para o mesmo interlocutor, mais importante é que continue a existir procura dos desaparecidos, mantendo-se os procedimentos habituais de divulgação. Isto porque, para a pesquisa de desaparecidos, não é necessária nem obrigatória a abertura formal de inquérito, uma vez que, em termos gerais, um desaparecimento de uma pessoa nem sempre é motivado por um crime. Elucidativo desta realidade é o facto de, perante cerca de 700 desaparecimentos de pessoas registados anualmente pelas autoridades em Portugal, não ser registado igual número de processos.


Nestas circunstâncias, não será de estranhar o arquivamento do caso Maddie. "A investigação deve continuar enquanto houver diligências para efectuar. Se nada mais houver de útil, não há necessidade de manter o inquérito aberto. Se surgirem novas provas, reabre-se". Porém, o que pode ser questionado é se, volvidos dois anos, uma investigação é capaz de manter o mesmo vigor do início. E aí, explica a mesma fonte, a resposta pode ser negativa.


Num contexto de manutenção dos meios de divulgação de pedidos de informação por parte das autoridades policiais, importante será, com o avançar dos anos, a "actualização da imagem" de Madeleine McCann. Esta preocupação tem-se verificado em alguns casos de relevo mediático - não em todos.


Há, todavia, um dado que pode nesta altura ser tido como assente. A partir do momento em que o caso foi arquivado, o Ministério Público e a Polícia Judiciária deixaram de ter iniciativa própria e de partir à procura de novas pistas e rumos. Pelo contrário, passaram a esperar que as pistas aparecessem, sob impulso e iniciativa exteriores.


De uma atitude activa, passou-se para uma postura passiva. Da procura passou-se à espera. Ou seja, as autoridades consideram não se justificar empenhar mais recursos ou imaginar outras formas de investigação e de abordagem ao caso.


Como aquando da fase mais quente da investigação alguém - nomeadamente os investigadores ingleses - se lembrou de convocar os cães "Eddie" e "Keela" para pesquisar, em locais estratégicos, odores a cadáver e vestígios de sangue ou outros fluídos biológicos.


Ou quando o Ministério Público requereu ao juiz de instrução criminal que, além dos dados de tráfego e facturação detalhada dos telemóveis utilizados pelo grupo de nove ingleses em dias determinados, fossem pedidos às operadoras telefónicas a disponibilização do conteúdo de mensagens curtas (SMS) enviadas e trocadas por aquelas pessoas durante os dias mais quentes.


No primeiro caso, a vinda dos animais trouxe novo fôlego ao caso. Foram descobertas "marcas" de odor a cadáver no quarto do casal, por trás de um sofá junto a uma janela na sala do apartamento, em roupas da mãe de Madeleine e - estranhamente - na bagageira de um automóvel alugado pelo casal mais de 20 dias após o desaparecimento. E ainda vestígios biológicos sensivelmente nos mesmos locais, que, em relatório final de um categorizado laboratório forense britânico, viriam a revelar-se inconclusivos, quer quanto à cabal identidade com Madeleine, quer mesmo quanto à dúvida sobre que tipo de fluídos se tratavam. Acresce, ainda, o facto de os sinais dos cães não poderem, por si só, constituir prova.


No segundo caso, o juiz Pedro Frias acabou por recusar o acesso às mensagens escritas, por considerar que, na prática, estaria a permitir intercepções telefónicas com efeito retroactivo até uma data em que não havia autorização judicial. A decisão foi confirmada pelos juízes-desembargadores do Tribunal da Relação de Évora, tendo ficado inviabilizado conhecimento do conteúdo de tais informações, que poderiam revelar-se importantes para a investigação.


Estando o processo arquivado, qualquer iniciativa deste género só será possível se o caso for reaberto na sequência de impulso exterior que o justifique. O que, até agora, não foi o caso.


Aquando do arquivamento, o processo tinha 17 volumes principais e vários apensos. Hoje, volvido quase um ano desde o termo do caso - e dois anos após o dia em que menina inglesa foi vista pela última vez -, os autos têm mais dois volumes e dois apensos, o que significa cerca de mais 700 folhas. No total, os autos principais (excluindo apensos) têm mais de cinco mil páginas.


Cada vez que chegam novas informações à Polícia Judiciária ou Procuradoria Geral da República, o expediente vai parar às mãos de um dos principais investigadores do caso. Ricardo Paiva procede então às averiguações consideradas pertinentes, envia mensagens de correio electrónico a autoridades policiais estrangeiras e, invariavelmente, tem elaborado informações dirigidas ao procurador da República de Portimão, Magalhães de Menezes, garantindo nada trazerem de novo ao caso. Ao que sabe este magistrado guarda, ainda hoje, dois volumes do processo no seu gabinete.


Várias denúncias relatam que Maddie já terá sido vista em Minas Gerais (Brasil), na Córsega (Itália), na Suécia, na Polónia ou no México. Há, inclusive, uma vidente de Amesterdão (Holanda) que afirma que a criança inglesa introduziu uma caneta numa tomada do apartamento do Ocean Club, na Praia da Luz, Lagos, e que acabou por morrer electrocutada. Depois, foi colocada numa lixeira a um quilómetro do local. Para os investigadores, após diligências sumárias, nada disto tem consistência.


Antagonistas aparentes quanto à investigação e supostas "pressões", por parte do governos português e inglês, num aspecto o ex-director nacional da PJ, Alípio Ribeiro, e o ex-coordenador da investigação, Gonçalo Amaral, estão, curiosamente, de acordo. Aqueles dois protagonistas do caso já assumiram que o arquivamento foi prematuro, por estar ainda tudo por esclarecer. Mas, mesmo com o processo arquivado, algum dia saber-se-á o que realmente aconteceu?