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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

35 mil quilómetros em bicicleta de pólo a pólo

Idílio Freire, o português que há um mês iniciou no Norte do Canadá uma viagem de bicicleta de 35 mil quilómetros de pólo a pólo pelo continente americano, já percorreu mais de 3300 quilómetros. Passado o primeiro mês a pedalar, a uma média de 100 quilómetros por dia, na segunda-feira Idílio Freire encontrava-se a norte de Vancôver a caminho do parque natural de Jasper.

“A única situação complicada foi mesmo o dia 28 [de Julho], com o tempo miserável na Dempser Highway, muita chuva, muito frio, vento frontal, a estrada um lamaçal contínuo, as mudanças da bicicleta a falharem e as rodas a não andarem ...”, disse à Lusa. O sonho de chegar a um acampamento onde pudesse descansar e secar a roupa foi também por água abaixo nesse dia, devido ao corte de uma estrada por uma corrente de água.

Quanto aos momentos memoráveis, Idílio Freire disse terem sido “muitos”, com convites para pequeno-almoço, jantar e até férias em Vancôver. “Há imensos momentos de uma humanidade desarmante, tocante”, referiu.

Entre o convívio com a natureza, relata que o mais extraordinário foi no dia em que “apareceram a mãe-urso e os três filhotes pequenos, na Cassiar Highway”, uma estrada com 724 quilómetros por onde passam por dia “escassas dezenas de carros, onde as montanhas e os lagos se sucedem”.
A intenção de percorrer de bicicleta a distância até à Argentina tem deixado incrédulas algumas pessoas com quem vai lidando. Há dias, teve mais de 50% de desconto num parque de campismo quando contou o percurso que quer fazer. A passagem pela Colômbia deixa também algumas pessoas apreensivas.

Idílio Freire vai contando, muitas vezes pormenorizadamente, os passos desta andança no seu blog (www.bacalhaudebicicletacomtodos.blogspot.com), onde também não faltam fotografias. Idílio Freire tem 44 anos e é natural de Pombal. Até Novembro de 2011, terá passado pelo Canadá, EUA, México, Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Bolívia e Argentina.

JN

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Nova espécie de rã tem tamanho de uma ervilha

Nova espécie de rã tem tamanho de uma ervilha
É a mais pequena rã do Velho Mundo, incluindo a Europa, Ásia e África, e uma das mais pequenas do planeta. Do tamanho de uma ervilha, mas de cor amarela, a nova espécie de rã, que nasceu agora para a ciência nas páginas da revista Zootaxa, com o nome Microhyla nepenthicola, foi descoberta na ilha do Bornéu.

A nova espécie de minirrã foi identificada por um grupo de investigadores da Malásia e de Hamburgo coordenada por Indraneil Das, da universidade de Saravak da Malásia.

"Vi alguns espécimens em colecções de museus com mais de um século, que terão sido considerados juvenis de outras espécies, mas percebemos que são adultos da microespécie que agora encontrámos", disse Indraneil Das.

As rãs foram descobertas junto a uma estrada, a caminho do topo da montanha Gunnung Serapi, no Parque Nacional Kubah.

DN

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Cientistas iniciaram "resgate virtual" do "Titanic"


Uma expedição científica que pretende proceder a um "resgate virtual" do "Titanic" começou a inspecionar o fundo do oceano onde estão os destroços do navio, graças a um veículo submarino automático.

A utilização combinada de sonares (aparelhos que usam ultrassons para localizar objectos mergulhados na água), vídeos de alta resolução e de técnicas de imagem deve permitir a criação de imagens em três dimensões do célebre navio de passageiros.


A expedição organizada pela sociedade norte-americana RMS Titanic, que detém os direitos de exploração dos destroços, chegou na passada quarta-feira ao local, a bordo da embarcação científica "James Charcot", e começou por depositar uma coroa de flores em homenagem às mais de 1500 vítimas do naufrágio.


Depois, os investigadores enviaram para o fundo do mar dois aparelhos para receber e transmitir sinais do submarino "Mary Ann", para conseguirem estabelecer com precisão a sua posição.
O "Mary Ann" foi lançado ontem de manhã, quinta-feira, às 7.47 horas (hora de Portugal continental). Depois de um mergulho de uma hora e quarenta minutos, o submarino chegou ao fundo e começou o seu trabalho de exploração do local.


O objectivo é desenhar um mapa preciso do espaço, que nunca foi conhecido na totalidade. Um outro veículo submarino robotizado, com câmaras de vídeo instaladas, deverá ser enviado posteriormente.
O presidente da RMS Titanic, Christopher Davino, considerou a expedição um "resgate virtual" do "Titanic" para "fixar para sempre o seu estado actual nas mentes e nos corações da humanidade".
O submarino "Mary Ann" deverá produzir uma cartografia de duas dimensões no site. Depois, numa fase posterior da exploração, os investigadores vão recorrer a outro veículo submarino equipado com um sonar poderoso e sofisticado que vai colocar cerca de 20 dispositivos acústicos na proa do "Titanic". Um equipamento apropriado conseguirá posteriormente criar uma imagem tridimensional do navio.


O "Titanic" naufragou em 1912 depois de ter embatido num icebergue, na sua travessia inaugural no Oceano Atlântico. Os destroços foram localizados em 1985, a cerca de quatro quilómetros de profundidade.


Os desenvolvimentos da expedição levada a cabo pela RMS Titanic podem ser acompanhados através de um site específico que explica todos os detalhes dos trabalhos.


JN


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Virgindade de jovem «valia» 90 mil euros

Uma jovem de 19 anos que estava a leiloar a sua virgindade recebeu uma oferta de cerca de 90 mil euros, mas recusou, conta o G1.

O leilão na televisão «Tabu» terminou na quarta-feira com uma oferta milionária de um homem, mas a húngara, designada «Miss Primavera», desistiu, alegando que não era «capaz de fazer isso».

Tinha sido a jovem a oferecer a sua virgindade para o polémico leilão, porque queria o dinheiro para ajudar a família, mas depois das críticas que recebeu acabou por recusar.

TVi24

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Compras nos saldos são semelhantes às do ano passado


Semelhante à do ano passado é como vêem, para já, os comerciantes a época de saldos deste Verão, que teve início no dia 15 de Julho e vai até 15 de Setembro

Esta é, normalmente, uma época em que os comerciantes têm mais expectativas de vender os produtos que ficaram em stock e melhorar o negócio, apesar de praticarem preços mais reduzidos e a margem de lucro diminuir. Mas tal, contudo, não tem vindo a acontecer para a maioria dos empresários.


Segundo a lojista Maria Silva, da 'Sapataria Katy', situada na Rua Direita, este período "tem vindo a correr mal, está cada vez pior, pois não tem havido adesão, porque as pessoas estão a fugir desta artéria devido à criminalidade". 


Rosa Gomes, da 'Refinada Textura' menciona que os saldos estão a ser péssimos, vende-
-se muito pouco. "O negócio está muito parado, mesmo em relação ao resto do ano, devido à crise", pois as pessoas vêm à loja mas acabam por não comprar nada. "Não conseguimos escoar os produtos e não se vê jeito do negócio melhorar", sublinha.
Ainda assim, há quem diga que a afluência aos saldos é boa, embora as vendas estejam agora a diminuir, pela carência de tamanhos. Mesmo assim, referem que as pessoas continuam a procurar os saldos para aproveitar os preços baixos. "Normalmente, conseguimos escoar durante esta época os artigos que temos em armazém", disse ao Diário de Viseu Alice Carvalho. 


Em relação ao mesmo período do ano anterior, a maioria dos comerciantes assinala que no geral a época tem sido, para já, semelhante à do ano anterior a nível de compras, porque os emigrantes ou turistas estão este ano mais reticentes em adquirir certos produtos. "Nota-se até que alguns estão em pé de igualdade com os portugueses em termos de poder de compra" aponta Tânia Pinto, dona da loja de bijutaria 'Belíssima'. 


Uma vez que os preços durante as épocas normais são elevados para a maioria das pessoas, isso diminui o seu poder de compra, facto que leva grande parte dos estabelecimentos comerciais a optar por antecipar a época oficial dos saldos com as chamadas Promoções, com a intenção de aumentarem as vendas. "Caso não existissem as promoções, os clientes acabariam por comprar só os produtos essenciais", adianta Estela Matos, da loja Pautónia. 


Ainda assim, existem lojas que na época de saldos praticam os mesmos preços durante todo o ano, uma vez que os valores já são bastante acessíveis, como acontece com a 'Feira das Malhas', em que dizem fazer apenas duas vezes por ano promoções, que são os meses de Fevereiro e Setembro. 


A proprietária, Isaura Henriques, garante que nesta época o volume de vendas tem sido igual ao do ano passado, devido não só à crise, mas também à existência dos grandes centros comerciais". Acrescenta, no entanto: "vai-se vendendo pelo facto de a loja ter tamanhos grandes e variedade, o que ajuda o negócio, assim com a presença dos emigrantes neste mês". 


Existem ainda assim clientes que não gostam e não aderem à época dos saldos, como é o caso de Maria de Fátima, que prefere gerir o seu dinheiro de forma económica, comprando o que gosta durante o ano, mas tendo sempre em atenção os preços. Cristina Fonseca diz que só frequenta os saldos se as oportunidades forem vantajosas e o preço sedutor, caso contrário não compra.  



DV


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domingo, 29 de agosto de 2010

Primeira pagina 29-08-2010

Enguias mantêm tradição no certame mais antigo de Viseu


Era frequente organizarem- -se excursões vindas de vários pontos do país e as pessoas tinham por hábito, quando iam comer a refeição, levar as batatas cozidas, vinho e pão de casa, e apenas pedir as enguias nas barracas.

Mas foi algo que se foi perdendo com o tempo, passando a ser tudo confeccionado nos locais de venda, apesar de haver algumas excepções, como acontece na 'Barraca de Enguias do Avelino Marques', em que recentemente os clientes levaram as batatas cozidas embrulhadas num pano e o vinho, e apenas pediram as enguias e o pão, como contou a responsável.

Espaços apelam
aos consumidores
O facto dos espaços "serem bastante antigos e tradicionais apelam aos consumidores para lá se sentarem e consumirem", como refere Zélia Conceição, dona de uma das barracas que já está presente neste evento há 22 anos, e que vende tanto para consumo no próprio espaço, como para fora. 


A Dona Quitas, que confecciona este tipo de comida há já 77 anos não só na Feira de São Mateus, mas também em casa e noutras feiras durante todo o ano, diz "que as espetadas de enguias é o que se vende, mas a adesão não tem aumentado, mantendo-se semelhante ao ano passado", enquanto no espaço 'Mar Azul - Enguias Albuquerque' dizem que ainda há bastante procura, pois é uma tradição que nunca vai acabar, apesar de cada espetada rondar os 7,5 euros.


Apreciador desta refeição, António Silva refere que o convívio é espectacular. Todos os anos vem e enquanto viver diz que há-de vir comer enguias pois é um costume. Já David Guimarães diz que "são bem confeccionadas em todo o lado, e o facto de serem vendidas tradicionalmente em tasquinhas, torna-as mais saborosas". 


Tanto os consumidores como os clientes esperam que a confecção do prato da enguia continue a ser procurada e que a tradição se mantenha durante muitos anos, tal como a Feira de S. Mateus.


DV 


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Polícia brasileira investiga história de sexo e morte

Polícia brasileira investiga história de sexo e morte
Jorge Gonçalves conheceu uma 'garota de programa' pela Internet. Trouxe-a para Guimarães. Ela fugiu e ele foi assassinado 

A Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, no Brasil, está confiante que dentro de pouco tempo conseguirá chegar ao homem que matou com dois tiros na cabeça um português, de 36 anos, natural de Brito, Guimarães.

"Estamos com duas linhas de investigação. Uma é passional, outra económica e as duas tendem a cruzar-se", explica ao DN Bolívar Llantada, o delegado responsável pela Delegacia de Homicídios encarregada deste caso.

No epicentro deste caso surge uma mulher, Angélica, que se envolveu com a vítima, Jorge Manuel Rodrigues Gonçalves, no ano passado, via Internet. Depois de várias mensagens trocadas, Jorge foi para o Brasil. Angélica, conhecida pelas autoridades brasileiras como "garota de programa", viajou no início do ano com Jorge para Portugal. A mulher não gostou da experiência. Segundo disse às autoridades brasileiras, terá estado 20 dias enclausurada numa casa na zona de Guimarães.
Angélica conseguiu fugir. Regressou ao Brasil, denunciou a sua odisseia europeia à Polícia Federal de São Paulo e regressou a Porto Alegre.

A 22 de Abril, Jorge partiu para o Brasil em busca da mulher. Segundo a investigação policial terá levado uma vida faustosa: andava constantemente de táxi e pagava bebidas em bares e festas. O dinheiro não durou sempre e Jorge pediu a 14 de Maio apoio nos serviços consulares para regressar a Portugal. Não viveu para ouvir a resposta. No dia seguinte foi executado, com dois tiros na cabeça, numa rua na zona norte de Porto Alegre.

Quem o assassinou levou o dinheiro e apenas deixou um telemóvel. Foi através do aparelho que Jorge Gonçalves foi identificado. Pedro Diniz, o responsável directo pela investigação, como o seu chefe acredita que a solução está para breve. "Já temos uma linha forte de investigação", conta o polícia que acredita que a vítima tenha sido transportada ao local do crime de táxi e que o motorista é conivente com o crime.

"É um homicídio delicado e a falta de pessoas que o conhecessem aqui acabou dificultando os trabalhos", assume o delegado Bolívar Llantada. "

Os polícias envolvidos nesta investigação não chegaram a contactar a Polícia Judiciária em Portugal. "Pelo que sabemos, os factos relacionados com a investigação passam todos aqui por Porto Alegre", conta Pedro Diniz.

Angélica e vários amigos já foram ouvidos várias vezes pelos investigadores.

DN

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Le Pen quer que filhos vejam 'vacas em vez de árabes'

Le
 Pen quer que filhos vejam 'vacas em vez de árabes'
O fundador do partido de extrema-direita francês Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, afirmou num vídeo que comprou uma casa no campo para que os seus filhos possam ver "vacas em vez de árabes".

"Comprei uma casa de campo [em França] para permitir que os meus filhos, que vivem no XV [distrito de Paris], vejam vacas em vez de árabes", afirmou o controverso Jean-Marie Le Pen, 82 anos, num vídeo gravado num restaurante.

Em declarações à rádio France Inter, o vice-presidente da Frente Nacional (FN), Bruno Gollnisch, veio hoje defender o polémico líder do partido argumentando que o comentário de Le Pen apenas foi "uma piada".

A sequência com a polémica declaração faz parte de um documentário de 52 minutos intitulado "Le Pen, o último combate", gravado durante as eleições regionais de Março e que foi difundido pela televisão do Senado francês.

Bruno Gollnisch e Marie Le Pen, filha do político francês, competem para suceder ao fundador da Frente Nacional na presidência do partido.

 TVi24

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Ladrão apanhado na fotografia da família que quis roubar

Uma fotografia de família num monumento de Madison, nos EUA, captou o momento em que um ladrão lhes tentou levar os seus pertences, no passado sábado.

Na imagem, publicada pelo «Wisconsin State Journal», vê-se a família Myers muito sorridente, enquanto um homem rouba a mala de que se tinham esquecido.

Depois de tirarem a fotografia em modo automático, o pai lembrou-se da mala e olhou para trás, mas ela já não estava lá. Pensou, então, de que, com sorte, tinha fotografado o assaltante. E assim foi.

John Myers só teve de se deslocar à polícia, que imediatamente identificou o ladrão e o prendeu, por ser um homem conhecido da zona.

TVi24

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Tecnologia não evita subida do mar

Tecnologia não evita subida do mar
Investigadores testaram cenários com mais ou menos emissões e com soluções técnicas de vários tipos 

Ideias não faltam e algumas são até muito imaginativas. Por exemplo, colocar espelhos gigantes no espaço ou injectar dióxido de enxofre na atmosfera estão entre as hipóteses que os cientistas da geoengenharia já sugeriram para tentar travar o aquecimento global. Mas, diz agora uma equipa que testou várias soluções em simulações computorizadas, a geoengenharia não resolve o problema do aumento do nível do mar.

Até final do século, a subida dos oceanos deverá situar-se entre os 30 e 70 centímetros e afectará mais de 150 milhões de pessoas, alerta a equipa internacional que publicou um estudo na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

"A subida do nível do mar devido ao aquecimento global deverá afectar cerca de 150 milhões de pessoas que vivem em zonas costeiras baixas, incluindo algumas das maiores cidades do mundo", afirmou Svetlana Jevrejeva, do National Oceanography Centre, nos EUA, e uma das investigadoras que fez os cálculos.

A comunidade científica é consensual sobre os efeitos no clima da crescente concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, devido às actividades humanas. As alterações climáticas, visíveis no aumento global da temperatura, na subida do nível do mar e nos fenómenos climáticos extremos mais frequentes são já o resultado dessa maior concentração de gases com efeito de estufa, dizem os climatologistas. A temperatura média da Terra, por exemplo, subiu 0,76 graus Celsius no último século e o nível médio dos oceanos está a aumentar 1,5 milímetros ao ano, com tendência para ficar mais elevado.

Cálculos anteriores, conforme os cenários de maior ou menor emissão de gases com efeito de estufa por parte da civilização humana, tinham já determinado que a subida do nível médio dos oceanos até final do século poderia andar entre os 18 e os 59 centímetros. Outros cálculos projectaram valores mais elevados, até 1,2 metros.

A equipa internacional que agora publicou o seu estudo na PNAS, vem propor um novo intervalo: entre 30 e 70 centímetros. Mesmo se houver recurso a soluções de geoengenharia, como a captura de carbo-no ou a utilização combinada de soluções que envolvam menos emissões e captura simultânea de uma parte das que forem produzidas.

A solução dos espelhos no espaço, para reflectir uma parte das radiações solares e, portanto, do calor que chega à Terra, foi descartada pela equipa, devido às suas gigantescas dificuldades técnicas.
A injecção de partículas (aerossóis) de dióxido de enxofre na atmosfera, para gerar o seu arrefecimento, também foi analisada pelos investigadores, mas a incerteza é tanta que a puseram de parte como solução possível. "Simplesmente não sabemos como o sistema da Terra iria reagir a uma acção dessas em larga escala", afirmou Svetlana Jevrejeva, sublinhando que substituir o controlo das emissões de gases com efeito de estufa pela soluções da geoengenharia seria "tratar apenas os sintomas e colocar um fardo cheio de riscos nas gerações futuras".

DN

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Estudo prova que as mulheres conduzem melhor

Estudo prova que as mulheres conduzem melhor

Quando se sentam atrás do volante, elas são mais seguras, menos agressivas e, mesmo quando têm um azar, os acidentes em que se envolvem são por norma pouco graves. Esta a conclusão de um estudo sobre tráfego realizado em Nova Iorque e divulgado na semana passada.

Os números foram divulgados pelo jornal New York Times (NYT). E basta um exemplo: 80 por cento de todos os acidentes em que resultaram peões mortos ou gravemente feridos registados em cinco anos na "Grande Maçã" envolveram condutores homens.

Uma discrepância que é "grande de mais para ser explicado pela predominância de motoristas homens nos autocarros, táxis e carrinhas de entregas", admite ao NYT Seth Solomon, porta-voz do Departamento de Transportes de Nova Iorque.

O problema poderá ser explicado pelas... hormonas. Cientistas sociais e especialistas em tráfego automóvel ouvidos pelo NYT dizem que, por norma, os machos são mais agressivos e propensos a assumir riscos, por causa da testosterona.

Assim, é mais comum encontrar-se homens (do que mulheres) a conduzir com álcool no sangue, ou após o uso de drogas, em excesso de velocidade ou a fazer manobras perigosas.
"Nós temos instinto maternal. Os homens sentem que são donos da estrada", diz ao NYT Amy Forgione, condutora há 19 anos que, descreve, sempre que é conduzida pelo marido mete o cinto de segurança e sustem a respiração.

Uma ideia corroborada por Anne T. McCArtt, vice-presidente do departamento de investigação do Insurance Institute for Highway Safety. Para que ocorra um acidente grave, "o comportamento agressivo ao volante tem mais influência do que a habilidade do condutor", afirma.

Mas nem tudo é mau para o ego masculino. O mesmo estudo indica que eles de facto percebem mais de mecânica automóvel do que elas. E até terão mais habilidade ao volante.

DN

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