VISEU CAPITAL DA BEIRA NO CORAÇÃO DE PORTUGAL CIDADE DE GRÃO VASCO COM A SUA CATEDRAL IMPONENTE NO ALTO DO MONTE
Radio Viseu Cidade Viriato
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Dinastia de Braganca
D. João IV (1640 - 1656)
Ainda que as cortes confirmaram a ascensão da dinastia de Bragança e a coroação de João IV em 28 de Janeiro de 1641, o sucesso do novo regime não foi assegurado senão em 1668 quando a Espanha reconheceu a independência de Portugal.
Par poder enfrentar o perigo das invasão Espanhola, João IV mandou emissários a todas as cortes da Europa para conseguir alianças. A França recusou um tratado formal, Os Holandeses que se tinham apoderado do nordeste do Brasil, aceitaram tréguas na Europa mas capturaram Angola aos Portugueses.
João IV fez um tratado (1641) com Carlos I de Inglaterra, que foi cancelado devido à sua execução (1649). Entretanto, os portugueses bateram os espanhóis no Montijo (26 de Março de 1644) e defenderam-se de várias invasões. Em 1654 negociaram um tratado com a Inglaterra, conseguindo ajuda para concessões comerciais.
Os Holandeses foram finalmente expulsos do Pernambuco no nordeste do Brasil . Num artigo secreto do Tratado dos Pirinéus (1659), a França prometeu à Espanha não dar mais ajuda a Portugal, mas em 1661 Portugal assinou um tratado com a restaurada monarquia Inglesa. Em 1662 Charles II de Inglaterra casou com a filha de João IV, Catarina de Bragança que levou como dote Bombaim e Tanger, e os ingleses forneceram homens e armas para a guerra com a Espanha.
A defesa de Portugal foi organizada por um soldado alemão Friedrich Hermann von Schönberg (mais tarde duque de Schönberg); em Junho de 1663 Sancho Manuel, conde de Vila Flor, derrotou Don Juan de Austria no Ameixial, e em Junho de 1665 von Schönberg ganhou a importante batalha de Montes Claros. A paz foi finalmente feita pelo tratado de Lisboa em 1668.
Afonso VI (1656 -1683)
Quando morreu João IV, o seu filho Afonso VI (1656-83) tinha 13 anos de idade. A mãe de Afonso, Luísa de Gusmão, actuou como regente até que, em Junho de 1662, ele começou a governar. Afonso VI era de mente e espírito fraco, mas o país foi bem governado por Luís de Vasconcelos e Sousa, conde de Castelo Melhor, até 1667.
A princesa francesa Maria Francisca de Sabóia, (mademoiselle D`Aumale e neta de Henrique IV) que tinha casado com Afonso VI no ano anterior, apaixonou-se pelo irmão do rei, Pedro (depois Pedro II) que era senhor de uma personalidade muito mais forte e normal, e juntos começaram a intrigar contra o rei.
Conseguiram demitir Castelo Melhor e anular o casamento de Maria Francisca, que fugindo do marido, tinha ido para um convento, e intentou contra ele um processo escandaloso. A rainha , obtida do Papa a anulação do casamento, casou com Pedro e este declarou-se regente. Afonso VI foi preso e permaneceu encarcerado até à sua morte.
D. Afonso VI, nasceu em Lisboa filho de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão. Casou por procuração em 27 de Junho de 1666 com Maria Francisca Isabel, Mademoiselle de Aumalle. Morreu em Sintra em 12 de Agosto de 1683.
Pedro II ( 1683 - 1706)
Durante o reinado de Pedro II, Portugal recuperou do esforço das guerras contra Espanha e começou a beneficiar da descoberta de ouro e pedras preciosas no Brasil. O primeiro embarque de ouro em Minas Gerais fez-se em 1693, e nos últimos anos do século XVII foram extraídas consideráveis riquezas; contudo, foi só em 1728 , já no reinado de D. João V, que os diamantes foram descobertos. Portanto, a riqueza mineral do Brasil fornecia a coroa Portuguesa da parte substancial das suas entradas.
Os diamantes, propriedade da coroa, e vendidos por conta da Fazenda Nacional em Amsterdão, rendiam por ano milhão e meio de cruzados.
O Século XVIII.
A Guerra de Sucessão de Espanha (1701-13) viu os aliados recentes de Portugal, França e Inglaterra, em lados opostos; e ainda que Pedro II pensou em princípio permanecer neutral, Portugal juntou-se à Grande Aliança Austro-Inglesa em 1703, que foi a base para que o arquiduque Carlos (mais tarde imperador como Carlos VI) conduzisse a sua guerra para o trono de Espanha.
No mesmo ano (27 de Dezembro) o enviado Inglês Jonh Methuen, concluiu também o tratado de Methuen , pelo qual as trocas de vinho do porto por tecidos de lã ingleses, foram a principal base deste tratado. Este tratado assegurou também grandes privilégios, aos comerciantes ingleses.
O general português António Luís e Sousa, marquês das Minas entrou em Madrid em 1706; mas os franceses e espanhóis saíram vitoriosos em Almansa (1707), e em !771 o almirante francês René Duguay-Trouin saqueou o Rio de Janeiro. . Com a conclusão da guerra, Portugal negociou um tratado de paz com a França (Abril de 1713) mas não concluiu a paz com Espanha até 1715.
D. Pedro II que nasceu em Lisboa em 6 de Janeiro de 1668 e faleceu no Palácio de Palhavã a 21 de Outubro de 1690, foi casado primeiramente com a sua cunhada D. Maria Francisca Isabel de Sabóia de quem teve uma filha. Casou depois com D. Maria Sofia de Newburg ( 1666-1699) de quem teve 8 filhos.
D.João V - O Magnífico (1706 - 1750)
No reinado de D.João V , Portugal atingiu um grau de prosperidade ainda nunca conseguido desde a restauração. O imposto real de um quinto sobre o ouro, e as pedras preciosas do Brasil, - só os diamantes, propriedade da coroa, e vendidos por conta da Fazenda Nacional em Amsterdão, rendiam por ano milhão e meio de cruzados - davam assim ao monarca uma fonte de riqueza forte e independente.
Michel Chevalier estima em 1.342.300 quilos a produção de ouro do Brasil até 1848. Soetbeer, Alexandre del Mar , Humbolt e outros, calcularam a produção aurífera do Brasil no valor monetário de 160.000.000 libras.
Embora o ouro do Brasil fosse controlado por Portugal e embarcado para Lisboa, ele não permanecia aqui. A Inglaterra, de acordo com o Tratado de Methuen, de 1703, supria Portugal com produtos têxteis e outros, que eram pagos com o ouro das minas brasileiras. O ouro brasileiro que ia para Londres ajudou a financiar a Revolução Industrial Inglesa e a criar, a hoje famosa Bolsa de Londres.
( Hoje, e apenas como exercício mental, e aceitando como certos os números indicados, ao preço de 2 contos o grama, teríamos cerca de 3.000 milhões de contos). A coroa recebia um quinto deste valor.
As Cortes, que tinham sido reunidas raras vezes desde 1640, nunca mais foram convocadas, e o governos e os ministros eram indicados pelo próprio rei. João V desejava a autoridade absoluta que desfrutava em França, Luís XIV.
Como converteu parte das suas riquezas em dignidades papais, o arcebispo de Lisboa tornou-se patriarca (1716), vestindo paramentos como os do papa ( excepto a cor ), e de seguir uma liturgia como as dos cardeais de Roma, e de ostentar, ele soberano, o título de " fidelíssimo ", dado pelo papa Benedito XIV em 1749 .
Inaugurou academias reais, palácios ( Convento de Mafra e outros) e livrarias, mas nos anos finais do seu reinado os ministros foram incompetentes, e o reino estagnou.
Auxiliou Veneza e o papa Clemente XI, na sua defesa contra os Turcos, onde o conde do Rio Grande, comandando a armada portuguesa (os franceses tinham-se retirado) derrotou os turcos na batalha naval do cabo de Matapan.
D. José I (1750 -1777)
Com a morte de João V, o seu filho José foi nomeado primeiro ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde conde de Oeiras e marquês de Pombal. , que rapidamente ganhou uma ascendência total sobre o rei e convenceu-o a substituir o absolutismo estático da monarquia por um tipo de despotismo ilustrado que, com algumas reservas, merece o epíteto assinalado.
Os seus poderem totais datam desde que conseguiu manejar com eficiência a crise provocada pelo desastroso terramoto de Lisboa; mas antes disto tinha reformado o comércio do açúcar e dos diamantes (1750), e formado uma companhia com privilégios para controlar a indústria da sardinha e do atum no Algarve e outras para comerciar com o nordeste do Brasil.
Os métodos de Pombal eram arbitrários, e os seus inimigos numerosos. A sua reforma da indústria do vinho, provocou uma desordem no Porto (1757) que foi selvaticamente reprimida; mas as principais vítimas foram os Jesuítas, expulsos em 1759 de todos os domínios portugueses, e a nobreza, em particular José Mascarenhas, duque de Aveiro, e a família Távora, que foram acusados de um ataque contra o Rei (3 de Setembro de 1758), condenados, e executados ( 12 de Janeiro de 1759).
Como Pombal eliminou os Jesuítas do sistema de educação, aplicou princípios régios na reforma da Universidade de Coimbra (1772) e o conselho real de censura (1768), que supervisava o sistema da educação básica desde 1771. Pombal tinha conseguido cortar regalias aos comerciantes ingleses, mas mesmo assim, invocou a aliança com Inglaterra em 1762, quando a Espanha, que tinha renovado a aliança da família Bourbon com França, invadiu Portugal.
O exército português foi reformado por Wilhelm von Schaumburg-Lippe, e reforçado por uma força inglesa comandada por James O`Hara e Jonh Cambell. A paz foi assinada em em Fevereiro de 1763 em Fontainebleau.
D. Maria I (1777 - 1816 )
À morte de José I (24 de Fevereiro de 1777), a sua filha Maria I (1777-1816), casada com, o seu tio ( Pedro III) subiu ao trono; Pombal foi demitido (1777) e eventualmente encontrado culpado de várias acusações. Os seus sucessores fizeram a paz com Espanha, pelo tratado de San Ildefonso (1777).
A França revolucionária e a Revolução Francesa.
Maria I sofria de melancolia desde a morte do seu marido (1786) e do seu filho mais velho João (1798). Em 1792 o seu equilíbrio mental ficou ainda mais perturbado pelas notícias da Revolução Francesa, e ficou impossibilitada de governar.
D. João VI ( 1816 - 1826 )
O seu filho, que à sua morte se tornou João VI (1816-26), governou em seu nome e em 1799 tornou-se príncipe regente. Em 1793 Portugal juntou-se à Inglaterra e Espanha contra França, mandando uma divisão naval para assistir à esquadra Inglesa no Mediterrâneo e um exército para a frente catalã. A paz de Basileia (Julho de 1795), na qual a Espanha abandonou os seus aliados, deixou Portugal ainda na guerra.
Ainda que sujeito a pressão do Directório Francês e do Ministro espanhol, Manuel de Godoy, Portugal não foi molestado até 1801, quando Godoy mandou um ultimato e invadiu o Alentejo. Pela paz de Badajoz (Junho de 1801), Portugal perdeu a cidade de Olivença e teve de pagar uma indemnização.
Desde a paz de Amiens(1802) até (1807) Portugal ficou mais uma vez imune de qualquer ataque, ainda que sujeito a constante pressão para quebrar os laços com a Inglaterra. Pelo decreto de Berlim de 21 de Novembro de 1806, Napoleão pensou fechar todos os portos continentais aos barcos ingleses.
Portugal foi convidado a permanecer neutro, mas o tratado secreto Franco-Espanhol de Fontainebleau em Outubro de 1807, considerava a divisão de Portugal entre Napoleão I e Godoy.
A Invasão de Portugal
As Guerras Napoleónicas ou a Guerra Peninsular
A Guerra Peninsular, em que se empenharam as forças militares portuguesas entre 1807 e 1814, constituiu um evento de profunda repercussão em Portugal, Espanha, Grã-Bretanha e França, países europeus que a história, entretanto, aproximou.
A Nação armada repeliu os invasores franceses e o exército Português prosseguiu as campanhas de Espanha e de França até à vitória final em Toulouse a 10 de Abril de 1814.O General Andoche Junot atravessou a Espanha com um exército francês para invadir Portugal, e o príncipe regente, a família real e corte embarcaram numa esquadra fundeada no rio Tejo e foram escoltados por barcos de guerra Inglesa até ao Brasil.
A corte permaneceu 14 anos no Rio de Janeiro.
1ª Invasão Francesa - Junot
Junot declarou que os Braganças tinham sido depostos, mas a sua ocupação foi desafiada em Agosto de 1808 pela chegada de Arthur Wellesley ( mais tarde duque de Wellington) e um exército inglês de 13.500 homens à baía do Mondego. Ganhando as victórias de Roliça (17 de Agosto) e Vimeiro (21 de Agosto), Wellesley permitiu aos seus superiores negociar a Convenção de Sintra (31 de Agosto), pela qual foi permitido a Junot abandonar Portugal levando todo o seu exército.
2ª Invasão Francesa - Soult
A segunda invasão francesa (1808-09) levou à morte Jonh Moore na Corunha (Janeiro de 1809) e ao reembarque das forças britânicas. Em Fevereiro, William Carr (depois visconde) Beresford foi posto no comando do exército Português, e em Março o Marechal N.J. de Dieu Soult avançou desde a Galiza e tomou o Porto.
Wellesley regressou a Portugal em Abril, afastou Soult do norte, e depois da victória de Talavera de la Reina (Julho). libertou Portugal.
3ª Invasão Francesa - Massena
A terceira invasão francesa seguiu-se em Agosto de 1810 quando o marechal André Massena, o Marechal Michel Ney e Junot entraram na província da Beira.
Derrotados por Wellington no Buçaco (27 de Setembro) perto de Coimbra, as forças francesas tiveram que enfrentar as linhas de defesa de Torres Vedras ao norte de Lisboa, muito bem preparadas, e tiveram que aí invernar no meio de grandes privações.
Na primavera de 1811 puderam retirar-se, e em 5 de Março começaram a evacuação de Portugal, hostigadas pelos ataques de portugueses e ingleses e atravessando a fronteira depois de terem sido novamente derrotadas no Sabugal (3 de Abril). Portugal fez a paz com França em 30 de Maio de 1814.
Portugal foi representado no Congresso de Viena mas teve pouco peso nas decisões aí tomadas. No tratado de 22 de Janeiro entre Portugal e a Inglaterra e na sua adicional convenção de 1817, foi reconhecido a Portugal o direito de considerável parte na África.
Constitucionalismo.
As campanhas Napoleónicas causaram grande devastação em Portugal, e a ausência da família real e a presença de comandantes estrangeiros ( Beresford ) combinadas com a agitação revolucionária e a influência de liberalismo espanhol, produziu uma atmosfera de descontentamento e desespero.
Em 16 de Dezembro de 1815, o Brasil fora elevado à dignidade de reino unido com Portugal, e João VI, que tinha sucedido a sua mãe em Março de 1816, não mostrava desejo de regressar a Portugal. Em 1817 Beresford suprimiu uma conspiração em Lisboa, e o líder maçónico General Gomes Freire de Andrade foi condenado e executado.
Quando Beresford foi ao Brasil para convencer João VI a regressar a Portugal. começou uma revolução constitucionalista no Porto (24 de Agosto de 1820), alastrou através do país, e levou à formação de uma Junta em Lisboa. Quando Beresford regressou a Lisboa, não se permitiu a sua entrada , e os oficiais ingleses tinham sido expulsos do exército.
Tinha sido aprovada uma assembleia constituinte, deixando assim João VI com um facto consumado. A relutância de João VI em regressar foi por fim vencida, e o seu filho mais velho Pedro ficou a governar o Brasil, chegando a Lisboa em 3 de Julho de 1821. Jurou manter a constituição, mas a sua mulher, Carlota Joaquina, e o seu segundo filho, Dom Miguel recusaram o juramento e foram condenados ao exílio, ainda que não o fizessem.
Pedro I - 1º Imperador do Brasil e Pedro IV de Portugal
Os constitucionalistas portugueses, não apreciaram a auto-determinação do Brasil pelo menos com o estatuto de reino, e ordenaram o regresso de Pedro; mas ele , antes de sacrificar o governo dos Braganças no Brasil, declarou a Independência do Brasil (7 de Setembro de !822), e tornou-se imperador do Brasil como Pedro I.
Abdicou de Imperador do Brasil em 7 de Abril de 1031..
Os constitucionalistas portugueses, não apreciaram a auto-determinação do Brasil pelo menos com o estatuto de reino, e ordenaram o regresso de Pedro; mas ele , antes de sacrificar o governo dos Braganças no Brasil, declarou a Independência do Brasil (7 de Setembro de !822), e tornou-se imperador do Brasil como Pedro I.
Isto permitiu ao seu irmão Miguel apelar às forças absolutistas em Portugal para vencer os constitucionalistas, e a insurreição de Miguel foi bem sucedida ( 30 de Abril de 1824); mas devido à acção dos ministros estrangeiros, João VI foi restaurado com rei, e Miguel foi para o exílio em Viena (Junho de 1824).
Guerra do dois irmãos
João VI reconheceu a Independência do Brasil em 1825, assumindo ele "pró-forma" o título imperial e passando-o a Pedro; mas quando João VI morreu (10 de Março de 1826), não tinha deixado indicações sobre a sucessão ao trono excepto que a sua filha Maria Isabel seria nomeada regente. Pedro, como Pedro IV de Portugal, mandou do Brasil uma Carta para um regime parlamentar pela autorização da monarquia e não baseada na soberania do povo.
Então fez uma abdicação condicional para sua filha Maria da Glória, com sete anos de idade, com a condição de casar com o seu tio Miguel e que ele devia jurar a Carta. Este compromisso não podia ser efectivo. Os absolutistas esperavam que Pedro resignasse a todos os direitos à coroa portuguesa, e o conselho de regência hesitava em publicar a Carta até que o General João Carlos de Saldanha (mais tarde Marquês de Saldanha) os forçou a isso.
D. Miguel I
Em 1827 Miguel tomou o juramento e foi indicado como regente, chegando a Lisboa em 1828. Os seus apoiantes começaram imediatamente a perseguir os liberais. Uma espécie de cortes reuniu-se em Lisboa, e em Julho de 1828 repudiou os indicações de Pedro e declarou Miguel como rei de direito legítimo.
Só a ilha Terceira nos Açores susteve a causa liberal. Em Junho de 1829, portanto, uma regência representando Maria da Glória foi criada na Terceira; e em 1831, Pedro, tendo abdicado ao trono Brasileiro, foi para a Europa começando a angariar fundos e soldados para conquistar Portugal. Em Fevereiro de 1832 a expedição embarcou para a ilha Terceira, e em Julho os liberais, liderados por Pedro, desembarcaram em Mindelo perto do Porto, cuja cidade ocuparam rapidamente.
O resto do país, contudo, era mantido por Miguel, que cercou os liberais no Porto durante um ano (Julho 1832-Julho 1833). Nesta altura, o entusiasmo Miguelista já estava desvanecido; e António José de Sousa Manuel, duque de Terceira, e capitão Charles Napier, que tinha tomado comando da frota liberal, fizeram um desembarque com sucesso no Algarve (Junho de 1833).
Terceira avançou sobre Lisboa, que caíu em Julho de 1833, e Miguel capitulou em Évora-Monte em Maio de 1834.
D. Maria II ( 1834 - 1853 ) - D. Fernando II ( 1816 - 1885 )
A guerra dos dois irmãos terminou com o exílio de Miguel I (Junho) e a morte de Pedro IV (24 de Setembro de 1834). Maria da Glória tornou-se rainha como Maria II (1834-53) com a idade de 15 anos.
Ainda que Maria começou o seu reinado sob a influência dos generais vitoriosos da guerra civil, a sua principal preocupação foi a defender as cartas do seu pai ( as quias tinham sido garantidas pela coroa ) daqueles que pediam uma constituição mais democrática que a de 1822, afirmando mais a soberania da nação
Em Setembro de 1836 ou mais tarde, os a partir daí chamados Setembristas, tomaram o poder. Os líderes cartistas rebelaram-se e foram exilados, mas cerca de 1842 os Setembristas perderam a sua união , e António Bernardo da Costa Cabral restaurou a Carta.
Em 1846 o movimento de Maria da Fonte, um levantamento popular contra o aumento dos impostos para melhorar as estradas e reformar a saúde pública no qual todos os partidos se juntaram, terminaram com o governo de Costa Cabral, mas deixaram Portugal dividido entre os Setembristas, que mantinham o Porto, e Saldanha, agora confidente da raínha Maria, em Lisboa.
Saldanha negociou a intervenção dos outros membros da Aliança dos Quatro (formada em Abril de 1834 pela Inglaterra, França, Espanha e Portugal), e uma força combinada de Espanhóis e Britânicos forçaram a rendição da Junta do Porto em Junho de 1847 e terminaram a guerra com a Convenção de Gramido (29 de Junho de 1847).
Saldanha governou até 1849, quando Costa Cabral regressou ao governo por cinco anos (1851-56), e o período de paz que permitisse o desenvolvimento do país. A "Regeneração" terminou o enfrentamento e estabeleceu um partido de governo.
A Figura de D. Maria II
Nasceu em 1819 e morreu em 1853, era filha de D. Pedro IV de Portugal (I do Brasil) e da arquiduquesa Leopoldina de Áustria. Casou em 1835 com o príncipe Augusto de Leuchtenberg, que morreu pouco depois. Desposou em segundas núpcias o príncipe D. Fernando Saxe-Coburgo-Gotha, em 1836.
Teve de se adaptar ao novo sistema da monarquia parlamentar e, durante o seu reinado, conheceu várias revoltas e golpes de Estado, tendo exercido com determinação a sua autoridade, demonstrando coragem e firmeza de espírito. Foi mãe dos reis D. Pedro V e D. Luís, dois dos seus 11 filhos.
D. Pedro V ( 1853 - 1861 )
Sucedeu a Maria II, o seu filho mais velho, Pedro V, (1853-61)filho do seu segundo matrimónio com Fernando de Saxe-Coburg, que casou com Stephanie of Hohenzollern Sigmaringen em 1858. ( Estefânia ).
Prometia ser um monarca capaz e consciencioso mas morreu de febre tifóide em 11 de Novembro de 1861.
D. Luís I ( 1861 - 1869 )
O seu irmão Luís (1861-1869) parecia ter herdado um país que estava recuperado das invasões napoleónicas e da guerra civil, levantamentos políticos, e pronunciamentos.
Mas ainda que os partidos principais eram agora definidos como Históricos (radicais) e Regeneradores (moderados), o alternar de governos deixou de reflectir o sentimento popular, e nos últimos anos do reinado de Luís I o republicanismo começou a ganhar terreno.
Pena de morte em Portugal
A Lei de 1 de Julho de 1867 aboliu em Portugal, a pena de morte para todos os crimes civis. Para crimes militares foi abolida em 16 de Março de 1911. Restabelecida durante a 1ª Grande Guerra em 28 de Setembro de 1916 . Foi completamente abolida pela Constituição de 1976.
A última execução de pena de morte por motivo de delitos civis ocorreu em Lagos, em Abril de 1846. Remonta a 1 de Julho de 1772 a data em que é executada pela última vez uma mulher.
No que se refere a crimes militares, a última execução terá ocorrido em França, na pessoa de um soldado do Corpo Expedicionário Português, condenado por espionagem
D. Carlos I ( 1889 - 1908 )
Políticas coloniais. Com a ascensão de Carlos I ao trono (1889-1908), começou uma séria disputa com a Grã-Bretanha.
As possessões de Portugal na África tinham sido reconhecidas pela Grã-Bretanha no tratado de 1815, mas recentemente a Bélgica e a Alemanha tinham entrado no campo colonial; e na Conferência de Berlim (1885), a ocupação efectiva foi adoptada como base para a possessão de territórios coloniais.
Em 1889 é licenciada a primeira mulher médica: Elisa Augusta da Conceição de Andrade - Faculdade de Medicina de Lisboa.
Em 1890 é autorizado o acesso das raparigas aos liceus públicos.
Um movimento colonial ganhou força em Lisboa, e um esquema Português, O Mapa Cor-de-Rosa , que reclamava como colónia todo o território através de África desde Angola até Moçambique., que estava reconhecido pela França e Alemanha.
Apesar do Marquês de Salisbury ter entregado um protesto (1888), o ministro português dos negócios estrangeiros Henrique de Barros Gomes enviou o major Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto para as montanhas do Shire (hoje o moderno Malawi), com vista à sua anexação.
Envolveu-se em luta com os Mokololos, que estavam debaixo da protecção Inglesa, e uma série de comunicações entre Lisboa e Londres terminou no ultimato Inglês de 11 de Janeiro de 1890, pedindo a retirada de Portugal do Shire
O Ultimatum Inglês
Este incidente causou um profundo ressentimento em Portugal, não só contra o seu antigo aliado mas também contra a monarquia, que esteve ameaçada por uma tentativa de revolta no Porto ( 31 de Janeiro de 1891).
Durante os anos seguintes as colónias portuguesas de África foram definidas como resultado do tratado de Julho de 1891, mas as condições financeiras do país eram tão más que os esforços de Portugal para consolidar as colónias na África pareciam impossíveis.
Em 1897 tornou-se evidente que Portugal necessitaria de um grande empréstimo , e a Alemanha pediu para participar em qualquer assistência que lhe fosse oferecida. Em 30 de Agosto de 1898, A.J. Balfour, temporariamente no chefia do Ministério de Negócios Estrangeiros Inglês, concluiu um pacto secreto Anglo-Alemão repartindo a esfera de influência nas colónias portuguesas para a Grã Bretanha e a Alemanha no caso de realizar-se tal empréstimo.
No entanto, este pacto foi denunciado em Londres pelo primeiro ministro Lord Salisbury, e em 1899, quando os alemães tentaram convencer os portugueses a aceitar a oferta, a acção de Salisbury e o perigo eminente de conflito no Transval, causou uma aproximação Anglo-Portuguesa.
Em 14 de Outubro de 1899, os antigos tratados de aliança foram reafirmados numa declaração secreta, mais tarde tornada pública. ( o chamado Tratado de Winsor).
Entretanto a situação financeira mostrava pouca melhoria, e os republicanos continuavam a progredir. Em 1906 João Franco, antes um Regenerador, chegou ao poder como defensor da falhada causa monárquica. Incapaz de obter apoio dos outros monarquistas, começou a governar por decreto. Apesar de Franco ter enfrentado com bravura a reforma das finanças e da administração foi acusado de adiantar ilegalmente dinheiro ao rei.
Estes escândalos foram seguidos por rumores de golpes, e em 1 de Fevereiro de 1908, Carlos I e o seu filho herdeiro Luís Filipe, foram assassinados quando viajavam numa carruagem descoberta em Lisboa.
Não se sabe ao certo se os regicídios foram ou não organizados por fanáticos desconhecidos de sociedades secretas republicanas, como a Carbonária, mas foram vivamente aplaudidos pelos republicanos, que imediatamente começaram o ataque final contra a monarquia.
D. Manuel II ( 1908 - 1910 )
O rei Manuel II não encontrou unidade entre os políticos monárquicos. A eleição geral de Agosto de 1910 mostrou maioria republicana em Lisboa e Porto, e em 3 de Outubro o assassínio do distinto médico Miguel Bombarda por um louco, oficial do exército internado no Hospital de Rilhafoles, ofereceu o pretexto de um levantamento que já estava organizado
Civis armados, soldados, e homens embarcados em alguns barcos no Tejo começaram a revolução em 4 de Outubro, vacilaram um pouco no seu movimento, mas a intervenção decisiva de Machado Santos fez suceder esse movimento.
Manuel escapou para a Ericeira e daí por mar para Gibraltar e Inglaterra. Na sua morte em 1932 o seu corpo foi trazido para Portugal.
Proxima semana Primeira e Segunda Republica
Trancoso em destaque


É sede de um município com 361,5 km² de área e 10 639 habitantes (2004), subdividido em 29 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Penedono, a nordeste por Meda, a leste por Pinhel, a sul por Celorico da Beira, a sudoeste por Fornos de Algodres, a oeste por Aguiar da Beira e a noroeste por Sernancelhe.
Trancoso encontra-se hoje rodeada de muralhas, da época dionisiana, com um belo castelo, também medieval, a coroar esse majestoso conjunto fortificado.
Com os seus numerosos monumentos, da arquitectura civil e religiosa, constitui um dos mais expressivos e belos centros históricos do país, visitado anualmente por muitos milhares de pessoas. Destacam-se, entre todos, as igrejas paroquiais de Santa Maria e de São Pedro, a Casa dos Arcos, do século XVI, a igreja da Misericórdia, a Casa do Gato Preto (um curioso edifício do antigo bairro judaico), e o Pelourinho, bela peça do mais puro estilo manuelino. Não esquecendo a antiguidade, porém, Trancoso mantêm traços medievais no centro histórico quase inalteráveis, sendo no exterior um meio urbano já moderno e planeado.
Nesta cidade nasceu também o profeta e sapateiro Gonçalo Annes Bandarra, o Padre Francisco Costa.
Aqui se travaram importantes batalhas, entre as quais a batalha de São Marcos, num planalto a escassos quilómetros do centro histórico, em 1385, que impôs pesada derrota às tropas invasoras e que foi uma anímica importantíssima para a batalha de Aljubarrota.
Trancoso foi elevada a cidade em 9 de Dezembro de 2004.
Gentilico – Trancosense
Site oficial- http://www.cm-trancoso.pt/
Aldeia Nova
Carnicães
Castanheira
Cogula
Cótimos
Feital
Fiães
Freches
Granja
Guilheiro
Moimentinha
Moreira de Rei
Palhais
Póvoa do Concelho
Reboleiro
Rio de Mel
Santa Maria (Trancoso)
São Pedro (Trancoso)
Sebadelhe da Serra
Souto Maior
Tamanhos
Terrenho
Torre do Terrenho
Torres
Valdujo
Vale do Seixo
Vila Franca das Naves
Vila Garcia
Vilares

Madeleine Mc Cann dia 14
Police are investigating a web designer linked to the key suspect in the Madeleine McCann investigation.
Detectives swooped on the home of 22-year-old Sergey Malinka, who designed a website for suspect Robert Murat, in Praia da Luz.
After spending two hours inside, the plain clothes officers emerged carrying two hard drives, a laptop and a black bin bag full of items.
Mr Malinka, who neighbours said was Russian and lived in the town for around seven years, was brought out by the detectives and driven off.
During the search a courtyard surrounding the entrance to his apartment where he was believed to live with his parents, was sealed off.
The search followed the announcement on Tuesday by Portugal's Policia Judiciaria that they now had a suspect.
Mr Murat, who strenuously denies any involvement in Madeleine's abduction, was taken in for questioning by the PJ two nights ago before being released.
While he was being questioned, police were searching his mother's house just a short distance from where Madeleine was snatched. Among items said to have been removed was a computer and other communications equipment.
Although police say they do not have enough evidence to charge or even formally arrest Mr Murat, he is the first person they have formally cast as a "Arguido" - suspect.
The latest twist in the case came on the day that relatives of the McCanns launched a fighting fund to pay for international efforts aimed at bringing Madeleine home safely.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Madeleine Mc Cann

Leaving no stone unturned
Madeleine McCann was abducted from her parents rented holiday apartment in Praia da Luz on the evening of May 3rd 2007.
We need your help to find her – any information at all, no matter how insignificant you feel it to be, could be crucial to bringing Madeleine home.
From outside of the UK please contact
If you’re phoning from within the UK contact 0800 555 111
Madeleine has touched the hearts of so many people from around the world. If you would like to make a donation to this fund, however small, it will directly help us to maintain our efforts in the search for Madeleine.
'Madeleine's Fund : Leaving No Stone Unturned '
The family of Madeleine McCann are to-day launching the Madeleine’s Fund: Leaving No Stone Unturned appeal. The funds will be used to help find Madeleine McCann, support her family and bring her abductors to justice. Any surplus funds will be used to help families and missing children in United Kingdom, Portugal and elsewhere in similar circumstances.
From tomorrow morning, Thursday May 17th:
members of the public will be able to make donations to 'Madeleine's Fund : Leaving No Stone Unturned Limited' over-the-counter in any branch of NatWest and The Royal Bank of Scotland.
From now
Postal Donations can be made with cheques payable to 'Madeleine's Fund : Leaving No Stone Unturned'. Cheques should be posted to the following address:
‘Madeleine’s Fund’
Internet donations can be made into the following account:
'Madeleine's Fund : Leaving No Stone Unturned'
All donations will be processed free of charge.
Madeleine Mc Cann Dia 13

The first man to be classed as a suspect in the investigation into the abduction of Madeleine McCann said on Tuesday night he had been made a "scapegoat".
Robert Murat also said that he would only survive the ordeal if Madeleine's abductor was caught to clear his name.
Portuguese police said on Tuesday that they did not have enough evidence to formally arrest or charge their suspect.
Mr Murat was questioned late on Monday night while his house, just yards from where the four-year-old was snatched from her bed, was searched by forensic experts.
Speaking off camera to Sky News he said: "This has ruined my life and has made things very difficult for my family here and in Britain."
He went on: "The only way I will survive this is if they catch Madeleine's abductor."
And he insisted: "I have been made a scapegoat for something I did not do."
Mr Murat's mother's villa, at the end of the road which leads to the flat where the McCanns were staying when the youngster was snatched, was one of five properties in the area of Praia Da Luz which was searched on Monday.
Mr Murat, who had been working as a translator helping the McCanns, was one of three people questioned. Two others, a German woman and a Portuguese man, were interviewed as witnesses and released.
Mr Murat was also released, but police revealed that - for the first time in this investigation - they were treating one of the three as an "arguido", a suspect.
Madeleine and the Family

Please live a message for support Madeleine's family. HERE Thank you
Por favor deixe uma mensagem de apoio a familia de Madeleine. AQUI Muito obrigado(a)
terça-feira, 15 de maio de 2007
Police identify Madeleine suspect
PRAIA DA LUZ (Reuters) - Portuguese police said on Tuesday they have identified a suspect in their investigation of the kidnapping of four-year-old Madeleine McCann
On Monday they searched a villa close to the complex from where she went missing more than a week ago and took away a British man, Robert Murat, for questioning.
"There is a suspect," a spokeswoman for the judicial police said but gave no further details.
It was not immediately clear whether the suspect had been arrested. In Portugal police can identify a suspect without arresting the person.
Murat often spoke to reporters in the days just after the disappearance of Madeleine, saying she looked like his daughter in England. His mother’s house, "Casa Liliana," is about 150 metres from the resort apartment where the McCann family was staying when their daughter disappeared.
Local television showed images of the house, which had a large green gate.
Police were seen leaving the house late on Monday after entering it early in the day. Police drained the swimming pool at the house, according to local media.
Where is Madeleine dia 12 /day 12
Madeleine and is family
David Beckan
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Madeleine Mc Cann dia 11 / day 11
The parents of missing Madeleine McCann reaffirmed their belief that she is safe and well earlier today, as police forensic teams this evening sealed off a nearby villa, just 150 yards from where the little girl went missing.
Intense police activity surrounded the house lived in by British man Robert Murat.
Murat's mother Jenny, who is believed to own the house, has been running a stall on the seafront in the village of Praia da Luz, Portugal, appealing for information from members of the public about Madeleine's disappearance.
Murat was a regular sight crossing the police tape and approaching the McCanns' apartment following Madeleine's disappearance. He said he was helping the McCanns as a translator. But journalists told police earlier this week that they had suspicions about him.
The Policia Judiciara confirmed that they were questioning a man. A spokesman for the investigation did not confirm the nationality or identity of the person and described it as a "normal development".
On May 4, the day after Madeleine's disappearance when media descended upon the area, Murat made himself known to journalists, chatting about the case but refusing to reveal what his role was initially. He told people that he had a daughter the same age as Madeleine.
A few days later Sunday Mirror journalist Lori Campbell reported him to the Portuguese police because she thought he was suspicious. She said: "Basically he surfaced on Friday afternoon last week and was walking around as if he was somebody official. He claimed that he was just a local guy who spoke fluent Portuguese and English and was helping the family.
"He was coming in and out of the family apartment speaking with the media and acting like he was somebody official. But when questioned about it, he was very vague about his position. He said he just volunteered to help the police with their investigation."
The Policia Judiciara later said that more than one person is being questioned, but no one has been formally arrested.
Earlier, Madeleine's father Gerry McCann said that until the family saw "concrete evidence to the contrary", they continued to be convinced that the four-year-old daughter is "safe and being looked after".
His wife, Kate, also emphasised that the couple had no intention of returning to Britain from Portugal in the immediate future.
Madeleine was snatched from her bed in a holiday apartment in the Portuguese village of Praia da Luz on May 3.
Despite their ordeal, the McCanns said they had drawn strength from the "spiritual outpouring" that they had received both in Portugal and around the world.
Speaking outside the apartment where their daughter was abducted, Mr McCann looked relaxed standing beside his wife, who was holding Madeleine's favourite cuddly toy.
For the first time the couple took questions from the media.
They were asked how they were coping and Mr McCann replied that although it was extremely difficult, they had received help from travel trauma consultants, helping them to look forward and direct negative emotions out of their minds.
He said the process was helping them channel everything into looking forward.
"As far as we are concerned, until there is concrete evidence to the contrary, we believe that Madeleine is safe and being looked after and that's how we can continue in our efforts," he added.
domingo, 13 de maio de 2007
Madeleine Mc Cann

I hope the poor little girl is found and returned safely. But parents need to be very aware how dangerous it is for children especially travelling abroad. If you must take your child never let them out of your sight and trust them to no one. There is a growing evil abroad in child abduction. The Police will be of little help as they will at first assume the child is simply lost. By the time they realixe it's an abduction it will be too late. The first few hours after a child goes missing are the most crucial. After 24hrs. the chances of recovering a child drops massively. Child adbuctors know this and specifically target foreign children. If you must take your child travelling abroad have them finger'foot printed and photographed before leaving. Then Heaven forbid if anything should happen you can give the information to the pollice to assist them. Never take your childs safety for granted, don't let a moment of distraction turn into a life time of regret and sorrow
- Pat, Edinburgh
What kind of parent leaves their very YOUNG children, in an apartment, in a foreign country alone for hours at a time??I really do hope they find Madeleine alive and well. But I sincerely hope there will be some serious consideration on whether to return her to her parents or not.
- Becky, Wokingham
Why can't they release the registration number to all petrol stations? Obviously these people have to get petrol from somewhere in Spain or Portugal etc. This could be so easily put to an end to and Maddy returned safe. My thoughts are with her.
- Joanne Lynn, Glasgow Scotland
I feel nothing short of contempt for those responsible for Madeleine's abduction, AND the obvious shortcomings of the Portugese Police! I join the rest of the World in praying that these sorry excuse-for-human-beings finally come to their senses and set that beautiful, much-loved little angel free, somewhere safe where she can be found! As a mother of two, I send my prayers to her Parents.
- Freda, West Yorkshire, England
Our thoughts are with you and your whole family. We crave news that will bring a positive ending to your nightmare. Keep strong.
- Alison Roberts, Buckingham, UK
Very unfortunate circumstances! I really do feel for the parents and family. My prayers are with them all and I hope Maddy is returned in safe hands.
- Aysha, Gloucester, UK
The efforts of the Portugese Police goes to show how much more efficient our Police are at organising searches and starting a major enquiry. I wish everyone involved in this search the very best of success. Our thoughts are with the parents and family at this terrible time. To those individuals who've snatched the child - give her back now. It doesn't matter how you do it - just get on with it now!
- John Bowley, Winchester England
Our prayers and thoughts are with Madeleine's parents. We are praying for her safe return.
- Kay, JHB, SA
Why has it taken a week for this information to come to light? Let's hope it is positive and she is returned to safety as quickly as possible.
- Ian, UK
The story of Maddy has really touched my heart. Having children of the same age, I can't even imagine the anguish her parents are feeling right now. I pray every day that she is found and that the heartless criminal/s be brought to justice for the unforgivable crime of taking a child from her loving family. It makes me feel so angry, upset and frightened that there are such evil people in this world, how dare they do this, how dare they. Lets all pray that this new information leads to finding her. God bless you Maddy, may the lord keep you safe
- Emma, London
I hope they catch these people ASAP and Madeline is returned safely back to her parents.
- Brandon Thomas, London
I really pray and hope that little Maddie is found. I feel for the parents as they will never forgive themselves. I am guessing if it was Maddie in the garage then it was a highly dis-organised crime, and I just pray and hope there will be more loop-holes to be found.
- Mary, Dublin, Ireland
I also read somewhere that the lady went into the garage shop with the little girl and told the girl to say "thank you" in Portuguese. I am no detective but I don't think this woman is Maddy's kidnapper and the girl is Maddy. The reason for this is that if you kidnap someone you don't usually want to draw attention to yourself and your victim, unless it is part of your plan...
- Vicky, Southampton, UK
I really feel for these parents and hope and pray she is returned safely. I do feel that the longer she is missing there is less hope she will be returned safely. I have a little grand-daughter and I know if anything like this happened I would be distraught.
- Terry Ballard, Hornchurch, Essex
Another day, and Mady has not yet been found . As a mother myself or as a human being I fell so stressed so I cannot imagine how much her family must be feeling right now.
Let's keep praying for her to came back. She belongs to her parents , please give her back to them.
God bless you.
Isabel, London,
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sábado, 12 de maio de 2007
HELP FIND MADELEINE McCANN


Por favor ajudem-nos a encontrar esta menina.
Se têm informações por favor contactem00 351 282 405 400
Nos ayuden a encontrar a esta niña. Se tienen informaciones, contacten el00 351 282 405 400
Para fazer o download do poster da campanha para encontrar Madeleine McCann, por favor clique aqui.
Para bajarse una copia del poster de la campaña de Madeleine McCann, cliquen aquí.
Madeleine Mc Cann aniversario

From Armindo tavares
West Hendon , London
I beg to the ones who took you away, please tell us where Madeleine is.


Parents in Madeleine birthday plea
The parents of missing Madeleine McCann marked their daughter's fourth birthday on Saturday with a simple plea: "Please keep looking, please keep praying." more
sexta-feira, 11 de maio de 2007
A Dinastia Filipina
Mas ainda que António morreu em Paris em 1595, o verdadeiro símbolo da independência Portuguesa não era o prior do Crato mas o próprio rei Sebastião I. O povo português recusava-se a acreditar na sua morte e nutria uma fé messiânica pelo seu regresso, afirmando alguns que o tinham visto em 1600 em Veneza.
3ª Dinastia - Casa de Áustria
Filipe I " O Prudente" ( Filipe II de Espanha)1580-1598
Filipe chegou a Lisboa e foi aceite como Rei Filipe I (1580-98) pelas cortes em Tomar (1581). Garantiu a autonomia Portuguesa, por considerar a união como uma união pessoal, da mesma forma que tinham feito Isabel e Fernando com Castela e Aragão, indicar só Portugueses para a administração, convocar as cortes com frequência, e ser acompanhado por um conselho Português em Madrid.
Filipe I, nasceu em 1527 filho de Carlos V e de Isabel de Portugal. O seu primeiro casamento foi em em 13 de Novembro de 1593 com D. Maria Manuela de Portugal, filha de D. João III e de D. Catarina. Morreu em1598. Casou depois em 1554 com Maria Tudor, raínha de Inglaterra que faleceu em em 1558 . Casou depois com Isabel filha do rei de França e de Catarina de Médicis que morre em 1568. Volta a casar com Ana de Áustria ilha de Maximiliano II. Ana de Áustria morre em 1580.
Cortes de Tomar
Assembleia convocada por Filipe I em 1581 com vista a fazer-se jurar rei de Portugal pelos três estados do reino. Em troca, o monarca comprometia-se a manter e respeitar os foros, costumes e privilégios dos portugueses.
O mesmo aconteceria com os ocupantes de todos os cargos da administração central e local, assim como com os efectivos das guarnições e das frotas da Guiné e da Índia.
Era o princípio da monarquia dual, que vigoraria sem grandes alterações até cerca de 1620. Nas cortes, estiveram presentes todos os procuradores das vilas e cidades portuguesas, excepção feita às açorianas, fiéis ao rival derrotado de Filipe II, D. António, prior do Crato.
Calendário Gregoriano - Em 24 de Fevereiro de 1582,o Papa Gregório XIII, pela sua Bula Inter Gravissimas ordenava a reforma do Calendário, para um ano trópico de 365,2425 dias.
Filipe II " O Piedoso" (1598-1621)- Filipe III de Espanha
Esta garantias foram, no entanto, esquecidas por Filipe II ( III de Espanha 1598-1621) e completamente violadas por Filipe III (IV de Espanha, 1621-40).
Os ressentimentos dos Portugueses contra o governo Espanhol aumentaram pela falha desses reis em visitar Portugal, e indicarem Espanhóis para os assuntos Portugueses, e a diminuição do comércio consequente das guerras estrangeiras da Espanha, e no aumento dos impostos para pagar essas mesmas guerras.
Em 1624 os holandeses tomaram a Baía no Brasil, mas foram expulsos numa expedição Portuguesa e Espanhola (1625). Mas em 1630 ocuparam Pernambuco e as suas terras do açúcar, que mantiveram quase uma geração.
Visitou Portugal no final do seu reinado, em 1619, e quis assistir aqui a touradas e autos de fé. Casou com D. Margarida da Áustria, também conhecida por Margarida de Gratz ou Graetz, de quem nasceu o seu sucessor. Governou Portugal e a Espanha desde 1598 até 1621.
O Amazonas passa a domínio Português
Imensa zona florestal de cerca de 5 milhões de Km2. A maior parte da amazónia situa-se no Brasil mas também faz parte de outros países como a Venezuela, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia. Esta enorme mancha florestal é composta por zonas de floresta virgem, tornando-se numa importante reserva ecológica conhecida como o pulmão do mundo.Indissociável da história da amazónia está o seu rio, o Amazonas, que, desde cedo, despertou o interesse dos europeus, nomeadamente dos espanhóis e portugueses. Os primeiros europeus que o alcançaram foram provavelmente marinheiros espanhóis. Sabe-se que os portugueses chegaram ao estuário do amazonas por volta de 1503, uma vez que este foi assinalado nas cartas de J. Reinel e Lopo Homem.
Em 1616 foi construído pelos portugueses o Fortim do Presépio, tendo estes começado, a partir de então, a ocupar esta zona.
Filipe III " O Grande" (1621-1640) - Filipe IV de Espanha
O golpe final, foi o plano de Conde Duque de Olivares (1640), de usar tropas portuguesas contra os Catalães que estavam igualmente descontentes. Duas revoltas Portuguesas, em 1634 e 1637, não chegaram a ter proporções perigosas, mas em 1640 o poder militar Espanhol ficou reduzido pela guerra com a França e a revolta na Catalunha.
O ministro Francês, Cardeal de Richelieu, tinha agentes em Lisboa, e encontrou um líder em João II, duque de Bragança, neto da duquesa Catarina (sobrinha de João III), cujas reclamações ao trono tinham sido vencidas em 1580 por Filipe II de Espanha.
Aproveitando-se da vantagem da falta de popularidade do governador, Margarida de Sabóia, Duquesa de Mantua e do seu secretário de estado Miguel de Vasconcelos, os líderes do partido da independência conduziram uma revolução nacionalista em 1 de Dezembro de 1640. Vasconcelos foi praticamente a única vítima; as guarnições espanholas saíram para Espanha; e em 15 de Dezembro de 1640 o duque de Bragança foi coroado rei como D. João IV ( 1640-56).
D. Filipe III (IV da Espanha) casou com D. Isabel de Bourbon, filha do rei da França. Depois de viúvo, não sendo já rei de Portugal, casou em segundas núpcias com D. Maria Ana da Áustria.
Proxima semana Dinastia de Bragnca
Tabuaco em destaque


É sede de um município com 133.9 km² de área e 6 501 habitantes (2004), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Sabrosa, a leste por São João da Pesqueira, a sueste por Sernancelhe, a sudoeste por Moimenta da Beira e a oeste por Armamar.
Cerca de 25% da população trabalha no sector terciário, mas a agricultura continua a ser o sector com maior peso, cerca de 56% da população activa. Entre os produtos de maior importância económica, destaca-se o vinho e o artesanato.
Gentilico – Tabuacense
Site oficial- http://www.cm-tabuaco.pt/
Adorigo
Arcos
Barcos
Chavães
Desejosa
Granja do Tedo
Granjinha
Longa
Paradela
Pereiro
Pinheiros
Santa Leocádia
Sendim
Tabuaço (Tabuaco)
Távora
Vale de Figueira
Valença do Douro
sábado, 5 de maio de 2007
Madelleine Mc Cann

Madeleine Mc Cann

Madeleine Mc Cann

Madeleine Mc Cann

Madeleine Mc Cann e a Familia

Os Pais de Madeleine Mc Cann
Madeleine Mc Cann e os Irmaos
Lugar aonde Madeleine Mc Cann desapareceuquinta-feira, 3 de maio de 2007
VISEU 27th INTERNATIONAL HALF MARATHON
Came join the biggest desportive event of the Region of Viseu
September 09 2007 at 10:00 am
Registration until September 5 2007 - 5 euros per registration
To: Grupo Desportivo "Os Ribeirinhos"
Bairro da Misericordia
Bloco B r/c D - Porta 1
3500 Viseu Portugal
Mobile: (00351) 968 073 333 (Olimpio Coelho)
Fax: (00351) 232 430 989
Certificates-T-shirts-Trophies-Medals-Various Prizes and Money
27a MEIA MARATONA INTERNACIONAL DE VISEU
Venha participar no maior evento desportivo da regiao de Viseu
09 de Setembro 20067 - as 10:00 horas
Inscricoes ate 5 de Setembro 2007 - 5 euros por inscricao
Para: Grupo Desportivo "Os Ribeirinhos"
Bairro da Misericordia
Bloco B r/c D - Porta 1
3500 Viseu
Telemovel: (00351) 968 073 333
Fax: (00351) 232 430 989
Diplomas-Camisolas-Diversos Premios-Medalhas-Tacas-Trofeus e Dinheiro
A Dinastia de Avis
A declaração de Coimbra, que declarava rei o Mestre de Avis, como João I e fundador de uma nova dinastia. tinha os seus fundamentos, porque a maioria da nobreza e clero ainda consideravam a rainha de Castela a sua herdeira de direito; mas o sentimento popular era mais forte, e João I tinha fortes e dedicados aliados em Nuno Álvares Pereira, " o Santo Condestável", o seu campeão militar, e em João das Regras, o seu chanceler e jurista.
Independência assegurada. Muitas cidades de cidades e castelos permaneceram fiéis a Castela, quando Juan I apareceu com um forte exército no centro de Portugal. Ainda que em muito menor número, os portugueses ganharam a grande batalha de Aljubarrota ( 14 de Agosto de 1385), na qual a cavalaria Castelhana foi totalmente destroçada e Juan de Castela escapou dificilmente.
A vitória seguida por êxitos posteriores de Nuno Álvares, asseguraram o reino a João I e fizeram dele um aliado desejável. Uma pequena força de arqueiros ingleses estiveram presentes em Aljubarrota. O tratado de Windsor (9 de Maio de 1386) estabeleceu a aliança Anglo-Portuguesa, aliança até hoje permanente entre os dois reinos
Jonh of Gaunt, Duque de Lencastre, veio à Península (Julho de 1386) e tentou uma invasão de Castela conjuntamente com João I. Não teve êxito, mas os portugueses casaram com o rei a filha de Jonh of Gaunt, Filipa de Lancaster (1387), que introduziu vários usos ingleses em Portugal .
A corte portuguesa falava em francês como na Inglaterra aristocrática e oficial, os príncipes tomam nomes ( Eduardo - Edward, Henrique-Henry) e títulos de duque, à inglesa, nascendo com notáveis dotes e sendo primorosamente educados no ambiente criado por D. Filipa, preceptora da corte, constituída por gente nova.
Arranjaram tréguas com Castela em 1387, mas a paz só foi finalmente concluída em 1411. A vitória de João de Avis pode ser vista como uma vitória do espírito nacional contra a ligação feudal da ordem estabelecida. Como muita da antiga nobreza tinha aderido a Castela, João I recompensou os seus seguidores à custa daquela e não da coroa.
Em 22 de Agosto do ano da Era Juliana de 1460, o Decreto Régio de D. João I, ordenou que daí em diante se passasse a usar o ano do nascimento de Cristo como ano do começo ou referência, substituindo assim a era de César. Assim, o dia a seguir ao decreto régio, deixaria de ser o: 16 de Agosto de 1460 da Era Juliana para ser o 16 de Agosto de 1422 Era de Cristo.
O comércio prosperou e o casamento de Isabel, filha de João I, com Filipe o Bom de Borgonha foi seguido pelo crescimento das estreitas relações comerciais com o seu condado da Flandres. Com a conclusão da paz com Castela, João I necessitou de uma saída para entreter os seus homens de armas e os seus próprios filhos e organiza a conquista de Ceuta (1415), a partir da qual começa a grande era das expansão dos Portugueses.
A Figura de D. João I - Filho bastardo de D. Pedro I e de uma dama galega de nome Teresa Lourenço, D. João I nasceu em Lisboa aos 11 de Abril de 1357. Casa-se em Fevereiro de 1387, na cidade do Porto, com D. Filipa de Lencastre filha de Jonh of Gaunt, Duque de Lencastre. D. João I foi de facto um Rei de Boa Memória. Foi pai, foi avô e deixou a filhos e filhas, assim como aos netos, casa opulenta. A mulher satisfê-lo ao ponto de não se lhe registarem aventuras galantes para lá do matrimónio.
Vivendo numa época europeia turbulenta e devassa, plena de mortandades políticas e questões sangrentas entre familiares, oscilando entre o misticismo mais exagerado e o prazer mais desregrado, coeva da Guerra dos Cem Anos e dos desmandos das Duas Rosas, este rei pôde deixar de si Boa Memória e, sendo um homem, conseguiu realizar a divisa " Por Bem".
D. Duarte I " O Eloquente"(1433- 1438)
Durante o curto reinado do seu filho mais velho Duarte I, este tentou sem sucesso a conquistar Tanger mandando aí o terceiro filho de João I, o príncipe Henrique o Navegador, e o seu irmão mais novo Fernando, mas a expedição falhou, e Fernando foi capturado pelos Mouros e aí morreu(1443).
Depois da morte de D. Duarte e até à maioridade de D. Afonso V, foram regentes D. Leonor de Aragão e Pedro, Duque de Coimbra de 1438-1439. D. Pedro foi regedor de 1438-1439. O príncipe D. João foi regente e efemeramente rei, de 1476-1477.
D. Afonso V ( 1438 -1481 ) - "O Africano"
Com a morte de Duarte I, o seu filho Afonso V ainda era uma criança, e o seu irmão Pedro, duque de Coimbra, tomou a regência (1440) em vez de o fazer a viúva, Leonor de Aragão. Mas a regência de D. Pedro foi mais tarde desafiada pela poderosa família de Bragança, descendente de Afonso, filho ilegítimo de João de Aviz, e Beatriz, filha de Nuno Álvares Pereira.
Esta família continuou a voltar o rei contra seu tio, que foi forçado a deixar a regência, e tomar as armas, morrendo em Alfarrobeira (Maio 1449). Afonso V (1438-81) provou não ser capaz de resistir aos Braganças, que se tornaram a família mais rica e poderosa de Portugal.
Conquistas de D. Afonso V em África
Após terem tomado Constantinopla, os Turcos cercam Belgrado em 1456. O papa manda pregar uma nova cruzada contra os infiéis. Quase todos os soberanos europeus fazem orelhas moucas. Só D. Afonso V corresponde ao apelo do papa e promete ir combater os Turcos com um exército de doze mil homens, iniciando logo os preparativos.
Mas, em 1458, o papa Calisto III morre, a ameaça turca perde força, e a cruzada cai no esquecimento. As tropas que o rei português prometera conduzir aos Balcãs estão prontas para defender a Cristandade. Tinham-se feito grandes despesas e para que todo esse esforço não aparecesse como inútil, o rei resolve utilizar esses meios numa expedição ao Norte de África.
E conquista a pequena praça de Alcácer-Ceguer, no estreito de Gibraltar, em 1458. Em 1463-1464 há nova expedição a Tânger, mas que não resulta. Em 1471, Arzila é conquistada e Tânger ocupada. Nesta última campanha participa o príncipe D. João que, com 16 anos, se bate corajosamente e é armado cavaleiro. São estas expedições a África que valem o cognome de o Africano a D. Afonso V e que lhe conferem prestígio entre a nobreza europeia.
Como tinha casado com Joana, filha de Henrique IV de Castela, Afonso V reclamou o trono Castelhano e envolveu-se numa larga disputa com Fernando e Isabel, e foi derrotado na região de Zamora e Toro em 1476. Embarcou para França para pedir ajuda a Luís XI, mas não o conseguiu.
No seu regresso assinou com Castela o tratado de Alcáçovas (1479), abandonando os direitos da sua esposa Joana. Afonso V nunca recuperou deste seu fracasso, e durante os seus últimos anos de vida, o seu filho João administrou o reino.
D. Afonso V nasceu em Sintra em 15 de Janeiro de 1432, filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão, e casou em 6 de Maio de 1447 com a sua prima D. Isabel, filha de D. Pedro, Duque de Coimbra. Em 1475, D, Afonso V casa com Joana de Castela ( Joana a Beltraneja), sua sobrinha. Este segundo casamento foi dissolvido pelo Papa Sisto IV, devido à sua consanguinidade. Faleceu em Sintra em 28 de Agosto de 1481.
Consolidação da monarquia.
D. João II (1481-1495)- "O Príncipe Perfeito"
João II era tão cauteloso, firme, e zeloso do poder real como o seu pai tinha sido um mãos largas e negligente. Nas primeiras Cortes do seu reinado, detalhou exactamente como os grandes vassalos lhe deviam prestar homenagem.
Uma suspeita de conspiração levou-o a prender Fernando II, duque de Bragança, e a maioria dos seus seguidores; o duque foi condenado à morte e executado (1484) em Évora, e o próprio João II apunhalou, Diogo duque de Viseu (1484).
Ao mesmo tempo que atacava o poder da nobreza, João II atenuava os efeitos do desfavorável tratado com Castela. Calculista e resoluto, recebeu mais tarde o cognome de "o Príncipe perfeito". João II morreu depois da morte do seu filho legítimo o infante D. Afonso, e assim foi sucedido por seu primo, o duque de Beja, como Manuel I (1495-1521), conhecido como "o Afortunado".
Consolidação do poder real
D. João II, consolidou o poder real. Constrói assim os alicerces de um estado moderno. E na ordem externa lança as bases de uma empresa colonial cujos frutos virão a ser colhidos nos reinados seguintes. Porém, o sonho da união dos reinos peninsulares sob uma mesma coroa, acalentado por seu pai, não o abandona completamente.
Sabe que, com propósitos semelhantes de hegemonia peninsular, aos reis de Castela e de Aragão agrada a ideia de casar a sua herdeira, a infanta Isabel, com o infante D. Afonso de Portugal. D. João II desenvolve uma estratégia conducente à realização desse casamento, que virá a verificar-se, por entre festejos de grande fausto, em Novembro de 1490.
Pouco tempo irá, no entanto, durar o sonho. Em Julho de 1491 o príncipe D. Afonso morre numa queda de cavalo, à beira-rio, perto do paço de Almeirim. Todo o projecto se desfaz. Dominado por uma profunda dor, D. João II ainda tenta legitimar em Roma D. Jorge, um filho bastardo.
Mas a oposição da rainha e as influências dos seus inimigos prevalecem. D. Manuel, duque de Beja, irmão do duque de Viseu que o rei assassinara por suas mãos, sobrinho-neto de D. Afonso V, está agora na primeira linha da sucessão.
A Figura de D. João II - Filho primogénito do rei D. Afonso V e de D. Isabel, D. João II nasceu em Lisboa a 5 de Maio de 1455. Casa em 16 de Setembro de 1473 com D. Leonor ( A Fundadora das Misericórdias ).
Morreu em Alvor em Outubro de 1495, no meio de pavorosa agonia, correndo vozes no tempo, do que fazem ecos os cronistas, de que a morte foi devida a peçonha misturada com a água.
D. João II foi uma das maiores figuras da nossa história, não tanto pelas qualidades pessoais, como pelos métodos de governo, sobretudo pela obra que realizou no fortalecimento do poder régio.
Ainda que a nobreza portuguesa chamava "Tirano" a D. João II, o melhor elogio da sua figura foi o de sua prima Isabel a Católica rainha de Espanha, que disse quando soube da sua morte : "- Murió el Hombre !"
D. Manuel I (1495-1521) "O Afortunado"
D. Manuel I, que assumiu o título de :
" Rei de Portugal e dos Algarves e senhor da conquista, navegação, e comércio da Índia, Etiópia, Arábia e Pérsia,"
Herdou uma monarquia autocrática firmemente estabelecida e uma rápida expansão do império do ultramar, graças ao trabalho de João II.
Pela necessidade de defender os interesses do ultramar, tratou com Espanha o Tratado de Tordesilhas (1494) ao qual juntou o desejo de juntar a península sob a Casa de Avis, casando com Isabel, filha mais velha de Fernando e Isabel a Católica, que no entanto, morreu (1498) ao dar à luz o seu filho Miguel da Paz.
Esta criança foi reconhecida como herdeira de Portugal, Castela e Aragão mas morreu na sua infância. Manuel I casou então com a irmã de Isabel, Maria (morta em 1517) e a terceira vez com Leonor, irmã do Imperador Carlos V.
Como condição do seu casamento com Isabel, foi-lhe pedido para "purificar" Portugal dos Judeus. João II tinha recebido muitos refugiados judeus expulsos da Espanha (1492) cobrou-lhes pesadas taxas, mas forneceu-lhes barcos para deixarem Portugal. Como isto não se fez, Manuel I, em Outubro de 1487, ordenou aos judeus que abandonassem Portugal, num prazo máximo de 10 meses.
Quando se juntaram em Lisboa, foram feitos grandes esforços para conseguir a sua conversão com promessas e pela força. Alguns resistiram à ideia dessa conversão e foram autorizados a sair, mas os restantes foram "convertidos" com a promessa de que nenhum inquérito seria feito às suas crenças, antes de passarem 20 anos.
Como "Cristãos", não podiam ser obrigados a emigrar, e foram até proibidos de deixar Portugal. Em Abril de 1506, um grande número desses "novos Cristãos, ou marranos," foi massacrado em Lisboa durante uma desordem, mas Manuel I protegeu-os, e permitiu que emigrassem para a Holanda, onde puseram a experiência adquirida do comércio dos Portugueses ao serviço dos Holandeses
D. Manuel I era o nono filho do infante D. Fernando ( filho de D. Duarte ) e de D. Brites, nasceu em Alcochete em 31 de Maio de 1469 e faleceu em Lisboa a 13 de Dezembro de 1521estando sepultado na capela-mor do Mosteiro dos Jerónimos em Belém. Casou a primeira vez em 1497 com a viúva do infante D. Afonso, D. Isabel filha dos Reis Católicos. Com a morte de D. Isabel em 1498, voltou a casar em 1500 com a infanta D. Maria, irmã da sua primeira mulher. Viuvo de novo em 1517, volta a casar com D. Leonor, irmã de Carlos V, e que fora primeiramente destinada ao seu filho.
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