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So faltam meses, dias, horas, minutos, e segundos para o ano 2012

Madeleine

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Radio Viseu Cidade Viriato

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Desertificação ameaça mil milhões de pessoas

Desertificação ameaça mil milhões de pessoas

Regiões ameaçadas situam-se na África subsariana, Ásia do Sul e Oriental, Médio Oriente e alguns pontos das Américas 


As regiões secas concentram a maior parte da pobreza do mundo e 30% da população (dois mil milhões de pessoas), alertou o director da Segunda Conferência sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (ICID+18).

O director do encontro, António Rocha Magalhães, frisou à Lusa que as regiões secas "não têm muita prioridade na formulação das políticas nacionais e internacionais". As regiões "áridas e semiáridas são as mais degradadas do planeta".

A conferência reuniu em Fortaleza, no Ceará, mais de duas mil pessoas de cem países e encerrou sexta-feira, com a leitura da Declaração de Fortaleza.

"Uma nova aliança geopolítica deve ser formada entre os países com terras secas, para aumentar os esforços de resolver problemas, identificar e aproveitar as oportunidades comuns em relação ao clima, desenvolvimento e sustentabilidade", aponta o documento.

O ex-director de Desenvolvimento Sustentável Ambiental e Social do Banco Mundial, John Redwood, que coordenou os grupos de trabalho para a elaboração do documento final, lembrou que há 18 anos, na primeira ICID, a mudança climática era apenas uma hipótese. "Hoje é uma realidade comprovada."

O documento assinala que as Nações Unidas precisam de considerar a actual situação de risco das regiões das terras secas: na África subsariana, na Ásia do Sul, no Médio Oriente, em partes da América do Sul, do Caribe, da América do Norte, na Ásia Oriental e no Pacífico.

DN

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Primeira pagina 25-08-2010

Pelo menos 7 reféns mortos, sequestrador abatido

Pelo menos 7 reféns mortos, sequestrador abatido

(COM VÍDEOS) Pelo menos sete reféns foram mortos durante o sequestro de 16 pessoas num autocarro nas Filipinas que terminou pelas 13:50 (hora de Lisboa) de hoje, após intervenção policial. O sequestrador foi abatido pela polícia.


A informação foi avançada pela agência France Press, que cita fonte médica e policial, confirmando a morte do sequestrador.
Este terá sido abatido por um sniper, segundo jornalistas no local.

Quando as autoridades avançaram para o autocarro 16 pessoas estavam ainda no interior, depois do sequestrador ter libertado alguns reféns durante a manhã.
De acordo com testemunhas no local, citadas pela agência de notícias oficial Nova China, tinham sido libertados nove passageiros, incluindo três crianças, três mulheres e um idoso.

Os passageiros libertados foram transportados para o hospital de Manila por precaução, mas as autoridades filipinas adiantam que se encontram bem e que querem regressar a casa.
De acordo com a agência Nova China, o autocarro transportava 25 passageiros, entre os quais 22 cidadãos chineses e três filipinos (o motorista, um tradutor e um fotógrafo).

O sequestrador estava armado com uma espingarda M-16. Era um antigo polícia que fora despedido e exigia a reintegração.





DN

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Caracas é a capital mais perigosa

Caracas é a capital mais perigosa

De meia em meia hora é cometido um homicídio na Venezuela, onde circulam dez milhões de armas
A pouco mais de um mês das eleições legislativas, a 26 de Setembro, Hugo Chávez enfrenta aquele que é, de longe, o maior problema para o seu regime "bolivariano": a violência urbana, que transformou Caracas na mais violenta capital do mundo. Em 2009, foram assassinadas na Venezuela 19 133 pessoas - o que representa uma taxa de 75 homicídios por cem mil habitantes. A esmagadora maioria das mortes ocorreu na capital.

Um relatório do Instituto Nacional de Estatística venezuelano - o primeiro do género elaborado desde 2003 - admite que a taxa de crimes violentos no país supera a da vizinha Colômbia, onde em 2009 foram mortas 15 817 pessoas. Até Mogadíscio, na Somália, mergulhada em guerra civil, e Bagdad, no Iraque, são capitais menos violentas do que Caracas. A título de comparação: em Bagdad houve 4497 mortes violentas - só de civis - em 2009, e em Moscovo cometem-se 9,6 homicídios por cada cem mil habitantes.

Outro relatório, elaborado pela Comissão Parlamentar de Defesa, reconhece que circulam na Venezuela entre oito milhões e dez milhões de armas ilegais. Este é um dos motivos determinantes para o elevadíssimo número de homicídios registado no país: já este ano, entre Janeiro e Junho, foram ali assassinadas 5186 pessoas, a grande maioria das quais jovens - 72% dos mortos tinha entre 15 e 29 anos. "Em cada meia hora, há um assassínio na Venezuela", assinalava ontem o El Pais.

A economia vai mal: o produto interno bruto venezuelano caiu 3,5% no primeiro semestre de 2010. Mas o que mais preocupa a população é a insegurança: uma recente sondagem indica que 80% dos venezuelanos põe a criminalidade à frente de qualquer outro problema existente no país.

Bem ao seu estilo, Chávez aponta o dedo acusador aos órgãos de informação, acusando-os de "exagerar" as questões do crime. O jornal El Nacional foi já visado pelo Ministério Público após ter publicado uma fotografia que mostrava cadáveres na morgue da capital

DN

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Férias escondem despedimentos

Férias escondem despedimentos
Sindicatos acusam patrões de aproveitarem o período de descanso anual dos trabalhadores para fechar

São de angústia os dias que estão a viver os 60 funcionários da Desicolor, uma fábrica de estampagem de tecidos, em Braga. Acabados de entrar de férias após vários meses de quebras sucessivas nas encomendas e de redução do volume de trabalho, os trabalhadores da empresa depararam-se, ainda na semana passada, com a retirada de maquinaria da fábrica. Surpreendidos com a situação, os funcionários da Desicolor dizem temer a possibilidade de, no regresso das férias, poderem vir a encontrar os portões da empresa definitivamente fechados.

A situação foi denunciada ao DN pelo Sindicato dos Trabalhadores de Vestuário e Confecção Têxtil do Norte, que destacou que a retirada de máquinas das instalações "é um sinal" de que a empresa pode estar a preparar-se para aproveitar as férias dos funcionários para pôr um ponto final na sua actividade. "Ficámos naturalmente assustadas por ver que estavam a tirar o recheio da empresa", afirmou ao DN uma das funcionárias da Desicolor, que pediu para não ser identificada.

De acordo com esta fonte, a preocupação dos trabalhadores justifica-se com a descida no número de encomendas da empresa: "Estamos a trabalhar pouco há algum tempo, e agora descobrimos que estão a tirar máquinas. Tendo em conta esta situação, pensamos lo-go que a fábrica vai fechar", confidenciou, sublinhando que a administração da empresa não deu qualquer explicação para estas movimentações.

"Já vimos o que aconteceu com outras empresas na mesma situação e temos medo de encontrar tudo fechado em meados de Setembro, quando regressarmos das férias", salientou. O DN tentou contactar a administração da Desicolor, mas ninguém esteve disponível para prestar esclarecimentos.

Uma situação semelhante à que podem enfrentar as funcionárias da unidade têxtil de Braga foi vivida no final de Junho pelos 12 empregados da ZS Mobiliário, uma empresa de construção de móveis de Rebordosa, Paredes.

Face às dificuldades económicas que atravessava a unidade - e que incluíam já dois meses de incumprimento no pagamento dos salários dos trabalhadores -, a direcção da ZS decidiu antecipar as férias dos seus funcionários. Quando, a 26 de Junho, regressaram ao trabalho, os trabalhadores da unidade de Paredes foram impedidos de entrar ao trabalho, ao mesmo tempo que o patrão procedia à retirada de todo o recheio da empresa. A situação está agora entregue aos tribunais.

Este tipo de situação materializa um alerta feito pela CGTP ao DN no início do Verão, sublinhando a possibilidade de este ano se verificar "um aumento do número de fábricas que vão de férias e aproveitam esse período para encerrar definitivamente de forma ilegal".

Segundo Arménio Carlos, da comissão executiva da intersindical, há um cenário comum a quase todos os casos registados: "normalmente há dificuldades no negócio, há muitas vezes salários em atraso, e os períodos de férias são aproveitados pelos patrões para fechar a empresa sem pagar os valores em falta e para retirar as máquinas e os bens das fábricas." "Quando os trabalhadores chegam das férias, já não há nada", sublinhou o dirigente sindical, recordando que este tem sido um fenómeno - a par do aumento dos "atentados aos direitos dos trabalhadores" - cada vez mais frequente em Portugal.

DN

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Noiva presa por conduzir bêbada no dia do casamento

Uma mulher de 31 anos foi presa no dia do próprio casamento, quando regressava a casa da despedida de solteira, no último sábado. Poucas horas antes de casar, a mulher conduzia bêbada e em excesso de velocidade, numa das principais ruas de Washington, nos Estados Unidos.

A noiva conduzia a mais de 144 quilómetros hora e de forma muito perigosa e o nível de álcool no sangue era quase o dobro do permitido por lei.
A noiva foi mandada para casa, de táxi, depois de lhe ter sido instaurado um processo. Ainda foi a tempo de se casar, ao início da tarde.

TVi24

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Sistema solar nasceu dois milhões de anos mais cedo

Sistema solar nasceu dois milhões de anos mais cedo

A análise dos restos minerais de um meteorito encontrado no noroeste de África revelou que o sistema solar poderá ter-se originado dois milhões de anos antes do que se pensava, segundo um artigo publicado na revista Nature.


Os minerais do meteorito - chamados "inclusões minerais" - são os restos sólidos mais antigos encontrados até agora e crê-se que se formaram logo após o nascimento do sol, de modo que a análise da sua idade pode fornecer dados mais precisos sobre o período de formação do sistema solar.
Segundo a investigação da Universidade do Arizona, nos Estado Unidos, a formação do sistema solar teria acontecido há 4568,2 milhões de anos, entre 300 mil e 1,9 milhões de anos antes do que se pensava.

Para determinar a idade das inclusões minerais, os cientistas Audrey Bouvier y Meenaskshi Wadhwa, que coordenaram a investigação, utilizaram a técnica dos isótopos, empregada em geologia para determinar a idade de restos de fósseis.

DN

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Fingiram queda no supermercado para pedirem indemnização

Duas mulheres foram presas após terem fingido uma queda num supermercado de Brevard, nos EUA.
O vídeo captado pelas câmaras de vigilância, divulgado agora pela «ABC Action News», mostra toda a farsa.
Johnella Howard, de 72 anos, vai-se deitando lentamente no chão e ainda tem tempo para dar um jeito ao cabelo antes de Susan Snow, de 68 anos, chamar por ajuda.
Algumas semanas depois, enviaram uma carta ao supermercado a pedir uma indemnização de cerca de 230 mil euros.


TVi24
















População do Bairro do Vale exige solução para passadeiras perigosas


A população do Bairro
do Vale, em Abraveses, exige medidas para tornar mais seguras as duas
passadeiras que existem na Avenida Tenente-Coronel Silva Simões, onde, segundo os moradores ocorrem quase todos os dias acidentes. Na semana passada, um morador local acabou
por falecer depois de ser atropelado, levando
as pessoas a iniciar
um abaixo-assinado
a pedir uma solução

Susana Ribeiro ainda se arrepia quando pensa no momento em que viu o homem, de 54 anos, ser atropelado na passadeira frente ao Minipreço, em Abraveses. "Foi um embate muito forte e o corpo voou cerca de 20 metros", conta a empresária ao nosso Jornal.
Ela e o marido, Alberto Ribeiro, são os proprietários da Tincoche, empresa de tintas para automóveis, localizada junto à passadeira fatal na Avenida Tenente-Coronel Silva Simões, no Bairro do Vale, em Abraveses.
"Infelizmente" estão habituados a assistir a cenas arrepiantes. "Não passa um dia em que não haja travagens fortes, carros batidos ou atropelamentos", referem. Trata-se de uma situação que se verifica desde a requalificação da estrada e a abertura do Minipreço, do outro lado da via, o que originou muito mais movimento pedestre.
No que diz respeito ao acidente mortal, Susana Ribeiro explica que a vítima atravessava a estrada diariamente. No dia fatídico, o homem esperou que os carros parassem. "Um camião parou na faixa mais próxima do passeio e ele começou a andar, o condutor do carro que ia na segunda faixa não o viu e atingiu-o com grande violência", conta Alberto Ribeiro, acrescentando que "pelo barulho", nunca pensou que se tratasse de um atropelamento.
A vítima acabou por falecer e a revolta dos moradores aumentou contra uma passadeira que, do ponto de vista deles, é um perigo para todos que a utilizam. "Os automobilistas passam quase todos em excesso de velocidade por aqui e são poucos aqueles que param para deixarem as pessoas atravessar a estrada. Normalmente esperam até que não venham carros", critica Alberto Ribeiro.
A solução para o problema poderá ser a colocação de semáforos ou a elevação das passadeiras como já acontece na Rua da Escola Preparatório que dá acesso à Póvoa de Abraveses. "É preciso que os condutores sejam obrigados a abrandar", finaliza, anunciando que vai ser iniciado um abaixo-assinado no bairro nesse sentido, que depois será entregue na Junta de Freguesia e na Câmara de Viseu.

Junta alertou Câmara
Contactado pelo nosso Jornal, o presidente da Junta de Abraveses, Jorge Mota, esclarece que a Câmara já tinha sido alertada para o problema e que, depois do acidente mortal, voltou a enviar um ofício a pedir uma solução. "As passadeiras estão bem sinalizadas. Não se justifica que os condutores passem naquela avenida àquelas velocidades", admite o autarca, para quem qualquer medida serve para acabar com o problema.
Sobre o assunto, o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, disse, para já, que as passadeiras - tanto a que se encontra em frente ao Minipreço, como aquela junto à escola - estão bem sinalizadas, lamentando a morte do morador. 


DV

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Primeira pagina 24-08-2010

O mistério dos idosos desaparecidos

O 
mistério dos idosos desaparecidos
Os japoneses estão no topo da longevidade. Com esta, estão a surgir outros problemas - um dos mais graves é o número de idosos desaparecidos, que não cessa de aumentar e cujo paradeiro permanece uma incógnita décadas a fio, ou as fraudes relacionadas com as suas pensões 

OJapão tem oficialmen- te 40 400 centenários. Que podem ser umas tantas centenas a menos. Isto porque muitos estão desaparecidos há décadas, sem registo da sua morte ou notícia do seu destino. A história de Sogen Kato (ver caixa) trouxe para as primeiras páginas dos jornais nipónicos o estranho caso dos centenários desaparecidos.

O caso assumiu tal proporção que as autoridades lançaram uma operação de busca a nível nacional dos idosos desaparecidos. Números oficiais indicam que mais de 200 daqueles 40 400 estão em paradeiro incerto. O que num país possuidor da mais elevada expectativa média de vida - 86,4 anos para as mulheres e 79,6 anos para os homens - veio levantar suspeitas de fraude por parte das famílias. Isto porque todas as prestações sociais são pagas, a não ser que seja comunicada a morte do beneficiário. Não estando estes obrigados a prova de vida... podem viver para sempre. O que se torna uma tentação para familiares menos idóneos.

Numa tentativa de controlar os abusos, na cerimónia do Dia de Respeito pelos Idosos (21 de Setembro), em que todos os que cumprem cem anos recebem uma taça de prata e uma carta de parabéns do chefe do Governo, os distinguidos terão de estar presentes ou, em alternativa, recebê-los em mão de representantes oficiais.

Parte do problema assenta numa questão de cultura: o respeito pela privacidade individual. Que vai desde a inexistência de um número de segurança social ao facto de os funcionários públicos não poderem entrar em casas particulares, se os residentes objectarem. O respeito atávico pela privacidade explica, pelo menos parcialmente, o facto de as autoridades não sentirem a necessidade de contactarem as pessoas de provecta idade.

Devido a esta atitude, em 2005, após ser dada como morta uma idosa cujo paradeiro era desconhecido há mais de 40 anos, foi feita uma actualização dos centenários: mais de 50 estavam mortos.

O caso de Kato não é único. Dias depois, a segurança social de Tóquio descobriu que Fusa Furuya, uma idosa de 113 anos, não tem paradeiro conhecido desde 1986! Aqui não há prova de fraude. A família limita-se a dizer que não sabe onde está. O que pode ser verdade. A residência, onde a idosa viveria com uma outra familiar, há muito que foi demolida para dar lugar a uma avenida.

O caso da centenária de Tóquio tem equivalente numa idosa de Kobe, eventualmente com 125 anos, cuja última morada conhecida é hoje a do portão de entrada de um parque da cidade. Ou ainda naquele residente de Osaka que, tendo morrido há 44 anos, permanecia vivo nos registos do lugar de residência porque a morte foi declarada no bairro do hospital para onde foi tratado.

Estas situações resultam ainda das alterações na pirâmide etária e nos modos e comportamento. Os japoneses com mais de 65 anos são hoje 23% do total da população enquanto a faixa dos menores de 15 atingiu o valor mais baixo de sempre, representando apenas 13% da população. Por isto, se até há poucas gerações, os idosos viviam em casa dos filhos ou netos, esta é uma tradição em declínio.

Os centenários estão condenados a viverem sozinhos, porque os seus filhos já morreram ou porque nem têm descendência. Outros preferem afastar-se das famílias e estas preferem esquecê-los.
Nos artigos sobre o tema, desde a descoberta do caso Kato, é notado que o suicídio, a violência e o alcoolismo estão a aumentar entre os idosos. Um investigador concluía que tudo isto "demonstra a deterioração das relações no interior das famílias e entre vizinhos no Japão da actualidade". Um diagnóstico que pode estender-se a boa parte do mundo ocidental.

Muitos dos idosos desaparecidos nunca serão encontrados. Um dos principais jornais japoneses, o Asahi Shimbun, recordava há dias que são comunicados por ano cerca de 80 mil desaparecimentos no país e, no mesmo período de tempo, são encontrados mais de mil corpos num estado de decomposição que não permite identificação.

Tristemente, alguns destes corpos serão dos "imortais", que, talvez, nem tenham chegado aos cem anos.
DN

































Libelinhas e Libélulas: vorazes predadoras de insectos

Libelinhas e Libélulas: vorazes predadoras de insectos

Quatro novas espécies foram encontradas no Parque Natural do Vale do Guadiana. A qualidade da água e a destruição da vegetação localizada junto às margens são a principal ameaça a estes seres que chegam a voar a 30 km/hora


Moscas, mosquitos, borboletas, abelhas e besouros são verdadeiros petiscos para as libelinhas e libélulas - consideradas por alguns especialistas autênticos "dragões voadores". Os Odonata, ordem a que pertencem, habitam a terra há aproximadamente 300 milhões de anos. Seres esplendorosos, de variadas cores e formatos, são inofensivos para o ser humano e têm uma função ecológica muito importante, uma vez que consomem uma grande quantidade de insectos, muitos deles bastante prejudiciais para o homem.

São conhecidas a nível mundial cerca de seis mil espécies da ordem Odonata, que se dividem em duas subordens: Zigoptera (libelinha) e Anisoptera (libélula). Em Portugal está confirmada a presença de 65. Há cerca de um ano atrás, foram recolhidas e identificadas 12 espécies no âmbito de um estágio no Parque Natural do Vale do Guadiana, quatro delas novas para a região: Sympecma fusca, Coenagrion caerulescens, Gomphus graslinii e Libellula quadrimaculata. Gomphus graslinii tem o estatuto de espécie "em perigo" no Livro Vermelho dos Invertebrados de Espanha e Coenagrion caerulescens está classificada de "vulnerável".

As libelinhas e libélulas ocupam ambientes diferentes nas duas fases de vida: enquanto ninfas habitam rios, ribeiros e lagoas, e os adultos são facilmente observados a sobrevoar os cursos de água e nas suas margens. Dentro do território do Parque Natural do Vale do Guadiana é na ribeira do Vascão que estes Odonatas fazem a postura dos ovos.

As maiores ameaças a estas eficazes predadoras de insectos ocorrem na sua fase larvar. "A principal ameaça para a conservação destas espécies é a poluição da água", refere Cristina Vieira, bióloga que realizou o estágio no Parque do Vale do Guadiana e a responsável pela identificação das espécies. "A agricultura e o pastoreio são também factores de ameaça à sobrevivência das libelinhas e libélulas", acrescenta.

A agricultura é responsável pelo desaparecimento de uma parte importante da vegetação, essencial para as ninfas se desenvolverem. Por outro lado, essa actividade é agravada pelo "comportamento agressivo do gado que, ao pisar as margens da ribeira, destrói a vegetação tão importante para os Odonatas".

Cristina Cardoso, bióloga e técnica superior do Parque do Vale do Guadiana, salienta que a "permanência do gado nas linhas de água e a consequente presença de excrementos (carregados de nitratos) agrava as condições do sistema aquático, prejudicando estas espécies". Por esta altura do ano, em que as secas são uma constante no Baixo Alentejo, nas pocinhas de água (pegos) concentra-se toda a vida, tanto os animais como os nutrientes, mas também os factores de ameaça, tornando as populações mais frágeis. A extracção de inertes, a captação de água dos pegos, a construção de açudes e as alterações climáticas são também ameaças a este grupo de insectos.
No que respeita a medidas de conservação destas espécies, Cristina Vieira refere "a manutenção da qualidade das linhas de água, com especial atenção para a preservação da vegetação ribeirinha existente".

As vigorosas asas permitem às libelinhas e libélulas um voo extremamente rápido (superior a 30 km/hora) e em todas as direcções. Os olhos, compostos por milhares de lentes microscópicas, permitem-lhes ter um campo de visão de quase 360º. Características que facilitam a captação de presas, mas que, ainda assim, não as livram de predadores como as andorinhas, os abelharucos, as garças e os guarda-rios.

DN



















Riscos da utilização excessiva de aparelhos de ar condicionado

Riscos da utilização excessiva de aparelhos de ar condicionado

A refrigeração artificial de locais fechados é cada vez mais comum para fazer face às altas temperaturas. No entanto, os médicos advertem que a utilização exagerada e a falta de manutenção dos aparelhos de ar condicionado podem trazer problemas respiratórios e de pele 


Aúnica exigência que fez quando, no ano passado, comprou o carro foi que este não tivesse ar condicionado. Seria um pedido invulgar, não sofresse Cristina Alves, 27 anos, de reacções graves quando exposta a este aparelho de refrigeração. "Começo logo a ficar com comichão no nariz, a espirrar compulsivamente e com ataques de tosse. Inicialmente não percebia a causa desta espécie de reacção alérgica, mas, com a vulgarização do ar condicionado em cafés e centros comerciais, comecei a reparar que não posso manter-me nesses locais muito tempo", conta a directora técnica de um lar de idosos na zona de Torres Novas, lembrando, no entanto, que tem rinite alérgica e que isso poderá ter influência.

O ar condicionado, de pequeno ou grande formato, tornou-se, sobretudo na última década, um equipamento trivial em escritórios, habitações, estabelecimentos comerciais e automóveis (ver texto ao lado). Mas, com esta vulgarização, começam a aparecer também cada vez mais queixas. São os doentes com alergias respiratórias, como asma e rinite, que pior reagem à refrigeração artificial, mas até os mais saudáveis podem manifestar mal-estar e desconforto, das crianças aos idosos.

Embora não disponha de dados estatísticos, o presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), Mário Morais de Almeida, mostra-se preocupado: "Entre os doentes que sigo com doenças alérgicas é muito frequente a referência ao ar condicionado como factor de agressão das vias aéreas, nomeadamente no meio laboral. A referência à falta de manutenção é também demasiada e inexplicavelmente frequente."

Embora os médicos portugueses encontrem vantagens na utilização do ar condicionado, nomeadamente na diminuição da mortalidade intra-hospitalar e no aumento da produtividade durante as vagas de calor, aconselham muita moderação. "Deve evitar-se a exposição a grandes variações térmicas. Por exemplo, a passagem, em minutos, de temperaturas superiores de 35ºC para menos de 20ºC agride as vias aéreas superiores e inferiores", explica o alergologista. "O ar muito frio congestiona os tecidos. As queixas nasais podem ser de obstrução, ou seja, nariz tapado e com secreções, a que se associa frequentemente dores de cabeça e sensação de garganta seca", completa Sandra Costa Pereira, do Centro de Otorrinolaringologista de Coimbra.

Estas reacções aumentam se a exposição ao ar condicionado for prolongada e directa. "Nunca devemos estar mesmo debaixo da fonte de ar. Este contacto é mais propício a crises de asma, tosse seca e persistente", diz a pneumologista Susana Simões, do Hospital Pulido Valente, lembrando que a manutenção destes aparelhos é a melhor forma de prevenir doenças.

A Legionella, uma bactéria associada à contaminação do ar interior de edifícios, "existe em sistemas de águas paradas, como nas condutas do ar condicionado, e a falta de limpeza destes aparelhos é um factor de risco na propagação da doença do legionário", alerta a especialista. "A sua manutenção deficiente leva também à acumulação de impurezas que são prejudiciais. Uma mucosa fragilizada é um alvo fácil posteriormente para infecções virais e bacterianas", indica ainda Sandra Costa Pereira.
Mas não é apenas ao nível das vias respiratórias que a exposição exagerada ao ar condicionado provoca reacções adversas. "Se não existir renovação de ar, estes aparelhos podem levar a uma secura ambiental extrema, a qual se pode tornar muito agressiva, quer para as mucosas, quer para a pele", indica Morais de Almeida. "O fluxo do ar é seco, o que vai ajudar a desidratar a pele e as mucosas", concorda Francisco Domingues, director clínico do Instituto Ibérico de Medicina Estética. "É necessário hidratar a pele e o cabelo com mais frequência", resume.

Para os médicos, o ar condicionado só deve ser utilizado em casos de muita necessidade e por períodos curtos. "O recurso a ventoinhas, bem posicionadas, como no tecto das salas ou quartos, pode ser uma boa alternativa", conclui Morais de Almeida.


DN

Refrigeração Comercial e Climatização Industrial
Princípios de Refrigeração
PRINCIPIOS DE REFRIGERACAO

Marcas deixam China e voltam a Portugal


As grandes marcas internacionais estão a reforçar a produção de calçado em Portugal, em detrimento da China. Problemas de qualidade e de incumprimento dos prazos de entrega estão na base desta mudança que está a potenciar a produção para "private label".

"O que se sente é que as empresas que foram para a China estão a voltar. Há cerca de um ano começámos a sentir isso e este ano foi mais forte", adianta André Fernandes, da Fábrica de Calçado Evereste. Nesta empresa, as marcas próprias Cohibas, Evereste, Fugato e Chibs são o principal motor das vendas, mas, explica André Fernandes, "estamos a ser muito solicitados tanto em linhas desportivas como de estilo por marcas europeias para a produção de pequenas séries".


O optimismo é sentido também na Netos - Fábrica de Calçado que produz sobretudo para outras marcas. "Os grandes grossistas holandeses que importavam muito da China estão a regressar, porque querem mais qualidade", refere Domingos Neto, acrescentando que o investimento em equipamentos de ponta foi essencial para dar resposta "aos grossistas que querem grandes quantidades e a outros clientes de pequenas séries".


Nike e Adiddas regressam


São insígnias como a Nike, Adiddas, Le Coq Sportif, Armani, Prada ou Versace que olham de novo para a indústria portuguesa de calçado porque na Ásia nem tudo corre bem.


"Decisões de colecções a longo prazo com os riscos consequentes de erro em produtos moda, maior dificuldade de acesso ao crédito, despesas financeiras com a manutenção de stocks, problemas de qualidade e fiabilidade nas entregas nos prazos correctos", são para Américo Pinto, da Jefar - Indústria de Calçado, as razões que estão a trazer as grandes marcas de novo para o nosso país. Na Jefar, que tem a marca Pratik, 90% da produção é para "private label" (subcontratação) e, adianta Américo Pinto, este ano, "têm sido muito sondados para produções orientadas para o preço".


É que também neste caso há mudanças. Cerca de 85% do que a indústria de calçado portuguesa exporta é calçado em couro e é neste segmento que a China faz mais concorrência às nossas empresas. No entanto, o preço praticado nos dois países tem vindo a aproximar-se cada vez mais.
"No final de 2009, o preço médio do calçado exportado da China era de três euros, mas no couro, a diferença, neste momento, deve ser de 17 euros (na China) para 21 euros (em Portugal)", salienta Paulo Gonçalves, da associação do sector, APICCAPS. Lembra, ainda, que na China os salários e os custos de transporte estão mais altos, o que tem afastado os compradores europeus.


"A necessidade de encontrarem soluções, geograficamente próximas, e com um nível competitivo quer qualitativo quer quantitativo (ao nível dos preços), que permitam manter as marcas, sem alterarem as margens de lucro, alavancou esta procura", defende Luís Sá, da Jóia-Calçado. A empresa, que lançou recentemente a marca Y.E.S., tem visto as vendas para outras marcas aumentar, o que levou a Jóia a travar a expansão da marca para cumprir "os compromissos assumidos com o aumento da carteira de encomendas de private label", refere Luís Sá.
































É o Pai Natal? Não, é só um rapaz que ficou preso na chaminé

Um rapaz de onze anos ficou preso na chaminé de uma casa em Woodlake, nos EUA, durante mais de duas horas, na semana passada, conta o jornal «Visalia Times Delta».

A família do jovem estava a fazer mudanças para a casa quando, de repente, a porta se fechou e ficaram sem maneira de entrar. O rapaz sugeriu, então, que o próprio entrasse pela chaminé.

A mãe garante que ainda o tentou impedir, mas o filho acabou mesmo por subir ao telhado, entrar na chaminé e ficar preso. Os bombeiros acorreram ao local e, depois de mais de duas horas, conseguiram resgatar o jovem sem ferimentos.

TVi24


















Portugal é o 9º produtor nas eólicas e quer subir na lista

Portugal é o 9º produtor nas eólicas e quer subir na lista
2600 MW obtidos a partir energia eólica dão a Portugal um lugar entre os dez maiores produtores deste tipo de energia. Os planos apontam para aumentar a capacidade para o dobro, mas os ambientalistas alertam: não podemos sacrificar áreas protegidas em troca de energias renováveis
Em 2009, 14,1% da energia consumida em Portugal era proveniente do vento. Será uma pequena variação, mas espera-se que no final do ano este valor chegue a um número certo: 15%. Com cerca de 1200 aerogeradores e a vontade de aumentar este número para o dobro, Portugal assume o nono lugar mundial no ranking de potência instalada de energia eólica, com cerca de 2600 megawatts (MW). Tudo isto junto permite ao País poupar 200 milhões de euros em importações de gás natural.
Uma aposta para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa e gastos com a importação de petróleo, como explicou ao DN a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro: "O sector das eólicas é uma aposta que veio para ficar, porque além dos benefícios ambientais também contribui para a economia nacional que neste momento está a exportar energia, bem como aerogeradores e torres produzidos em Portugal."

Neste momento existem em Portugal 95 parques eólicos, com um total de 1270 aerogeradores. Tudo isto para se produzirem cerca de 2600 MW de energia. E o futuro aponta para o dobro: quase cinco mil megawatts, tudo graças ao investimento em novos equipamentos. Junto do Ministério do Ambiente, o DN apurou que serão construídos no futuro mais 1200 aerogeradores.

A iniciativa também acontece porque, por lei da União Europeia (UE), Portugal tem de atingir os 31% de quota de energias renováveis até 2020 (número acordado para permitir os 20% à UE até essa data), mas os ambientalistas alertam que tem tudo de ser feito com cuidado para não prejudicar a natureza. "A captação de energias renováveis tem de ser diversificada para diminuir o impacto dos equipamentos no meio ambiente", explica Ana Rita Antunes, da Quercus.

Em cinco anos, a ocupação de locais por aerogeradores subiu consideravelmente, factor que pode ser um problema para os projectos futuros. "Prevê-se que os bons locais [para colocar aerogeradores] já estejam todos ocupados. A partir de agora haverá um maior impacto sobre locais de va- lor natural elevado", complementa.

No entanto, para o Ministério do Ambiente, as eólicas são mesmo uma aposta de futuro e, nos últimos cinco anos, foram aprovados 92% dos parques eólicos que foram objecto de avaliação de impacto ambiental. Tudo isto para "reforçar a posição de Portugal como referência" no sector das energias renováveis, disse a ministra do Ambiente.

Apesar de os ambientalistas assumirem o problema com os locais de construção dos parques, apoiam o investimento neste tipo de energia porque não deixa de ser "renovável" e uma forma de "diminuir as emissões de dióxido de carbono" para a atmosfera.

"Os estudos que têm saído indicam que Portugal não vai conseguir atingir a quota prevista pela União Europeia", afirma Ana Rita Antunes, que, apesar de tudo, acha que esta pode ser uma boa notícia para o País. "A Quercus espera que esta quota nunca seja atingida para não se prejudicar as áreas protegidas em Portugal", assume.

DN

Energia Eolica Practica / Wind Energy Basics (Spanish Edition)
Zigor.(sistemas de energîa solar y eôlica): An article from: E 
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Primeira pagina 23-08-2010

77% de enfartes sem resposta rápida

77% de enfartes sem resposta rápida

Lisboa chega a atingir o dobro da mortalidade do Algarve. Apenas encaminha 1,5% dos doentes pelo INEM

Em 2009, 77% dos doentes com enfartes não tiveram a resposta adequada, o que, se tivesse acontecido, evitaria muitas das sequelas registadas. Ou seja, de acordo com os dados da Coordenação Nacional para as Doenças Cardiovasculares, de um total de 3806 casos, apenas 884 (23%) foram correctamente encaminhados para os hospitais. Mas este número ainda é mais reduzido se neste lote forem incluídos todos os doentes coronários. Segundo os mesmos dados, só 5,8% chegam aos hospitais através da activação da via verde - o sistema criado pelo Ministério da Saúde, em 2005, e através do qual deveriam ser encaminhados todos os utentes que liguem para o 112 com suspeitas de doenças coronárias, de forma a receberem tratamento mais rápido e adequado com o objectivo de reduzir as sequelas e a mortalidade.
No entanto, o balanço da unidade de Coordenação Nacional para as Doenças Cardiovasculares relativamente a 2009 revela melhorias de uma forma global, apesar de a percentagem estar longe das metas definidas pela tutela, que era a de, nesta altura, a via verde já ser utilizada em 80% das situações coronárias urgentes. "Os ganhos são graduais. Nada que não esperássemos. Temos é de garantir que a tendência contínua a ser de crescimento", explicou ao DN o coordenador Rui Cruz Ferreira, que sublinha que esta tendência já permitiu reduzir em 1% a mortalidade anual. Neste momento, "a mortalidade estará entre os 8% e os 9%".
Dos 884 casos que, no ano passado, chegaram aos hospitais pela via verde, a maior parte é oriunda do Norte, Centro e Algarve. Aliás, 18% do total dos doentes coronários do Algarve e 11,8% dos do Centro já chegam às unidades coronárias via INEM.
Mas o coordenador Rui Ferreira está especialmente preocupado com a situação de Lisboa. "É a única a não registar a tendência de subida". Só 1,5% dos doentes com problema cardíacos e 7% dos enfartes que pedem resposta mais ágil (99 em 1396) chegam às unidades pelo programa via verde. Um número que, ainda por cima, tem diminuído relativamente aos anos anteriores. A grande diferença é que a mortalidade nos hospitais de Lisboa chega a ser quase o dobro da de outras unidades do País.
O coordenador afirma: "Não se justifica que na região que tem mais meios materiais e humanos haja os piores resultados", sublinhando que "a área de Lisboa até tem mais especialistas do que o preconizado. Talvez, por isso, haja dispersão na altura de orientar os doentes". Rui Ferreira vai reunir-se com as institui- ções envolvidas para encontrar soluções. "Acredito que as pessoas não recorram logo ao INEM porque têm a urgência perto. E é possível que o INEM e os hospitais não se articulem bem."
Os doentes admitidos nas unidades de AVC subiram 10,5% num ano, para 7826 admissões. Em 2006, só chegavam lá 1720 doentes. Através da via verde, foram encaminhadas 1693 pessoas, mais 46%, mas ainda assim só 22% do total. A realização de fibrinólises, o tratamento mais eficaz, beneficia mais doentes (ver caixa). "Nota-se evolução em todas as regiões, o que melhora o tratamento e reduz a incapacidade dos doentes."

DN

Comer legumes reduz risco de diabetes

Investigadores dizem que comer 120 gramas de legumes verdes por dia pode ser benéfico contra a doença mais comum no mundo
Afinal comer legumes não se limita a tornar as pessoas mais fortes. O exemplo de Popeye, que ao comer espinafres ganhava uma força sobre-humana, preenche o imaginário das crianças e era uma forma dos adultos convenceram os mais novos a comer verduras. Agora, a realidade dos diabetes, pode também depender desta alimentação para reduzir o risco da doença.
Comer mais espinafres ou outros legumes verdes - como brócolos ou couves - reduz o risco de diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença em todo o mundo, de acordo com um estudo publicado no British Medical Journal. Trata-se de uma área con- troversa e os autores da investigação alertam que são necessárias pesquisas complementares para confirmar estes resultados.
A equipa de Patrice Carter, da Universidade de Leicester (Reino Unido), reviu seis estudos feitos nos EUA, na China e na Finlândia, em que foram estudadas, no total, 220 mil pessoas para explorar a ligação entre o consumo de frutas e legumes e a ocorrência de diabetes de tipo 2 nos adultos.
Comer uma porção e meia (cerca de 120 gramas) suplementar de legumes verdes por dia reduz o risco de diabetes em 14%, mas aumentar o consumo de frutas e outros legumes tem um impacto marginal, refere o estudo. Os autores defendem que os antioxidantes e o magnésio destes vegetais podem desempenhar um papel benéfico para a saúde.
A forma mais frequente da diabetes (90% dos casos são de tipo 2) espalhou-se rapidamente dos países ricos para os países em desenvolvimento, a par da progressão da obesidade, devido ao sedentarismo e a uma alimentação rica em açúcares e gorduras. Mais de 220 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes, uma doença que matou mais de um milhão de pessoas em 2005, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

DN
















































Zebras à solta na rua

A polícia de Sacramento, no Estado da Califórnia, nos EUA, teve muito trabalho para tentar capturar duas zebras que andaram à solta nas ruas da cidade.
Os animais fugiram de uma propriedade onde eram mantidos como animais de estimação.
Uma das zebras ficou ferida pois foi atropelada por um carro. A outra foi encontrada num condomínio privado.


TVi24

Califórnia: grande terramoto está «iminente»

O «Big One», o grande terramoto que segundo os geólogos atingirá a Califórnia num futuro próximo, poderá ocorrer ainda mais cedo do que o esperado, segundo um estudo divulgado na sexta-feira e citado pela Lusa.
Investigadores das Universidades da Califórnia e do Arizona, as duas nos Estados Unidos, estudaram a frequência de terramotos nos últimos 700 anos numa parte da falha de San Andreas, que está situada na junção das placas tectónicas do Pacífico e da América e que cruza a Califórnia de Norte a Sul.
O estudo, realizado na planície de Carrizo, a 160 quilómetros a noroeste de Los Angeles, descobriu que os grandes sismos na região têm sido muito mais numerosos do que os cientistas acreditavam, ocorrendo num intervalo de tempo que varia entre os 45 e 144 anos.
O último «Big One» na área ¿ o terramoto de Forte Tejon, com uma magnitude de 7,8 pontos na escala de Richter - remonta a 1857, há mais de 150 anos.
Os investigadores dizem que «a ideia generalizada de que um grande terramoto ocorre ao longo da falha a cada 200 ou 400 anos é falsa» e que «é possível que a falha atravesse um período de calma, mas o mais provável é que um grande sismo esteja iminente».
Segundo os geólogos, existe uma probabilidade de 70 por cento de um terramoto devastar a Califórnia, o estado mais populoso dos Estados Unidos, ao longo dos próximos 30 anos

TVi24

"Balconing" já causou onze mortes nas Baleares

Movidos a álcool e drogas, ou simplesmente pela inconsciência adolescente, a moda do "balconing" está a ser um êxito junto dos milhares de jovens em férias nas Ilhas Baleares. E as consequências são trágicas: 11 mortos  e 80 feridos graves só este ano.

Saltar de uma varanda para outra ou de um terceiro andar para a piscina, em estado de embriaguez ou sob o efeito de drogas, são evidentemente comportamentos de risco e com potenciais consequências mortais. 

Mas, para milhares de jovens de férias em Ibiza e Maiorca, estas atitudes irresponsáveis foram elevadas à categoria de desporto com nome e tudo: “balconing”.

O fenómeno não é novo – terá perto de uma década –, mas este ano está a ganhar uma dimensão tal que as autoridades espanholas já fizeram soar o alarme.
Entre Janeiro e Junho, o Centro de Coordenação de Emergências do Governo balear registou sete quedas mortais de varandas e 49 feridos com gravidade. No que já vai do Verão, contam-se mais quatro mortos e 30 feridos graves. Tudo somado, já são 11 mortes e cerca de 80 feridos, em consequência desta perigosa “brincadeira”.

A directora do serviço de urgências do Hospital Son Dureta, em Maiorca, disse à agência EFE que a entrada nas urgências “aumentou bastante” e que “33% dos internados na Unidade de Cuidados Intensivos com prognóstico grave ou muito grave são feridos em resultado de quedas”.
“Isto já se via há algum tempo, mas este ano parece uma praga”, confirmou um recepcionista de um hotel em Alcudia ao jornal “El País”. “À noite os jovens chegam bêbados ou drogados e decidem continuar a festa. Se os confrontas, dizem que perderam a chave, mas a verdade é que na maior parte das vezes estão a tentar saltar para quartos de raparigas ou pensam que podem chegar até à piscina”, acrescentou.

No passado dia 5 de Agosto, o azar bateu à porta de um português de 18 anos. Segundo a EFE, o jovem foi admitido no Son Dureta com um traumatismo craniano grave em consequência de uma queda do primeiro andar de um hotel em Cala Mayor, em Palma de Maiorca.
O JN tentou saber junto do hospital a evolução do estado clínico do português, mas tal não foi possível. Tudo indica que o grupo de jovens lusos estaria, em estado de embriaguez, a saltar de varanda em varanda quando um falhou o salto, caindo de costas no chão.
Todavia, na maior parte dos casos, os jovens que praticam o “balconing” são ingleses e alemães, entre os 18 e os 20 anos, que viajam em grupo para as Ilhas Baleares com claras intenções hedonistas. 

Cerca de 35% dos 6000 turistas estrangeiros inquiridos numa sondagem admitiram que se embebedaram pelo menos dia-sim, dia-não enquanto estiveram nas ilhas. Um outro estudo revelou que um quarto dos turistas que viajaram sem parceiro tiveram sexo, sendo que um terço destes não utilizou preservativo.

YouTube com culpa?

Segundo vários especialistas, o fenómeno do “balconing” terá aumentado de popularidade este ano por causa dos vídeos que cada vez mais  jovens colocam na Internet para mostrar as suas “façanhas” e para recordar o que fizeram nas férias, originando um factor de competição entre si
No site de vídeos YouTube podem encontrar-se várias dezenas de clips dedicados ao “balconing” e todos os dias são colocados novos clips. Alguns dos vídeos já foram vistos por mais de 300 mil pessoas.


JN 















A revelação da paisagem submersa no mar dos Açores

A 
quase 400 metros de profundidade, no declive do monte submarino Condor, 
ao largo da ilha do Faial, o 'ROV Luso' revelou um imenso jardim de 
corais, que se erguem do fundo arenoso como se fossem arbustos


Dez dias no mar, a bordo do navio 'Gago Coutinho' e com o 'ROV Luso', mostram extensos jardins de corais

É a novidade da visualização da paisagem e da sua riqueza imensa, que vivem ocultas no negro profundo do oceano. No rescaldo da missão aos montes submarinos Condor e Voador, no mar dos Açores, promovida pelo Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP), da Universidade dos Açores, é essa para já a grande novidade. Mas agora há muitas imagens e amostras geológicas e de organismos marinhos que só revelarão os seus segredos ao longo dos próximos meses, no laboratório.
"Ficámos pela primeira vez com uma visão contínua das comunidades de corais e de esponjas e de outros organismos marinhos do fundo. Até agora a imagem que tínhamos desse mundo submerso era desarticulada, porque era resultado de amostragens em pontos dispersos", contou ao DN Ricardo Serrão Santos, biólogo marinho e director do DOP, acabado de regressar do mar.
Durante a missão de dez dias a bordo no navio oceanográfico da marinha portuguesa Gago Coutinho, para mapear e caracterizar as comunidades de corais, entre os 200 e os 1500 metros de profundidade, desde o topo dos montes submarinos até zonas bem mais profundas, a equipa contou com a colaboração preciosa do ROV Luso, o veículo submarino robotizado da Estrutura de Missão para Extensão da Plataforma Continental (EMEPC). "Só assim foi possível captar em contínuo, ao longo de uma linha consecutiva, imagens do fundo submarino", assegura Ricardo Serrão Santos.
O objectivo da missão foi obter um melhor conhecimento da interacção destes organismos com a actividade das pescas na região. Trata-se de perceber de que forma os habitats de corais, pela sua riqueza, beneficiam as pescas, mas também de que forma estas afectam estes ecossistemas.
Esta linha de investigação insere-se aliás no âmbito do projecto europeu CoralFISH, em que participam vários países, e no qual o DOP também está integrado, e cujo objectivo é, justamente, conhecer nas diferentes regiões marinhas da Europa o impacto da actividade pesqueira nos corais e nas várias espécies de peixes.
Os corais frios organizam-se em recifes, agregações dos organismos em estruturas extensas, ou em jardins. De uma forma ou de outra, albergam grande biodiversidade, além da sua própria. Foi esse mundo que os investigadores quiseram desvendar. A análise dos dados recolhidos permitirá agora caracterizar melhor essa realidade, para a sua gestão sustentável.

DN
































domingo, 22 de agosto de 2010

Primeira Pagina 22-08-2010

Portugal atento ao regresso do mosquito da febre-amarela

Portugal atento ao regresso  do mosquito da febre-amarela

Holanda identificou uma colónia de 'Aedes aegypti', também responsável pela transmissão do dengue. Direcção-Geral de Saúde diz que é importante controlar a situação

A Holanda identificou uma colónia de mosquitos Aedes aegypti, responsáveis pela transmissão do dengue e da febre-amarela. Uma descoberta pouco comum e que deixou os entomologistas, especialistas que estudam os insectos, em alerta. Especialmente porque se pensava que estavam erradicados do Velho Continente. Países da zona sul da Europa, como Portugal e Espanha, devem estar atentos devido às temperaturas mais altas, embora o clima não seja tropical.

"Não é comum existirem colónias destes mosquitos na Europa. É um acontecimento que é importante vigiar", disse ao DN Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde, salientando que são casos em que os mosquitos viajam de um país para outro. "Vêm de avião ou de barco, dentro de pneus ou de pratos de vasos em carregamentos de flores. Qualquer sítio que tenha água estagnada", acrescenta.

Apesar de considerar que é difícil que se criem grandes colónias deste mosquito na Europa, devido ao tempo, admite que "podem existir nichos mais propícios" à sua instalação. Que se saiba, não se registou um caso de febre- -amarela em Portugal. Mas isso não descarta a possibilidade de vir a acontecer, tendo em conta as alterações climáticas que trouxeram este mosquito de volta à Europa.

"É possível, mas pouco provável. A febre-amarela existe em dois continentes e nos países onde a doença existe não se pode entrar sem se ter tomado a vacina. Quem vive lá está imunizado. Para haver transmissão é preciso que existam grandes colónias, que o mosquito seja infectado com o vírus e passe a infecção através da picada", explica.

A existir, seriam casos isolados e importados, como são os de dengue que se vão registando no nosso país. "A probabilidade aumenta com as viagens. Mas são situações pontuais que não dão origem a casos endémicos."

A Madeira tem uma colónia de Aedes aegypti. A única conhecida em território português e que tem estado a ser vigiada para evitar que se torne um foco de perigo para a saúde pública. "É por isso que se tomam medidas drásticas no controlo da sua população. A probabilidade de alguém infectado com o vírus do dengue ter um encontro com um desses mosquitos [na Madeira] é muito baixa", explica.

No final do ano passado, Cabo Verde registou um surto inédito de dengue. Estima-se que o vírus tenha afectado cerca de 20 mil pessoas e causou a morte a pelo menos quatro dos infectados com o vírus hemorrágico. Depois de um combate difícil de travar, o país lançou uma campanha nacional de limpeza para eliminar os locais onde o mosquito gosta de colocar os ovos. Ainda assim, de acordo com a imprensa cabo-verdiana, este ano já foram notificados 305 casos de dengue, sobretudo nas ilhas do Fogo (161) e Santiago (115), sem qualquer caso hemorrágico da doença nem mortos.

No Brasil o dengue é muito comum. Até ao final de Abril deste ano as autoridades de saúde brasileiras já tinham registado 321 casos fatais. Mais 94% que no mesmo período do ano passado. A soma de casos em sete estados brasileiros era de quase 600 mil. O calor, as águas paradas, o lixo e a falta de higiene ajudam à propagação.

DN

Europa desconfia do Street View

Europa desconfia do Street View

Quase metade das 60 investigações legais que a Google enfrenta no mundo estão relacionadas com este serviço

As mais recentes queixas na Alemanha e em Espanha reavivaram as críticas ao serviço Street View, da Google, que permite ver fotografias de pessoas e prédios ao nível da rua numa perspectiva de 360 graus (ver em www.maps.google.com/streetview).

Na Alemanha, onde desde há dois anos os carros da Google andam a fotografar para o serviço que deve ser lançado até final do ano em 20 cidades, a empresa permitiu aos interessados que lares ou empresas sejam desfocados.

A imposição das autoridades quer evitar a identificação das propriedades. A chanceler Angela Merkel afirmou que não vai remover a sua habitação do Street View, mas apoia quem o fizer, nomeadamente o ministro dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, que se opõe a essa divulgação.

O Governo alemão estima que 200 mil pessoas vão pedir para as suas propriedades serem removidas do Street View, o que podem fazer até 15 de Setembro. Cinco dias depois, as autoridades vão reunir-se com a Google ou a Microsoft - que tem o Photosynth nos seus Bing Maps com potencial semelhante ao Street View - para delinear uma estratégia sobre estes serviços. O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, é contra as restrições e "danos colaterais inesperados", antecipando consequências em domínios como a liberdade de imprensa.

A Google perdeu a credibilidade neste serviço após se saber que os veículos de captação das imagens também recolheram ilegalmente dados pessoais em redes sem fios desprotegidas.

As autoridades do Reino Unido reconheceram em Julho que a Google não recolheu dados pessoais e que a informação obtida não prejudica ninguém. No entanto, a empresa aceitou destruir os dados obtidos na Áustria, Dinamarca e Irlanda.

Em Espanha, a juíza Raquel Fernandino convocou a Google para, em Outubro, determinar se ao recolher os dados não cometeu um crime informático. A expansão regional do serviço, lançado há três anos, foi suspensa. Em Junho, o director da Agencia de Protección de Datos disse que a empresa devia entregar os computadores com a informação - parte dos mais de 600 gigabytes de dados registados nos 34 países onde captou imagens para o Street View.

No total, 28 das 60 investigações que a empresa enfrenta no mundo devem-se a este serviço, revelou o The Guardian : 11 nos Estados Unidos, duas na Austrália, uma na Ásia e 14 na Europa.

A União Europeia recomendou à Google para alertar sobre os locais onde os carros de recolha de imagens passam. A empresa tem um site onde revela os locais, mas sem indicar datas ou alertando que as informações podem não ser actualizadas "devido a factores alheios ao nosso controlo". Em Portugal, os carros "operam actualmente" em Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu.

DN

Vai leiloar a virgindade para «salvar» casa da família

Uma jovem húngara de 19 anos, conhecida por «Miss Primavera», está a leiloar a sua virgindade para «salvar» a casa na qual a sua família reside. A notícia é avançada pelo jornal «Globo» que cita o «Austrian Times».

O leilão está a ser efectuado por uma emissora de televisão local a «Tabu». Inicialmente a jovem tentou fazer o leilão no ebay, mas desistiu quando percebeu que o anúncio violava a política interna da Hungria.

«Estou a fazer isto pela minha família», disse a «Miss Primavera» em declarações à «Tabu». «É só por uma noite», garante acrescentando que vai salvar a família.

O último dia de leilão está marcado para 25 de Agosto. A jovem já terá recebido uma proposta de 100 mil libras de um britânico, mas recusou porque o «interessado» queria uma relação e ela «não está à procura de marido».

TVi24

Touro saltou para as bancadas numa arena em Espanha

Tês pessoas continuam hospitalizadas, de um total de 32 que ficaram feridas quando um touro saltou da arena para as bancadas, cheias de público, em Navarra, no Norte de Espanha. Veja o vídeo.

Um touro provocou o pânico numa arena em Tafalla, Navarra, ferindo mais de 30 espectadores, quando saltou para as bancadas, ontem, quarta-feira.

Três pessoas continuam hospitalizadas – um menino de 10 anos em estado estável mas grave, uma jovem de 23 anos e um homem de 41 cujos prognósticos médicos são favoráveis, informou hoje, quinta-feira, o governo regional de Navarra em comunicado.

Outras cinco pessoas foram hospitalizadas após o incidente na arena de Tafalla, com "contusões e ferimentos", mas já tiveram alta.

No local, 24 feridos com "diversas contusões" receberam assistência das equipas de socorro.

Por vezes acontece touros saltarem para o corredor circular que separa a arena das bancadas mas, desta vez, o animal, com mais de 500 quilos, conseguiu mesmo chegar aos espectadores.

Após 15 minutos de chifres pontiagudos entre a multidão, que tentava desesperadamente escapar, funcionários da arena conseguiram apanhar o touro.

JN

Lago na Argentina tem «chave» da vida na Terra

O lago Diamante, na Argentina, pode conter pistas de como a vida começou na Terra. Uma equipa de investigadores argentinos descobriu milhões de superbactérias que proliferam apesar da escassez de oxigénio existente no lago, que fica no centro de uma enorme cratera vulcânica, a 4700 metros acima do nível do mar. O habitat dessas bactérias é semelhante ao ambiente primitivo da Terra, muito alcalino, com altos níveis de arsénico e pode também ajudar a revelar como seria possível sobreviver noutros planetas.

«Estas lagoas e as bactérias que sobrevivem nelas guardam o segredo de mecanismos de resistência a condições extremas que podem ter muitas aplicações biotecnológicas», disse à BBC Mundo a microbióloga María Eugenia Farías, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET, na sigla em espanhol).

Se as bactérias são capazes de sobreviver neste ambiente inóspito, sugerem os pesquisadores, talvez pudessem também sobreviver num habitat como o do planeta Marte.

A pesquisa insere-se na ciência da astrobiologia, que investiga possíveis formas de vida extraterrestre.

O lago Diamante, na província de Catamarca, no noroeste da Argentina é um espelho de água no meio de uma cratera vulcânica que, de acordo com os especialistas, é o mais próximo do ambiente primitivo da Terra que existia há 3,4 bilhões de anos.

TVi24

Praticar desporto no meio da natureza

Praticar desporto no meio da natureza

Ir ao ginásio está na moda. Praticar desporto ao ar livre faz bem à saúde, à mente e pode ser mais económico

Pertence à classe de portugueses que tem na sua rotina semanal a ida ao ginásio? É-lhe fundamental exercitar os músculos dentro de quatro paredes, de duas a cinco vezes por semana?

O culto do ginásio demorou a chegar ao nosso país mas conquistou homens e mulheres, casados e solteiros, com filhos ou sem filhos.

A chegada do bom tempo motiva as actividades ao ar livre, relembrando aos mais esquecidos que o desporto também se pode fazer fora de portas: correr, caminhar, velejar, fazer canoagem ou andar de bicicleta.

Algumas destas actividades podem ser realizadas em espaços próprios disponíveis dentro da cidade ou junto ao mar - paredão na marginal da Linha de Cascais, ciclovia do Guincho, serra de Sintra, Parque de Monsanto - com a vantagem para quem os pratica de não terem despesas mensais, como as normalmente cobradas por entidades privadas.

Se a paixão recai por modalidades náuticas, como vela ou canoagem, então existe um investimento que pode incluir material e inscrição num clube para a prática destes desportos.

A natureza é sempre a opção certa para encontrar o equilíbrio perdido por uma vida recheada de stress. No entanto, as modalidades ao ar livre nem sempre são fáceis, quando os dias são de chuva, vento ou frio, exigindo aos seus praticantes espírito de sacrifício e muita disciplina.

Quem opta pelo uso dos ginásios tem em conta as mordomias climáticas, que nas estações frias inclui aquecimento central e nas estações quentes ar condicionado.

Quer pratique desporto indoors quer outdoors deve sempre ter em consideração o tipo de roupa que usa para a boa prática da sua modalidade.

No mercado nacional existem marcas especializadas em produtos desportivos, de forma a proporcionar todo o tipo de oferta necessária à boa prática das diferentes modalidades: Adidas, Timberland, Asics, Camel Active, Reebock, Lacoste, Geox, Nike, Decathlon ou Sport Zone.

O conforto é o denominador comum a todas estas marcas nos seus produtos. No entanto, é normal a qualidade poder variar devido aos materiais utilizados no fabrico das peças, que pode encarecer a escolha final.

As parcerias entre os criadores de moda internacionais e as marcas ligadas ao mundo do desporto têm feito sucesso nos últimos anos. Exemplo disso é a inglesa Stella McCartney e a Adidas.

Durante todo o ano, pratique desporto e cuide o melhor possível da sua saúde cheio de estilo!

DN

sábado, 21 de agosto de 2010

Primeira pagina 21-08-2010

Portugueses descobrem gene associado à enxaqueca

Portugueses descobrem gene associado à enxaqueca

Investigadores portugueses descobriram que a causa das enxaquecas está nos genes, uma descoberta que poderá abrir as portas a novas terapêuticas para esta doença incapacitante, que afecta mais de uma em cada dez pessoas.

Um grupo de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto identificou variantes genéticas responsáveis por um risco aumentado de enxaqueca na população portuguesa, divulgou hoje o ICBAS.

O estudo, que foi publicado na revista científica Archives of Neurology, poderá fornecer pistas para a descoberta de novas terapêuticas, que diminuam a ocorrência de enxaquecas em pessoas predispostas e atenuem a incapacidade que a doença provoca.

Os investigadores debruçaram-se sobre o gene STX1A, responsável pela produção da proteína sintaxina 1A, que regula a libertação de neurotransmissores no sistema nervoso central.

Dada a conhecida importância dos neurotransmissores na enxaqueca, os investigadores consideraram ser importante explorar a ligação entre este gene e a susceptibilidade a esta doença.

A investigação envolveu um grupo de 188 doentes com enxaqueca e um grupo controlo de 287 pessoas sem enxaqueca, com o objectivo de identificar variantes que pudessem explicar a maior susceptibilidade de certas famílias portuguesas para a enxaqueca.

Neste contexto foram encontradas duas variantes associadas a um risco aumentado de enxaqueca no grupo de doentes.

Estes resultados permitiram associar pela primeira vez o gene STX1A à susceptibilidade a esta doença, bem como identificar uma nova variante neste gene que até agora não tinha sido associada à enxaqueca.

DN

Aquecimento da Terra ditou fim dos mamutes

Aquecimento da Terra ditou fim dos mamutes

Equipa internacional coordenada pela universidade britânica de Durham estudou pólenes antigos e concluiu que os grandes herbívoros perderam as suas pastagens

A teoria preferida para explicar o fim dos mamutes, há quatro mil anos, tem sido a de que ele foi caçado até à extinção pelo Homo sapiens. Mas afinal não terá sido assim. Um estudo de uma equipa internacional, que olhou para pólenes antigos e fez simulações por computador, diz que o motivo foi a diminuição drástica das pastagens, desencadeada pelo início do período interglaciar que estamos a viver desde há 12 mil anos. Uma explicação que é uma parábola para os tempos modernos, dizem os autores do estudo, que o publicam hoje na revista Quarternary Science Reviews.

As conclusões resultaram de uma investigação mais vasta para caracterizar e datar o clima e a vegetação no hemisfério norte durante e após a última era glaciar. Pelo caminho os cientistas reuniram dados que destronam a ideia de que a extinção dos mamutes - e de outros mamíferos gigantes, como o leão das cavernas ou o rinoceronte lanudo, que desapareceram também por essa altura - ficou a dever-se à caça e à com- petição por território por parte do Homo sapiens.

No final da última era glaciar, há cerca de 12 mil anos, houve um declínio acentuado da produtividade das pastagens no planeta e surgiram vastas áreas florestais.

Estas mudanças nos habitats tornaram a vida mais difícil aos grandes mamíferos, que ficaram com uma disponibilidade alimentar reduzida, e isso coincidiu com o crescimento das populações do homem moderno. Embora muitas das espécies tenham sobrevivido ainda alguns milhares de anos, o seu destino terá ficado traçado nessa alteração radical. "A mudança das ricas terras de pasto em extensas regiões no Norte da Eurásia e Alasca para habitats de tundra muito menos produtivos teve um impacto enorme nas espécies dos grandes herbívoros, como rinoceronte-lanudo e o mamute, que se confrontaram com dificuldades alimentares crescentes", disse o coordenador do estudo, Brian Huntley, da universidade britânica de Durham, notando que " foi o principal factor para a sua extinção"

DN

Adolescentes detidas por «mostrarem seios» para roubar

A polícia francesa deteve duas adolescentes de 14 anos que, para roubarem mostravam os seios, desviando a atenção das pessoas que utilizavam os multibancos (MB). A notícia é avançada pelo jornal brasileiro «Globo».

O esquema era simples. O primeiro ataque aconteceu na semana passada e, enquanto uma «mostrava os seios» e agarrava os genitais a um homem que levantava dinheiro, a outra roubava as notas do MB.

Primeiro tentaram usar um jornal para desviar a atenção da vítima, mas como não resultou, as adolescentes recorreram a métodos mais «explícitos». Uns dias depois usaram a mesma fórmula, numa vítima do sexo feminino, e conseguiram roubar perto de 500 euros.

As adolescentes vão ser acusadas e foram entregues ao Ministério Público francês, na promotoria de Paris. Mas as menores tinham uma cúmplice ainda mais jovem. De apenas 12 anos de idade. Esta foi escoltada até casa, após a detenção das «amigas».

TVi24